Textos Reflexivos sobre Casamento
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.
Seja o tempo testemunha
Deste eterno sentimento,
Onde dantes era eu
E agora somos nós...
.
No caminho de “Brás”...
“Pires” a razão e dê lugar à emoção,
Onde fica a minha vida
Sem razão pra despedida.
.
A mocinha é Maria
A quem por uma vida inteira eu amaria...
Se me quisesse em seu caminho
Com ela eu iria.
.
Onde posso procurar
Aquela que me pega sem tocar?
Procuro no meu coração
Onde sempre posso te encontrar.
.
Edney Valentim Araújo
. Os momentos em família
São eternos, a Morte para os
Vivos é um sentimento cruel
Mas para os que Morrem é o fim
Do sofrimento .
Jefferson_monteiro
CAPÍTULO II – O COLÓQUIO DOS QUE NUNCA PARTILHARAM A LUZ.
“Foi apenas um sorriso... mas a eternidade se abriu por um instante e teve medo.”
I. O Sorriso que não Sabia Ficar.
Era uma noite sem lua — mas com vento. Camille desceu ao porão mais uma vez, como se a noite lhe pertencesse, como se a escada soubesse o peso da alma dela. Joseph já a esperava, não como quem aguarda alguém, mas como quem reconhece o inevitável.
Ele estava com as mãos sujas de tinta seca. Rascunhava em uma parede uma frase:
“Deus não nos condena — nos observa em silêncio.”
Quando ela chegou, ele se virou com a lentidão dos que não se acostumam à presença.
— “Trouxe as flores?” — perguntou ela, com a voz baixa, quase como um lamento que queria parecer alegria.
— “Roubei-as do cemitério da rua de cima. Ninguém sentirá falta. Estão todas mortas lá... inclusive os vivos.”
Camille sorriu. E o sorriso dela doeu.
II. Colóquio no Escuro.
Sentaram-se frente ao outro. Ele a fitava como quem se vinga da luz, por amá-la demais e ao mesmo tempo temê-la. Ela recostou o queixo sobre os joelhos.
— “Sabe o que me assusta, Joseph?”
— “A vida?”
— “Não. O que há dentro de mim quando você sorri.”
— “E o que há?”
— “A vontade de viver. Isso me assusta mais do que morrer.”
Ele engoliu em seco.
Camille segurou uma de suas mãos, não para apertar, mas para impedir que fugisse de si mesmo.
— “Prometa que se eu morrer antes, você não escreverá sobre mim.”
— “E se eu prometer, você viverá mais?”
— “Não. Mas saberei que ao menos você me amou em silêncio, e não em frases soltas por aí.”
III. Instante Suspenso na Poeira.
Joseph sorriu. Não muito. Apenas o suficiente para que o mundo inteiro parasse por um milésimo de eternidade.
Camille, deitada agora sobre um lençol rasgado, observava os traços dele à meia-luz de um lampião antigo.
— “Por que você sorriu?” — perguntou.
— “Porque me senti feliz.”
— “E por que o medo veio logo depois?”
— “Porque a felicidade não é para nós, Camille. É como o fogo para quem vive em papel.”
Eles não falaram mais por um longo tempo.
Só o ruído do lampião, e o rangido suave da escada apodrecendo com os anos.
IV. Promessas no Fim do Tempo.
Antes de subir de volta à noite, Camille parou no degrau mais alto, olhou para ele como quem olha do fundo de um abismo invertido — do alto para o que está enterrado.
— “Joseph...”
— “Sim?”
— “Prometa que você não sobreviverá muito tempo depois de mim.”
— “Você quer que eu morra?”
— “Quero que não me esqueça. Nem mesmo para viver.”
Ele assentiu. Não era promessa. Era sentença.
V. Felicidade Medrosa: O Amor que Pressente a Perda.
Eles foram felizes naquele instante.
Mas era uma felicidade assustadora, como a criança que descobre por um momento que os pais podem morrer.
Ou como o prisioneiro que vê uma fresta de luz — e teme que ela revele que o mundo lá fora nunca o esperou.
