Textos sobre infância que encantam todas as idades
Olhe para trás e veja a linha do tempo que você percorreu. Lembre-se da infância, quando o mundo era um playground infinito e a imaginação não tinha limites. Você corria livre, sem medo, sem preocupações, apenas vivendo o momento.
Depois, veio a fase adulta, com seus desafios e responsabilidades. Você começou a trabalhar, a construir uma vida, a criar laços sociais. O tempo passou rápido, e você se viu imerso em uma rotina de trabalho, compromissos e obrigações.
Mas, em meio a tudo isso, não se esqueça de olhar para cima e ver o céu. Não se esqueça de sentir o sol no rosto, de ouvir o som do vento, de sentir o cheiro da chuva. Não se esqueça de viver.
Lembre-se de que o tempo é um presente, e cada momento é uma oportunidade para criar memórias, para se conectar com as pessoas, para se descobrir. Não deixe que o trabalho e as responsabilidades te consumam. Encontre um equilíbrio, encontre um propósito.
A vida é uma jornada, não um destino. E nessa jornada, você tem a chance de criar, de amar, de viver. Então, olhe para trás, veja o caminho que você percorreu, e sorria. Porque, apesar de todos os desafios, você está aqui, você está vivo, e você tem a chance de fazer o que quiser com o tempo que lhe resta.
Aproveite cada momento, cada respiração, cada batida do coração. Porque a vida é curta, e o tempo é precioso. Viva intensamente, viva com propósito, viva com paixão. E, quando olhar para trás, você possa dizer: 'Eu vivi'.
DECLARAÇÃO - a raiz do poema ao meu pai
Eu não me lembro da minha infância com nitidez. Ela passou depressa demais. Num instante eu era apenas um menino, com um carretel rolando, uma pipa subindo. Havia um morro, um dia desbastado, que virou campo de futebol e depois virou casas. Quando percebi, eu já estava crescendo, começando a viver as coisas.
Um dia, eu apareci no seu trabalho. O senhor me levou ao restaurante do português. Como aquilo foi bom! Lá serviam uma sopa horrível — eu detesto sopa — mas com você tudo tinha sabor. O senhor pediu um refrigerante de dois litros. Não lembro o que comi; talvez bife, talvez peixe. Mas lembro que a comida do português era maravilhosa. Estar contigo era a minha vida.
Trabalhei ali. Depois vivemos muitas outras coisas. Num outro dia, voltei ao seu trabalho e contei que conheci uma garota com quem queria me casar. O senhor me aconselhou, me apoiou. E me ajudou por vinte e oito anos.
Depois, me trouxe para uma terra linda, onde eu jamais imaginei ser capaz de viver, de criar meus filhos. Durante muitos anos, eu era despertado com o seu grito, avisando que tinha trazido o pão. Hoje sou eu quem leva o pão para minha mãe.
Levei muitos anos cuidando do senhor. Era maravilhoso te conduzir pela mão. Eu tinha um carro comprado pelo senhor — o último que eu escolhi, e eu o amava. Mas você já não conseguia mais entrar nele. E no dia em que precisei te levar ao médico, ele não funcionou. Tive que chamar um Uber às pressas. Aquilo me revoltou. Eu precisava de um carro mais baixo, mais confortável, mais novo.
Consegui comprá-lo sete dias antes da sua partida. O senhor passou o dia inteiro comigo naquela loja. Durante a semana, fizemos planos. Naquela quinta-feira, o senhor me disse que, se algum dia eu ficasse triste, eu cantasse um louvor ao nosso Deus… e hoje eu tenho tanta dificuldade de cantar.
No dia da sua morte, eu não ouvi a sua voz. Fui buscar o carro na revisão — coisa que poderia ter feito no dia anterior. Era sábado, 14 de junho de 2025. Depois, fui à formatura do seu neto. Dei palavras de conselho a duas pessoas, sem saber que, na verdade, eu estava aconselhando a mim mesmo. Porque, naquele mesmo dia, eu veria você partir.
Foram 45 anos. E naquele dia eu vivi meu primeiro batismo de fogo. Tive que olhar para o mundo e dizer: “Agora eu sou homem. Eu não tenho mais pai.”
