Toca a Alma

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"Quando o céu toca a alma"


Não estou triste,
mas algo em mim pede lágrimas.
Não de dor -
de vida.


É como se o céu encostasse no meu peito
de leve,
e minha alma, surpresa,
quisesse responder.


O choro vem,
mas não cai.
Fica ali, feito oração silenciosa,
feito gemido sem palavra,
feito toque do Espírito que a mente não traduz.


Romanos diz que Ele intercede por mim,
e talvez seja isso que eu sinto:
um mover que não se explica,
um derramar que não se derrama,
uma visita que o corpo reconhece
antes do pensamento entender.


A emoção trava na porta,
não por fraqueza,
mas por reverência.
Como se até as lágrimas soubessem
que Deus está perto.


E então fico quieto,
com a vontade de chorar sem motivo,
e percebo -
não é tristeza.
É sensibilidade.
É cura nascendo sem ferida.
É o coração ajustando o que nem eu sei.
É a presença que arruma a casa
sem fazer barulho.


Cada lágrima que não cai
ainda assim é vista.
Cada emoção engolida
ainda assim é guardada.


Porque Deus recolhe até aquilo
que não escorre do rosto -
até aquilo que só escorre da alma.


E um dia, talvez, eu chore.
Não por perder,
mas por ter sido tocado.
Não por dor,
mas por encontrar paz demais para caber no peito.


Até lá eu sigo assim -
com o céu pousado dentro
e o coração aprendendo a sentir.

LUZ

A luz do sol toca seu corpo, alma e coração
Como uma flor em todas as manhãs
Ganhando vida como poema de canção
Florescendo em cada estação
A flor pura está nas mãos
Da morena mais bela
Cuida, rega e polda
A rosa amarela...

Quando a palavra toca a alma; há um 'efeito borboleta' de sensações incríveis da cabeça aos pés... e o coração fica com a asa.

Carinho quando especial é aquele que toca não só o coração mas também a alma das pessoas!

Nunca toque um coração
Sem antes tocar a alma
O coração e leviano
Um eterno vagabundo
Porem a alma é límpida
Completa e transparente
Em toda sua sensibilidade
Pura magnificência do ser

Um dia você irá conhecer alguém que tocará sua alma. Alguém que vive por um propósito e honra a própria existência. Alguém que te respeita e compreende que você é mais do que apenas uma pessoa, porque você é um ser precioso, digno de viver experiências profundas e transformadoras.


Mais cedo ou mais tarde, você encontrará alguém assim, e seus relacionamentos deixarão de ser pautados por valores superficiais ou por vivências dolorosas. Você conhecerá um novo estágio do amor: um amor de almas.


Será um amor que não será conduzido pelo ego, pelo medo ou pela insegurança, mas pelo respeito, pela admiração mútua, pela vontade de crescerem juntos e pelos valores do espírito.


Quando esse amor chegar, você entenderá que algumas pessoas entram em nossa vida apenas para nos preparar para aquilo que realmente merecemos viver.

“A cruz alcança lugares dentro da alma que ninguém mais consegue tocar.”

' PAGINA MÁGICA '
Como vento adocicado que toca a alma,
Escrevo o amor numa página mágica
Meu coração numa balança calma
Num momento meio nostálgica


Sigo essa vida com muita satisfação
Escrevo meus versos com amor e paixão
São versos que vem de dentro
Seja lá qual for o momento
Bate forte esse coração
Num laço de inspiração
Que enfeita a alma
Como cheiro das flores de palma
Parece até alucinação.


Assim vou escrevendo, minhas mágicas páginas
Como fogo ardente que aquece as noites frias
No sussurro do vento, seja noite ou seja dia,
A ternura é meu desejo, em infinitos instantes
É tudo que mais quero dentro de seu abraço sincero
Nos raios do sol ou em noite enluarada
Em meu quarto florido, por Deus iluminada




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“Um espaço pode impressionar os olhos.
Mas só uma experiência é capaz de tocar a alma.”


— Daugliesi Giacomasi Souza

Surpreender alguém é um ato de coragem,
é tocar a alma sem pedir passagem.
É chegar em silêncio, levando emoção,
e florescer sorrisos dentro do coração.

Não é o valor do presente que faz a magia,
mas o carinho escondido na simplicidade do dia.
Porque quem surpreende sem esperar gratidão,
deixa para sempre um pedaço de luz na lembrança e na emoção.

