Tô com Saudades
Junto com o teu nascimento, veio a minha oportunidade de renascer e felizmente, renasci por um amor tremendo, diferente, que passei a sentir desde que soube que estava te gerando, uma bênção muito além do que eu poderia pedir a Deus e quando nasceste, deixei de ser a mesma de antes, fui tomada por uma emoção forte, alguns receios e especialmente, uma imensa gratidão, pois havia ganhado um novo propósito, um dos mais importantes para não viver em vão,
Recebi uma missão incomparável, abençoada, longe de ser fácil, um dia mais desafiante do que o outro, todos devidamente compensados ao ver o teu sorriso, os teus primeiros passos, os teus olhinhos curiosos brilhando de felicidade, a tua carinha de sono durante várias noites, descansando no meu colo, envolvida pelos meus braços, o teu abrigo mais amoroso, pude te ouvir me chamar de mamãe, tivemos muitos diálogos, tenho muitas recordações de um tempo que passou tão rápido,
Principalmente, considerando que de um jeito inexplicável, distante da minha limitada compreensão, a tua vida nesta terra foi muito passageira e sem dúvida a tua perda foi, é e sempre será a maior dor do meu coração, parte de mim deixou de existir, entretanto, Graças ao Senhor, estou seguindo em frente, motivada por aquele amor por ti que ainda está vivo e assim irá permanecer, sinto que estás comigo, hoje, a minha maior saudade tem o teu rosto e se for da vontade de Deus, um dia, estaremos juntas de novo.
Os sentimentos mais fortes e sinceros, muitas vezes, partilhados com pessoas singulares, dão aos momentos, grandes significados, a razão de terem sido vividos, de terem contribuído para a felicidade, de que o tempo não foi desperdiçado e de que nenhum foi repetido, já que todos têm a sua particularidade.
Assim, cada um tem o seu espaço especial na mente, ficam brevemente adormecidos e quando despertam, se tranformam em saudades que trazem um lindo passado para o presente, uma ambiguidade de angústia e conforto, sentindo a falta do calor de certos abraços, rindo ao lembrar de situações engraçada.
Então, através de pensamentos emocionados, os que estão distantes ficam finalmente perto, um do outro, exultantes, as lembranças viram lugares maravilhosos, companhias inestimáveis, lares temporários, na esperança de possíveis reencontros e que sejam extraordinários.
Entretanto, até lá, por enquanto, é necessário continuar vivendo, relembrando e sempre agradecendo, pois tudo pode mudar em um segundo, gerando novos começos.
Olhos lacrimejando depois de algumas lágrimas de despedida, ainda que de uma partida temporária e nos seus braços, o sono tranquilo da infância que não sabe de nada a respeito deste momento, um coração apertado, um lindo mundo dormindo, corações encostados, unidos por um amor puro, afetos guínos, uma vida adulta com tons lúdicos, risos na simplicidade, doçura singular em várias ocasiões, muitos indícios de felicidades, emoções sinceras, demonstrações de zelo, que geram saudades, quando a distância aumenta cada vez mais a vontade de estar perto, entretanto, recebe o conforto por saber que no tempo certo, se Deus quiser, acontecerá o tão sonhado reencontro.
As melhores memórias passeiam pelas ruas da saudade, fazendo reviver certas histórias, amores, amizades, verdades de hoje e de outrora, passando lugares importantes, reencontrando pessoas queridas, algumas delas continuam fisicamente presente, outras são ricas lembranças, a dádiva de se viver verdadeiramente, construindo cada memória, seja sozinho ou acompanhado, mas sempre que possível por caminhos de sabedoria, de singularidades, nascentes de euforias, iluminados por um amor grandioso, sabores de felicidades, uma poesia vivida com signinificados que tenham sentidos para serem memoráveis, ainda que estejam nas entrelinhas, que não sejam facilmente notados, pois a mente não merece ser mal habitada por banalidades que deixam o coração amargurado e sim por um valoroso memorial que ao ser acessado, leve de bom grado até um dia especial.
