Textos sobre Tempo
Um Canto na Aurora
Um relâmpago no céu noturno
Ilumina o caminho inseguro,
Sob o tempo mais soturno
O pensamento teme o futuro.
A espera é pela manhã chegar
Para que tal apresente algum alívio,
A esperança está na tempestade cessar
E seguir sem nenhum sonívio.
O deleterio recôndito dispensado
Já não pode aludir e contagiar,
O pássaro da aurora despertado
Fez seu canto para o céu clarificar.
Todo pretérito acuou-se na soleira
Em resultado do interlúdio ambientado,
No tempo corrente não é coleira
Apesar de arquivo a ser consultado.
No lume abastecido de percepção
Uma presença é reconhecida,
É o pássaro auroral na recepção
Que canta dando boas vindas.
William Contraponto
Tragédia dos que Chegaram Antes do Tempo
A evolução humana não ocorre por aclamação, mas por ruptura. Toda consciência que ultrapassa o limite do aceitável é, antes de tudo, tratada como ameaça. O pensamento que se eleva demais deixa de ser visto como virtude e passa a ser classificado como desvio. Assim, a história da humanidade não é apenas a história do progresso, mas também a história da repressão ao pensamento.
Houve épocas em que o poder decidiu o que era verdade. Não a verdade enquanto busca, mas a verdade enquanto norma. Quem escapava dessa moldura era enquadrado como perigoso. Não por errar, mas por deslocar o centro. O saber, quando não serve à ordem estabelecida, transforma-se em crime. E o crime, quando ameaça o poder, recebe o nome de loucura, heresia ou bruxaria.
Os que enxergavam além da caverna eram os primeiros a serem punidos. A luz que carregavam feria os olhos de quem havia feito das sombras sua morada. Ao retornar para contar o que viram, não eram recebidos com escuta, mas com riso e violência. O riso é sempre o primeiro gesto de quem teme perder suas certezas.
Chamaram-nos de doidos. Mas talvez fossem apenas homens que ousaram criar seus próprios valores, recusando-se a ajoelhar diante das verdades herdadas. A moral dominante sempre desconfia daquele que não pede permissão para pensar. Aquele que rompe não é compreendido; é neutralizado. Não porque esteja errado, mas porque revela a fragilidade do que parecia absoluto.
A sociedade, para preservar sua estabilidade, produz mecanismos sutis de exclusão. Primeiro o discurso, depois o julgamento, por fim o silenciamento. O corpo pode até permanecer vivo, mas a voz é retirada. Não é necessário matar quando se pode desacreditar. Assim, o poder se perpetua não pela força bruta, mas pela administração do que pode ou não ser dito.
Os chamados loucos talvez fossem apenas consciências fora de época. Espíritos que chegaram cedo demais, portadores de um excesso de lucidez insuportável para seu tempo. A humanidade precisa deles para avançar, mas os rejeita enquanto ainda vive sob o peso de suas próprias sombras.
O paradoxo se repete: o pensamento que hoje é condenado será amanhã ensinado. O herege se transforma em fundamento. O desvio vira método. O louco vira referência. O futuro sempre reconhece aquilo que o presente foi incapaz de suportar.
Talvez a verdadeira tragédia não esteja nos que ousaram ir além, mas naqueles que, por medo, escolheram permanecer acorrentados àquilo que já não era mais verdade.
Por mais que o tempo, continue passando
Depois de "nós", uma parte de mim
Continua te amando, continua sentindo a sua falta
Uma parte de mim continua quebrada
Continua faltando você na minha vida
E acredito que essa parte que você levou embora
Irá continuar fazendo falta, dia após dia
Mas, afinal de contas isso não importa
Porquê você não me ama mais
Porquê você não me quis e não me quer na sua vida
Por pior que pareça, essa é a verdade
Nua e crua
Por mais que continue doendo, essa dor faz com que eu continue sentindo que ainda estou viva
E um dia, Tudo isso irá ficar no passado
Eu ainda espero te esquecer
Eu ainda espero te perdoar
Eu ainda espero recomeçar sem você
Hoje não é o dia, mas quem sabe o quê amanhã pode acontecer
09 de Janeiro de 2026
No livro do tempo
está escrito: eu te amo
há muito tempo.
