Textos sobre o Homem
“Alegria das Águas”
Nas águas vivas, a alma se inclina e mergulha,
Onde o "homem velho" se desfaz e recua.
Um mergulho de fé, que o coração orgulha,
Na graça de Cristo, a vida se inaugura nua.
A mancha do passado, na fonte, se dilui,
O peso do pecado, enfim, encontra o perdão.
Um renascimento que a alma constrói e instrui,
Gerando no peito, a nova filiação.
Alegria do batismo, festa no céu e na terra,
Onde a comunidade, em coro, celebra o dom,
De uma nova vida, que o amor de Deus encerra,
Um filho(a) adotado(a), com um futuro bom.
O espírito exulta, com hinos de gratidão,
Pela jornada que agora começa a trilhar,
Liberto do jugo, com nova missão,
Na luz da esperança, um novo caminhar.
É a promessa de um futuro, com o Pai, a brilhar,
Um símbolo de recomeço, de paz e de união.
A alegria do batismo, a nos abençoar,
Onde a velha vida morre, e nasce a salvação.
Shyrlene Cantuária
O homem bom criou a religião e quando descobriu que não havia o Deus que eles acreditavam se dedicou ao trabalho para melhoria do mundo.
O homem mau quando descobriu que não havia o Deus que ele acreditava manteve isso em segredo dentro das religiões, franquiou os segmentos religiosos e criou a Política.
É muito difícil para o homem ainda, acostumado a procurar respostas no mundo das formas, resolver seus problemas através dos pensamentos.
Exigirá dele um ação "cirúrgica" complexa, que para maioria é incompreensível.
E quando chega a compreender esse processo, o de resolver os problemas através dos pensamentos, com sinceridade e sem máscaras, normalmente esses pensamentos recaem primeiramente sobre si, mostrando que "resolver os problemas", diz mais respeito a ele do que a fonte que estimulou essa condição, "Problemas".
Vicent…
Em um vilarejo distante, vivia um homem chamado Vicent, cuja presença era notada por todos ao seu redor. Vicent, dotado de uma aura magnética, era frequentemente admirado por sua beleza e eloquência. No entanto, por trás de seu sorriso encantador, residia uma inquietação profunda e persistente. Desde jovem, Vicent fora moldado por circunstâncias que o levaram a construir uma muralha invisível entre ele e os outros, uma fortaleza que o protegia de um mundo que ele percebia como hostil.
Vicent carregava consigo o peso de uma infância marcada por expectativas desmedidas. Seus pais, sempre em busca de perfeição, jamais reconheciam suas conquistas. Assim, ele cresceu acreditando que o amor era um prêmio a ser conquistado, nunca uma dádiva a ser recebida. Com o tempo, essa crença se transformou em uma necessidade insaciável de validação externa, levando-o a buscar incessantemente o olhar admirado dos outros.
Em sua jornada, Vicent desenvolveu o hábito de adornar a realidade com mentiras sutis, moldando a verdade para se ajustar ao que ele desejava que os outros vissem. Essa distorção era, para ele, uma forma de sobrevivência, uma maneira de construir uma imagem que o protegesse da vergonha que sentia ao encarar suas próprias falhas. Quando confrontado, reagia com uma defesa feroz, erguendo barreiras de agressividade para afastar qualquer ameaça à sua frágil autoestima.
Nos relacionamentos, Vicent se via preso em um ciclo de encontros superficiais, onde o toque físico substituía a conexão emocional. Estranhos se tornavam espelhos para refletir sua grandeza imaginada, mas, no silêncio que seguia tais encontros, ele se sentia mais vazio do que nunca. A admiração dos outros era um bálsamo temporário, logo substituído por uma sensação esmagadora de solidão.
Vicent raramente percebia o impacto de suas ações nos outros. Sua necessidade de ser o centro das atenções o tornava insensível ao sofrimento alheio, e a empatia era um conceito distante. Ele se envolvia em demonstrações de falsa modéstia, proclamando humildade enquanto secretamente ansiava por aplausos. Para aqueles ao seu redor, a convivência com Vicent era um desafio constante, uma batalha para preservar suas próprias identidades diante de sua presença avassaladora.
