Textos sobre Tempo

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⁠LUA INTERROMPIDA

Demétrio Sena - Magé

Não há tempo capaz de calar a saudade;
uma falta que nutre um buraco sem fim;
como sei que viver é missão nos imposta,
digo sim ao caminho e faço meu melhor...
Mas não há um só dia sem saudade sua,
na certeza do tempo que não foi bastante
para vermos a lua com todas as fases,
após todas as fases de tantas vertigens...
Foram poucos os anos de colo tardio;
sem aquelas corridas por sobrevivência,
contra o frio, a doença e a fome total...
Seu amor foi o mundo que valeu a pena;
foi a nossa vontade maior de vencer
e viver por mais tempo nossa lua nova...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Inserida por demetriosena

Já faz tanto tempo que te vi mas ainda lembro do seu beijo. Ele tinha gosto de chiclete de morango.
Havia algo de errado comigo, como se eu tentasse ser serio. Mas era tudo tão engraçado. No fundo eu sabia que não haveria mais que um beijo.
As melhores estórias são como os melhores filmes,
sempre acontece alguma coisa pra perdermos o final.
Talvez se fosse um livro, onde sempre se acha uma hora pra reler, agente pudesse achar uma hora pra recomeçar. Mas olha que bobagem! Na vida não existe pause.
Então já que o whisky acabou, vou ouvir uma musica e lembrar de você.

Inserida por TeixeiraLuka

A procura da metade.
Houve um tempo que não passava de um sonhador iludido com minhas vaidades, acreditava que era capaz de completar uma pessoa com minhas inúmeras qualidades.
Mas o que não contava era que eu que tinha a necessidade de ser completado, pois minhas inúmeras qualidades não passava de pura vaidade de um orgulho fútil.
Hoje sonho com aquela que me completara, a peça chave que fará do meu orgulho um sentimento puro sem espaço para vaidade, que essa metade poça me transformar em um ser perfeito sem futilidades.
Que seja parte de minha essência.

Inserida por ironpaulo

Há muito tempo a deriva lutando contra uma mare a qual eu não podia com ela, cansado de remar contra o fluxo da minha natureza, resolvi largar os remos.
Deixando assim a mare me levar em direção ao horizonte, quem sabe por lá exista uma ilha onde possa recomeçar minha caminhada em busca de paz...

Inserida por ironpaulo

Já não me lembro do tempo em que andava sozinho.
Hoje sinto tua presença a cada pulsar do meu coração, sinto que o vazio já não existe mais.
A cada respirar, sinto o carinho e o respeito crescendo em meu interior; a cada inspirar, sinto uma paixão ardente que se emana espalhando todo o desejo que tenho em meu coração.

Inserida por ironpaulo

ONDE O SILÊNCIO FALA.

No tempo onde o vento sussurra teu nome,
repousa a lembrança que não dorme um véu de luz e distância,
feito de sombra e esperança.

Tuas mãos, ficaram no outono,
entre as folhas que dançam sem dono; e o mundo parece menor desde então,
porque em mim ecoa tua canção.

Há dias em que o céu me devolve teu olhar, como se o azul soubesse amar.
E eu que me rendo à dor com sorriso chamo-te em silêncio, como quem reza um aviso.

Se fores estrela, brilha em mim,
se fores vento, toca-me assim.
Mas se fores só lembrança e eternidade,
permanece... como ficou tua saudade.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Capítulo XVIII –
CARTA QUE O TEMPO RASGOU.

Livro: NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Joseph bevouir - Escritor.

“Nem toda carta enviada busca destino. Algumas apenas desejam ser lidas pelas mãos do esquecimento.”
— Joseph Bevoiur, manuscrito recolhido ao lado de um relicto de piano sem teclas.

Camille Marie Monfort,

Perdoa-me por ainda escrever.
É que há sons que não cessam —
mesmo quando o mundo silencia.
E há nomes que continuam exalando perfume,
mesmo quando já se foram há muitas estações.

Esta noite, enquanto as janelas se recusavam a refletir o luar
e os espelhos evitavam meu rosto,
ouvi pela décima vez ou milésima aquela gaita de fole espectral.

Sim, Camille…
a mesma que ecoava nas colinas do meu delírio,
com sua melodia lancinante,
como se um fantasma pastor estivesse a ensaiar seu lamento
por um rebanho que jamais existiu.

Mas hoje, ouvi algo mais.
Ouvi o acompanhamento insólito
de um piano lírico porém, não qualquer piano.
Não, Camille…
Esse não tocava notas,
mas sons secos,
golpes vazios de teclas que não mais se movem.

