Textos sobre como Curtir a Vida

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Outrora você foi um sonho que,
com o passar do tempo, fez-se concreto. Vislumbrei-te como um pretexto para que eu pudesse ser feliz. Tornaste-te platônico, tornaste-te plausível. Tornaste-te real.
Outrora você foi um sonho do qual eu preferia não ter despertado,
para continuar idealizando um ser perfeito. Amei-te enquanto sonho e pretexto, mas, quando real, percebi que a minha felicidade estava bem longe dali.

Entre paredes e silêncios


Encosto a alma no concreto,
como quem pede licença ao dia.
O copo pesa menos que o pensamento,
mas mais que a ausência que me visita.

Fecho os olhos, não por cansaço,
mas por querer ver o que não se mostra.
Há um mundo atrás das pálpebras,
onde o tempo não exige resposta.

A camisa branca guarda segredos,
como se o tecido soubesse demais.
E os muros, cúmplices mudos,
não perguntam, apenas me deixam ficar.

Não é tristeza, tampouco paz.
É esse meio-termo que me veste,
feito sombra que não quer ser noite,
mas também não se atreve a ser luz.

Quando a Saudade Aperta


Do nada, vem.
Um aperto no peito,
como se o tempo parasse
só pra lembrar que algo falta.

Não tem aviso.
Só a lágrima que escorre
sem barulho,
como quem entende
o que nem você sabe explicar.

É saudade —
daquilo que foi,
daquilo que nunca foi,
ou talvez só de um pedaço seu
que ficou em algum lugar do passado.

Você respira fundo.
Não pra esquecer,
mas pra caber de novo em si.
E sussurra, quase sem voz:
“Vai passar.”
Mesmo sem saber quando.
Mesmo sem saber como.

O que me inspira hoje


Eu gosto de escrever
Quando escrevo me lembro
De como é bom viver
E que a escrita é boa para o desenvolvimento


Sou poeta amador
Escrevo alguns, nem tantos poemas de amor
Sempre com respeito pelo leitor
E pela poesia que me fez ser escritor


A escrita está sempre no meu pensamento
Seja quando de dia acordo, seja quando de noite durmo
Ela é mais do que um passatempo
Ela é minha vida, ela é meu mundo


Espero encontrar uma poetisa
Que partilhe o prazer da escrita
Que da nossa partilha nasça uma filha
E que ela se chame a mestra poesia

Os mais fortes carregam a suavidade da gentileza.

Os mais sábios guardam silêncio como tesouro.

Os mais felizes vivem no segredo da simplicidade.



O valor verdadeiro não grita, floresce em silêncio.

O poder autêntico não precisa ser visto, apenas sentido.

Quem precisa de aplausos para existir… ainda não conheceu a própria grandeza.

A Pele que Somos

Rafique Anusse

Negro chama negro de escuro,
como se a noite fosse vergonha,
como se o sol não tivesse beijado
a pele que o mundo insiste em negar.

Mulata vira troféu de esquina,
filhos claros viram promessa,
e o coração escuro é deixado
num canto, como sombra esquecida.

Mas quem foi que disse
que a lua é mais bela que o céu profundo?
Quem foi que ensinou
que o branco é luz e o negro ausência?

O auto-racismo é ferida aberta,
não sangra para fora, mas consome por dentro.
É língua que fere sem saber,
é olhar que rejeita o espelho,
é sonho que procura clarear
o que já nasceu inteiro.

E eu pergunto:
até quando a cor será fronteira?
até quando o amor será medido
na escala invisível da pele?

Porque ser negro é mais que cor:
é raiz, é memória,
é tambor que resiste,
é noite que guarda estrelas.

Como fazer educação?


Como fazer educação se, na escola, não se tem educação?
Portas são fechadas com uma pedra.
Tomadas escassas, às vezes nem funcionam. Enquanto isso, os alunos se olham, esperando que algo aconteça. Alguém diz: “Professor, não se preocupe, vai dar certo.” O professor, já suando, responde: “Sim, vai dar certo.”
Mas a extensão é curta demais, o datashow não alcança. Logo, nada feito.


