Textos sobre Tempo

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Planeta dos Macacos (Crônica de um Aquariano Deslocado no Tempo)

Às vezes eu me pergunto se não nasci adiantado demais.
Talvez seja coisa de aquariano futurista, desses que olham o mundo e sentem… vergonha alheia.

Outro dia vi uma imagem — daquelas que parecem piada pronta — um poderoso recebendo uma medalha da paz como se fosse troféu de gincana escolar. Confesso: meu cérebro travou. Meu coração riu nervoso. Minha alma pediu arrego.

Em pleno século XXI, com tecnologia de ponta, inteligência artificial, satélites no espaço e informação na palma da mão… o mundo parece comandado por gente que ainda brinca no jardim da infância.
Só que sem recreio.
E sem professora.

Às vezes tenho a impressão de que erramos o endereço cósmico e acordamos no Planeta dos Macacos.
Mas não aqueles macacos sábios dos documentários.
Aqui quem manda são os babuínos destrutivos, os chimpanzés do ego inflado, os gorilas da força bruta — todos disputando poder, berrando alto, batendo no peito e confundindo grito com liderança.

E olha que injustiça com os macacos…
Porque, sejamos honestos, os homens das cavernas talvez fossem mais evoluídos do que muita gente engravatada de hoje.

Chamam isso de palhaçada — mas não é.
Palhaço é artista.
Palhaço tem técnica, sensibilidade, inteligência emocional.
Palhaço nos faz rir porque pensa.
O que vemos por aí é só ridículo cru, vazio de alma e pobre de espírito.

Que humanidade é essa que anda para trás achando que é progresso?
Que líderes são esses que trocam empatia por espetáculo e poder por vaidade?
Que massa estranha é essa dentro da cabeça de tanta gente importante?

Mas aí respiro.
Porque se tudo está errado, é sinal de que ainda sabemos reconhecer o certo.
Se tudo parece absurdo, é porque ainda existe quem pense, questione, sinta.

Talvez o mundo esteja perdido…
Mas enquanto houver quem enxergue o ridículo, a ironia, a incoerência,
há esperança.

Porque o futuro não nasce do barulho dos babuínos,
nasce do silêncio de quem observa,
do olhar crítico,
e da coragem de dizer: isso não está normal.

E não está mesmo.

Mas calma.
Todo planeta em crise passa por uma fase primitiva antes de evoluir.
Que a gente não vire macaco.
Que a gente vire consciência.

Nereu Alves

**Existir e Ter**


Eu, só eu, mais ninguém e com todos ao mesmo tempo,
Uma mistura de alegria e solidão,
Um pesar de sentir e não sentir
De ver e não ver, como gostaria de desver!
Eu sou porque existo ou existo e apenas sou?
Ser ou não Ser, será que essa sempre foi a questão?
Ter tudo e ao mesmo tempo não ter nada,
Será que um dia sempre tive algo verdadeiramente meu?
Ilusão de um mundo irreal,
Somos nada e temos nada, apenas somos.
Quem somos? O que temos? Para que temos?
Temos o que, afinal?
Futilidade de uma busca sem fim,
Temos e logo perdemos, o ciclo se repete.
Ser ou não Ser, se já somos, porque não?
Ter ou não Ter, se temos, pra que mais?
Ter e depois perder, o que resta?
Mas se perco, foi realmente meu?
Para que ter e perder depois, seria melhor não ter,
Assim nos poupamos dor e sofrimento,
Mas a vida não é feita de dor e sofrimento?


Já disse Mick Jagger:
Você Não Pode Ter Sempre o Que Quer
Você Não Pode Ter Sempre o Que Quer
Você Não Pode Ter Sempre o Que Quer
Mas se você tentar algumas vezes, bem,
Você pode descobrir que consegue o que precisa!!!

Oportunismo gospel de massa

Demétrio Sena - Magé

Faz tempo que a música gospel brasileira deixou de ser sagrada; um ato litúrgico. Tornou-se modão e, diga-se de passagem, modão de mau gosto. Atua lado a lado com a música pop-sertaneja, que de sertão não tem nada; pois, reservadas as exceções, é feita de gritos que exaltam machismo, traição e valentia.

Multidões de cristãos e não cristãos são arrastadas aos grandes shows de artistas que não fariam, não fizeram ou deixaram de fazer sucesso na música secular. Hoje o gospel faz sucesso, não como forma de adoração religiosa, e sim, de culto aos próprios cantores e cantoras. Esses artistas pulam, gritam e/ou fazem caretas como qualquer ídolo pop ou sertanejo, ao som de supostos hinos que imitam ritmos seculares da moda e acrescentam lamúrias e desespero, para temperar os shows de uma emoção cavada, exigida e de efeitos neurológicos. Não há imitações gospéis da MPB, pois o bom gosto musical pode significar o fracasso sumário desses cantores, em razão das preferências do seu público.