Aqueles que tentavam se aproximar de Vicent frequentemente se viam esgotados, suas mentes ofuscadas pela manipulação sutil e pelo constante jogo de poder. O risco de se perder nesse turbilhão emocional era real, e muitos precisavam de apoio para recuperar suas forças e reconquistar seu espaço. Para escapar dessa teia, era necessário reconhecer os próprios limites e buscar ajuda, encontrando segurança em mãos amigas e guiando-se por conselhos sábios.
Vicent, em sua solidão autoimposta, também ansiava por mudança, ainda que não o percebesse plenamente. Seu caminho era tortuoso, mas não sem esperança. A jornada para a consciência e transformação era longa e árdua, exigindo coragem para olhar além do espelho e enfrentar a verdade de quem realmente era. No fundo, Vicent desejava romper as correntes que ele mesmo construíra, buscando, talvez ainda sem saber, o alívio de um abraço genuíno e sincero.
Não busques no acaso o teu sentido,
Nem esperes do tempo o que é teu:
O homem que caminha entorpecido
Jamais alcança o que o céu prometeu.
Se o mundo te empurrar ao precipício,
Faz do vácuo o impulso pra voar;
A vida exige o suor do sacrifício
De quem tem o destino a dominar.
No amor, não sejas metade ou prisioneiro,
Seja o fogo que aquece e não consome,
O porto firme, o abraço verdadeiro.
Pois no fim, quando a carne se consome,
Fica o rastro do espírito guerreiro
E a honra de quem deu brilho ao próprio nome.
Caráter e inteligência 19
São os dois pólos para exibir as qualidades de um homem. Um sem o outro é boa sorte pela metade. Não basta ser inteligente, é preciso também ter predisposição de caráter. A má sorte do tolo é desconsiderar a sua condição, ocupação, vizinhança e amizades.
Mulher: Valor divino em tempo de confusão mundana
A mulher é uma obra de Deus, e o homem tem o dever de a respeitar.
Atualmente, existem comparações desnecessárias que não consistem em nada, frases que comparam ou usam como referência a mulher para tirar exemplos da vida.
Exemplo: muitos homens criam conclusões e frases para demonstrar que “eu sou o cara”, como esta:
“Repetir o mesmo prato/refeição todos os dias, cansa.”
Alguns homens usam essa frase no sentido de tentar dizer que: “Se tu tens uma namorada/esposa, ficar com ela só é cansativo.”
Sobre meu ponto de vista, isso é triste.
A Bíblia diz (Gênesis 2:18): valorize-a como sua parceira dada por Deus. Ame-a como ao seu próprio corpo.
“É difícil, né? Mas devemos cumprir com o mandamento, apesar das dificuldades.”
Usar exemplos mundanos (usar uma frase voltada para desejos como se aplicasse a algo valioso) é negativo.
Desejos são desejos. Agora, sentimentos são cruciais e valiosos não são comprados nem comparados.
A mulher é um presente de Deus. 🤍
Achar a mulher certa para nossas vidas atualmente é difícil isso devido a certos comportamentos e influências do mundo.
Às vezes nos relacionamos com 2 ou 3 mulheres por impulso ou por vontade.
O erro está em ambas as partes, tanto na mulher quanto no homem.
Nós é que devemos refletir:
“Qual é a vibe de namorar 2 ou 3 pessoas?”
O namoro é o início de um relacionamento que pode levar ao casamento.
Vamos parar de brincar com coisas valiosas.
Se te é dada uma mulher (ou homem), trata de cuidar dela (ou dele).
O respeito se constrói. 🤝🏾
A união faz a força. ❤️🩹
Que Deus abençoe você e o seu relacionamento.
13 de Janeiro de 2026
Quitério Muita. ✍🏾
Eu conheci um homem
que precisava mentir para existir.
Ele não suportava o espelho,
então criou histórias.
Criou versões.
Criou cenas.
Criou um teatro inteiro
para não ter que encarar o próprio vazio.
Ele falava de mim
porque não aguentava falar de si.
Ele me atacou
porque eu disse não.
E há homens
que enlouquecem quando descobrem
que não são desejados,
não são especiais,
não são necessários.
Ele não queria amor.
Queria controle.
Não queria afeto.
Queria posse.
Não queria verdade.
Queria um enredo
onde ele fosse herói
sem nunca ter feito nada digno.
