Textos sobre como Curtir a Vida

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Final de dezembro


O mês de dezembro se aproxima,
e a gente para, pausa para refletir
sobre o ano inteiro, tudo que se fez (ou não).
As músicas antigas voltam,
com aquela nostalgia de criança,
mas não há mais tempo para pensar nisso.
Você não fez nada este ano todo.
Sempre colocou expectativas, metas,
e a única que conseguiu cumprir
foi a de continuar vivo.
Vivo para se iludir de novo, no próximo ano.
O consolo está na mesa,
No dia do Natal:
o estômago cheio, a máscara no rosto,
fingindo sorrisos para a parente que se detesta.
Que venha o novo ciclo!
É, o ano vem e as metas seguem.
Talvez eu só coloque mais uma:
Parar de fumar.

Sono profundo e tranquilo de uma criança amada sobre um colo que passa muita confiança,

cujo coração serve como um abrigo que é cheio de amor e uma abundância imprescindível de carinho, respeito, consolo e bons sentimentos,

uma prova do zelo do Senhor desde um simples momento que com certeza ficará guardado na mente,

parte de um mútuo contentamento, um laço singular que ficará cada vez mais forte com passar do tempo.

POEMA INEVITÁVEL


Eu queria falar sobre deus, sexo, política, amor e trivialidades; mas me colocaram uma carapuça, e fui treinado a ser um personagem.
Depois, quis me tornar poeta, músico, filósofo e até ator. Porém, descobri que, desses, eu já tinha me tornado ator, não por opção, mas por imposição das situações, e sufoquei os outros personagens.
Eu quis me tornar um humanista, um sociólogo, talvez antropólogo, filólogo e até defensor de causas perdidas ou ganhas. Acontece que meu personagem não discute muito com minha dignidade: meu lado ator sempre vence quando a conveniência grita mais alto!
Enfim, decidi partir para as trivialidades da vida, já que não me restavam muitas escolhas. Eu tentei ser muitos, e acabei não sendo eu. Então, fiz da vida minha luta, minha sobrevivência, minha causa (também por imposição). Ergueri um castelo de sofismas, e o meu estandarte foi tremular pequenas ideias que não eram minhas. Lutei bravamente para anunciar, dentro de mim, um poema inevitável, confrontando meu personagem que, por conveniência, acabou sufocando o eu iludido que achava que era eu!!!


#israelsoler

Sobre você.


Ao parar percebo o vento passando por mim. O tempo continua seu trajeto. Sem jeito me ajeito em seu peito nesse único momento tudo parece congelado. Em seus olhos cor de mel, vejo o reflexo do seu livro favorito.
Estrelas, universo, mochilas, 42, Marvin.


Você é assim.


Por um instante consigo sua atenção, e de um reflexo a outro me vejo neles completamente hipnotizada.
Seu sorriso surge como uma distração sem saída, meu coração dispara.


Você é assim.


As luzes eclodem ao cair da noite, os carros passam indo para seus destinos, guiados por alguém ansioso ou cansado, mas de novo seu cheiro entoa por todo o meu corpo, esse é meu jeito de te amar.
No silêncio ardentemente me recordo.




Você era assim.

Entendendo o sucesso de Virgínia e a sociedade em que vivemos

Hoje eu vou falar sobre o sucesso da Virgínia Fonseca, mas não para julgar ela como pessoa. A ideia aqui é entender o que o sucesso dela mostra sobre a sociedade em que a gente vive.

Muita gente admira a Virgínia porque ela mostra uma vida cheia de dinheiro, beleza, viagens, casas grandes e uma família que parece perfeita. Mas por que isso chama tanta atenção?

Primeiro: o que é capitalismo?

O capitalismo é o sistema em que a gente vive. É basicamente um jeito de organizar a sociedade onde quem tem dinheiro tem mais poder e mais oportunidades. No capitalismo, tudo vira produto: roupa, celular, comida e até a imagem das pessoas.

Por exemplo:
Quando a gente entra no shopping, tudo foi feito para a gente querer comprar. Nas redes sociais acontece a mesma coisa. Quando a Virgínia mostra uma bolsa cara ou um produto, ela não está só mostrando — ela está vendendo um sonho de vida melhor.

Ostentação: mostrar para ser reconhecido

Ostentação é quando a pessoa mostra o que tem para provar que venceu na vida.
Um exemplo simples:
Se alguém chega no bairro com um carro novo e caro, muita gente já pensa: “Essa pessoa está bem na vida”.

