Textos sobre Deus
Eu quero te amar como Cristo amou a igreja.
A ponto de entregar a minha vida por ti.
Quero te amar na mesma medida que me amas.
Te chamar de menina dos meus olhos.
E, como Salomão, te chamar de rosa de Saron e lírio dos vales.
Quero que sejas minha mulher virtuosa, meu jardim do edem.
Que nossa relação sempre tenha fé, esperança e o principal; o amor. que o nosso amor dure para sempre! Até que a morte nos separe. Quando este dia chegar, escreva em minha lápide, combati um bom combate, guardei a fé e alcancei a minha terra prometida.
E quando a eternidade nos envolver em seu manto silencioso, quero que nosso amor seja uma estrela que brilhou intensamente no firmamento da vida, iluminando o caminho de todos que cruzaram nosso destino. Quero que nossa história seja um poema de amor eterno, gravado nas páginas do tempo, um testemunho de paixão e devoção que superou os obstáculos e venceu os desafios.
E que nosso legado seja um perfume de amor que permaneça, inspirando e motivando aqueles que vierem depois de nós.
Somos Como Pedro - Chamados a Crescer em Intimidade com Cristo - Parte 2.
"Pedro precisava experimentar o fracasso - a negação, a dor da perda, e a maravilha do reencontro - para compreender a profundidade do amor de Jesus."
Lucas 22:61-62 - Pedro nega Jesus, mesmo depois de anos de convivência...
Olho no olho - O Senhor olhou para Pedro - e ele se lembrou da Palavra que Cristo lhe tinha dito: "Antes que o galo cante hoje, você me negará três vezes. Pedro se afastou e chorou amargamente" - uma lição ensinando-o, que conhecer Jesus significava uma experiência muito além da convivência física ou religiosa.
Bases Bíblicas que sustentam os posicionamentos de Pedro Falo mais delas no próximo Post.
Aconteça o que acontecer, jamais deixe Cristo!
Você pode até se afastar de tudo ou de todos, mas nunca de Cristo!
Para quem iremos nós se só tu tens palavras de Vida Eterna?
João dimensiona a regência do verbo (ir) que é para "lugar", porém ele coloca (quem) para enfatizar que o lugar é uma "pessoa"!
E de fato Jesus disse isso (João 14.6)
O Evangelho Oculto da Nova Era
"Quando o Cristo for tirado do altar e plantado no coração, o sistema tremerá."
Houve um tempo em que o verbo caminhou entre os homens.
Trouxe cura, amor, verdade.
Foi rejeitado pelos mestres da lei, traído pelos templos, e crucificado pelo império.
Mas o espírito Dele não morreu.
Foi semeado no tempo.
Passaram-se séculos.
E os mesmos que o mataram ergueram catedrais em seu nome.
Trocaram espinhos por coroas de ouro, túnicas simples por mantos de opulência.
Transformaram o ensinamento em dogma, e o milagre em moeda.
A Igreja — agora poderosa — tornou-se Roma reencarnada.
Perseguindo o espírito com o nome do espírito.
Guardando a luz em cofres, como se pudesse ser vendida.
Mas o plano maior… nunca foi frustrado.
O Cristo não voltaria montado em cavalos ou entre nuvens de fogo.
Ele voltaria através de cada um que despertasse.
No menino que sente além, na mulher que cura com a palavra, no andarilho que fala com os céus, no pai de família que escolhe o amor mesmo em meio ao caos.
E então, em plena Páscoa…
Quando o mundo celebrava sua ressurreição…
Caiu o trono do representante terreno.
O símbolo do império… se desfez.
Coincidência? Ou o anúncio silencioso do começo do fim?
Talvez o universo tenha sussurrado:
“O tempo acabou.”
O véu caiu. A Mãe Terra grita. Os selos se rompem.
E os puros, os pequenos e os despertos assumem seu lugar.
Essa é a verdadeira volta.
Não aquela prometida nas profecias adulteradas…
Mas aquela que começa no coração em chamas, no olhar que enxerga o invisível, no corpo que pulsa com a verdade do Espírito.
