Textos sobre Amizade
Eu quase sempre ando muito ocupado
Mas para os meus amigos sinceros, eu arrumo um tempo deixando o meu trabalho de lado
E para os que eu não tiro do coração
Eu busco lisonjear, entendendo que é uma forma de retribuição
Pois cada um dos meus amigos eu os trato como irmãos
Eu tenho toda positividade e acredito que todos nós caminhamos na mesma direção...
Porém, cumprimento os meus amigos para ter sonhos suaves e doces
Com todo carinho e respeito eu desejo uma boa noite!
Amigos são apoio, colo no dia de insegurança, companhia nas horas que a dor machuca. São parceria nos momentos de alegria que faz o riso retornar. Um pedaço da alma que encontra a peça que faltava pra confiar.
Um amigo verdadeiro é um reflexo de você que renasce no outro, para entender suas fraquezas.
Eu sempre soube ficar.
Pelos outros.
Pela família.
Pelos amigos.
Pelas pessoas que estavam quebradas.
Pelas pessoas que não sabiam pedir ajuda.
Pelas pessoas que precisavam de alguém.
Mas ninguém me ensinou o que fazer quando sou eu quem está quebrada.
Talvez seja essa a grande descoberta:
Algumas pessoas gostam de você.
Algumas precisam de você.
Algumas dizem que amam você.
Mas poucas sabem permanecer quando você deixa de conseguir carregar o mundo nas costas.
Eu sempre digo. Quem tem amigos tem tudo. Acrescento, quem tem Deus tem muito mais.
Muitas vezes passamos por caminhos tão estreitos e situações tão desesperadoras que perdemos quase o sentido da vida. Nesses momentos só encontramos conforto em Deus. E ELE é tão misericordioso que permite mais um ano em nossas vidas. Serei sempre grata ao meu Deus. Como dizia o apóstolo Paulo: " Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade
Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece."
Obs: postado no face no dia do meu aniversário - 16.04.2021
Não custa nada
Encantar
Minha mãe e pai
Minha filha
Meus irmãos
Meus amigos
As pessoas que encontrar
Encantar
Amar
Sonhar
Só se leva o encanto
De um para o outro
Vai se embora
O encanto fica
Não esqueça você
Faz parte de mim
Leva um pouco
E deixa para o outro
O encanto sem fim.
Há verdadeiros amigos ainda nesse mundo meio desnorteado.Isso fica evidenciado quando sentimos no peito o aperto de uma saudade agonizante.O reencontro torna-se um momento onde esse sentimento é substituido pela alegria.
Devemos valorizar verdadeiros amigos,aqueles que correm nos pensamentos e em momentos tão incríveis da vida.
ASSIM É QUE É BOM
Comer apressado um churrasco mal passado;
Uma ideia entre amigos com vaquinha magra.
Pedaços contados, porções marcadas,
E atentamente vigiadas;
Assim é que é bom!
Levantar cedo, mesmo assim se está atrasado;
Vestir as roupas às avessas...
Na pressa se veste cuecas por cima das calças;
Calçar sapatos com pé para o mato;
Meias de cores diferentes, de pé trocado;
Assim é que é bom!
Vestir a calça apertada muito ligeiro:
Fechar o zíper na pele errada;
Perder mais tempo, pois é difícil a decisão,
E nem se tem a coragem de puxá-lo,
Nem para cima e nem para baixo.
Assim é que é bom!
Tomar café apressado que de tão quente fumaça,
Deixa o copo trincado;
Num gole só, se manda para dentro,
Pois, se está no limite do tempo,
Só ai se sente, que se fez a coisa errada,
Depois de se ter a língua queimada.
Assim é que é bom!
Pegar um trânsito engarrafado,
Chegar no serviço atrasado...
Encontrar o chefe na porta plantado,
Balançando o pé e a cabeça
E confirmando o que já se sabe.
Assim é que é bom!
Enfim, todo mundo passa por isso:
Não tem escolhidos;
Não se têm melhores...
