Textos sobre como Curtir a Vida
PARAÍSO
Demétrio Sena - Magé
Elas brincam lá fora como à flor da idade;
são maduras e doces; têm polpa suave;
liberdade sem peso da culpa dos credos;
despojadas, desnudas, são cheias de graça...
E me chamam, provocam, como se há bem pouco
não tivessem brincado em todos os meus becos,
os meus secos, molhados que ainda repousam
dos castigos gostosos das últimas horas...
Têm as curvas bem feitas, que o tempo manteve;
a malícia dos lábios tem certa inocência
que reveste as essências com fogueira branda...
Tão senhoras de si, tão de mim, tão dos ventos,
dos momentos, das horas e das sensações
em meus poros expostos a tanto prazer...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
COMO TE AMO
Demétrio Sena - Magé
Por te amar como amo, cresci como gente;
porque antes amava sem essência e tino;
vim achando a tu'alma e descobrindo em mim
que o destino foi feito pra me fazer teu...
Eu te amo com graça que o tempo somou
sobre todas as somas de nossas vivências,
a minh'alma tomou, gole a gole, na taça
do meu sonho afetivo, as essências das horas...
Por te amar como amo, tudo vale a pena;
cada cena da saga que traçamos juntos
e fizemos dos juncos um cesto profundo...
Vim te amar como amo, nas idas e vindas;
nos aindas e jás desse jazz de viver
para ver flor e fruto em estação propícia...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
VILÃO CONSENSUAL
Demétrio Sena - Magé
Deixarei que me deixe, do seu jeito,
como quem é deixada; não quem deixa;
pouparei sua queixa e sua culpa,
pois meu peito está bem calcificado...
Dói nos ossos, mas tenho que deixar
seu aceno verter no tempo avante;
não levante o seu gesto, deixe a vida
registrar que fui eu quem disse adeus...
É melhor estancar o sangue preso,
dedender, indefeso e sem arroubo,
a minh'alma dopada e combalida...
Ser vilão da novela sem sentido,
pra não ser desmentido na verdade
que será meu segredo até meu fim...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Para que tantos julgamentos nos pintaram como eternos errantes, seres imperfeitos e egoístas.
Serão justas as comparações?
Acredito que não, mas o que conforta e que somos a identidade de um ser supremo, pois somos tua imagem e semelhança.
E a exemplo de teu filho fica a certeza de um dia vivemos eternamente, perfeitos longe de qualquer sentimento de egoísmo e atitudes errantes.
Para isso basta trilhar um caminho de conversão, de o primeiro passo à vida.
Como e bom acordar com a certeza de um amor verdadeiro.
Amor puro, livre de maldade de qualquer malicia.
E tão bom sentir teu amor correndo entre meu sangue seguindo direto ao meu coração transformando minhas simples células em essência de pureza e felicidade constante.
À fonte do amor, a única que é capaz de completar o mais solitário dos corações.
Obrigado Jesus por ser tornar parte da minha essência.
De nada adianta ir a um templo do senhor para fazer media como cristão, devemos ir à casa do senhor pra nos abastecermos do Espirito Santo para nos purificarmos de nossas enfermidades humanas que nos afastam do pai.
Temos por dever como filhos de Deus de ser moradia do pai, pois ser cristão esta longe de uma simples tradição religiosa, ser cristão e ser como Jesus, renunciar sua vida para o bem do próximo.
Seja CRISTÂO..!
Sempre procurei sua presença por onde passei, mas nunca a tinha sentido tão próxima como agora.
Posso sentir seu perfume me dando vida, enchendo meus pulmões de esperança.
Como é maravilhoso quando percebemos, que aquela pessoa que tantos buscamos, esta tão perto que quase dá para toca-la.
Você sente aquele perfume substituindo o ar da vida.
Mais próximo que isso, só quando seus sentimentos refletirem como um espelho tudo aquilo que sinto, como uma repetição, num coração tão grande que se aperta pelo seu olhar
Vamos lá, amor. Uma coisa que, na minha perspectiva, é muito superficial, como uma amizade. Ou, como o tempo, uma hora acaba. Mas e o "amor eterno"? Aquilo que os casais prometem um ao outro quando acham que se amam. Assim que a relação acaba, o "amor" acaba. Mas e todo aquele papo de "pra sempre"? Ou então de "vamos nos amar para o resto da vida"? Isso é apenas uma palavra. Você diz da boca pra fora o que sente, e é apenas felicidade de estar com a pessoa no devido momento. Mas, ao invés de você dizer "estou feliz", é melhor massagear seu ego falando para a outra pessoa que a "ama".
