Textos sobre as Pessoas
Um maestro talentoso percebe certos valores nas pessoas, os quais são inerentes à singularidade e são o pólo de desenvolvimento dos papeis na vida, sejam eles o de pai, mãe, profissional, não importa. O maestro, bom mesmo, é dotado da harmonia gerada do caos que rege a orquestra interna pela qual se faz existir de elementos vivos, lembranças e instrumentos que tocam no inconsciente. Esses maestros reproduzem boas ações, reconhecendo em nós, músicos já não tão errantes, o gérmen do seu trabalho.
Maestro! Aplaudimos-te, não de pé, mas de coração, pois é respeitoso esse teu comportamento.
O amor é um jogo!
Pessoas fracas,
sensíveis,
frágeis,
não sabem amar...
No amor, os que amam PERDEM!
Só ganham os FORTES,
frios,
insensíveis,
aquele que faz o cálculo exato e joga pra vencer sem temer,
ou tudo, ou nada!
Esse sim,
sabe amar,
não perde,
não sente!
...
Padrões
Sobre beleza ou comportamento, sempre há o que ler ou ouvir. As pessoas emitem suas opiniões e achismos. Todos, consciente ou inconscientemente, fazemos isso. Não há como se abster. (Prova disso sou eu, também dando aqui minha opinião).
A verdade é que todos querem estabelecer regras e ideais. As vezes os próprios criadores, não vivem metade do que discursam, mas a ânsia de opinar é maior do que o esforço para ser alguém melhor.
Se fôssemos exemplo perfeito de algo, não necessitaríamos de remissão. E ao que me consta, o único perfeito que já existiu é o próprio CRISTO. Homem algum, pôde alcançar esse nível. E se pudermos em algum momento galgar algo que sugira bondade ou justiça, também vem dEle, não é nosso mérito. Não quero com isso, dizer que não precidamos ser imitadores dEle. Mas me refiro ao fato de que o padrão à seguir é do próprio, não nosso. Porque ao usarmos a justiça própria, nos colocamos como juízes. Somos totalmente repreensiveis, em nossa condição humana. Por isso, a importância de sermos justificados pelo único que é justo. (Mas isso é assunto para outra instância).
A questão é, quão medíocres são alguns pensamentos que acabamos verbalizando. Como é fácil se colocar como juiz dentro da imundície alheia. Como é fácil ser portador de críticas destrutivas. Como é fácil ser mensageiro da desgraça vizinha. Como é fácil se abster da empatia e não sentir a dor do outro. Como é fácil colocar os nossos gostos e escolhas em oposição a outros. Como é fácil definir o que é aceitável e o que não é, quando o "barulho" não vem da nossa casa. Como é fácil achar soluções, quando os problemas não são nossos. Como é fácil resolver a vida de todos, enquanto temos o nosso telhado de vidro.
Acho que todo mundo deveria ler isso ...
Ta aí, qual que é a graça de tratar as pessoas como um brinquedo qualquer, a maioria das pessoas sabem o valor de tudo, menos o valor do próximo ou delas mesmas. Do que vale a pena iludir, brincar com o sentimento, ninguém é mercadoria, aonde que se usa e joga fora. As pessoas foram feitas para ser amadas. É Simples. Eu por muito tempo me neguei a acreditar e não querer precisar do 'amor', que engano não, queremos enganar a quem ?
A gente sem alguém, não somos ninguém, ninguém vive por completo, sem amor, NINGUÉM. Covardia maior é daqueles que demonstram sentimentos tais que são correspondidos por ambos, para que no final das contas um dos dois queria mesmo era de brincar, usar, pisar e jogar fora. Não esquece que você que gosta de brincar com os outros, um dia vai ser tornar brinquedo de alguém também. Pois é, é o fim do mundo mesmo, virou baderna, virou bagunça, virou foi palhaçada. E aqueles caras que namoram por interesse, que quer ter uma mulher gostosa do lado só pra exibir para os amigos, tipo olho o que eu como todo dia, desculpe a vulgaridade, mais é verdade. E as moças também não ficam pra traz não, a maioria é interesseira mesmo, elas estão a procura daquele 'príncipe encantado' sabe aquele príncipe, que tem carro importado, que anda com roupa de marca e cartão sem limite. Aí é minha vez de falar, caixão não tem gaveta. É muita gente fingindo que não se importa com toda essa situação, aí vai a procura desesperada por pessoas vazias , espalhadas por baladas, bares, ou em uma esquina qualquer. Pega e pega mesmo e beija na boca mesmo , pega uns(umas) 4 por noite e no dia seguinte não sabe nem o nome. Qual a graça. Nenhuma. Aí a maioria pensa, hoje eu vou sair e vou beber todas , bebe mesmo , enche a cara mesmo, tenta preencher seu vazio com isso, isso é momentâneo, porque na hora que você colocar a cabeça no travesseiro, vai vir mil pensamentos e um leve arrependimento, qual a graça disso tudo, se eu vim embora sozinho(a)
Acho tão triste que ainda existam pessoas disputando "lugares" no coração alheio. Coração é terra desconhecida até para nós mesmos, que dirá para os outros.
