Textos sobre Felicidade

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Tem gente que não perde oportunidade por ingratidão.
Perde por medo.

A vida passa na frente com a bandeja cheia,
e ela olha e pensa: "agora não. Ainda não estou pronta. Vai ter outra bandeja depois."

Ela espera ficar mais segura, mais magra, mais curada, mais corajosa. Espera os filhos crescerem, o dinheiro sobrar, o barulho da casa silenciar.

Enquanto espera ficar pronta para viver, vai vivendo pela metade.

Não é que ela não veja a porta aberta. Ela vê. Só que fica ali no batente, calculando se o chão do outro lado aguenta o peso dela. Se vão rir dela. Se ela vai saber o que fazer quando entrar.

E aí a porta fecha. Não com estrondo. Fecha devagar, quase com delicadeza. Como quem entende que não era a hora dela.

Depois, fica aquela história que ela conta para si mesma:
"Não era para ser."
"Deus me livrou."
"Melhor assim."

Mas no fundo, no silêncio da noite, ela sabe. Era para ser sim. Só que ela não foi.

O mais triste não é perder o trem. É acostumar a ficar na estação, e começar a achar bonito ficar. Começar a chamar de prudência o que é medo, e de destino o que foi apenas adiamento.

Quem não aproveita as oportunidades não é fraco. É alguém que ainda não aprendeu que oportunidade não pede licença, não espera a gente se arrumar. Ela passa como gente apressada na rua.

A vida não dá segundas chances iguais. Ela dá outras chances, diferentes. E um dia, se a gente tiver sorte, aprende a não perguntar tanto, e a simplesmente ir.

A vida passa depressa e... o tempo deixa de ser um relógio e passa a ser um eco das nossas melhores memórias.


Cada passo que damos hoje constrói a saudade que seremos amanhã.


Aproveite cada instante, ame sem medidas e lembre-se de que a verdadeira essência da felicidade está em viver intensamente o presente.

A vida é um sopro, um instante que passa,
De todos os amores que o tempo levou,
Foste tu a ferida, a mentira,
Quem mais me enganou, desiludiu e magoou.


Fizeste-me crer no teu falso carinho,
Que o amor era puro e que a entrega era nossa,
Enquanto brincavas e vias o caminho
De passar o teu tempo com quem mais te possa.


Pois tinhas outra pessoa guardada,
E a mim convenceste, com ar de inocente,
Que a alma mais pura seria alcançada.
Num laço sagrado, real e presente.


Hoje estou só, de cabeça levantada,
Enquanto na net tu perdes as horas,
Com outras conversas, sem rumo ou sentido,
Com outras promessas, conversas banais,
É por isto que os laços tu quebras e choras,
Relações fracassadas que não duram mais.


Respeitas a zero o que o outro te dá,
Os dias e as vidas à tua porta passam,
E o amor verdadeiro contigo não está.


E o pior é que quando me vês de repente,
Ainda tens a coragem e o desplante s/ pudor,
De me olhar nos olhos, sorrir falsamente,
E soltar da boca um doce "meu amor" .


Poupa as palavras, não tens onde te agarrar,
Nem sequer sabes o significado de amar...

A VIDA QUE CONTAMOS É TAMBÉM A VIDA QUE CONSTRUÍMOS.

Nossa vida pode ser uma comédia, uma aventura, uma história de superação, conquistas e amor. Mas também pode se transformar em um drama, uma tragédia ou numa sequência de dias marcados pela monotonia e pela falta de mudanças.

Todas essas histórias fazem parte da existência. Todos enfrentamos perdas, decepções e dificuldades, mas também temos motivos para sorrir, oportunidades para recomeçar e momentos que merecem ser celebrados.

O que muda é a maneira como escolhemos olhar para a vida, onde colocamos nossa atenção e quais experiências alimentamos. Se falarmos apenas das dores, tudo parecerá um drama. Se valorizarmos as conquistas, os encontros e as pequenas alegrias, a mesma vida ganhará outros significados.

Isso não é ignorar os problemas, mas não permitir que eles sejam protagonistas de toda a nossa história.

