Trechos de Livros
"MEMÓRIAS DA MATERNIDADE"
Do primeiro choro ao primeiro sorriso, das mãozinhas pequenas agarrando seu dedo aos primeiros passos inseguros. Cada fase única, intensa e fugaz.
Num piscar de olhos, aquele recém-nascido que cabia em seus braços agora explora o mundo com curiosidade. E num dia bem próximo, sem perceber, será a última vez que aquelas mãozinhas pequenas vão depender da segurança do seu dedo pra caminhar.
O tempo vai sem dó, mas as memórias que você cria vão ficando nos detalhes, nos gestos, nas fotos que contam a história desse amor imenso. Tudo o que você vive agora é a construção do seu refúgio de paz e será para sempre o seu caminho de volta, aquele que costumamos chamar de Lar.
Eu só quero ver o sol nascer
Sem nenhum problema pra resolver
Só dançar, sem me preocupar
O caminho por onde eu vou voltar
Mente inquieta, palpita o coração.
Um turbilhão de pensamentos
cheio de dúvidas e incertezas
passam a todo momento.
Estou soterrado...
Em meio aos pensamentos
de ser ou não ser.
A expressão de um sentimento.
Mentira ou verdade?
São diferentes, porém iguais.
Dependem de quem acredita,
seja um mentiroso ou um inocente.
Somos prisioneiros do tempo,
perdidos, isolados...
Até sermos encontrados.
Uma prisão sem paredes
na imensidão de nosso ser...
Na encruzilhada das incertezas,
surgem olhos confusos, maravilhados,
porém, com receios de decidir.
Enxergando possibilidades
em meio ao mar de tantas dúvidas.
Cavaleiro de armadura reluzente,
mostra sua bravura indômita.
Lança-te à batalha dos desejos,
à guerra da linguagem corporal.
Vivo criando expectativas,
imaginando o que dizer,
idealizando te conhecer
sem ao menos você saber.
O poeta e seus pensamentos
transformando o imaginário do seu ser
em realidade para se ver.
A inspiração que vem com alegria.
O sentir que dá vida a sua poesia.
O viajar sem destino,
desconectado do mundo,
mergulhou nesse mar profundo.
Conectado com seu sossego
no desassossego do Pessoa
o prazer de uma boa leitura.
Uma doce ilusão sonhadora,
sob o olhar que não foi visto.
Este é o mundo que enxergo,
que pertenço sem pertencer.
Com esse olhar para a vida,
que descobri na poesia,
encontrei uma razão para existir.
Enxergando com o meu olhar de poeta
o passado, presente e futuro do meu ser
De todos os materiais, a água é o mais resiliente. Sobe até os céus, desce como gotas de lágrimas, percorre corredeiras, despenca em forma de cachoeiras, cabe orgulhosamente num oceano ou humildemente na circunferência dos olhos. Não resiste aos obstáculos, contorna-os sem reclamar. Deveríamos ser metaforicamente como a agua. Caímos, nos levantamos. Somos pisados, contornamos. Somos excluídos, evaporamos, vamos para outros ares.