Camille e Joseph sabiam:
Quanto mais se amassem, mais doloroso seria o silêncio que viria depois.
E ainda assim... sorriram.
Com medo.
Mas sorriram.
“Diziam que era apenas um romance soturno... mas era um universo inteiro tentando amar sem voz.”
Fragmento atribuído a Camille, encontrado sob um retrato queimado.
AS MUSAS E A ETERNIDADE DO ESPÍRITO CRIADOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Desde os primórdios do pensamento helênico, a humanidade buscou compreender a origem da beleza, da palavra e da ordem que sustenta o mundo sensível. Nesse anseio inaugural, surgem as Musas, filhas de Zeus e de Mnemósine, a Memória, como figuras arquetípicas que não apenas inspiram, mas estruturam o próprio ato de pensar, narrar e criar. Elas não são simples personagens mitológicos, mas manifestações simbólicas do elo profundo entre a consciência humana e o absoluto invisível que rege a arte, o saber e a transcendência.
Segundo a tradição antiga, Zeus uniu-se a Mnemósine por nove noites consecutivas, gerando nove filhas cuja missão seria impedir que o esquecimento devorasse os feitos humanos e divinos. Essa genealogia não é acidental. A memória, elevada à condição divina, torna-se o ventre da cultura. Nada que é belo, verdadeiro ou grandioso subsiste sem ela. As Musas, portanto, não criam o mundo, mas o preservam pela recordação ordenada, pelo canto, pela narrativa e pela forma.
Calíope, a de voz bela, preside a poesia épica e a eloquência, sendo a guardiã das grandes narrativas fundadoras. Clio vela pela história, não como mera cronista dos fatos, mas como consciência do tempo e da responsabilidade moral da lembrança. Erato inspira a poesia amorosa, revelando que o afeto também é uma linguagem sagrada. Euterpe concede ritmo e harmonia à música, expressão sensível da alma em movimento. Melpômene governa a tragédia, ensinando que o sofrimento possui dignidade estética e valor formativo. Polímnia guarda os hinos e a retórica, unindo o sagrado à palavra ordenada. Tália, em contraste fecundo, representa a comédia e a leveza que humaniza a existência. Terpsícore rege a dança, símbolo da integração entre corpo e espírito. Urânia, por fim, eleva o olhar ao céu, fazendo da astronomia uma ponte entre o cálculo e o assombro metafísico.
Do ponto de vista psicológico, as Musas podem ser compreendidas como estigmas da criatividade humana. Elas personificam impulsos internos que emergem quando o intelecto se harmoniza com a sensibilidade. O artista, o pensador e o cientista não criam a partir do vazio, mas de uma escuta interior que os antigos chamavam de inspiração. Nesse sentido, a musa não é uma entidade externa que impõe ideias, mas a expressão simbólica de um estado de abertura da consciência ao sentido profundo da existência.
Filosoficamente, as Musas representam a recusa do esquecimento como destino. Em um mundo marcado pela transitoriedade, elas afirmam a permanência do significado. Cada obra de arte, cada poema, cada investigação científica torna-se um gesto de resistência contra o caos e a dispersão. A tradição ocidental, desde a Grécia clássica até a modernidade, herdou delas a convicção de que conhecer é recordar, e criar é participar de uma ordem mais alta.
Na contemporaneidade, embora o culto ritual às Musas tenha desaparecido, sua presença permanece viva. Elas sobrevivem nos museus, nas academias, nas universidades, na linguagem cotidiana que ainda fala de inspiração e gênio criador. Persistem como metáforas vivas da necessidade humana de dar forma ao indizível e sentido ao efêmero. Mesmo em uma era tecnológica, continuam a sussurrar que não há progresso sem memória, nem inovação sem raiz.
Assim, as nove filhas de Zeus não pertencem apenas ao passado mitológico. Elas habitam o íntimo da cultura, sustentando silenciosamente a ponte entre o caos e a ordem, entre o instante e a eternidade, lembrando à humanidade que toda verdadeira criação nasce do diálogo profundo entre a memória e o espírito.
Quando o Toque se Faz Eternidade.
