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Textos Reflexivos sobre Crianças

Cerca de 3862 textos Reflexivos sobre Crianças

Como é estranho e belo o poder da imagem e das experiências.
A criança que corria e sorria não sabia.
Crescia, e sem perceber, as raízes que a sustentavam
se desfaziam em silêncio,
na mesma medida em que o mundo se abria diante dela.

A criança agora é jovem.
Reconhece-se no espelho sem se reconhecer.
Não é mais a infância.
O familiar, de tanto se conhecer, já é outro.
O conhecido também desconhece.

O mundo, ele próprio, é uma imagem.
Flutua, muda de forma, de cor, de sentido.
E ao mesmo tempo é pequeno,
e tão imenso quanto os astros.
Um enigma:
quem o conhece, o perde.
Quem o desconhece, o encontra.

A criança que sentia demais




Ela aprendeu cedo
que o chão podia desaparecer.


Não por terremotos,
mas por silêncios que mudavam de humor,
por paredes que escutavam demais,
por relógios sempre prontos para correr
até um lugar branco, de luz dura.


Cresceu com antenas no peito.
Sentia antes de entender.
Pressentia antes de querer.


Enquanto outras brincavam de futuro,
ela brincava de equilíbrio:
não ocupar espaço demais,
não desejar alto,
não guardar segredos em gavetas frágeis.


Aprendeu a existir em modo de espera.
Como quem segura o fôlego
para não acordar o perigo.


Havia beleza, ainda assim.
Sempre há.
Ela colecionava migalhas de mundo:
um pedaço de céu visto da janela,
o cheiro de algo bom que não durava,
um riso emprestado no meio da tarde.


Com o tempo,
cresceu por fora
antes de crescer por dentro.


Levou para a vida
a inocência dos que nunca foram protegidos:
acreditou demais,
deu nomes às coisas antes de testá-las,
ofereceu o coração
como quem oferece água
num deserto que finge ser oásis.


Roubaram-lhe ideias
como quem colhe frutos de uma árvore
sem perguntar quem a plantou.
Confundiram sua entrega com fraqueza,
sua escuta com permissão.


E ela, ainda assim,
continuou aberta.


Porque quem aprende a sobreviver cedo
demora a aprender a fechar portas.


Mas há um ponto,
sempre há,
em que a criança cansada
olha para o adulto que se tornou
e diz, em silêncio:
agora é comigo.


Não há ruptura visível.
Não há vingança.
Há algo mais raro:
a construção lenta de um centro.


Ela começa a devolver pesos
que nunca foram seus.
A deixar no chão
o que carregou por amor mal compreendido.


Descobre que pode escolher
onde pousar o corpo,
a quem confiar a própria história,
o que merece permanecer intacto.


E então,
sem anúncio,
sem aplauso,
algo muda de lugar.


A vigilância vira atenção a si.
O medo aprende a descansar.


A criança não desaparece.
Ela finalmente encontra abrigo
no adulto que sobreviveu
sem perder a capacidade de sentir.


E isso,
isso é um tipo silencioso de vitória.

A conclusão de um poema espreita
o bobo poeta entretido com o ser criança das palavras convidadas pra
brincadeira de serem emoção em vez
da coisa catada do alfabeto, elas entram na brincadeira fluindo nos versos dizendo olha tio, pro poeta,
a catada não cata ela veste essa, e de
fantasia em fantasianesse universo
de repente o Booo! no começo longe da tia chata da norma padrão...
a explosão da palavra criança
o que é um fantasma?
e um dinossauro?




Leonardo Mesquita

As cores que o tempo levou


Quando eu era criança, o mundo parecia pintado à mão.
O céu tinha cheiro de tarde quente,
e o vento parecia brincar comigo.
As cores eram vivas — não só nas coisas,
mas dentro de mim.


Agora, aos vinte e dois, olho o mesmo céu
e ele já não me devolve o mesmo brilho.
As cores continuam lá,
mas meu olhar parece cansado de reconhecê-las.
Talvez não sejam as tardes que mudaram,
mas a forma como eu as sinto.


Na infância, o tempo era eterno.
Hoje, ele corre — e leva embora o encanto das coisas simples.
Mas às vezes, quando o sol se despede devagar,
eu fecho os olhos e finjo ser criança de novo.
Só pra ver o mundo com aquele mesmo coração colorido.

Quando criança, vivia buscando maneiras de brincar, jogar, me divertir. Não importava com quem estava, o importante era buscar o novo.


Quando adolescente, vivia buscando maneiras de me provar, maneiras novas de sentir as coisas. Era uma constante busca pelo novo e feliz.
Mas nessa época me dei conta das primeiras dores da minha infância, e as buscas começaram a ser para escapar disso.


