Textos sobre Tempo
O tempo psicológico - essa constante projeção entre passado e futuro - é um dos principais fatores de desconexão da presença. Quando você percebe diretamente que o passado só existe como memória e o futuro como imaginação, algo se reorganiza internamente, trazendo mais simplicidade para a experiência.
A tentativa de estabilizar qualquer realização espiritual é, em si, a reintrodução do tempo e da identidade. O absoluto não pode ser sustentado, porque não surge nem desaparece. Toda tentativa de fixação revela apenas o resquício da mente buscando continuidade em algo que é, por natureza, intocável.
Houve um tempo em que já podíamos sair na rua despreocupados, agora com o índice de covid 19 aumentando novamente temos mais é que nos guardar. Temos que pensar não só em nós mais também em nossos semelhantes, juntos somos mais fortes e podemos cuidar para que esse vírus deixe de evoluir!💪🙏👌☝😍❤💕
“Há experiências que carregam em si um direito sagrado: o de serem reveladas no tempo escolhido por quem as vive. A pressa alheia, quando invade esse espaço, não fere apenas a ordem dos acontecimentos, mas a dignidade de sentir cada etapa em sua plenitude. O silêncio, a espera e a delicadeza são guardiões da intimidade. Rompê-los é negar ao outro a liberdade de florescer no seu próprio ritmo. Respeitar o tempo de alguém é mais do que cortesia — é reconhecer sua humanidade.”
“Alcançar uma idade mais madura sem maturidade é reduzir o tempo a uma farsa. O corpo carrega marcas, mas a consciência permanece intacta apenas quando se recusa a crescer. A infantilidade tardia não é inocência, mas renúncia: renúncia à responsabilidade, à profundidade, à dignidade que o tempo exige. É permanecer raso diante da vastidão da existência.”
Não há livro mais intrigante, e ao mesmo tempo elucidador. Não se pode julgar pelas aparências, jamais. Entretanto a arte de observar e "ler" o que está na natureza - ao nosso redor, bem a nossa frente - é a inteligência maior. Tudo é texto. Nós mesmos, e tudo que podemos ver e perceber, é texto.
Um dia, quando o tempo tiver curado as feridas e a distância tiver trazido clareza, você vai olhar para trás e entender o tamanho do amor que deixamos se perder no meio das brigas e das desconfianças, mas espero que também veja a gratidão por termos crescido, aprendido e seguido em frente, cada um no seu caminho.
O conflito entre a consciência e o tempo psicológico está na impermanência entre os dois, que não coincidem no tempo e no espaço. A consciência abarca tudo aquilo que emerge do subconsciente, memória selecionada na medida do que suporta racionalmente, sem fragmentar a psiquê que suporta o que a consciência fissura. O tempo psicológico não é linear, já que o tempo é a projeção das emoções que muito mais se marcam em lembranças que não se podem esquecer. As árvores cochicham números azuis para o espelho do vento que se camufla em tudo que reflete, tal como as estrelas das galáxias que nos tornam ínfimos na imensurável dimensão do universo. E somos um grão de areia a comer e a beber e lamentar frustrações, que muito mais são minúsculas na proporção da existência e as panteras nas florestas ignoram proporções em sua pele a dourar o preto. Se o inconsciente pudesse criar uma cidade, nada mudaria de fato, haja vista que em nove bilhões de consciências, a terra gira conforme gira. E muitos guardam o vazio que excede de milionários excêntricos que desconhecem o frio da madrugada e o peso da fome. E somos tantos, e somos vários e a terra vaga com a mesma estrutura das consciências que pesam o agora, das ruas escuras de prostituição e droga. E são ingênuas todas as comemorações se o planeta corrompe os mais puros corações. Frases ilógicas provocam mais impacto do que descrições realistas, porque na teatralidade as questões se tensionam e é mais fácil ver no teatro atores e seus figurinos a enxergar nas esquinas nosso fracasso como humanidade. Comamos e bebamos. Raiou o mês de maio e é só um calendário. O surrealismo não destrói a lógica. Ele descortina a lógica com imagens novas e inesperadas e tenta burlar a palavra rígida que obedece a hierarquia dos substantivos e da sintaxe, presos na gramática padronizada que desconhece um campo de girassol dourado da cor do mar sagrado. E caminham estradas se um um único homem é inocente a pescar tranquilo no rio, mas a coletividade se denuncia e mostra a face dos totalitarismos, que desmancham a pele das minorias, que fazem a terra impura em seu suposto estado de degradação moral. Deus proteja os soldados e as ciganas que nas linhas digitais leem passados remotos, condenam o presente e não ousam encarar o futuro. Tocam flautas renitentes e pianos brilhantes e as crianças brincam. Pois que brinquem. Um dia serão adultas e conhecerão a terra que arde em ouro nos bolsos dos perspicases, já que os demais são tolos e beberão vento quando faltar o alimento. Os santos morreram em vão, mas um dia esse planeta vai ter solução. Assim sonhamos em um momento de exaltação. Mundo caduco, que não vale minhas palavras que não assistem caladas. Fazei com que eu procure mais amar do que ser amada. Mas que cilada.
