Textos sobre o Amor Incondicional
Um dia eu estava meditando e comecei a pensar: o que é o Amor?
Amor é você aceitar o outro sem julgar;
Amor é você confiar incondicionalmente;
Amor é voce se sentir feliz com a pessoa independente de onde estejam;
Amor é você dar um sorriso bobo só de pensar na pessoa;
Amor é você ver qualidades onde outras pessoas só veriam defeitos...
É algo inexplicável que te completa e te domina, te alegra e te fascina, te dá asas quando você perde o chão, te dá forças quando é disso que você precisa.
Hoje sou feliz porque você me ensinou a amar e serei eternamente grato a DEUS por ter me dado tamanha felicidade, tamanho prazer: um Amor incondicional.
Eu amo você.
Aquela velha história novamente, deixei um amor para trás e quero viver o tempo que "perdi ".
Queria viver esse tempo, mas nessa caminhada achei o sorriso dela, na logo agora, agora que queria pensar mais nas roupas que usaria para sair e não nela. Você já viu os olhos dela? É um grande universo, fiz um mundo em que só existe nós duas. Não quero-me jogar novamente, mas o abraço dela puxa mesmo ela não sabendo!
K.B
"Ágape"
Se não aprendermos a fazer o amor fluir dentro de nós, boa parte do nosso caminho está findado nos passos da mesquinhez, da vaidade, do orgulho, do egoísmo e da revolta;
Se não houver o amor em nossos corações, até um fruto doce e saboroso pode se transformar no mais amargor dos fels;
Somos o que carregamos em nossos corações;
O que vibra fora, é o mesmo que transborda de dentro.
Namastê
Gratidão ao TODO
"Para amar, é preciso exercitar o ato de amar;
É preciso aprender a amar, o amor precisa de treino;
A amizade, o aprender a conviver, aprender a perdoar, a ser generoso, são estados de emoções, e é necessário aprender a sentir;
O amor é o estado mais puro do Ser, ele não se mistura aos sentidos confusos humanos;
Para amar em sua pureza, é preciso aprendermos a sermos amor, sem colocarmos nossas necessidades físicas e psicológicas de dependências, a frente de um sentimento tão nobre;
Só assim estaremos mais próximos da fonte criadora, e da transcendencia divina, distantes dos sentimentos egóicos que ainda nos rege, da busca constante e insesante, por sermos amados".
O verdadeiro amor é muito mais agir que sentir. O ágape, é uma das palavras gregas para o amor que nos remonta um amor divino, incondicional inspirado por nossa vontade e pensamento.
Entre os irmãos de uma verdadeira fraternidade o ágape, não é menos afetivo e ágil pois é assim denominado para uma refeição comum na celebração ritualística do amor fraternal de cada irmão amar ao seu frater-próximo como a si mesmo. Logo comendo o pão natural e espiritual o amor é a parcela vital do fruto substancial para nossa harmônica caminhada por aqui.
Ainda que meu coração sangre por um amor não correspondido
Eu tenho a sensação de que algo bom vai acontecer e que todas as lágrimas que caíram do meu rosto irão ser motivo de risos.
Não tenha medo da dor,por mais que ela seja insurportável,um dia ela passa e vem outro amor e conserta tudo aquilo que te fez sofrer.
Somos todos loucos em busca de um amor incondicional e acabamos nos tornando incondicionalmente loucos!
Ninguém parte o coração de ninguém.
O amor é algo absoluto,
quando se tem, ninguém o tira, quebra, fraciona ou despedaça.
O amado não é dono do coração de quem o ama,
porque amar independe de destino, de circunstância.
Amar é ter a capacidade de sentir e vivenciar esse verbo incondicional.
Quem ama jamais desama, muda apenas a figura, sem sombras,
sem jargões, nem desilusões...
O amor é totalidade.
Poucos têm essa habilidade, isso é um dom.
Para mim, o amor é complexo e sem nexo, ele te da fraqueza e, ao mesmo tempo força.
Ele vem de dentro consumindo toda a sua energia e vem de fora em forma de gestos.
