Textos Reflexivos sobre a Vida
Rabiscando a vida.
Rabiscando
Sobre as linhas retas
Que não posso ver
Vindas lá da luz do céu
Encobrindo o breu, que nos convida
Com palavras que não posso ouvir
Nada é incrível, no entanto
Elas são tão claras
Quanto a cara imprecisa
De sorriso obscuro
Escondida, atrás do muro da vida
Quanto o brilho do ouro, que não tenho
Mas eu sei quanto estão lá
Vou rabiscando em desenhos
Solução pra tantos medos
Quantos enredos mirabolantes
Entretanto, nada inverossímeis
Pois eu sei o quanto estão elas
Sob a luz das velas
Sob o malho de cinzéis
Prontas pra se revelar
Talvez como simples rascunhos
Sob a força dos punhos
e a constãncia da vontade
Essas, em linhas não tão retas
Pois a verdade se curva
Pra se alinhar com o horizonte
Azulado e verdejante
Cujo limite do olhar não alcança
Não alcança de olhar aberto
É preciso um pensar mais longe
Pra poder enxergar
O que esteve tão perto
Mas oculto sob o malho dos cinzéis
Quantos céus e quantos outonos
Verão teus olhares mornos
Teus ouvidos vitrificados
Quantos vasos queimarão teus fornos
Carentes de um olhar mais puro
De enxergar no escuro
Encobertas pelo breu que te convida
A enxergar de forma assim, tão clara
A cara da vida?
Edson Ricardo Paiva
Dimensões.
Nós sabemos a vida
Não sabendo-lhe a forma adequada
Isto dito ao vento
No momento, existo!
Posto isso, pouco a sei, além de nada
Morte, as tive algumas
Enquanto a vida se amontoa ao vento
Por acaso, à esmo, à toa
Lacuna entre duas ausências
A vida é uma duna
Uma efêmera presença
Que passa despercebida
Até por alguns dos presentes
Uma página já lida
E também já virada
A morte mais estranha
Que se pode ver vivida
Passou tão depressa
Quem a leu, na sanha de virá-la
nem se lembra de nada
Passou dessa para a estante
Num canto esquecido da sala
Na casa da eternidade
Se confessa arrependida
Pelas coisas que não fez
Se percorre uma vez
Removendo o pó estrada
Pó de existências
Passageiras como nós
Fugazes e sós
Instáveis, incríveis
Existências perecíveis
Voou como instante
O pião na fieira
A fogueira, a esperança
O choro do filho, a vaidade
A verdade, a meia verdade
O barulho do cristal quebrando
O orgulho ferido, a ira propensa
A pequena diferença
Entre o sempre
e o de vez em quando
A esperança perdida
A mesa posta
Pra quem gosta de comida em fogo brando
Morte, as tive muitas
Madrugada, olhar perdido
Coisas tão distantes
Vivendo apenas uma vida
Não dá tempo de estar juntas
Se o poeta não juntá-la em versos
Nalgum canto empoeirado
Lá na sala do infinito
Assim, ao menos por um mero instante
Se ficaria bonito, nunca saberemos
Porque tudo tem três lados
Um peão num barbante.
Viveu para o mundo
Algo assemelhado
em ao menos uma das dimensões
Morreu para a vida
Por breve descuido.
Edson Ricardo Paiva
Vida Flor.
A vida é o dia de uma flor
Quando a chuva aproveita
Bota as pétalas de lado, assim
Se espelhando numa poça rasa
Detalhando os seus tim-tins
Orgulhosa da própria beleza
Ajeita luz do sol
Renovando a folia
Acredita, enquanto há tempo
Tempo é tudo quanto mais havia
Quando o tempo de já não mais crer vier
Ele vem, crer ela não quer...aceita
Bota espinhos, tenta defendê-la
Tristes mãos que, porventura, recolhê-la
Assim, como um sol que renasce
E que jamais se opõe
Ao orvalho das trevas
Escolhe uma melhor lembrança e a leva
Molha-te por molhar-se
Escolhe um ramalhete pra passar teus dias
Que, por ora, ornamenta e tenta e tenta
Tanto tenta que, quando desiste
Já não sente assim, tanta tristeza
Tenta, mas aprende a desistir também
Nem jamais te arrependa de nada
Desaprenda o sorrir
Mesmo assim, depois, aprende
Rir-se de si mesma.
Edson Ricardo Paiva.
A Volta de Jesus e o Tempo
Os efemerópteros são insetos com uma vida muito curta. Eles vivem no máximo 24 horas, e por mais incrível que pareça, o que para nós não é nada, para eles é tudo. O que nós desprezamos, para eles é um tempo de vida. Isso quer dizer que o homem vive muito tempo? Claro que não! O tempo de vida do homem também não é lá grande coisa (Sl 144.4; Sl 103.15; 1º Pe 1.24).