Quando adulto. Busco interminavelmente maneiras de fugir do passado, busco efêmeras meios de fugir do presente. Mãos trêmulas, coração disparado, mente tormentada... Cada vez mais tenho medo do futuro, não por medo da morte, e sim medo de continuar sendo quem sou.

A roda está aberta




Quando eu era criança,
o mundo não explicava nada,
apenas acontecia.


As árvores falavam baixo,
os rios riam alto,
e o céu trocava de roupa
sem pedir opinião.


Eu acreditava.
E isso bastava.


Os antigos sabiam:
em algumas aldeias do Sahel,
as crianças nascem velhas
e vão ficando leves com o tempo.
Entre os hopis,
elas chegam trazendo histórias
que os adultos esqueceram de escutar.


Por isso brincam.
Para lembrar.


Quando virei jovem,
o sangue quis correr mais rápido que o destino.
Aprendi com Inanna
que descer aos infernos
também é iniciação.
Com Oxum,
que beleza é força em estado líquido.
Com os gregos bêbados de Dioniso,
que o corpo pensa
quando dança.


Errei muito.
E cada erro
abriu uma janela.


Os astrônomos da Babilônia diziam
que o céu é um livro em movimento.
Os povos do Pacífico navegavam
lendo ondas invisíveis.
Eu também aprendi a me orientar
pelo que não se vê.


Hoje caminho como anciã
mesmo rindo como menina.
Carrego o tempo dobrado nos bolsos.
Sei que o mundo nasce, quebra,
renasce torto
e continua.


As avós da floresta dizem
que a morte é só uma mudança de canto.
Os xamãs da neve
sabem que o silêncio também ensina.
Os griôs guardam universos inteiros
numa pausa bem colocada.


Dentro de mim,
todas as idades conversam.


A criança puxa minha mão
para correr atrás de borboletas.
A jovem acende fogueiras
onde disseram que era perigoso.
A velha sopra brasas
e chama isso de bênção.


E eu canto.
Mesmo sem afinação.
Eu danço.
Mesmo sem plateia.
Eu celebro.
Porque estar viva
é o maior segredo já contado.


Se você chegou até aqui,
não é por acaso.
Os antigos dizem
que quando um texto toca o peito,
é porque ele te reconheceu primeiro.


Então entra.
A roda está aberta.
Tem riso, tem tambor,
tem vida passando agora.

DESEJOS SECRETOS
Olho-te com ternura e desejo
A ternura das crianças que não possuem maldades
O desejo da mulher que ao teu lado transforma-se em fêmea
Desejo por anos olhar tua face e observar as marcas do tempo tatuá-la
Desejo olhar teus cabelos negros pouco a pouco tornando-se brancos
Desejo tocar sua pele não mais tenra e ainda deseja-la
E no momento em que eu abandonar este corpo para a minha grande viagem
Desejo ir sorrindo
Feliz por ter encontrado ao teu lado a maior força existente na Terra
A força do Amor

ESPELHO

A criança corre movida pela energia que seu corpo emana
Sem perceber há uma nuvem escura em seu encalço ganhando força
Finalmente ela olha pra trás
Tardiamente ela olha pra trás
Amedrontada pelo tamanho da nuvem ela corre mais rápido
Em sua inocência atravessa o espelho
Não existe mais som
Não existe mais movimento
Somente o barulho ensurdecedor do silêncio
Seus olhos enxergam o movimento das pessoas
Mas as pessoas não a enxergam
Gritos e socos são inúteis diante da imensidão de vácuo
Cansada de lutar a criança chora
Chora lágrimas que não existem
Lágrimas que se transformam em chuva do outro lado
Chuva que se transforma em tempestade fora do espelho
Tempestade que invade a criança que agora abre os braços
Com olhos fechados ela implora para que um raio flamejante recaia sobre o espelho
Libertando-a em bola de fogo.

Se soubesse criança como passa o tempo.
Voltavas a brincar.
Continuava sorrir.
Aproveitava o viver.
A vida adulta é pura lamúria.
Tudo tem cheiro de saudade.
Queria ter ainda a confiança do abandono.
Quando me esquecia nas mãos de Deus.
Hoje que cresci e assumi o controle, não vivo.
Tudo é se der,
tudo é quem sabe.

Ser criança de novo, esquecer do relógio, esquecer do meu medo


por: Felipe Uzzires


papo reto?
não era pra ser tão pesado assim.
Com 20 poucos anos nas costas e um cansaço que não combina,
eu só queria voltar pra onde o mundo era pequeno.


ser criança de novo,
esquecer do relógio,
esquecer do meu medo.


Tem dia que a gente acorda e já tá devendo até coragem.
Sorriso forçado, passo arrastados,
e lá dentro, bem quietinho,
o moleque que fui quieto e cansado chama meu nome querendo.


ser criança de novo,
esquecer do relógio,
esquecer do meu medo.