Ele pode te mudar sem você perceber, é tudo de bom, Mas As vezes é ruim.
Uns sabem aproveitar e já outros se faz desacreditar.
Uns dizem que é escolha já outros falam que é destino.
Ele te oferecer um sentimento que alivia e as vezes sufoca , ele traz paz e medo.
O amor e inexplicável, mas é vivenciado à cada instante!
K.B
O que é o amor?
O amor é gesto, tempo de vida dedicado
à escolha das mais belas palavras na tentativa de explicá-lo.
Amor é o que se sente no momento em que as palavras escolhidas se encaixam perfeitamente e fazem sentido.
Amor é este sábio e amplo compartilhar de palavras para defini-lo e a certeza de que as palavras e tudo mais acabam, só o amor é infinito.
O amor é cuidado, proteção, dedicação
É a possibilidade que antecede
os milagres diante do impossível.
O amor é a essência da alma de Deus
É a força indubitável que nos mantém vivos.
O amor é a evolução humana sem o qual nós nada seríamos.
O amor é o sentir genuíno, profundo, de tal maneira, indizível.
Amor divino
Que bela corredeira! Com sua queda d’água, linda cascata!
Que cachoeira é essa?
Quanta benevolência divina!
Quão admirável esse bosque! Com seu arvoredo, tanta mata ainda virgem.
Que floresta é essa?
Quanta grandiosidade divina!
E esse curso de águas claras, volumosas e abundantes!
Com torrentes em quantidades imensas, gigantescas enxurradas a desaguar no mar.
Que rio é esse?
Quanta generosidade divina!
Porquanto, é venerável, deleitante, venusto, primoroso,
prazenteiro e encantador esse horto,
como é deslumbrante esse jardim!
Que jardim é esse?
Quanta perfeição divina!
E essa amplidão imensa do firmamento,
cujo espaço do cosmo com seu azul magnífico,
outrora estrelado, outrora dourado,
quão admirável é essa abóbada celeste infinda.
Que céu é esse?
Quanta nobreza divina!
E essas formosuras, lindezas, primorosas, encantadoras,
tão cheirosas que exalam perfumes de um aroma fabuloso e formidável.
Que flores são essas?
Quanta sabedoria divina!
Que exorbitância tão bela a beira-mar!
De águas azuis, ondas que sussurram na imensidade e vastidão de sua extensão imensurável.
Que mar é esse?
Quanta magnanimidade divina!
E esse temporal que cai,
e faz florescer os campos, proporcionando uma beleza estonteante e fascinante.
Que chuva é essa?
Quanto poder divino!
E essa luz que surge no nascer das manhãs,
iluminando e aquecendo todo planeta Terra,
a qual nasce para os bons, e para os maus, sem nenhuma distinção.
Que Sol é esse?
Quanta proeminência divina!
E essa brisa maravilhosa que sopra e acaricia a pele de todos os mortais.
Que brisa é essa?
Quanto amor divino!
Amor, o paradoxo da humanidade. Palavra religiosa de salvação. Projetado em algo ou alguém de forma particular passível da falsa sensação de reciprocidade. Busca incessante de realização e felicidade. Expectativa que sentencia, julga e condena o amado. Tribunal dos "vencedores", dos donos da "razão", do controle em desequilíbrio, ilusões no palco da vida. O desejo de ser amado como a quem manobra um fantoche. Moldar, controlar, manipular...
Amor, estado pleno e incondicional de amar sem esperar nada em troca. Servir e servir por sentir amar tudo. Tudo é amor. Desconstruir os muros e barreiras emocionais, fazer o lado dentro ser o lado de fora e assim vice-versa. Saber usar a razão de que tudo é o que tem que ser. O amor é o ato revolucionário de amar e só amar. Nada além disso. Amar verdadeiramente tudo para que nada seja desamor.
