Textos sobre Esquecer

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⁠Deixar o passado para trás não é esquecer — é escolher não viver mais lá.

É entender que o que passou já ensinou o que precisava, e agora é hora de seguir leve.
Porque a vida acontece aqui, no agora. E o futuro só chega quando damos espaço pra ele.

Nem tudo que machucou precisa ir junto.
Nem todo peso precisa ser carregado para sempre.

Algumas histórias ficam melhor guardadas como páginas viradas, e não como feridas abertas.

Daqui pra frente, eu escolho caminhar com o que me fortalece.
Pensar no que me move, no que me espera, no que posso construir.

Porque quando a gente solta o que prende,
abre espaço para o que liberta.

— Edna de Andrade

Tem dias em que o céu amanhece cinza
e a vida parece esquecer de abrir as janelas da luz.


Mas é nessas horas
que a alma aprende um segredo bonito:
há claridades que nascem por dentro.


E, ainda que o coração caminhe devagar,
a fé continua acendendo pequenas lanternas no caminho.


Talvez seja isso a esperança:
esse jeito silencioso de continuar acreditando,
mesmo quando o cansaço senta ao nosso lado
e o mundo parece pesado demais.


Porque quem carrega luz na alma
nunca atravessa a escuridão sozinho.


Edna de Andrade


@coisasqueeusei.edna

Você ter aparecido na minha vida foi a melhor coisa que já me aconteceu. Nunca vou esquecer o seu sorriso lindo; quando estávamos juntos, era como se fôssemos almas gêmeas. Parecia que só existíamos nós dois neste mundo, como se o tempo parasse só para a gente.
​Cada conversa nossa é um refúgio, e o som da sua voz é o lugar onde meu coração escolheu morar. Em você, encontrei não só o amor, mas a paz que eu nem sabia que estava procurando. Quero mergulhar na profundidade do seu olhar e descobrir todos os dias um novo motivo para te amar.
​Quero viver para sempre entre juras de amor, carinho e toda a admiração que sinto por você. Prometo ser o seu porto seguro, assim como você é a luz que ilumina os meus dias mais cinzentos. O que temos é raro, é sagrado, e eu pretendo cuidar de nós com toda a força da minha alma.

Ainda procuro o guarda-roupa
que eu atravessava quando criança
talvez crescer seja esquecer o caminho
talvez lembrar só traga o inverno e nenhuma esperança
Sei que aquilo foi real para mim
mas por que parece que fui esquecida?
Guardei minha coroa há tantos anos
e o peso dela eu já nem sei
mas quando fecho os olhos por um instante
volto ao trono onde um dia reinei
Cresci, sim — mas sei que as árvores ainda falam
e o leão continua a existir
e eu continuo esperando
ele voltar e me tirar daqui
Dizem que o tempo fecha portas
e leva embora a imaginação
mas eu conheço o cheiro do inverno
que vive escondido no coração
Me chamaram de perdida
porque aprendi a viver aqui
mas eu carrego cada cicatriz daquele mundo
em cada escolha que eu fiz
Sim, eu lembro do inverno
lembro do trono, da coroa e da luz
mas o reino que me ensinou a ser rainha
foi o mesmo que um dia me expulsou
Fui gentil quando importava
quando o mundo ainda tinha cor
crescer me custou o reino
mas ainda fui rainha — e com amor
Me chamaram de perdida
porque aprendi a viver aqui
mas eu carrego cada cicatriz daquele mundo
em cada escolha que eu fiz
Sim, eu lembro do inverno
lembro do trono, da coroa e da luz
mas o reino que me ensinou a ser rainha
foi o mesmo que um dia me expulsou
Tem dias que tudo fica cinza
que o vazio é maior que a dor
mas lá no fundo eu mantenho a minha fé
o mundo pode nunca saber
mas eu jamais vou esquecer
a rainha que um dia fui naquele mundo


Musica 🎵 "Trono no inverno"
#Marcos Elias Antunes

Ideia Fixa
Você é minha ideia fixa,
Que eu não quero esquecer.
É vício que me domina,
Sede que me faz sofrer.


Preciso, no mesmo instante,
Te esquecer e te possuir.
Sumir de vez da tua vida,
Ou no teu peito existir.