Então ele espalhou palavras podres.
Baixas.
Cruéis.
Inventadas.
Palavras são tudo o que gente vazia tem.
Ele tentou me reduzir
porque nunca conseguiu crescer.
Tentou me manchar
porque já estava sujo por dentro.
Tentou me quebrar
porque já era feito de estilhaços.
Homens assim não suportam rejeição.
Eles chamam limite de ataque.
Chamam dignidade de arrogância.
Chamam não de provocação.
Ele me quis submisso.
Me quis pequeno.
Me quis calado.
Mas eu nasci para ser inteiro.
Eu sangrei.
Eu quebrei por dentro.
Eu duvidei de mim.
E mesmo assim,
eu não virei ele.
Porque isso é o que diferencia pessoas:
alguns usam a dor para crescer,
outros usam a dor para apodrecer.
Ele escolheu apodrecer.
Ele escolheu se tornar o tipo de pessoa
que precisa destruir reputações
porque não tem caráter.
Que precisa inventar histórias
porque não tem verdade.
Que precisa atacar
porque não tem valor.
E como se isso não bastasse,
ele confundia dívida com favor
e chamava isso de grandeza.
Ele pegou o que não era dele
e vestiu de mérito.
Pegou ajuda
e chamou de conquista.
Pegou confiança
e chamou de ingenuidade alheia.
Ele não devia dinheiro.
Devia caráter.
Mas caráter não se parcela.
Não se negocia.
Não se empurra com desculpa.
Ele me olhou nos olhos
e tentou me convencer
de que não me devia nada —
como se o problema fosse o número,
e não o que ele revelava sobre si.
Porque há pessoas
que não fogem do valor,
fogem do espelho.
Ele não quis pagar
porque pagar exigiria admitir
que recebeu.
E admitir que recebeu
significaria admitir
que não era tão grande quanto fingia.
Então ele fez o que gente pequena faz:
distorceu.
Inventou.
Atacou.
Espalhou versões.
Como se isso apagasse o fato
de que ele preferiu perder a dignidade
a perder mil reais.
Mil reais:
esse foi o preço da alma dele.
Tem gente que se vende por status.
Tem gente que se vende por aplauso.
Ele se vendeu barato.
Ele tentou me diminuir
para parecer maior.
Tentou me sujar
para parecer limpo.
Tentou me atacar
para não ter que devolver.
Mas eu aprendi uma coisa:
quem precisa mentir para não pagar,
já está falido por dentro.
Eu dei o dinheiro.
Mas ele me mostrou o valor dele.
E isso eu não comprei —
eu vi.
Vi que há pessoas
que preferem destruir reputações
do que devolver o que não é delas.
Que preferem criar narrativas
do que criar consciência.
Que preferem acusar
do que assumir.
E eu escolhi sair.
Sair sem gritar.
Sair sem revidar.
Sair sem me sujar.
Porque nem toda batalha merece luta.
Algumas merecem abandono.
E isso foi o que eu fiz.
Eu o deixei com o que ele é:
um homem preso dentro da própria mente,
tentando convencer o mundo
de uma versão que nem ele respeita.
Eu sigo.
E isso
é a maior derrota dele.
No fim,
eu perdi dinheiro.
Mas ele perdeu algo
que não se recupera:
o direito de se olhar no espelho
sem abaixar os olhos.
Por mais força, integridade, capacidade e inteligência que um homem possa ter!?
Ele só conseguirá ser um homem de valor no relacionamento;
Quando a mulher sabe perfeitamente qual o papel dela, na relação!
Do contrário, sempre existiram conflitos onde deveria existir cumplicidade;
Sem clareza de papéis não existe harmonia.
E começou a falar-lhes por parábolas: Um homem plantou uma vinha, e cercou-a de um valado, e fundou nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e partiu para fora da terra.
E, chegado o tempo, mandou um servo aos lavradores para que recebesse, dos lavradores, do fruto da vinha.
Mas estes, apoderando-se dele, o feriram e o mandaram embora vazio.
E tornou a enviar-lhes outro servo; e eles, apedrejando-o, o feriram na cabeça, e o mandaram embora, tendo-o afrontado.
E tornou a enviar-lhes outro, e a este mataram; e a outros muitos, dos quais a uns feriram e a outros mataram.