“O toque, quando autêntico, converte-se em epifania; e o efêmero, subitamente, adquire a dignidade do perene. Por isso, a alegria é o que desejo gravado em meu epitáfio.”
Há instantes, raros e quase inaudíveis, em que a vida se inclina sobre nós com uma doçura antiga. É o instante em que algo um olhar, um som, um gesto toca o centro invisível do ser. É nesse toque, breve como o sopro de uma harpa, que o efêmero deixa de ser apenas passagem: torna-se revelação.
Rilke dizia que “a beleza é o começo do terrível que ainda podemos suportar”.¹ Talvez por isso o artista, o amante, o poeta e o espírito sensível busquem incessantemente essa fronteira onde o instante se ilumina por dentro. É ali que a arte nasce não da vontade, mas da necessidade de transfigurar o transitório em eternidade.
A beleza não salva o mundo apenas por existir: ela o desperta. É uma lembrança de que há um pulso divino em cada forma, uma vibração silenciosa em cada cor, um apelo à transcendência em cada sombra. O toque autêntico, seja o de uma mão, de uma palavra, ou de uma nota musical é a súbita irrupção do eterno no coração do instante.
E quando esse toque acontece, a vida deixa de ser mera sucessão de dias: torna-se rito, poema, oferenda.
Assim, a vida não é mero contentamento, mas gratidão por ter sido tocada pelo indizível.
É no epitáfio da alma que soube sentir, que ousou criar, que amou o belo apesar das ruínas, deve estar escrita apenas uma palavra: Alegria.
¹ Rainer Maria Rilke. Elegias de Duíno, I Elegia. Tradução de Paulo Quintela. Lisboa: Relógio D’Água, 2001.
"A beleza é o instante em que o espírito reconhece, com espanto, que a vida também da dor pode florescer."
Eu sei, minha querida, que tem sido difícil, que a espera muitas vezes parece ser uma eternidade, porém, peço que permaneças tendo o máximo de paciência possível, pois, se Deus quiser, ainda chegará o dia da tua metamorfose e finalmente tuas asas surgirão majestosas com lindos detalhes, então, tua alma ficará mais grata, sentindo uma grande felicidade com as tuas lutas sendo divinamente compensadas.
Enquanto este momento não chega, respeita todas as tuas fases, tira o tanto de proveito que puderes, vive sabiamente com vontade, não percas a tua fé no Senhor, nem o teu raro deslumbramento pela simplicidade, a veracidade do teu amor, apesar das adversidades que poderão causar-te alguma dor, isso te deixará mais forte e a tua felicidade terá mais valor.
Agora, provavelmente, é bem maior a tua dificuldade para compreender, mas cada etapa tem seu grau de importância, irás perceber com o tempo, que as circunstâncias juntas têm um propósito, inclusive, no sofrimento, portanto, se fores paciente e abrires mão da negligência, certamente, se Deus quiser, ficarás mais linda, vestida de resiliência.
A Páscoa acontece sempre,
Ele vive eternamente.
Ora anoitecemos,
E ora surgimos como o amanhecer;
Já deveríamos ter aprendido
- a viver -
Dobrando os corações
Para louvar e agradecer.
Sempre esquecemos,
De sermos gratos,
Por alguém que nos ensinou,
Amar uns aos outros,
Como Ele nos amou;
Ele se entregou,
Nunca se negou
E ensinou o salto do amor.
Os registros estão lá,
Para quem sabe ler,
- e interpretar
Pronto para se entregar,
E escutar a mensagem,
Que pode surgir face a face,
- e a conversão acontecer
É só você se abrir,
Deixando o teu coração ler,
A tua alma irá reconhecer,
Os ensinamentos dourados,
Para que o poema pascal aconteça,
É preciso que estejamos reunidos,
Na mesma caminhada lado a lado.
A eternidade se torna desdita
E completamente 'frondosa'
Porque longe da tua paz
Sinto-me desventurosa.
Porque te busco em letras
Uma por uma perfumada
Sonho um dia ser por ti amada.