Como fazer educação em uma sala que comporta 40 alunos, mas tem somente um ar-condicionado? O calor é intenso. Os alunos se amontoam uns em cima dos outros, tentando alcançar aquela mísera porção de ar. Como dizia Foucault, a escola se assemelha a uma prisão. E olhando para esta sala, é impossível discordar.
Alunos não podem sair. Não podem usar celular. Têm que escrever sem parar e, diante das adversidades, como consequência ou não, agem com má educação.


Como fazer educação se não conseguimos nem mesmo terminar a chamada com a voz íntegra? Nem muito menos dar nossa aula.


Como fazer educação se, nas salas, não há internet? E, se quisermos fazer uma aula diferente, precisamos usar nossos próprios dados móveis, que, em quinze minutos de uso intenso, acabam antes de o vídeo da música do Michael Jackson terminar.


Como fazer educação se os superiores não têm empatia com os professores e muitas vezes agem de maneira insensível ou hostil? Professores com ansiedade, depressão, burn-out… ninguém nos vê.


Dados não definem como fazer educação.
A educação não está sendo feita.
O professor já não aguenta o pré, o durante e o pós-aula.
Não há como fazer educação assim.
A educação pede ajuda. A educação pede que alguém nos ensine a ensiná-la.

PENSAMENTOS COMO VENTO




Tô cheio de problemas,

Mas não me entendo bem.

Quando olho no espelho,

Não me reconheço mais.

Sentimentos misturados,

Minha mente bagunçada,

Já não sei quem sou mais.

Procuro um abraço carinhoso,

Mas tô fechado pra todos.

Traumas me acompanham,

Como marcas que não somem.

Tranquei meu coração,

Pra me proteger de pessoas

Que talvez fossem minha salvação.

Lua, porque me olhas assim,
Com esse brilho que atravessa meu ser?
É como se guardasses um segredo em ti,
Um sussurro que insiste em me dizer.


E eu, pobre mortal apaixonado,
Não me canso de te contemplar.
Teu silêncio é canto encantado,
Teu mistério me faz sonhar.


Talvez vejas em mim o que escondo,
Talvez reflitas o que quero entregar.
Lua, és confidente do meu mundo,
Por isso não canso de te olhar.

Ele

Como pode o amor ser subjetivo a ponto de não se perceberem os detalhes…
Para mim, o amor é a forma mais verdadeira para se falar em sentimentos, pois ele nos permite transitar por todo o sentir. Mas a verdade é que ninguém ama da noite para o dia, o amor é construção e decisão.
Existiu o tempo em que pensei nunca mais acreditar que amaria, transitei pelo sentir da decepção, carregada de frustração e medo daquele sentimento que se diz tão lindo. Ocorre que nada se explica, quando algo te pertence, no caminho do destino, Deus já preparou toda nossa trajetória e só eu, não sabia, que ele iria chegar.
Ele que é paz e calmaria, é o sorriso que eu procuro no amanhecer e o peito que me deito ao anoitecer… Ele que é a leveza de uma pluma, mas me traz a sensação de proteção de um gigante… Ele é o amor que não procurei, o encontro que não planejei, mas sempre almejei.
A premissa principal parte da admiração, creio eu que o amor é a sucessão de admirar, pois quando as diferenças apontar, fica fácil se lembrar do porque consigo amar.
O equilíbrio se apaixonou pelo impulso, uma paixão aventureira e sonhadora… sem ele não se fala em futuro, a volta ao mundo já não se fará mais só.
É indescritível a sensação de poder ser vulnerável perto de alguém, de deitar atrás de costas largas e ficar ali, escondida… O toque dele, o beijo dele, o abraço dele… Ele é a personificação do amor.

Serpenteia-me
Juvenil Gonçalves


Tu serpenteias meu peito em espirais,
como cobra de cipó nas rendas do mato,
enroscando teu ser nas fibras vitais
do meu íntimo bosque, denso e insensato.


Teu gesto é lasso, é laço, é nó, é enredo,
é perfume de seiva, é canto de galho,
é murmúrio que roça o sono e o medo,
e enlaça minh’alma num doce agasalho.


Teus olhos, duas luas em pleno enlevo,
teu toque, vertigem de liana e vento,
teu beijo, raiz que adentra o meu enlevo,
e brota em mim jardins de encantamento.