Antes do primeiro sopro,
antes do mundo aprender a girar.
Desde antes de nascermos,
eu já te amava —
joia rara do Nilo,
ouro moldado pela eternidade.
Teu nome atravessou séculos,
sobreviveu às guerras,
às areias e aos silêncios,
e veio repousar no meu peito.
Não foi escolha,
foi destino antigo.
Não foi encontro,
foi reconhecimento.
Se o tempo tem memória,
ele sabe:
meu amor por ti
nasceu antes de nós.
Nuvens escuras
Diminuem o clarão
Muito tempo sozinho
Pode ser solidão.
Mudança de vida
A fase passou
Lembro da rosa
Que o vento levou.
Rotina corrida
O estresse acolheu
Em um sonho distante
Tudo aconteceu.
Reli a receita
Que me orientou
Uma pitada de sal
Transforma o sabor
E com muito carinho
Aviva o amor.
Olho pro relógio e o tempo não passa
A casa tá vazia, tudo perdeu a graça
O seu perfume ainda tá no meu lençol
Tô vivendo no escuro, esperando o seu sol
A geladeira tá cheia de solidão
E o rádio tocando a nossa canção.
Eu já tentei sair, tentei me distrair
Mas em cada rosto é você que eu vi
Pra que fingir que a gente não se quer mais?
Se longe de você eu não encontro paz
Para de drama e vem me ver
Meu corpo tá gritando por você!
Não dá mais pra esconder, tá na cara o desejo
Tô com sede do seu corpo e fome do seu beijo...
Volta para casa, esquenta a cama, aí é o meu lugar
Deixa de orgulho, esse orgulho é pra me matar
Volta de novo para os meus braços e o meu coração
É procura de amor e não é de ilusão
Volta para casa, esquenta a cama e o meu lugar!
Se o mundo lá fora tentar te convencer
Que existe outro alguém melhor que eu pra você
Não acredita, é tudo conversa fiada
Ninguém te conhece nessa longa estrada
Só eu sei o ponto que te faz arrepiar
Vem logo pros meus braços, vem me completar!
Volta para casa, esquenta a cama, aí é o meu lugar
Deixa de orgulho, esse orgulho é pra me matar
Volta de novo para os meus braços e o meu coração
É procura de amor e não é de ilusão
Volta para casa, esquenta a cama e o meu lugar! (Letras)
Nas asas do tempo, meus 50 anos surgem.
Um marco de reflexão, agradecimento e esperança.
Olho para trás, nas trilhas percorridas,
cada passo moldou a pessoa que me tornei.
Sinto a emoção pulsar no meu peito,
pelos desafios superados e lições aprendidas.
Cresci, evolui, descobri forças adormecidas,
e agora, uma nova fase desabrocha diante de mim.
Com o coração cheio de gratidão,
saúdo o futuro com alegria e determinação.
Meus 50 anos, uma jornada especial.
Que cada momento seja vivido intensamente,
valorizando as conexões verdadeiras e as experiências presentes.
Abraço o presente,
com fé e esperança.
Fazer aniversário é brincar de crescer e quem sabe mais tarde virar "gente".
É sorrir sem ter motivo ou chorar pela mesma coisa.
É ter de novo a certeza de que os sonhos ainda poderão se realizar.
É reconhecer os verdadeiros amigos, aqueles que mesmo distantes, se importam com a sua importância.
É contar o tempo que se viveu e o que se deixou de viver.
É luz na escuridão.
É lembrar da vitória de um dia ter sido embrião.
É aprender a valorizar o tempo.
É contar com a presença dos ausentes.
É tornar novo o que se fez velho.
É fazer do novo o sempre!