Eu já tinha a ciência
Que jamais de ti escaparia
Disseram-me que eu enlouqueceria
Pelo teu olhar fatal que desafia.
Busquei ganhar os teus olhos
Bem sabes, que o teu corpo também
Não mintas para mim, eu vejo o além.
Conheço a tua intenção penetrante
Tentes ser comigo vacilante
Não encontrarás nada tão vibrante
E que chegue perto do meu seio amante.
Se tens um coração que ama,
Então, não reclama;
Transforme-se em poesia,
E se eternize, e sê só alegria.
Ame loucamente,
Ame de forma inesquecível,
Ame até se for discutível,
Ame avassaladoramente.
O amor floresce no terreno da calma,
Entregue-se de corpo e alma,
Seja a poesia que se derrama,
E que se transforma também em chama.
Ame voluptuosamente,
Ame de forma invencível,
Ame até se for repreensível,
Ame arrebatadoramente.
O amor é indestrutível,
Ele sempre nos surpreende,
Possui um afeto que nos prende,
E nada em nós repreende.
Ame inabalavelmente,
Ame sempre que for possível,
Ame até se for impossível,
Ame para sempre - eternamente.
Se tens um amor para amar,
Espera com paciência,
O amor tem a sua própria ciência,
É mistério que nem os cientistas
conseguiram desvendar.
A primavera lá não passa,
É jovem para sempre,
Eterna e suprema
A monja blanca recatada
Não menos esplendorosa;
Brilhante estrela radiosa
Que ilumina
A rota determinada:
- Rumo a Guatemala!
A primavera sendo eterna,
Possui o sorriso cândido
Da estrela ali plantada,
Deste alvor que me fascina
Protejo-a com poesia encantada.
A primavera sendo terra:
Respira aurora perfumada.
Da flor caída do céu,
Com o candor que abraça
Reverenciando a Monja Blanca.
O Eterno Retorno
No pequeno vilarejo de Hanamura, no Japão, vivia Aiko, uma jovem de olhar sereno e coração cheio de esperança. Aos 19 anos, ela se apaixonou por Hiroshi, um jovem pescador que, apesar da vida simples, sonhava com um futuro melhor para os dois.
O amor entre eles floresceu como as cerejeiras na primavera. Juraram estar juntos para sempre, mas o destino tinha outros planos. O Japão entrava em guerra e Hiroshi foi convocado para lutar. Na despedida, sob a luz do entardecer, ele segurou as mãos dela e prometeu:
Espere por mim, Aiko. Voltarei para você, nem que leve uma vida inteira.
Os anos passaram. Cartas deixaram de chegar. Os vizinhos sussurravam que Hiroshi jamais voltaria, que Aiko deveria seguir em frente. Mas ela não desistiu. A cada primavera, sentava-se no mesmo banco onde ele se despediu e observava o horizonte, esperando seu amado.
Décadas se passaram, e Aiko envelheceu, mas seu coração permaneceu jovem no amor. Mesmo quando a guerra acabou e os anos trouxeram mudanças, ela nunca aceitou que Hiroshi estivesse perdido. Seu amor era eterno, algo que nem o tempo nem a distância poderiam apagar.
Foi apenas 54 anos depois, em um outono silencioso, que a verdade chegou. Um veterano de guerra trouxe-lhe um diário antigo, encontrado entre pertences abandonados em um hospital militar. Era de Hiroshi. As últimas palavras escritas eram para ela:
Aiko, meu coração sempre pertenceu a você. Se o destino não permitir nosso reencontro nesta vida, nos veremos na eternidade.
Aiko fechou os olhos e sorriu. Ela sempre soube. O amor verdadeiro nunca desaparece. Ele apenas espera, pacientemente, pelo seu reencontro.
E naquela mesma noite, enquanto as folhas caíam das árvores, o espírito de Aiko finalmente partiu, livre, para encontrar seu amado além do tempo.
"É tempo de buscar Jesus de todo coração e eterna adoração.
Não se preocupe com ter uma religião. Ele não deixou uma religião especificando a que deves seguir.
