Trechos de Amor
Fotografia em 3000
Ah, eu sei bem da história,
Eles cantam vitória,
E eu canto mais amar.
Ah, eu sei bem é da glória.
Eu fico para a história,
Eles ficam para ganhar.
Senta limpo na estrada,
Molha o pé na calçada,
Meio fio de Ninguém.
E na hora da Pedrada,
outra bruxa. Ah, Coitada.
Liberta e é refém.
Nessa minha geração
Que não conhece nada
Por inteiro
Nunca abre o livro, então,
Diz que ele é
Feiticeiro.
Viver na sombra lenta
Junto aos subestimados
Na verdade, acalenta
Todos os gênios cansados.
A cultura na fogueira,
Brutalmente assassinada
E na fulgura, berradeira,
O povo faz outra piada.
Prepotente, berra um.
Suicida, berram dois.
“Eu sei mais do que o comum”
E pediu feijão com arroz.
Ah, eu sei bem da história
De quem levanta seu cartaz
Faz a arte, ganha escória
Apenas por tentar demais.
“Não levante tanto a voz”,
“Não fale tanto de si”,
Ah, eu tiro bem os pós
E esfrego no que li.
Todos morrem sem flores
E florido é o caixão
Ah, querem mais é dos autores
Do: “calados vencerão”.
Ah, eu sei bem da história,
Eles cantam a vitória
Com meu sol escaldante.
Mas
Quando tudo for memória
Veremos a dedicatória
A quem morreu com
Seu berrante.
(Vanessa Brunt)
"Amar é como estar no miolo de um furacão, uma enorme segurança dentro e uma destruição sem limites fora..."
O Verbo Amar De Quatro Letras Conjugado Com Quatro Patas
A palavra “amor” possui quatro letras, mas, graças a ti, percebi que também pode ter quatro patas; lembrei que a felicidade não é uma constância, sim uma soma de momentos felizes e, certamente, cada um ao teu lado, eu fui feliz; muitas vezes, quando estava triste, a tua animação ou o teu silêncio repousando aos pés foram o abraço de conforto mais sincero que recebi — a tua maneira carinhosa de falar que ia ficar tudo bem, que ainda não era o fim.
Por tua causa, então, passou a ser muito estranho ouvir que um animal tão empático é irracional; mostravas mais sensibilidade e bom senso do que muita gente, sempre sabias se eu estava bem ou se estava mal. Foste presente de várias formas, a minha melhor companhia em certas ocasiões, inclusive durante as tempestades, em fases que fiquei quase sem forças — uma fidelidade desumana pelo nível de excelência. O amor expressivo transbordava da tua essência.
Hoje, afirmo seguramente que foi fruto da Providência Divina a tua existência na minha vida, parte importante da minha jornada. Agradeço imensamente ao Senhor. E agora, o teu lindo amor de quatro patas é sinônimo de saudades, continuará existindo numa área reservada da minha mente, assim, será um lembrete do que é amar de verdade; uma luz aprazível de ânimo e um fôlego para minha alma. Às vezes, um latido alegre vale muito mais do que um “eu te amo”.
Sim, vamos todos morrer e ser esquecidos. Mas entre agora e a morte, podemos amar, criar, lutar, construir. O niilista enxerga só a morte. O humanista enxerga o "entre".
A grande tragédia não é que a vida termine, mas que alguns nunca se permitam amar profundamente enquanto existe.
A humanidade é a única espécie capaz de amar e destruir o que ama, e ainda chamar isso de progresso.
Negar verdades absolutas é fácil; difícil é amar a realidade o suficiente para não mentir sobre ela.
Amar o inimigo não é virtude; é irresponsabilidade moral. O mal não se cura com afeto, mas com limites.
"Amar os inimigos" é de longe a frase mais burra já proferida na história da humanidade. O lugar dum psicopata é na cadeia, ou no cemitério; amar o inimigo não é virtude, é burrice. Quem estende a mão a um monstro torna-se cúmplice do próximo crime!
Amar ao próximo implica rejeitar o racismo, o machismo, a homofobia e o elitismo. Por isso, amar ao próximo é incompatível com votar na direita.
Se o cristianismo é verdade e devemos amar os inimigos, então julgar e ameaçar os ateus é o mesmo que abraçar o capeta!
Se amar o próximo define o verdadeiro cristianismo, as igrejas atuais não passam do maior esquema de recrutamento para o inferno já inventado! Mas fiquem tranquilos: padres e pastores terão o privilégio da primeira fila, já que passaram a vida enriquecendo através da miséria alheia e vomitando ódio ao próximo!
Talvez o problema seja o conceito de "amor": para o religioso médio, amar parece ser o ato de odiar fervorosamente qualquer um que não se curve ao seu delírio coletivo.
Amar o próximo implica amar todo o seu "pecado". Então está explicado por que as igrejas estão infestadas de fanáticos e psicopatas. O cristianismo é o lixão da humanidade porque reúne os piores humanos.