O sociólogo Pierre Bourdieu explica que isso gera prestígio, ou seja, as pessoas passam a respeitar mais quem parece ter sucesso. A Virgínia faz isso o tempo todo nas redes, e por isso tanta gente admira.

Beleza como trabalho

Hoje em dia, a beleza também virou trabalho.
Cuidar do corpo, do cabelo, da maquiagem e da roupa gera dinheiro nas redes sociais.

Um exemplo do dia a dia:
Uma pessoa comum tira uma foto bonita e recebe elogios. A Virgínia tira uma foto e recebe dinheiro, contratos e patrocínios.

O sociólogo Zygmunt Bauman explica que vivemos numa sociedade onde as pessoas precisam se vender o tempo todo para serem aceitas.

“Se ela conseguiu, eu também consigo”

Muita gente pensa assim, né?
Isso se chama meritocracia: a ideia de que todo mundo vence só com esforço.

Mas vamos pensar num exemplo simples:
Duas pessoas querem abrir um negócio.
Uma tem dinheiro guardado, apoio da família e contatos importantes.
A outra mal consegue pagar as contas no fim do mês.
As duas se esforçam, mas não começam do mesmo lugar.

Ou seja, nem todo mundo tem as mesmas oportunidades.

Agora: o que é patriarcado?

O patriarcado é um sistema antigo em que o homem manda mais e a mulher fica com a maior parte da responsabilidade da casa e dos filhos.

Mesmo hoje, isso continua acontecendo.
Um exemplo comum:
Quando um filho adoece, geralmente perguntam pela mãe, não pelo pai.

A Virgínia aparece como uma mulher rica e famosa, mas também como mãe perfeita, esposa presente e dona de casa organizada. A filósofa Angela Davis explica que isso coloca uma pressão enorme sobre as mulheres, como se elas tivessem que dar conta de tudo sozinhas.

Família como prova de “boa pessoa”

Mostrar uma família feliz passa a ideia de que a pessoa é correta e confiável.

Um exemplo:
Quando alguém diz “é pai de família” ou “é mãe dedicada”, automaticamente a pessoa ganha mais respeito.

Mas esse modelo de família não representa todas as realidades, e muita gente acaba se sentindo inadequada por não viver assim.

O que é racismo estrutural?

Racismo estrutural é quando o preconceito não aparece só em xingamentos, mas na forma como a sociedade funciona.

O jurista Silvio Almeida explica que pessoas brancas, no geral, têm mais acesso a oportunidades do que pessoas negras.

Um exemplo do dia a dia:
Uma pessoa branca e uma pessoa negra entram numa loja.
Muitas vezes, a pessoa negra é mais observada pelo segurança.
Isso é o racismo funcionando de forma silenciosa.

A imagem de sucesso da Virgínia segue um padrão de beleza e de vida ligado à burguesia branca, que é vista como modelo ideal na sociedade.

A Virgínia não é só uma pessoa famosa. Ela é um símbolo do tipo de sucesso que o capitalismo valoriza: dinheiro, beleza, consumo e família perfeita.

Entender isso ajuda a gente a parar de se comparar tanto e a perceber que o valor de uma pessoa não está no dinheiro, na aparência ou na vida que aparece nas redes sociais, mas na sua história, nas suas lutas e na sua humanidade.

"À medida que o ocaso do ano se aproxima, somos convocados a refletir sobre a jornada percorrida. O tempo, inexorável e fugaz, nos apresenta a oportunidade de avaliar os ciclos que se encerram e os que estão por vir. É um momento de introspecção profunda, em que podemos contemplar os acertos e desacertos, as conquistas e as derrotas, as alegrias e as lágrimas.

Neste limiar entre o fim e o começo, somos instados a fazer um balanço da nossa existência. Quais foram os propósitos que nos guiaram? Quais foram os sonhos que cultivamos? Quais foram as escolhas que fizemos? E, mais importante, quais são as lições que podemos extrair dessas experiências?

A passagem do tempo é um convite à reflexão, à autoanálise e ao autoconhecimento. É um momento para questionar nossos valores, nossos objetivos e nossas prioridades. É um momento para nos reconectar conosco mesmos e com o mundo ao nosso redor.

À medida que encerramos um ciclo e nos preparamos para abrir outro, somos chamados a renovar nossos propósitos e a redefinir nossos caminhos. É um momento de esperança e de renovação, em que podemos reescrever nossa história e criar um futuro mais alinhado com nossos sonhos e aspirações.