Ao contrário, deixou um "AMOR exemplar a seguir que UNIA" todos os povos. E não dividindo como andam fazendo.
Muitas portas pra poucas te dar a verdadeira benção. JESUS É A PORTA.
Religião não te salvará, Jesus sim."
—By Coelhinha
Não consigo mas lembrar teu rosto, a tua voz foge dos meus pensamentos a cada ano passado!
Mas o nosso amor sempre estará presente em mim! não consigo esquecer você.
Viajando pelos mais distintos lugares, tentei dar um rumo a minha vida, mas o destino sempre vem me mostrando como é bom amar você.
Eu te amarei para sempre.
Conheci uma pessoa!
Foi a pessoa com o melhor caráter que já conheci. Sempre estava disposta a qualquer sacrifício pra dar o máximo que podia aos filhos e aos seus sonhos.
Se preocupava com todos que precisava de ajuda, e ajudava até mesmo quem não gostava dela.
E apesar de não seguir religião alguma, tinha mais fé em Deus do que muitos crentes, católicos ou espíritas.
Seus maiores amores, o que moveu muitas vezes seus passos em fases desagradáveis da vida, eram os 2 filhos que viveram com ela quando criança e a esperança de ter de volta as duas filhas gêmeas, que devido a falta de condições financeiras cresceram com a avó.
A mãe sofria em silêncio, sabendo que não tinha o amor das filhas, e as filhas cresceram sem sentir o amor daquela mãe.
Certa manhã, uma doença chegou sem dizer bom dia e não deixou tempo para reação. Primeiro veio a forte dor de cabeça, ela acordou pela manhã, chamou o filho mais novo e disse -YAGO, EU NÃO CONSIGO ME MEXER- Ele a pegou no colo, levou ao banheiro, e a trouxe de volta pra cama. A irmã dela chegou em seguida, e enquanto discava o número para chamar ambulância, ouviu ela dizer -NÃO PRECISA CHAMAR A AMBULÂNCIA MINHA IRMÃ, SÓ FAÇA UMA ORAÇÃO POR MIM-.
Perceberam quando ela foi perdendo lentamente a consciência durante a oração. Seus olhos se fecharam e só se abriram novamente 4 dias depois, quando ela sorria pra Deus, enquanto a saudade dela já era sentida por todos.
Os dois cãezinhos que ela amava, não aguentaram a saudade, e envoltos em tristeza foram se encontrar com ela.
Assim ela partiu, com saudades do filho do meio que morava em São Paulo, desejando o amor das filhas mais velhas que morava em Campinas, na companhia do filho mais novo que nunca quis sair de perto dela.
Sempre que penso naquela mulher, meu coração aperta, sinto água nos olhos enquanto algo me sufoca a garganta. Então eu abaixo a cabeça e agradeço a Deus, por ter conhecido uma pessoa com um coração tão bom como aquele, que deu sua última batida na primavera de 2016, no peito daquela pessoa que tanto amei.
Hoje eu sei que a vida que eu procuro, eu já tinha. E agora, já não é a mesma sem ela, porém, é preciso saber viver.
Ela é minha, somente minha
Não é dos avós, das tias ou cunhada
De mim ela surgiu, em mim foi gerada
Ela é minha, somente minha, filha amada
Que por meu desprendimento é compartilhada
Com avós, amigas, tias e cunhadas
Compartilhada para alegria, carinho, respeito e amor
Mas é a mim que chama quando sente sua dor
Ela é a vida em movimento
O bater do meu coração fora do peito
Ela é minha atenção a todo momento
Uma vontade constante de ser melhor...
Fazer bem feito
Ela é minha, somente minha amada filha
Minha princesa por vezes minha rainha
Por vezes gigante e por vezes somente uma menininha
Minha amada princesa rainha
Filha querida
Minha... minha...
Se você depende de coisas para ser feliz você nunca será feliz
a felicidade que as coisas lhe proporciona é felicidade falsa
você sempre vai querer coisas novas, coisas melhores
um celular novo, um carro novo, uma roupa nova.
