Textos sobre palavras
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22:39).
Essas palavras soam simples até que nos deparamos com o verdadeiro sentido de amar: dar-se por inteiro.
Amar o próximo não é apenas sentir compaixão — é escolher permanecer mesmo quando dói, é perdoar quando o coração sangra, é servir sem esperar retorno. É o amor que se mede não por conveniência, mas por entrega.
Jesus viveu esse mandamento até as últimas consequências. No Getsêmani, o amor O fez suar sangue — hematidrose, a dor física de uma alma em total agonia, mas ainda disposta a amar. Ele não apenas falou sobre amor; Ele o encarnou.
Amar “nem que custe a hematidrose” é um chamado radical:
é amar quando a cruz pesa, quando o silêncio do outro fere, quando o mundo não entende.
É amar como Cristo — não até doer, mas até transformar a dor em amor.
✍🏼 Bispo Ederson Dantas
As palavras nunca são apenas sons; elas carregam o peso da intenção de quem as pronuncia e deixam marcas em quem as recebe. Talvez, se as pessoas compreendessem o poder de uma frase dita no calor da emoção, escolheriam o silêncio antes de transformar o respeito em ferida.
Dizer a alguém: "Cada dia quero mais distância de você" apenas porque essa pessoa não concorda com um erro que você defende revela mais sobre a intolerância do que sobre a verdade. Discordar faz parte das relações; humilhar é uma escolha.
Quem valoriza o diálogo não teme opiniões diferentes. Mas quem prefere o orgulho ao entendimento acaba afastando pessoas que apenas tiveram coragem de ser sinceras. No fim, as palavras passam, porém as cicatrizes que elas deixam podem permanecer por muito tempo.
A verdadeira sabedoria não está em vencer uma discussão, mas em preservar a dignidade do outro, mesmo quando pensamos diferente.
As palavras são entidades poderosas e sedutoras.
As palavras curam e libertam, mas também oprimem e aprisionam.
As palavras podem ser luz e esperança, mas também podem ser trevas e escuridão.
As palavras!...
As palavras são livres como o vento e se desprendem com facilidade da língua. Por isso, é essencial utilizá-las com sabedoria e equilíbrio, para produzir os melhores efeitos e, ao mesmo tempo, atrair e é Maná sobre si mesmo toda a força e o poder que delas provêm.
Há uma força e um poder silencioso nas palavras. Descubra-o e faça dele o seu melhor aliado em todos os momentos e circunstâncias da sua vida. Logo perceberá o quão preciosas são as palavras e que elas são também fontes de cura e de libertação, tanto para quem as profere quanto para quem as recebe!
Seja o profeta de si mesmo e, com a força e o poder das palavras, mude o seu ser e o seu viver!
NÃO TE VOU DIZER ADEUS
A porta já tinha batido. As lágrimas já tinham secado. As palavras, aquelas palavras, já não tinham mais sentido. Nada mais faria sentido, pois já não estavas ao meu lado.
Que outras palavras diria, se para ti tudo estava acabado? Não te disse adeus, aliás, nem me despedi. Olhei apenas nos olhos teus, que marejados de lágrimas falavam para os meus, em palavras, meu Deus, que no peito tanto senti.
Não te quis dizer adeus, talvez por não acreditar que essa despedida fria fosse para sempre ficar. Deixei a porta aberta, a luz do quarto acesa, a tua foto à minha frente e o nosso jantar, ainda quente, esquecido sobre a mesa.
Espero ainda até hoje, esperarei todos os dias, enquanto o coração quiser. Pois o amor às vezes esconde-se, no entanto, nunca foge. E o nosso, não era um amor qualquer.
Por alguma razão não o disse, pois li nos olhos teus. Desde então, eu sei que esse amor ainda existe. Por isso não me despedi, chorei apenas, e não te quis dizer adeus.
¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤ curvas de um sentimento.¤¤¤¤¤¤¤
O silencio sufocou as palavras,
O sentimento foi quase um instante.
A vida ensinou o que precisava,
E assim como uma nada, nada bastou.
Sentimento perdido esqueceu do que foi.
Caminhos de beijo, jornada sem paixão,
atalhos que contornam o coração.
