Trindade
Se seu companheiro te traiu, não perdoe.
Você se arrependerá pelo resto da vida.
Você diz que o perdão é esquecimento, que o verdadeiro perdão é taxativamente puro e não tem memória.
Não acredito nisso.
Por mais que a pessoa mude, se transforme, você sempre será amedrontado por esse fato. Mesmo que você nunca mais volte ao assunto ou que nunca mais o seu companheiro o faça.
Você pode até perdoar, mas nunca vai esquecer. Nunca mais será a mesma coisa. E não tente se enganar, tudo isso é fato.
Mas uma coisa é certa. Aliás, duas coisas são:
– Ninguém muda.
– Quem ama não trai.
Sua opinião contra ou a favor não muda nem mudará a essência dessas afirmações.
Se você não tem dinheiro, não compra nada e se você não tem nada, você não é ninguém. Se você não é ninguém o mundo te ignora e se o mundo te ignora a vida não tem graça nenhuma.
Bem, retificando, você pode até tratar todo mundo bem, mas no fundo você sempre terá no seu inconsciente a tendência de observar e ouvir quem tem mais posse material.
Tome cuidado com quantos amigos você tem no Facebook ou em qualquer rede social. A maioria só irá te valorizar se tiverem uma oportunidade de ter algo em troca ou, em outras palavras, são pessoas oportunistas.
Faça o seguinte teste:
Se sentir que, se você não chamar para conversar nas redes sociais ou nos seus aplicativos de mensagem, elas não lembrariam de você, realize o teste que eu chamo de “amizade ostentosa”:
Comece a postar fotos de viagens internacionais que você nunca fez, poste fotos de carros luxuosos ou apenas um, talvez alguma festa pomposa ou participação de um evento muito glamoroso em sentido midiático.
Faça isso tudo no decorrer de uma semana. Não estou falando para você mentir dizendo que adquiriu aquilo, que viajou ou mesmo que seja influente no meio artístico. Poste sem nenhum comentário, mas que suas fotos sejam apenas sugestivas. Durante esse processo verifique quantas pessoas que nunca te perguntaram como você está, de uma hora para outra vão mandar um:
“Oi, quanto tempo…”.
Isso prova o quanto somos mesquinhos e, às vezes, idiotas em nossas atitudes.
Tudo pode ser oportuno, mas tudo é vaidade.
Não se deixe levar pelo que as pessoas tem e sim pelo que elas são.
Nenhum número pode comprar sabedoria, conhecimento nem o amor “verdadeiro” de ninguém.
Podem até enganar, mas com o tempo tudo isso vem à tona, pois o dinheiro impressiona, engana mas não sustenta o caráter de ninguém.
Você nunca pode rebaixar o valor que uma pessoa concede a um determinado o problema baseando-se no valor que você dá ao mesmo.
Não menospreze o que é de valor para outra pessoa. Não humilhe ninguém com seus comentários egoístas só porque uma pessoa tem valores diferentes dos seus. Não fique furioso se o seu amigo não se importa pelas suas preocupações. Não julgue ninguém por coisas fúteis. Melhor, Não julgue ninguém por nada pois essa responsabilidade não é sua.
Independente de como você aja ou do que faça, sempre, eu digo, sempre existirão pessoas que falarão mal de você, que vão te criticar por certas atitudes.
Então não viva a vida de outros. Não pratique atos que os outros querem que você pratique. Não tenha uma personalidade fraca, infeliz e inconstante apenas para ser aceito por quem você não conhece.
Faça tudo aquilo que você ache certo, que vai ser de benefício para você e não deixe que pessoas ou comentários depreciativos o incomodem, porque sempre, em todas escolhas que você fizer na sua vida, em todas as decisões que você tiver de realiza no seu dia, em todas os rumos que você tomar, sempre vai haver pessoas que lhe criticarão ou te depreciarão por isso.
Isso é certo e inevitável.
Acostume-se.
Mantenha o foco e saiba que quando você toma decisões baseadas em opiniões de outros, por todas as consequência quem irá pagar será você e não eles, por apenas você viver a sua vida.
Pois a crítica e o conselho sempre serão formas de nostalgia fracassada de outrem que insistimos em repetir em nossas vidas.
Temos que entender que devemos praticar o que é correto porque é o certo a fazer e não porque vamos receber uma punição se não o fizermos.
Devemos nos acostumar a fazer o bem, a fazer o que é bom pra nós e pra os outros não porque precisamos fazer, mas porque é o certo da prática do amor ao próximo e a si mesmo.
Somos moldados pela mesmice de fazer sempre o que é mais fácil, e seguimos buscamos uma referência para basear nossas atitudes. E por medo ou covardia seguimos sempre a maioria, fugindo da discriminação.
Se você é esquisito (assim como eu), se você tem atitudes diferentes dos outros e se sua maneira de pensar e agir não ofendem ninguém, seja único. Tome decisões e aja conforme seus desejos.
Não seja mais um na multidão.
Não fique focado demais em coisas que não vão te dar alegria.
Preste atenção ao seu redor e veja como o mundo pode ser maravilhoso e as pessoas também.