Planeta dos Macacos (Crônica de um Aquariano Deslocado no Tempo)
Às vezes eu me pergunto se não nasci adiantado demais.
Talvez seja coisa de aquariano futurista, desses que olham o mundo e sentem… vergonha alheia.
Outro dia vi uma imagem — daquelas que parecem piada pronta — um poderoso recebendo uma medalha da paz como se fosse troféu de gincana escolar. Confesso: meu cérebro travou. Meu coração riu nervoso. Minha alma pediu arrego.
Em pleno século XXI, com tecnologia de ponta, inteligência artificial, satélites no espaço e informação na palma da mão… o mundo parece comandado por gente que ainda brinca no jardim da infância.
Só que sem recreio.
E sem professora.
Às vezes tenho a impressão de que erramos o endereço cósmico e acordamos no Planeta dos Macacos.
Mas não aqueles macacos sábios dos documentários.
Aqui quem manda são os babuínos destrutivos, os chimpanzés do ego inflado, os gorilas da força bruta — todos disputando poder, berrando alto, batendo no peito e confundindo grito com liderança.
E olha que injustiça com os macacos…
Porque, sejamos honestos, os homens das cavernas talvez fossem mais evoluídos do que muita gente engravatada de hoje.
Chamam isso de palhaçada — mas não é.
Palhaço é artista.
Palhaço tem técnica, sensibilidade, inteligência emocional.
Palhaço nos faz rir porque pensa.
O que vemos por aí é só ridículo cru, vazio de alma e pobre de espírito.
Que humanidade é essa que anda para trás achando que é progresso?
Que líderes são esses que trocam empatia por espetáculo e poder por vaidade?
Que massa estranha é essa dentro da cabeça de tanta gente importante?
Mas aí respiro.
Porque se tudo está errado, é sinal de que ainda sabemos reconhecer o certo.
Se tudo parece absurdo, é porque ainda existe quem pense, questione, sinta.
Talvez o mundo esteja perdido…
Mas enquanto houver quem enxergue o ridículo, a ironia, a incoerência,
há esperança.
Porque o futuro não nasce do barulho dos babuínos,
nasce do silêncio de quem observa,
do olhar crítico,
e da coragem de dizer: isso não está normal.
E não está mesmo.
Mas calma.
Todo planeta em crise passa por uma fase primitiva antes de evoluir.
Que a gente não vire macaco.
Que a gente vire consciência.
Nereu Alves
**Existir e Ter**
Eu, só eu, mais ninguém e com todos ao mesmo tempo,
Uma mistura de alegria e solidão,
Um pesar de sentir e não sentir
De ver e não ver, como gostaria de desver!
Eu sou porque existo ou existo e apenas sou?
Ser ou não Ser, será que essa sempre foi a questão?
Ter tudo e ao mesmo tempo não ter nada,
Será que um dia sempre tive algo verdadeiramente meu?
Ilusão de um mundo irreal,
Somos nada e temos nada, apenas somos.
Quem somos? O que temos? Para que temos?
Temos o que, afinal?
Futilidade de uma busca sem fim,
Temos e logo perdemos, o ciclo se repete.
Ser ou não Ser, se já somos, porque não?
Ter ou não Ter, se temos, pra que mais?
Ter e depois perder, o que resta?
Mas se perco, foi realmente meu?
Para que ter e perder depois, seria melhor não ter,
Assim nos poupamos dor e sofrimento,
Mas a vida não é feita de dor e sofrimento?
Já disse Mick Jagger:
Você Não Pode Ter Sempre o Que Quer
Você Não Pode Ter Sempre o Que Quer
Você Não Pode Ter Sempre o Que Quer
Mas se você tentar algumas vezes, bem,
Você pode descobrir que consegue o que precisa!!!