O Retrato das Aparências
Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras, mas raramente nos dizem que as palavras que ela oculta são as mais importantes. Vivemos em uma era de vitrines, onde o brilho do cenário é projetado para cegar o observador, impedindo-o de enxergar as sombras nos cantos da sala.
Muitas vezes, o que chamamos de "família perfeita" é, na verdade, um monumento erguido sobre alicerces de renúncia e silêncio. O sucesso, quando medido apenas por números e status social, pode se tornar uma prisão dourada, onde o sorriso é uma farda obrigatória e a felicidade real é sacrificada no altar da conveniência.
Olhamos para o outro e desejamos sua moldura, esquecendo que não conhecemos o peso da tela. O dinheiro compra o fotógrafo, o cenário e o traje, mas é incapaz de comprar o brilho genuíno nos olhos de quem não quer estar ali. No fim, a vida real não acontece na fotografia que enviamos aos outros, mas nos suspiros que damos quando a câmera finalmente se desliga.
Alguns dias nos faltam palavras, talvez isso seja reflexo do excesso delas em nosso coração. Dos sentimentos que vamos acumulando no peito, por inúmeras razões, e que não deixamos transbordar. Pelas palavras e sentimentos que aprisionamos diariamente, quando decidimos nos calar para não ofender, para não magoar o outro.
É que ao longo de nossa jornada, por vezes, passamos muito mais tempo nos preocupando em ser o que os outros gostariam que fôssemos, do quê o que realmente gostaríamos de ser. Passamos muitos tempo preocupados em agradar aos curiosos olhos de pessoas estranhas ao nosso universo tão íntimo e pessoal que, por vezes,nos esquecemos que nós é que precisamos ser agradados. Colocar-se em primeiro lugar, nessa jornada rumo à felicidade, não é egoísmo! É estabelecer prioridades e ser principal delas. É ter amor próprio, é se perceber como um ser que precisa de cuidados para, somente depois, cuidar de outros. Quem muito vive para agradar aos outros, se perde e passa a viver "a vida do outro". Por isso, hoje mesmo, defina os rumos de sua vida, retome o poder sobre suas escolhas, sobre o seu bem estar. Coloque-se como prioridade absoluta! Dê um basta a tudo que lhe rouba a paz, o sorriso, a tudo que lhe tira do foco e que não te permite ser plenamente feliz consigo mesmo.
Fale-as
Não aprisione suas palavras.
Permita que elas encontrem o mundo.
Expresse sua opinião, não se cale,
pois toda voz que se acostuma ao silêncio corre o risco de esquecer a própria força.
Há sentimentos que pedem coragem,
há verdades que precisam ser ditas.
Guardá-las para sempre é deixá-las morrer antes de viver.
Não permita que suas palavras caminhem com você até o túmulo.
Que elas encontrem o vento, alcancem outros corações e permaneçam quando o tempo passar.
Fale-as!
-Kaiane Macedo
Escrita
Escrever é muito mais do que registrar palavras no papel.
É transformar ideias em caminhos, sentimentos em linguagem , é criar possibilidades.
Escrever uma palavra, uma frase ou um texto é permitir que o cérebro organize ideias, fortaleça a memória e construa novas conexões. Enquanto escrevo, ativo minha atenção, estimulo minha criatividade e dou forma ao que, antes, existia apenas no pensamento.
A escrita é a ponte entre o pensar e o agir.
Escreva para aprender
Escreva para lembrar.
Escreva para imaginar
Escreva para transformar
Escrever faz bem para a alma, fortalece a mente e aquece o coração
Procuro sentido nas palavras,
Dos livros, da fala e da vida.
Mas a vida não as dar.
Pouco ricos muitos pobres.
Miseráveis, famintos e doentes.
Procuro sentido na morte e na dor.
Sentido do nascer, viver e morrer.
A morte, um descanso.
No silencio uma tristeza.
De quem não fez grande e nem tão poucas obras.
Há um homem a quem não nos reverenciamos.
Por sua grandeza, seu amor e suas obras.
Obras que sois vós.
Homem perfeito aos olhos do criador,
e imperfeita a própria criatura.
Escrever, para mim, deixou de ser um capricho bonito de quem gosta de palavras e virou uma necessidade quase fisiológica, tipo respirar depois de subir uma ladeira enorme no sol do meio-dia. Eu estava há tanto tempo inspirando o mesmo ar pesado, reciclado pelas minhas próprias memórias, que quando finalmente escrevi, foi como escancarar uma janela e descobrir que o mundo ainda tinha vento. E não aquele vento dramático de novela, não. Um vento simples, honesto, que não promete nada além de movimento. E, naquele momento, movimento já era tudo que eu precisava.