Escrever com a alma,
Tocar o amor
Guardado no mais íntimo de si,
Despertar sentimentos
Através da poesia
E abraçar, com leveza, a alma.

Amor não é o que toca o corpo... Amor é o que realmente toca a alma;

O corvo anda pelas tripas espalhadas.
Em seu bico o sangue que toca alma
Dentro de superfície sua alma paira em busca de um espírito puro.
Na fogueira acessa no alto da montanha pelo xamã em busca da viajem espiritual,
Transpassa a solitude dos ceus o corvo arranca alma daquele que morreu indignamente... deixando dívidas e muito sofrimento dentro do espírito angústia visceral, ganha contraste do espírito que foi condenado morrer sem um coração. Sua alma só descansara se vingança for feita pela vidas perdidas.

⁠Ele sabe como tocar minha alma .. sabe me fazer enlouquecer só de imaginar cenas picantes ... ele sabe me fazer passar a noite em claro queimando de desejo e vontade...nem precisa dizer nada ...não precisa insinuar nada .. só com os olhos ele me domina.. esse jeito de garoto , de menino quieto ,silencioso, tímido..me deixa louca .. morrendo por dentro de vontade ..até quando vai brincar comigo de amor? Até quando vai provocar minha insanidade? Vem logo e sacia minha vontade... mata minha sede de vc..vem essa noite .. me faz tua ...

Ele toca minha alma..
me toca feito canção. .
me despe..me cospe..me ama..
ele me faz ir no céu. .
gozo..deliro..viajo..
me faz de gato e sapato..
mas felizmente ou infelizmente. .
É dele que eu gosto..

Ser benfiquista não é uma escolha, é ser tocado directamente na alma por uma luz intensa.

É ouvir a voz que vem do coração, transmitindo uma paixão incomensurável.

Ser benfiquista, é ter sangue puro que preenche cada espaço nas veias.

É Andar no vale da Morte e não temer mal algum.
É atender ao chamamento cuja rejeição é Sim.

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A minha incapacidade de tocar a tua alma, faz com que eu procure estar mais perto do teu coração.

Genuíno é tudo aquilo que toca a alma sem precisar de disfarces ou justificativas.

A FACE DA LUZ E O INVERNO DA ALMA.
Como pode a Luz que toca minha face
Trazer-me, em segredo, a mais densa escuridão?
Como pode o fulgor que o horizonte refaz-se
Converter-se em silêncio dentro do coração?
São-me estranhos os dias, estranhas as horas,
Como sombras que dançam sob o véu da razão;
As auroras parecem antigas senhoras
Que se perdem cansadas na mesma estação.
Eis que nela se encontram as quatro estações,
Primavera e verão em perfeita harmonia;
Outono de ouro e serenas emoções,
Mas em mim reina apenas a fria ventania.
Em seus olhos florescem os jardins da existência,
Em seus gestos repousa a ternura sem fim;
Mas em minha alma cresce a gélida ausência,
E o inverno prolonga seus domínios em mim.
Há distância nas formas, nos tempos, nos rumos,
Há distância nos sonhos, nos risos e no olhar;
Há distância até mesmo nos mais doces perfumes
Que tentamos, em vão, entre lágrimas guardar.
Como podes, ó Deus, permitir semelhante sorte?
Que mistério governa tão severa lição?
Por que a vida aproxima com mãos de conforto
Aquilo que se afasta do alcance da mão?
Neste instante derradeiro, entre a prece e o pranto,
Ergo a voz que vacila na dor que me conduz;
E recordo Bach, em seu sublime canto,
Quando implora ao Eterno a permanência da Luz.
Não aparteis de mim a Vossa santa face,
Nem me deixeis sozinho nos desertos do ser;
Que a esperança, ainda que ferida, renasça,
E me ensine, na noite, novamente a viver.
Se o inverno é o caminho que hoje devo trilhar,
Que eu encontre em seu gelo uma secreta missão;
Pois a neve mais fria, ao tempo de se calar,
Também guarda invisível a semente do verão.


Mensagem:
Há momentos em que a alma contempla a luz e, paradoxalmente, percebe mais intensamente as próprias sombras. Contudo, nenhuma noite possui autoridade sobre a eternidade do amanhecer. Aquilo que hoje parece ausência pode ser apenas o labor silencioso de Deus preparando novas flores para o espírito. A luz não abandona quem a procura; às vezes, apenas ensina a enxergá-la para além das aparências.