Oportunismo gospel de massa
Demétrio Sena - Magé
Faz tempo que a música gospel brasileira deixou de ser sagrada; um ato litúrgico. Tornou-se modão e, diga-se de passagem, modão de mau gosto. Atua lado a lado com a música pop-sertaneja, que de sertão não tem nada; pois, reservadas as exceções, é feita de gritos que exaltam machismo, traição e valentia.
Multidões de cristãos e não cristãos são arrastadas aos grandes shows de artistas que não fariam, não fizeram ou deixaram de fazer sucesso na música secular. Hoje o gospel faz sucesso, não como forma de adoração religiosa, e sim, de culto aos próprios cantores e cantoras. Esses artistas pulam, gritam e/ou fazem caretas como qualquer ídolo pop ou sertanejo, ao som de supostos hinos que imitam ritmos seculares da moda e acrescentam lamúrias e desespero, para temperar os shows de uma emoção cavada, exigida e de efeitos neurológicos. Não há imitações gospéis da MPB, pois o bom gosto musical pode significar o fracasso sumário desses cantores, em razão das preferências do seu público.
A esperança está na certeza de que os modões passam. A boa música, secular ou religiosa, permanece. Com o tempo, as músicas de natureza duradoura se sobressaem à futilidade das que chegam para saturar, faturar ao máximo e sugar os artistas meteóricos, que logo serão esquecidos. Da mesma forma, esse cristianismo bufão, cabo eleitoral de políticos extremistas, negociador de rebarbas do poder público passará. Não sei quando, mas passará. Ficarão os cristãos e outros religiosos cujos objetivos são os assuntos relacionados à fé sincera e genuína e à espiritualidade serena, humilde, centrada na busca do aperfeiçoamento das virtudes reais e plenas.
O caminho do cristianismo se tornou muito largo. A religião virou força terrena e já não cultua o sagrado, mas a si mesma e aos poderes terrenos que lhe dão vantagem e força intimidatória contra as minorias. Em suma, esse cristianismo tem o sinal da besta, que facilita seus caminhos e dá poder de "carteirada".
E a música gospel, ao melhor estilo "poltergeist adaptado" é a grande parceira nessa hipnose, abdução ou convulsão coletiva.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
O valor do tempo.
A inquietação desta vida nos traz controvérsias daquilo que é precioso e faz parte das nossas vidas; o tempo. Os minutos não esperam os compromissos, nem tem diálogo com à noite. São vários obstáculos que encontramos e, ao final não fizemos quase nada. Temos o costume de marcar e tentar viver várias coisas ao mesmo tempo ou no mesmo dia e, isso implica não ser e nem viver com perfeição o momento. No final quando estamos velhos, só há lembranças do que tentamos viver ou ser e não conseguimos porque não houve uma boa administração do tempo, andar devagar sempre é um passo para a longevidade…
Será se realmente estamos vivendo ?
“eu te esperei.
tanto, que o tempo cansou de mim.
tanto, que você se cansou de mim.
tanto, que já não distingo mais o motivo pelo qual esperei;
o “esperei” nem existe —
o tempo falhou,
assim como eu falhei em te esperar.
o tempo errou…
o tempo se cansou de mim…
nem o tempo foi capaz de me corrigir.
eu te espero.
tanto, que percebi meu erro.
tanto, que o pretérito virou presente.
tanto, que pela primeira vez,
eu estava certa:
você realmente se cansou de mim.”
A Máquina do Tempo
Se existisse uma máquina do tempo, muita gente a usaria para voltar.
Voltar ao dia em que não falou.
Ao dia em que falou demais.
Ao dia em que ficou.
Ou ao dia em que foi embora cedo demais.
Mas a verdade é que ninguém quer mudar o passado por curiosidade histórica.
Quer mudar por dor.
A gente não sente falta do tempo.
Sente falta de quem éramos quando ainda acreditávamos mais, quando doía menos, quando não sabíamos tanto porque saber demais também pesa.
O passado costuma parecer mais bonito porque já passou.
Ele não discute mais com a gente.
Não exige decisões.
Não cobra coragem.
E o futuro… o futuro assusta.