Eu cultivo o amor,
Ainda que me achem boba e ultrapassada,
Sabe de nada,
Tudo que se faz se recebe em troca,
Embora, não seja sobre isso minha prosa,
Amar, sem cobrar,
É uma lição difícil de aturar,
É um treino, uma maneira de pensar
Se expressar,
Para que se possa emanar,
Não com a intenção de que se colha,
Mas, sair do amor de bolha,
É fazer o que gostaria de receber,
Sem perceber...
E para isso acontecer,
É preciso se conhecer,
Se conectar,
Desbravar,
O que à dentro de si mesmo,
O que há em teu peito?
Nem que se não possa explicar?
Auto lá!
É uma viagem que você tem que se dar,
Não adianta conhecer o mundo se perdendo dentro de si mesmo,
Eu bem sei, já fiz isso muito tempo!
Foi a própria perda dele,
Mas, sem ele,
Como é que hoje eu poderia me encontrar?
E no meu melhor momento hoje estar?
Para que eu possa dar alento,
Meu ser precisa estar atento,
Chegou a hora de despertar!
Para meu filho
Ao meu filho, meu maior tesouro e amor da minha vida.
Lembro-me dos detalhes do primeiro dia em meus braços, mal pude acreditar!
Era um sentimento de amor, alegria e medo.
Lembro-me do primeiro sorriso ainda sem direção ,e lembro ainda mais quando riu diretamente pra mim, me descobri e renasci quando você nasceu. Não posso mesmo mensurar em nenhum tipo de gesto ou palavras o quanto é grande o meu amor.
Das primeiras ´palavras e das birras por atenção!
Do seu sorriso contagiante que sempre me salvava nos momentos não tão bons.
Lembro-me que que mesmo ainda tão pequeno, seus olhos enchiam de felicidade quando eu dizia:
- Hoje o dia é todo nosso!
Você escolhe os filmes, eu faço suas comidas favoritas, e hoje a mamãe não irá ficar no celular.
Impagável. Seu sorriso e satisfação em algo tão simples como o meu tempo.
AH,QUE SAUDADE!
Se eu pudesse adivinhar que o tempo seria tão fugaz, deixado o telefone mais vezes de lado, teria assistidos mais filmes e lido mais historias antes de você dormi, teria mesmo banhado na chuva com você ao invés de só olhar, teria dançado um pouco mais quando você estivesse triste.
Lembra?
"Quando bater a tristeza, dance como se ninguém tivesse olhando!"
Ah, minha doce criança...
Que já é adolescente.
Hoje são seus abraços que me envolvem ,e a sua doçura ainda me protege, quando tudo esta fora do lugar.
Esta se tornando um homem ,tão amigo, protetor , e compreensivo.
Sua Mãe , com todo o amor.
Dia das Mães –
Um Amor Que Já Existia
Morria um pouquinho cada vez que pensava que não poderia ser mãe.
Era como se o mundo perdesse cor, como se algo em mim soubesse que faltava o essencial — mesmo sem nunca ter existido.
E então, um dia, eles chegaram.
E desde então, vivo em espanto.
Ainda não absorvi por completo a emoção de tê-los gerado, de senti-los em meus braços.
É uma mistura insana de sentimentos, uma avalanche que me transborda em silêncio.
Já os amava antes.
Antes de tudo.
Antes da vida, antes da matéria, antes de qualquer forma.
Eles já estavam em mim, no que sou, no que sempre fui.
Sempre fizeram parte da minha história, mesmo quando ainda era só ausência.
Não é sobre genética.
Não é sobre cultura.
É sobre destino.
Eu não lhes dei a vida.
Eles deram a minha.
Hoje entendo: minha vida, sem eles, teria sido como uma casa sem teto.
Sem alma.
Como uma espera que nunca se completa.
Como um vazio que nem os anos, nem as viagens, nem os aplausos conseguem preencher.
Não sei se há explicação.
Talvez nem precise.
Só sei que há um amor tão imenso, tão antigo, que chega a doer de tão bonito.
Sinto-me inteira.
Sinto-me completa.
Não sei se isso basta ao mundo.
Mas a mim, basta.
Dizem que o amor verdadeiro não tem começo.
Que ele sempre esteve ali, quieto, à espreita, esperando o momento de florescer.