Em situação de gafes, micos e embaraços.
A vida continua aos trancos e barrancos.
Num dia acontece de tudo,
N'outro não acontece nada.
Assim é a vida, é com a gente, é com o mundo.
Assim é que é bom!
"Sonhando com amigos temporários do meu passado!
É feriado. Dia de finados.
Dormi até agora. 1 : 24 da tarde, após uma noite e uma manhã inteira sonhando com o meu passado.
Sonhei com tantas pessoas que não fazem mais parte do meu presente.
Porque de alguma forma quiseram se afastar de mim.
Acho que o problema não sou eu, são eles que nunca deram o mínimo, após anos de desencontros.
As esquinas da vida ainda me fizeram querer procurar, ir atrás.
Mas, enfim. Somente eu sentia falta.
Até que desisti.
Embora pese em mim a saudade, a falta de diálogo, as boas lembranças das quais me recordo.
Bem que tentei.
Mas, percebi que eu me humilhava para receber pouquíssimas palavras sem importância alguma.
Agora, tudo volta em sonhos.
As lembranças dos sorrisos, das conversas, dos encontros.
Me deu vontade de chorar.
Mas, não. Não vale a pena.
Eles nem sentem minha falta, só eu os procurei.
Mas, infelizmente nunca recebi reciprocidade.
Se tornaram orgulhosos, talvez por alguma conquista material.
Talvez, porque acham que não tenho o mesmo valor.
Mas, se enganam tanto ao pensar dessa forma. Se é que pensam.
O meu valor é inestimável.
Sou tantas coisas, tenho tanto a oferecer.
Aprendi e reaprendi tantas coisas que tenho muito orgulho de mim.
Eu posso até nunca terminar um ensino superior, ou ter muitas coisas de valor.
Mas, sabe. Nunca vou sentir inveja de alguém por isso.
Cada um conquista seus méritos, dependendo de como isso pode acontecer.
Seja porque tiveram oportunidade, ou simplesmente porque tiveram uma família equilibrada.
No meu caso, nenhuma coisa, nem outra.
Tudo por mim mesma.
Por isso, tenho muito orgulho do que hoje sou.
Gosto de fazer tantas coisas diferentes, que isso para mim, é uma grande virtude.
Sou diferente.
Acho que é por isso, que me torno uma pessoa muito especial.
Então. Os sonhos vêm e se vão.
As lembranças são como o vento, que de vez em quando sopra forte algo distante.
Para nos lembrar que tudo indica que tivemos que passar por todas aquelas aventuras vividas, para termos uma bela história.
Que agora, é contada por mim mesma.
Então. Eu sou muito feliz.
Cada uma dessas pessoas, tem seus motivos para não sentir minha falta.
E, quem sou eu para jugá -las?"
Estávamos eu e alguns amigos olhando para cima, mas o céu não era só céu, era um outro mundo, um lugar que parecia uma ilha flutuante no espaço. E eu percebia que lá havia habitantes, mas não como nós. Eles estavam de cabeça para baixo, vivendo como se a gravidade tivesse esquecido deles. Era bizarro e ao mesmo tempo encantador, porque a beleza do que eu via parecia desafiar tudo que eu já tinha aprendido sobre o universo.
Dois deles conversavam com uma menina que estava conosco, mas não por gestos ou sinais complicados, e sim por um computador antigo, daqueles que a gente imagina em filmes de décadas passadas. E enquanto eles digitavam e se comunicavam, eu ficava ali, absorvendo cada detalhe, me perguntando como poderia existir vida em um lugar tão improvável, tão diferente, mas ainda assim tão coerente. A água se comportava de maneira invertida, como se estivesse sendo segurada de ponta cabeça, e eu queria entender se aquilo era real ou se era só a imaginação que tinha decidido brincar comigo.