E então perguntei, para o teto da noite,como um exorcista cansado:

_Quem executa essa gaita de fole tão covardemente ao amor
que, até é acompanhada por sons secos vindos das teclas de um piano lírico
quando esse nem por anacronismo poderia assim existir?

Não recebi resposta, como era de se esperar.
Talvez fosse tua sombra que ali dançava.
Ou talvez e essa é a hipótese que me fere seja apenas minha culpa tentando compor uma sinfonia
com os restos do que não vivi contigo.

Fica, então, esta carta não como súplica,não como epitáfio,mas como o último gesto de um homem que aprendeu a sofrer com elegância,à tua imagem e semelhança a ti, tão somente a ti mesma.

Não peço que me leias.
Peço apenas que, caso a brisa leve este papel aos teus pés etéreos,não o pises.
Pois cada palavra aqui escrita
ainda traz o peso do meu nome
e a leveza do teu.

- Joseph Bevoiur
(ainda ajoelhado entre ruínas, onde o amor se transforma em som que ninguém ouve.)

Inserida por marcelo_monteiro_4

PIETÀ: O Silêncio em Mármore que Chora.

Entre os véus do tempo e o aroma do incenso que sobe pelas arcadas da eternidade, repousa, em uma capela lateral da Basílica de São Pedro, um instante esculpido com as lágrimas do mundo: a Pietà, de Michelangelo.

Ali, o mármore não é pedra — é carne transfigurada, é alma petrificada de amor e martírio. A jovem mulher, que o artista moldou com mãos quase celestiais, sustenta em seu regaço o corpo exaurido do Filho, como se ainda o embalasse na manjedoura dos primeiros dias. Mas agora, a madeira não é de berço — é de cruz.

Ela, a Mãe das mães, não grita. O grito dela é o silêncio.
O mesmo silêncio que antecede o trovão.
O mesmo silêncio das estrelas quando um anjo parte.

Nos olhos dela, não há desespero — há aceitação sem submissão, dor sem rebeldia, amor sem possessão. Ela o oferece ao mundo mesmo depois de tudo. Ela compreende o que os séculos levariam a decifrar: o Cristo ali não está morto — está descansando no seio da eternidade, à espera da ressurreição que começa dentro de cada ser que ama até o fim.

Michelangelo a esculpiu com apenas 23 anos. Diz-se que, ao terminar a obra, ouviu comentários de que outro escultor teria sido o autor. Então, à sombra da noite, como quem grava seu nome não por vaidade, mas por testemunho, ele inscreveu em segredo na faixa que cruza o peito da Virgem: “Michelangelus Bonarotus Florentinus Faciebat.”

Mas há quem diga — e os anjos não desmentem — que aquela escultura não foi feita somente por mãos humanas. Que o mármore escolhido trazia em sua alma o eco do Gólgota, e que uma lágrima real de Maria — recolhida por mãos invisíveis — repousa invisivelmente entre os sulcos do ventre dela, naquela estátua.

Pois a Pietà não é apenas arte. É sacrário de dor santificada.
É o momento em que Deus permitiu ao mundo contemplar o lado feminino do céu.
Ali, a Mãe é altar, é templo, é oferenda.

É o Espírito Materno do Universo mostrando que, mesmo na dor mais aguda, pode-se manter a dignidade da luz.

Epílogo do Coração.

Alguns dizem que a Pietà fala ao olhar. Mas aqueles que a escutam com o coração ouvem algo diferente:
Uma prece muda que diz:
"Não temas a dor, meu filho, pois o Amor é mais forte do que a morte. E o que hoje repousa, amanhã ressuscitará no seio do Pai."

E tu,ao contemplares essa Mãe que tudo sofreu sem perder a candura, lembra-te de que o Amor, quando verdadeiro, é capaz de abraçar até a morte — e ainda assim renascer.

Inserida por marcelo_monteiro_4

TUAREGUE por Ádyla Maciel

Sou andarilho do tempo como os tuaregues do norte da África, apesar da bela paisagem odeio ter que partir tão cedo, assim tão escuro, antes do amanhecer. Nasci para percorrer os quatro cantos da terra, como os atletas superhumanos, como os monges e hippies, porém odeio atravessar o rio em dias de enchentes, mas amo ser água, águia, fênix porque o céu é bonito em qualquer lugar. Sempre amplo, sempre claro.