Nem sempre fui assim; já acreditei no amor. Mas aqui estou, escrevendo uma carta de repúdio ao amor, sendo hipócrita e egoísta ao mesmo tempo, pois já amei, já fui amado, tive a melhor sensação do mundo, que é o acolhimento. Você sentir que não só está, mas que faz parte daquilo. Já estive com uma das melhores pessoas do mundo, sem dúvidas uma das melhores, mas tive como consequência a pior sensação: a sensação de deixar de existir, de ser e não significar. Consequência essa que veio em um momento muito desoportuno. Se fosse um livro, com certeza seria “Divina Comédia (Inferno de Thiago)”.
É indescritível como sentir falta pode parecer um pedaço arrancado de você—um olhar que um dia já foi seu, um coração que um dia lhe pertenceu, um sorriso que um dia você viu como parte de si, sempre destinado a você e suas bobagens. Impressionante como podemos sentir tanto por alguém, e essa pessoa sequer faz ideia… ou, talvez, prefere não acreditar. Mas o peso de um silêncio ensurdecedor que ecoa dentro de mim me faz questão de lembrar a cada dia a falta que você me faz.
Atenciosamente: Thiago M.G de Moraes
TUAREGUE por Ádyla Maciel
Sou andarilho do tempo como os tuaregues do norte da África, apesar da bela paisagem odeio ter que partir tão cedo, assim tão escuro, antes do amanhecer. Nasci para percorrer os quatro cantos da terra, como os atletas superhumanos, como os monges e hippies, porém odeio atravessar o rio em dias de enchentes, mas amo ser água, águia, fênix porque o céu é bonito em qualquer lugar. Sempre amplo, sempre claro.
Em- carnação
Penso em seus olhos
A cada 28 dias
Como uma loba no cio
Uma pedra de gelo
Desaparecendo
Dentro da fogueira.
É magia branca
Fogo imaginário
Que não queima
Só arde...
Desde a penúltima lua
A cada 30 surtos
E se tudo der certo
Te vejo daqui mil anos
Naquele mesmo lugar de sempre
Num banco de praça
Em minhatura
No lado esquerdo
Do cérebro.
O ser humano.
Gostaria de ser mais esperançoso em relação ao ser humano, mais como posso ter tal pensamento diante de tantas atrocidades que vejo hoje em um mundo que poderia ser maravilhoso em todos os sentidos?
O mundo vive em meio a um estado de calamidade, onde GUERRAS são chamadas de "guerra santa", mais eu chamaria de loucura humana.
Como já dizia Renato Russo: "Uma guerra não pode ser santa".
O homem mata seu próximo em nome de Deus, que heresia descabida, Deus não colocou a faca na mão dos homens que derramaram o sangue de vítimas inocentes, não deu armas para a matança de centenas de pessoas que foram tirados de suas famílias, onde nem mesmo crianças são poupadas. Homens de diferentes fé matando uns aos outros, crentes de que estão ganhando o caminho do céu ao livrar o mundo terreno de infiéis ou hereges. Para incitar essas "guerras santas" eles sempre adotam os critérios de uma "boa causa", que pode estar justificada em textos sagrados ou em teses desenvolvidas por teólogos e pensadores religiosos, às vezes motivados por necessidades políticas ou militares de manutenção, expansão ou luta pelo poder, o que para mim é mais óbvio.
O que mais lamento, é a falta de discernimento das pessoas que fazem isso, pois possuem uma crueldade extrema não justificada, e usam o Santo nome de Deus em vão, para praticarem seus atos de insanidade, que Deus os perdoe, pois não sabem o que estão fazendo.
Me fez sonhar
Como esquecer da quelé beijo ,como esquecer da quelé xeiro , como esquece da quelé olhar que quando eu me despedia me olhava e sorria e assim me fazia delirar.
Por mais que tentassemos desfarçar nosso olhares se encontravam, mesmo nós deixando sem graça não conseguiríamos nós ignorar,entre chegada e partida ela sempre me surpreendia com um sorriso e a beleza da quelé olhar.
Entre ligações e encontro cai em seus encantos até chegar ao ponto de não querer perder algo tão lindo que me tirou de um lugar não vivido e me devolveu o significado de sonhar.