A serenidade pode ter o seu valor intensificado quando vem de corações que estão em paz, pulsando por um amor sincero compartilhado, expressado sem o uso das palavras, usando seus olhares serenos, cintilantes, na simplicidade de um momento raro, cativante, assim, um impacto permanente em um breve instante, futuros tesouros de suas mentes em forma de saudades, bondade divina, vivência de verdade, significante e marcante para a vida entre tantas brevidades.
Os momentos são temporários, mas alguns são vividos com tanto amor e felicidade que são eternizados nas memórias, sorrisos, olhares e histórias compartilhados, o avançar das horas que passou muitas vezes despercebido, forças que foram renovadas, cada cena com a sua particularidade inconfundível, diferentes emoções, detalhes, percepções e algumas similaridades, um misto de sensações, simplicidades, reflexões, que deixaram saudades, que começam a fazer parte das grandes recordações graças a Deus e a sua bondade.
Tomei recentemente uma taça agradável de vitalidade, adoçaei um pouco a rotina inevitável e as suas responsabilidades, um brinde merecido à vida com um momento aprazível de singularidade, uma brevidade na medida certa, suficiente para deixar saudades, pois o tempo não espera, então, vale a pena aproveitar determinadas oportunidades.
A saudade é um reflexo do passado que se faz presente, acessada através das boas lembranças do que foi usufruído com entusiasmo numa felicidade explícita, o coração grato por cada instante e lembrando, vem aquela sensação de que passou tão rápido, de que nada será como antes.
As vivências exultantes da infância provavelmente são as que mais geram saudades, passam depressa demais numa fase que não se tem a consciência do quanto são valiosas entre banhos de chuva, desenhos animados, brincadeiras de rua e remédios feitos de abraços.
O tempo certamente não fica parado, mas não importa que hoje seja diferente, desde que a essência seja mantida assim como os aprendizados, as amáveis emoções sentidas, os momentos marcados ricamente pela vida, portanto, siga que enquanto houver fôlego, novas saudades serão construídas.
Decerto, amanhecer sublime, muito renovador, admirando a tua linda naturalidade, atraente, cuja presença é marcante, que nem tatuagem sobre a pele, tem uma essência emocionante que fomenta a felicidade com uma espontaneidade entusiasmante que transcende a superficialidade em memoráveis instantes que certamente deixarão saudades.
Possui um valor inestimável presenciar a felicidade de um riso sincero com sabor de infância, que gera um calor amável no peito, marcando com muita eficácia um simples e satisfatório momento, o qual deixará saudades e com o passar do tempo será uma valiosa lembrança, carregada de respeitosos sentimentos de uma doce e abençoada criança.
Pendências
Às vezes tenho pendências exalando como se fossem me afogar em águas desconhecidas. São águas profundas de um oceano infinito e misterioso. Noutras, tenho urgências gritando de dentro pra fora. Em meio a essas loucuras, há um fio invisível que me corta ao meio. É a saudade desgovernada que me atropela e deixa marcas. Essa saudade não tem freio. Ela assola o que está na frente. Por isto preciso me recompor diante de uma falta que não consigo repor. Reinvento momentos que me deixam quase sã das minhas loucuras, mas que nada consegue preencher esse vazio. Componho-me de urgências que deveriam ser calmarias, mas que me empurram para um abismo que desconheço e sei que não vou cair. Há uma falta de conhecimento sobre abismos e tal, que preciso atingir. Mas, meu instinto fala mais alto dizendo que o medo é consequência da insegurança. Recomponho-me diante dos fatos e sinto que o amor que exala de dentro, eleva o que me deixou sem chão.
A saudade é como uma ferida recente, que sangra e arde, e muitas vezes, até quase sem querer tocamos e arrancamos a casquinha.