E então veio a percepção mais forte: existe outra possibilidade de vida além da Terra, além daquilo que a gente consegue tocar e medir. Existe um lugar no espaço que é bonito, harmonioso, como uma ilha que respira, que tem regras próprias, que vive por si mesma. E eu ria de surpresa, porque a vida podia existir assim, em lugares que desafiavam a lógica humana, e mesmo assim era natural, e viva, e cheia de significado.
Eu me pegava pensando naquelas águas invertidas, nas pessoas de cabeça para baixo, na menina conversando com eles por aquele computador antigo, e não conseguia parar de admirar. Era como se tudo ao meu redor dissesse que a realidade é apenas uma das muitas possibilidades, que o universo é um grande laboratório de experiências, e que a beleza está justamente em perceber essas diferenças sem medo. A ilha flutuante parecia me convidar a aceitar a impossibilidade, a questionar a rotina da vida, a rir das regras que achamos imutáveis.
Fiquei algum tempo contemplando, e percebi que o sonho não era só uma viagem cósmica, era uma lição sutil sobre curiosidade e percepção. Que a vida pode existir em lugares inesperados, que tudo que achamos fixo pode ser moldado de outra forma, e que o olhar atento, o questionamento e a imaginação são ferramentas para descobrir universos inteiros dentro de um instante. E mesmo quando acordei, fiquei com essa sensação de leveza, como se tivesse visitado uma ilha que só existe quando a gente ousa imaginar, uma ilha que me lembrava que a vida não se prende à gravidade, que existe para ser contemplada, para ser sentida, para ser invertida e ainda assim ser perfeita.
Um sonho do dia 25/03/2026
Confusão do Coração
Tudo começou simples,
nós éramos só amigos.
Até que um dia você perguntou:
— Quer namorar comigo?
Eu disse sim, sem dúvida nenhuma,
sem pensar, sem hesitar.
Foi assim que eu aprendi
o que é de verdade amar.
Um ano de felicidade,
até que alguém apareceu.
Do nada, sem esperar,
e mudou tudo o que era meu.
Nós nos aproximamos,
e eu comecei a perceber:
não era só amizade,
havia algo a mais no seu ser.
Veio um abraço,
e eu não consegui pensar.
Depois veio o medo:
— Isso não pode acontecer,
eu tenho alguém que amo,
e é preciso entender.
Você disse: foi sem querer,
te vejo como amiga, é verdade.
Mas no fundo eu não acreditei,
e não consegui me afastar,
mesmo sem entender
o que estava a passar.
E então aconteceu o que eu temia:
um beijo, sem avisar.
Eu fiquei sem entender nada,
só consegui me afastar.
Mas não conseguia parar de pensar,
então resolvi falar,
contei tudo o que sentia,
sem medo de me entregar.
Você disse não estar pronto,
mas depois voltou a falar,
falou em esperar um dia,
em um dia poder ficar.
Mas sumiu por uma semana,
e voltou como se nada fosse,
como se tudo o que aconteceu
fosse apenas uma doce ilusão.
E mesmo hoje você continua aqui,
repara em cada detalhe, em cada coisa que eu digo.
Uma vez eu disse que tinha esquecido minha garrafa,
e do nada você me entregou a sua, sem dizer mais nada.
Gestos tão pequenos, mas que dizem tanto...
E ao mesmo tempo, parece tão distante,
como se nunca tivesse sentido nada.
Me trata como amiga, com toda a calma do mundo,
e é como se aquele beijo, aquelas palavras,
tudo tivesse sido apenas na minha cabeça.
Como se nada tivesse acontecido.
E ao meu lado, sem saber de nada,
está quem me acolheu com todo carinho.
Quem me conhece de verdade,
quem segura a minha mão,
quem me ama com calma, com certeza,
sem dúvidas, sem medo, sem hesitação.
Eu o amo tanto, de um jeito tão bonito,
um amor que é paz, que é abrigo, que é lar.
Eu poderia escolher ser feliz com ele,
com quem sempre esteve ao meu lado,
com quem nunca me deixou na dúvida.