A esperança está na certeza de que os modões passam. A boa música, secular ou religiosa, permanece. Com o tempo, as músicas de natureza duradoura se sobressaem à futilidade das que chegam para saturar, faturar ao máximo e sugar os artistas meteóricos, que logo serão esquecidos. Da mesma forma, esse cristianismo bufão, cabo eleitoral de políticos extremistas, negociador de rebarbas do poder público passará. Não sei quando, mas passará. Ficarão os cristãos e outros religiosos cujos objetivos são os assuntos relacionados à fé sincera e genuína e à espiritualidade serena, humilde, centrada na busca do aperfeiçoamento das virtudes reais e plenas.

O caminho do cristianismo se tornou muito largo. A religião virou força terrena e já não cultua o sagrado, mas a si mesma e aos poderes terrenos que lhe dão vantagem e força intimidatória contra as minorias. Em suma, esse cristianismo tem o sinal da besta, que facilita seus caminhos e dá poder de "carteirada".

E a música gospel, ao melhor estilo "poltergeist adaptado" é a grande parceira nessa hipnose, abdução ou convulsão coletiva.
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Algum tempo planejei te conquistar e adentrar em seu coração para bem lá no fundo eu finque meu amor certo que a faça feliz;
Eu quero você para me amar, me ouvir e me aceite como eu sou para enxugar minhas lágrimas que cai de meus olhos e rolam meu rosto;
Se eu desafinar ou esquecer-se de mim me faça me sentir novamente para então voltar a amá-la;

O valor do tempo.


A inquietação desta vida nos traz controvérsias daquilo que é precioso e faz parte das nossas vidas; o tempo. Os minutos não esperam os compromissos, nem tem diálogo com à noite. São vários obstáculos que encontramos e, ao final não fizemos quase nada. Temos o costume de marcar e tentar viver várias coisas ao mesmo tempo ou no mesmo dia e, isso implica não ser e nem viver com perfeição o momento. No final quando estamos velhos, só há lembranças do que tentamos viver ou ser e não conseguimos porque não houve uma boa administração do tempo, andar devagar sempre é um passo para a longevidade…

Será se realmente estamos vivendo ?

E o tempo corre adiante
nunca retrocede... Mesmo
que soframos em meio
tempo ou em tempo constante;
O tempo é realmente fugaz
Se pararmos a sua espera
o tempo passa por cima,
em um piscar de olhos
E seu plano se desfaz;
mas gerenciar o próprio tempo
É responsabilidade para viver
Porque o tempo é o remédio
Para atender o nosso querer;

⁠A vida é agressiva quando quer mostrar
o quanto és forte...
Mas o tempo é especialista em acalmar
nos dando colo;
Não sei das suas batalhas, mas saibas
que não estás sozinho, Deus estás ao seu lado
protegendo todo o seu caminho!
Por isso peço à Deus pela sua superação...
Com toda positividade, vou pedimdo
em oração;
E eu faço com muita alegria
para você que me deu atenção
eu lhe cumprimento para você
ter um excelente dia;

Durante muito tempo eu fugi de palavras cruéis sendo insuportável aos meus ouvidos;
Na queda me despedacei buscando voar com minhas asas pequenas, mas não sei voar;
Tentei deixar um testamento onde não havia nada escrito para o meu amor que nunca existiu;
Porém o veneno que tomei fez-me prematuro e inocente para sonhar com um amor inventado;

Qual o ritmo que balança o teu corpo, tão quão breve e suavemente nas entrelinhas do tempo com os teus sentimentos que não se cessam;
E em meus passivos olhos repetidamente vêem-me o destino coroai-me com as tuas próprias riquezas em verdades e glórias;
Usa-me, acalenta-te em meus braços para aquecer todo o teu querer em lagos viventes que o sol seca;

⁠Há... Se eu pudesse voltar no tempo...
Erraria mais! Cometeria mais equívocos
Eu iria percorrer, cortando caminhos
E talvez me amaria mais

Há... Se tivesse a chance de concertar os meus caminhos
Eu iria desconserta para conhecer a felicidade

Há... Mas como não posso!
Viverei a cuidar do meu futuro!