O curioso é que eu não escrevi esperando resposta. Nem dele, nem da vida, nem do universo conspirador que a gente gosta de culpar quando está carente. Eu escrevi para me ouvir. Porque até então, eu estava cheia de vozes dentro de mim, menos a minha. Era lembrança falando alto, era saudade fazendo discurso, era ilusão pedindo mais um capítulo. E eu, coitada, só anotando, achando que aquilo era verdade absoluta. Quando eu finalmente me escutei de verdade, sem maquiagem emocional, sem aquele filtro poético que transforma sofrimento em obra-prima… foi desconfortável. Mas também foi libertador. Porque ali não tinha mais para onde fugir. Era só eu comigo mesma, sem plateia, sem roteiro, sem desculpa.
E a tal da lucidez… ah, essa não bate na porta, não pede licença, não manda mensagem antes. Ela entra como quem já mora ali há anos e só estava esperando eu parar de fazer barulho para se manifestar. E quando ela chega, desmonta tudo. Derruba cenários, apaga luzes, desmonta personagens. Aquilo que antes parecia gigante, intenso, insubstituível… vira só o que sempre foi: um capítulo. Importante, sim. Mas não eterno.
E é aí que entra a parte que mais assusta e mais alivia ao mesmo tempo: esquecer não é apagar. Eu não virei uma versão fria, sem memória, sem história. Eu virei alguém que olha para trás sem sentir aquele aperto no peito que parecia um lembrete constante de que algo estava inacabado. Não estava. Nunca esteve. Eu só demorei para aceitar que já tinha acabado há muito tempo. A gente sofre mais tentando reescrever o passado do que vivendo o presente. Porque o passado, minha querida, não aceita edição. No máximo, interpretação.
E essa lembrança… a ceia na casa da avó. Olha que cena sutilmente dolorosa. Um convite que parecia simples, mas que carregava um mundo inteiro de significado. E eu recusando. Não por falta de vontade, mas por excesso de consciência. Eu sabia que não cabia ali. E olha a maturidade disfarçada de tristeza. Às vezes, crescer é exatamente isso: reconhecer onde a gente não pertence, mesmo quando o coração quer dar um jeitinho de se encaixar.
Aquele abraço final, as lágrimas sendo enxugadas com uma delicadeza quase contraditória… como se o gesto dissesse “eu me importo”, enquanto a realidade gritava “mas não o suficiente para ficar”. E tudo bem. Porque naquele momento, sem perceber totalmente, eu já estava me despedindo de verdade. Não só dele, mas da versão de mim que ainda insistia.
E a vida, com seu humor meio irônico, meio genial, seguiu. Quase dois anos depois, eu casei. Escrevi uma nova história. Mas dessa vez, não foi sozinha. Não foi baseada em suposições, nem alimentada por silêncios interpretados. Foi construída. Tijolo por tijolo, dia após dia, com alguém que estava ali de verdade, não só na minha imaginação.
E isso muda tudo.
Porque no fim, não foi sobre esquecer alguém. Foi sobre parar de sofrer por algo que já não existia e abrir espaço para o que podia existir. Eu não apaguei o passado. Eu só parei de morar nele.
E hoje, quando eu lembro, não dói. Não pesa. Não chama. Só existe. Como uma página virada de um livro que eu não preciso reler para saber que já entendi a história.
Se você ainda está respirando esse ar pesado, talvez esteja na hora de abrir sua própria janela.
Nunca foi a intenção de te machucar
Mas você me machucou com palavras, atitudes e dias me ignorando quando eu gritava por socorro, e você apenas falava , para de fazer drama .
Tive que achar um modo de me desabafar e ali alguém me ouviu , isso me fez sentir em paz , enquanto que você so me fazia chorar, então não, eu não errei e sim so quis ser ouvida e abraçada. Então resolvi que isso bastava . Te disse faz oque você decidir pois eu não me importo mais . E isso foi o fim .
náufrago
Era meia-noite... O vento frio passava triste, como palavras cortantes, acompanhadas com uma enorme sensação de que carrego um mar dentro de mim. Mas não um mar plácido, de ondas preguiçosas e céu límpido. É um mar revolto onde há trevas, frio e escuridão, dessas que afastam os pescadores mais corajosos sobre enormes barcos em uma noite negra e vazia como as noites sem luar. Um mar que não acolhe, expulsa; que não acalma, derruba.
