Textos sobre o Amor Incondicional

Cerca de 82354 frases e pensamentos: Textos sobre o Amor Incondicional

O amor que dói, não destrói, constrói.
Não mata, mas gera vida que flui.
É lágrima que rega, é renúncia que edifica,
é sinal da graça, é chama que santifica.


E quando duas almas se encontram no Senhor,
descobrem que a dor é parte do amor.
Pois amar é refletir o Eterno Cordeiro,
que se deu por nós, inteiro.

Na cruz, a justiça e o amor se encontraram.
A ira de Deus recaiu no Justo,
para que o injusto fosse chamado santo.
No madeiro, o peso do pecado foi esmagado.


O salário é claro como fogo
morte é o preço, juízo é o fim.
Mas a graça grita mais alto,
no sangue do Cordeiro, Deus disse: “assim não será para os Meus”.

Cristo não fugiu da vergonha, mas a desprezou, porque o Seu amor olhava além: via você, eu, e todos os que seriam alcançados.
A maior revelação é que Ele transformou a vergonha em glória:
O que era sinal de maldição, tornou-se o sinal da nossa salvação.
O que era vergonha diante dos homens, é hoje a nossa esperança diante de Deus.

Dia dos namorados é um dia como outro qualquer, para aqueles que cultivam o amor no dia a dia.Para aqueles que dormem com um " durma bem" carinhoso e acorda com um sorriso de, "bom dia" mesmo que seja , as 5hs da manha pra ir trabalhar...Indiferente de datas, o amor plantado tem que ser regado todos os dias , com palavras e atos de carinho,não é necessário presente, mas sim estar presente na vida do outro.Pois mesmo que estejam a kms de distancia um do outro , os enamorados sabem, que os corações são um do outro...
Aproveitem os recém enamorados e aprendam a amar o dia a dia,não deixe apenas para um dia especifico.A vida passa, há de ter prazer de cultivar sempre, esse amor!!!
Feliz amando todos os dias

AMOR CLANDESTINO

Ela não tinha nenhum ídolo
e seu coração
tinha um habitante
clandestino...

Uma vontade ardente
de se render à
tentação,
desviar do
caminho...

Por pouco ela
não sucumbe ao delito
e provoca
o apocalipse!

Ela sempre teve
esse segredo oculto
- o eclipse!

Ela entorna
um copo de gim
sem saco
pra ouvir
a razão!

Ela só precisa mesmo
é de uma dose de coragem
pra cometer a contravenção!

Ela morde os lábios
pensa numas bobagens
e cola a boca
de batom
no espelho...

O que ela
menos precisa nesta hora
é de um bom conselho!

Ela cruza as pernas
tentando ser mais atrevida
e tudo o que
nunca foi na vida!

Se ela tivesse coragem
aquele momento seria ideal
para se perder a disciplina!

Mas ele era só um segredo
uma vontade que estava
escrita na palma
de sua mão...

Um desejo, uma viagem
- Obsessão!

Uma pólvora
adormecida
dentro do coração!

QUE ME MATE

Que me mate este amor clandestino
Que me mate a dor dos gemidos
Que me me mate esta fome sentida
Que me mate a dor da navalha
Que me mate os silêncios sentidos
Que me mate o fel da tua boca
Que me mate as pedras frias da rua
Que me mate a tua indiferença
Que me mate o canto dos pássaros
Que me mate a falta de coragem
Que me mate esta cobardia na alma
Que me mate este destino de morte
Que me mate a cruz pesada que carrego
Que me mate esta chuva que molha o rosto.

Ah! Meu amor, tu apresentaste-me os demónios que te habitavam e que te causavam terror; eu dei-lhes um novo lar dentro de mim e fi-los amigos dos meus. Foi aí que cometi o meu tão grande pecado, pois, quando notaste que estavas livre, abandonaste-me.


Ah, querida, embora os teus demónios se tenham sentido em casa, estou a mandá-los de volta ao verdadeiro dono: tu.

O que dizer do amor?
É uma paixão ardente ao qual nunca se apaga. É aquilo que pulsa vitalmente no ser, não se pode viver sem;
Seja por sua querida amada,
seja por seu Senhor.
Nunca irá lhe deixar, sempre o sentirá, ele sempre irá arfar por motivos desconhecidos do ente.
Ah, como é bom o amor!

A medida do Amor
O Amor não tem medida,
não tem rima, não tem cor
Amor é a própria vida,
que se imortaliza,
no perfume e no sabor.

