Textos sobre o Homem
O homem vê fragmentos.
O sábio enxerga conexões.
Tudo parece disperso: poder, tecnologia, religião, dinheiro, ciência.
Mas por trás do visível há padrões.
Não é o mapa que liga tudo.
É a mente que aprende a discernir.
Quem não entende os sistemas chama de mistério.
Quem entende os princípios chama de ordem.
Impérios sobem e caem.
Tecnologias mudam.
Narrativas se transformam.
Mas as leis que regem o poder permanecem:
Conhecimento gera influência.
Influência gera controle.
Consciência gera liberdade.
O verdadeiro despertar não é coletivo.
É interior.
Quem domina a si mesmo não teme elites.
Quem compreende os ciclos não se desespera.
Quem busca sabedoria antes da força governa com equilíbrio.
Pois mais valiosa que qualquer mapa é a mente treinada.
E mais poderosa que qualquer sistema é a consciência disciplinada.
Assim age o sábio.
Escravidão renhida.
Hó! Escravidão renhida que ainda fere o homem,
Se antes o chicote soava no ar,hoje mudou de nome.
Eu posso ouvi-lo nos olhos daqueles que sentem fome.
Salário! Escuto soar no meio da multidão,
É o estalar do chicotes de quem se nomeia patrão.
E a fila vai crescendo, virando o quarteirão é melhor ouvir o chicote, do que o choro do filho sem pão.
Cícero Marcos
A Consciência Integral como Antídoto à Superficialidade Contemporânea
O que o homem necessita entender sobre a trilha existencial é, justamente, o contraponto que mais o fere: a fragilidade ao se opor ao propósito enquanto se distrai com encantamentos oferecidos pela superficialidade. Muitos já se encontram em uma fase sênior de descontentamento, pela ausência de beleza no percurso dos caminhos da consciência integral.
É nesse ponto crucial que ele peca, ao acreditar que detém o controle do "relógio existencial". De repente, vê-se preso às ilusões que o abrilhantaram e o sugaram, esvaziando-o da essência do real propósito de existir.
Olhar para dentro e revisitar os valores é um exercício indispensável para quem busca emergir da ignorância, a fim de migrar para uma alçada superior àquela que a muitos convém.
Sair da conveniência do que encanta, reluz e doura é, sem dúvida, experimentar em completude o mérito de existir.
Que as candeias da tua consciência sejam mantidas acesas, a fim de que não tropeces nas distrações da vida.
Como bem afirmou Viktor Frankl em seu livro Em Busca de Sentido:
"O sentido não é encontrado em abstrações, mas nas responsabilidades concretas."
O homem fraco diz:
Primeiro isso… depois aquilo…
Ele vive adiando a própria evolução.
Mas o homem forte mentalmente entende algo poderoso…
O tempo não se organiza sozinho.
Você é quem organiza.
Ele estuda.
Ele trabalha.
Ele constrói relações.
Não porque a vida é fácil…
Mas porque a mente dele é disciplinada.
A diferença não está nas oportunidades.
Está na gestão.
Mentalidade forte não espera o momento ideal.
Ela cria o momento.”
Olha outro dia ouvi um comentário de que um homem, romântico, sensível e carinhoso, só pode ser gay..
Com todo respeito aos meus amigos gays e olha são muitos. Inclusive tive amigos gays na minha juventude e sempre os respeitei e fui respeitado por eles. Cada um na sua, vivendo e curtindo a vida como acha melhor. Não temos o direito de dizer o que é certo ou errado, pois isso é individual e quer uma verdade... Todo mundo um dia pensou em ser gay e fez sua opção. ( Tem muita luta pela frente, ainda...)...
Mudando de assunto essa questão de ser um homem romântico etc e tal, também é uma opção de vida, de coração, de maturidade. Assumir que gosta de poesia, amor, flores, jóias e carinho não é ser contra ninguém e não precisamos lançar um movimento de protesto a favor dos românticos injustiçados...
Sou assim e sinto-me bem a vontade para escrever esse artigo. Romântico, bem resolvido e por natureza apreciador nato da beleza feminina, apenas com vontade de ser um pouco mais malandro ( No bom sentido é claro), para ai sim viver a plenitude de uma vida, amar e ser amado, na intensidade e coerência de quem sabe o que quer...
Oscar de Jesus Klemz
A carta de Félix:
SUPER
Eu queria ser um super homem
única e exclusivamente para uma coisa; te superar
minha saudade já está em superávit
eu super voltaria contigo
mas você já não suporta essa ideia
Eu sou super, hiper, mega apaixonado por ti, meu amor
trocaria toda realidade por um pequeno beijo seu
Namoral, não me vejo longe de ti
me namora de novo, por favor
Mônica, meu peito bate por ti em velocidade supersônica
Eu sou um super otário.