Inserida por Ladyadyforever

⁠Está idéia que o tempo pode ser fatiado anualmente realmente faz com que as esperanças se renovem. Agora imaginem fazer isso no final de cada dia, criando uma expectativa nova para o dia seguinte, refletindo sobre os erros ou desafios não superados e realizando a correção e conquista no dia seguinte.
Não precisamos esperar terminar o ano para fazer diferente ou a diferença.
O milagre da renovação pode começar a cada dia se acreditarmos e fizermos a nossa parte ajudando uns aos outros.
Desejo para o dia-a-dia de cada um de nós, mais amor. Porque com ele e através dele tudo é possível, principalmente um mundo melhor!

Inserida por wilenheilesilva

⁠ " ENQUANTO HÁ TEMPO "


Ela foi riso...
em tantos dias,
colo sereno,
mãos que sabiam.
Agora senta
sem tanto som,
o tempo pesa
no mesmo tom.
Nomes que amava
passam ao vento,
ficam promessas
e esquecimento.
Mas meu silêncio
grita por ela.
ainda é tempo
de estar com ela.

Inserida por SimoneCarvalhoSantos

"Presente do Tempo"

Há vinte anos, o tempo fez pausa...
suspirou ao te entregar pra mim.
Veio envolto em luz e esperança...
um amor que não tem mais fim.

Tão pequeno e já tão imenso...
coração de mãe reconhece...
que o mundo inteiro ganha cor
no instante em que a vida acontece.

Cresceram tuas pernas e sonhos...
e em cada passo teu, floresci.
Mesmo quando o vento soprou forte,
foi teu riso que me fez seguir.

Hoje celebro teu existir,
com orgulho bordado na alma...
És meu motivo, minha alvorada,
meu presente, minha calma.

Feliz aniversário, meu filho amado,
que a vida te abrace como eu te abracei.
E que o mundo descubra a beleza
que, há vinte anos, eu já enxerguei.

Inserida por SimoneCarvalhoSantos

MEU CÃO - A FIDELIDADE QUE SOBREVIVE AO TEMPO E À RUÍNA DOS CORPOS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .

* “Prefiro confiar em meu cão São Bernardo do que confiar na criatura humana.”
Dr. Axel. Munthe, autor do best-seller: O Livro De San Michele. Escrito originalmente em 1929.

A história de Argos, o cão que aguardou por vinte anos o retorno de seu senhor, permanece como uma das mais elevadas expressões éticas legadas pela tradição clássica. Mais do que um episódio secundário da epopeia homérica, ela constitui um testemunho silencioso acerca da natureza da fidelidade, da memória e da lealdade que resiste ao desgaste do tempo, à corrosão da matéria e à falência moral dos homens. Nessa narrativa, a condição animal não se apresenta como inferior, mas como depositária de uma virtude que a civilização, em sua complexidade, gradualmente perdeu.
O retorno de Odisseu a Ítaca não se dá sob o brilho do triunfo, mas sob o véu da decadência. Após vinte anos de ausência, dez consumidos pela guerra e outros dez diluídos em errâncias e provações, o herói regressa envelhecido, marcado pela dor, pela fadiga e pela experiência. Aquele que outrora fora símbolo de engenho e vigor já não possuía o corpo que o consagrara, mas carregava em si a memória viva de tudo o que fora perdido. A própria astúcia, outrora instrumento de glória, agora servia apenas à ocultação de sua identidade.
Atena, expressão da prudência e da razão estratégica, aconselha-o a ocultar-se sob a aparência de um mendigo. A pátria que deveria acolhê-lo transformara-se em território hostil. Os pretendentes haviam tomado sua casa, dissipado seus bens e ameaçado a integridade de sua linhagem. Nem mesmo Penélope, símbolo da fidelidade conjugal, foi capaz de reconhecê-lo sob o véu da decrepitude. A visão humana, condicionada pelas aparências, falhou. O olhar viu, mas não reconheceu.
Foi então que a fidelidade se manifestou onde menos se esperava. Argos, o velho cão abandonado à margem do palácio, esquecido entre a poeira e os detritos, conservava intacta a memória do seu senhor. O corpo exausto já não sustentava a vida com vigor, mas a essência permanecia desperta. Ao ouvir a voz e sentir o odor daquele que amara, ergueu-se como pôde, moveu a cauda e reconheceu. Nenhuma máscara, nenhum disfarce, nenhuma degradação física foi capaz de enganá-lo. O reconhecimento foi imediato, absoluto e silencioso.
O gesto de Argos possui uma força simbólica que transcende a narrativa. Ele não exige palavras, recompensas ou reconhecimento. Sua fidelidade não depende de promessas nem de reciprocidade. É fidelidade ontológica, inscrita na própria natureza do ser. Odisseu, impedido de revelar-se, contém as lágrimas, pois compreende que ali, naquele instante, se manifesta uma verdade mais profunda do que qualquer triunfo humano. Logo após cumprir sua última função, Argos morre. Não por abandono, mas por consumação. Sua existência encontra sentido no ato final de reconhecer aquele a quem sempre pertenceu.
Esse episódio, narrado no Canto XVII da Odisseia, ultrapassa o campo da épica para inserir-se no domínio da reflexão ética. Ele revela que a fidelidade não é produto da razão discursiva, mas da constância do ser. Enquanto os homens se perdem em interesses, disfarces e conveniências, o animal permanece fiel àquilo que reconhece como verdadeiro. A memória afetiva, nesse contexto, revela-se mais poderosa do que qualquer construção racional.
É nesse ponto que a reflexão de Axel Munthe se insere com notável precisão. Ao afirmar que * " Prefere confiar em seu cão a confiar no ser humano " , o médico e pensador não profere um juízo de misantropia, mas uma constatação ética fundada na observação da realidade. Sua experiência com o sofrimento humano ensinou-lhe que a razão, quando desvinculada da integridade moral, converte-se em instrumento de dissimulação. O cão, ao contrário, desconhece a duplicidade. Sua fidelidade não é estratégica, mas essencial.

