Tô Cansada de Meu Amor

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⁠POÉTICA QUE ATRELA

Ó verso, que se enfada, ó verso, que brada
D’Alma cansada. Tão inquieto, e pobrezinho
Nunca foste amado, na tua estrofe, sozinho
E vives buscando aquela prosa encantada
Tua poesia anda vazia, deserta sua estrada
Tão frígida cada rima, sem calor do carinho
Ferido. No teu íntimo aquele certeiro espinho
E, a inspiração com o silêncio da madrugada

E, amanhã, quando a luz do sol fulgir, radiosa
Ó poesia sem sorte, importuna, com saudade
Traga em seus versos uma ventura formosa
E então, já não será ignoto, e numa viradela
A solidão será oculta na buscada intimidade
E, dum canto isolado, terá poética que atrela

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
03 de maio, 2023, 19’23” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Com a alma tão cansada,
Caminho sem rumo certo,
A tristeza me acompanha,
E eu sigo sempre incerto.

As lágrimas escorrem pelo rosto,
E o coração aperta de dor,
A vida parece um peso imenso,
E eu já não sinto mais amor.

Inserida por PoesiaDeEsquina

⁠Consequências de Traumas.

Sabe, já estou tão cansada de tentar me defender desses tipos interperes, causadas por pessoas sem comprometimento com a verdade, onde sou violada nos meus direitos. São tantas punhaladas cravadas torcidasdes e retiradas a minar o fluido de minha vida, vinda de todos os lados e por tudo, que por já não vejo significado para continuar vivendo. Minha existência se resume a questionar a suprema divindade, por que simplismente não encerra minha vida, pois já não me importo mais. São dores e feridas de traumas, em âmbito físico, psicologico e na alma. Não encontro acalento e nem paz. Sinto e acredito que nunca houve tal tuneo com a luz no final, pois anos já percorridos e só há sinônimo entre dor e amor. Não conheço a falada paz. Tudo que fica é que tudo pare, porque não encontro estrutura em mim para continuar tal jornada. Será que posso encontrar entre tantas leis, alguma que me ampara para interromper esta minha vida com um minimo de dignidade?

Sei que para você ler tais sentimentos também é sofrível, mais acredito que o mundo ganhará brilho que aqui eu não mais estar. Independente de quaisquer infortuno, PEÇO-LHE PERDÃO, pois se ainda procuro uma pausa para relatar sobre meus fantasmas e demônios e respirar é porque, de alguma forma e por algum motivo, tu foste inserida a minha miserável existência. Jamais se sinta culpada pela minha divagação de tormentos, pois só você tem a capacidade de refletir um pouco do que chamam de amor.

Inserida por rosa_brasil

"DESEJO DE SUMIR. ESSA VONTADE CANSADA DE TODOS OS DIAS."
"Eles não verão nem ouvirão meus segredos bobos."
Ninguém acorda para mais um dia. Apenas se põe de pé dentro dele, como quem aceita um fardo antigo sem discutir. Não sabemos quem passa por quem. Se somos nós que cruzamos as vidas ou se são elas que nos atravessam, deixando resíduos invisíveis que se acumulam até o cansaço.
O desejo de sumir não nasce do espetáculo. Nasce da repetição. Da fadiga de existir todos os dias sem interrupção. Não é morte o que se quer. É intervalo. É silêncio prolongado. É não precisar sustentar o peso de si mesmo por algumas horas que nunca vêm.
No silêncio inaugural o deserto não boceja. Ele estremece. As notas de piano não caem. Elas sangram num tempo lento, espesso, difícil de atravessar. O contrabaixo pesa como um peito saturado de dias iguais, marcando o passo de quem caminha não porque acredita, mas porque ainda não caiu. O sol não nasce. Ele apenas tolera o mundo. A esperança não é linha no horizonte. É cicatriz que insiste em não fechar.
A melodia cresce como cresce o trauma cotidiano que ninguém percebe. As teclas pretas e brancas não dançam. Elas se enfrentam. O drama não se costura. Ele se rasga em acordes de tensão contínua. Não há repouso nas pausas. A pausa ameaça revelar o vazio. A poeira guarda a história como quem guarda um segredo vergonhoso. O herói e o vilão dividem o mesmo corpo cansado. Ambos querem sumir. Um chama isso de covardia. O outro chama de descanso.
Seguimos de pé por entre o dia. Não o dominamos. O dia nos atravessa com suas exigências mudas. Cada encontro é um choque entre cansaços que não se confessam. Cada rosto esconde um pedido de trégua. Não sabemos quem carrega quem. Apenas seguimos, tropeçando em nós mesmos.
A cadência final não consola. Ela esgota. O último grave não vibra. Ele cai. O movimento não se transforma em silêncio. Transforma-se em suspensão. Não é morte. Não é alívio pleno. É a permanência de uma vontade que não se resolve. A música termina onde a dor aprende a morar sem escândalo. O Oeste adormece porque até o vento se cansa de insistir.
E ainda assim alguém se levanta amanhã. Não por esperança exuberante. Mas porque permanecer, mesmo desejando sumir, é um gesto severo de lucidez. E seguir, cansado e consciente, é a forma mais silenciosa e profunda de coragem.

Inserida por marcelo_monteiro_4

"" Não tinha sentido, mas o sentimento aflorou na pele cansada e ousada em renascer...Foi mar que desaguou em cachoeira de sentimento, foi sonho que simplesmente acordou...""

Inserida por OscarKlemz

⁠Carta Poética do Pai

Sussurros no silêncio da alma cansada,
Uma voz suave, na noite, foi despertada.
"Diferenças são traços, não há erro em ser quem és,
Minha obra favorita és tu, como jamais serás."

Não corras, oh, alma, atrás de sombras vazias,
Pois em tuas cores, reside a poesia.
Teu ser é uma tela, um quadro sem igual,
A beleza está em ti, és uma pérola real.

A vida é uma jornada, aventuras a seguir,
Mas tua saúde, querido(a), é o que há de porvir.
Cuida de ti mesmo(a), para a estrada percorrer,
Comigo, tua vida, juntos, iremos tecer.

Prometo-te horizontes, prometo-te o céu,
Em tuas diferenças, o verdadeiro papel.
Então, aceita quem és, és perfeito(a) assim,
Minha criação única, um ser sem fim.

Nossos dias à frente são um convite a sonhar,
Em tuas cores, teus traços, haverá o brilho a brilhar.
Aceita-te, ama-te, e verás com clareza,
Que a vida é bela, na diversidade, na pureza.

Inserida por WillCezar