Cristo está voltando.
Mas agora… dentro de nós.
Felizmente, o sangue de Cristo divide e une famílias. “Supondes que vim para dar paz à terra? Não, eu vo-lo afirmo; antes, divisão... Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe”(Lucas 12.51, 53). “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim” (Mateus 10.37). Isto é boas-novas. Significa que nascer em uma família incrédula não é uma maldição garantida. Uma família pode ser
graciosamente quebrantada pela crença de um filho.
Quando Paulo disse aos gentios convertidos: “Fostes comprados por preço” (1 Coríntios 6.20; 7.23), ele sabia que o sangue de Cristo havia quebrado uma ascendência familiar de incredulidade. Se você é descendente de pessoas incrédulas, ouvir estas palavras de Paulo lhe será boas-novas: “Estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como
descendência os filhos da promessa” (Romanos 9.8).
Algo para o natal,
Mais um natal, remete-nos ao nascimento do Cristo, portanto, que cada um de nós possa renascer para Deus para morrer o homem velho em que nos achamos, e que pelos olhos de nossa existência possamos enxergar os novos horizontes que deve enlaçar toda a nossa vida.
Um feliz Natal!
O conservadorismo religioso e o apego a uma visão legislativa da vida da igreja levaram Cristo a cruz.
Pela lei e pelos preceitos tradicionais da religião, Paulo achou justo matar Estevão e tantos outros cristãos. "A lei mata!", concluiu o apóstolo convertido.
No contexto em que vivemos, atualmente, podemos, a pretexto da mesma interpretação da lei, matar nossos semelhantes.
É preciso colocar a lei no seu devido lugar e, acima dela, Deus e sua misericordia para não recairmos na mesma engenhosa artemanha do maligno.
Soli Deo Gloria
É somente a Escritura, somente a Fé, somente a Graça, somente Cristo, é Glória somente a Deus. Na vida, poucas são as coisas para realmente se atentar. Sola Scriptura (2 Timóteo 3:16), Sola Fide (Romanos 1:17), Sola Gratia (Efésios 2:8), Solus Christus (João 14:6) e Soli Deo Gloria (Romanos 11:36).
O mundo está cheio de distrações. Relembrar o essencial da vida é necessário para entender o que Ele quer de cada um em Sua obra. Sola Scriptura, Sola Fide, Sola Gratia, Solus Christus e Soli Deo Gloria.
Como manter a constância nesses dias? Como não desanimar? Sola Scriptura, Sola Fide, Sola Gratia, Solus Christus e Soli Deo Gloria.
De fato, o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria (Salmos 30:5). Também haverão aflições neste mundo, mas Ele pede para ter ânimo, pois Ele venceu o mundo (João 16:33). Por isso, Sola Scriptura, Sola Fide, Sola Gratia, Solus Christus e Soli Deo Gloria.
Nada neste mundo é páreo ou mais deleitoso que o Teu amor. Soli Deo Gloria. Existem muitas coisas para se aprender e muitas outras não haverá tempo de conhecer, no entanto, somente 5 entendimentos são essenciais.
Para sintetizar, Cinco Solas devem estar fincadas no coração como tachinhas no mural da escola / trabalho: Sola Scriptura, Sola Fide, Sola Gratia, Solus Christus e Soli Deo Gloria. Pois dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele seja a Glória para sempre! Amém (Romanos 11:36).
Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é o essencial / dever de todo o homem (Eclesiastes 12:13).
08/10/2025.
Predestinação
Cristo morreu por toda a humanidade! Isto é todos poderiam ser salvos! Agora nem todos os que poderiam ser salvos, são salvos! Mas somente são salvos os que nele creiem! Os que pela fé recebem, a salvação de Jesus Cristo! Agora cuidado aí com a predestinacao! Que só alguns é que estão, destinados à salvação e outros não! Se assim fosse, não temos que, continuar, evangelizar! Já que não há mais almas a salvar, pois o número de salvos estaria já completo.Mas não é isso que a bíblia diz. Mas "todo o que invocar o nome do Senhor será salvo" Não é alguns, mas todo...!