Pode parecer que estou olhando através de um prisma um tanto egoísta, mas é a maneira como escolho enfrentar os intricados fios dos meus sentimentos e dilemas nesta jornada chamada vida. O sofrimento, descobri, não é necessariamente a sombra mais temida que se projeta sobre nossos dias. Afinal, esta existência nos foi concedida uma única vez, uma única chance para dançarmos sob os raios efêmeros deste sol que ilumina nossos caminhos. Não é a norma ter uma vida repleta de felicidade e júbilo constante; isso compreendo. E está tudo bem, pois é nas variações que encontramos as cores que pintam nosso ser.
Desejo viver cada uma das minhas experiências com um fervor inquebrantável. Quero degustar o sabor agridoce da vida em sua plenitude, seja ele envolto em doçura ou amargura. Quero sentir o toque suave do sol beijando minha pele em um dia radiante, e também me perder na melodia da chuva que acaricia a noite. É uma dança de opostos, uma sinfonia de contrastes que preenche meus dias.
Este entendimento de que esta é minha única chance, minha única passagem por esse espetáculo grandioso, faz-me desejar ardentemente absorver cada instante, cada emoção, como se fossem a própria essência da minha alma. E enquanto as batidas do meu coração ecoam em sintonia com o compasso do tempo, prometo a mim mesmo que vou buscar o fulgor da paixão em cada aurora e a serenidade do romance em cada crepúsculo.
Que esta jornada seja marcada não apenas por realizações, mas pela compreensão profunda de que é a mescla das lágrimas e dos sorrisos, das lutas e das vitórias, que confere verdadeiro significado à minha existência fugaz. E assim, carregado com essa consciência, mergulho de cabeça no fluir das estações, nas marés constantes das minhas próprias emoções, sabendo que estou verdadeiramente vivo quando abraço a totalidade desse deslumbrante caos que chamamos de vida.
Como é fácil gostar de você
Como é fácil gostar de você...
Não se pode negar ou sequer esconder
O sorriso do sorrir dos olhos teus
Que, teimosos, fazem luzir os meus
Como é fácil gostar de você...
Pois transpareces por rosto angelical
Pessoa alegre, divertida e calma
Do amor a semente plantada em minh´alma
Como é fácil gostar de você...
Moça que em desalinho balança o cabelo
Faz-me julgar pássaro ver tão fascinado
Bailando a cantar da vida a canção maravilhado!
Como é fácil gostar de você...
Cujo mais que luzente sorriso encanta
E o sol faz envergonhar-se...não minto!
Já que tamanho é o brilho nesse teu rostinho
Como é fácil gostar de você...
Assumo, seu jeito menina-mulher faz-me render
A esse teu existir que não cabe explicar
Nem com mil versos, estrelas ou luar.
FEITO DE VERÃO
Você é como o verão
Chega, aquece o coração.
Você é como o a brisa do mar
Chega e encanta por onde passar
Você é como sol
Quando aparece irradia a todos
Você é como uma onda
Tem sua maré baixa e maré alta, mas sempre está presente
Você é como a areia da praia
Podem tentar te tirar de lá, mas você é muito mais que um único grão.
Você é como a brisa do mar
Trás consigo uma calma, uma brilho sereno.
Você é como uma lua cheia sobre o mar
Ilumina na escuridão
Você é verão é praia
Você é feito de agua de sal e cevada
Você é muito mais que rosto bonito
Muito mais do que você possa imaginar
Você é vento sem direção e chuva de verão
Você é vibe que contagia
Você é a cor preferida, a cor do sol nascendo e se ponto em dias de verão.
Você é mares que vem para o bem
Você é verão
Eu carrego a morte de alguém comigo. Não como lembrança distante, mas como algo vivo, pulsando dentro do meu peito. Ela respira comigo, anda comigo, dorme ao meu lado quando fecho os olhos. Não importa onde eu esteja, aquele momento sempre chega antes de mim.
As pessoas dizem que não foi culpa minha. Que foi um erro, um acidente, uma consequência inevitável. Elas falam isso com facilidade, como quem descreve o clima. Mas eu estava lá. Eu vi os olhos perderem o foco. Eu ouvi o último suspiro falhar no meio do caminho. Eu senti o peso da vida se tornando apenas… carne.
Eu lembro do som. Sempre lembro. O impacto não foi alto, foi seco, errado. Um som que não deveria existir. Houve um segundo de silêncio absoluto, e nesse segundo eu soube. Antes mesmo de olhar, eu soube que tinha acabado com tudo. Quando meus olhos desceram, o corpo já não respondia. Peso morto. Calor indo embora rápido demais.
