Textos sobre Fé
FÉ: ENTRE A CRENÇA HUMANA E A LUZ DA RAZÃO.
"A fé que teme a razão revela insegurança; a fé que dialoga com a razão revela maturidade. Porque a verdade jamais teme ser examinada pela inteligência que ela mesma ajudou a despertar."
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A verdadeira fé é aquela que transforma o coração e pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da Humanidade
Desde os primeiros passos da humanidade sobre a Terra, a fé acompanha o ser humano como uma das mais profundas manifestações da consciência. Antes mesmo das grandes religiões organizadas, o homem primitivo já buscava compreender os mistérios da existência, olhando para o céu, para a natureza e para os fenômenos que ultrapassavam sua compreensão imediata.
A fé nasceu como uma ponte entre o conhecido e o desconhecido. Ela representa a confiança em algo que transcende a percepção material imediata. Entretanto, ao longo da história, uma pergunta permanece essencial:
Toda fé é necessariamente boa?
A resposta exige reflexão profunda.
Muitos afirmam possuir fé. Dizem acreditar, defender valores espirituais ou agir em nome de uma convicção superior. Porém, a história demonstra que a palavra "fé" também foi utilizada para justificar intolerâncias, perseguições, guerras, preconceitos e atitudes contrárias ao próprio princípio moral que deveria acompanhar uma verdadeira espiritualidade.
Portanto, não basta afirmar: "eu tenho fé".
É necessário perguntar:
Que tipo de fé possuo?
Minha fé produz amor ou separação?
Ilumina ou obscurece?
Liberta ou aprisiona?
Aproxima-me do bem ou transforma-se em instrumento de orgulho?
A qualidade da fé não está apenas na intensidade da crença, mas principalmente nos frutos que ela produz.
Como ensinou Jesus:
"Pelos seus frutos os conhecereis."
(Mateus 7:16)
A fé que conduz ao bem manifesta-se pela transformação moral do indivíduo.
A FÉ MAL ORIENTADA: QUANDO A CRENÇA SE AFASTA DO BEM.
Uma pessoa pode acreditar firmemente em algo e, ainda assim, estar equivocada.
A convicção, por si só, não garante a verdade.
A história humana oferece inúmeros exemplos de indivíduos que possuíam absoluta certeza de suas ideias, mas cujas ações produziram sofrimento.
O problema não está na existência da fé, mas na ausência de reflexão sobre aquilo que se acredita.
A fé dominada pelo orgulho transforma-se em fanatismo.
O fanático não questiona sua própria compreensão; ele acredita possuir a verdade completa e passa a negar ao outro o direito de pensar diferente.
A fé verdadeira, ao contrário, não teme a análise, porque possui humildade diante do conhecimento.
Ela reconhece que o ser humano está em processo de evolução intelectual e moral.
FÉ E RAZÃO: UM ENCONTRO NECESSÁRIO NA EVOLUÇÃO HUMANA.
Durante séculos, muitos pensadores discutiram a relação entre fé e razão.
Para alguns, a fé deveria existir separada da investigação racional.
Para outros, somente aquilo que pudesse ser comprovado pelos métodos científicos deveria ser aceito.
A humanidade caminhou entre esses dois extremos.
A filosofia, a ciência e a religião passaram por grandes transformações porque o ser humano aprendeu que o conhecimento não cresce pela imposição, mas pelo diálogo.
O Espiritismo apresenta uma proposta singular nesse campo: a fé raciocinada.
Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, apresentou uma afirmação fundamental:
"Fé inabalável só é a que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade."
Essa frase contém uma profunda visão filosófica.
Kardec não propõe uma fé inimiga da razão, nem uma razão inimiga da espiritualidade.
Ele apresenta uma fé dinâmica, capaz de dialogar com o conhecimento humano.
Uma fé que não teme perguntas.
Uma fé que não depende da ignorância para sobreviver.
O QUE É A FÉ RACIOCINADA SEGUNDO O ESPIRITISMO?
A fé raciocinada não significa substituir a espiritualidade por uma análise puramente intelectual.
Também não significa transformar a razão em uma ferramenta para justificar opiniões previamente estabelecidas.
Existe uma diferença entre:
Raciocinar sobre a fé
e
usar a razão apenas para defender uma crença pessoal.
A primeira atitude busca compreender.
A segunda apenas procura confirmar aquilo que já se deseja acreditar.