Sei que não sou quem tu queres,
Mas sei que posso te amar.
Teu corpo seria o mapa
Que eu ia desbravar.


Sem freio e sem mais pausas,
Mergulho em todo o teu ser.
Nas páginas do teu livro,
Eu quero me escrever.


E quando estivermos juntos,
Preenchidos de nós dois,
Seremos um só destino:
O agora e o depois.

Quanto tempo leva pra esquecer um minuto?


O minuto que você trocou sua boneca favorita,por uma maquiagem.


O minuto que você percebeu que estava apaixonada.


O minuto que vc viu que o amor não era correspondido.


O minuto que você deu seu primeiro beijo.


O minuto que você levou um fora.


O minuto que te contaram que a pessoa que você mais amava estava doente.


O minuto que te contaram que ela não estava mais aqui.


O minuto que você percebeu que o tempo passou,você cresceu e a vida não volta.


E agora eu te pergunto,você conseguiu esquecer alguns desses minutos?

O luto não é sobre esquecer. É sobre aprender a encontrar um novo jeito de viver em um mundo que mudou.


Quando convivemos com alguém por tantos anos, sua ausência deixa um vazio imenso. Aprendemos a compartilhar a vida, a rotina, os momentos simples. De repente, essa pessoa não está mais ao nosso lado, e lidar com essa dor não é fácil.


O luto é um processo. É a saudade, a falta, a vontade de reviver lembranças. Nesse momento, veja e reveja as fotos, os vídeos, as mensagens, tudo o que fizer bem ao seu coração. Isso faz parte do luto. Não é se machucar; é uma forma de manter viva a história de quem tanto amamos.


Com o passar do tempo, a dor não desaparece, mas ela se transforma. Aos poucos, aprendemos a conviver com a saudade, levando conosco o amor e as lembranças.


Agora este é o seu momento. Viva cada etapa do luto no seu tempo.


Você é uma pessoa admirável. Que Deus fortaleça o seu coração e lhe conceda paz para atravessar esse momento tão difícil.


Um beijo no seu coração.

Ele não bebe pra esquecer,
bebe pra lembrar do desejo,
cada gole é um lampejo
do que insiste em acontecer.

O olhar promete e não fere,
Deixa rastro no chão.
A noite sussurra pecados antigos
e ele brinda aos inimigos

Não pede amor, nem perdão,
oferece presença inteira
Boêmio não por costume...
Há corpos que são origem
do incêndio que ninguém assume.

E no fundo do copo escuro
não mora o fim, nem a fuga —
mora um homem que seduz
sem pressa, sem culpa

Na luz fria da calçada,
um olhar firme, sem pressa,
o tempo passa — não pesa...
Há silêncio que revela
mais verdade do que a brisa.

Entre flores da camisa
e o brilho discreto do anel,
O copo erguido não é fuga,
é brinde à própria história...

No rosto, a noite repousa,
não como sombra ou cansaço,
mas como quem fez do passo
um verso que não se ousa.

Quem olha vê só a imagem,
quem sente entende o sinal:
há homens que viram poema
sem pedir permissão ao final.

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Eu te amo sem fim
Sem me cansar de te querer
Sem me esquecer de te cuidar
Sem me arrepender de te escolher

Eu te amo com paixão
Com o fogo da emoção
Com a chama da atração
Com a luz da admiração

Eu te amo com carinho
Com o abraço aconchegante
Com o beijo delicado
Com o olhar radiante

Eu te amo com respeito
Com a minha lealdade
Com a minha honestidade
Com a minha cumplicidade

Eu te amo sem fim
Pois você é o meu amor
O meu amor
O meu amor

Hoje é dia de recomeçar, olhar para a frente, esquecer o que passou, colher fé, amor, perdão e acreditar que vai dar certo, seja com lutas e vitórias, que esse dia possa ser regado com esperança, pois mais um presente nos foi dado, viver e contemplar toda beleza do Criador. Que o nosso coração saiba agradecer e aproveitar a chance de ser feliz mais uma vez...
Bom dia!

