Todo Amor Precisa ser Alimentado
A vida não pode ser escrita a lápis. Você não pode apagar um erro e corrigi-lo. Mas pode recomeçar em outra linha.
Fico quieto. Primeiro que paixão deve ser coisa discreta, calada, centrada. Se você começa a espalhar aos sete ventos, crau, dá errado. Isso porque ao contar a gente tem a tendência a, digamos, "embonitar" a coisa, e portanto distanciar-se dela, apaixonando-se mais pelo supor-se apaixonado do que pelo objeto da paixão propriamente dito.
O verdadeiro valor de um homem não pode ser encontrado nele mesmo, mas nas cores e texturas que faz surgir nos outros.
A menina não te conhece mas te odeia, das duas uma: ou o namorado dela te ama ou ela queria ser sua amiga e não consegue.
Sempre aprendendo
Tenho aprendido que grande parte daquilo em que juramos acreditar pode ser somente crença alheia que a gente não passou a limpo.
Que pode haver algum conforto no acordo tácito da hipocrisia, mas ele não faz a vida cantar.
Que se não tivermos um olhar atento e generoso para os nossos sentimentos,
podemos passar uma jornada inteira sem entrar em contato com o que realmente nos importa.
Que aquilo que, de fato, nos importa, pode não importar a mais ninguém e isso não tem importância alguma.
Que enquanto não nos conhecermos pelo menos um pouquinho, rabiscaremos cadernos e cadernos sem escrever coisa alguma que tenha significado para nós.
Tenho aprendido com o tempo que quando julgamos falamos mais de nós do que do outro.
Que a maledicência acontece quando o coração está com mau hálito.
Que o respeito é virtude das almas elegantes.
Que a empatia nasce do contato íntimo com as nuances da nossa própria humanidade.
Que entre o que o outro diz e o que ouvimos existem pontes ou abismos,
construídos ou cavados pela história que é dele e pela história que é nossa.
Que o egoísmo fala quando o medo abafa a voz do amor.
Que a carência se revela quando a autoestima está machucada.
Que a culpa é um veneno corrosivo que geralmente as pessoas não gostam de ingerir sozinhas.
Que a sala de aula é a experiência particular e intransferível de cada um.
Que canto há de cantar o que perdura?
A sombra, o sonho, o labirinto, o caos
A vertigem de ser, a asa, o grito.
Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais.
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível
E o que eu desejo é luz e imaterial.
Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?
Existe uma diferença entre o Halloween e o Natal. Em um as pessoas fingem ser malvadas e no outro as pessoas fingem ser boas!
A vida pode ser comparada a um bordado que no começo da vida vemos pelo lado direito e, no final, pelo avesso. O avesso não é tão bonito, mas é mais esclarecedor, pois deixa ver como são dados os pontos.
Qualquer homem pode amar milhares de garotas, mas tem que ser um homem de verdade para amar uma só garota, de milhares formas.
Devido ao homem ter tendência para ser parcial para com aqueles a quem ama, injusto para com aqueles a quem odeia, servil para com os seus superiores, arrogante para com os seus inferiores, cruel ou indulgente para com os que estão na miséria ou na desgraça, é que se torna tão difícil encontrar alguém capaz de exercer um julgamento perfeito sobre as qualidades dos outros.
Ser poeta é muito bom porque eu não tenho nenhuma obrigação de veracidade. Eu posso mentir à vontade, cientista é que não pode.