A fé espírita, dentro da perspectiva kardequiana, permanece aberta ao aprendizado.
Ela dialoga com:
a ciência;
a filosofia;
a experiência humana;
a investigação dos fenômenos espirituais.
É uma fé que aceita o aperfeiçoamento constante.
Como observa Luiz Signates ao analisar a filosofia espírita da fé raciocinada, a fé espírita deve permanecer em diálogo permanente com os diversos saberes humanos, construindo uma compreensão capaz de enfrentar a razão em qualquer época da humanidade.
A RAZÃO FACE A FACE COM A HUMANIDADE.
O que significa "encarar a razão face a face"?
Significa que uma ideia espiritual verdadeira não deve depender do medo, da censura ou da proibição de questionamentos.
A razão é uma faculdade concedida ao ser humano para buscar compreensão.
Desde a Grécia Antiga, filósofos como Sócrates ensinaram que o conhecimento começa pelo reconhecimento da própria ignorância.
René Descartes, séculos depois, estabeleceu a dúvida metódica como instrumento para alcançar maior segurança no conhecimento.
A ciência moderna avançou justamente porque aceitou revisar conceitos diante de novas evidências.
Portanto, uma fé madura não considera a dúvida como inimiga.
A dúvida responsável é uma etapa da busca.
A dúvida que investiga conduz ao conhecimento.
A dúvida que apenas nega tudo também pode transformar-se em uma forma de dogmatismo.
A FÉ E O PROCESSO EVOLUTIVO DO ESPÍRITO.
Dentro da visão espírita, o ser humano é um Espírito em evolução.
Sua compreensão sobre Deus, sobre a vida e sobre si mesmo amplia-se conforme desenvolve inteligência e moralidade.
Por isso, a fé também evolui.
A fé infantil necessita muitas vezes de símbolos e formas exteriores.
A fé madura compreende princípios.
A fé inferior pode prender-se ao medo.
A fé superior conduz à responsabilidade.
A fé baseada apenas em interesses pessoais procura receber.
A fé iluminada procura servir.
Jesus demonstrou essa dimensão quando colocou o amor ao próximo como fundamento da vida espiritual.
A VERDADEIRA FÉ É AQUELA QUE PRODUZ TRANSFORMAÇÃO.
Não se mede a fé pelo número de palavras religiosas pronunciadas.
Não se mede pela quantidade de conhecimentos acumulados.
Não se mede pela aparência espiritual.
A verdadeira fé manifesta-se pela transformação interior.
Ela torna o indivíduo:
mais paciente;
mais compreensivo;
mais humilde;
mais fraterno;
mais consciente de seus deveres.
Uma pessoa pode falar muito sobre Deus e permanecer distante dos valores divinos.
Outra pode demonstrar pouca exteriorização religiosa, mas carregar profundo sentimento de bondade e respeito.
A espiritualidade real está ligada ao caráter.
FÉ, LIBERDADE E RESPEITO À CONSCIÊNCIA.
O Espiritismo, seguindo a orientação de Allan Kardec, valoriza o livre pensamento.
A crença espiritual deve nascer da consciência esclarecida, não da imposição.
Cada pessoa possui seu caminho de compreensão.
Respeitar diferentes formas de pensar não significa abandonar convicções pessoais.
Significa reconhecer que todos os seres humanos encontram-se em diferentes etapas de aprendizado.
A verdade não necessita de violência para ser defendida.
A luz não precisa destruir a sombra; basta iluminar.
CONCLUSÃO: A FÉ QUE CAMINHA COM A RAZÃO É A FÉ QUE ILUMINA.
A humanidade sempre buscou respostas para os grandes enigmas da existência.
A fé ofereceu esperança.
A razão ofereceu investigação.
A ciência ofereceu métodos.
A filosofia ofereceu reflexão.
Quando essas dimensões dialogam, o ser humano amplia sua compreensão.
A fé sem reflexão pode transformar-se em cegueira.
A razão sem sentimento pode transformar-se em frieza.
Mas a fé iluminada pela razão e orientada pelo amor torna-se instrumento de evolução.
A fé verdadeira não teme perguntas.
Não teme o conhecimento.
Não teme o diálogo.
Porque aquilo que possui fundamento profundo permanece capaz de atravessar os séculos.
Como afirmou Allan Kardec, a fé que permanece firme é aquela que pode olhar a razão diretamente, face a face, em todas as épocas da Humanidade.