Que possamos aproveitar essa oportunidade para refletir, aprender e crescer. Que possamos encontrar a sabedoria para discernir o que é verdadeiramente importante e a coragem para seguir em frente com determinação e propósito. Que o novo ciclo que se aproxima seja um tempo de bênçãos, de realizações e de crescimento para todos nós."

Eu oro sobre meu coração e mente
Eu sou curado pelas Tuas feridas
Teu sangue declara que eu sou livre No poderoso Nome de Jesus Hope Darst / Jacob Sooter / Lauren Sloat.

Toquei na orla de Suas vestes e, nesse instante, senti o toque de Suas mãos sobre mim. A existência humana encontra sua plenitude na decisão de mover-se em direção ao Cristo; inversamente, tudo desmorona e precipita-se em ruína quando nos distanciamos da Fonte da Vida.


Há uma regeneração ontológica — um novo nascimento — reservada àqueles que se achegam a Ele. Contudo, testemunhamos o fenômeno da decadência espiritual quando o ser humano prioriza o culto aos homens, aos erros e às falsas aparências, em detrimento da face divina do Redentor. É perigosamente fácil perder a paixão pelo Sagrado. Não permitamos que as 'coisas boas' e as facilidades deste mundo roubem a primazia do amor que deve arder por Cristo. Ele nos convida não a uma religiosidade de superfície, mas a uma proximidade radical.


A metafísica do toque é real: ao tocarmos o Verbo, somos restaurados em nossa essência. Frequentemente, buscamos apenas o alívio imediato, mas o imperativo bíblico nos chama à contemplação: 'Olhai para Ele e sede iluminados' (Salmos 34:5). A verdadeira cura transcende o físico; é a iluminação da alma que nos permite enxergar além das sombras do tempo passageiro.


Por tempo demais, a Igreja tem concentrado seus esforços no 'concreto e no tijolo', negligenciando a edificação do espírito. Não sejamos como o cavalo ou a mula, destituídos de entendimento. Precisamos ser guiados pelo olhar de Cristo. Ora, para onde Ele fita Seus olhos? Estará o Senhor focado em cargos eclesiásticos, templos suntuosos ou êxitos corporativos?


Certamente não. Os olhos do Senhor buscam o que o mundo ignora: o sofrimento dos invisíveis, a dor da criança violentada, o clamor da mulher agredida e o abismo existencial do depressivo. A missão da Igreja não é erguer monumentos a si mesma, mas ser o corpo vivo que move os pés e as mãos de Jesus em direção aos aflitos.


Concluo que, os olhos de Cristo hoje são os seus; as mãos Dele são as suas; os pés Dele são os seus. Sejamos o Cristo encarnado nesta terra, levando o pão ao faminto, a água ao sedento, o vestuário ao nu e o calor do abraço aos que habitam o frio da solidão. Que nossas ações sejam a mensagem viva, capaz de convencer o coração humano por intermédio do Espírito Santo. Sejamos, enfim, o amor de Deus em movimento."

Eu morreria
Eu viveria
Eu, eu, eu...
Mas não é sobre mim,
é sobre você com sua indubitável certeza.
Sobre o quanto você quer que não seja eu.
A verdade é que quem ama demasiado, e sente-se enormemente feliz, na mesma dosagem se vê infeliz quando tudo se rompe.
Porque do ponto inicial nao existe equilíbrio...
Ja que o estado 0 migra direto ao 10 tanto pra felicidade quanto pra melancólia.
Leia-se (alegria)10_____0____10(melancolia)
Não ha 1,2,3...
Pois quem ama efusivamente sofre efusivamente no mesmo tamanho que ama.
A corrida de sofrer 10 todos os dias, morro 10 todos os dias.
Até quando não restar 0 (zero)

Ela pegou a vassoura
e saiu voando pela janela,
ainda vejo sua silhueta sobre a vassoura
em contraste com a lua cheia...
mais cedo fez chover pétalas de rosas
me falou da essência do amor...
e cheirando a jasmim
levitava entre entre as bromélias do jardim,
ela me disse que era pra sempre
que era infinito, sempre que acontecesse
deitamos a luz da lua
acordamos a luz das estrelas
e tudo que era poesia invadiu minha rua...

Um versículo bíblico muito usado para falar sobre amizade, inimigos e aprendizado espiritual é estes:

Provérbios 27:17
“Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu amigo.” Fala sobre amizades verdadeiras que nos fortalecem e nos fazem crescer.