Não escolhemos todos os acontecimentos da vida, mas podemos escolher como escrever os próximos capítulos. Afinal, não permita que os dramas de alguns capítulos definam a história inteira da sua existência.

“Quando eu encontrar o amor da minha vida, não vou precisar de cenário perfeito, nem de discursos ensaiados.
Vai ser simples… talvez na cozinha, entre uma conversa boba e um sorriso desajeitado.
Vou olhar nos olhos dela e saber: é ali que eu quero morar para sempre.
E, sem medo, vou pedir que caminhe comigo, não só em dias ensolarados, mas também nas tempestades.
Porque o amor verdadeiro não precisa de espetáculo, só de verdade.”

Feliz aniversário


A vida tem de todo tipo, o mais comum é nascer em que todos vêem igual, mas o que têm de especial é o choro e a alegria da mãe ao ver a bebê no colo.
Hoje celebramos o teu aniversário em que dedicamos o dia em que vieste ao mundo, minha irmã querida desejamos o máximo de saúde que Deus te dê nesta caminhada e os nossos corações explode de alegria e o resto é só seguir, bebidas, comida e aquela cervejinha cucada, a mais doce como 🍬 que é importante e a 🍾 especial para brindarmos...🍾🍺🏦, dedico para você .
Feliz aniversário Zeferina Chilombo Cassoma

O PESO DO MEU GRÃO DE AREIA


Vivo presa em um mundo que eu mesma criei,
Porque a vida concreta é difícil demais.
Aqui fora perco o controle,
Mas no meu avesso tenho liberdade.
Aprendi o caminho da fuga ainda na infância,
Para escapar de um cenário triste e destruidor.
Até hoje me escondo nessa dimensão paralela,
Mas o refúgio cobra o seu preço:
Esqueci como se encara o mundo real.
Hoje, cada grão de areia é uma rocha enorme,
Um obstáculo impossível de mover.
Sei que é autosabotagem ver a fuga como única saída,
Mas quando tudo desmorona,
Eu simplesmente volto a habitar os universos que invento.

'QUERO'
Não somente quero,
agradeço em Deus espero !
minha vida voltou a ser florida
Como nunca foi um dia...
E na minha lucidez
Vejo as borboletas abelhas
e beija-flor, de volta em
meu jardim outra vez !


Quero Flores que floresçam o ano inteiro,
Se espalhando em nossos canteiros,
Que seja, de forte raíz,
Quero sentir o aroma das flores,
Junto a ti meu amado, lado a lado
Quero ser feliz !


Como a hortência a florir
Forte o bastante, trouxe de volta
a minha alegria,
Pra uma nova vida seguir.


Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98

'ATÉ O FINAL'
As vezes essa vida colorida
Vai ficando preto e branco
Nesse caminhar dolorida
Entre trancos e barrancos


Mas não podemos desistir
É preciso insistir no troféu;
Até alcançarmos a vitória,
Que vai muito além do véu .


Na bondade e na bonança
com muita fé e esperança
a vitória a gente alcança;
Com um sorriso de criança


Basta aguardar até o final ;
E nossa vida se transforma
Como numa aurora boreal !


MariaFranciscaLeite
Direitos Autorais Reservados sob a Lei
-9.610/98

vida




perdido nas escolhas da vida
me encontrei contigo perdida na ilha
vida como faço pra você ser minha
pensei enquanto escrevia ao som de jdilla
linda, como as palavras que minha avó dizia
parecida com a princesa que eu salvei outro dia
querida, só me diga seu nome essa noite
mas não sei se amanhã eu lembraria, vida


fodi com a vida ela era tão bela quanto a minha
me disse palavras que a muito foram esquecidas
traguei como a fumaça de um cigarro
mas não sabia, que como Nero ela me queimaria a vida


te senti por várias noites vazias
mesmo quando estava presente se sentia sozinha
te contei as histórias de algumas rimas
mas quem diria, que como tantas outras você também se tornaria, vida