Minhas mãos tremeram, mas não largaram. Tinham sangue nelas, muito mais do que eu esperava. Grosso, escuro, quente. Escorreu pelos pulsos como se quisesse me marcar, como se quisesse garantir que eu nunca esquecesse quem eu era naquele instante. Eu fiquei ali parado, incapaz de agir, esperando um milagre que não veio.
Desde então, nada em mim funciona direito.
A culpa não é um pensamento, é uma sensação física. Ela aperta minha garganta até doer engolir saliva. Ela faz meu estômago revirar, como se algo estivesse apodrecendo por dentro. Às vezes eu acordo com vontade de vomitar, outras vezes com vontade de gritar, mas nunca faço nenhum dos dois. Eu engulo. Sempre engulo.
Já lavei minhas mãos até a pele rachar. Até arder. Até sangrar de novo. Mas o vermelho nunca some de verdade. Ele volta quando fecho os olhos. Volta quando o silêncio fica alto demais. Volta quando alguém confia em mim, porque eu sei exatamente o que sou capaz de destruir.
Eu não me perdoo. Não porque não tentaram me convencer, mas porque eu não mereço. O perdão exige que o erro fique no passado, e o que eu fiz não ficou. Ele se espalhou. Moldou tudo o que eu me tornei depois.
Em batalha, eu avanço sem medo. Parte de mim espera ser atingida. Não por coragem, mas por cansaço. Cada dor nova é pequena comparada àquela que nunca para. Cada ferida aberta é um lembrete de que ainda estou aqui… quando talvez não devesse.
Eu sigo em frente não por esperança, mas por punição. Viver é a sentença. Lembrar é a tortura. E carregar essa culpa é a única coisa que me mantém honesto sobre quem eu realmente sou.
Eu não esqueci.
Eu nunca vou esquecer.
E isso é o que mais dói.
— Cyrox
Havia um garoto que carregava o coração como quem carrega um segredo bonito. Ele não falava muito sobre sentimentos, mas sentia tudo em profundidade. Sentia o mundo, as pessoas, os silêncios. Havia nele uma delicadeza rara, um jeito calmo de amar a vida como se cada dia fosse um encontro marcado com o destino.
Esse garoto acreditava no amor mesmo quando ele doía. Acreditava nos olhares demorados, nas conversas que atravessam a madrugada, nas mãos que se encontram sem pedir permissão. Ele sorria quando pensava em alguém especial, daqueles sorrisos involuntários que denunciam o coração antes da razão.
Gostava da ideia de dividir momentos simples: caminhar sem rumo, ouvir uma música baixa, observar o céu mudando de cor no fim da tarde. Para ele, o romance não estava em grandes promessas, mas na constância de estar presente, no cuidado silencioso, no desejo sincero de fazer o outro se sentir em casa.
O garoto tinha um jeito bonito de amar. Amava com intensidade, mas também com paciência. Não tinha medo de demonstrar, de se entregar, de sentir demais. Sabia que amar era um risco, mas preferia o risco ao vazio. Preferia um coração marcado a um coração fechado.
Quando se apaixonava, o mundo ganhava outra cor. As noites ficavam mais longas, as músicas mais profundas, as palavras mais necessárias. Ele imaginava futuros possíveis, mesmo sem garantias, porque para ele o amor sempre vale a tentativa.
E assim esse garoto seguia, com o peito aberto e os sentimentos à flor da pele. Um garoto romântico em um mundo apressado, acreditando que ainda existe beleza em amar com verdade. Porque ele sabia que, no fim, não é sobre quantas vezes o coração se parte, mas sobre quantas vezes ele escolhe amar de novo.
— Cyrox
Quatro da manhã no UR Cinco Barro, apenas silêncio,
Carregado de sonhos e cansaços.
Como navios negreiros modernos,
Transportam histórias, vidas e infernos.
Nos assentos, rostos marcados,
Pelo peso da vida e seis dias contados.
Tudo isso pra quê? Moradia e comida?
Libertos, mas vítimas, ilusões de mudança,
Presos em migalhas, sem esperança
Ninguém se importa!
A velhice vem acompanhada da indiferença, de um "tanto faz", como se o idoso não tivesse valor
Numa sociedade exclusiva o desprezo é sutil, vil, como se a trajetoria de uma história tivesse sido em vão.
De forma alguma!
Pelo contrário, a velhice trás lembranças e emoções, e o "tanto faz" não altera as conquistas e realizações.
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