"Tentei manter você perto de mim"
Às vezes fazemos de tudo para mantermos quem amamos por perto, quase que num ato implorável, rogamos para não ser findável o fato tão simples em estar-se por perto, difícil é manter-se longe de um coração que mesmo partido, se parte em partes, ao lembrar-se de quem passou.
Sim, a vida se intrometeu, deixamos de ser você e eu, e nos tornamos...
"Memórias de um passado adormecido, mas que jamais poderá ser esquecido".
A existência corpórea é apenas um estágio, jamais o fim. Os que chamamos de mortos seguem vivos, e sua presença nos envolve como brisa suave que não vemos, mas sentimos. A certeza espírita nos mostra: a vida não cessa, e o amor é mais forte do que a separação.
O túmulo não encerra vidas; apenas abre horizontes mais vastos para reencontros felizes.
Alfredo e Juca eram irmãos.
Alfredo não era de expressar seus afetos, os sentimentos pareciam estar guardados a sete chaves... (coração de manteiga, com capa de ferro).
Lembranças da infância, do lugarejo onde nasceram e cresceram, dos joelhos ralados com as corridas ladeira acima, tombos ladeira abaixo, no patinete de madeira e rodinhas de rolimã que fôra feito por seu pai.
A bola de couro e o caminhão de madeira presentes dos avós
Alfredo era apaixonado por futebol.
Juca gostava de carros e, os puxava fazendo som de motor com a boca...vrum..vrum...
Sua mãe os vestia iguaizinhos, parecerndo gêmeos. Estudavam na mesma escola, seguiam juntos todos os dias.
Juca era mais conversador... tinha mais amigos e fazia sucesso entre as meninas.
Em idade hábil não prestaram serviço militar.
Juca fez o curso técnico, conseguiu trabalho, e logo foi pai.
Alfredo fez faculdade, formou-se engenheiro e mais tarde casou.
Juca teve mais filhos que Alfredo.
Assim seguiram suas vidas, já não saiam mais juntos e os encontros...eram apenas nas festas familiares ou por motivo de doença.
Hoje, Juca se foi...as gavetas onde são guardados os álbuns de fotografias, passaram a ser puxadas com mais frequência...Alfredo se procura ao lado de Juca...saudades da infância, dos dias presentes,dos sentimentos, do amor sem ser dito, da boa lembrança!
A vida nos ensina, de maneiras silenciosas e profundas, o valor do agora. Quando estamos diante da fragilidade da existência, tudo que parecia urgente se dissolve, e o peso da iminente despedida começa a pesar sobre o coração.
A dor que nos acompanha no silêncio das noites, quando os dias já não parecem ter o mesmo brilho, nos revela que não controlamos o tempo, mas apenas o vivemos. E, quanto mais aprendemos a aceitar a fugacidade de tudo, mais sentimos o vazio que a ausência deixa.
As grandes palavras perdem sua força, e é nos pequenos gestos que o amor se revela – um abraço apertado, um olhar que já diz tudo, um toque que se torna a nossa única segurança. Porque, no fim, é isso que permanece: a saudade que nasce antes mesmo da partida, o medo de esquecer o som da voz, o calor da presença.
A finitude nos ensina a durabilidade das lembranças, aquelas que ficam impregnadas na alma, mesmo quando os corpos já não estão mais aqui. E, no entanto, mesmo quando já sabemos o que virá, o coração se recusa a se despedir.
Amar é eterno, mas o que amamos vai embora. E a dor não está no fim, mas no intervalo silencioso que fica entre as partidas e as memórias.
Saudade
Saudade, uma maldição?
Uma dádiva?
Dá sentido à paixão,
Dá motivo à lágrimas.
Nos leva ao extremo,
É o que nos corta, ó espada,
Nos traz só um pensamento,
O desejo pela pessoa amada.
Pessoa que muitas vezes está longe,
Longe de meu acolhedor abraço,
Me torno quase um monge,
Orando para em seu coração manter meu espaço.