Tendo ele, pois, ainda um seu filho amado, enviou-o também a estes por derradeiro, dizendo: Ao menos terão respeito ao meu filho.
Me sinto um super-homem
Por trás de todo grande homem
Existe uma grande mulher
Que você é
Verdadeiro presente divino
Te encontrar foi destino
E não sorte
Te amarei até depois da morte
Prometo ser sempre fiel
Seja na terra, ou no céu.
Coração bate a mil
Com o seu perfil
Se encaixa
Te conquistei com palavras
E vou te valorizar com atitude
Os outros que lutem
Nada vai acabar com o nosso romance
Só precisava de uma chance
Pra mostrar o valor
Que tem no meu amor.
Me sinto o homem mais feliz
Do jeito que sempre quis
Do jeito que sempre sonhei
Quando te olhei
Foi á primeira vista
Minha maior conquista
Largo o mundo
Pra nós ficar juntos
E pra terminar esse depoimento
Te peço em casamento.
AOS PSIQUIATRAS A PROCURA DE FAMA E APROVAÇÃO - A VOZ QUE NÃO CABE NO MANUAL
Quando um homem normal escreve sobre o autismo, dizem que é ciência.
Quando um autista escreve sobre o homem normal ou sua própria experiência, dizem que é delírio.
O primeiro ganha aplausos, o segundo ganha silêncio e às vezes, diagnóstico para pertencer ao circo imaginário.
Parece que o mundo só aceita a diferença quando ela vem traduzida no idioma da maioria?
Mas há coisas que só quem vive pode dizer. E o que se vive, não se explica, se revela, não se inventa ou distorce para próprio benéficio.
Talvez seja isso que tanto assuste,
ver a lucidez onde esperavam loucura,
ou encontrar humanidade onde só enxergavam um caso clínico?
Enquanto isso, seguimos escrevendo,
não para provar que existimos,
mas para lembrar que pensar diferente
também é uma forma de poesia.
Lembre da hora da morte, daqui não se leva nem o corpo, muito menos a fantasia.
O bicho homem, consciente ou não, de seu egoísmo nato, trabalha a construção das suas virtudes por algum motivo narcísico, (vaidade, orgulho, medo, ou até mesmo sua busca por evolução) resultando sempre em progresso moral, quer seja lento ou acelerado. Os fins justificam os meios.
Carla Marques
Little Sage
2020
📝 RUPTURA: Poema do Homem Sensato e a Paixão
Eu sempre fui um homem sensato,
Linhas retas, razão, tudo no lugar.
Organizado e bom de lidar, era fato,
Pronto pra colheita de um futuro a planejar.
Precavido com a vida, para evitar o fardo,
Queria um futuro brilhante e controlado pra viver.
Cada dia, cada passo, meticulosamente guardado...
Até você aparecer.
Minha cabeça escolhia bem o que fazer,
Tinha o controle da minha vida no lugar.
Mas bastou seu sorriso... para tudo estremecer,
E o meu coração, subitamente, querer comandar.
Foi aí que a bússola girou, perdi o Norte,
E a minha vida virou de ponta-cabeça, inteira.
Eu troquei a armadura, o terno forte,
Pela tua camiseta, leve e passageira.
Eu que só olhava a cotação, o balanço,
Agora só leio os sinais da sua respiração.
Minha planilha de gastos, agora é teu descanso,
E o meu "tempo é dinheiro" virou tua canção.
Eu planejei a estrada, quilômetro a quilômetro,
E você, sem aviso, me fez mudar o mapa.
Trouxe o caos, a desordem, o ar atômico,
E me fez feliz, sem volta, sem etapa.
A minha razão, essa voz que insiste em ser dura,
Grita: "Para com essa loucura! Isso não tem cura!"
Mas de que adianta estar certo, no castelo de vidro,
Se a alma clama o seu nome, faminta, em desespero?
Eu não sei de onde vem essa força que me leva ao perigo,
Eu só sei que me faz bem, me perdi no seu abrigo.
E se eu tiver errado... que o universo me castigue,
Porque por você, de livre e espontânea vontade, eu me rendo e sigo!
É a Ruptura, o momento final!
A minha cabeça sabe o que é bom, o que é ideal,
Mas meu coração ignora a linha de chegada, o final.