Viva sua vida, seja você mesmo, ofereça o que tem de melhor, porque talvez, sem querer, você esteja mostrando só o pior, aquele lado que todos nós temos e insistimos em esconder.
Vivemos em uma geração de estereótipos, com padrões de beleza que rotulam as pessoas. Ou se é magra, bonita, com uma pele impecável, ou então você é a gorda, esquisita, desengonçada. Ou se gosta do que todos gostam, do que está na moda, ou você é antiquado e velho. Ou você usa roupas caras e de grife, ou você não faz parte do grupo dos "populares" da escola. Eu sei bem o que é isso, nunca fui do grupo dos populares, nunca fui um padrão de beleza admirável e muito menos nunca gostei do que os outros gostam e do que está na moda, por esse motivo, sim sempre fui a esquisita.
Sempre odiei ser igual a todo mundo, ter o pensamento igual o de todos, sempre fui meio "do contra" e defendia minhas ideias. Gostava de ler enquanto as outras garotas gostavam de dançar, gostava de assistir jornal enquanto as outras garotas assistiam à novela, gostava de falar sobre política, socialismo, literatura, enquanto as outras garotas gostavam de falar de moda e de garotos. Por ser assim tão antiquada para a minha idade, as vezes preferia o silêncio, ficar sozinha comigo mesma.
Mas sempre fui muito curiosa e debatedora, sempre me indagava: Afinal porque tenho que ser igual a todos? Porque tenho que agir como todos agem, sorrir se eu não quero sorrir, fingir que gosto quando não gosto, porque não posso simplesmente ser eu? Bom, a resposta eu ainda não tenho ao certo. Talvez seja porque as pessoas tenham medo de revelar quem elas realmente são, do que elas realmente gostam, com medo das críticas, dos olhares de desaprovação. Mas até onde isso tudo é sadio?
Por que rotular pessoas se não somos mercadorias? Porque julgar pela aparência se não vemos o interior?
Meu caro leitor, creio eu que isso não vale a pena. Pois quanto tempo é perdido tentando ser alguém que os outros querem que sejamos, sendo que não somos felizes. É necessário nos soltarmos das amarras da sociedade, que dita, ainda que invisivelmente padrões de vida e estilo, e enxergarmos que não somos produtos de consumo, somos pessoas, com vontades, desejos, gostos, e é isso é perfeitamente normal. O mundo tem mais de milhões, bilhões de pessoas e nenhuma delas é exatamente igual a outra. É a nossa peculiaridade que nos tornam pessoas únicas, e não há nada de errado nisso. Louco seria se todos nós fossemos fantoches que fazem, dizem e pensam o que o governo e a mídia querem. Somos seres racionais, com um poder absurdamente grande, para sermos tão pequenos a ponto de acharmos que devemos ser iguais. Devemos ser iguais, sim, em direitos e obrigações, sem vantagem nem desvantagem por qualquer que seja o motivo. Mas não em relação a nossa personalidade, a nossa individualidade.
Que possamos SER mais do que TER, que possamos valorizar mais o CONTEÚDO do que a APARÊNCIA.
A beleza transitória da matéria passa depressa.
Procure sondar a beleza interna das pessoas com quem convive. Há flores belíssimas e perfumadas, que só duram poucas horas. No entanto, apesar de feias, as pedras duram milênios, realizando suas tarefas. Não seja, pois leviano. Não prefira o efêmero ao eterno, a beleza à sabedoria. Firme-se no que dura pra sempre, que é o espírito imortal, nosso verdadeiro EU, e não no que cedo desaparece.