Eu sinto falta de tropeçar sem medo de cair,
de errar e rir, de errar de novo e rir mais alto ainda.
Hoje qualquer erro parece um peso eterno,
como se a vida não perdoasse mais ninguém,
como se eu fosse invisível,
como se fosse impossível.


ser criança de novo,
esquecer do relógio,
esquecer do meu medo.


Talvez eu nunca volte de verdade, né?
Talvez crescer seja isso mesmo:
carregar as saudades, de desapegos, pessoas indo, e outros voltando,
Mas ainda assim eu queria.


ser criança de novo,
esquecer do relógio,
esquecer do meu medo.

Desde criança eu carregava um mapa
que ninguém via
uma casa aberta no meio do mundo,
gente chegando cansada
e saindo com um pouco mais de vida.


Enquanto os outros sonhavam viagens,
eu sonhava abrigo.
Sonhava mãos dadas,
cadeiras puxadas pra perto,
um lugar onde ninguém fosse peso.


O tempo passou
e disseram que crescer
era esquecer essas ideias grandes.
Mas meu peito nunca aprendeu a ser pequeno.


E então a vida colocou pessoas no caminho
que acenderam o desenho antigo.
Não como salvação,
mas como espelho:


“olha, isso ainda mora em você.”


Conhecer alguém
não criou o sonho
só deu nome à coragem
de tirá-lo da gaveta.


Meu instituto não é prédio,
é promessa.
É a criança que fui
estendendo a mão pra adulta que sou
e dizendo:


“a gente ainda pode.”


Quero construir um lugar
onde a dor não seja vergonha,
onde intensidade seja força,
onde gente quebrada
descubra que ainda é casa.


Se um dia isso existir
não será milagre.
Será soma:
de quedas,
de encontros,
de amor que não coube em mim
e precisou virar mundo.

Tão seu, quanto...




Vozes da imaginação gritam comigo pedindo asilo aquela criança que ainda se encontra perdida,


Insisti em molhar as rosas e mesmo assim elas murcharam,


Foi uma tolice parecer vulnerável quando o medo era insuportável,


Eu não sabia que a cada passo dado para trás naquele momento seriam uma projeção para dias melhores no futuro,


Caído no meio das rosas minha armadura começou a ser golpeada tanto pelo sol que se transformou em ouro,


E no acaso da perdição um amor inconfundível tomou conta de mim, logo voltei do inferno com um coração gentil,


Nada é tão seu quando tudo a perder é tão fácil.

Uma criança boba




Você não sabe o quanto é importante ouvir sua respiração pertinho de mim,


A minha natureza fria não se comporta mais como antes quando as tuas mãos eram distantes das minhas,


Quando a nossa música toca um potencial de energia é liberado pelos teus olhares e essa força me da uma preguiça de ficar longe de você,


No final das contas, eu só quero te dizer que eu me comporto como uma criança boba quando estou na tua frente.

Dia das crianças


Na festa das crianças,
num dia leve e luminoso,
lá estava eu, entre risos pequenos,
emprestando cuidado aos meus sobrinhos.


Senti três toques no ombro;
meu irmão tocava-me,
apontando,
como quem revela um segredo.


Ali estava ela
a mesma personificação do acaso,
surgindo outra vez diante de mim,
a poucos metros, próxima tal
como só esteve em meus pensamentos


Mais uma vez fiquei a observar:
estava com o cabelos soltos,
livre do icônico boné claro;
um vestido verde que parecia conversar
com a tarde que nos envolvia.


Havia no olhar
uma calma suave, quase tímida,
um silêncio que dizia mais
do que qualquer palavra ousaria.


Até então, o sarau
que era só para meus sobrinhos
virou uma festa para mim.


Não houve palavra trocada,
apenas o silêncio caminhando
entre balões, risos e canções infantis.

Ensinar Física,
para uma criança do Ensino Fundamental.
Mesa, cadeira, janela, porta.

Eu, não sei.

Aprender, e entender; cansa.
Insistência. Perseverança.
Intervalos.
Hoje é um dia, amanhã é outro.
Não acabou. Não terminou.
Continua.
Aí. Sentir, a dor. É assim.
Disfarça.
Pensar positivo. Ser otimista.

Antes mesmo de começar à escrever,
Aprendi à temer.

Quando não passava de uma criança,
Cheia de esperança,
Que brincava de boneca, e sonhava em ser princesa.

Aprendi cedo demais,
Que de fazer maldade, qualquer um é capaz.

Que não precisa ser estranho, pra nos roubar a infância, e impedir de ser criança.

Cresci com o peito doendo,
Tentando curar uma ferida
Que eu nem sabia de onde vinha.

Vivia com uma culpa que não era minha, E um peso tão grande que minhas mãos tão pequenas não sabiam como carregar.