Assim me vences: sutil, doce, voraz,
teu corpo é serpentina a me habitar,
e eu, rendido, sou tronco, flor e paz,
nas voltas do teu seio a me enlaçar.

Como Corretor de Imóveis, compreendo as críticas que algumas pessoas fazem à atuação de profissionais e imobiliárias. No entanto, é importante destacar que o equívoco está em generalizar. Assim como em qualquer segmento da sociedade, existem profissionais comprometidos e éticos, e outros que infelizmente não representam bem a categoria.


Generalizações acabam por obscurecer o trabalho sério e dedicado de muitos corretores que atuam com responsabilidade, transparência e respeito ao cliente. Valorizar a individualidade e reconhecer a diversidade de condutas é essencial para construir relações mais justas e conscientes no mercado imobiliário.

Em meio a chuva

A chuva logo cai como prova da escuridão
Em meio às densas nuvens, faíscas e um grande trovão
Como a sétima arte, porém sem hipocrisia
Cada brilho, um estrondo, cada beijo, uma paixão
A alma brilha na íris, resplandecendo cada clarão
A chuva que outrora molhava, revela agora uma linda canção.

Que o vento me traga você!
Dizem que o amor refresca como brisa suave que bate em nosso rosto, fazendo com que as sensações acelerem no ritmo descompassado das emoções. Enquanto eles dizem, eu sinto. E sentir você, é como uma suave brisa que bate em meu rosto, fazendo com que o meu coração se perca no encontro do frescor de doces emoções.
O vento sempre me traz você!

“O Corpo como Templo.”




Se eu pudesse descrever a maior obra de arte criada por Deus, diria sem hesitar: foi o corpo feminino, em todas as suas formas. Nunca houve prazer maior do que contemplá-lo, sentir sua beleza em cada detalhe e me perder nele.
Não existe sensação mais poderosa do que ver minha mulher se desfazer em prazer em meus braços, seu corpo tremendo enquanto goza. Nossas intimidades se encontram em um encaixe perfeito, como se tivéssemos sido moldadas uma para a outra.
As respirações se tornam descompassadas, os sussurros se transformam em gemidos, e a madrugada se entrega ao nosso desejo. Entre suor, pele e paixão, somos obra e artista, pecado e redenção — duas mulheres consumidas pelo êxtase de existir uma na outra.


— C.N.

Queria você aqui.
Droga, como queria você aqui!
As vezes, tudo o que queria era poder sentir
As vezes, trago seu fantasma pra perto de mim
As vezes, te imagino com tanta vontade
Que é como se estivesse aqui
Mas não posso te abraçar
Não posso tocar
E tudo o que conversamos
Fica apenas na minha mente
Te projeto, mas não quero a sua projeção.
Eu quero você!
Com tudo o que amo e odeio em ti.
Nem que seja pela última vez
Vem e deita ao meu lado.
Merda, como queria você aqui!
Ainda preciso de ti.
- Marcela Lobato

SÃO PAULO é feita por pessoas...
Pessoas como você que trabalham 8 horas por dia, mais 2 horas no transporte público.
São Paulo é você que apesar do conforto do carro, sofre com o stress do trânsito diário.
É você que ousou sair de casa para estar na cracolândia ou encara de frente os problemas da periferia trazendo soluções e resgatando alguns junto com a comunidade...
É você que sofre no hospital público sem um leito para amenizar a dor...
É o profissional da saúde, que se desgasta e dá o seu melhor apesar da precariedade.
Sim, SP é também, e talvez mais de você, que faz da rua sua casa por falta de moradia.
É daqueles que andam com lixinho na mão até encontrar uma lixeira.
Dos que seguram a bolsa na rua como se protegessem um tesouro...
É da mãe que faz duas jornadas diarias de trabalho...
Daqueles que amam a cidade e cuidam, limpando a praça ou simplesmente não sujando com lixo ou spray como se fosse, propriedade exclusiva, sua.
São Paulo é você que insiste em permanecer para amenizar o sofrimento e torná-la um lugar melhor.
SP é dos que ficam, apesar da insegurança, da poluição, do descaso e da violência.
São Paulo é um lugar onde a diversidade mora... Com gente de todo tipo e diversos lugares... São Paulo é casa para imigrantes... Morada do menino de rua que busca migalhas para continuar de pé.
E... apesar da dúvida de alguns, aqui também há amor e empatia. Basta um olhar mais atento...
São Paulo é cada um de vocês juntos... Pessoas que fazem a diferença apesar de nem todas serem paulistanas...
Parabéns aos que teimam em amar e cuidar desta fantástica cidade de pedra, onde o caminhar é rodeado de muito som bom com voz anônima pelas ruas; artistas desconhecidos, recicladores resilientes, estátuas que persistem em continuar vivas e alguns outros corajosos que batalham pelo pão de cada dia.
É lugar também dos tocadores, humoristas e ambulantes poetas que sobrevivem à multidão descontente em meio às superlotações no metrô, no ônibus ou nas enormes filas de espera e que sem perceber, aliviam nosso cansaço nos roubando sorrisos com suas histórias, canções e gestos...