Essa é a fé que não aprisiona.
Essa é a fé que liberta.
Essa é a fé que conduz o Espírito ao encontro do bem.
FONTES E REFERÊNCIAS:
Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XIX – A Fé Transporta Montanhas.
Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. 1857.
Allan Kardec. A Gênese. 1868.
José Herculano Pires. O Espírito e o Tempo.
Bíblia. Evangelho de Mateus 7:16.
A ÉPOCA DA RAZÃO PROVOCADA
A FÉ RACIOCINADA DIANTE DO NOSSO TEMPO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
“Fé raciocinada somente é aquela que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da humanidade.” Esta afirmação, situada no coração da filosofia kardequiana, exige que perguntemos a nós mesmos: em que época estamos? Que espécie de tempo histórico interpela o pensamento e convoca a fé a este exame rigoroso?
Estamos em uma época marcada pela abundância de informações e pela escassez de reflexão profunda. Jamais houve tantos textos, tantos documentos, tantas vozes, tantas análises. No entanto, raras vezes a humanidade se mostrou tão dispersa, tão imediatista e tão inclinada a formar julgamentos sem o devido estudo. Por isso, a frase de Kardec não é apenas uma advertência, mas um critério de maturidade espiritual.
Em que época estamos?
Estamos na época em que o pensamento crítico tornou se uma necessidade vital. A razão é diariamente pressionada por conclusões rápidas, interpretações impulsivas e opiniões que substituem investigações. A fé raciocinada, para existir neste cenário, precisa demonstrar coragem intelectual e serenidade moral. Ela deve erguer se acima da agitação mental, examinando cada ideia com calma e lucidez.
Em que época estamos?
Estamos na época em que muitos confundem tradição com estagnação. Mas Kardec, ao afirmar que a fé deve encarar a razão em todas as épocas, reconhece que cada período histórico traz novas questões, novos desafios e novas exigências. O século vinte e um não é exceção. Pelo contrário, é talvez o século em que esta frase ressoa com mais força, porque a razão foi convertida em arena de pressões constantes.
Em que época estamos?
Estamos na época em que a responsabilidade intelectual se tornou prova de caráter. Avaliar, estudar, fundamentar, compreender antes de opinar tornou se ato de resistência moral. A fé raciocinada não floresce na pressa, mas na ponderação. Não vive do eco das massas, mas da coerência íntima entre razão e sentimento.
Por isso, enfatizar a frase kardequiana neste contexto significa reconhecer que a fé raciocinada permanece como exigência permanente. Ela não é conceito do passado, mas compromisso do presente. Encarar a razão face a face significa encarar nosso próprio tempo, suas fragilidades, seus excessos e suas urgências.
A fé raramente nasce da abundância. Ela é filha da falência de todas as certezas. Só procuramos o invisível quando o visível já não consegue sustentar o peso da nossa existência. Enquanto tudo funciona, chamamos isso de mérito; quando tudo desmorona, damos a esse desmoronamento o nome de destino.
- Tiago Scheimann
Não confesso o que meus olhos mostram,
Confesso o que minha fé declara:
Que o meu Deus é fiel em toda promessa,
E mesmo em silêncio, Ele nunca falha.
Eu digo: “Sou forte!”, quando me sinto fraca,
Pois o Senhor é quem me sustenta na caminhada.
Eu digo: “Vai dar certo!”, mesmo sem direção,
Pois sei que Ele guia meu coração.
Fé não é emoção passageira,
É decisão diária, inteira.
É escolher crer quando tudo desaba,
E manter acesa a esperança que nunca acaba.
As lágrimas tocam, mas a fé move;
Há momentos em que nossas lágrimas falam mais alto do que mil palavras. Deus não despreza o coração quebrantado, Ele recolhe cada lágrima (Sl 56:8). Mas existe um lugar ainda mais profundo: o lugar da fé.
A lágrima mostra a dor, mas a fé mostra a confiança. A lágrima expressa fragilidade, mas a fé declara vitória antes de ela se manifestar.
As lágrimas tocam o coração de Deus, mas a fé move a mão d’Ele.
A mulher do fluxo de sangue não precisou chorar diante de Jesus, ela precisou crer. E ao tocar na orla do manto, pela fé, ela recebeu cura (Mc 5:34).
Lázaro estava morto, Marta chorava, Maria chorava… mas foi a fé na palavra de Jesus que trouxe vida novamente (Jo 11:40-44).