Eu sou o descontrole, eu sou a emoção que se elevou!
Um homem que era sensato, e que por fim... enlouqueceu de amor!
Me apaixonei por quem a minha mente nunca sonhou em amar,
Rasguei o manual, joguei a razão no fundo do mar.
Só pra deitar do seu lado, neste abraço que me consome.
Pode me julgar, doutor... A paixão é meu novo nome.
Quantas mortes cabem em um homem?
Quantas vezes preciso
me congelar por dentro,
silenciar o sangue,
matar versões de mim
para que outra respire?
Há reinícios que não são começos,
são funerais discretos.
Enterros sem caixão,
onde sepulto nomes,
rostos, culpas e promessas quebradas.
Recomeçar não é viver:
é sobreviver ao próprio incêndio.
É virar cinza consciente,
sabendo que a chama não acabou —
apenas mudou de forma.
Toda vez que me mato por dentro,
algo em mim aprende a nascer.
E talvez o verdadeiro milagre
não seja recomeçar do zero,
mas continuar existindo
mesmo depois de tantas mortes.
Elias era um homem que construiu sua identidade sobre a negação. Para ele, a fé era uma muleta e o nome de Cristo, um insulto à razão. Ele não apenas não acreditava; ele combatia. Em rodas de amigos, ridicularizava as Escrituras; em sua vida privada, mergulhava em um egoísmo que desprezava qualquer rastro de bondade. Ele vivia conforme o seu próprio coração, esquecendo-se de que "o coração é enganoso acima de todas as coisas e desesperadamente corrupto" (Jeremias 17:9). Elias acreditava que, se Deus existisse, já teria desistido dele — pois ele mesmo já havia desistido de si.
O que Elias não compreendia era que sua rebeldia não era nova. Séculos antes, um homem chamado Saulo de Tarso agia com uma fúria ainda maior. Saulo não apenas negava a Cristo; ele perseguia, prendia e consentia na morte daqueles que seguiam o Caminho. Ele achava que estava servindo a Deus ao destruir o nome de Jesus, mas estava apenas lutando contra o próprio Criador.
Contudo, a obra de Cristo é perfeita porque Ele nos ama primeiro, independentemente de nossos méritos. Como diz a Escritura: "Nós amamos porque ele nos amou primeiro" (1 João 4:19). No caminho para Damasco, uma luz mais brilhante que o sol cercou Saulo. Ele caiu ao chão, perdendo sua postura de orgulho e sua visão física para que pudesse, finalmente, enxergar a verdade. Ao ouvir a voz do Mestre dizendo: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" (Atos 9:4), ele entendeu que, enquanto odiava, era amado; enquanto perseguia, era buscado. Saulo tornou-se Paulo, transformado por uma graça que ele nunca mereceu, provando que "onde abundou o pecado, superabundou a graça" (Romanos 5:20).
Elias, ao ler sobre Paulo e ao ver o reflexo desse mesmo amor na vida de cristãos pacientes que o cercavam, sentiu o mesmo impacto. Ele percebeu que Cristo nunca foi seu inimigo, mas seu perseguidor amoroso. O fato de que "Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8) o constrangeu. Não foi o medo que o mudou, mas a Graça. O amor do Criador quebrou seu coração de pedra, e o rapaz que antes renegava tudo o que era sagrado, passou a andar com Cristo, maravilhado por ter sido alcançado.
Essa transformação nos lembra que somos chamados a ser mensageiros de Cristo. Devemos anunciar o Evangelho com nossas palavras, pregando a verdade com ousadia, mas também com as nossas vidas, sendo testemunhas vivas desse amor.
Entretanto, devemos ter humildade e descanso: o papel de convencer o homem do seu pecado, da justiça e do juízo é do Espírito Santo, conforme prometido por Jesus: "Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo" (João 16:8). A nós, cabe o privilégio de levar a semente e ser o reflexo da mensagem. Somos os instrumentos, mas a melodia da conversão é tocada por Deus. Se você deseja estudar receber esse amor de Cristo, ore nesse momento e clame por ele, pois, Ele te ouvirá e de seus olhos enxugará todas as suas lágrimas.