Hoje estou aqui, fazendo um trabalho que não gosto, realizando tarefas que não quero, mas por obrigação, por dever. Pelo compromisso de honrar sua memória. Ser pai. Ser marido. Cuidar da minha mãe. Amar a mulher que eu amo — mais do que nunca — e meus filhos — mais do que nunca. Carregando o peso da tua ausência, olhando para um mundo nublado, mas tentando buscar contentamento num futuro incerto que o senhor me ajudou a construir.
Obrigado, meu pai. Obrigado.
Eu sempre te disse que te amava. Te abracei, te beijei, ouvi tua voz. E agora estou começando a ouvi-la de novo, como eco voltando devagar.
Obrigado, pai. Obrigado por tudo.
Eu prometo que, daqui para frente, vou fazer diferente. Vou buscar ir mais longe — muito mais do que o senhor sonhou para mim.
Um beijo.
Um abraço.
POEMA AO MEU PAI
Eu não lembro da minha infância inteira.
Ela correu.
Passou por mim como vento,
como pipa que sobe e some,
como carretel que rola ladeira abaixo
e não volta mais.
Um morro virou campo,
o campo virou casas,
e eu virei homem
sem perceber o instante.
Um dia apareci no seu trabalho,
e o senhor me levou ao restaurante do português.
A sopa era ruim,
mas com você tudo tinha sabor.
O refrigerante era grande,
a mesa simples,
a vida imensa por causa da tua presença.
Depois te contei do amor que encontrei.
Você ouviu, aconselhou,
e me ajudou
por uma vida inteira.
Me trouxe para uma terra que eu não imaginava viver,
onde meus filhos nasceram,
onde o pão chegava com o seu chamado de manhã.
Hoje sou eu quem leva o pão,
e a lembrança do seu grito
ainda abre a porta dentro de mim.
Cuidei do senhor como quem segura o próprio passado pela mão.
Troquei carros,
troquei rotinas,
troquei o que fosse preciso
para te levar onde precisava.
E ainda assim,
quando você partiu,
eu estava longe —
longe do instante do adeus,
mas perto da dor que nunca se afasta.
Daquele dia em diante,
eu tive que dizer ao mundo:
“Agora eu sou homem.”
Sem pai, sem chão,
mas com a herança
do que você me ensinou a ser.
Hoje faço o que não gosto,
caminho onde não queria,
mas sigo firme
porque carrego o teu nome,
tua memória,
tua voz que, aos poucos,
volta a me encontrar.
Amo minha mãe,
amo minha esposa,
amo meus filhos —
porque você me ensinou a amar assim:
com força,
com verdade,
com sacrifício.
Pai,
obrigado.
Obrigado por tudo o que fui contigo
e pelo que virei depois de você.
Prometo ir mais longe
do que você um dia sonhou para mim.
Prometo viver,
ainda que doa,
porque viver é a última forma
que me resta de te honrar.
Um beijo.
Um abraço.
E um eco teu que nunca morre,
mesmo quando o resto do mundo
fica silencioso.
RETROSPECTATIVA (Escrito na pandemia, ainda atual)
Intolerância, distorção, infância...
Lançamento, cancelamento, entretenimento...
Opinião, censura, ignorância...
Globalização, privilégio, poder...
Cassação, corrupção, vacina...
Copiar, colar, saber...
Neutralidade, menino, menina...
Pólvora, gatilho, pavio...
Bombardeio, transmissão, sem fio...
Homo, hétero, gênio...
Inocente, culpado, refutado...
Esquerda, direita, centrado...
Protestando, em silêncio, errado!
Pensado, falado, calado...
Errado, errado, cancelado!
Cristiane de Assis
Madrigal — Amor que nasceu em nossa infância
Amor que nasceu em nossa infância,
sob o olhar da manhã e o vento manso,
cresceu contigo em doce formosura,
foi flor do tempo e do meu sonho em transe.
Recordo o riso teu, tão tenro e leve,
que ao coração segredos desvelava;
e o sol, que em teu cabelo se deteve,
parece ainda o mesmo que dourava.