Eterno e vitorioso
vence em qualquer dimensão,
flutua em qualquer tempo
multiplica-se na emoção.

Amor é sentimento
que brota como vapor
tem um toque de saudade,
a beleza de uma flor

Tem o brilho de uma estrela.
livre a todos encanta,
sempre a entoar
a cantiga infinita
vinda do universo Amar.

UMA CANÇÃO DE AMOR

Vais me dizer, querida, se é verdade Que ontem à noite, cheia de saudade,

A sós contigo tu disseste assim:
"Como saudoso êle há de estar de mim!"

Muito te enganas, meu amor, sòmente Se tem saudades de quem anda ausente,

E por fôrça do muito imaginar
Chego a te ver, e chego a te escutar,

Tal e qual se estivesses ao meu lado, Eis por que, muito embora apaixonado,

Não tive ontem saudades, companheira:
- Estiveste comigo a noite inteira.

Friedrich Ruckert

O amor verdadeiro é assim… atravessa o tempo, se reinventa, mas nunca perde a força de estremecer a alma. Ele não pede licença, invade, transforma, arrebata. É quando meu coração dispara só de ouvir seu nome, quando tudo faz sentido porque você existe.
É mais que palavras… é entrega. É você em mim, todos os dias.

"AMOR é palavra com cinco letras, iniciada por "A" e terminada por "R". Se lida ao contrário, AMOR vira ROMA."


"Achou essa minha frase óbvia, tola e banal? Ora, se existem tantas frases assim na Internet, por que também eu não posso? Hein?
0703 | Criada por Mim em 2014


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

De todos os juramentos feitos no casamento, nenhum mencionava a solidão. Falou-se de amor, de parceria, de cuidado mútuo, de atravessar juntos o que viesse — mas ninguém avisou que, às vezes, o silêncio dentro da própria casa pode pesar mais que a ausência de qualquer pessoa no mundo.
A solidão compartilhada é estranha: você divide o teto, divide a rotina, divide até o espaço na cama, mas não divide a alma. E quando o coração começa a se sentir sozinho ao lado de quem prometeu ser abrigo, algo dentro de nós se quebra aos poucos, silenciosamente. Não é um rompimento abrupto — é um desgaste. Um desgaste que corrói devagar, quase invisível, até que um dia você percebe que está acompanhado, mas não está junto.
Talvez os votos não mencionem a solidão porque ninguém quer imaginar que ela possa existir no amor. Mas a verdade é que ela existe. E quando chega, ela dói de um jeito único, porque não é só a falta do outro — é a falta de nós dois.

UMA CANÇÃO DE AMOR JAZZ

⁠Eu sei,
Que não é fácil viver,
Sozinho sem um alguém,
Por isso eu amo você.
Pedi ao sol
Pedi à lua
Para encontrar um amor
Um anjo me responder.
No lindo sonho acordei
ouvindo a voz do alguém
a me dizer sorridente
Sou eu,
Que estou aqui com você
Também estava sozinha
E agora tenho o céu...

⁠AMIZADE, O VERDADEIRO AMOR.

Não há outra forma de relação capaz de ser eterna, de perdurar por toda uma vida. Poucos amores conseguiram isso. Nas relação humanas, só a amizade tem provado que é forte o suficiente para suportar as adversidades que são comuns entre pessoas de diferente classes sociais e origem étnica.

Até na literatura, é a amizade que supera os romances, geralmente os romances mais famosos são trágicos ou tratam de um amor impossível.

Mas veja o caso de amizade mais grandioso da literatura universal, e sem dúvida concordará comigo.

Se ainda não leu, com cuidado merecido que devemos ao esta obra, faça-o agora e constate o que digo.

Dom Quixote, a relação de amizade que se eterniza ali tem ressonâncias inimagináveis, quem não deseja um amigo como Sancho Pança?

Há acontecimentos na existência que marcam como amor ou paixão avassaladora. E, às vezes, tentamos reescrever essa história — mover o enredo, deslocar o sentimento, transplantar a emoção para outro contexto, outra pessoa, outro encantamento. Mas não funciona.


No universo emocional, certos eventos só acontecem uma vez.
Não é possível reconstruir o que o caos, em sua precisão secreta, nos ofereceu como vivência única.