Ser mãe é reaprender o mundo.
É pensar antes de falar.
É agir, muitas vezes, antes de entender.
É tornar-se mais humana, mais humilde — talvez até mais próxima de Deus.
É descobrir o que é o tal do amor incondicional.
Porque amamos apesar de — e não por causa de.
E quando alguém vê uma declaração de amor de mãe ou de pai, que não se engane:
o filho não é perfeito.
Perfeito é o amor que sentimos por ele.
Edineurai SaMarSi
Em teus braços, pai, encontrei abrigo,
Um amor que me ensinou a ser forte e brilhar,
Com teu exemplo, sigo meu caminho,
Orgulhosa de quem sou, por te admirar.
Teu carinho é meu norte, minha proteção,
Em cada gesto, sinto tua dedicação,
Cresci envolta em teu amor incondicional,
Que nunca me abandonou, sempre tão leal.
Por isso, pai, não aceito qualquer amor,
Pois sei que mereço o que me ensinaste a buscar,
Um sentimento puro, verdadeiro e sem dor,
Como o teu, que me mostrou o que é amar.
O Medo do Amor
Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
Amor Epidérmico
Seus pais foram jantar fora e deixaram o apartamento só para você, seu namorado e a tevê a cabo. Que inconseqüentes! Em menos de um minuto vocês deixam a televisão falando sozinha e vão ensaiar umas cenas de amor no quartinho dos fundos. De repente, escutam o barulho da fechadura. Seu pai esqueceu o talão de cheques. Passos no corredor. Antes que você localize sua camiseta, sua mãe se materializa na porta. Parece que ela está brincando de estátua, mas não resta dúvida que entrou em estado de choque. Você diz o quê? Mãe, a carne é fraca.
A desculpa é esfarrapada mas é legítima. Nada é mais vulnerável que nosso desejo. Na luta entre o cérebro e a pele, nunca dá empate. A pele sempre ganha de W.O.
Você planeja terminar um relacionamento. Chegou à conclusão que não quer mais ter a seu lado uma pessoa distante, que não leva nada à sério, que vive contando piadinhas preconceituosas e que não parece estar muito apaixonado. Por que levar a história adiante? Melhor terminar tudo hoje mesmo. Marca um encontro. Ele chega no horário, você também. Começam a conversar. Você engata o assunto. Para sua surpresa, ele ficou triste. Não quer se separar de você. E para provar, segura seu rosto com as duas mãos e tasca-lhe um beijo. Danou-se.
Onde foram parar as teorias, os diálogos que você planejou, a decisão que parecia irrevogável? Tomaram Doril. Você agora está sob os efeitos do cheiro dele, está rendida ao gosto dele, está ligada a ele pela derme e epiderme. A gravação do seu celular informa: seus neurônios estão fora da área de cobertura ou desligados.
Isso nunca aconteceu com você? Reluto entre dar-lhe os parabéns ou os pêsames. Por um lado, é ótimo ter controle absoluto de todas as suas ações e reações, ter força suficiente para resistir ao próprio desejo. Por outro lado, como é bom dar folga ao nosso raciocínio e deixar-se seduzir, sem ficar calculando perdas e danos, apenas dando-se ao luxo de viver o seu dia de Pigmaleão.
A carne é fraca, mas você tem que ser forte, é o que recomendam todos. Tente, ao menos de vez em quando, ser sexualmente vegetariano e não ceder às tentações. Se conseguir, bravo: terá as rédeas de seu destino na mão. Mas se não der certo, console-se. Criaturas que derretem-se, entregam-se, consomem-se e não sabem negar-se costumam trazer um sorriso enigmático nos lábios. Alguma recompensa há de ter.
PARA VIVER UM GRANDE AMOR
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva escura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.
AMOR FEINHO
Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.
Palavras ao vento
A primeira letra do alfabeto é também a primeira letra da palavra amor e se acha importantíssima por isso! Com A se escreve "arrependimento" que é uma inútil vontade de pedir ao tempo para voltar atrás e com A se dá o tipo de tchau mais triste que existe: "adeus"... Ah, é com A que se faz "abracadabra", palavra que se diz capaz de transformar sapo em príncipe e vice-versa...
