Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
Apesar da preocupação,
algo em mim desacelerou.
Não é paz completa..
ainda não.
Mas já não pesa igual.
É como tirar um peso antigo
e estranhar o próprio corpo sem ele.
Eu ainda penso,
ainda sinto,
ainda cuido dos passos…
mas respiro diferente.
Mais leve.
Como quem, pela primeira vez,
não carrega o que não é seu.
Amo como quem não sabe ser pouco, como quem sente até o limite e ainda acha espaço pra mais.
Existe um amor que arde mal resolvido, um incêndio que nunca virou cinza, que insiste em voltar nos dias mais silenciosos como se ainda tivesse algo a dizer.
Existe outro que é possibilidade, leve, quase vento, um caminho que me chama sem pressa, sem peso, como se o futuro tivesse um tom mais bonito ali.
E existe aquele que não vai embora. Não porque ficou, mas porque virou parte. Raiz invisível, presença em silêncio, memória que não se apaga nem quando a vida muda de direção.
Eu amo. Sem ordem, sem regra, sem defesa.
E no meio de tudo isso, eu sigo me reconstruindo, tentando não me perder entre o que ficou, o que poderia ser, e o que ainda sou.
Porque sentir nunca foi o problema.
O desafio é continuar inteira mesmo quando o coração insiste em ser muitos.
Não Me Conformo
Deve ser por isso que escrevo tanto.
Sou um ser que não se conforma,
mar que se agita e que descansa,
buscando coragem nas frestas do vento
para seguir navegando onde a alma pede.
O oceano sou eu, às vezes fúria, às vezes silêncio, ondas que guardam forças,
máscaras que caem como folhas cansadas,
revelando rostos frágeis no chão.
Fecho os olhos e tento não encarar a malícia
em sorrisos frios,
em olhares que ferem sem som,
o mundo parece um palco de teatro com sombras antigas, e eu, pequena, tento compreender devagar.
Até onde amar? Onde cabe o meu grito?
Sem exagero, sem falta , só o suficiente,
pra não passaar do ponto.
A vida é um roteiro marcado,
e sigo lendo suas linhas com cuidado.
Os monstros… são humanos escondidos,
amigos às vezes, outras vezes espelhos partidos.
Aperto minha intensidade com ternura,
e choro quando o peito precisa aliviar.
Mas tomo meu gole de coragem diária,
mesmo quando a armadura pesa demais pra usar,
mesmo quando machuca o que já estava sensível.
Ainda assim caminho, esperando gestos simples, pequenas delicadezas que o mundo deixa cair pelo caminho, como migalhas de pães.
Só tento continuar sem perder a esperança.
O simples me resgata a cada novo dia, o espontâneo me abraça forte, e a verdade da natureza sempre me deixa emocionada.
Sempre.
Me perguntaram se ainda dói.
Não respondi na hora. Fiquei ali, por um instante, sentindo a pergunta atravessar um lugar que não tem nome. Meus olhos se encheram, como sempre acontece quando algo toca fundo demais.
Respirei. Não para me acalmar, mas para não desmoronar. E então, com uma sinceridade que pesa, eu disse: dói.
Acho que estou aprendendo a conviver com isso, embora conviver não seja exatamente a palavra. É mais como carregar. Às vezes mais leve, às vezes insuportável.
Quando a dor vem, eu paro. Fecho os olhos. Falo comigo em silêncio, como quem tenta se segurar por dentro. Digo que vai passar, digo que amanhã será diferente.
Eu digo, mesmo sabendo.
Porque há algo de cruel nisso tudo que não se resolve. Não passa. Apenas muda de lugar, de intensidade, de forma.
E ainda assim, eu continuo.
Sobrevivo a mais um dia.
Há uma luz antiga no fundo do abismo,
não chama, mas acolhe.
Quando os pés param à beira,
é a terra que respira sob eles,
lembrando:
nenhum salto é sem mãos invisíveis.
Que o vento venha,
não para derrubar,
mas para sustentar.
Que ele ensine o corpo a confiar
no movimento que não fere.
O erro não é maldição.
É abertura.
Ferida por onde o amor esquecido
retorna ao sangue e faz pulsar o coração.
Que aquilo que sangrou
seja lavado não pelo medo,
mas pelo tempo certo.
Que essa pele nova endureça.