Há experiências que pertencem a um instante irrepetível, e nenhuma tentativa humana consegue reescrever aquilo que nasceu para acontecer apenas naquele momento — e nunca mais. Evan do Carmo

O AMOR, QUANDO ELE CHEGA


I
O amor, quando ele chega,
altera o tempo e o clima,
transforma a rota do vento,
desloca o eixo da Terra
e o hemisfério se inclina.
II
O amor, quando ele chega,
organiza o caos infindo,
desmantela o imponderável,
rasga as vestes da razão,
e o que antes era utópico,
nas cordas do coração,
desamarra o improvável.
III
O amor, quando ele chega,
desperta o desconhecido,
faz oscilar estações
pra confundir os sentidos.
IV
E, nessa linha de sombra,
respira uma verdade fatal:
o amor, quando ele chega,
nos expõe à vil tragédia
que não raro é seu final.

Quando o amor encontra seu lar, ali permanece, não por inércia, mas por escolha. Ele se acomoda nos gestos mínimos, na repetição dos dias, no reconhecimento silencioso de um no outro. Ficar não é fraqueza, é decisão cotidiana. O amor cria raízes, aprende o ritmo da casa, conhece seus ruídos, suas sombras e suas promessas.


O vento não chega de uma vez. Ele começa como estagnação, como descuido quase imperceptível, como a falsa segurança de que tudo está garantido. É a falta de escuta, a ausência de curiosidade pelo outro, o adiamento constante do cuidado. O vento é o silêncio que se prolonga, a palavra que deixa de ser dita, o toque que vira hábito sem presença.


A casa não cai por ódio, nem por grandes tragédias. Cai porque deixa de ser habitada por dentro. O vento apenas revela o que já estava frágil. O amor não acaba quando o vento sopra; ele se desfaz quando ninguém mais sustenta as paredes.