A percepção de tempo e sua atuação sobre os entes em causa constituem-se em fatores chaves e distintivos. De igual modo, quando levarmos em conta que a dinâmica e a mecânica temporal na eternidade são totalmente diferentes das que temos aqui (no plano finito), podendo mil anos para nós equivaler nada mais que um dia para eles (2º Pe 3.8), então perceberemos que Jesus não está demorando. O tempo na Eternidade não funciona como aqui. Agostinho dizia que lá existe um eterno e infinito presente atemporal.
Não é de admirar que passados mais de 2.000 anos, Jesus disse: "E, eis que CEDO VENHO, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo as suas obras. (Ap 22.12)".
Portanto, Jesus não está demorando; nós é que somos demasiadamente finitos. Jesus disse: “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade (Atos 1.7); mas tão somente devemos vigiar, orar e estarmos preparados (Mt 25.1-13); porque certamente o mestre vem (Ap 22.7). O Rei chegará a qualquer momento em toda Sua Glória e Majestade (Mt 16.27; 2º Ts 1.7; Ap 1.7-8).
(...) Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! Apocalipse 22.20.
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
As Decepções da Vida
Pense comigo:
- Os irmãos de José o venderam (Gn 37.28);
- Miriam e Arão falavam mal de Moisés (Nm 12.1);
- Acã foi responsável pela derrota de Josué (Js 7.20);
- Dalila enganou Sansão (Jz 16.9);
- Jesse, o pai de Davi não o chamou para o dia da unção (1° Sm 16.11);
- Judas traiu Jesus (Mt 26. 14-16);
- Demas abandonou Paulo (2° Tm 4.10);
- Diótrefes se virou contra João (3° João 1.9-10).
Precisamos entender que em algumas situações, o único modo de Deus nos tirar de perto de pessoas que são mau-caráter, é permitindo que elas nos decepcionem, caso contrário, nosso coração continuaria acreditando que essas pessoas nunca poderiam nos fazer mal.
Escute Paulo: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Romanos 8.28.
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Em sua viagem (fuga de Esaú) para casa de Labão (Genesis 28.10-17), em um novo capítulo em sua vida, Jacó levou quatro coisas na sua jornada:
1º. Jacó levou a capacidade de lidar com pedras – Discernimento e paciência.
2º. Jacó levou azeite consigo na viagem – a unção do Espírito.
3º. Jacó levou o coração de um adorador – fez um altar.
4º. Jacó levou a capacidade de sonhar – sonhou com uma escada.
Nada na vida muda tanto a gente
quanto este tal de tempo
Algo abstrato, algo que não se mede
Porém, mente estratosfericamente
Quem diz que os sentimentos
são inatingíveis quantitativamente
Nunca mais pude me expressar tão bem
como quando era criança
e podia ignorar as regras
"Mãe, eu gosto de você até no céu"
"Minha amizade por você é maior que o mundo"
Todo mundo morria de rir
enquanto eu vivia chorando
mas me vinha aquela ideia de vez em quando:
Quando crescer, serei poeta
e quanto mais souber escrever
menos usarei a forma correta
criaram tanta regra pra gente
me impedindo de ser feliz,realmente
Três toneladas de felicidade
dez quilômetros de alegria
quinhentos graus de entusiasmo
porém a justa forma
transforma tudo em marasmo
desisti de ser poeta
usando as unidades de medida
de forma correta
E enquanto o tempo eu media
os anos me consumiam
enquanto os dias contava
o tempo me transformava
nada muda tanto a gente quanto ele.
Minha vida foi algo tão breve
que nada que vivi foi esquecido
talvez tenha sido apenas
tempo perdido
e eu tenha angariado novas penas
minha vida foi algo tão leve
que esmagou o corpo e massacrou a alma
coisas que passei, coisas pequenas
pequenas alegrias
tentativas plenas
tempestades sem telhado
palavras sem atenção
dizendo sempre sim
ouvindo sempre não
minha vida foi algo assim
terminou no inicio
começou no fim
eu disse tanto ao mundo
e não pensei em mim
caminhei buscando água
no lugar mais fundo
não via que chovia
e sempre olhei pro céu
vida breve, vida perdida
vida alegre, vida sentida
alma alegre
alma sem vida.