"Deus não se move por manipulação emocional. Lágrimas não O convencem, mas a fé O agrada. É pela fé, e não pela emoção, que tocamos o coração do Pai."
"Ora, sem fé é impossível agradar a Deus..." (Hebreus 11:6)
Lágrimas podem expressar dor, mas a fé revela rendição.
Lágrimas podem tocar o coração humano, mas a fé abre portas nos céus.
Que a minha vida seja um altar,
não de aparência, mas de entrega.
Que o perfume da minha fé suba ao trono,
e que, quando este mundo se calar,
meu nome ainda seja eco no coração de Deus.
Porque tudo aqui passa…
mas ser reconhecida por Jesus
é a maior glória que uma alma pode alcançar.
Confissões de uma Fé Inabalável
Eu rendo minha absoluta confiança ao que é comprovadamente falho.
Eu confio nas cartas metodicamente marcadas do jogo,
nos sorrisos límpidos dos políticos recém-eleitos
e nas mãos estendidas, já bem entendidas, a pedir meu ouro em todas as esquinas.
Eu confio na sorte grande e na alquimia silenciosa dos banqueiros em fazer dinheiro
a partir de juros que jamais poderei entender ou pagar.
Eu confio, sobretudo, nas mãos entendidas que, com uma, distribuem o sopão ao necessitado,
e com a outra, rapidamente recolhem o troco a mais dado pelo caixa distraído.
Eu confio no criminoso que mantém um código de honra limitado,
e naqueles arautos da fé que nos prometem o céu enquanto filipendiam a alma
para, em seguida, arremessá-la ao inferno como um brinquedo usado.
Eu acredito e ponho a mão no fogo nas pessoas maldizentes,
naquelas que não deixam escapar um só fio de maldade sutil
na hora da conversa trivial nos cafés.
Eu acredito fervorosamente na Justiça que, com um aceno,
solta o malfeitor que ceifou a vida de um trabalhador,
deixando a miséria da viuvez e a dor da orfandade como herança.
Eu confio na cortesia eloquente do loquaz,
que busca arrebanhar meu suor sagrado
em troca de um produto etéreo que só existe em sua promessa.
Eu acredito em um mundo onde as guerras que matam inocentes irão, de fato, resolver nossos problemas.
Eu acredito no Papai Noel, coelhinhos da Páscoa, em gnomos e fadas.
Eu acredito em um mundo melhor, onde a grama do vizinho é seca e a minha é verde.
Eu sempre acredito piamente em um mundo melhor.
Eu acredito num mundo onde os pais obedecem os filhos e são espancados por eles.
Acredito piamente que quando acordo todos os dias, todas as pessoas são menos inteligentes do que eu e devem, portanto, aceitar e acreditar no que eu acredito.
Eu acredito na beleza vertiginosa de tudo que me dá prazer imediato,
depois de ver meu suor e sangue sagrado
esvaírem-se em poucos minutos,
diluídos em uma noite de luxúrias vazias.
E finalmente, com a mais sombria convicção:
Eu acredito naquilo que me tira a paz, que está tirando,
porque mereço sofrer, ser insultado e suportar todo escárnio.
Com uma convicção quase religiosa,
eu confio em tudo o que me rouba a visão e a simples,
egoísta e cansativa tarefa de focar no meu próprio bem-estar.
CABRA-MARCHO
Sou cabra-macho do Sertão,
Homem de fé e fundamento,
Não meço força na aparência,
Mas no valor do sentimento.
Pois quem carrega honra no peito
Segue firme em qualquer vento.
Aprendi com meu velho pai
A palavra nunca quebrar,
Respeitar os mais antigos,
Trabalhar sem reclamar.
Porque o homem vale mais
Pelo que faz que pelo falar.
Sou filho que guarda o nome
Como tesouro e tradição,
Carrego raízes profundas
Plantadas no coração.
Feitas da mesma madeira
Da família e da educação.
Sou pai que ensina no exemplo,
Sem precisar levantar a voz,
Mostrando que o bom caminho
Se constrói dentro de nós.
E que o amor de um verdadeiro pai
É um laço que nunca se desfaz.
Sou amigo nas horas difíceis,
Companheiro de caminhada,
Daqueles que estendem a mão
Sem esperar receber nada.
Pois amizade verdadeira
É riqueza abençoada.