Meu corpo me desagrada, cada vez que o vejo eu sinto repulsa, o tempo passa e por mais que digam que é lindo eu não o vejo assim, eu o vejo achatado como uma tartaruga, vejo desproporcional como a princesa Caroço, vejo tristeza pois sinto a necessidade de ser como as outras mulheres mas nunca sinto que m encaixo, sou sempre uma areia movediça me afundando aos poucos, a sensação é devastadora, ninguém me aceita da forma como eu sou, as pessoas pegam ódio de mim sem motivo nenhum e consigo saber de forma antecipada que as pessoas vão me odiar, que vão pedir pra escolher, que nunca vão querer me conhecer de verdade, sinto que todos sentem prazer em desviar meu valor, sentem prazer em solicitar que eu seja despriorizada, que eu seja diminuída, mas ninguém se interessa em me conhecer de verdade.
É verdade... Por mais que o tempo passe, é sempre bom lembrar de lindos momentos. Momentos que de certa forma nos marcam como uma escolha, como uma promessa, ou até mesmo como um carinho. Momentos são para ser vividos, e com bastante alegria, pra que no dia em que eles vierem a tona, você possa dizer a Si mesmo... "É valeu a pena" - E sair um leve sorriso de sua boca. :)
Sabe aquele tempo que a gente lembra com uma certa nostalgia: amigos de infância, o céu estrelado, olhar apaixonado, amarelinha na calçada, estudar um dia antes da prova e ainda tirar nota alta, pois é, bons tempos... Um dia a gente cresce e acha que sabe tudo, que agora sim vou ser feliz, ter uma casa, um carro, um bom emprego... uma pena que a gente demora tanto tempo para perceber que bom mesmo era sentar na calçada e olhar para o céu, imaginando os monstros que as nuvens formavam... bom mesmo era rir de tudo sem grandes preocupações, com a inocência que só uma criança traz no olhar... bom mesmo era curtir estes momentos tão especiais, tão cheios de sonhos, de fantasias, de esperança, tão perto de Deus.
Sempre é tempo de recomeçar. Em qualquer situação podemos abrir novas portas, conhecer novos lugares, novas pessoas, ter outros sonhos. Renovar o nosso compromisso com a vida e assim, renascer para a vida e alcançar a felicidade. Recomece a viver, recomece a reencontrar você, recomece a amar você. Não perca mais tempo remoendo o passado. O mundo está cheio de novas oportunidades. As portas se abrem para os que não têm medo de enfrentar as adversidades da vida. O que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar"
Cheguei tarde demais para ser o seu primeiro amor, mas cheguei no tempo certo para ser o último. O primeiro ensina, mas é o último que fica. Não quero ser só mais um capítulo da sua história, quero ser o ponto final escrito com ternura, onde o enredo encontra repouso. O amor que chega depois da bagagem pesada entende o que realmente vale a pena carregar: não são lembranças do que passou, mas a leveza de caminhar junto, a certeza de que agora é para sempre. Porque quando Deus une, o tempo se torna apenas detalhe, o essencial é que o coração encontrou o seu lar.