Quando os sinos de Belém anunciam o nascimento de Cristo e nos convidam ao renascimento
Às vésperas do Natal, em meio às luzes, às compras e às comemorações, uma pergunta permanece: o que realmente estamos celebrando?
O mundo segue apressado e barulhento, mas muitas pessoas continuam cansadas, feridas e vazias, procurando um sentido que não se compra e não se embrulha.
É por isso que o Natal ainda fala conosco. Ele não anuncia apenas uma data festiva, mas um convite ao renascimento.
O Cristo que nasceu de forma simples, em uma manjedoura, continua chamando cada pessoa a nascer de novo — não externamente, mas no interior. Esse novo nascimento não vem do esforço humano, mas da graça de Deus, que nos alcança e nos oferece vida nova.
Enquanto a vida moderna exige desempenho e perfeição, Cristo oferece descanso. Enquanto o mundo pede que sejamos vistos, Ele nos chama a viver com sentido e verdade.
A sociedade cobra resultados, mas Deus olha para o coração.
Quando observamos os frutos do nosso tempo — pressa, ansiedade, divisões e solidão — percebemos que algo está desalinhado dentro de nós. O Natal, então, nos confronta: temos vivido como Cristo ensinou ou apenas usamos Seu nome sem segui-Lo de fato?
Jesus nos ensinou um caminho de vida marcado pelo amor, pelo perdão, pelo serviço e pela reconciliação. Não houve espetáculo em Sua vida, mas verdade. Não houve competição, mas entrega.
O mesmo Cristo que nasceu em Belém caminhou até a cruz, entregou-Se por amor e ressuscitou para nos reconciliar com Deus e nos dar vida verdadeira.
Ainda assim, muitas vezes trocamos o que é essencial pelo que é urgente. Trocamos a luz que orienta por distrações. Trocamos o fruto do Espírito pela pressa.
Mesmo assim, Cristo continua chamando com suavidade e firmeza:
“É necessário nascer de novo.”
Renascer não é uma emoção momentânea, mas uma transformação interior. É permitir que Deus restaure o que foi ferido, reorganize o que se perdeu e renove o que o tempo desgastou.
Renascer é deixar que a paz vença a pressa, que a graça supere o orgulho e que o amor vença o medo.
Neste Natal, talvez o maior presente seja esse: a coragem de permitir que Deus nos faça novos.
Renascer com simplicidade.
Renascer apesar das dores.
Renascer em Cristo para viver o Reino de Deus como Ele ensinou.
Que haja espaço, neste Natal, para ouvir a voz que ecoa desde Belém, chamando para perto, chamando para a vida e chamando para um novo começo.
E que esse renascimento nos transforme em luz que guia, sal que preserva e fruto que revela amor.
“Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.”
João 3:3
Feliz Natal!
Desde a minha conversão a Cristo, tenho percebido mudanças no meu convívio com as pessoas. Algumas acolheram essa transformação, enquanto outras não aceitaram e se afastaram.
Deus sabe exatamente o que faz em nossas vidas a partir do momento em que aceitamos Cristo Jesus como nosso único Salvador. A partir daí, é Ele quem assume o papel de autor da nossa história, conduzindo cada capítulo segundo a Sua vontade.
Que o dia de hoje nos traga a certeza viva de que Cristo vive,
e que nenhum sacrifício Seu foi em vão por nós.
Que a semente do Seu amor tenha sido plantada em cada coração,
transformando a nossa vida em sentimentos bons,
ensinando-nos que o que realmente vale a pena
não é o ter, mas o ser.
Por isso, cuidemos da nossa essência,
pois foi por ela que Jesus se entregou por amor.
Como Ser Feliz no Brasil
O Cristo, lá do alto, não abre mais os braços —
estão cansados.
Ele olha o Rio e chora.
Chora como quem já não tem mais lágrimas,
só sangue.
O sangue desce pelas vielas,
mistura-se à chuva,
escorre pelas escadarias do morro,
lava o rosto de uma cidade que esqueceu o que é piedade.