Em vez de viver minha vida
eu passo o tempo procurando
dizer o que nunca foi dito
fazer o que não pode ser feito
encontrar o que o tempo esqueceu
desvendar o que a vida escondeu
procurar o que é preciso perder
em vez de viver simplesmente
quero entender o que aflige tanto a gente
e consertar o que incomoda tanta gente
desativar o que controla tantas mentes
falar, onde o tempo se cala
desamarrar onde a corda prende
dormir, enquanto o mundo acorda
discordar quando você concorda
caminhar enquanto a Terra se abala
calar, sempre que o Mundo fala
ouvir, sempre que um mudo cala
Lembrar, no lugar de esquecer
morrer ao invés de viver
Às vezes tudo que eu queria
era apenas não ser eu
e nem ter esta vida que Deus me deu
e nem ser do jeito que fui feito
ser qualquer outra pessoa
e portanto, ser perfeito e gente boa
pois todos defeitos do mundo
existem apenas em mim
mas se eu não fosse eu
seria eu, de qualquer jeito
este ser humano ridículo e imperfeito
por melhor que fosse feito
então, talvez as coisas sejam assim
e tudo que posso dizer ao mundo
e que, se algo der errado
podem pôr a culpa em mim.
O início e o fim
entre eles um intervalo
chamado vida, simples assim
espinho e aroma na mesma rosa
o amor e o desamor na mesma casa
a saudade sentida
e a palavra Adeus da mesma mente saída
o fim e o começo
tudo que há de bom
carregando em si mesmo
todo mal que já existiu
tudo aquilo que foi visto
ao mesmo tempo ninguém viu
Ele quis brincar com a vida
Ele quis jogar com o tempo
E, tentando enganar o mundo
Lançou seus dados redondos
Sem sorte, que tarde trágica
contou com as cartas
e mágica
Deparou-se, de repente
Com a morte
Frente a frente
Mas o que a morte não sabia
Era que o tolo não sentia
Nenhum medo ao contemplar
Sua imagem, tão sombria
Na tarde daquele dia
Confundia uma inútil coragem
com vaga sabedoria
Ele quis brincar com a morte
Ele quis jogar com a sorte
Quis impressionar o Mundo
E chutou sua bola quadrada
Tolo esporte, que tarde trágica!
O destino, sem espírito esportivo
Não perdeu a chance
Já que alguém lhe deu motivo
Tirando do bolso a ampulheta
constatou que seu tempo cessara
E a tarde, no campo da vida
Recolheu-lhe
A alma atrevida
Eu me sinto meio que esquecido
a cada dia que se passa
mas não me sinto ressentido
na vida tudo tem um preço
talvez seja isso mesmo que eu mereça
enquanto caminho sozinho
com memórias cheias de ferrugem
eu me enxergo assim
incapaz de desenhar a vida
com as cores que agora exigem
sinto minhas mãos calejadas
os olhos cheios de fuligem
porém, caminho ainda
debaixo de um Sol escaldante
mas deixei de ser preponderante
já faz alguns invernos
momentos são sempre momentos
somente pensamentos são eternos
um dia a vida bate
e no outro a gente apanha
os dias de vitória vejo
cobertos por teias de aranha
a cada dia que passa
e descubro que na vida nunca tive
qualquer proeminência
e que junto com os sonhos
também há de naufragar
os dias que vivia na inocência
tem dias em que eu me sento
sob as sombras dos muros do inferno
mas Deus vem e diz que aquilo
que hoje é velho
amanhã será moderno
Existe uma pergunta sem resposta
Que talvez tenha existido
Antes que existisse vida
Uma dúvida tão imensa
Insistentemente intensa
Que fez com que a Humanidade
Escavasse montanhas
Atravessasse Oceanos
Enchesse a Terra de dor
E em busca desta resposta
Um dia precisaremos
Abandonar este mundo
Pois aqui procuramos bem fundo
Mergulhamos nos livros
Que os antigos escreveram
Recheados de mais perguntas
Com os olhos voltados pro infinito
Catalogamos Estrelas e Astros
Criamos submarinos e mastros
Canoas e naves espaciais
Nos perguntando cada vez mais
Descongelamos os Pólos
E no ventre da Terra deixamos
Imensas feridas expostas
Enchemos o Mundo de dor
Em busca dessa resposta
O que vêm a ser o Amor?
Existem mais espaços vazios
Que toda matéria que existe
mas se existe
mais vazio do que vida
o vazio deve ter
razão de ser
talvez seja então por isso
que existem tantas
vidas vazias
talvez estejamos fugindo
ignorando ou fingindo
não ver
o que preencheria
tantas vidas
o ódio, o rancor,
a ambição e a falta
de amor
transforma pessoas
em coisas vazias
aquilo que esvaziaria
nossos potes de dor
estão ao alcance
de preencher
os espaços vazios
e fazer a vida
ser algo que valha viver
mas então olhamos
pensamos e decidimos
de forma serena
que tivemos tanto trabalho
para encher os nossos potes
que não vale mesmo à pena
trocar nossa vida vazia
por uma vida cheia e plena
preenchendo o rancor com alegria
se ela vai se acabar um dia
pois então faremos parte
do imenso vazio que tudo envolve
com a maneira que
enxergamos a vida
é a maneira que a vida devolve
Nesta vida
Da qual
eu nunca quis
nada
Hoje peço
me ensina, meu Deus
me diz
O que é preciso fazer
Pra poder conquistar
O coração de uma fada?