A resposta de Mônica:
Recomeço
Eu li suas palavras, Félix, reli suas dores e revivi o brilho de todos nossos sabores. Você quer recomeçar, reconstruir o que quebrou, como se o tempo fosse um filme que a gente rebobinou.
Mas minha mente reclama, meu corpo resiste, lembrar da gente às vezes me deixa triste. Você se diz refém desse amor platônico, enquanto eu tento reformar meu eu supersônico.
Eu reconheço o esforço, reconheço o valor, reconheço até o gosto desse seu novo amor. Queria retribuir esse beijo, seria realmente demais...
Mas eu já resolvi: não volto atrás.
Ser homem
Vivemos numa geração que reclama por tudo.
Reclama da dor, reclama das dificuldades, reclama da vida.
Mas deixa eu te dizer algo…
Se você é homem de verdade, você vai sentir dor.
E muita.
Vai doer quando as coisas não acontecerem como planejou.
Vai doer quando as pessoas te decepcionarem.
Vai doer quando o dinheiro faltar.
Vai doer quando ninguém acreditar em você.
E sabe o que isso significa?
Que você está vivo.
A dor não é sinal de fraqueza.
A dor é sinal de crescimento.
O homem fraco usa a dor como desculpa.
O homem forte usa a dor como combustível.
Enquanto um reclama,
o outro trabalha.
Enquanto um se vitimiza,
o outro evolui.
A vida não foi feita para ser confortável.
Foi feita para forjar caráter.
Então pare de reclamar.
Aguente firme.
Respire fundo.
Levante-se mais uma vez.
Porque homem de verdade não é aquele que não sente dor…
É aquele que sente — e continua mesmo assim.
Redemoinho
O homem nasce menino
na planície verde e monótona,
onde o tempo mastiga devagar
os ossos das horas.
Tudo é pacato.
Tudo é árido.
O horizonte não traz ameaças.
Então chega o dia
em que ele se confronta com o furacão.
O tufão do Atlântico e do Pacífico,
carregado de cores, ruídos, promessas,
vidas demais até para mil existências.
O giro tempestuoso desloca o mundo.
Arranca o que era chão.
Semeia o que já nasce morto.
Nada permanece.
As coisas não amadurecem,
apenas surgem
e se dissolvem
sem parto
e sem luto.
O homem-menino abre os braços.
Quer o clarão,
quer o excesso,
quer o impossível.
E o redemoinho o aceita.
Engole seus sonhos frágeis,
mistura artefatos, rostos, desejos
em uma nuvem de poeira disforme.
Agora é homem.
O menino ficou para trás
como um retrato esquecido na estante,
como letras gravadas na velha árvore.
Está no olho do furacão.
Silêncio dentro.
Caos ao redor.
Já não acompanha o giro.
A mudança o ultrapassa
como um trem que não para em nenhuma estação.
Olha ao longe
as pradarias de onde veio.
Vinhas imaginárias.
Um tempo sem gritos.
Um tempo sem pressa.
Mas descer já não é gesto.
É amputação.
Ele tornou-se o próprio vento
que o desfaz.
A cada segundo
um pouco menos sólido,
um pouco mais vapor.
Ao homem sempre restará
esse vício antigo:
abandonar o simples
e, tarde demais,
implorar pela simplicidade.
Poema V
"O Arquiteto de Si"
Um homem que pensagrande,
Cuja alma o orgulho nãocomanda.
Sem busca por aplausosvãos,
Nem cede ao medo que do mundoemana.
De olhos na realnecessidade,
Disciplina fora e dentro dolar.
Ouvindo anciãos comhumildade,
Aprendendo dia a dia aquestionar.
Tudo com zelo eprimor,
Como se para Deus fosse amissão.
Pois o Criador é o seuGestor,
Com excelência edireção.
Justiça faz aopartilhar,
Sua parte no fluxosagrado.
Pois sabia que, aoentregar,
O seu vaso seriarenovado.
Das sobras, o chão eleerguia:
Terras, mercadorias evalor.
No equilíbrio de quem sabia o quefazia,
Moldou-se um homemvencedor.
Vamos mudar essa frase?
"Por trás de um grande homem existe um grande mulher"
Melhor assim:
"Ao lado de uma grande mulher existe um grande homem." (ou vice versa)
Para que o casal seja um sucesso é necessário que ambos estejam dispostos a compartilhar, incentivar e a sonhar um o sonho do outro
Crescerem juntos mesmo em propósitos diferentes
Apoio é fundamental!
O que mais separa o ser humano dos outros animais é o saber. Só o saber liberta o homem. Sendo livre, ele pode buscar uma vida melhor para todos.