Sinto que tudo que se aproxima acaba sendo devastado pela tempestade. No mar intenso, pessoas, gestos, tentativas de cuidado... tudo naufraga. E eu o assisto, de modo impotente das profundezas da alma, com um verbo de desgraça, com um grito questionador e agonizante. E em resposta, o vento que passa por meus cabelos fugazes responde-me: "pobre órfão! Vagando no espaço em meio a escuridão, mandas um grito!"
Agora. o silêncio preenche o vácuo das palavras não ditas. Um silêncio que não é apenas a ausência de som, mas uma presença pesada que ocupa todos os cantos e ecoa nos meus ouvidos como se zombasse de mim.
Parece estranho, embora este oceano sem fim pareça calmo; engana quem o vê de longe. O abismo azul ataca amargamente e devasta tudo à minha volta. Não é por mal, mas não sei ser porto seguro quando sou eu quem está naufragando e, silenciosamente, eu só queria ter um refúgio em meio às tempestades. Clamo por alguém que me consiga atravessar esse mar, porém minha tempestade turbulenta sacode violentamente os barcos.
Talvez esse mar sempre faça parte de mim e não se trate apenas de atravessar a tempestade, mas de admitir como parte da minha jornada. Com o tempo, quem sabe, eu reconheça que mesmo sendo arrastada para o fundo e sufocada pelo silêncio, isto revele minha resistência e minha capacidade de me manter firme aos meus propósitos.
Afinal, viver quem, sabe, seja isso. Nesse turbilhão, ressoa-me os versos do poeta Castro Alves: "Por que foges assim, barco ligeiro? Por que foges do pávido poeta? Oh! Quem me dera acompanhar-te a esteira que semelha no mar — doudo cometa!" Assim como o Poeta dos Escravos, percebo que viver é, muitas vezes, aceitar o mistério da travessia e permitir que as correntes nos guie, sem abrir mão dos nossos propósitos.
Amanheceu. Vejo a calmaria do mar, cujas águas, mesmo balançando, sabem ser abrigo. Posso vê-las deixar os barcos passarem devagar, junto com o vento suave e o marulhar das ondas. É como se o mar, em sua imensidão, oferecesse passagem segura a quem tem coragem de navegar, mesmo sem saber exatamente o destino. Agora, vejo um farol que me guia a um porto seguro. Estou em terra firme.
Meu amor, me perdoa pelo meu silêncio recente.
Sei que me afastar e calar as palavras machuca, e a última coisa que eu quero no mundo é causar qualquer dor em você.
Às vezes o mundo fica barulhento ou eu me perco nos meus próprios pensamentos, mas o meu maior erro foi não ter dividido isso com você, que é o meu porto seguro. Mesmo no meu silêncio, não houve um segundo sequer em que meu coração não estivesse implorando para voltar para perto do seu.
Você é a pessoa mais incrível que já conheci, a dona do sorriso que ilumina os meus dias mais escuros e o amor da minha vida. Eu não quero e não sei caminhar sem você.
Por favor, me aceita de volta nos teus braços e me deixa te provar, todos os dias, o tamanho do meu amor. Me desculpa por falhar, eu te amo além de tudo.
Impermanência
Ó Ausência! Ó Silêncio!
Minhas palavras, lançadas ao vento, dissipam-se no invisível,
e meu coração dissolve-se em ambiguidades.
A ti pertence o futuro incerto;
e cá estou eu:
um vaso vazio,
mas repleto de possibilidades.
Transitória e efêmera
é esta casca que me reveste.
Do pó eu vim,
e ao pó hei de retornar.
Cada segundo se extingue,
cada instante sepulta a si mesmo.
Também eu caminho para esse ocaso.
Serei terra,
serei húmus,
o adubo silencioso
de onde brotará um novo fruto.
Que o verme faça de mim o seu banquete,
que a chuva desfaça meu nome,
que o tempo me esqueça.
Pois não há derrota
em tornar-se semente
daquilo que ainda florescerá.