Às vezes, a gente perde tanto tempo pensando no que poderia ter sido, insiste tanto no "e se", teima tanto em manter aberto ciclos que já deveriam terem sido fechados que sem se dar conta bloqueia o fluxo de possibilidades que nos permeia, altera o relógio do tempo e atrasa nosso crescimento tanto espiritual e emocional quanto o profissional e financeiro e gera uma frustração generalizada em nossa vida.
Estamos vivendo em um tempo tão terrível de apostasia em que muitos 'pastores' e líderes religiosos tem a liberdade de abrir a boca para falar da Maravilhosa Graça e do Evangelho, mas são tão incapazes de fazê-lo com fidelidade às Escrituras, que se eles simplesmente fechassem a boca, já nos seria lucro.
Das profundezas deste deserto de homens, onde o Tempo rói a alma e o Silêncio grita mais alto que a multidão, eu jamais creria que este meu coração — já tão gasto, tão miserável e habitado por assombrações — pudesse render-se à magia de uma criatura tão soberana. Tu surges, ó Beleza, não como o sol da manhã, mas como uma noite estrelada e balsâmica: um porto de paz mística plantado no centro exato da minha tempestade interior. És o meu ópio sagrado, o turbilhão onde a realidade resplandece e purifica o fogo dessa paixão que me devora. Tu és o anjo que arrebata meu coração. Tu és minha Eva: única, possível, desejável, arguciosa, amada, minha inspiração poética.
"Tudo o que é visível se curva ao tempo. Impérios caem e certezas se dissolvem, revelando a nossa vulnerabilidade. Mas há um ponto fixo sobre o qual a história não tem poder: Deus continua sendo Deus. Confiar nessa permanência é o que nos permite caminhar com passos firmes, mesmo quando o mundo ao redor parece desabar."
No verso ameno a deslizar no tempo, escondem-se espaços de alvorada no céu estrelado que arbóreo faz a lua fluvial de rios inaudíveis que correm para o mar. O deleite se faz na criação e não levo o poema tão a sério, que cego se escreve nas linhas inquietas de minha mão a esculpir seu rosto na multidão. Elísios se fazem seus olhos se tons etéreos pintam o fulgor do espírito que caminha estradas incipientes que densas se fazem no verão tropical do país, no momento fugaz de pintar sua íris no lânguido estar de dedos em crise, que magnânimos se fazem no melífluo estar de cores a apascentar a face desmedida de minha vida oblíqua, que tanto se faz em despedidas e não deixa passar o ocaso plácido de um recôndido estágio ancestral, que busca no passado mais estrelas para fulgurantes brilho do corpo altivo que porventura será esquecido nas ramagens da terra vermelha. O trono da liberdade gloriosa se faz ainda mais formoso se foi conquistado com grande esforço. Silentes todas as palavras em reverência e o ser taciturno abre os braços e se alegra nas praças telúricas em que colinas encontram o horizonte e se constrói uma ponte entre as vicissitudes em zéfiro refrencante na brisa doce que enumera as dádivas do ser etéreo. Os ouvidos da liberdade se escutam em pássaros numerosos na terra frondosa de exuberantes cachoeiras em que se esquecera o numinoso caminho da paz, em longas ondas que o mar traz. Os olhos do amor vão sérios se não descortinam os mistérios que fazem as mãos entrelaçadas, pois que são distintas as jornadas, e a figura amada anda em outras várzeas de veredos caminhos desencontrados. Mais forte arde a criação que se compartilha em silêncio e fazem crescer edifícios de poemas e suas largas janelas amenas onde dormem as açucenas na sagaz repetição que a poesia aumenta. E lanço flores em seu corpo a consagrar o momento e parto fugidia, pois o encanto se passa como o dia nas cores do arrebol. Eis um bálsamo de alegria e esplendor, pois os corpos não se encontram e mais fartos encontram o amor que resistiu incansável ao tempo da dor, que é já passado. Seguimos encantados e a natureza observa os versos e aprova o deleitoso cámalo cerúleo no conspectro da admiração crisálida em tons de alvorada e amanhece nosso amor após longa madrugada e as almas são estradas de nossa felicidade rara.