querida, começamos às 6 em ponto
terminamos às 11
percebi que as taças estavam vazias
te levei pra casa e voltei pra minha
não sabia que depois disso nunca mais te veria
contei segredos que nem mesmo eu sabia
fazia algum tempo que não falava sobre minha vida
espero te reencontrar algum dia
pra perguntar da sua, tipo
conseguiu o que cê queria, vida


complexo como poemas que eu escrevo antes de dormir
mas quem diria que todos você entendia
recebi uma encomenda outro dia
só abri a pouco tempo e era uma das cartas que tanto eu escrevia
li reli e entendi o que eu dizia
o começo foi tão bom, mas terminou
melancolia
peço que continue acompanhando as rimas
mesmo que algumas delas não sejam sobre a vida


te pus na minha te vi voar igual cinzas
como as de tantos cigarros que eu fumei por dias
enchi o cinzeiro mas esvaziei
sinto que essa é minha sina
nós nascemos um pro outro
mas fadados a não construir uma vida


sonhei que te teria um dia
mas passou tão rápido, juro nunca esperaria
li você como um poema de bandeira só me identifiquei com algumas linhas
tentei por tanto tempo te falar o que queria
finalmente consegui mas não sabia que seria
te vi em uma fotografia
ainda bela como a tarde em que a conhecia
coincidência estar tocando don
e eu conversando com a vida

Quando a vida não der mais prazer,
Quando o sol não brilhar para você,
Quando tudo chegar a dizer não para você...
Quando uma lágrima rolar
E o seu pranto alguém escutar,
Se lhe pedirem para estender a mão, é só ir...
Eu vejo o mundo ao meu redor,
Eu olho as nuvens que passam no céu.
O tempo, como fumaça, se vai
Para não mais voltar.
Quem dera eu e você,
Uns dias destes, andando por aí,
Pudéssemos encontrar o amor
Para nos fazer feliz.
E o nosso pranto secaria,
Solidão não mais haveria,
A alegria estaria em nós.
Quem dera eu e você
Se importasse mais com o amor...

DISCURSO SOBRE AS AMENIDADES DA VIDA


Repensar a vida é fazer escolhas entre razão e emoção!
Vivemos neste dualismo de consequências de erros e acertos.
As escolhas nos colocam, de certo modo, em momentos da vida, em standby!
Pensar é um exercício da mente humana, mesmo que ela insista em não enxergar seus contrapontos.
O delinear do caminho nos mostra imensas diversidades ou adversidades. Há um mundo com imensas possibilidades, e as probabilidades, nós quem as tornamos exatas.
O corpo e a mente, usamos como ferramentas no dia a dia, e com elas nos mostramos ao mundo. Podemos fazer destas ferramentas bom uso ou não; cabe às escolhas que iremos fazer!
A vida é um jogo de perde e ganha. Os dados são lançados todos os dias, e a "sorte" se mostra nas oportunidades de quem as fez, durante o caminho!
O impacto das coisas que transitam ao nosso derredor nos afirma, no fim de algumas observações, que o projeto de vida precisa ser meticulosamente articulado, pois nada do que se projeta é 100% certo de acerto!
Vivemos em um mundo transitório e mutável. Ontem era aquilo, hoje já é isto...
Largar mão da vida, e entregar este projeto a terceiros, é se ausentar das responsabilidades impostas, adquiridas ou feitas.
O que as pessoas veem em nós não é realmente o que pensam que veem. Então, afinal de contas, o porquê das observações do texto?
Será melindre? Pensamento retórico? Ou estupidez?
Rousseau defendia que os homens nascem bons, mas, em contato com a sociedade que é má, tornam-se igualmente maus.
Hobbes defendeu que o homem nasce mau, com instintos de sobrevivência, e que, devido a tais instintos, é capaz de fazer qualquer coisa. Para Hobbes, a sociedade tem o papel de educá-lo, de humanizá-lo, de torná-lo sociável.
Diante de tais perspectivas, fico com um pé quase que fincado na ideia de que nascemos como papel em branco e a sociedade nos influencia, impondo suas regras, tradições e manejos, para nos moldar do jeito que ela quer! Há os que tentam ir contra, mas moralismo, ética e tendências não partem de um indivíduo, e sim da sociedade, que com o passar dos séculos, sempre muda seu comportamento!
Como diria Jean Paul-Sartre: "O inferno são os outros."