Felicidade está em momentos com pessoas ou animais
felicidade é aquele momento que você queria que acontecesse
outra vez, é querer reviver ou desejar que não acabasse
isso é felicidade e só depende de você!
Se sua felicidade é nas coisas materiais, ela é falsa
você sempre irá buscar por algo novo e sempre irá
desejar coisas novas por isso nunca alcançará.
Ciumes
Como não sentir ciumes e as dores de paixão
De você que entrou na minha vida
e sem pedir licença, invadiu meu coração
Tenho ciumes do vento que toca a tua face
da água que banha o teu corpo
da tua roupa que te veste
e envolve suas curvas
Eu amo você e não consigo esconder
que eu sinto saudades e choro a cada lembrança
dos nossos encontros e de cada detalhe
de nossos segredos que permanecem guardados
Eu sei que o meu querer não é a tua vontade
Mas o meu amor por você é maior do que todas as adversidades
inclusive do ciumes que sinto de você
Ciumes de amor por toda eternidade!
Tua Presença
E quando falta fizeres em mim
E eu de ti não me souber apartar
Que faço eu sem teu alento
Brio inocente do qual me fazes
Mais que um simples ser a vagar?
E quando tu puderes me fazer sentir
O que só em teu comando despertas em mim
Rezo por tua presença veemente
Sonhos desfeitos, fatos reais
Que trazes no acordar luzente
De tudo que o amor seja mais belo e capaz.
E quando finalmente quiseres morada
No sempre em nós habitar
Fecho-te a porta de saída
Pois, na entrada, tu fazes bem
Conta feita, dias sem fim, doravante,
Amor, eternamente, ficar.
Asas de borboleta
E o poeta
Hoje
Olhando pra beleza
Na natureza
As vê
Bailando no ar
Cantando
Sempre com seu par
E descobre
Que são feitas
Feitas de amor
De único amor
Amor eterno
Em todas suas vidas
Vão se cuidar
Não se apaixonam mais que a primeira vez.
Cuidaram dos filhos
Da prole em conjunto
Estarão juntas até o fim de seus tempos
Elas têm pena do poeta
Penas verdes, azuis, vermelhas.
Até já doaram algumas de suas penas
Para que ele escrevesse sobre Amor
Pois só existe um pra elas
Mas o poeta,
Cego,
Nunca viu o exemplo delas
De viver uma vida inteira
Sem se lamentar ou chorar
Só o cuidar de seu par
De amar.
E esse é o Amor que o poeta
Idiota e pateta
Sempre quis cultivar
Hoje ele olha pras araras
Chora
Porque deixou seu amor
Ir embora
E agora voa
Mais rápido que um atleta
Tropeça
Bate
Corre
Volta a voar
Quer lutar
Quer chegar logo perto,
De novo, de seu amor
Que já quase não alcança
Mas ainda insiste em estar lá
Deseja abandonar o lápis do lamento...
Quer ser sereno
E de seu amor cuidar
Jogou longe sua régua
Que de medida certa
Fazia as linhas retas
E fazia sua vida regular
Quer abandonar tudo
O trabalho
A vontade
O seguro
Só pra ter seu amor no altar
Mas hoje luta
De asas quebradas
De alma rasgada
Quer ser AMOR e amar.
Preciso de você...
Pra que sempre que me sentir cansado
eu tenha em quem me apoiar.
Pra que toda vez que um obstáculo surgir
eu não venha a tropeçar.
Preciso demais de você...
Pra que sempre que eu esteja sendo testado
eu não venha a falhar.
Pra que toda vez que a escuridão emergir
sua luz esteja para me iluminar.
Preciso tanto de você...
Pra que todo objeto em mim atirado
não venha me machucar.
Pra que toda vez que meu coração partir
eu tenha você pra o remontar.
Preciso de você agora...
Por que tudo está se tornando complicado
e a tristeza insiste em ficar.
Por que a vida já está para ruir
e já não há força de onde tirar.
Preciso de você mais que tudo...
Pra que toda eternidade seja ao seu lado
e o medo da solidão se ausentar.
Pra que todo amor possa enfim ressurgir
e o elo de nossas almas jamais fraquejar.
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