Só acredito em uma sociedade onde o principal papel do governo seja garantir que cada pessoa tenha acesso ao conhecimento para se formar como cidadão.
Minha mensagem é de esperança: o homem precisa aprender, precisa conhecer. Porque, ao conhecer, ele se torna livre.
O Olhar e a Alma
O homem comum, em sua pressa vã,
Partilha uma noite, o leito e o agora;
E ao ver o brilho da primeira manhã,
Julga saber tudo o que a alma guarda fora.
Contudo, o poeta — senhor do sentir —
Não precisa do tempo, nem do toque profundo;
Basta-lhe o olhar, o silêncio a fluir,
Para ler nos teus olhos o segredo do mundo.
Enquanto um se perde na carne e no rito,
O outro te encontra em um breve clarão;
Pois quem é poeta vê o infinito
Escrito na palma da tua visão.
A obra O Homem e seus Símbolos, de Carl Gustav Jung, não é apenas um estudo psicológico, é um chamado ao despertar da consciência. Jung nos ensina que o maior desconhecido do homem não é o universo exterior, mas o universo interior.
Vivemos em uma época que valoriza o que é visível, mensurável e racional. Contudo, Jung revela que a psique humana é tecida por símbolos imagens que brotam dos sonhos, dos mitos, das religiões e até das experiências cotidianas. O símbolo não é fantasia; é linguagem da alma. Ele expressa aquilo que a razão ainda não consegue traduzir.
O homem que perdeu o diálogo com o invisível:
Quando o ser humano deixa de prestar atenção aos seus sonhos, ele perde o diálogo com o inconsciente. E ao perder esse diálogo, torna-se fragmentado. Jung ensina que o inconsciente não é inimigo; ele é complementar.
Assim como o dia precisa da noite, a consciência precisa do inconsciente. Negar essa dimensão é como tentar viver apenas com metade da própria alma.
Quantas decisões tomamos sem saber por quê?
Quantas reações exageradas revelam feridas não reconhecidas?
Jung nos ensina que aquilo que ignoramos em nós ganha força. O que não é iluminado, governa.
A sombra: o mestre oculto:
Entre os ensinamentos mais profundos está o conceito da Sombra. A sombra não é maldade pura; é tudo aquilo que recusamos aceitar em nós. Medos, invejas, desejos, fragilidades.
O problema não é possuir sombra todo ser humano possui. O problema é projetá-la no mundo.
Quando acusamos o outro com intensidade desproporcional, muitas vezes estamos enxergando nele o que reprimimos em nós. A verdadeira transformação começa quando temos coragem de dizer:
“Isso também vive dentro de mim.”
Esse reconhecimento não nos diminui nos torna inteiros.
Individuação: tornar-se quem se é
Jung ensina que o objetivo da vida psíquica é a individuação: o processo de integrar todas as partes do ser. Não se trata de perfeição, mas de totalidade.
A individuação exige:
enfrentar a própria sombra,
reconhecer o feminino e o masculino interior,
dialogar com os símbolos da própria história.
É um caminho de maturidade espiritual.
É sair da superficialidade e assumir a responsabilidade pelo próprio crescimento.
O símbolo como caminho espiritual.
Mesmo sem propor religião, Jung abre uma dimensão profundamente espiritual. Ele mostra que o ser humano precisa de significado. Quando os símbolos religiosos são esvaziados, surgem substitutos: ideologias, fanatismos, idolatrias modernas.
O símbolo saudável eleva.
O símbolo inconsciente domina.
Por isso, o autoconhecimento não é luxo intelectual é necessidade ética.
“O Homem e seus Símbolos” nos ensina que a alma fala.
Ela fala nos sonhos.
Fala nas emoções intensas.
Fala nos conflitos repetidos.
Ignorá-la é adoecer.
Escutá-la é amadurecer.
A grande lição é simples e profunda:
O ser humano não é apenas aquilo que pensa ser. Ele é também aquilo que teme, deseja, reprime e sonha.
E talvez o ensinamento mais transformador seja este:
Quem aprende a dialogar com seus símbolos deixa de ser vítima do próprio inconsciente e passa a ser autor da própria história.
O Pescador era antes de tudo, um homem de família, embora tivesse poucos amigos além daqueles que estavam sempre com ele no barco, ele não era um solitário como se dizia na Vila, apenas mantinha a relação social um pouco restrita para fugir daquela velha dita de que todo pescador gosta de contar mentiras que ninguém acredita.
Ele também não cuidava muito da aparência que era judiada truculenta, afinal era de estar no rio debaixo do sol que ele mais gostava e os peixes e as águas barrentas do rio que ele navegava nunca se importaram com essas coisas de presença.