ENGESSAR A VIDA ATRAVÉS DA ESTUPIDEZ E DO MEDO


O estúpido que tem medo não está sendo estúpido por falta de informação;
ele é estúpido porque escolheu o medo como identidade.


Você pode trazer gráficos, estudos, testemunhos, lógica cristalina,
pode alinhar os fatos como soldados em perfeita ordem;
ele vai olhar para tudo isso e ver apenas mais uma ameaça disfarçada.
Porque o medo dele não mora na cabeça.
Mora no peito, na barriga, naquele lugar escuro onde a razão não tem chave.


A razão convence quem já está meio convencido,
quem tem um cantinho de dúvida que ainda respira.
Mas o medo absoluto é uma religião sem hereges:
o fiel não quer ser salvo daquilo em que acredita;
ele quer ser salvo pelaquilo em que acredita.


Você pode provar que o monstro não existe,
mas se o monstro é a única coisa que dá sentido à vida dele,
ele vai preferir o monstro à paz.


Então não há argumento que chegue,
não há frase bem construída,
não há metáfora bonita o suficiente
para convencer o estúpido que se alimenta do próprio pavor.


O que há, quando muito, é o tempo.
O tempo que às vezes cansa o medo,
que desgasta a armadura,
que faz a pessoa acordar um dia e perceber
que passou a vida inteira tremendo de um fantasma
que nunca lhe tocou de verdade.


Ou então o encontro.
Não o encontro com a razão,
mas com alguém que vive sem aquele medo
e, estranhamente, continua vivo,
continua inteiro,
até sorri.


Aí, só aí,
num instante em que a guarda baixa,
pode nascer uma pergunta pequenininha, quase inaudível:
“E se eu estiver errado?”


Essa pergunta é o único buraco
por onde a luz consegue entrar
numa cabeça que se fechou para o mundo
achando que assim se protegia dele.


Antes disso,
guarde sua energia.
Não se gasta pólvora com quem já decidiu
que o estrondo é música celestial.


O estúpido pelo medo
só se convence
quando um dia o medo o cansa
ou quando a vida, com sua paciência cruel,
lhe mostra que sobreviver sem pavor
também é possível
e, pasmem,até mais bonito.

⁠Crônicas de uma vida – Parte que não se conta no currículo


Quando eu nasci, não entendia nada sobre humanidade. Nem por que raios eu tinha vindo ao mundo. Era só um choro automático, um corpo quente e confuso que exigia leite, colo e silêncio.


Com o passar dos anos, comecei a querer ser alguém **especial**. Não sabia ainda o que era humanismo, compaixão ou empatia — palavras grandes demais para uma criança que só queria ser notada. Então foquei no meu eu: minhas notas, minhas conquistas, meu quartinho organizado, minhas pequenas vitórias que eu achava que definiam valor. O mundo era um palco, e eu ensaiava meu monólogo principal.


Até que, numa noite qualquer — daquelas em que a cidade parece respirar mais devagar —, tudo mudou sem aviso.


Eu caminhava pela rua estreita atrás do prédio, fugindo da insônia e do calor abafado do apartamento. Foi quando a vi: uma figura encurvada, quase fundida com a sombra do poste. Uma mulher (acho que era mulher, a penumbra roubava detalhes). Ela revirava uma lata de lixo com uma paciência feroz, os braços magros desaparecendo até o cotovelo no fundo metálico. O som era seco, plástico rasgando, latas batendo. De vez em quando ela parava, examinava algo na luz amarelada, levava à boca e mastigava devagar, como se saboreasse um prato requintado.


Fiquei parado. Não consegui seguir andando.