Ah, se pudesses ver, amor, o quanto
em mim persiste o lume da lembrança,
saberias que é eterno o doce encanto
do amor que nasceu em nossa infância.
Comentam que a saudade não tem idade —
mas, afinal, de qual idade falam?
Da infância que ficou perdida no ontem-menino,
ou do hoje, que se esconde em silencioso desapego
no velho sonhador?
Dizem ainda que recordar é viver...
Mas viver o quê,
se as memórias do passado já não exalam
a alegria que um dia tiveram,
e o presente apenas as contempla em silêncio —
sem resposta de felicidade,
que nasceu e morreu noutra época.
Roubaram minha infância com mentiras, enganos, ilusões,
escravizaram meu mundo, deixando-o em desilusões.
Hoje, nada restou, só a continuidade do mesmo ciclo,
um sistema podre, repetitivo, envolto em um véu de brilho artificial.
O mundo não mudou, o sistema insiste em sua prisão real camuflado em beleza morta,
e o povo, manchado, mergulha no pântano da decomposição.
Me lembro de uma colina
Que eu via na minha infância
Nunca fui lá
Só via de longe
Aquela paisagem tão mansa
Poderia desejar
muita coisa nesta vida
Mas se eu pudesse fazer um pedido
Queria hoje romper a distância
Que o tempo cruel demarcou
E estar lá agora com minha amada
Sentar-me com ela
E olhar o mundo ao longe
Fazer fogueirinha
declamar para ela poesia
Erguê-la lá no Céu
Somente com palavras
Convencê-la de que a amo
Olhá-la sorrindo
Perceber o quanto é lindo
o seu sorriso contrastando
o Sol que finda mais um dia
À noite olhar estrelas
As que estão no firmamento
E mais aquelas que subiriam
Em movimentos lentos
Ao despregar-se da fogueira
Deitar-me ao lado dela
Fazer planos...
Passaram-se tantos anos
O Sol se pôs muitas vezes
Fizemos coisas complicadas
estando juntos
Mas esta coisa delicada e pura
Não
Passa-se a vida
E a gente deixa escapar
a oportunidade de realizar
os sonhos mais singelos
Que foi deixando pra depois
e quando a gente vê
Passou-se quase tudo
E a gente pensa na colina
distante no tempo e no espaço
O amor, este permanece
A colina
Acho que não existe mais
Esquece!
✍️: Educação de berço, muito falada pelos sábios, é na verdade a educação na primeira infância. Depois disso é difícil desentortar o pepino. Pode dar muita instrução ao ser mas ele seguirá sem ética e educação.
✍️: Poderá até ser um bom profissional sem ética e moral no sentido ampliado da palavra.
Todas as Tardes
Eu sofri ao deixar minha infância.
Infância tem cheiro de colo, de carinho,
De cafune que a mãe insistia em fazer e você adorava, mas, dizia que não.
Infância lembra: chinelo de dedo arrumado com prego,
Banho na lagoa barrenta, brincadeira na enxurrada
Queria meus 10 anos, de volta,
Para me entupir de jabuticabas do fundo, do quintal do vovô.
Queria minha infância de volta, para subir,
No pé de jambo, árvore enorme e comer o último, aquele da ponta do galho.
Queria meus dias de glória, onde meu pai furava, a mexerica de casca dura, porque a força dos meus dedos não conseguiam.
Queria minha vitalidade, aquela de correr feito louco,
e ter um colo para pular e descansar.
Queria meus sonhos ousados, de ter um kichute novo,
e um Atare usado.
Saudade dos carrinhos de madeira,
Com rodas feitas, om carretéis de linha de costura,
da minha mãe.
Saudade do tempo, que eu acreditava,
Que o pior mostro era o bicho “papão”
Saudade da minha infância, onde tudo que importava,
Era sentar em um tronco caído e comer mexerica,
Ao lado, do meu pai até enjoar.
- Se hoje, pudesse voltar ao passado.
Seria sentado naquele tronco caído,
Comendo mexerica com bagaço, com os pés descalços,
Olhando sol se esconder atrás das arvores
Em minha companhia o homem mais forte do mundo.
