Traços
O linda, me convida pra ficar contigo
P'ro meus sonhos não serem desfeitos
Raios de luz traços rarefeitos
Infinita paixão de-me abrigo;
Pelo menos essa noite
Na penumbra sem açoite
Um cálice de vinho
Alucinar-me de carinho
Rubor ardente
Corpo a corpo efervescente
No peito sentir seu calor
Acabe com meu desejo
Enlouquecer -me com seu beijo
Cubra-me de laços de amor.
Tons escuros
Traços ocultos
Norte singular
Expresso sóbrio cultivar
União de raros oásis
Sentimento decifrados em notas musicais.
A literatura pode ser um pensar, um falar sem dizer, escritos em versos.
Sejam letras, sejam traços e desenhadas por um olhar, em; como enxergar quem de fato seja ela.
Ela é absinta e abstrata
Reverente ou irreverente
Direta e discreta
Concreta ou desdenhas da vida.
Descrever; ‘‘O ser em pontes e processos’’
Do ser e do não existir
Do viver e até do não sentir
Ela existe e insiste e persiste, que humanos viventes dessa fonte, desencadeia o saber e o entender a cerca do ‘’TUDO OU NADA’’, que traz sentido a isso, ou representa a arte envolto a realidade manifestada.
Na face traços, como fendas na rocha, tufão a revolver lembranças, tudo lição, alento, para intento e laço que torna fecundo os passos.
São os traços do meu poema
Que hão de me revelar mas, sei só são fragmentos
da vida e do tempo que estou a guardar.
Na incerteza me faço
Onde no saber eu disfarço
Que por linhas ou traços
Escrevo o que sinto
Por mais que menino
Sei bem o que quero
E do amor eu espero
O poema mais lindo
Que por nós seja escrito
Noite Gélida
''Noite gélida sopra a madrugada
Minha trajetória me leva a mover
Traços de minha escrita sagrada
Ainda em busca de não me perder
Os mesmos sabores já não quero
Sou como o ar muitas vezes paralelo
A noite coberto de descobertas
Posso chegar aonde quero
Se conseguir decodificar
minhas senhas secretas
Hackeio o tempo como white rose
Mas nao sou bipolar em minha atmosfera
Não sou juiz pra julgar nem dar sentença
Espero ajudar e fazer a diferença
Na vasta imensidão somos estrelas
Brilhando juntos na dança mais bela
Visão ancestral me conserva
29 ciclos, na verdade setenta mil décadas.
Versos e musicas são minha fórmula secreta
Desvendo tudo em minha visão
Sou o antigo egípcio de Tebas,
Grandes muros não me impediram
De mirar longe com alta precisão. ''
As mesmas impressões que esquecemos deixaram, todavia, os mais profundos traços em nossa vida psíquica, e se tornaram determinantes para todo o nosso desenvolvimento posterior.
O melhor motivo - Soneto
Cores entrelaçam minha aquarela,
em traços vivos, dou vida ao meu imaginar,
vejo chuva batendo em alguma janela,
água, que o vento não pode secar,
e vivo, vivo de um inverno a outro inverno,
aquecendo-me na estação sonhar,
meu silêncio, não será eterno,
na garganta um nó carrego, para o tempo desatar,
e sigo, vivo minha infinita tempestade,
e em cada segundo que vivo,
sei que és o meu melhor e único motivo.
Contudo, ó insensibilidade,
somos partes de algo escondido.
Somos e vivemos à sombra, de um tempo perdido.
"No espelho, um eco, verso controverso,
Círculos, versículos, fascículos, perverso.
Traços do mal, demônios em cada olhar,
Reflexos que ferem, dor a se espelhar.
Elevar a consciência, buscar sapiência,
Sons que reverberam, nova essência.
Cada ferida, portas ao mal se abrir,
Infernos pessoais, é tempo de redescobrir.
Círculos do inferno, como versículos ardentes,
Consequências do mal, vida de dissidentes.
Elevar a consciência, expulsar o ruim,
Caminhos melhores, sabedoria sem fim.
Neste compasso sonoro, vida de aflição,
Rimas e reflexos, nossa transformação"
Rompimento de laços
Desapeguei dos abraços
Desfiz do beijos ardentes
Rompi traços das nossas linhas
Da pimenta do pulsar
Destruído ficou em fragmentos
Foram laços rompidos.
Luíza Amanda: A Melodia da Vida
Nos traços do tempo, Luíza Amanda brilha,
Sua essência, um canto, como doce trilha.
Seus olhos contam histórias, tão cheios de luz,
Um sorriso que encanta, poesia seduz.
Luíza Amanda, num mundo de cores e mar,
É a calma suave que nos faz navegar.
Seu nome é canção, melodia a dançar,
No compasso da vida, sempre a deslumbrar.
Seus passos contam sonhos, constroem o amanhã,
Luíza Amanda, arte que não tem tamanho, não tem fim.
Seja eterna sua jornada, repleta de encanto e amor,
Luíza Amanda, poesia que encanta, alma de esplendor.
Ruiva
Nos traços de um crepúsculo ardente, Teus cabelos ruivos, em chamas de sol, Brilham como estrelas no horizonte, Tua presença é o sonho, o meu arrebol.
Teu sorriso, radiante como a aurora, Ilumina o céu de minha alma escura, Cada risada tua é como a música Que transforma o luto em doçura.
Em teus olhos vejo a dança dos astros, Reflexos de um mundo que eu sempre quis, Teus lábios, qual rubis de um jardim secreto, Despertam em mim um amor febril.
E, confessando agora sem receio, Este amor ardente, sincero e profundo, Quebro o silêncio com palavras nuas, Para que saibas o que é amar, o que é sentir.
Assim, deixo o coração em teus braços, Esperando que o destino nos una, Pois a ti, de cabelos ruivos e sorriso divino, Entrego todo o meu ser, minha fortuna.
Ouve-me
Ouve meu falar
Ouve meu traços em conexão
Ouve meu corpo
Ouve meu pulsar em movimento
Ouve as sensações que deliram.
Entre rabiscos e traços poéticos a alma fala o que o coração quer pronunciar.
Uma canção nasce de forma harmônica.
Sem dúvidas, a perfeição melódica está interligada a inspiração poetica.
Desenhávamos o futuro com traços gordos e noites curtas. Adormecíamos juntos, civilizados como nunca mais.
"Singelos traços de amor, genuínos e sutis, sustentam a arte da vida, garantindo que as dores se tornem apenas etapas na construção da alma. Na delicadeza do afeto, encontramos a força necessária para transformar cada sofrimento em um degrau para o crescimento."
Ponto longe
(inspiração pós adolescente)
Na palidez alva dos teus traços,
A tua alma revestiu-se humilde.
Os teus olhos choraram,
Apesar das lágrimas não rolarem.
Na contemplação do teu amor,
O teu ser, meio envergonhado,
Fez tuas mãos fugirem
Perante o primeiro contato de outra carne.
As tuas mãos vagaram pelo nada.
Ah, quantos vivem tristes,
Quantos não são como este ser amado e se repelem.
E quanta insegurança há neste mundo!
Agora, no fim deste poema,
Pela emoção, nenhuma palavra sai de mim,
não há mais nada.
A capacidade de mudar tudo
tornou-se ponto longe!
1971