30/04 em Palavras
Hoje você já não está mais aqui para ouvir minha voz, minhas queixas
e os meus argumentos mirabolantes
que, por algum motivo, você amava.
Hoje, não nos falamos mais.
Mas, sempre que posso, escrevo para você,
pois, no fundo, gostaria que algum dia
você lesse minhas cartas silenciosas.
Ontem, eu me perguntava como você estava...
se estava bem,
se ainda cuidava de si.
Hoje, os muros que você mesma ergueu já não me permitem entrar.
E o amanhã?
O amanhã é uma dor ansiosa
que me pergunta a todo instante:
“O que você está sentindo?”
Mas eu não sei dizer.
Pois hoje o meu amanhã voltou a ser cinza —
não por uma escolha nossa,
mas por uma decisão
tomada apenas por você.
LINGUAGEM EMBRULHADA COM HUMOR
Para que as palavras não se tornem trincheiras, importa acolher a ideia do outro sob várias perspetivas. Só o humor nos salva de travar batalhas em vão, onde o ego se tenta definir contra o outro a partir de meras sombras interpretativas.
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo
ORCID: https://orcid.org/0009-0003-6251-1578
Suas ações, suas palavras me causam gatilhos emocionais, me machucam tanto, ao ponto de eu não pensar de forma racional, penso em fazer loucuras...
Eu me sinto mal, insuficiente, insegura, desvalorizada, sem importância, não amada... Me levam a reagir de maneira negativa, impulsiva e eu acabo me culpando e arrependendo depois... E isso acaba prejudicando nós dois.
Eu poderia melhorar por você, sim. O meu amor seria capaz disso, o meu despertar... Mas você destrói tudo o que você tem. E isso não é sobre mim... Você me manipula, pra eu fazer o que você quer, o que você me fala, porque o que eu falo não é levado em consideração, às vezes é como se eu fosse invisível...
Quando eu te olho a única coisa que sinto é desgosto. A única coisa que vejo são mentiras, traições, falsidade... Eu causo situações para que você se afaste de mim, mesmo sabendo que eu posso te perder, eu não tenho medo, pois pior é estar ao lado de alguém que não está presente de verdade.
Que ironia fascinante a deles: olham para as palavras mais vivas que já escrevi e só enxergam uma página em branco.
Dizem que você não existe simplesmente porque não conseguem tocar a sua pele ou ouvir o som da sua voz, como se a realidade se resumisse apenas ao que os olhos cafonas deles conseguem ver.
O Poder das Palavras
Reflexão
Às vezes, Deus permite que passemos por situações difíceis para aprendermos grandes lições. Hoje compreendo que uma palavra dita sem sabedoria pode ferir profundamente alguém que amamos.
Agora estou aqui, do lado de fora de casa, refletindo sobre tudo o que aconteceu. Da minha boca saíram palavras que machucaram uma pessoa muito especial para mim. Isso me levou a entender que precisamos vigiar constantemente aquilo que falamos.
A Palavra de Deus nos ensina que devemos guardar a nossa boca, pois as palavras têm poder para edificar ou destruir. Quando pronunciamos boas palavras, Deus é glorificado; porém, quando falamos movidos pela ira, damos oportunidade para a tristeza e a perturbação.
Somente Deus, por meio do Espírito Santo, pode curar as feridas que uma palavra amarga causa no coração de alguém. O Senhor Jesus é a Palavra da Vida, que consola, restaura e transforma.
O inimigo é o acusador e procura se aproveitar dos nossos erros. Ele observa as nossas atitudes e tenta usar as nossas falhas para causar divisão. Por isso, precisamos vigiar e permitir que Deus governe o nosso coração e os nossos lábios.
A Bíblia nos ensina que quem guarda a sua boca preserva a sua vida. Deus nos deu dois ouvidos para ouvirmos mais e apenas uma boca para falarmos menos.
Quando estiver nervoso, não responda imediatamente. Ore, espere e reflita. Uma palavra dita no momento errado pode causar uma ferida que levará tempo para cicatrizar.
Que as minhas palavras sejam sempre instrumentos de paz, amor e edificação, para glorificar o nome do Senhor Jesus.
"Quem guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma das angústias." (Provérbios 21:23)
Autor:
Salvador Miguel dos Santos
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