Todo Amor Precisa ser Alimentado
O que nos motiva!
O "estar espirita", é na maioria curiosidade, que o fez se conduzir a uma casa espirita, pode ser util mas engana a si mesmo.
O ser "Espirita", sente um chamado para buscar conhecimento, na doutrina para auxílio a si e ao próximo.
As demais, prefiro me abster a comentar, o que posso é reforçar vosso acreditar, pois, sente-se bem, e pode auxiliar a outros, esta fazendo sua parte!
Lembre-se sempre, colheras o que planta, ofereça de graça, o que de graça recebeu.
Toda vez que para receber, um auxilio, e neste, tens que pagar, sendo conduzido a fazer, procure por outro, porque este, não tem amparo do senhor, e tratasse apenas de querer fisico e material, motivado pela ganancia de seus idealizadores.
Fique em paz e nos ajude a disseminação do certo, auxilie teu proximo, para eliminar os de segundas intenções.
Pai, ensina-me a humildade, para que eu não me torne arrogante a ponto de ignorar minhas próprias falhas, nem cego aos méritos dos meus irmãos.
Pai, guia-me no caminho da sabedoria, para que eu não me perca na vaidade do ego, incapaz de enxergar minhas próprias imperfeições, nem de reconhecer, com justiça, as virtudes dos meus irmãos.
DOS SABERES
Aprendi sorvendo. Somente o que me fez inalar.
O que despercebi, não me fez entrever.
Não atingi alturas, sem pisar-me de chão arenoso.
Não extrai sal da terra, sem entregar as mãos repartidas.
Tenho alguns saberes, que me fazem apreendedor.
Uma arquitetura de razões pronunciadas.
Das mais súbitas, como aquelas a se moldar na quietude,
As derradeiras, como as que pungem na pele na alma.
Pouco aprendo, quando dos outros não me entrelaço.
Pouco sei se não me ponho a observar a intimidade.
Por isso ressoei-me em cada canto, num circulo de andanças,
E ainda me faço toar a cada instante, que me ensina o olhar.
Distanciei-me por vezes para observar as perguntas.
Tantas outras respondi, sem aderir ao absoluto.
Fui vário, múltiplo, único. Só assim fiz-me existir.
E ao ser, precisei reler a estrada e desvendar a travessia.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas Para Versar
Na Ardência do Tempo
Vejo-me desobrigado.
Apenas me amolda o sentir.
E tudo que aspiro, tentou-me.
Se em mim existe, me valeu sorver.
Se por dentro ressoa, convivo.
Dessa margem se nutriu meu persistir.
Rebrotei de mim sempre que me despi.
Deixei partir, o que não ousou vicejar.
O resto fui eu que em urdidura guardei.
Invadi-me de começos. Posterguei todo fim.
Depois na ardência do tempo, almejei vir a ser.
Foi a sombra que me ensinou a tecitura da luz.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Versar
Eu gosto dessa parecença almejada de alma.
As vezes tento ficar parecido,
com o que deseja meu ser.
Você pensa que sou o que não sou.
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Eu sou o que você pensa que não sou.
Num pensamento lindo,
eu inventei uma história repetida:
falei que o teu sorriso um dia,
ainda vai ser nome de avenida.
Um dia me sentei bem na beira da praia E me perguntei por que a vida parece tanto com o mar...?!
Uma hora tudo tão calmo e Brando outra hora tudo tão tempestade
Tenho certeza que Deus sabia o que fazia quando criava o mar...
O mar e as suas ondas os ventos
A onda é a sua dor ...ela vai...volta..some..sobe..desce...
sempre...
Você precisa ser o mar que fica.
Perdoem-me o neologismo. Mas estamos presenciando a animalização dos seres humanos - a ponto destes resultarem inferiores às plantas e aos animais -, e a humanização dos animais, a ponto destes obterem uma maior proteção jurídica em detrimento dos seres humanos.
A falsa religião está mais preocupada com a observância de suas normas legalistas do que com os reais problemas do ser humano.
O conhecimento acadêmico adquirido por uma pessoa sem caráter transforma essa pessoa em um ser perverso.
Eu decidi me tornar uma árvore. Deste dia em diante não sentirei saudades, mas aceitarei minha água e meu sol conforme me forem dados. Viverei em comunhão ininterrupta com meu solo sagrado, agarrando-me firmemente às minhas raízes. Permanecerei alto e constante de acordo com minha natureza, independentemente da consideração mundana por mim. Vou me curvar ao vento e ser um coração aberto para o que vier descansar ou aninhar-se em mim.
Não lutarei contra as estações, mas deixarei cair minhas folhas no devido tempo e ficarei em silêncio quando o inverno me pedir descanso. Adquirirei idade em anéis anuais que mostram minha textura crescente e não terei vergonha. Darei sombra aos cansados e ampararei os fracos. Vou receber uma audiência de cigarras e deixá-los falar. Não vacilarei diante da opinião das massas nem questionarei meu florescimento peculiar. A autoconsciência não me conhecerá, pois estarei mergulhado nas correntes imaculadas do ser e não terei dúvidas dentro de mim.
Eu não vou temer. Serei refém do Amor verdadeiro. Darei frutos fiéis do ventre brilhante do santuário. Minhas feridas se transformarão em nós retorcidos de transformação e revelação. O céu abençoará minha nudez com os elementos que escolher, e não procurarei abrigo. Não esquecerei meus antepassados, não atacarei meus vizinhos nem usarei uma língua ofensiva. Vou assobiar nas rajadas, rir das crianças e vagar ricamente na tempestade. Chorarei minha seiva livremente e usarei minha casca com ternura. Quando o jovem Amor esculpir seus sonhos em meu lado indefeso, eu permanecerei.
Crescerei onde quer que minha semente brote e deixarei minha história me embelezar. Vou desembainhar minha fragrância e liberar minhas mudas para sua própria representação, meus galhos nunca atrapalhando. Não vou invejar as serras e os machados, nem me atormentar quando os rancorosos vierem me irritar. Eu desaparecerei no Amor e não serei tocado.
Carregarei modestamente minha folhagem e suportarei o orgulho das criaturas. Em meio a todo o barulho e rangidos nocivos, permanecerei em silêncio e sorrindo, minha cadência firme e ainda assim sem sela, nenhum arreio desamarrado, não ficarei confuso. Eu serei a Paz. Eu serei amor. Estarei no caos, ainda, e no momento, enquanto outros trocam suas almas por atrações de carnaval, ainda estarei, uma árvore.
Paulo Salah Din 🌳🇸🇦🇵🇸