Uma menina grita —
o pai caiu no chão, o peito aberto, o olhar parado.
Ela chama, chama, mas ninguém vem.
E o Cristo, imóvel, observa,
com o olhar pesado de quem carrega todos os mortos
e os que ainda vão morrer.
O policial também caiu.
Não é herói, nem vilão —
é um corpo traído pelo Estado,
um corpo sem preparo, sem futuro,
usado como escudo na guerra dos que nunca sobem o morro.
E o povo grita.
Mas o grito se perde.
Sobe, se mistura ao vento quente,
vira eco, vira reza, vira desespero.
Do outro lado da tela, nas redes,
há quem sorria.
Blogueiros, políticos, comentaristas de sofá —
todos erguendo taças,
festejando o sangue que correu.
Dizem que não foi chacina,
foi faxina.
Mas não eram bandidos.
Eram pais.
Eram filhos.
Eram avós, mulheres, trabalhadores,
gente que sonhava com o mínimo —
sobreviver.
Gente que acreditava,
mesmo que por instinto,
que ainda existia um Brasil para lutar.
Mas o Brasil não olha para os morros,
não sobe as escadarias,
não investe nas escolas,
não abraça o povo.
O Brasil aponta.
Atira.
E depois comemora.
A dor, agora, não cabe mais no peito.
O choro se mistura à lama,
o sangue vira notícia,
e o corpo negro —
o corpo que sempre foi o primeiro a cair —
vira espetáculo.
Dá ibope.
Vira estatística.
Vira silêncio.
E o Cristo, lá do alto,
já não parece uma estátua.
Parece um lamento.
Um lamento feito de pedra,
de fé cansada,
de humanidade morta.
O Brasil sangra no peito d’Ele.
E cada gota que cai
é um pedido de perdão
que ninguém ouve.
Porque aqui,
a caneta que deveria salvar,
assina a sentença.
E o Estado, que devia proteger,
mata.
Mata em nome da ordem,
mata em nome da paz,
mata porque aprendeu a matar
antes de aprender a cuidar.
E assim, o sangue desce o morro,
invade os rios,
chega ao mar,
e deságua no coração do país —
um coração cansado,
que pulsa em silêncio,
tentando, ainda assim,
ser feliz no Brasil.
A cruz de Cristo nos lembra que não fomos salvos por mérito, mas por graça. Não fomos resgatados porque éramos bons, mas porque Deus é bom.
E toda vez que o coração duvidar do amor de Deus, basta olhar para a cruz. Ela continua sendo a maior declaração de que fomos amados ao extremo.
A cruz não é o fim da história é o começo de uma nova vida para quem decide viver à sombra dela.
[A liberdade.
Uma "estorinha" teológica].
Cristo havia dito, que estreito é o caminho que conduz á salvação; porém, LARGA é a porta para a perdição e, muitos são os que se enveredam por ela.
Há uma passagem bíblica, onde o DIABO - tentador, faz-lhe uma "irrecusável" proposta, qual seja, a de que daria a Cristo o mundo todo e sua glória, se prostrado o adorasse.
Cristo recusou.
Mas quero falar aqui desta proposta e do que nos interessa - o DIABO.
O chamarei de Lúcifer; aos que preferirem - luciFÉR.
Por que se cobra um alto preço, pelas propostas que ele oferece?
Existe alguma coisa de graça?
Certamente havia algo a mais, que iria interessar à Lúcifer, a vida de Cristo.
O que seria?
Por que tamanha proposta, apenas se curvando a ele?
Qual homem recusaria tamanha proposta?
O que está por trás das propostas que lúcifer "nos" faz?
Por que o preço que se paga por aceitá-la - CAMINHO EXTREMAMENTE "SEM" VOLTA -, DEVE ser caro e com o próprio sangue.
Lúcifer, conquistou a LIBERDADE.
É soberano deste século, porque batalhou por esta soberania.
Sabia do preço que implicaria esta "liberdade", ao se "livrar" do GRANDE ARQUITETO, e, mesmo sendo sabedor do que lhe acarretaria tal escolha, não abriu mão dela.
