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Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce

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INQUILINOS DA ALMA
(Não permita que pensamentos intrusivos morem de graça no seu espaço sagrado.)

Quando os pensamentos intrusivos teimam em fazer morada em sua mente, faça com que paguem o aluguel. Afinal, não são eles os proprietários de tua cabeça, mas sim inquilinos. E tu, tendo a legitimidade plena, faz o despejo e dá a tua sentença.

Lu Lena / 2026

DE PALMAS ABERTAS
(Onde a oração recebe luz)

Não lamente o vazio, o que parece perda,
Pois o Autor da Vida não joga ao acaso:
Ele move as peças e as encaixa.
O que parece atraso é apenas engano;
Descanse na mente de quem tudo vê,
Para que a grandeza do céu, enfim,
Caiba nas palmas abertas de tua oração.
Pois é Ele quem redesenha o plano,
Fazendo um mosaico no teu coração.

Lu Lena / 2026

ALÉM DO DIAGNÓSTICO AZUL
(Um caminho de Paz)

O autismo não é uma doença, é um espectro. No entanto, para Deus, tudo é possível. Embora se trate de um transtorno do neurodesenvolvimento, creio que a bondade e a misericórdia do Criador podem tudo — inclusive suavizar os desafios ou, com um sopro divino, transformar cada barreira em superação.
Essa é a esperança que sustenta a paz e a alegria de uma mãe atípica: ver seu filho vivendo uma vida plena e feliz.
Para uma mãe, independentemente do nível de suporte de que seu filho precise, a jornada é desgastante. Digo isso sem demagogia, porque é a realidade nua e crua. Portanto, sem o intuito de polemizar a causa, é profundamente compreensível que toda mãe deseje que seu filho não enfrente as dificuldades do autismo ou de qualquer outra comorbidade. É uma jornada que exige força extraordinária e uma entrega diária, mantendo a confiança inabalável na fé que nos sustenta.


Lu Lena / 2026

No Centro do Caos, Nós

Pensando aqui… aqueles que estão no poder não têm poder; são apenas figuras meramente ilustrativas. De um lado, humanos agindo como demônios; do outro, demônios tentando ser humanos — e, no centro, estamos nós.

Nosso mundo está infestado de máscaras. Há, assim, muitos “mortos” se deliciando no mundo dos vivos, tentando corroer a decência humana. E eu, aqui, sigo no meu próprio ritmo, mesmo que, muitas vezes, precise enxugar o choro ao presenciar tantas injustiças.

E como não falar das vezes em que, escondida nas entranhas do universo, está lá a senhora mentira, representando os desejos não realizados de muitos? A nossa luta é tão intensa que, de repente, nos vemos como sombras escondidas na luz. O cansaço domina, e então paramos — não porque nos faltem armas, mas por falta de esperança, por duvidarmos se ainda vale a pena.

E, com isso, a vida de cada um vai passando lentamente por entre nós, provando que, mesmo assim, em sua perfeição imperfeita, a vida é linda… e vale, sim, vale muito a pena.

Amor não se dissolve

Sempre pedi ao universo um amor puro e verdadeiro, justo e transparente.
Mas eu me negaria a receber um amor líquido — que Deus me proteja —, pois esse tipo de amor inconsequente seca minha garganta, cega meus olhos, gela meu corpo e sela minha boca.

Esse amor sem compromisso, leviano, não flui em mim.
Prefiro os toques que permanecem, os beijos que acalentam e os abraços que aquecem — algo duradouro, de verdade.

E viva a força do amor.

Olhos rasos

Não se deslumbre com os olhos de quem só enxerga beleza no que já é considerado belo. Há quem seja capaz de encontrar o belo até naquilo que muitos chamariam de imperfeito.

Isso porque, um dia, o tempo leva tudo — inclusive aquilo que você julga ser o mais importante: o seu corpo.

Mas acredite: existem olhares que apenas veem… e existem aqueles que escolhem, cuidadosamente, encantar-se com a beleza que o tempo amadurece.

Quando o Jardim silencia

Sempre que olho para um jardim cujo cuidador não tem a nobreza de podar, mexer a terra, adubar e nem mesmo regar, sinto-me triste; um arrepio atravessa-me diante da delicadeza de uma flor negligenciada.

Ao vê-las assim, é como se estivessem doentes, tristes, chorando de dor e sede. Eu também me entristeço — é como ouvir seu lamento por não poderem correr em busca de socorro.

Acredito que a empatia deve estar acima de tudo, diante da essência e da beleza da nossa natureza.

Silenciaram a voz, não a verdade
🇧🇷 Justiça para Yu Menglong 🇧🇷

Entre luzes e brilhos, deixei-me levar pela crença de que no mundo existiam seres humanos e anjos.
Meus olhos foram cegados para a maldade humana. Acreditei na amada e nos amigos que diziam ser.