Preciso de um tempo pra sentar no banco de um pracinha com uma música triste tocando no fone de ouvido e chorar baixinho. Preciso agendar um tempo para colocar as minhas angústias para fora, se não elas irão me explodir por dentro. Quem sabe nessa segunda... Não, não tenho tempo segunda, talvez no domingo... Tenho compromisso também. Então quando? Quando eu vou poder sentar num cantinho isolado e chorar um pouquinho? Eu sinto tanta falta disso... Eu só queria chorar.
Efêmero tempo que me acha distraída e não percebo a impermanência da vida a sorver o ar de persistente melancolia, que combato com bravura a tecer a alegria em fios de teia que fragmentam a pintura e o espaço, onde versos calados salvam os dias ilustres de paz e calmaria. Em um rio perene correm todas a margens e as várzeas crescem clandestinas. Saudades de águas desconhecidas como todas as partidas que levam no peito despedidas na plenitude serena que não encontra oposição e seguem todos em uma nova direção. A candura de um gato dormindo lembra a plenitude de estados oníricos e busco palavras que vão além do meu vocabulário, pois mais se faz encarnado o verso corretamente nomeado. Em devaneios lúcidos sinto o resplendor de minha respiração e um fulgor de esperança segue firme desde criança, pois eis que a terra árida arde desde de tenra idade. Estou proibida de sofrer, pois muito me acusam de ter prazer mórbido em comer miséria. E eis que sou obrigada a chorar calada, pois há quem se diz amigo e mais julga minha caminhada. Quisera a todos talvez entender que a dor não é um verso estilístico, mas é minha própria vida que me leva a estados que eu não gostaria. No entanto, são vãos todos os meus argumentos e sorrio abertamente tendo em meu peito correntes de longas privações de liberdade, que deixam um trauma de grades e luto diariamente para não me ausentar a realidade. Noite longa, noite insone. Amanhã será um novo dia e talvez eu floresça em poesia na cintilação de uma mente em estado de euforia, pois que é minha sina e me justifico várias vezes e inútil gastar minha língua se devo fingir utopia estando presa em minhas armadilhas. Em um arroubo eu diria que cada sabe de sua vida e há margaridas que encantem os meus olhos na noite de hoje. O idílio do amor idealizado mais me deixa fatigada se não conhece estrada de novos alentos a fazer do vento o frio cortante da madrugada no âmago de uma dor calculada, se é perigoso se expressar loquaz onde mora a censura dqueles que me são mais próximos. E sigo a escreve eloquente minha própria apatia que já não distingue a noite do dia. Sinto um cansaço na alma e é sublime minha resistência se em êxtase de dureza encontro a volúpia do poema e tento fazer valer a pena minhas fartas palavras que exigem um leitor compenetrado a se demorar com singeleza ao ouvir o poema na mesa de minhas confissões. Uma anônima na cidade a escrever pormenoridades como se altas glórias fossem. Faço minha serenidade na noite escura da cidade e te encontro em algum ponto da eternidade e não fingirei uma falsa felicidade, pois o orvalho conhece minha sinceridade e abro o meu diário público a quem quer que seja, haja visto que minha vida é um livro aberto e a alegria me espreita e tenta achar meu endereço. E por isso escrevo.
- Relacionados
- Texto sobre as Eleições
- 57 frases de motivação para o namorado ser cada vez melhor
- Textos de Martha Medeiros
- O Tempo e a Pressa
- 37 poemas sobre o tempo para pensar na passagem dos dias
- 63 frases sobre o tempo para aproveitar cada momento
- Frases sobre processo para compreender o tempo certo das coisas