Mas é aí que mora a minha dor:
eu posso escolher o que é certo,
mas não consigo mandar no coração.
Não consigo simplesmente esquecer
quem apareceu do nada
e bagunçou todo o meu ser.
E agora eu estou aqui,
com uma música tocando alto
pra tentar abafar o que sinto.
Mas não adianta.
E ainda tem aquela música,
aquela que você me mostrou.
Ela me assombra todos os dias,
como uma lembrança,
que eu não consigo apagar.
E eu fico presa no meio,
sem escolha, sem saída,
só com o som dela na cabeça,
me lembrando de tudo
que eu só queria esquecer.
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Onde o Tempo Guarda os Amigos
Um dia, inevitavelmente, os caminhos se separarão.
E, quando esse dia chegar, descobriremos que a saudade não escolhe apenas os grandes acontecimentos. Ela também se alimenta das conversas sem importância, das travessuras de juventude, dos sonhos compartilhados, das risadas sem motivo e dos instantes em que acreditávamos que a felicidade morava para sempre entre nós.
Sentiremos falta até das lágrimas, das inquietações, das noites de festa, dos silêncios, dos desencontros e de tudo aquilo que, sem perceber, ajudou a escrever a nossa história.
Na juventude, imaginamos que certas amizades são eternas. Acreditamos que o tempo terá piedade dos laços que construímos. Mas a vida, sábia e imprevisível, conduz cada coração por estradas diferentes. Alguns partem por escolha, outros pela necessidade; há os que se afastam pelas circunstâncias e os que o destino simplesmente leva para longe.
Ainda assim, ninguém leva embora o que foi verdadeiramente vivido.
Há dias em que nasce uma vontade quase impossível: ligar para todos, reunir novamente aquele velho grupo, repetir as mesmas bobagens, rir das mesmas histórias e, por algumas horas, fazer o tempo esquecer que passou. Nem que fosse apenas para um último abraço, um último olhar ou um último adeus.
Talvez a vida tenha nos separado para ensinar que o amor também sabe existir na ausência, e que algumas pessoas jamais deixam de caminhar ao nosso lado, mesmo quando já não percorrem os mesmos caminhos.
Por isso, não deixemos morrer a esperança. Porque os reencontros são uma das formas mais delicadas com que Deus nos lembra que o tempo pode afastar os corpos, mas nunca consegue apagar os vínculos que o coração decidiu eternizar.
Peregrino Nino Carneiro
O Eco dos Que Se Fingem Cheios
Há pessoas que colecionam “amigos”
como quem coleciona vitrines. Abraçam todo mundo, beijam todo mundo, fazem questão de serem vistas em todos os lugares possíveis, como se presença fosse prova de valor.
Perguntam da sua família, do seu trabalho, até da loja onde você comprou a roupa, como se interesse fabricado fosse sinônimo de afeto.
Vivem famintas por rostos, forçando vínculos que parecem naturais, mas que sempre cheiram a mentira; manipulam com facilidade, moldando a própria imagem como quem esculpe uma versão vendável de si.
Mas basta olhar de perto, bem de perto pra enxergar o vazio. Um buraco fundo, frio, incômodo, de quem quer abraçar o mundo inteiro enão sustenta ninguém.
Gente que fala com todos pra não ter que conversar consigo. Gente que sorri demais para quem chega e pra esconder o silencio que dói. Gente que parece cheia, mas se desmonta quando fica só.
No fim, essas pessoas fazem parte de multidões ambulantes com almas desertas: muita festa por fora, nenhum lar por dentro.
Se até os pais tem inveja dos filhos ou ciúmes, imagina os irmãos ou os tais amigos, colegas ou conhecidos, na verdade ninguém quer ver o seu progresso, ninguém quer ver a sua felicidade ou conquistas, porque os próprios são infelizes e muitos são ingratos com quem tem, seus corações são obscuros e negativo, esses invejosos tiveram a mesma chance " O SOL NASCE PRA TODOS " mas jamais você terá amigos, pais e irmãos.