Meu desejo era apenas viver a felicidade de cantar e atuar, assim como cuidar do bem-estar da minha família.

Cordas invisíveis da maldade mantiveram meu corpo preso em uma rede de perigo e horror que eu não acreditava existir. Meus gritos foram abafados entre risadas e danças maquiavélicas. Quando abri os olhos e tentei mandar sinais, mesmo com os machucados camuflados na pele, já era tarde demais.

Levaram dentes, pele, pedaços de mim e até minha dignidade. Ceifaram minha vida acreditando que eram deuses e que o Deus da justiça não os atingiria.

Agora, sentado no maior pódio que o universo tem e brilhando como uma estrela — pois sou uma — assistirei até que a justiça seja feita.

🇧🇷 Justiça para Yu Menglong 🇧🇷

O homem vive sob um pacto silencioso: suportar tudo e não reclamar de nada. Desde cedo, aprende que sua dor não importa, que fraqueza é vergonha e que pedir ajuda é quase um crime. Cobram dele força, estabilidade, solução — mas ignoram completamente o que ele sente.


Quando cai, é julgado. Quando falha, é descartado. Quando sofre, é mandado engolir seco. Seu valor não está em quem ele é, mas no que consegue entregar.


No fim, o homem não é visto como humano, mas como ferramenta. E quando quebra, simplesmente substituem.

“O cristão que olha para a situação política do Brasil e não acredita em mudança, afirmando que já está escrito na Bíblia que tudo vai piorar, certamente não tem fé no Deus Todo-Poderoso, que pode mudar todas as coisas, e simplesmente rasgou da sua Bíblia 2 Crônicas 7:14.”
— Anderson Silva

Ela chega como quem
não faz barulho, mas muda o clima inteiro do lugar.
No olhar, um universo tranquilo e profundo, onde até o caos
aprende a descansar.
Seus cachos dançam como versos soltos, e cada detalhe nela parece poesia querendo se revelar.


Há um mistério suave no jeito que sorri, como se guardasse segredos bonitos demais pra contar.
O mundo pode ser duro lá fora, eu sei, mas nela existe um refúgio raro de se encontrar.
E até o tempo, quando cruza seu caminho, parece diminuir o passo só pra poder admirar.


Se eu fosse escrever tudo que ela desperta, faltaria papel, sobraria sentir.
Porque tem gente que não se explica, se vive
— e ela é dessas que a alma escolhe sem pedir.
E no silêncio entre um olhar e outro,
é onde o amor começa, sem precisar existir.

Quando lutar não desista, jamais crie expectativa da ondem não tem amor.
Amizades verdadeira acalenta não destroem. O amor não e tudo, mas a vontade de estar com seu amado e maior que as intrigas de outros.
Mas se não for suficiente, não é amor você só gosta.
E gostar não é amar é se acostumar. lute pelo seu amor não desistas e se perder a balha você venceu a guerra.
Só um vencedor luta por amor.

Definição de amigo:
Amigo de verdade é aquele que não muda quando o outro dá um conselho. Falar a verdade, aconselhar, não significa querer algo a mais significa apenas se importar. O outro precisa entender que, às vezes, os dois são só isso: amigos.

Nessas horas, eu me pergunto se sou realmente um bom amigo ou se, para eles, eu era apenas uma opção. Existem valores que são inegociáveis, e chega um momento em que a gente precisa dar um passo para trás para enxergar a verdade. Tenho feito isso para entender melhor as coisas.

Lamento não ter atendido às expectativas, mas a lealdade que eu ofereço não pode ficar em dúvida. Caso contrário, não seria amizade seria apenas convivência, um colega, nada além disso.

Não se ressinta pela raiva, não a julgue nem a reduza, apena saiba direcionar, não ceda a violência, mas saiba fazer dela um condutor para a calma, para um pensamento mais humano.
Não deixe que ela te domine, mas torne ela um combustível, um combustível para entender o que não fazer, um combustível para o que é correto a se fazer.
Não se entregue a dor.

A humanidade desfila na beira do precipício,
Não que seja novidade, para nós é quase um vício.
A mesma ciência que ajuda salvar vidas
É a que estuda formas mais eficientes de atirar para a tirar.
É fato que o conhecimento não tem lado,
Mas o que fazemos é acelerar com o freio de mão puxado.




É fato que amamos odiar, a guerra nos motiva a avançar.
O caos é uma festa em que adoramos dançar;
Somos atraídos por ele, à meia-noite uma bomba nuclear.
O tempo passa e buscamos motivos para nos isolar.
Povo diferente? Mais um souvenir.
Pouco importa discernir,
Troca de presentes — às vezes nem é isso,
Só consumismo barato, disfarçando xenofobia e racismo. No fim turismo,
Aproveitando a feira do outro lado da fronteira.