- Meu Pai!
Chuva na infância, sol no futuro
Em um dia de chuva fina e céu fechado,
fui deixada, sem aviso, sem abraço,
com os olhos marejados e o coração rasgado,
vi meus pais partirem… sem sequer olhar para trás.
Tinha três anos e uma camisa laranja,
uma saia jeans e a alma em pranto,
o mundo tão grande e eu tão pequena,
perdida no tempo, sem um canto.
Fui criada por vozes frias, mãos distantes,
que diziam cuidar por obrigação.
Erguemos o lar entre irmãos sobreviventes,
com amor inventado na força da união.
Dia dos pais era só mais uma dor,
um desenho vazio sem destinatário.
Guardei segredos que pesavam demais,
num peito sem colo, num lar temporário.
Procurei amor onde não havia,
em rostos estranhos e toques vazios.
Mas hoje, enfim, encontrei abrigo,
entre braços que secam meus desafios.
E agora, à beira de um novo caminho,
sonho com filhos, com festa, com lar.
Prometo a eles o que eu não tive:
amor de sobra para transbordar.
Eu sempre fui um garoto inocente, perdi minha infância em um sentimento de amor e loucuras.
Perdi-me em olhos sedutores e boca carnuda me dominando e mastigando meus sentidos.
Era inquieto o silêncio e seu corpo me alucinava em um feixe de luz e murmurava em meu ouvido fazendo-me arrepiar todo o corpo.
Entregava-me a felicidade, pois você é minha alegria e não posso viver sem teus carinhos e tua presença.
Amor que anda
Foi na infância que o vi nascer
entre encontros e mais encontros
mas o medo me fez reter
o sentimento não estava pronto
E a vida com sua magia
entregou cada um a sua sorte
mas nunca perdi aquela mania
querer e não ter com gosto de morte
Fui ajustando o quanto podia
minha vida seguia do jeito que dava
até que um dia, que tanto queria
Te vi e sabia que a hora chegava
Muita coisa passada,
tudo novo agora era
até que enfim a sonhada
do encontro à espera
Vinte anos separaram
não foi tranquilo aguardar
experiências outras me quebraram
mas seu amor conseguiu colar
Hoje olho para trás e pergunto:
como teria sido se desde então
o amor correspondido
mas não me entrego a razão.
Sei que tudo valeu a pena
pois pude me convencer
percorreria a mesma senda
desde me levasse a te ter.
O sentimento de apego e de rejeição oriundos da primeira e segunda infância, tornam a vida de muitas pessoas insuportáveis na vida adulta. São raízes que devem ser arrancadas. Caso persista a dor do significante, todos os dias as ramificações deve ser cortadas na CEPA uma por uma até que se olhe no espelho e se possa dizer a si mesma: eu sou tudo aquilo que eu sempre quis ser.
Emília Bôto
Nostalgia
Tem dias,
Que acordamos nostálgicos
Recordando da infância
Alguns momentos mágicos
Da inocência
Assistindo Fofão e
a Turma do Balão Mágico.
Outros dias,
Vem a adolescência à memória.
Imaginando que um dia
Deixaríamos nosso nome na história.
Vem a vida adulta,
Descobrimos que ela é curta
Não temos o tempo ao nosso lado
Tem que arregaçar as mangas
Lutar, batalhar, levar de um modo leve
Senão você pira e surta.
Os pensamentos vem e vão
Como está aquele vizinho da infância?
Meus ex colegas de escola, como estão?
As turmas da adolescência
O pessoal do quartel
Como será que na vida, estão cumprindo seu papel?
Nunca terei todas as respostas
A maioria delas,
Pertencem ao passado
O presente não existe
Ao que escrevi isso
Já passou
O futuro, tão sonhado,
Alguns sonhos realizados
Outros apenas ficaram
Num pensamento idealizado.
O hoje, o ontem e o amanhã...