Mateus 5:44
“Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.” Ensina que até os inimigos têm um papel no nosso crescimento espiritual.

Provérbios 19:20
“Ouça os conselhos e aceite a disciplina, e no fim você será sábio.”

Romanos 8:28
“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.”

Jesus sempre ensinou que o caminho da vida é amar e perdoar. Mas não entenda perdão com andar contigo, abraçar você, e festejar com você.

Jeremias 17:5
“Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem,
que faz da carne mortal o seu braço
e aparta o seu coração do Senhor.” Esse versículo ensina que colocar a confiança total nas pessoas, e não em Deus, leva à frustração espiritual.

Salmos 1.1
“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios,
não se detém no caminho dos pecadores,
nem se assenta na roda dos escarnecedores.” Aqui Deus alerta sobre más influências, zombaria e pessoas que desprezam princípios.

Um versículo bíblico muito usado para falar sobre amizade, inimigos e aprendizado espiritual é estes:

Provérbios 27:17
“Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu amigo.” Fala sobre amizades verdadeiras que nos fortalecem e nos fazem crescer.

Mateus 5:44
“Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.” Ensina que até os inimigos têm um papel no nosso crescimento espiritual.

Cera feia não me assusta.
Palavras malditas não têm poder sobre mim.
Falar mal de mim não me torna uma pessoa má, apenas revela quem realmente fala.


A inveja dos outros não muda a minha simplicidade, nem apaga a luz que carrego.
Praga lançada contra mim não encontra morada, porque minha fé é maior que qualquer maldade.
Não tenho tempo para loucura, nem para quem deseja minha queda.
Minha força é sereno escudo, minha verdade é arma invisível.


Podem tentar, mas não vão me matar.
Eu sigo firme, inteiro, verdadeiro.


8

⁠Hipótese

Se tu não existisse
Talvez não falaria sobre o amor
Provavelmente nem tocaria nesse assunto
Pois ainda não poderia ter encontrado
Alguém que me fez experimentá-lo.

Não escreveria poesia
Pois não teria nada para dizer
Muito menos assunto
Para poder te descrever.

Cansada de nenhum poema se quer
Conseguir criar
Inventaria alguém para amar
Alguém com quem eu poderia viver
Poderia crescer
Alguém assim, como você.

Alguém que me tirasse inúmeros sorrisos
Alguém que me entendesse por inteiro
Sem que eu precisasse traduzir
Alguém que pudesse me ouvir
E que entenda quando precisar partir
Alguém que cometesse seus erros
Mas que tentasse não repetir
Alguém que mostre e siga comigo
O caminho que preciso seguir.

Perceberia que inventei algo impossível
Algo que nunca acharia tão facilmente
Felizmente vivo em uma realidade diferente
Onde aquilo que muitos buscam
Já me pertence.

Se tu não existisse
Não poderia dizer que aprendi a amar
Nem entender o sentido de se doar a uma paixão
E então viveria uma vida de ilusão
À procura de algo que não poderia ter em mãos
Não faria sentido assistir a partidas de futebol
Pois não lembraria de ti
Não faria sentido algum ouvir a nossa música
Pois nessa triste realidade não ouviríamos juntos
Não existiriam sorrisos apaixonantes
Pois com certeza nenhum se aproximaria do seu
Não teria nexo amar alguém
Pois esse alguém não seria você.

Viver já não teria mais a mesma essência
Pois momentos semelhantes aos que tive ao seu lado,
Ao menos teriam sua pertinência.
Com isso, acredito que pela dependência
Que herdei de ti
Não conseguiria viver assim
Sem tua oportuna companhia
E sem nosso pré-definido
Fim.

⁠Estava escrevendo sobre a dor... lembrei de uma canção de Renato Russo: disseste que se tua voz tivesse força igual a imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa mas a vizinhança inteira.

A dimensão da dor nunca foi tão bem explicada, equivale a dimensão do amor quando Shakespeare o explica pela morte de Romeu e Julieta.

Usei ambos...

e repito o que disse: a dor é o sentimento que nos aproxima do nosso eu humano. O resto é falsidade.

CÓDIGO DE BARRO

Tenha sempre a prudência, o velho tino
de saber que não sabe tão profundo
sobre a vida; os mistérios; o destino;
as verdades de agora e de além mundo...

Se nem sei de qual dom sou oriundo,
vim brincar de viver; eis o menino
sob a capa do sábio moribundo
que descobre-se apenas um cretino...