⁠Eu quase sempre ando muito ocupado
Mas para os meus amigos sinceros, eu arrumo um tempo deixando o meu trabalho de lado
E para os que eu não tiro do coração
Eu busco lisonjear, entendendo que é uma forma de retribuição
Pois cada um dos meus amigos eu os trato como irmãos
Eu tenho toda positividade e acredito que todos nós caminhamos na mesma direção...
Porém, cumprimento os meus amigos para ter sonhos suaves e doces
Com todo carinho e respeito eu desejo uma boa noite!

Cada provação colocada ao longo do caminho se torna, com o tempo, um tesouro escondido.

Infelizmente, muitos de nós, só através de provas maiores, de muita dor, conseguem deixar de ser cegos e encontram o tesouro!

Pois da dor nasce a compaixão.
Da carência, a gratidão.
Da perda, uma compreensão mais ampla da vida.

“⁠eu te esperei.
tanto, que o tempo cansou de mim.
tanto, que você se cansou de mim.
tanto, que já não distingo mais o motivo pelo qual esperei;
o “esperei” nem existe —
o tempo falhou,
assim como eu falhei em te esperar.

o tempo errou…
o tempo se cansou de mim…
nem o tempo foi capaz de me corrigir.

eu te espero.
tanto, que percebi meu erro.
tanto, que o pretérito virou presente.
tanto, que pela primeira vez,
eu estava certa:
você realmente se cansou de mim.”

A Máquina do Tempo

Se existisse uma máquina do tempo, muita gente a usaria para voltar.
Voltar ao dia em que não falou.
Ao dia em que falou demais.
Ao dia em que ficou.
Ou ao dia em que foi embora cedo demais.

Mas a verdade é que ninguém quer mudar o passado por curiosidade histórica.
Quer mudar por dor.

A gente não sente falta do tempo.
Sente falta de quem éramos quando ainda acreditávamos mais, quando doía menos, quando não sabíamos tanto porque saber demais também pesa.

O passado costuma parecer mais bonito porque já passou.
Ele não discute mais com a gente.
Não exige decisões.
Não cobra coragem.

E o futuro… o futuro assusta.
Porque ainda não tem forma.
Ele pede escolha.
Pede risco.
Pede responsabilidade.

Talvez por isso tanta gente viva tentando apertar um botão invisível de “voltar”, enquanto a vida insiste em seguir para frente.

Mas e se eu te disser que a máquina do tempo existe?

Ela não tem alavanca.
Não faz barulho.
Não atravessa décadas em segundos.

Ela funciona em silêncio.

Toda vez que você aprende com um erro, você voltou ao passado sem precisar revivê-lo.
Toda vez que perdoa, você altera uma linha da sua história.
Toda vez que escolhe diferente, você reescreve o que parecia destino.

O nome disso não é viagem no tempo.
É consciência.

O ontem não pode ser mudado.
Mas pode ser compreendido.
E quando o passado perde o poder de doer, ele deixa de mandar no presente.

O amanhã também não está garantido.
Mas pode ser construído um gesto de cada vez, uma escolha de cada vez, um passo honesto de cada vez.

No fim das contas, a máquina do tempo mais poderosa que existe é esta:
o agora.

É nele que você decide quem não será mais.
É nele que você escolhe quem está disposto a se tornar.

O resto…
é só lembrança tentando ensinar
ou futuro pedindo coragem.

A máquina do tempo

Ainda não inventaram uma máquina do tempo.
Daquelas que fazem tudo voltar exatamente ao ponto antes da escolha errada.

Antes daquele caminho que você já sabia que daria errado, mas mesmo assim seguiu.
Não por ingenuidade.
Mas porque, às vezes, a gente precisa errar para encerrar.

A vida é cheia de bifurcações silenciosas.
Algumas oportunidades passam rápido demais.
Outras nos encaram de frente, exigindo decisão imediata.

Como aquela prova do concurso tão sonhado.
Horas de estudo, planos guardados, expectativas contidas.
E então surge ela: a questão que divide o destino em duas alternativas.

Você lê.
Relê.
Duvida.

Marca.

Dias depois, o gabarito revela o erro.
E junto com ele vem o pensamento cruel:
“Se eu pudesse voltar atrás…”

Mas não dá.

Diversas oportunidades surgem durante a nossa estada na vida.
Muitas deixamos passar. Outras até aproveitamos.
Mas é preciso atenção: a oportunidade de ouro quase sempre aparece uma única vez.
E o arrependimento de não tê-la agarrado não a trará de volta.
O tempo não devolve. Ele apenas substitui.
E alguém pode ter segurado o que soltamos.

É aí que mora o peso.
Não no erro em si,
mas na certeza de que estivemos perto.