Porque ainda não tem forma.
Ele pede escolha.
Pede risco.
Pede responsabilidade.
Talvez por isso tanta gente viva tentando apertar um botão invisível de “voltar”, enquanto a vida insiste em seguir para frente.
Mas e se eu te disser que a máquina do tempo existe?
Ela não tem alavanca.
Não faz barulho.
Não atravessa décadas em segundos.
Ela funciona em silêncio.
Toda vez que você aprende com um erro, você voltou ao passado sem precisar revivê-lo.
Toda vez que perdoa, você altera uma linha da sua história.
Toda vez que escolhe diferente, você reescreve o que parecia destino.
O nome disso não é viagem no tempo.
É consciência.
O ontem não pode ser mudado.
Mas pode ser compreendido.
E quando o passado perde o poder de doer, ele deixa de mandar no presente.
O amanhã também não está garantido.
Mas pode ser construído um gesto de cada vez, uma escolha de cada vez, um passo honesto de cada vez.
No fim das contas, a máquina do tempo mais poderosa que existe é esta:
o agora.
É nele que você decide quem não será mais.
É nele que você escolhe quem está disposto a se tornar.
O resto…
é só lembrança tentando ensinar
ou futuro pedindo coragem.
A máquina do tempo
Ainda não inventaram uma máquina do tempo.
Daquelas que fazem tudo voltar exatamente ao ponto antes da escolha errada.
Antes daquele caminho que você já sabia que daria errado, mas mesmo assim seguiu.
Não por ingenuidade.
Mas porque, às vezes, a gente precisa errar para encerrar.
A vida é cheia de bifurcações silenciosas.
Algumas oportunidades passam rápido demais.
Outras nos encaram de frente, exigindo decisão imediata.
Como aquela prova do concurso tão sonhado.
Horas de estudo, planos guardados, expectativas contidas.
E então surge ela: a questão que divide o destino em duas alternativas.
Você lê.
Relê.
Duvida.
Marca.
Dias depois, o gabarito revela o erro.
E junto com ele vem o pensamento cruel:
“Se eu pudesse voltar atrás…”
Mas não dá.
Diversas oportunidades surgem durante a nossa estada na vida.
Muitas deixamos passar. Outras até aproveitamos.
Mas é preciso atenção: a oportunidade de ouro quase sempre aparece uma única vez.
E o arrependimento de não tê-la agarrado não a trará de volta.
O tempo não devolve. Ele apenas substitui.
E alguém pode ter segurado o que soltamos.
É aí que mora o peso.
Não no erro em si,
mas na certeza de que estivemos perto.
Só que a máquina do tempo não existe.
E talvez isso seja um favor.
Porque se ela existisse, viveríamos presos corrigindo o passado
e nunca aprenderíamos a sustentar o presente.
O erro não veio para te punir.
Veio para te ensinar.
Talvez aquele caminho não fosse o seu.
Talvez aquela porta fechada estivesse apenas te protegendo de um lugar onde você não permaneceria inteiro.
A vida não se resume a uma prova, a uma escolha, a um único momento.
Ela se constrói na sequência.
Na insistência.
Na capacidade de aprender e seguir.
Nem tudo que deu errado foi perda.
Algumas coisas foram livramento.
Outras, preparação.
E o conforto, por mais estranho que pareça, está nisso:
o tempo não volta, mas também não para.
Enquanto houver movimento, há possibilidade.
A máquina do tempo não existe.
Mas a chance de recomeçar…
essa aparece todo dia, disfarçada de hoje.
Tudo passa.
A dor educa, a dificuldade fortalece e o tempo, guiado por Deus, cura silenciosamente aquilo que hoje parece impossível de suportar. Cada lágrima é recolhida, cada esforço é visto, e nenhuma batalha é em vão.
Mesmo quando o coração cansa, o espírito segue aprendendo, crescendo e se preparando para dias mais leves.
Confie: o que hoje pesa, amanhã será testemunho de superação.