Não faça da sua vida e nem da dos outros uma catástrofe!
Você já reparou que há pessoas que fazem da vida uma catástrofe? Quantas pessoas você conhece que só veem o lado negativo das coisas, das pessoas, dos fatos? Quantas pessoas você conhece que fazem tempestade num copo d’água? Você conhece pessoas para quem fazer qualquer coisa é sempre muito difícil, complicado, quase impossível? Já reparou que existem pessoas que veem catástrofe em tudo?
É claro que não devemos ser ingênuos a ponto de não querer ver que as coisas poderão não dar certo, mas não devemos viver pensando só no lado negativo. Quando nossa mente está mais voltada para as possibilidades, para o que pode dar certo e o que poderá ser bom, teremos mais chances de usar nossa energia na direção de fazer as coisas acontecerem positivamente. Nossos modelos mentais afetam nossa forma ver a realidade e de agir.
Acredite! É preciso descatastrofizar a vida.
Uma vez li que existem algumas pessoas que nunca se sentem satisfeitas nesse mundo: é como se o mundo não oferecesse a forma que essas pessoas anseiam. Foi numa coisa dessas de numerologia. Pode ter sido uma grande bobagem, mas me fez refletir. Ser diferente não é ser superior, não é melhor, nem pior, é viver na singularidade de cada um.
...e, apesar de achar o planeta lindo, apesar de achar a raça humana linda, ela não tem nada a ver comigo.
Certas pessoas nunca se darão por satisfeitas em te causar sofrimento. Permanecerão ao seu lado, disfarçadas de amigas, comemorando seus erros e emanando negatividade para que você tropece e se afunde cada vez mais. Se sentirão realizadas a cada suspiro de frustração que você der. E, sempre que possível, farão de tudo para que você acredite que o lixo é você.
Motivos? Não há.
Dê um ponto final.
Estou cansado das mentiras que sempre ouvimos por aí. As pessoas dizem: antes só do que mal acompanhado. Dizem dinheiro não compra felicidade. Dizem família é a base de tudo.
A televisão diz: compre isto que você será mais feliz, beba isto que mata a sua sede. Não aguento mais ouvir tanta asneiras. E eu digo... eu não digo nada...
Tenho um pé atrás com pessoas que estão sempre de bem com a vida. Já vivi o suficiente para saber quando alguém está querendo enganar a si mesmo enchendo as frases com adjetivos exagerados e excessivos pontos de exclamação. Conheço artistas que perderam o brilho nos olhos depois de anos se obrigando a achar tudo legal, dando tapinhas nas costas de cada colega, paparicando cada fã. São gente finíssima, fina camada, verniz superficial sob o qual já não existem.
O outro pé também tenho atrás: com pessoas que estão sempre de mal com a vida. Já vivi o suficiente para saber que o fim do mundo não pode ser todo dia. Profissionais do máu humor apocalíptico não me convencem. Conheço artistas que perderam o brilho no olho depois de anos se obrigando a odiar tudo, dando punhaladas nas costas de cada colega e virando a cara para cada fã. Grosserias, sob grossa camada de gelo, estes caras já não existem.
A virtude está no meio termo. Mas o meio termo a gente nunca sabe onde é, né? E William Blake disse que "o caminho do excesso leva ao castelo da sabedoria"! Ah, aforismos são o band-aid do pensamento: só servem para cortes superficiais. Ih, acabei de criar outro aforismo, né?
Existem pessoas que ñ precisam de um amor e sim de um bom enfermeiro. Elas não sabem amar e nem ser amadas, pois fazem do amor, um jogo, acha que são donas, brinca,usa. Geralmente são pessoas no fundo bem inseguras, são as que fazem cenas hilárias de ciúmes,são as que que tem inúmeros problemas tanto emocionais como fisicos tbm. E para meu espanto, percebo que qto maior for a idade, ao invés de amadurecerem, se tornam + e + inseguras. E com certeza, atrás de tdo isso, deve existir um lar tbm tdo desestruturado, onde mãe, filhos, pais, ninguém se
entendem. Essas mulheres realmente fazem do amor uma tortura mental. Não são capazes de viver e achar a beleza da vida que tdos os dias se mostra de graça para quem tem a sensibilidade de ver. Elas estão cegas, surdas e mudas.
O parceiro ñ é e nunca deve ser sua muleta, seu enfermeiro, sua bóia de salvação.