Um mesmo ser, detalhes nos impedem de conviver.
Assim que as bombas estourarem, não haverá mais divisão,
Finalmente a igualdade: o fim de toda a civilização.
Não é o ideal, mas é a sentença do tribunal
Onde somos réus, carrascos e vítimas.
O lobo correndo atrás do próprio rabo,
Pois, bem como disse Hobbes: “O homem é o lobo do homem”.
No fim todos morrem.

Diário da alma

Hoje, escolhi o silêncio.
Não como ausência, mas como refúgio.
Existe um lugar dentro de mim que não precisa ser explicado, nem exposto, nem compartilhado — apenas sentido. E foi para lá que eu fui. Sem avisar, sem deixar rastros, sem olhar para trás.
Cansei de traduzir sentimentos em palavras rasas para que outros pudessem entender. Nem tudo foi feito para ser compreendido… algumas coisas só existem para serem vividas em segredo, no íntimo, onde o mundo não alcança.
Aprendi que a paz não faz barulho.
Ela não pede atenção, não disputa espaço, não se exibe. Ela simplesmente chega… e fica.
E foi nesse silêncio, nesse afastamento quase invisível, que eu me reencontrei. Sem máscaras, sem versões editadas, sem necessidade de ser aceita.
Hoje, não preciso mais ser vista.
Porque finalmente aprendi a me enxergar.
E, pela primeira vez… isso basta.

[Doce Prazer da Queda Livre]


a felicidade
não é real,


bem como
todos os outros
sentimentos
e emoções.


ela é apenas
uma percepção
criada por nossa mente,


através de um coquetel
hormonal
e uma poderosa dose
de neurotransmissores,


que ludibriam
nossa consciência,
nossas memórias
e projeções.


nada além de bioquímica.


mas apesar da física
ser impiedosa,
nem todo corpo
respeita a gravidade.


e te digo outra coisa,
é absolutamente fabuloso
estar entorpecido.


ainda que provavelmente,
estejamos equivocados.


10/04/23
Michel F.M.

Leis, regras e normas existem para serem seguidas. A conscientização sobre o seu cumprimento não é relevante para aqueles que, por egoísmo existencial, as ignoram. Esses indivíduos buscam o caminho mais fácil, mas a facilidade excessiva não existe. Muitos vivem em uma consciência coletiva ditada pela moda: 'Se eles fazem, eu faço.' Espero que a competência seja exigida para a compreensão e aplicação dessas diretrizes.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!

CICLO DA RAZÃO (III — Razão)


Agilson Cerqueira


E então surge a razão.


Não como pedra fria,


nem como montanha isolada,


mas como um horizonte


que se abre no pensamento.


Ela ilumina o que foi sentido,


revela o que foi pensado,


e costura o mundo


à consciência.


Na razão,


as coisas encontram forma,


e o pensamento encontra direção.


O ser humano percebe


que compreender


é também uma maneira


de tocar o infinito.


Pois cada ideia


é uma ponte invisível


lançada entre o eu


e o universo.


E assim,


o mundo continua


a nascer todo dia


com sentidos, mente e razão.


Vida!

Epoché
Agilson Cerqueira

Recolher-se não é simplesmente afastar-se do mundo, mas suspender, ainda que provisoriamente, o regime de evidências que o mundo impõe. É um gesto de interrupção. Um desacordo silencioso com a pressa das coisas, com a necessidade constante de responder, agir, significar.

Ao voltar-se para dentro, não se encontra um refúgio estático, mas um campo em permanente elaboração. A consciência, longe de ser um recipiente passivo, revela-se como um espaço onde o pensamento se forma e se desfaz antes mesmo de adquirir linguagem. Escutar esse movimento exige mais do que atenção: exige desaceleração.

O ruído exterior — vozes, tempo, acontecimentos — não desaparece;

ele apenas perde centralidade. O que se desloca é o eixo da experiência. E nesse deslocamento, o silêncio deixa de ser ausência para se tornar condição. Não um vazio, mas uma presença não ocupada.

É nesse ponto que algo decisivo se insinua: a percepção de que a interioridade não é um lugar, mas um processo. Um caminho que não se percorre avançando, mas suspendendo. E que só se revela à medida que o sujeito abdica da urgência de compreender.

Assim, o recolhimento não conduz a respostas, mas a uma outra forma de relação com o desconhecido — mais próxima da escuta do que da interpretação, mais próxima da presença do que da definição.

E talvez seja nesse estado, rarefeito e atento, que a maturidade racional — se assim podemos nomeá-la — encontre não um destino, mas a possibilidade de continuar se desvelando.