Autor: Marcelo Caetano Monteiro


Fontes de Inspiração.
Obra musical e espiritual de Johann Sebastian Bach.
Salmo 27:9 — "Não escondas de mim a tua face".
Reflexões filosóficas sobre a dor, a esperança e a transcendência.
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A FACE DA LUZ E O INVERNO DA ALMA.


Como pode a Luz tocar-me a face
e, em seu fulgor, despertar a escuridão?
Como pode o horizonte, em sua ampla beleza,
reerguer-se em ouro e morrer no coração?


São-me estranhos os dias, estranhas as horas,
como sombras que se alongam sob o olhar da razão;
e as auroras, outrora jovens e promissoras,
parecem velhas senhoras fatigadas da estação.


Nela habitam as quatro estações da existência:
a Primavera, fecunda em perfumes e alegria;
o Verão, ardendo em solar magnificência;
o Outono, dourado em serena melancolia.


Mas em mim, onde deveria florescer a esperança,
reina um vento sem pátria, austero e desolador;
e o Inverno, com sua lenta perseverança,
estende sobre a alma seus domínios de torpor.


Em seus olhos florescem jardins de existência;
em seus gestos repousa a ternura sem fim.
Há primavera em sua simples presença,
enquanto o gelo aprofunda seus silêncios em mim.


E há distância nas formas, nos tempos, nos rumos;
distância entre os sonhos, os risos e o olhar;
distância até nos mais delicados perfumes
que as mãos da memória tentam, em vão, conservar.


Que estranho cálculo rege a geometria da vida,
em que duas almas se encontram sem se possuir?
Que força aproxima aquilo que, em seguida, distancia,
como se amar fosse aprender a perder e prosseguir?


Como permitis, ó Deus, semelhante paradoxo?
Que teorema oculto governa esta severa equação?
Por que a vida aproxima, com mãos de conforto,
aquilo que permanece além do alcance da mão?


Talvez a dor possua uma matemática secreta,
e o sofrimento, uma lógica que não sabemos decifrar;
talvez aquilo que julgamos ruptura completa
seja apenas outra forma de aprender a amar.


Neste instante derradeiro, entre a prece e o pranto,
ergo a voz vacilante à altura da minha cruz;
e recordo Bach, quando seu sublime canto
parece implorar ao Eterno a permanência da Luz.


Não aparteis de mim a Vossa santa face,
nem me deixeis sozinho nos desertos do ser.
Se a noite me envolver em sua lenta voracidade,
ensinai-me, mesmo nela, novamente a viver.


Não permitais que eu confunda ausência com abandono,
nem silêncio com a negação de Vossa presença.
Há estrelas que somente revelam o próprio brilho
quando a noite se torna suficientemente imensa.


Se o Inverno é o caminho que hoje devo atravessar,
que eu encontre em seu gelo uma secreta razão;
pois a neve, antes de desaparecer, ao se calar,
guarda sob sua brancura a semente da estação.


Nada floresce sem antes enfrentar alguma obscuridade.
A semente conhece a noite antes de conhecer o jardim.
O rio atravessa a pedra por força da continuidade,
e o espírito amadurece quando deixa de fugir de si.


Talvez a Luz não tenha deixado o meu caminho.
Talvez eu apenas tenha aprendido a procurá-la fora.
Talvez Deus permaneça exatamente onde imagino o vazio,
silencioso como a madrugada que antecede a aurora.


Há momentos em que a alma contempla a Luz
e, justamente por contemplá-la, percebe suas próprias sombras.
O fulgor não cria a escuridão: revela-a.
E aquilo que a consciência vê com maior nitidez
é precisamente aquilo que, antes, permanecia oculto.


Nenhuma noite, porém, possui autoridade sobre o amanhecer.
Nenhum Inverno é eterno.
Nenhuma ausência é capaz de abolir aquilo que o amor verdadeiramente edificou.


Talvez a vida não esteja me castigando.
Talvez esteja apenas me ensinando a distinguir
a posse da presença,
a presença da aparência,
e a aparência daquilo que permanece.


Porque há amores que não foram feitos para permanecer ao alcance das mãos.
Foram feitos para permanecer na consciência.


E talvez seja essa a mais severa lição do Inverno da alma:
compreender que a Luz não desaparece quando já não podemos tocá-la.


Ela apenas se torna mais profunda.


E, quando a última folha cair,
quando o vento cessar sobre os campos interiores,
quando a alma, cansada de lutar contra a própria noite,
finalmente silenciar,


talvez descubra, sob o gelo,
aquilo que nunca morreu:


a semente invisível do Verão.