Chamava-se Laura.
Não foi um amor como os outros. Não começou com febre no corpo nem com a vertigem dos impulsos súbitos. Começou com silêncio. Um silêncio atento, desses que antecedem as revelações. Ele a conheceu num curso de literatura, numa sala de paredes altas e ventiladores lentos, enquanto discutiam um conto de Machado de Assis. Ela, ainda insegura, confessou que sentia algo no texto que não sabia explicar. Não era tristeza, não era ironia, não era encanto. Era outra coisa.
Ele sorriu com a delicadeza de quem reconhece um território fértil. Disse que literatura não se explica, se atravessa. Que às vezes a compreensão vem depois da vertigem.
Foi ali que começou.
Não houve anúncio, nem consciência imediata de que algo raro se instalava. Apenas uma sequência de encontros que passaram a acontecer com naturalidade. Ele lhe emprestou A Paixão Segundo G.H., sublinhado nas margens com sua letra inclinada, como se oferecesse não apenas o livro, mas suas próprias interrogações. Deu-lhe um exemplar gasto de O Livro do Desassossego, dizendo que aquele livro não se lê, se suporta. Advertiu que ali não havia respostas, apenas espelhos.
Ela recebia cada obra como quem recebe um rito de passagem. Lia devagar, fazia anotações, voltava com perguntas. Ele a ensinava a ouvir o silêncio entre os versos. Mostrava que um poema não termina no ponto final, mas na respiração de quem o lê. Falava sobre a diferença entre emoção e sentimentalismo, entre lirismo e exagero. Ela o escutava com olhos vivos, mas não submissos. Havia nela uma inteligência em formação que não queria imitar, queria compreender.
Tomavam café no fim da tarde, sempre na mesma mesa junto à janela. A luz entrava oblíqua, pousava nos livros abertos, desenhava sombras sobre as xícaras. Falavam de Carlos Drummond de Andrade como quem fala de um parente distante, às vezes incômodo, às vezes necessário. Riam de versos que pareciam simples e eram abismos.
Ela anotava frases dele num caderno azul. Ele fingia não perceber, mas percebia tudo. Percebia o modo como ela inclinava a cabeça ao discordar. O jeito como ficava em silêncio antes de formular uma ideia. A maturidade que surgia pouco a pouco, como uma construção interna.
Andavam de mãos dadas pelas ruas do centro, não como amantes clandestinos, mas como dois pensadores que haviam encontrado abrigo um no outro. Não havia pressa. Não havia corpo colado. Havia calor, mas era um calor que vinha da palavra, do reconhecimento, da partilha de mundo.
Nunca houve beijo.
Nunca houve quarto fechado.
E, ainda assim, havia algo que doía como se tivesse havido tudo.
Porque havia possibilidade.
E possibilidade é uma das formas mais agudas de sofrimento.
Havia momentos em que ele sentia o impulso de atravessar a linha invisível que os separava do gesto definitivo. Bastaria inclinar o rosto. Bastaria permitir que a mão que já segurava se tornasse abraço. Mas algo o detinha. Talvez a consciência da diferença de tempo entre eles. Talvez o medo de macular aquela pureza intelectual com a concretude do desejo. Talvez a intuição de que certas experiências sobrevivem justamente por não se consumarem.
Ela, por sua vez, nunca pediu mais. Mas havia instantes em que seus olhos demoravam um segundo além do necessário. Instantes em que o silêncio se tornava denso demais. Nenhum dos dois era ingênuo. Sabiam que algo pulsava ali. Escolheram não nomear.
Ela partiu primeiro.
Um convite para estudar fora. Uma bolsa. Um futuro promissor que se abria como estrada. Ele a encorajou com a generosidade dos que sabem que amar também é não prender. Disse que o mundo era maior do que aquela cidade, maior do que os cafés, maior do que a cumplicidade que haviam construído.
No dia da despedida, caminharam longamente sem falar. A cidade parecia suspensa. O tempo, dilatado. No final, ela apertou a mão dele com força, como quem segura a borda de um precipício. Não disseram eu te amo. Talvez porque amor dito exige consequência. E consequência exigiria coragem.
Depois disso, apenas distância.
Os anos passaram com a indiferença própria do tempo. Ele publicou poemas. Dedicou alguns que nunca tiveram destinatário explícito. Quem lia não sabia, mas havia sempre uma interlocutora invisível entre as linhas. Cada metáfora lapidada tinha algo do rigor que aprendera ao dialogar com ela. Cada silêncio poético carregava ecos daqueles cafés.
Às vezes via notícias dela nas redes sociais. Um livro publicado. Uma palestra. Um reconhecimento. Sorria com uma mistura de orgulho e perda. Pensava que fora ele quem abrira aquela porta. E logo depois se envergonhava do pensamento, como se o amor verdadeiro não devesse reivindicar autoria.
À noite, às vezes, relia as mensagens antigas. Não havia promessas ardentes nem declarações dramáticas. Havia debates sobre metáforas. Havia áudios discutindo a diferença entre lirismo e sentimentalismo. Havia risadas espontâneas, comentários sobre o mar, sobre o medo de não ser suficiente para a própria vocação.
E havia aquilo que não aconteceu.
O que dói não é o que foi.
É o que poderia ter sido.
Ele sabe que, se tivessem atravessado aquela linha invisível, talvez tudo tivesse se queimado rápido demais. Talvez o encanto tivesse se tornado cotidiano. Talvez tivessem se ferido na banalidade das expectativas. Talvez o amor concreto não suportasse a altura da idealização.
Mas há noites em que ele deseja ter arriscado.
Deseja ter trocado a lucidez pela vertigem. A elegância pela entrega. A ordem pelo caos.
Porque viver é administrar o caos, e ele, naquela história, escolheu a ordem.
Ela segue outro caminho. Ele também. Não se falam. Não se procuram. Mas às vezes, ao abrir um livro antigo, ele encontra uma dobra numa página que marcou para ela. Passa os dedos sobre o papel como quem toca uma cicatriz. E sente uma melancolia fina, quase elegante.
Não é arrependimento.
É a consciência de que existiu um amor que não precisou de corpo para ser inteiro e, ainda assim, ficou incompleto.

Não era amor

Da janela, olho a praia imensa nesta manhã e ouço conversas, frases sombrias ditas por ti.
Deletei, porque não associei a mim —
ou, pelo menos, não quis acreditar.
Não sofri.
Acho que a praia inteira ouviu,
mas o sentimento dito não era de um amor genuíno.
Foi naquele dia que vi a fila andar.
“Me mate ou se mate.”
Não era amor.
Sinto muito, você está doente.
Sabe, o sofrimento também é evolução.
Você veio, no final, se redimir,
mas a fila já andou.
E, se dói, desperta,
vai para longe e siga o seu caminho.
Sei que falei que esse amor poderia ser também um rio imenso e lindo.
Mas nem mesmo o rio é sempre beleza:
ele tem barrancos e curvas,
galhos e excrementos.
Menina, olha o rio…
ele já nem corre mais.
Então decidi não entrar em suas águas turvas e profundas.
Sinto muito, mas não doeu.
“Me mate ou se mate.”
Não era amor.