Preferiu, valentemente, trilhar o caminho sem volta, por uma tamanha glória, ainda que efêmera.
Assim, os que preferirem tal caminho, pela proposta que ELE oferecer, deverão também estar cientes que dever-se-á pagar o mesmo preço que ele há de pagar, já tendo PAGO.
Usufruirá glória. Terá PODER. Seus caminhos se abrirão e obterá a mesma sensação de temporal domínio.
Mas nunca deverá se queixar do preço que se deverá pagar, pela escolha dessa liberdade.
Lúcifer, pagou o seu preço.
E o que o preferir: disposto está, a também pagar?
2 de julho de 2014 às 18:05 h
Se O Cristo não se permitisse ser conduzido pelo Espírito, ao deserto, "PARA SER TENTADO PELO DIABO", como nasceria, naquele momento, as mais belas páginas e registro, acerca da TENTAÇÃO? É da natureza adversa ou contrária, que nasce a mais bela harmonia da perfeita Poesia!!!
Como quando, com acerto, se expressou Heráclito de Éfeso nestes termos: "da união das diferenças, nasce a mais bela harmonia... Bem como quando de notas musicais diferentes, as mais belas melodias". E outra vez, quando disse: "O dessemelhante é unido; e da diferença resulta a mais bela harmonia."
Às 08:53 um 27.09.2025
A síntese de O Cristo Nu pode ser entendida como uma narrativa poética que aproxima a figura de Cristo da realidade cotidiana e social contemporânea.
Síntese
O poema apresenta Cristo despindo-se da glória divina para caminhar entre os homens, tornando-se humano e próximo dos marginalizados. Ele é visto nos trabalhadores comuns, nos diaristas, catadores, ambulantes e nos que carregam cruzes invisíveis. O texto denuncia as injustiças sociais, comparando o sofrimento moderno às imagens bíblicas da Paixão: boletos como chicotes, preços como lanças, mercado como calvário.
As “trinta moedas de pratas” simbolizam a corrupção e a ganância que ainda vendem destinos e silenciam vidas. Cristo chora junto aos Lázaros de hoje — os pobres, os esquecidos, os que dormem sob marquises e disputam restos. Ao mesmo tempo, o poema afirma que não virá salvador externo: cada pessoa é chamada a ser “seu próprio Cristo”, a assumir compaixão, esperança e resistência.
A ressurreição é apresentada como experiência diária, nos gestos simples e na sobrevivência diante da violência. O legado do Cristo nu é a força da humanidade que, mesmo abatida, renasce todos os dias.
Em resumo, O Cristo Nu é um manifesto poético que une espiritualidade, crítica social e filosofia existencial, mostrando que o divino se revela no humano e que a redenção se dá na luta cotidiana pela dignidade e pela esperança.
O Cristo Nu
I – Abertura e cotidiano
Olhai, olhai os pássaros em seus voos misteriosos,
Olhai as flores em seu desabrochar livre.
Vede os lírios nos verdes campos: se vestem tão belos e trazem os aromas pela manhã, espalhando perfumes pelo ar.
Portanto, eu aqui, ao olhar com clareza, avisto: quão formosos são, assim como a alma dos que labutam suas lutas diárias.
Pois, se a alma brilha sob o peso do fardo,
o homem exala em si a rara fragrância da nobreza — o aroma sagrado de quem constrói o mundo.
E quando o Verbo habitou entre nós, revelou-se: Ele, o filho do carpinteiro,
moldou como artífice a madeira e os pregos que o sistema, um dia, usaria contra Ele.
Assim como o construtor de hoje, que ergue o prédio onde jamais terá morada,
Ele se ajusta agora em meio a rostos cansados, a operários e à multidão das ruas.
São os cristos diários, batendo ponto em fábricas e escritórios, sob as luzes das lanchonetes e o óleo das mecânicas.
Cristos na diarista, nos postos, no catador de lixo, no vendedor de água e nos trens com seus ambulantes.
Almas de mão de obra erguidas para construir presentes e futuros,
nos alojamentos distantes e no suor do asfalto.