Seja seu próprio amigo e guarde segredos do que vai fazer ou prestes a conquistar , não dívida com ninguém sua vida, suas felicidades, só você terá seu próprio orgulho, faça tudo em agradecimento a Deus.
A TRETA DAS REDES
Facebook gritou: "Sou mais velho e sábio,
tenho amigos, grupos e até um diário!"
Instagram riu: "Você é tão retrô!"
aqui é selfie, filtro e muito show!"
O Face insistiu: "Eu domino o debate,
sou terreno fértil para todo embate!"
Mas o Insta, leve, fez pose no ar:
"Sou só beleza, não vim para brigar."
No fim, os dois, com um mesmo patrão,
viram que juntos têm mais conexão.
E nessa disputa que parecia real,
viraram parceiros, final genial.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Por que não?
Outro dia, fui até um jogo de futsal pela manhã num dia frio com amigos da juventude em meados de 1995.
Em um momento da minha infância, fui comer com a minha mãe um frango assado de frente pro mar em Aracaju, SE.
Certa noite fui tentar um momento de carinho com a minha querida Tatiane numa praça no estado de alagoas a uns 30 anos atrás.
Vi na noite passada uma cadela chamada Cayara, que foi uma grande amiga num momento difícil da minha vida.
O engraçado é que todos esses momentos pude vive-los de forma realista e quase palpável através de minhas viagens reveladoras de que podemos sim nos colocar em diversos períodos e momentos de nossas vidas viajando no tempo por meio dos sonhos.
Por que não acreditar que em um dado momento da nossa história iremos descobrir como levarmos nossos corpos a estes mesmos lugares que estivemos um dia?
Coração Cansado
Diga-me que não éramos só amigos.
Diga-me que tudo o que a gente viveu era mentira.
Diga-me que você apenas brincou comigo,
e me fez de bobo na frente dos seus amigos.
Porque,
Se tudo isso foi um teatro,
por que seus olhos diziam exatamente o contrário?
Por que seu abraço parecia um lar,
e o seu sorriso fazia o meu mundo parar?
Eu tentei acreditar em cada gesto,
em cada conversa,
Em cada silêncio compartilhado.
Mas hoje só me restam perguntas
e um coração cansado de procurar respostas.
Ainda assim,
No fundo da alma,
há uma parte de mim que insiste em esperar.
Porque é mais fácil acreditar que fui enganado
do que aceitar que eu te amei sozinho.
➳Quando me perguntam se tenho amigos, respondo que não. Guardo poucos da infância com carinho, mas hoje vejo que a amizade verdadeira ficou rara em um mundo cheio de competições. Não disputo nada com ninguém.
Prefiro a quietude de poucos laços antigos à pressa das conexões modernas. Em um mundo que insiste em competir, escolho não disputar espaço. Minha caminhada é silenciosa, minhas memórias de infância são raras, e meu único confidente é Deus.ღ
Humanidade,
Cansei de falsos positivos idealistas,
Cansei dos grandes amigos solícitos,
Cansei de bons políticos oportunistas,
Daquele caminho de duplos sentidos.
Somos todos vítimas de grandes potências,
Que privam o mundo, suas principais obras,
E criando objetivo, em conquistas de louros,
No benefício de poucos, massacram o povo.
A falência humana de todos os tempos,
A perda da inocência e da honestidade,
De ter conceito de ser uma boa pessoa,
Para ter no patrimônio grandes valores.
Quando perdemos alguém especial,seja familiares ou amigos que partem de nossas vidas para sempre; até o clima do tempo fica entristecido, o sol brilha menos as vezes as nuvens derramam chuvas como se simbolizando lágrimas...