A frase de Munthe revela uma crítica severa à condição humana moderna. O homem, dotado de linguagem, inteligência e consciência, frequentemente utiliza tais atributos para justificar a traição, disfarçar interesses e legitimar a ruptura dos vínculos. O animal, desprovido dessas faculdades, conserva uma coerência ética que o eleva moralmente. Ele não promete, mas cumpre. Não calcula, mas permanece. Não racionaliza, mas é fiel.
Há, portanto, uma convergência profunda entre a figura de Argos e a reflexão de Munthe. Ambos denunciam a fragilidade moral do homem civilizado e exaltam uma fidelidade que não depende de convenções sociais, mas de uma adesão silenciosa ao outro. Essa fidelidade não se anuncia, não se exibe, não se justifica. Ela simplesmente é.
Assim, a história de Argos e a sentença de Munthe convergem para uma mesma verdade essencial: a de que a grandeza moral não reside na eloquência, no poder ou na razão instrumental, mas na capacidade de permanecer fiel quando tudo convida ao abandono. Nesse sentido, o cão torna-se espelho daquilo que a humanidade perdeu ao longo de sua história. E ao contemplar esse espelho, resta ao homem reconhecer que, por vezes, a mais elevada forma de humanidade habita silenciosamente no coração de um animal.

Inserida por marcelo_monteiro_4

De repente me bateu uma vontade do teu abraço...
aquele abraço em que o tempo pára..parece que o universo
todo cabe num só abraço...um abraço apertado, sincero,
amigo, que fala tantas coisas sem dizer uma só palavra..
não sei dizer quantas palavras cabem em um abraço..
até porque foi de repente que me bateu a saudade do teu abraço...dois sorrisos,
o aconchego, o carinho de um momento especial...
olha só...a lua brilha lá no céu..vejo o reflexo no mar...parece até
que o mar está agasalhando a lua...que estranho...de repente
bateu essa saudade...uma vontade do teu abraço...

Inserida por oswaldojrm

⁠⁠⁠Quando me procurar me encontrarás nas lembranças de um passado que o tempo jamais apagará da memória
Quando me procurar me sentirás no estômago a ansiedade de um breve futuro me reencontrar
Quando me procurar estarei no pulsar do teu coração provando o tempo todo que o amor não para e não morre facilmente.

Inserida por joaoeudesdeana

Eu queria ter voltado no tempo
Não deixar faltar
O que te faz mais falta
Hoje eu tenho tudo que eu podia querer
Mas dinheiro não é tudo tenho muito a fazer
Muito a fazer

Se você quer rodar
Eu vou guiar
Vamos fazer o melhor que há
Se você quer rodar
Eu vou guiar
Coisa no mundo melhor não há

O melhor da vida é aprender bem mais do que já se sabe...

Tento me lembrar de um sonho
Que tive com você
Nos meus braços você se foi
Nos seus braços eu quero acordar
E das coisas que você não fez
Porque não quis me incentivar a dar a volta
Mas verdade é que a distância entre nós me fez tanta falta!

Inserida por droplets

Lembrar de você me anima e me entristece ao mesmo tempo...