O amor é bem + que isso, ñ cabe num lugar tão pequeno, que deva ser um coração assim.
Amor que é amor ñ aprisiona, ñ desconfia, ñ manipula.
Amor que é amor, simplesmente confia e deixa o que tiver de ser...
Por isso, acho interessante, parar...pensar...e se perguntar, é amor o que vc sente...
Olhe bem seu lar, seus filhos, seus pais é lá que tdo começa. Olhe bem dentro de vc tbm, se tdo estiver bem estruturado, vc está pronta(o) para ter um companheiro(a) e não um enfermeiro(a)!
Preconceito não é mimimi
Ainda existe o preconceito em nossa sociedade, pessoas que desfazem umas das outras pela cor, pela forma de vestir, pelo cabelo, pela religião, pela cultura, pela arte.
Não podemos encarar isso como mimimi, principalmente quando sabemos que muita gente vem sendo descriminada devido ao preconceito, marginalizada e até mesmo assassinada. Colocar isso como vitimismo é fazer descaso da situação alheia, até que ela atinja-o.
Se artistas, pessoas famosas vem sendo atacadas por pessoas preconceituosas, que o taxam de macaco, e várias outras denominações, imagina quem é de menos condições de vida, que é visto muitas das vezes como marginal.
E todos os dias batem, prendem e matam negros na favela, e a gente vê um país onde a maioria das pessoas que se encontram presas e que são assassinadas são negras, o mesmo ocorre nos Estados Unidos e muitos outros países.
Estava vendo uma aprovação de uma lei que vai contra o genocídio de jovens e mulheres negras, o número de genocídio de jovens e mulheres negras no Brasil é muito grande. O caso é sério, não é brincadeira, e quem sofre com isso é a vítima, a quem muitos dizem que vem se fazendo de vitimista, claro, todo opressor quer se mostrar a cima da vítima.
É comum as pessoas se considerarem espiritualizadas por terem religião, terem "fé", terem crenças e acreditarem num poder maior. Mas a coisa não é bem por aí. A espiritualidade consiste em se elevar além do material para vivê-lo de forma que a matéria não suprima o espírito. O que não quer dizer que o espírito deva suprimir a matéria, afinal, estamos num plano material. O ideal é que a espiritualidade ascenda os princípios elevados e a mente superior para que o indivíduo faça um bom uso da matéria, domine-a, mas sem ignorá-la.
Não adianta você fazer dezenas de rezas, rituais, ebós, não adianta ser Papa, Pai de Santo, Grão Mestre, se você não aplica essa espiritualidade no plano físico.
O segredo do espírito não está em raciocinar, mas em sentir. E é assim que aplicamos nosso espírito no mundo material. Sentimos o que o outro sente, compreendemos, nos colocamos no lugar do outro e o aceitamos. Somos cordiais, educados, respeitosos com o próximo. Ajudamos aqueles que necessitam, prezamos pelo bem estar do outro porque a sua dor nos dói.
Não adianta conversar com anjos e demônios se você não é capaz de dar bom dia ao seu porteiro.
As pessoas invejosas vasculham e garimpam a vida alheia, buscando motivos para intrigas, confusões, rupturas e inimizades, pois a felicidade e paz dos outros as incomoda e assim buscam sempre manchar outrem pois suas almas cheias de nódoas e chagas permanentes jamais cicatrizam pelo veneno que guardam no coração.
Que Deus as trate, orai pelos que te perseguem e odeiam!!!
Quando pessoas chatas, intrometidas, zombeteiras, incovenientes, invejosas, críticas, grosseiras, falsas, irresponsáveis, desbocados, sarcásticos... Entre tantos outros demais defeitos, cruzarem a sua vida em algum momento, lembre-se que você também representará um, dois, três ou todos estes adjetivos para alguém mesmo que talvez você discorde mais alguém achará.
Então ignore e seja ignorada afinal ninguém vive a vida de ninguém. Seja você independentemente do que aconteça.
"Por que existem pessoas inúteis, invejosas, que não olham pra si mesma antes de fazer alguma coisa?"
Sou oque sou, não preciso de ego pra saber viver, não preciso de pessoas ao me redor pra saber andar, pra saber falar. Escrever é simples, escrevo tudo que sinto num pedacinho de papel que vira rascunho, um rascunho que por alguns segundos fez parte da minha vida! Amar? A palavra amar? Sim, me amo por inteira, me amo mas que tudo, amo minha vida, amo meu amor!
