Trânsito
O Estado tem que ver o trânsito como um problema a ser solucionado e não como a solução para os seus problemas financeiros.
Cada dia o trânsito complica-se mais; mas, a direção
do Espírito Santo dá a sabedoria ao homem para sair
da complicação do mundo.
As placas de trânsito indicam a segurança e a precisão do seu itinerário e a Bíblia indica o caminho para a eternidade da alma de qualquer operário.
Desrespeitar as leis do trânsito dói no bolso e desrespeitar a Organização Mundial da Saúde dói tudo.
Pergunte ao Inspetor de Trânsito o que acontece com um motorista que entrar na contramão e pergunte para qualquer sábio nas Escrituras o que acontece com uma alma que andar e desobedecer a Sua vontade e aguarde a notificação judicial pelo desrespeito e pela ignorância de ambas as leis.
Todos os transgressores das leis de trânsito são punidos por suas posições contrárias à justiça da segurança pública que, se detidos pelos oficiais dos órgãos competentes, pagarão por desrespeitar as normas vigentes.
O trânsito costuma preservar, proteger e ter como companheiros de caminhada os indivíduos que o respeita e entendem os seus limites.
No trânsito, deveria ser como no casamento: cada motorista, assim como o homem e a mulher, deve ceder e agir com respeito mútuo, para que, em unidade, sigam seus caminhos com harmonia e traquilidade.
Eu já nem sei o que mata mais
Se o trânsito, a fome ou a guerra
Se chega alguém querendo consertar
Vem logo a ordem de cima
Pega esse idiota e enterra
Todo mundo querendo descobrir seu ovo de Colombo.
Tenho inspiração nos momentos mais estranhos possíveis, como por exemplo, no trânsito, Iniciando um atendimento, na hora que vou fazer algum trabalho... parece que a inspiração gosta de me ver ocupada.
SEU CORAÇÃO
Quando você mexe os silhos
Em seus lábios transito
E o que é mais bonito
É seu coração
Feito com as Mao,
Por mais que eu fale
Palavras não cabe
No meu coração,
Porque te abrigo
Levo-te comigo
No peito e na mente,
ES minha guia
Porque sego sou
Não enxergo o amor
Que abita em teu ser
Em teu pensamento
Só sinto a energia
A química física
E pelo que vejo
Já sei o desfecho
É desejo é desejo,
Quando você mexe os silhos
Em seus lábios transito
E o que é mais bonito
É seu coração
Feito com as Mao,
Faz um coração quem ta apaixonado
Faz um coração
E aponta pra pessoa que esta do seu lado
E diz a ela você é especial
Você especial demais pra mim
Compositor Antonio Luis
PRINCESA DA NOITE E O TRÂNSITO DO INAUDÍVEL.
Há uma noite que não começa no escuro.
Ela principia no primeiro intervalo entre dois sons.
Antes do acorde existir.
Antes da mão tocar a matéria do mundo.
Essa noite caminha em passos regulares.
Não corre.
Não implora.
Ela avança como quem conhece o destino e mesmo assim aceita cada desvio.
Seu pulso é constante como a respiração antiga da terra.
Seu coração repete arpejos como quem recorda uma memória que nunca foi esquecida.
Surge então a Princesa.
Não coroada por ouro.
Mas pelo silêncio que antecede cada nota.
Ela não reina pelo poder.
Reina pela permanência.
Tudo passa ao redor.
Ela permanece.
Seu vestido é tecido de sombras móveis.
Cada dobra nasce de um grave profundo que sustenta o mundo sem pedir reconhecimento.
Os sons baixos são colunas invisíveis.
São raízes que se enterram no tempo para que o céu não desabe.
A melodia não se impõe.
Ela se inclina.
Desenha curvas como quem respeita a dor do existir.
Há doçura em sua ascensão.
Mas nenhuma ingenuidade.
Toda nota sabe que cairá.
E mesmo assim sobe.
Quando a linha melódica se eleva.
Não é fuga.
É coragem.
É o espírito ousando olhar acima da própria noite.
Mas logo retorna.
Porque sabe que a verdade não mora no excesso.
Mora no equilíbrio entre desejo e limite.
O tempo não se rompe.
Ele se alonga.
Cada compasso é um passo dado com reverência.
Como antigos peregrinos que sabiam que chegar rápido era perder o sentido.
Há um momento em que a música suspira.
Não por cansaço.
Mas por compreensão.
Ali o som aprende que não precisa provar nada.
Apenas ser.
Os arpejos continuam.
Pacientes.
Persistentes.
São como estrelas repetindo o mesmo gesto há milênios.
Nunca cansadas.
Nunca apressadas.
E quando a intensidade cresce.
Não se torna violência.
Torna-se densidade.
A noite se adensa.
A Princesa caminha mais alta.
Mas não mais distante.
Ela conduz o ouvinte para dentro.
Não para fora.
Porque toda verdadeira epopeia não é conquista de terras.
É travessia da alma.
No trecho final não há triunfo ruidoso.
Há aceitação elevada.
O som repousa como quem cumpriu sua tarefa eterna.
Nada foi perdido.
Nada foi ganho em excesso.
A noite fecha os olhos.
A Princesa permanece de pé.
Guardando o que não pode ser dito.
Sustentando o mundo com a delicadeza de quem conhece o peso do silêncio.
E quando o último som se dissolve.
Não é fim.
É retorno ao invisível.
Pois a verdadeira música não termina.
Ela continua onde o ouvido já não alcança.
Nicotina pra quem não fuma,
Barulho pros que dormem,
Trânsito pra quem apressa,
Obediência na desordem.