Ainda sinto seu cheiro,
Ainda sinto suas mãos
...Não, não pude te esquecer.
E agora o que eu faço?
E agora, o que faço?
Está tão difícil,
Cada dia mais silencioso,
Cada manha mais fria...
E agora o que faço?
Não me preparei para ficar sem você
Nunca imaginei isso, nunca pensei.
E agora o que faço..?
As vezes penso em sair por ai,
Mas as lembranças me perseguem,
Como se você fosse aparecer do nada e voltar...
E fico esperando...
Tenho certeza que é impossível te esquecer,
E me pergunto o que faço?
Seguirei como um andarilho
Num mundo incapaz de resolver isso,
Quem sabe, eu não consiga nunca
... E nem vou tentar...

⁠" Não sei o porquê
ainda amo você
apesar de todos os dias
lutar para te esquecer
e no embalo da vida
o coração pede
tua presença a toda hora
em meu corpo, que sem ter o que fazer
espera e chora
não acreditei que existisse, um amor assim
hoje sei que existe
porque tenho certeza, ele está cravado em mim...

Sei que para seguir em frente é fácil, difícil mesmo é esquecer as magoas que deixaram cicatrizes irreparáveis no coração;
Difícil mesmo é deixar para traz tudo aquilo que construímos entre verdades e expectativas irreais;
Mas mesmo assim ainda penso em você, lhe tenho em meu coração trancada a sete chaves para não te perder de vista;

Tatue o nome de alguém que você queira esquecer.
De preferência num lugar onde o verão a denuncie, onde o espelho a encontre primeiro e a camisa jamais consiga mentir.
Escolha uma tinta resistente, dessas que sobrevivem ao sal, às madrugadas, e aos discursos que fazemos quando juramos ter seguido em frente.
Tatue o nome de alguém que você queira esquecer.
Depois viva.
Colecione cidades. Troque de mesa, de estação, de calendário.
Aprenda idiomas suficientes para dizer adeus sem parecer ferido.
Ainda assim, numa esquina qualquer da memória, o nome continuará ali, feito fronteira desenhada em mapa antigo.
Tatue o nome de alguém que você queira esquecer.
Há pessoas que partem.
Há pessoas que ficam.
E há aquelas mais perigosas: as que partem e ficam.
O tempo, esse cambista desonesto, troca paixão por distância, e distância por silêncio;
mas raramente devolve o valor exato das coisas.
Por isso alguns amores terminam como impérios:
não por falta de grandeza,
mas pelo excesso dela.
Tatue o nome de alguém que você queira esquecer.
Porque um dia você acordará sem lembrar daquela voz um pouco rouca por conta do cigarro,
sem lembrar do perfume,
sem lembrar dos cílios, das unhas longas,
e daquele cabelo com um desenho que parecia sempre mudar quando você olhava de novo.
Sem lembrar da última mentira
ou do último beijo.
Mas bastará a pele respirar sob a luz
para que a cicatriz leia em voz alta
aquilo que a memória finalmente havia aprendido a calar.
Descobrirá, tarde demais,
que tinta não guarda pessoas.
Guarda sentenças.
E não existe crueldade maior
do que transformar um corpo vivo
no túmulo de alguém
que continua respirando em outro peito.
Tatue o nome de alguém que você queira esquecer.
Então ame de novo.
Beije outras bocas.
Durma em camas onde nunca pronunciaram esse nome.
E, ainda assim, toda vez que alguém tocar exatamente aquele pedaço da sua pele, será ela quem responderá primeiro.
Porque certas loucuras
não são feitas para durar.
São feitas para durar em nós.
E a tatuagem,
essa jamais foi uma homenagem.
Foi a forma mais elegante
que o desespero encontrou
de nunca mais esquecer.
Depois viva.
Cruze fronteiras onde ninguém saiba pronunciar o nome dela.
Perca-se em estradas que terminam no mar.
Descubra que o pôr do sol muda de país, mas continua encontrando o mesmo pedaço da sua pele.
Haverá fotografias.
Numa delas você estará sem camisa, rindo em alguma praia do Uruguai, com a impressão de que finalmente venceu.
E ela talvez deslize o dedo pela tela, ache bonita a paisagem, inveje a liberdade daquele homem, sem perceber que a resposta para tudo o que viveram estava escrita no seu peito, naquela mesma fotografia.