Saibam todos que nosso tudo é nada,
somos terra batida nesta estrada
viciada - nos traga igual cigarro...

Não voamos além do próprio chão,
nem viemos dotados de visão
para ler nosso código de barro...

CRÔNICA FRUSTRADA SOBRE A MÃE

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Mãe é verbo e pronome na mesma língua. É um substantivo adjetivo. Nome próprio do amor maior. Ao mesmo tempo que singular, mãe é coletivo. Às vezes declara que não é duas; é simplesmente uma, porém é muitas... muitas em uma só.
Tem a força imensa da fraqueza enganosa da mulher. Natureza interior que sublima o bem e o mal. Desafia toda e qualquer fé que se baseia na filosofia... toda vã filosofia - pois toda é vã - que o ser humano procura desenvolver do que não entende... maternidade, por exemplo.
Uma espécie de celebridade oculta. verdade secreta que se avoluma no silêncio do seu dom infinito; imensurável. Que não precisa da explicação que não tem, pois complica o simples; complicadamente simples para o contexto afetivo do simplesmente ser.
Que dizer sobre mãe, que não seja pleonasmo e clichê? Como não cair no lugar-comum, para depois não ter dito nada? Foi assim que por lei do próprio tema, fiz tantas voltas e retornei ao vazio. Ao discurso do que sei que não sei de ser mãe... mãe de verdade.

PARA SEMPRE DEMOCRACIA

Demétrio Sena - Magé

Nunca mais o temor de pensar em voz alta
sobre a vida; o país; o poder e seus danos;
nunca mais outros anos de chumbo e tortura
nem da falta de sonhos em tempos de assombro...
Por favor; nunca mais nosso olhos sombrios
da certeza dos olhos que anotam quem vive
com os brios abertos aos ventos expostos,
pra punirem vivências além das cartilhas...
Tentativas de golpe nem golpe alcançado,
nunca mais atestado de mau cidadão
pra pessoas pensantes; de vontade própria...
Para sempre vivermos esse nunca mais
e ninguém repetir o fatídico dia;
sem escape; anistia; sem impunidade...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

O LIVRO DOS ESPÍRITOS - QUESTÃO 632.
SOBRE O BEM E O MAL SEGUNDO A LEI NATURAL.


A questão seiscentos e trinta e dois de O Livro dos Espíritos, traduzido por José Herculano Pires, situa-se no âmago da ética espírita, onde a consciência humana é convocada a discernir, com rigor, o bem e o mal. O questionamento é direto: sendo falível, poderia o ser humano enganar-se, atribuindo ao bem aquilo que, em profundidade, é mal?


A resposta dos Espíritos superiores, sintetizada pela remissão ao ensino do Cristo, é lapidar e absoluta: tudo se resume ao critério do que desejaríamos receber. Este princípio, enunciado como medida universal, evita sofismas e protege o espírito contra ilusões morais. O erro humano não se origina na lei, mas na deformação dos desejos e na projecção egoísta das próprias paixões.


A lei natural, conforme elucidada por Kardec em mil oitocentos e cinquenta e sete, é inscrita na consciência. O equívoco ocorre quando o homem, em vez de consultá-la, inclina-se à sombra de seus interesses, perdendo a clareza interior. A ética espírita, entretanto, oferece um método: a diligência reflexiva, o autoexame diário, a comparação entre aquilo que faço e aquilo que gostaria de receber caso estivesse na posição oposta. É um retorno permanente à simplicidade da sentença do Cristo.


A aplicabilidade deste princípio é inalterável. Não depende de época nem de circunstância, pois se funda na reciprocidade moral que estrutura a convivência e regula o progresso espiritual. Toda ação que resiste ao teste da reciprocidade revela-se legítima; toda ação que o reprova denuncia desvio.

Sobre cabelos....


A gente está o tempo todo tentando modificar, modelar, domar nossos cabelos, quem tem liso quer enrolar, quem tem enrolado quer alisar, quem tem muito quer ter menos, quem tem pouco quer ter mais...Sem falar do maior dilema: as cores as cores...


Cabelos são parte integrante da nossa personalidade, gosto de quem tem a coragem de assumi-los como são e assim amá-los!


Acho parte importante de se amar!


Algo muito contraditório é perceber que tudo o que bagunça nossos cabelos é simples, naturalmente belo e prazeroso:
o sol, o mar, o vento, andar de bicicleta, de moto, correr, pular, nadar, a chuva… e fazer amor.