Primeiro veio a surpresa. Depois, uma pontada de indignação quase infantil: **Como assim? Como uma pessoa igual a mim, feita da mesma carne, do mesmo sangue quente, pode chegar a esse ponto?** O cérebro tentava calcular: acidente? drogas? doença? família que virou as costas? E logo em seguida veio o desconforto pior: e se eu, com toda a minha pose de “alguém especial”, estivesse a apenas algumas más decisões de distância daquela lata de lixo?


Ela ergueu os olhos por um instante. Não sei se me viu de verdade. Talvez eu fosse só mais um vulto na noite, mais uma silhueta que passa e julga. Mas naquele segundo de cruzamento de olhares — ou de quase-olhares — alguma coisa em mim estalou.


Não foi pena. Pena é confortável, dá para resolver com uma moeda ou um sanduíche. Foi **reconhecimento**. Uma espécie de espelho torto e cruel. Ela ali, eu aqui. Mesma espécie. Mesma fragilidade essencial. Só que a vida tinha apertado o acelerador em direções opostas.


Voltei para casa com o estômago embrulhado e os pensamentos em looping. Naquela noite, pela primeira vez, percebi que ser “especial” não era uma conquista solitária. Era, na verdade, uma ilusão muito frágil, sustentada por circunstâncias que eu não controlava: nasci em berço que não desabou, tive acesso a escola, saúde, comida na mesa, rede de proteção invisível que a maioria nem percebe que tem.


A criatura furtiva da noite adentro não era “outra”. Era um **lembrete**. Um lembrete vivo, sujo, faminto, de que a humanidade não é mérito — é sorte, é sistema, é escolha alheia, é conjunto de acasos e de decisões coletivas.


E aí, devagar, quase sem querer, comecei a entender o que talvez seja o humanismo: olhar para o outro e enxergar, antes de qualquer coisa, o mesmo grito surdo de existir. Não importa se está dentro de um terno caro ou revirando lixo à meia-noite.


Aquele encontro não me transformou num santo. Longe disso. Mas plantou uma dúvida incômoda e permanente:
E se eu tivesse nascido do outro lado da lata?
E se, amanhã, a vida virar a chave e me colocar lá?


Talvez a verdadeira especialidade não seja chegar ao topo.
Talvez seja conseguir olhar para baixo — ou para o lado — sem desviar os olhos.
E, quem sabe, estender a mão.
Não por pena.
Mas por reconhecer, no fundo do peito, que aquela mão que revira o lixo poderia, em outra história, ser a minha.


E você? Ja passou por situação que fez repensar quem você acha que é?


Ysrael Soler

NAS ENTRELINHAS DA ROTA

Nas entrelinhas da rota
​Se há pormenores
Nas entrelinhas da vida,
Há de haver também
Inúmeras circunstâncias
Que recalculam as rotas.

​Num destrinchar de atitudes
Pitorescas, malogradas e bem-sucedidas,
O olhar se divide entre o observado e o observador,
Na constante linha tênue da vida.

​Quando tudo converge
Ao esquecimento e à memória,
Descobrimos que ambos andam de mãos dadas,
E não haverá bifurcação
Que os impeça
De cumprir o destino
Rotativo que os fortaleceu
No caminho...

Ysrael Soler

O Sol, a Pedra e a Rosa

Eu olho uma flor
E vejo suas pétalas
Enxergo no broto
O talo da vida
O chão que eu piso
Pisou tantos outros
A flor que eu vejo
É rosa vermelha

​O orvalho que de mansinho
Amacia a rosa
A rosa que pendurada
No caule é rosa vermelha
O sol que aquece a pedra
Incandeia a rosa
A mão que afaga a rosa
É bruta...

A bruta que é pedra
Sosleia a rosa
​O vento sopra e carrega
O pó que cobre os pés
No caminho
O caminho que
Lápida a pedra
A pedra bruta deságua
No fundo do mesmo espinho
​E a rosa resiste ao tempo
Vermelha de sangue e calma
Enquanto a mão que a machuca
Também lhe entrega a alma

​Ysrael Soler

#israelsoler
#ysraelsoler

A importância do Eu Sou.