Carrego valores antigos
Que o tempo não conseguiu levar:
Honestidade, respeito e coragem,
Virtudes para cultivar.
São tesouros que não enferrujam
Nem o mundo pode comprar.
Sou raiz pivotante no solo,
Que ninguém consegue enxergar,
Mas sustenta toda a árvore
Quando o vento quer derrubar.
Pois a força que dura na vida
Vem de dentro para lutar.
Não vivo de fama ou riqueza,
Nem de aparência e posição,
Minha maior fortaleza
É ter paz no coração.
E saber que minha consciência
Não me acusa em oração.
Tenho somente um temor
Que guardo com devoção:
Desagradar ao Deus Altíssimo,
Fonte da minha salvação.
Pois homem que teme a Deus
Nunca perde a direção.
Se a luta aperta o caminho,
Se a seca castiga o chão,
Eu me ajoelho primeiro
E entrego tudo em oração.
Porque a vitória do homem
Nasce da fé e da ação.
Cabra-macho de verdade
Não é quem vive a se exaltar,
Mas quem protege sua família,
Sabe servir e respeitar.
Quem honra pai, mãe e amigos
E não foge de trabalhar.
Assim sigo minha jornada,
Sem orgulho e sem vaidade,
Com Deus na frente dos passos,
Com amor e dignidade.
Pois ser homem é ter caráter,
E viver com honestidade.
Fé de Aparências
É impressionante como algumas pessoas conseguem vestir uma personalidade diferente dependendo de quem está diante delas. Quando estão entre os irmãos da igreja, são palavras doces, abraços, sorrisos, “Deus abençoe” e discursos sobre amor, respeito e união; mas basta sair daquele ambiente e a máscara cai.
A gentileza desaparece, o julgamento aparece e aquilo que pregavam como amor se transforma em desprezo por quem pensa, vive ou acredita de maneira diferente.
São bons apenas para os seus, acolhem apenas os que consideram dignos de pertencer e chamam isso de fé. Tratam os seus como irmãos, mas os diferentes como estranhos; oferecem a mão para quem compartilha da mesma crença, mas parecem esquecer toda a bondade quando encontram alguém que não cabe dentro dos limites que criaram.
Talvez o problema nunca tenha sido a falta de religião, mas o excesso de aparência: porque é fácil falar de Cristo diante de quem aplaude, difícil é praticar aquilo que Ele ensinou quando ninguém está olhando.
No fim, não é a roupa de domingo, o louvor ou as palavras bonitas que revelam o caráter de alguém, mas a maneira como essa pessoa trata aqueles de quem não precisa da aprovação.
desse mundo que vivemos, dá para ter fé?
esperar por nada e ainda não se manter em pé
amigo meu, onde andou por esses passos?
sempre te vejo parado, pois não tem rastros
a bondade não deve ser troca de nenhum jogo
pois o azar sempre vai ser a opção do seu troco
esperar para que alguém possa te levantar
aqui nesse mar, ninguém vai te ouvir gritar
e sempre que eu te vejo
você ainda implora pela sua graça
acha que acontece?
olhe seu reflexo, idiota
você ainda está vivendo em desgraça
não tem mentiras, ilusões, expectativas
que façam esse fogo parar de queimar
de todas as outras vidas, tão vivas
ninguém teria motivo para se importar
os tempos se passam
em mundos desbravam
e você estar incluso ou não
desde o início, nem ligavam
é aqui onde vai ter seus últimos prantos
estar invisível é uma aventura em tanto
mas aqui nesse lugar, que medo pode causar?
desses olhos que te vêm dormir, dançar
não deve nada a eles, pois quem deve a ti é você
possa levantar para os outros?
para que te derrube mais fácil, e depois se remoer
quando estiver com vontade de chorar
feche os olhos e eu estarei lá
não, não se liberte, não lute mais
arranco teu boa noite e seu sorriso por mais
Fé não é só religião. Fé é acreditar naquilo que você sente, no que está dentro de você.
Se o que você sente é algo bom, sua fé é boa.
Se o que você sente é algo ruim, sua fé é ruim.
Se você acredita que está mal por dentro, essa é a sua fé, e, inevitavelmente, você vai se sentir mal.
Se você acredita que está bem por dentro, essa também é a sua fé, e, por isso, você vai se sentir bem.
A fé não está no passado, nem no futuro. Ela está no agora, no que você sente neste momento. A fé está dentro de você, no presente. Então, agora, dentro de si, pergunte: Qual é a sua fé?