Sua mente era assim que funcionava, ora calma ora brava, como as ondas esverdeadas que as ventanias do tempo fomavam. Mas o Pescador ligeiro assim como água a toda situação se amoldava, às vezes perdia a calma mas rapidinho a encontrava escondida atrás da serenidade e nunca se desesperava nem quando o tempo fechava e o leme se quebrava naquelas tardes de fortes chuvas, relâmpagos e trovoadas.
Nenhuma tempestade por mais forte que se apresentava desviar seu curso ele deixava. Pois sabia onde o cardume estava e era para lá que ele navegava, e ainda que o rio estivesse revolto os seus pensamentos eram livres, confiantes e soltos do medo que não afeta de forma alguma quem conhece o rio e o condutor do barco que por ele navega.
Título: Bé Bé, Homem de Céu no Peito
Meu pai,
Josimar Pedro da Silva —
mas para nós, simplesmente
Bé Bé.
Nome pequeno,
grandeza imensa.
Homem de passos simples,
palavras poucas,
olhar honesto
e Deus morando no coração.
Não usava ouro nas mãos,
mas carregava valor na alma.
Sua riqueza era caráter,
sua herança, exemplo.
Bé Bé ensinava sem discurso,
mostrava na prática
que dignidade não se compra
e fé não se negocia.
Tinha o céu nos gestos,
a bondade no jeito de falar,
e mesmo em silêncio
sabia aconselhar.
Um dia partiu…
assim, como quem atende um chamado mais alto.
Foi para a glória,
como homem que cumpriu sua missão.
E deixou aqui
um vazio que ecoa saudade,
mas também uma força
que nos mantém de pé.
Pai,
a ausência dói,
mas o teu exemplo permanece.
Porque homens como você
não morrem —
apenas sobem
para morar mais perto de Deus.
E em cada oração nossa,
há sempre um sussurro:
obrigado, Bé Bé.
INVOLUÇÃO HUMANA
Creio na involução do homem,
de um deus a um verme,
e não na evolução progressiva
do macaco ao homem,
do instinto à razão
o macaco é muito bom
para dar origem ao homem atual.
no início era a semelhança de Deus,
depois, anjos caídos,
para habitar corpos de nefilins
coabitaram com mulheres mortais
geraram filhos híbridos,
filhos que espalharam a violência
e a miséria humana sobre a terra.
regredindo ainda estamos, da luz eterna
para a escuridão perpétua.
logo seremos verme, e depois pó,
ao fim da involução
para o cerne do nada,
da inutilidade...
Os homens são como os animais, cada homem ou grupo se identifica e é atraído pelo cheiro que lhe é peculiar.
A que animal te assemelhas, a que grupo pertences?
Aos abutres, às hienas, "políticos e religiosos," sindicalistas, associações, agremiação e grupos afins, que vivem a comer carne podre de animais mortos?
Ou pertences ao grupo de espíritos criadores: Arquitetos, professores, construtores, artistas de toda sorte, poetas, escritores, fazedores do amanhã, às abelhas laboriosas da esperança?
Evan do Carmo
*Deus foi engenho do homem, a mulher descuido de Deus, e o diabo a obra prima da mulher.
*A mulher enganou a Deus e ao homem, não havia serpente no paraíso.
*Havendo dúvida, haverá também um progresso na pesquisa.
*Como vencer um inimigo sem travar um combate? -Pedindo-lhe clemência... Pois só os perdedores sabem perdoar.
*Só levantará a espada, o incapaz de levantar a “caneta”.
*Não tenho medo dos meus inimigos, pois conheço as suas armas. Tenho medo do arsenal oculto dos meus amigos.
VIDA DE PASSARINHO
Pobre do homem que leva uma vida de passarinho. Apenas preocupado com seu deitar e com seu levantar, com seu cansaço e com seu descanso, que vive preocupado em produzir ou caçar como um animal, seu alimento diário, mas que nesta rotina enfadonha e neste trabalho de Sísifo, encontra algum sentido para continuar vivendo.
Que deidade perversa, como Hades, que libertou o homem para voltar a viver em busca da felicidade, representada pela mulher amada, ou como Zeus, que o puniu por enganar a morte mais uma vez, teria submetido o homem comum a tal sofrimento e vida inútil?
Os poetas, contudo, para fugir desta vida vã e deste trabalho de Sísifo, forjaram do nada a possibilidade da vida útil e criativa, inventaram a ilusão e a beleza do abstrato, o prazer eterno nos braços da musa, e a ideia de imortalidade, para no final da vida breve invejar os passarinhos, que não sonham com recompensas metafisicas nem têm delírios de eternidades.
Evan do Carmo
Morte do Artista
Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.
Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.
E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.
Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.