⁠À naturalidade da vida sou sempre a essência inerente do meu ser, do meu eu, nem mais nem menos, apenas sou. Por isso deixo um tanto disso em cada lugar que passo e outros bons exemplos no tempo para quem faz parte desse universo. Contudo, se ainda não entendem aquilo que demonstro ser, talvez o plano em que algumas pessoas se encontram estejam bem abaixo daquilo que vivo e penso sobre Deus, existência, empatia, compaixão, amor e espiritualidade.

Como é a vida de um Poeta Compositor?
Se você estiver triste, nasce um Fade To Black
Se você estiver feliz, nasce um Paradise City
Se você estiver cansado, nasce um Rape Me
Se você estiver apaixonado, nasce um Sweet Child O'Mine
Se você estiver magoado, nasce um Snuff
Se você quiser contar uma história, nasce um Smoking Snakes


Essa é a vida do poeta, traduzir sentimentos em palavras, notas e refrões.

O INVENTÁRIO DE NÓS


Por Marco Arawak


Há períodos da vida em que parece que alguém entrou em nossa casa enquanto dormíamos e mudou algumas coisas de lugar. Tudo continua reconhecível, mas já não encontramos facilmente aquilo que procuramos. Uma lembrança surge onde não deveria estar. Uma ausência ocupa um espaço antes insignificante. Uma antiga certeza perde a posição que tinha dentro de nós.


Talvez o desencanto comece assim: não como uma ruptura, mas como a percepção de que aquilo que sustentava nossa maneira de compreender o mundo já não permanece intacto.


A casa continua de pé.


Somos nós que já não sabemos exatamente como habitá-la.


Carregamos conversas, escolhas, desilusões, expectativas frustradas e vínculos que mudaram de forma. Nem sempre sabemos imediatamente o que fazer com tudo isso. Algumas lembranças permanecem próximas; outras tentamos esconder. Mas aquilo que não nomeamos continua participando de nós, às vezes de maneiras que só percebemos muito tempo depois.


A memória também tem seus quartos sem luz.


Por isso, chega um momento em que precisamos examinar o que carregamos. Não para transformar cada experiência em ensinamento, nem para encontrar uma explicação para tudo, mas para distinguir o que ainda nos pertence daquilo que mantemos apenas porque nunca paramos para escolher.


Há coisas que permanecem conosco sem jamais terem sido escolhidas.


Aceitar que certas relações se afastaram, que alguns projetos terminaram e que nem tudo pode ser corrigido pela nossa vontade não significa considerar justo o que aconteceu. Significa reconhecer os limites do nosso controle e começar a fazer as pazes com aquilo que não podemos modificar.


Nem toda ausência pede preenchimento.


Algumas pedem apenas reconhecimento.


Talvez escrever seja uma maneira de realizar esse inventário. A palavra aproxima o que estava confuso, dá contorno ao que permanecia sem nome e nos permite olhar para uma experiência sem aumentá-la nem diminuí-la. Escrever não muda o que aconteceu. Muda, às vezes, o lugar de onde conseguimos olhar para o que aconteceu.


E há coisas que só se tornam compreensíveis quando encontram linguagem.


Reorganizar não é apagar. É escolher o que merece permanecer perto, o que pode ser guardado mais longe e o que já não precisa ocupar nossa atenção.


Algumas lembranças permanecem.


Outras perdem a centralidade.


Não porque tenham deixado de existir, mas porque deixaram de governar.


Há sentimentos que precisam ser compreendidos antes de serem deixados para trás. Há vínculos que encontram outra forma de existir. Há portas que, depois de algum tempo, já não precisamos manter abertas.


Nem tudo o que se fecha precisa ser lamentado como perda.


Às vezes, fechar também é uma forma de cuidado.


Maturidade talvez tenha menos relação com esquecer do que com aprender a distribuir o peso do que vivemos. O desencanto pode permanecer na história sem determinar quem somos. Uma ausência pode ser reconhecida sem transformar-se em vazio permanente. O passado pode continuar verdadeiro sem ocupar sozinho o presente.


O que aconteceu não precisa desaparecer para deixar de ocupar o centro.