Só que a máquina do tempo não existe.
E talvez isso seja um favor.

Porque se ela existisse, viveríamos presos corrigindo o passado
e nunca aprenderíamos a sustentar o presente.

O erro não veio para te punir.
Veio para te ensinar.
Talvez aquele caminho não fosse o seu.
Talvez aquela porta fechada estivesse apenas te protegendo de um lugar onde você não permaneceria inteiro.

A vida não se resume a uma prova, a uma escolha, a um único momento.
Ela se constrói na sequência.
Na insistência.
Na capacidade de aprender e seguir.

Nem tudo que deu errado foi perda.
Algumas coisas foram livramento.
Outras, preparação.

E o conforto, por mais estranho que pareça, está nisso:
o tempo não volta, mas também não para.
Enquanto houver movimento, há possibilidade.

A máquina do tempo não existe.
Mas a chance de recomeçar…
essa aparece todo dia, disfarçada de hoje.

Tudo passa.
A dor educa, a dificuldade fortalece e o tempo, guiado por Deus, cura silenciosamente aquilo que hoje parece impossível de suportar. Cada lágrima é recolhida, cada esforço é visto, e nenhuma batalha é em vão.
Mesmo quando o coração cansa, o espírito segue aprendendo, crescendo e se preparando para dias mais leves.
Confie: o que hoje pesa, amanhã será testemunho de superação.
A vida nunca erra — ela ensina.
Com carinho,

Estou prisioneiro do tempo, num espaço que já não me comporta.
O relógio perdeu o comando sobre mim, porque sigo na tua direção sem medir horas, sem negociar segundos.
Caminho guiado apenas pela certeza de que é em ti que o tempo se revela.
Não corro para te alcançar, nem paro para esperar — apenas existo no movimento que me leva a você.
E assim, na passagem silenciosa do tempo, é teu rosto que vejo,
tua presença que dá sentido ao agora
e transforma cada instante em eternidade felicidade.

A ILUSÃO DA PRESSA


Dizem por aí: “aproveite enquanto há tempo”.
Mas o tempo não corre, ele observa.
Quem corre somos nós,
confundindo urgência com sentido,
atropelando instantes por medo de ficar para trás, colocando um fim naquilo que poderia ser vivido com calma.
Talvez o que nos falte não seja correr com o tempo, mas aprender a caminhar com ele.


- Iani Melo >•<

Não 😞 não, tudo é difícil na nossa vida 🧬.
Não temos quase nada de tempo para vivermos juntos. Somos obrigados a conceder 90% do nosso tempo aos outros e aos fazeres da vida 🧬.
Caminhamos todos os dias em rumo diferente.
Passamos a maior parte dos Dias distante. Estamos sempre ocupados com alguém ou alguma coisa. Vivemos hoje, pensando no amanhã que nem chegou. Calculamos a vida por anos à frente na esperança de que vai mudar, e deixando o hoje para amanhã, se dizendo "amanhã eu faço". O amanhã chega e nada acontece. Pior ainda, acontece alguma coisa que frustra o plano.
Somos dois, não um exército 🪖. Eu por você e por mim.
Inverter o processo seria o ideal. Cuidamos de nós primeiro. E daí as outras coisas vão caminhar com certeza melhor.
Não posso falar de mim aqui. Pois é sobre nós.
Porém alguém precisa dizer quê o tempo não espera.
Se vc sentiu se ferida. Peço desculpas.
Más saiba que também me machucou. E fez marca na minha conduta como homem.
Eu sempre te desejei o melhor. E sempre lutei para torne sua vida feliz. Sinto muito por não conseguir alcançar o objetivo.
Más no pouco quê fiz. Foi com muita alegria.

O tempo,
que um dia foi quente
como o abraço de uma mãe,
aprendeu a ser frio —
uma noite de inverno
sem estrelas para guiar.

Sempre soube:
não existe para sempre.
Mas não imaginei
que o fim chegaria tão cedo,
nem que a solidão
soubesse meu nome
tão rapidamente.

Era o mesmo lugar,
a mesma paisagem,
mas o mundo muda
quando as estações mudam
e as pessoas também.

O que antes era riso
agora pesa no peito,
memória que fere,
sorriso que dói.

Disseram que
o “felizes para sempre” acaba.
Eu ouvi,
mas não acreditei.

O frio tocou meu rosto
como um despertar brusco,
um tapa da realidade.

Acabou.
De verdade.
E só então entendi:
promessas sem ação
são vazias,
e ninguém vence
uma guerra
lutando sozinho por amor.