Eis o corpo: o vigor entregue às máquinas e aos balcões.
Eis o sangue: o fluido que move a economia do cansaço.
O sagrado se transmuta no suor das batalhas, onde cada gota de lágrima é o vinho de uma nova aliança com a vida.
A simplicidade resiste ao ego insano.
Resta um Cristo nu, de braços abertos,
folheando páginas do tempo e da história.
Moedas ainda compram vidas; esperança ainda se esconde nos cantos da alma.
II – O Cristo que desceu patamares
Um Cristo que desceu patamares:
primeiro, despiu-se de sua glória celestial
e caminhou entre os homens;
depois, desceu da cruz para mostrar o caminho —
não de forma divina, mas humana —
o caminho da compaixão, da esperança,
da expiação que se revela no cotidiano.
III – O Cristo chora
Periférico caminha pelas ruas,
a compartilhar o pão vivo da esperança
com os largados nos corredores de hospitais,
com os espremidos nos ônibus e trens
das manhãs de segunda-feira.
São os Lázaros de agora:
os que dormem sob marquises,
disputam restos com ratos nas ruas,
caminham como almas perdidas,
envoltos em sua dura realidade ambígua,
carregando cruzes sem nome,
à espera de um milagre que não vem.
Seu Getsemani é o travesseiro nas noites traiçoeiras.
O traidor que o vende por trinta moedas
é a cegueira diante do enredo criado.
Sua Via Crucis é feita de congestionamentos,
lotações e filas intermináveis.
Um Cristo que não sorri, não reclama;
guarda uma vaga esperança de dias melhores, mesmo desajeitado na cruz.
Uma cruz herdada, uma cruz que nasceu com ele.
Sem saber, grita ao Pai:
“Perdoe, eles não sabem o que fazem.”
Num desses dias, o Cristo calou-se e começou a chorar,
não pelo amigo Lázaro, mas pelo leite azedo que puseram à mesa.
Ali, não teve o bom vinho; fizeram do leite, coalhada.
A esponja de vinagre veio em forma de luz cortada pelo dinheiro que faltou.
Houve quem, como o centurião,
agarrando-se ao seu manto escarlate, surtou;
mas aqui, o manto é a pele no sol a sol,
e o escarlate é o suor e o sangue deixado.
Houve um certo Cirineu que se juntou para arrastar o madeiro,
simpatizando com seu choro e sua dor.
IV – As moedas de pratas
Trinta moedas de pratas
ainda vendem destinos,
ainda compram silêncios,
ainda pesam na balança da injustiça.
São vendidas por um sistema caótico,
num banquete de ganância, prepotência e luxúrias,
onde vidas se tornam mercadorias
e esperanças se desfazem em pó.
V – O Cristo político-social
Eu vi meu Cristo sorrir quando chegaram
com pão e leite frescos, e no mesmo instante soou algo estranho na TV:
falavam dos dois ladrões — o capitalismo à direita, o socialismo à esquerda.
E surgia o terceiro, chamado Barrabás:
um mecanismo chamado governo,
eloquente e audaz, prometendo o céu
já que o paraíso não tinha dado certo.
O pão nosso é a labuta do cotidiano,
o templo se ergue no seio da família,
e o sagrado é a força motriz de quem tece dias melhores.
Meu Cristo Nu habita em cada alma que expia sua existência em dias tempestivos;
pois o sagrado não ocupa palácios majestosos, nem habita catedrais de pedra,
vindo Ele de uma manjedoura para brilhar na resiliência de quem não se dobra ao fardo
e na resistência de quem sustenta o mundo com as próprias mãos.
O cálice deste Cristo é o sistema corrompido, entre ternos, carros de luxo e vida boa.
O chicote que o açoita são os boletos diários e impostos extravagantes.
As carnes continuam rasgadas, sem esforço,
pelo braço forte da indiferença.
VI – O Cristo interior
A lança transpassada
é o anúncio na alta dos preços,
e o mercado é o calvário.
Não virá salvador algum
para fazer o que só você pode fazer.
Tu és o teu próprio Cristo.