Fico feliz em lembrar que um dia pude estar tão perto de você. Estava amanhecendo, um dia tão frio, meu olho brilha só de lembrar da primeira vez que te vi.
Mas ao mesmo tempo fico tão triste em saber que nada será como antes, que nada daquilo vai acontecer novamente.

Saudade que não cabe em mim

Inserida por droplets

⁠Passei anos vivendo um relacionamento cheio de amor e parceria, mas ao mesmo tempo, cheio de angústias e incertezas.
Conheci você quando nós ainda éramos muito jovens. Talvez por isso, foi tão difícil aceitar o fim. Você representa uma parte da minha adolescências, das minhas descobertas, das minhas primeiras experiências significativas...
Mas o fim realmente chegou. Nós não conseguíamos mais entrar em um acordo. Eu parei de sentir aquela emoção, aquele frio na barriga quando estava indo te encontrar. Ainda sentíamos um grande carinho pelo outro, mas o amor, infelizmente, já tinha acabado.
Eu sempre vou lembrar de você com muita gratidão e satisfação. Mas preciso admitir: você não é o amor da minha vida.
Por muitos e muitos anos, eu achei que eu não saberia viver sem amar você. Mas eu acabei aprendendo.
Aceitar o fim fez com que eu pudesse ter coragem suficiente para seguir em frente e ir atrás de outras coisas que eu sempre quis...e fico feliz que você fez o mesmo.
Sabe, apesar de a gente ter perdido contato e nossos caminhos terem seguidos rumos totalmente diferentes, eu acho que nunca vou me esquecer de você, porque apesar de todo esse tempo, eu ainda lembro de você, não com amor, mas com uma sensação boa. Sei que valeu a pena tudo o que aconteceu. Não me arrependo de forma alguma.
Crescemos juntos, vivemos experiências incríveis e eu realmente sou grata por tudo o que passamos. Te desejo o melhor sempre.
Você representa uma parte de mim. Não posso mudar o meu passado e mesmo se eu pudesse, jamais apagaria o que vivemos um ao lado do outro. Mas eu não consigo mais te ver no meu presente e muito menos no futuro.
Foram muitos anos de amor. Nosso relacionamento foi incrível, sempre nos demos muitos bem. Além de namorados, éramos melhores amigos. Por tantos anos, fomos a base um do outro.
Mas nós sabemos que não há a menor chance de a gente dar certo outra vez, não é mesmo? Por isso, a única opção é aceitar que a nossa história deve ficar no passado. Tentamos nos reconciliar várias vezes, em todas elas, acabamos nos machucando e sofrendo.
Meu querido, que você seja feliz, com outra pessoa, com outros sonhos...e eu espero que você se lembre de mim de uma forma positiva. Sei que não há mais nenhum sentimento de amor entre nós, mas eu sei que há gratidão e boas lembranças - de ambas partes.

Inserida por droplets

⁠Depois de todo esse tempo, ainda há lembranças daquela época cheia de risos, descobertas e parceria. Passaram-se os anos, mas algumas memórias permanecem.
As coisas mudaram, é fato. Nem tinha como tudo permanecer igual, já que éramos praticamente crianças quando nos conhecemos pela primeira vez.
Mas por que algumas pessoas marcam tanto a gente? Por que algumas memórias permanecem intactas?

Faz muito tempo que a gente se viu pela primeira vez. Faz muito tempo que a gente se viu pela última vez. Não temos mais contato, eu não sei o que você está fazendo da vida, e você não sabe o que está acontecendo comigo.

Mesmo assim, é impossível te esquecer. Eu não sinto mais o mesmo amor e companheirismo, mas ao lembrar de tudo o que passamos juntos, me vem um sentimento de nostalgia, é algo bom e ruim ao mesmo tempo.

Bom, porque o que vivemos foi muito bom. Ruim, porque mesmo se eu quisesse reviver tudo aquilo, sei que jamais poderia.

É difícil aceitar que uma história não forte e intensa ficou no passado. Aliás, um passado distante. Isso é o mais assustador.

Inserida por droplets

⁠já faz um tempo que deixei aquela vida, aquelas histórias, um passado de descobertas e experiências...
Para começar uma nova trajetória em outro lugar, ao lado de novas pessoas.
Deixei tudo para trás
Já faz alguns anos
A dor da saudade, da distância...mas é preciso se acostumar
A cada escolha, uma renúncia. Sempre foi assim e sempre será
Meu deus, será que um dia vou estar satisfeita com o lugar que escolhi estar?

Inserida por droplets