A Coragem de Ser


O mundo insiste em dar o mapa, em dizer por onde andar e como se vestir. Ele adora o que é igual, o que não faz barulho, o que cabe na caixa. E quem é diferente? Quem sente diferente? Esse, o mundo tenta isolar.


Mas a verdade é que, se você não assume as rédeas da sua história, você vira um figurante na própria vida. E não tem nada mais triste do que olhar no espelho e não reconhecer quem está ali, porque o rosto foi moldado por mãos alheias.


Viver de verdade é um ato de rebeldia. É dizer "não" para os moldes e "sim" para o que pulsa aí dentro, mesmo que ninguém entenda. Não deixe que ninguém coloque cercas no seu existir. O planeta é grande demais para a gente viver apertado no julgamento dos outros.


Seja você, com todas as suas estranhezas e cores. Porque quem não vive a própria vida, no fundo, nunca chega a existir de verdade.

Livre

Sinto-me como um pássaro.
Livre.
Voando em qualquer direção
Meu caminho é sem marco
Sem apelo
Viajo apenas para voar
Não há paisagem e nem cores
Só o rumor da solidão
Não me sinto sozinha, mas desencontrada.
Tenho um referencial para voltar
Apesar de não querer chegar
Vivo sonhando sem rumo certo
Batendo minhas asas
Até cansar
Pouso, então, e descanso
Junto com minha solidão.

As Margens do Silêncio


Sento às margens do rio para refletir. A água tranquila funciona como um espelho e devolve a minha própria imagem – nítida, brilhante, revelando instintos expostos, emoções desordenadas. Sei que o tempo guarda todas as respostas, mas, mesmo entendendo o cenário ao meu redor, não consigo ouvi-las. O que escuto é apenas o silêncio, um silêncio que se acomoda ao meu lado como uma companhia serena, quase amigável.


É então que, como um filme silencioso, vejo teu semblante surgir na memória. Há tristeza, amargura, cansaço. Há um peso que não consigo explicar. Um nó, sobe pela minha garganta, apertando como se mãos invisíveis tentassem impedir que qualquer palavra escapasse. As lágrimas contidas, pedem libertação. E como finalmente permito que venham, elas deslizam pelo meu rosto e molham minha pele, levando consigo um pouco do que me sufoca. O sorriso que sempre esteve estampado em mim, desaparece – some sem aviso, como truque de ilusionista.


Sinto o frescor da manhã tocando meu rosto, como se fossem mãos suaves acariciando minha pele. A natureza ao redor transforma o espaço em um refúgio, um pequeno abrigo onde posso descansar meu corpo e aliviar a mente. Meus pés tocam de leve a água e, ao mínimo movimento, círculos se formam, desenhando imagens que lembram mandalas – figuras quase sagradas, que parecem guardar em si algo de cura.


Encontro ali um momento raro de paz, entre o vento que passa devagar e a correnteza da água. Não consigo explicar o que sinto, pois, naquele momento não preciso mostrar minha fortaleza. Continuo a observar a água, ouvindo o silêncio e pouco a pouco o mundo dentro de mim se reorganiza.