São apenas sonhos
De alguém ou
Pensamentos nostálgicos
Ama
Vingança não te leva a lugar nenhum! Matar quem te fez mal na infância! Pai, padrasto ou outra pessoa não te leva a lugar algum! Se queres que Deus te perdoe, perdoa tu também! Tu que me estás lendo, lembra-te que Jesus morreu por ti, para te perdoar, sendo tu pecador, como pecador foi quem te maltratou! Ama! Não odeis! Essa é a vontade de Deus!
Nasci em janeiro e passei a infância em fevereiro. Fui para a escola em março e terminei o ensino primário em abril. Comecei o ginásio em maio, depois o colegial em junho, e me formei no curso técnico.
Trabalhei de sol a sol em julho. Em agosto, recebi meu salário, paguei um cursinho pré-vestibular e fui para a faculdade. Em outubro, reprovei, mas em novembro continuei os estudos e, em dezembro, me formei.
O que aconteceu depois disso, eu não sei.
O céu e a chama
Havia um céu claro, inteiro,
um azul de infância, sem mágoa,
um tempo certo, verdadeiro,
que a chuva vinha quando era água.
Surgiu uma espessa fumaça,
nascida do metal e da pressa,
que tingiu o azul de desgraça,
e a chuva em ácido desce em praga.
Corrói a folha, a colheita,
ferve os rios, apaga o orvalho,
um verão que nunca aceita
o outono, nem seu trabalho.
E quando a última nuvem se esvai,
nem o azul nem a água voltarão...
Esse céu é o pacto que fizemos.
Aquela fumaça, a nossa ambição.
Há Muita Dor, Mas Há Mais Amor
Sorrateiramente, memórias da infância me invadem e me fazem romper com o cotidiano.
Na lembrança, apresenta-se uma figura aterrorizante, um clichê de tirano.
Do meu quarto, sinto o odor do cachimbo, enquanto o desprezo em seus olhos exala ódio.
Mas ainda posso ouvir, da janela, apesar da tarde taciturna, as vozes das outras crianças brincando.
Do terceiro andar, fantasio-me brincando com elas no térreo, pois nem concebo a ideia de descer.
Por instinto, aguardo o déspota adormecer ou sair de casa, para que eu possa me divertir.
De repente, o interfone toca. Ele atende e, após alguns berros, sai depressa pelas escadas, entra no carro e me liberta.
Faço meus afazeres escolares; minhas irmãs dormem, minha mãe está no trabalho — e agora desobedecer é o mesmo que viver.
Viver é muito melhor que sonhar, e entrego-me de corpo e alma às brincadeiras, com minha pipa e meu pião.
Já estou sujo de terra como os amigos; ganhei pipas, perdi o pião, e acendi a chama do meu coração.
Minha alma é invadida pela alegria de ser criança — sinto que venci o mal.
Porém, subitamente, escuto a cavalaria do inferno através do escape velho e barulhento.
Corro mais rápido que no pega-pega, subo as escadas para que não perceba que estive brincando.
Entro direto no banheiro, tomo banho e começo a chorar, pois sei o que está por vir.
Você entra, espera que eu termine o banho e me surra com a mangueira que usou para lavar o automóvel.
E sofro mais uma das infinitas violências daquele a quem um dia chamei de pai.
Por esses episódios, passei a vida acreditando que não deveria ser pai, pois às vezes me via reagindo de forma igualmente inclemente.
Entre tantas escolhas, esse pensamento sempre permaneceu, por temer que um dia eu me tornasse como ele.
Arrependo-me profundamente, porque as decisões que tomei castigaram minha alma e me amaldiçoaram até recentemente.
Ainda que tardiamente, ser pai foi a melhor ventura que me aconteceu.
A importância de sê-lo é reconhecer a mudança e lançar esperança ao futuro.
Mas o mais especial para mim foi descobrir que, apesar de toda a dor que carrego, ainda sou capaz de dar e receber amor.
DRAL
Muitas são as lembranças que o tempo não desfaz...
as doces lembranças da infância, das brincadeiras de criança.
Lembranças de momentos em que a felicidade parecia sonhos que se realizavam...
Não se vive de passado, mas sem passado não existe presente...Não existe o agora!
" Que seus melhores sorrisos ilumine todos os seus espaços"
23/12/16
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