O Divino já disse:
“Vós sois deuses.”
E, por isso, como pequenos cristos,
somos levados — dia após dia — cativos,
como ovelhas ao matadouro,
como cordeiros mudos ao abate.
VII – Paixão e ressurreição cotidiana
A Paixão de Cristo são os regalos dos passeios;
o piquenique no parque da esquina,
o vão das coisas ditas nos olhares cheios de ternura,
nos momentos simples.
A ressurreição é o mote diário,
equilíbrio entre estar vivo ou morto nas trevas da violência.
Num domingo qualquer verei o Cristo descansar.
O dia é dele.
E sagrou-se senhor do seu dia.
Um dia tranquilo, movido a cheiro de mirra e aloés:
a fragrância final de quem, enfim, cumpriu sua jornada.
Todos os dias nascem novos cristos.
E quando eu me for, matarão esses novos cristos que vieram à terra.
Só não matarão o legado do Cristo nu.
Nossa ressurreição é diária dentro deste ciclo.
Autor: Israel Soler
Sonho sobre volta de Cristo
(Revelação divina, da volta de Cristo em 11 de outubro de 2023 às 06:32 da manhã)
"Acabei de acordar em meio a um sonho lindo, magnífico onde eu via um banner sobrevoando o céu, com o nome "Jesus está voltando" com o logo de duas asas, abaixo desse nome.
Eu olhava aquilo e ficava maravilhada, ele sobrevoava apenas o lugar onde eu estava.
Ia e voltava, descia e eu corria com medo de bater em mim, até observar que quando batia a ponta dele, no teto da casa onde eu estava, era uma batida leve, como um balão e novamente voltava para o céu, para sobrevoar, indo para a direita e para a esquerda.
Quando ele subia, eu voltava novamente para fora.
Eu olhava e quanto mais eu olhava mais sentia alegria, eu não sentia mais nada além disso.
Eu gritava em frenesi "gente, saiam, Jesus está voltando."
Mas, ninguém saia e eu me preocupava com meu irmão, que ainda estava de shorts, brincando com meu chinelo e de cócoras, com a cabeça baixa.
Eu novamente, entrei e quando cheguei na porta da casa, visualizei um homem alto e negro, me dizendo "venha, está escrito que o exército de Cristo, vai se apresentar para 200 milhões de pessoas."
Ele estava lendo no céu, esse recado.
Mas, quando olhei, já havia sumido a mensagem escrita.
No entanto, vi as nuvens bem diferentes e um círculo gigante com bordas reluzentes, na cor lilás.
E ao meio, havia uma luz circular redonda, branca, muito reluzente, ela brilhava muito.
Eu parei de observar e saí em busca do meu chinelo, mas meu irmão havia destruído um pé, porque era um material que se desintegrava e ele só puxava e o meu chinelo esquerdo já não existia, só o pé direito.
Então, nesse meio tempo, eu ainda o vi de cócoras e dizia: "menino, tú ainda está de short? Vai te vestir, Jesus está descendo."
Então, peguei meu chinelo direito mesmo com vergonha de estar apenas com um único pé calçado, e saí andando pela rua, olhando para cima, então eu acordei."
Cristo Censurado
Demétrio Sena - Magé
A cultura da raiva e do machismo;
preconceitos vazios de sentido;
um achismo total que não sustenta
tantas tralhas morais falsificadas...
As igrejas viraram prostitutas
(sem nenhuma razão, necessidade)
que se abrem sem sombra de pudor
para toda "verdade" lucrativa...
São amantes vorazes do poder,
da política mais ensandecida
que lhes pôs a perder por ambição...
Há um Cristo suspenso e censurado
numa cruz de sacrifícios a esmo;
o pecado de amar o condenou...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Bom dia!
Que hoje a fé seja sua armadura, a esperança sua direção e a paz sua companhia.
Cristo está à frente, abrindo caminhos, trazendo livramentos e derramando bênçãos sem medidas.
O mal não terá poder, porque a luz de Deus sempre vence as trevas.
Levante-se confiante: o amanhã já está escrito em vitória!
Naldha Alves