(Ele literalmente tatuou o nome dela no peito)

Algumas tocarão a tatuagem com curiosidade.
— Quem foi?
Você acenderá outro cigarro, olhará a fumaça subir como quem assiste uma cidade desaparecer ao longe e responderá qualquer mentira suficientemente bonita.
Porque existem perguntas
que não merecem a verdade.
...
Então ame de novo.
E ame direito.
Cometa o erro de acreditar outra vez.
Deixe que outra boca percorra exatamente o lugar onde um dia você decidiu condenar a sua pele.
Talvez ela beije as letras sem saber que beija um fantasma.
Talvez diga que a tatuagem é bonita.
E nunca descubra que algumas obras de arte foram feitas no exato instante em que o artista perdeu a razão.
...
Porque certas loucuras não são feitas para durar.
São feitas para atravessar países, colecionar hotéis, sobreviver a novos corpos, a novas camas, a novos nomes.
Até que um dia você perceba a perversidade mais refinada do destino:
já não sente falta dela.

No dia 28 de julho de 2024, vivi uma situação que jamais vou esquecer.


Eu estava em casa, muito doente, sem imaginar que meu corpo estava entrando em colapso. O que mais tarde descobri era que eu estava com septicemia, uma infecção generalizada gravíssima, que já estava levando meus órgãos à falência.


Procurei atendimento na UPA de Barra do Corda, Maranhão. Mostrei os exames que tinha em mãos, expliquei o que estava sentindo e deixei claro que havia uma suspeita séria do meu quadro. Mesmo assim, recebi uma injeção e fui mandada de volta para casa. Disseram que o que eu tinha era ansiedade.


Mas não era ansiedade.


Enquanto eu tentava sobreviver, meu organismo estava travando uma batalha silenciosa contra uma infecção que avançava rapidamente.


Voltei para casa sem a cirurgia que precisava e sem a urgência que a situação exigia. Passei aquela noite em uma condição extremamente grave, sem saber se veria o dia seguinte.


Foi então que Deus usou outras pessoas para mudar o rumo da minha história.


No dia seguinte, meu sogro entrou em ação. Através de um contato que ele possuía, conseguiu mobilizar ajuda para que eu finalmente recebesse a atenção necessária. Graças a essa intervenção, fui encaminhada para uma cirurgia de emergência.


A cirurgia aconteceu a tempo.


Os médicos constataram a gravidade do meu estado. Eu estava com septicemia e falência de órgãos. Quando penso em tudo o que aconteceu, não consigo deixar de refletir sobre o quanto estive perto da morte naquele período.


O mais impressionante é que, algum tempo depois, retornei à mesma unidade de saúde. Durante o atendimento, me perguntaram quais eram minhas alergias. Respondi normalmente e informei tudo com clareza.


Ao receber a receita médica, resolvi ler antes de sair.


E ali estava prescrito justamente um medicamento ao qual eu havia informado ser alérgica.


Naquele instante, um filme passou pela minha cabeça.


Se eu não tivesse lido a receita, o que poderia ter acontecido?


Esses acontecimentos me ensinaram que ninguém deve abrir mão de acompanhar o próprio tratamento. Ler receitas, conferir exames, fazer perguntas e buscar esclarecimentos não é desconfiança. É cuidado com a própria vida.


Hoje, olhando para trás, sinto gratidão por estar viva. Gratidão a Deus, ao meu sogro e às pessoas que cruzaram o meu caminho naquele momento tão crítico. Porque a verdade é que, sem essa ajuda, talvez eu não tivesse a oportunidade de contar esta história.


E isso é algo que nunca esquecerei.

Há quem diga que esquecer é questão de tempo. Eu desconfio. O tempo só aperfeiçoa a memória; ensina ela a usar máscaras melhores.


Sem perceber, eu continuo te procurando.


Não em fotos. Essas eu já conheço de cor. Te procuro nas coisas que nunca te pertenceram, mas que aprenderam teu idioma.


Quando o primeiro acorde de Arctic Monkeys atravessa o silêncio, meu peito ainda olha para a porta, como se alguma parte de mim acreditasse que certas músicas continuam sabendo o caminho de volta. Oasis faz pior: transforma saudade em paisagem. É como caminhar por uma rua antiga onde ninguém mora mais, mas todas as janelas permanecem acesas.