Uma fada que não peça amor
Por saber que já o tem
Uma fada sem rancor
e nem ciúme
Segura por saber
Que não sinto
em mais ninguém
O seu perfume
O aroma
Que emana da alma
E faz meus olhos
Só a ela ver
E quando olho
vejo coisas que
outros não vêem
Aquela luz
Que ultrapassa
os limites
do sorriso
irradiando
Além
dos seus limites
Se é que uma Fada
Pode ter limites
Eu acho
Que não tem.
Tenho um dos pés na Terra
O outro pisa a Lua
A cabeça não pensa
O coração sempre erra
A vida tem sido assim
de tanto pensar em mim
não quero esquecer você
tenho a alma no presente
e os olhos no infinito
esculpo palavras de amor
num monolito escondido no peito
preservo meu amor assim
quase perfeito
e a saudade se acentua
Ás vezes ela continua
mesmo quando
o coração pára
Tento pensar em algo bonito
e imagino a sua cara
Brilhando mais
que o Sol da tarde
se me permitir pedir-te algo
peço que guarde
nas asas de um vaga-lume
em forma de perfume violeta
esta lembrança
que voa como nave
e chega como um beijo
levado
por suave borboleta.
Aonde estiver seu coração
Ali estará o seu tesouro
A vida é curta, muito curta
Antes mesmo que esteja morta
E que sua alma siga fatalmente
Pra um lugar onde receba
Aquilo que mereces realmente
Perceba o que fez de sua vida
Ponha na balança o valor
de todo seu ouro
Responda se valeu
toda a dor causada
Todo dinheiro,
toda prata
todo ouro
Não chegam nem de perto
Ao valor do pó
que recobre o couro
Das sandália dos pescador
Aquilo que recebeste
Aqui não vale nada
Deste lado da vida
A tudo que pesaste
valerá como medida
pra fazer avaliação
e descobrir que nada
levou à nada
Teu sorriso falso
Não mais te servirá
de escudo
Aqui ninguém se vende
Aqui nada se oculta
Aqui será cobrado
Cada "N" e cada Jota
A cada ceitil
Que fizeste de valor
Ao vender tua alma
Torta
Fatalmente, finalmente
inexoravelmente morta
Não há outra oportunidade
Aqui impera a verdade
Conquistada por tua
Parca e porca vontade
Seja bem vindo ao inferno
Aonde há de permanecer
Em companhia de quem
te avalia
Por toda a Eternidade
e mais um dia.
De quem será que foi a ideia
de inventar a morte
dividindo assim a vida em dois
Será que pensou antes no "antes"
Para que o suspense, chamado existência
lhe desse a grata satisfação
de fazer a gente aguardar tanto tempo
Pra saber o que existe depois
Será que vai causar decepção?
Então
Quem foi que inventou a vida
E jogou tanta gente no Mundo
Sem ao menos dar preparo
Quem criou o desamparo
o desespero
a espera
o inverno e a primavera
eu já sei
que quem inventou a distância
queria vender saudade
mas achei muita maldade
alguém ter criado a infância
e outro ter feito dela
uma coisa assim, tão curta
a criança inocente e absorta
não percebe que o tempo lhe foge
não vê que perde tanta coisa
enquanto brinca de querer crescer
sem saber que a discrepância
entre o ser e o querer
é uma linha muito tênue
e que ela a embaraça, ingênua
perdendo assim o lado bom
da parte que vale à pena
viver assim, sem perceber
é muita falta de sorte
Quem será que inventou a Morte?
Eu queria só saber
o que é que havia
Há muitos e muitos anos
Antes de a vida
Estar nos planos
do Divino
Que criou os Oceanos
Será que Ele dava importância
Pros sentimentos
Inclusos em nós
Que com o tempo
Se tornaram arrogância?
Será
Que o conhecimento
da verdade
Nos faria então
dar mais valor àquilo
que a nossa ignorância
chama de humildade?
Haveremos de encontrar
um dia
Nas cinzas mortas
Levadas pelo vento
profanadas
da Biblioteca de Alexandria
das raizes mortas
de árvores milenares
sob a lama que existe
no fundo dos Mares
na poeira cósmica
na energia telúrica
nos conselhos da minha mãe
no tempo e na madeira
que nos traz o champanhe
na areia que traz os cristais
Tomaremos então
A bebida no cristal
comemoraremos o fracasso do mal
e não seremos infelizes
Nunca mais.
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