Com B se diz "belo" - que é tudo que faz os olhos pensarem ser coração; e se dá a "bênção", um sim que pretende dar sorte.
Com C, "calendário", que é onde moram os dias e o "carnaval", esta oportunidade praticamente obrigatória de ser feliz com data marcada. "Civilizado" é quem já aprendeu a cantar ´parabéns pra você` e sabe o que é "contrato": "você isso, eu aquilo, com assinatura embaixo".
Com D , se chega à "dedução", o caminho entre o "se" e o "então"... Com D começa "defeito", que é cada pedacinho que falta para se chegar à perfeição e se pede "desculpa", uma palavra que pretende ser beijo.
E tem o E de "efêmero", quando o eterno passa logo; de "escuridão", que é o resto da noite, se alguém recortar as estrelas; e "emoção", um tango que ainda não foi feito. E tem também "eba!", uma forma de agradecimento muito utilizada por quem ganhou um pirulito, por exemplo...
F é para "fantasia", qualquer tipo de "já pensou se fosse assim?"; "fábula", uma história que poderia ter acontecido de verdade, se a verdade fosse um pouco mais maluca; e "fé", que é toda certeza que dispensa provas.
A sétima letra do alfabeto é G, que fica irritadíssima quando a confundem com o J. G, de "grade", que serve para prender todo mundo - uns dentro, outros fora; G de "goleiro", alguém em quem se pode botar a culpa do gol; G de "gente": carne, osso, alma e sentimento, tudo isso ao mesmo tempo.
Depois vem o H de "história": quando todas as palavras do dicionário ficam à disposição de quem quiser contar qualquer coisa que tenha acontecido ou sido inventada.
O I de "idade", aquilo que você tem certeza que vai ganhar de aniversário, queira ou não queira.
J de "janela!, por onde entra tudo que é lá fora e de "jasmim", que tem a sorte de ser flor e ainda tem a graça de se chamar assim.
L de "lá", onde a gente fica pensando se está melhor ou pior do que aqui; de "lágrima", sumo que sai pelos olhos quando se espreme o coração, e de "loucura", coisa que quem não tem só pode ser completamente louco.
M de "madrugada", quando vivem os sonhos...
N de "noiva", moça que geralmente usa branco por fora e vermelho por dentro.
O de "óbvio", não precisa explicar...
P de "pecado", algo que os homens inventaram e então inventaram que foi Deus que inventou.
Q, tudo que tem um não sei quê de não sei quê.
E R, de "rebolar", o que se tem que fazer pra chegar lá.
S é de "sagrado", tudo o que combina com uma cantata de Bach; de "segredo", aquilo que você está louco pra contar; de "sexo": quando o beijo é maior que a boca.
T é de "talvez", resposta pior que ´não`, uma vez que ainda deixa, meio bamba, uma esperança... De "tanto", um muito que até ficou tonto... De "testemunha": quem por sorte ou por azar, não estava em outro lugar.
U de "ui", um ài" que ainda é arrepio; de "último", que anuncia o começo de outra coisa; e de "único": tudo que, pela facilidade de virar nenhum, pede cuidado.
Vem o V, de "vazio", um termo injusto com a palavra nada; de "volúvel", uma pessoa que ora quer o que quer, ora quer o que querem que ela queira.
E chegamos ao X, uma incógnita... X de "xingamento", que é uma palavra ou frase destinada a acabar com a alegria de alguém; e de "xô", única palavra do dicionário das aves traduzida para o português.
Z é a última letra do alfabeto, que alcançou a glória quando foi usada pelo Zorro... Z de "zaga", algo que serve para o goleiro não se sentir o único culpado; de "zebra", quando você esperava liso e veio listrado; e de "zíper", fecho que precisa de um bom motivo pra ser aberto; e de "zureta", que é como fica a cabeça da gente ao final de um dicionário inteiro.
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