A vida nunca erra — ela ensina.
Com carinho,
Estou prisioneiro do tempo, num espaço que já não me comporta.
O relógio perdeu o comando sobre mim, porque sigo na tua direção sem medir horas, sem negociar segundos.
Caminho guiado apenas pela certeza de que é em ti que o tempo se revela.
Não corro para te alcançar, nem paro para esperar — apenas existo no movimento que me leva a você.
E assim, na passagem silenciosa do tempo, é teu rosto que vejo,
tua presença que dá sentido ao agora
e transforma cada instante em eternidade felicidade.
A ILUSÃO DA PRESSA
Dizem por aí: “aproveite enquanto há tempo”.
Mas o tempo não corre, ele observa.
Quem corre somos nós,
confundindo urgência com sentido,
atropelando instantes por medo de ficar para trás, colocando um fim naquilo que poderia ser vivido com calma.
Talvez o que nos falte não seja correr com o tempo, mas aprender a caminhar com ele.
- Iani Melo >•<
Não 😞 não, tudo é difícil na nossa vida 🧬.
Não temos quase nada de tempo para vivermos juntos. Somos obrigados a conceder 90% do nosso tempo aos outros e aos fazeres da vida 🧬.
Caminhamos todos os dias em rumo diferente.
Passamos a maior parte dos Dias distante. Estamos sempre ocupados com alguém ou alguma coisa. Vivemos hoje, pensando no amanhã que nem chegou. Calculamos a vida por anos à frente na esperança de que vai mudar, e deixando o hoje para amanhã, se dizendo "amanhã eu faço". O amanhã chega e nada acontece. Pior ainda, acontece alguma coisa que frustra o plano.
Somos dois, não um exército 🪖. Eu por você e por mim.
Inverter o processo seria o ideal. Cuidamos de nós primeiro. E daí as outras coisas vão caminhar com certeza melhor.
Não posso falar de mim aqui. Pois é sobre nós.
Porém alguém precisa dizer quê o tempo não espera.
Se vc sentiu se ferida. Peço desculpas.
Más saiba que também me machucou. E fez marca na minha conduta como homem.
Eu sempre te desejei o melhor. E sempre lutei para torne sua vida feliz. Sinto muito por não conseguir alcançar o objetivo.
Más no pouco quê fiz. Foi com muita alegria.
O tempo,
que um dia foi quente
como o abraço de uma mãe,
aprendeu a ser frio —
uma noite de inverno
sem estrelas para guiar.
Sempre soube:
não existe para sempre.
Mas não imaginei
que o fim chegaria tão cedo,
nem que a solidão
soubesse meu nome
tão rapidamente.
Era o mesmo lugar,
a mesma paisagem,
mas o mundo muda
quando as estações mudam
e as pessoas também.
O que antes era riso
agora pesa no peito,
memória que fere,
sorriso que dói.
Disseram que
o “felizes para sempre” acaba.
Eu ouvi,
mas não acreditei.
O frio tocou meu rosto
como um despertar brusco,
um tapa da realidade.
Acabou.
De verdade.
E só então entendi:
promessas sem ação
são vazias,
e ninguém vence
uma guerra
lutando sozinho por amor.
Contra o Tempo
Por que passas com pressa?
Descanse e espere o jantar.
Não se vá tão depressa
Se fores, não vou aguentar.
Sinto-me tão bem agora
Não sei porque insistes em ir
Dizes que chegou a hora
A hora que irás partir.
Descanse, amante que corre
Não vês que estou a amar?
Finges que a mim recorre
Mas me deixa a lastimar
Ah! Quando tudo dá errado
Tens mania de ficar
Com meu coração quebrado
Aí queres me consolar
Não, não quero seu amor!
É cheio de interesses
Me amas quando na dor
E na alegria me esquecestes
Descanse, ó tempo que corre!
Não vês que estou a amar?
Porém, vá e depressa transcorre
Se o meu amor me deixar.
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