Também precisamos, às vezes, do silêncio. Não necessariamente para encontrar respostas, mas para escutar aquilo que o ruído costuma encobrir. Quando diminuímos a pressa de corresponder às expectativas alheias, algumas perguntas começam a aparecer.


É curioso como, quando tudo silencia, certas verdades fazem menos barulho e dizem mais.


O que ainda faz sentido?


O que mantenho apenas por receio de perder?


O que realmente pertence à minha história?


Nem sempre encontramos respostas. Algumas perguntas permanecem conosco durante anos, mudando de significado à medida que nós também mudamos. Mas perguntar já altera alguma coisa. Devolve à consciência aquilo que o hábito havia decidido por nós.


Há perguntas que não querem uma resposta imediata.


Querem tempo.


Talvez coragem seja justamente isso: não viver sem receio, mas não permitir que ele escolha sozinho o que permanece.


O receio pode bater à porta.


Não precisa receber as chaves.


Não somos obrigados a transformar toda despedida em explicação, nem todo encerramento em começo. Algumas coisas simplesmente terminam. E talvez precisemos apenas reconhecer que existiram.


Nem todo fim precisa de uma última palavra.


Às vezes, o silêncio é a única forma honesta de encerrá-lo.


No fim, continuar não significa reconstruir quem éramos antes. Há experiências que mudam nossa maneira de olhar, de escolher, de permanecer e de partir. Depois delas, a antiga disposição das coisas já não volta exatamente ao lugar.


Então aprendemos a viver de outra maneira.


Não necessariamente mais fácil.


Apenas mais nossa.


Talvez seja essa a parte mais silenciosa do amadurecimento: compreender que também somos feitos das escolhas que fazemos diante do que nos aconteceu.


O passado nos oferece matéria.


Mas não deveria escrever sozinho o que somos.


Esse é o verdadeiro inventário de nós: o que recebemos, o que nos atravessou, o que deixamos partir e o que, conscientemente, decidimos conservar.


Nem tudo merece permanecer.


Nem tudo precisa ser esquecido.


Há uma diferença entre carregar uma lembrança e continuar vivendo dentro dela.


No fim, não somos apenas o conjunto do que nos aconteceu. Somos também a maneira como damos destino ao que aconteceu.


E talvez seja justamente aí que alguma coisa se abre.


Não uma resposta.


Não uma promessa.


Apenas a possibilidade de continuar, levando conosco aquilo que ainda reconhecemos como nosso e deixando para trás, sem culpa, aquilo que já cumpriu o seu tempo.


Porque, às vezes, amadurecer não é acrescentar mais alguma coisa àquilo que somos.


É finalmente saber o que podemos deixar de carregar.

A vida tem me ensinado que não adianta fazer tantos planos, conquistar tantas coisas e esquecer de viver o que realmente importa.

Nosso tempo aqui é limitado, e muitas vezes gastamos uma parte preciosa dele alimentando mágoas, julgando pessoas, dando importância a pequenas situações e esperando que os outros sejam exatamente como gostaríamos.

Mas a vida não é sobre ter razão o tempo todo, nem sobre encontrar pessoas perfeitas. É sobre aprender a conviver com as diferenças, reconhecer nossos próprios erros, perdoar, recomeçar e escolher o amor, mesmo quando seria mais fácil alimentar o ressentimento.

Nem tudo precisa virar uma discussão. Nem toda decepção merece ocupar tanto espaço dentro de nós. E nem toda atitude do outro precisa roubar a nossa paz.

Quero viver de um jeito que, ao olhar para trás, eu tenha mais motivos para agradecer do que para lamentar. Afinal, a vida é breve demais para passarmos nossos dias colecionando mágoas e apontando os erros alheios.

Que a gente aprenda a julgar menos, compreender mais, perdoar de coração e valorizar o presente. Porque, enquanto nos preocupamos tanto com a maneira como os outros vivem, a nossa própria vida está passando.

Viva mais, ame mais e não deixe para amanhã a felicidade que pode cultivar hoje. ❤️