Não conseguia lutar, e ninguém eu tinha pra fazer isso por mim.
Todo mundo me dizia:
"Deixa isso passar!"
E assim, deixei.
Mas o que foi embora, não foi a dor.
Fui eu mesma quem ficou pra trás.

Ninguém ensina
Como crescer direito
Depois de ter a sina
De ser roubada a inocência.

Ninguém me contou
Como se vivia
Depois de ter sido objeto
Antes de sequer poder lembrar
Que eu existia.

Me disseram que o tempo cura,
Mas esquecerem de dizer que o tempo também cobra.
E que se uma ferida não for cuidada, O tempo cicatriza torto, e a dor nunca vai embora.

Hoje, já cresci.
Mas não cresci inteira.
E sim, com um pedaço de mim faltando.

E por isso, carrego comigo um grito antigo.
Que não foi ouvido, mas sim abafado..
E isso antes de eu sequer poder entender o que, e por que tinha acontecido.

E eu sei que não é justo comigo
Carregar sozinha
Algo que nunca foi culpa minha.
Mas ainda sim, fico em silêncio.
E quando a dor chega com força,
Eu pego meu caderno e escrevo.

Por que essa dor
Não vai embora, só ameniza.
Por que não tem como não doer,
Sendo que eu nunca vou saber
Quem eu poderia ter sido.
Se eu não tivesse temido,
Antes de ao menos ter a chance de aprender escrever.

-Victória Licodiedoff Lemos

Despertar

Abra os olhos vagarosamente,
veja a vida te convidando a viver.
A vida é criança perfeita,
que renasce a cada amanhecer.

O ontem levou consigo as oportunidades perdidas,
não se prenda a ele,
veja novas oportunidades,
sendo oferecida.

Se perdestes o tempo de um sonho que a circunstância lhe roubou,
a vida é mãe carinhosa ,
outro sonho lhe ofertou.

A vida é um presente,
que só se vive no presente,
não se sinta descontente,
com o que o ontem lhe roubou.

Autor. Cícero Marcos

Sobre Abusadores e Abusados


Eu...fui uma criança que não conheceu o pai e era feliz assim, até que aos quatro anos de idade levei um tapa na cara de um gigante muito forte enquanto com um canecão de alumínio despejava água para que o gigante escovasse sua dentadura, e foi assim que conheci o meu padrasto.


Com o tapa, que mais percecia um soco mesmo, cai, bati com o queixo no chão e de alguma forma cortei o céu da boca e doeu, e sangrou bastante. Assim foi a minha vida até os 16 anos quando finalmente eu criei coragem e fugi para São Paulo com uma namorada e lá construímos nossa própria família.


Foram 12 anos de abusos físicos e psicológicos, e naquele tempo era aceitável pelas Leis, e minha mãe também vítima de abusos psicológicos, pois nunca presenciei agressão física contra ela, aceitava tudo de boa.


Ninguém veio me salvar. Ah! Como eu sonhava com isso. Não consegui amar de verdade minha mãe até o dia que ela faleceu, não conseguia entender a razão de ela não ter feito nada todas as vezes que ele me bateu.


Hoje vejo o povo Venezuelano, que por anos vem apanhando, e nós? Da América do Sul nada fizemos. Salve os Norte Americanos!!!

Serei Como Criança



Enquanto eu estava andando na rua, uma criança sorriu para mim.

Nesse dia eu estava cabisbaixo e, depois que eu vi aquela criança

com o sorriso verdadeiro que no seu rosto estava estampado,

eu, naquele exato momento, percebi que minha tristeza havia evaporado.

E nesse dia eu decidi ser sempre uma criança,

ser sincero e verdadeiro em cada ato.

Minha missão agora é espalhar amor e alegria,

e como uma criança serei luz até onde as trevas dominam.

Serei feliz até nos momentos ruins, como as crianças da periferia,

que fazem com que a zona de guerra seja o lugar onde se empina pipa.

Vamos pegar um balde de tinta

e, nesse chão onde só se jorra sangue,

vamos desenhar uma amarelinha.

Serei criança, porque elas são anjos

que são blindados da maldade do mundo cruel.

E nessa brincadeira de amarelinha peço a Deus que me espere,

pois falta um pulo para que eu volte para o céu.

Gentileza

" Diga bom dia para o seu vizinho
sorria para uma criança
no transito seja gentil
cultive bons hábitos
Gentileza gera gentileza
todo o bem que você direcionar a alguém
voltará para você também
lembre de quem está precisando de ajuda
são nossos irmãos
generosidade e fraternidade
tornam o mundo um lugar melhor de se viver
faça algo fora do comum
visite um hospital
uma casa de repouso
propague o bem
confie na força do sorriso
e ajude a florir nosso amanhã
um bom dia logo cedo é quase uma declaração de amor
pela vida...
Bom dia.