Eu te encontro nos livros que compro sem motivo. Há sempre uma frase que teria arrancado um sorriso teu, e, por um instante, leio em voz baixa para alguém que já não está. Fecho a página como quem fecha uma conversa interrompida.


Também te procuro nas pessoas.


Não porque elas se pareçam contigo. Seria injusto com elas e impossível contigo. Mas existe um gesto, um silêncio, uma maneira de inclinar a cabeça enquanto escutam, um riso que dura meio segundo a mais... e, por um instante vergonhoso, meu coração pergunta se finalmente te encontrou de novo. Nunca encontrou. Eram apenas desconhecidos carregando pedaços que a minha memória decidiu roubar.


Há cidades que conspiram.


Volto a lugares onde estivemos e eles insistem em manter tua ausência exatamente onde você a deixou. A mesa continua pequena demais para duas pessoas. A calçada ainda sabe a direção dos nossos passos. O vento atravessa a mesma esquina com a mesma delicadeza, como se ignorasse que agora sopra apenas contra um corpo.


É estranho viver assim.


Como alguém perseguido por um fantasma que não assombra a casa, mas os detalhes. Um perfume na rua. Um casaco da mesma cor. Uma música tocando ao fundo de um café. A dedicatória esquecida na primeira página de um romance. Nada é suficiente para trazer você de volta, mas tudo parece suficiente para lembrar que um dia esteve aqui.


Talvez seja esse o verdadeiro peso de amar alguém.


Não é sofrer pela ausência da pessoa. É perceber que ela contaminou o mundo inteiro. As músicas deixam de ser só músicas. Os livros deixam de ser só livros. As ruas deixam de ser ruas. Tudo passa a existir em dois tempos: antes de você e depois de você.


E eu sigo vivendo.


Converso, sorrio, conheço rostos novos, aperto outras mãos. Mas existe uma parte de mim que continua fazendo comparações em silêncio, como quem procura uma constelação específica num céu cheio de estrelas. Não porque as outras sejam menores, mas porque meus olhos aprenderam, há muito tempo, exatamente onde repousava aquela luz.


Talvez um dia eu pare de te procurar.


Ou talvez não.


Talvez algumas pessoas não terminem quando vão embora. Elas apenas se espalham. Ficam escondidas entre acordes, páginas, esquinas e olhares alheios, transformando o mundo inteiro numa coleção discreta de lembranças.


E o mais cruel é que ninguém percebe.


Só quem continua procurando.

EXÍLIO






O pior exílio do Éden não foi Adão levar consigo a serpente, mas esquecer que levava também a árvore da vida que frutificou no segundo Adão, Jesus Cristo



O Paraíso perde-se duas vezes: por quem o nega, e por quem o cerca de doutrinas.



As Escrituras são asas, quem as transforma em cova, expulsa-se do Éden.



António CD Justo

Princesinha

Eu queria te esquecer,
E por um instante
Lembrar-te como uma amiga.
Mas de nada adiantaria,
Ainda assim eu te amaria.
Encantar-me-ia por teus olhos de menina
No teu corpo de mocinha,
Eu sonharia a cada dia estar na sua companhia.
De princesinha encantada
Que encantou meu coração,
Eu te tornaria a minha eterna rainha,
Abrigar-te-ia no castelo do meu coração.
Mas sem o teu amor,
Sou agora um plebeu
Que se tornou vassalo
Deste amor tão desejado.
E a imagem da pequena menininha,
Princesinha que desejei como rainha,
São pinceladas deste sonho
Que cresceu só no meu coração.

⁠Será?

Às vezes me pergunto
Se vou algum dia
conseguir esquecer seus olhos castanhos claros
Seu sorriso encantador
Seu perfume doce
E dos seus lábios macios?
Será que conseguirei seguir em frente?
Será que haverá um momento
em que eu me acostumarei a não a ter mais comigo?
Será que o tempo vai curar as feridas
do meu coração?
Secar as minhas lágrimas?
E deixar o que sobrou de você em mim
partir para sempre?

Superar não é esquecer que o passado teve momentos bons. É ter a honestidade intelectual de admitir que os momentos bons não foram suficientes para sustentar a estrutura. É entender que um livro não é feito apenas dos capítulos felizes, mas também daqueles que precisamos encerrar para que a história não fique estagnada.


- Vanessa Costa Lima