Havia um homem chamado Tomás que vivia em um reino governado por uma Lei Perfeita. O rei desse lugar era justo e santo; ele nunca deixava um crime sem punição.
Tomás, porém, era um homem falho. Ele tinha um "Livro de Registros" onde cada erro, cada pensamento ruim e cada negligência sua eram anotados. Pela lei daquele reino, o acúmulo daquelas falhas tinha uma sentença única e definitiva: a prisão perpétua (a Condenação).
Tomás vivia angustiado. Ele tentava fazer coisas boas para "apagar" as páginas, mas logo percebia que, enquanto tentava ser bom, acabava cometendo novos erros. Ele se sentia como Paulo no capítulo 7 de Romanos: "O bem que prefiro fazer não faço, mas o mal que não quero, esse faço".
Certo dia, o Príncipe do Reino, que era o filho do Rei e o único que nunca havia errado, chamou Tomás ao tribunal. O Príncipe fez algo inacreditável:
A Substituição: O Príncipe pegou o Livro de Dívidas de Tomás e escreveu o seu próprio nome na capa.
A Sentença: O Príncipe foi para o tribunal e pagou a pena de Tomás, sofrendo o castigo que o livro exigia.
A União: O Príncipe disse a Tomás: "De agora em diante, você e eu somos um só perante meu Pai. O que é meu é seu, e o que era seu foi pago por mim".
No dia seguinte, o carrasco do reino (a Lei) bateu à porta de Tomás. Ele trazia um papel de condenação. Mas, antes que Tomás pudesse tremer de medo, o Príncipe apareceu e mostrou o Livro. Onde antes estava o nome de Tomás, agora estava o selo: "PAGO".
O Príncipe olhou para o carrasco e disse: "Não há mais nenhuma condenação".
O carrasco teve que ir embora. Ele não podia prender Tomás, não porque Tomás fosse perfeito, mas porque a lei não pode punir duas vezes o mesmo crime. Como o Príncipe já havia sido punido, Tomás estava legalmente livre.
SOU UM NOVO HOMEM
Faço tudo, e farei um pouco mais.
Por te amar por te amar
Por voce, de tudo sou capaz.
Ela chegou
Bagunçou minha solidão
Eu não acreditava em amor
Ela me mostrou um mundo novo
Que eu não conhecia
A semente ela plantou
E hoje estar colhendo
Eu sou um novo homem
Aprendi amar com você
Todas as noites divido contigo meu prazer.
Faço tudo, e farei um pouco mais.
Por te amar por te amar
Por você de tudo sou capaz
Sou um novo homem
Você me resgatou
Hoje tenho consciência
Que existe amor
E o meu é você,
Poeta Antonio Luis
Olhar
Há um homem de olhar fundo,
Que atravessa o silêncio e o mundo
Olhar que fala sem dizer,
Que sabe ler a alma e o ser.
Seu sorriso guarda mistério,
Calmo, forte, quase etéreo,
Quando se aproxima, o ar muda,
Tudo fica mais vivo, mais lua.
Seu toque é verso bem escrito,
Firme, doce, nunca aflito,
É presença que envolve e acalma,
Como abrigo certo pra alma.
E quando o amor se faz calor,
É chama mansa, é puro ardor,
Não grita, não fere, só fica,
Como quem ama e multiplica.
É desse homem que eu falo aqui,
Que marca, que fica, que faz sentir,
Não por excesso, mas por verdade,
Um amor que nasce da profundidade💜
A Mão e a Caneta
Ela conhece o seu homem como ninguém;
sabe quando ele falha por dentro
e quando está inteiro.
Não o decifra pelo que diz,
mas pelo peso da mão,
pela tensão do toque,
pela forma como o silêncio pulsa entre os dedos.
Quando ele a toca, ela dança sem nota,
porque não há partitura para o desejo consciente.
Move-se em gestos simples e discretos,
como quem aceita o caminho sem lutar contra ele.
Não há culpa, nem espetáculo.
O amor se mostra direto,
no atrito breve entre pele e ideia.
Marcante e perfeita, ele nunca a rejeita,
pois rejeitá-la seria negar a si mesmo.
É uma união de outro plano:
não de posse, mas de rendição.
A mão não comanda a caneta.
A caneta não domina a mão.
Ambas se entregam ao traço
e deixam que o sentido aconteça.