Tenho ego? Não, simplesmente me amo! Não preciso ouvir pessoas gritando, gritos absurdos, pessoas que não se respeitam. Quero te olhar frente a frente, olhe! Na minha cara. Fala oque tu tens pra falar, porque acho que faz tempo, ein?! Alias, não aguento mais viver nessa, uns querendo ser melhores que os outros, e se achando a tals, só quero pensar que tudo isso seja uma fase, uma fase que passe rápido, pois não quero me acostumar!
Pessoas que fazem a gente se iludir, que fazem os nossos sonhos de fantasia não voltar mais, é só uma fase, quero acabar com isso, pois não me adapto como os outros.
É incrível como existem pessoas tão frustradas com suas vidas medíocres, que ainda precisam envenenar a relação alheia, um aviso: enquanto você perde seu tempo falando sobre meu passado, sobre quantos aplicativos eu tinha no meu celular, eu estou feliz vivendo a minha vida sem hipocrisia ao lado de quem eu gosto.
Cuidar da vida dos outros é aceitável na Medicina, porém, se esta não é sua função, comece a cuidar simplesmente da sua!
Estou sujo de medo. Há nas ruas uma grande confusão disfarçada de calma. Pessoas caminham apressadas para fugirem tranquilamente dos seus desafios de se tornarem melhores e mudar o mundo. Somos simpatizantes dessa obscura guerra de interesses que se desenrola por debaixo dos panos. Celebramos o desespero e a fome em filas monumentais, e o fato de estarmos posicionados ordeiramente uns atrás dos outros, reafirma a nossa cômoda disposição de colaborar com essa baderna jeitosa que nos confunde, mas nos ajuda a disfarçar o nosso complexo de culpa por tudo que está errado.
Enganar-se parece ser o melhor remédio. Essa normalidade mentirosa suaviza a bagunça geral que se espalha por todos os cantos. Existe um céu de chumbo a encobrir os nossos equívocos. Existe um eclipse de racionalidade ocultando as verdades que mais nos incomodam. Existem abismos debaixo dos nossos tapetes, prontos para engolir a nossa covardia.
Existe poeira para todos os olhos, pois, na verdade, ninguém faz questão de enxergar os desastres que enfeiam as nossas vidas. Nem tudo é tão azul quanto se pinta, mas a gente faz questão de continuar fazendo festa e ascendendo fogos de artifício para embelezar as nossas noites de horror.
Vejo pássaros revoando sem rumo e carros manobrando na contra mão. Ouço homens e mulheres gritando em silêncio, cães latindo embaixo da cama e crianças aprendendo, sob as bênçãos da lei, a se tornarem adultos perversos. Isso tudo acontece diante das nossas fuças, mas todos fazem absoluta questão de ignorar os fatos e deixar tudo como está, como se esse lixo todo fosse uma grande novidade. Tudo é mantido no seu devido lugar para que as falsas impressões prevaleçam sobre o que é real. Enquanto isso, o caos repousa tranquilamente sobre a ordem vigente neste triste teatro social em que vivemos.
Nem tudo está em paz, como se pensa. Percebo uma certa inquietude no ar. Percebo um grande tumulto contido pela força das aparências, mas nada é exatamente o que parece.
Estamos todos ensurdecidos pelo estrondo cataclísmico da nossa imensa incapacidade de reação. Há uma loucura escondida por detrás dessa cortina de sobriedade e hipocrisia que nos engana. Cada indivíduo fala a sua própria língua nesta Babel enlouquecida, mas todos se entendem perfeitamente através de códigos indecifráveis, sorrisos amarelos e tapinhas nas costas.
Ninguém se sente seguro, apesar dos altos muros e das cercas elétricas que nos protegem das consequências dos nossos próprios atos. Os riscos nunca foram tão evidentes e tão mal calculados. Muitos conflitos estão confinados pelas paredes frágeis da diplomacia, da política suja e da falta de vergonha na cara. É muita pressão e nenhuma válvula de escape.
Tudo pode explodir a qualquer momento, mas estamos aqui, firmes e fortes nesta intenção de viver plenamente a liberdade de não querer saber de absolutamente nada que nos faça enxergar a nossa pobre e infeliz realidade.