A minha é simples: Estou em paz.
Pensamentos🌹
Quando sobreviver não basta
Sou uma mulher de fé.
E fé não me impediu de sofrer — me impediu de desistir.
Amei, construí família, cuidei de quem precisava de mim.
Perdi pessoas, perdi um casamento, perdi um negócio, perdi o chão.
Houve momentos em que não vivi — apenas aguentei.
Aprendi que nem tudo que acaba foi fracasso.
Algumas histórias terminam porque só um lado continua sustentando.
Não carrego raiva.
Carrego saudade do que foi bom e luto pelo que poderia ter sido.
Isso não me enfraquece — me humaniza.
Hoje, aos 60 anos, não busco glamour nem aplauso.
Busco dignidade.
Um lugar simples para viver.
Contas que caibam no bolso.
Silêncio que cure.
E paz no espírito.
Entendi que recomeçar não tem idade.
Tem coragem.
Não preciso provar nada a ninguém.
Só preciso continuar fiel a quem eu sou.
E sigo.
Com fé, com cicatrizes e com vontade de crescer.
Tenha fé, porque tudo aquilo que você almeja na vida pode ser alcançado através do esforço, da dedicação e da perseverança.
Ouça palavras que possam inspirar seus sonhos e fortalecer o seu coração.
Como diz uma sábia palavra:
Quem estuda, sabe.
Quem vê, entende.
Quem faz, aprende.
Tudo é possível para aquele que se esforça e luta.
Não permita que o medo e o desânimo sejam maiores do que os seus sonhos.
Acredite em você, persevere e continue caminhando. Porque muitos sonhos começam apenas com uma coisa: a decisão de não desistir.
O VENTO E A SÚPLICA
Num mundo com tantas dores
O povo sem fé e sem flores
Eu venho clamar em prantos e versos
Eu venho implorar ao vento um rumo diverso
Rogo ao vento que leve lembrança pra minha terra
Rogo ao vento que traga a paz onde tem guerra
Rogo ao vento que mande fartura pra miséria
Rogo ao vento que beije a alma com graça séria
Busco no vento a brisa que abraça e abriga
Busco no vento o bálsamo para a ferida
Busco no vento o brilho do sol matutino
Busco no vento o sopro do nosso destino
O sopro viaja na rota invisível
O tempo revela o que era impossível
A brisa que sopra e que já me atendeu
O vento que respondeu tem nome, e o nome dele é Deus!
Bom dia com Fé e alegria, hoje vim te fazer um convite especial.
Pesquisa 🔎 da sua plataforma WatsApp, Instagram e Spotify o meu nome: Starisy
E ouçam minhas músicas 😉
Tenho transformado meus textos em canções e estou admirada como um texto que estava engavetado por décadas pode se transformar em uma linda melodia.
Lágrimas no mar foi um dos meus primeiros textos eu confesso que iria até apagar aquele texto melancólico que já não fazia sentido nenhum, dor curada e superada.
Porém foi vivido e hoje pode ser ouvido em uma versão muito diferente.
Tears in the sea 👈🎧
Quem curou Naamã: a água do rio Jordão ou a sua fé?
Certamente, foi a fé.
No entanto, para que essa fé pudesse operar, Naamã precisou primeiro abrir espaço em seu coração para crer no improvável — que, ao entrar na água, seria curado da lepra.
Ele creu no improvável, e então a fé entrou em ação.
Pedaços do céu
(Mauro A Evaristo)
Vou lhe falar de amor,
Vou lhe falar de fé
Falo também da flor,
Do sabor do café.
Vou lhe falar de mim,
De boleros e Ravel's,
De uma vida sem pantim,
Dos meus pedaços do céu.
Vou lhe falar de alegrias,
De tantas cores do dia,
De água para beber,
Vou lhe falar com euforia
Que oiço e posso ver
Que existe poder infinito em você.
feradapoesia.blogspot.com
Fé que não é questionada, não é fé. É manutenção da mentira. Da crença que sabe ser incerta, e pela incerteza o questionamento apavora. Quem tem certeza, não tem medo de ir mais fundo, nem de mudar, afinal, se for real, ainda que mude em algum aspecto, o estudo, o questionamento não fará nada além de confirmar a sua tese. Se tivesse certeza, isso não seria um problema.
- Marcela Lobato
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