Hoje, meus coração e de muitos estão assim pois o Senhor recolheu alguém muito especial aqui da terra!😔😭
**Entre Dois Amigos**
Augusto olhava a noite pela janela com uma inquietação difícil de esconder. Havia em seu silêncio uma espécie de fadiga antiga, como se carregasse pensamentos que já haviam amadurecido demais dentro dele. Depois de alguns instantes, falou em voz baixa:
— Há uma coisa que me inquieta profundamente: a sensação de que nascemos para uma única forma de existência e passamos a vida inteira tentando negá-la.
Miguel não respondeu de imediato. Girava lentamente o copo entre os dedos, como quem mede o peso de uma ideia antes de pronunciá-la.
— Você fala da arte — disse, por fim.
Augusto manteve os olhos voltados para a rua vazia.
— Falo daquilo que somos quando não estamos tentando ser outra coisa.
O silêncio que se instalou não era desconfortável. Havia nele certa reverência, como se ambos reconhecessem que algumas reflexões exigem espaço antes de serem tocadas novamente.
Augusto prosseguiu:
— Talvez o grande problema seja esse desvio constante. Nascemos artistas, não apenas no sentido do ofício, mas na maneira de perceber o mundo. E, no entanto, passamos a vida tentando nos adaptar a papéis: marido, cidadão exemplar, homem comum, figura socialmente aceitável.
Miguel ergueu os olhos com atenção.
— E você acredita que isso seja um erro?
— Não exatamente um erro. Talvez uma incompatibilidade.
— Incompatibilidade com o quê?
— Com a própria essência.
Miguel recostou-se na cadeira.
— Mas ninguém vive completamente fora do mundo, Augusto.
— Vive, sim. Apenas paga o preço por isso.
— Que preço?
— A inadequação.
Miguel sorriu discretamente.
— Isso soa mais como orgulho do que filosofia.
Augusto negou com serenidade.
— Orgulho seria acreditar que somos superiores. Não é isso. Trata-se apenas de reconhecer que não nos encaixamos. E que, quando tentamos nos encaixar à força, alguma coisa em nós acaba se rompendo.
— E você nunca tentou viver como os outros?
Augusto soltou um riso breve, quase cansado.
— Tentei. Com disciplina, inclusive. Acreditei que bastava insistir, repetir hábitos, cumprir funções… como um ator aprendendo um papel.
— E o que aconteceu?
— Percebi que a vida, quando não é verdadeira, transforma-se num teatro sem plateia.
Miguel permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de responder:
— Talvez todos estejam representando. Alguns apenas têm mais consciência disso do que outros.
— A diferença — disse Augusto — é que certos homens sabem que jamais poderão sair do palco.
— E você se considera um deles?
Augusto desviou o olhar para a rua escura.
— Sei que não consigo viver longe daquilo que me constitui. Posso assumir compromissos, ocupar funções, simular normalidade… mas, em algum momento, tudo perde sentido.
— Então a arte é uma prisão?
— Não. É a única forma de liberdade que conheço. Mas exige tudo em troca.
Miguel assentiu lentamente, absorvendo aquelas palavras.
— E não existe conciliação possível?
— Existem tentativas.
— E fracassos?
— Quase sempre.
O silêncio voltou, agora mais denso e mais humano.
Depois de algum tempo, Miguel falou novamente:
— É curioso… o mundo espera que sejamos muitas coisas. E talvez sejamos, de fato. Mas você insiste que existe algo essencial que nos define.
Augusto voltou-se para ele com calma.
— Não insisto. Apenas reconheço.
— E quem não reconhece isso?
— Talvez viva melhor.
— E você prefere o quê?
Augusto demorou a responder.
— Prefiro a verdade, mesmo que ela me exclua.
Miguel pousou o copo sobre a mesa.
— Então não se trata de escolha.
— Nunca se tratou.
— Trata-se de condição?
— Exatamente.
Miguel respirou fundo antes de concluir:
— Nesse caso… talvez não sejamos artistas.
Augusto olhou para ele com uma serenidade quase melancólica.
— Somos aquilo que não conseguimos deixar de ser.
E, pela primeira vez naquela conversa, nenhum dos dois sentiu necessidade de acrescentar mais nada.