As defesas podem descansar.
Que as muralhas se tornem portais,
que os fantasmas dissolvam seus nomes.
Coragem não é ataque:
é permissão.
Que o amor seja lembrado.
Não como promessa,
mas como presença.
Que o sol não seja negado
mesmo quando a noite ainda pesa.
Que os ossos desaprendam a dor
que não lhes pertence.
Se houver sombra,
que ela seja abrigo,
não prisão.
Que o silêncio não engula,
mas escute.
E ao caminhar,
mesmo sem mapa,
que cada passo seja bênção.
Que o passado não seja apagado,
mas se torne aprendizado.
E que novos e bons caminhos surjam
onde antes só havia medo.
Assim seja no corpo.
Assim seja no fôlego.
Assim seja no agora.
Cada passo profana o chão.
O mundo não consente,
apenas suporta.
Sempre acreditei que cada passo
mostra um mapa invisível,
um destino que se desenha
nas linhas da palma vazia.
Carrego marcas que não escolhi,
símbolos gravados antes do nome,
juramentos feitos
num lugar onde a luz não entra.
Não sou acaso.
Sou resto de algo antigo.
Mas o norte apodrece
quando é tocado.
Caminho lendo sinais falhos
o corpo que falha,
o pressentimento que sangra,
o silêncio que nunca responde.
A intuição não guia
ela empurra.
É lâmina cega na carne,
força que chama
sem revelar o preço.
O coração não é templo.
É ruína.
Oráculo quebrado
que fala em ecos
e cobra em medo.
Como distinguir o chamado
da condenação,
se ambos usam a mesma voz?
Talvez a missão seja cair fundo,
errar o rito,
quebrar o círculo
e ainda assim continuar respirando.
Talvez seja escrever o caminho
com falhas,
com carne,
com culpa.
No fim, não há salvação.
Há movimento.
Viver é atravessar
sem sinal,
sem bênção,
sem garantia.
E o coração
esse órgão obscuro
bate não por fé,
mas por insistência
Pensamentos que não dormem
Minha mente tece fios de insônia
no tear invisível da noite antiga,
oráculos sussurram em meus sonhos
enigmas que o tempo não decifra.
Sou chama iniciada no escuro,
alma errante entre véus e portais,
um rio sagrado de ideias febris
que não conhece margens nem sinais.
Amar, para mim, é rito e vertigem,
pular sem temer o abismo,
ofertar o coração aos deuses mudos
sem pedir proteção ou aviso.
Sensível demais, uma alquimia viva
ardo em brasa e gelo num só sopro,
meu peito é um vulcão selado em símbolos,
um segredo antigo gravado no corpo.
Como conter o que nasceu com asas,
marcado por estrelas errantes?
Sou tempestade invocada em silêncio,
sou o eco antes do instante.
Pressinto dores ainda sem nome,
sombras que o destino ensaia,
queria desligar esse sentir,
por ao menos um único dia,
essa luz que me fere e me guia.
Mas há beleza nosse excesso sagrado,
no amor que transborda e não cabe,
sou feita de marés proféticas
e presságios que a alma sabe.
Aceito o fardo de sentir o infinito,
o eterno ritual de existir.
Mesmo exausta, sigo sentindo
com os espíritos do pensar
sem me deixar dormir.
Minha beleza não cabe no espelho,
habita nas entranhas,
no fogo que não se apaga,
no verso que não se cala.
Sonho sem ser utopia,
alço voos sem medir distância,
caio, rasgo o joelho,
e ainda assim danço na resistência.
Hoje sou rio, amanhã mar,
mudo de curso quando a vida grita,
sou menina que carrega mulher,
sou mulher que brinca de ciranda.
Me perco nos labirintos,
me acho nos becos escuros,
enlouqueço se preciso,
deixo o vento levar meu cabelo solto.
Não me divido em quase,
ou sou raiz ou sou tempestade,
não há meio amor que me satisfaça,
nem meio abraço que me aqueça.
Rio até doer a barriga,
choro até lavar a alma,
sou boba, mas não tola,
sou inteira, sempre em chama.
Teus olhos são um segredo
que o tempo não desvenda,
um véu de sombra e luz
onde a alma fica suspensa.
De longe, são abismos,
noite sem lua ou estrelas,
mas de perto, claridade
que a meu poema inspira.
Não são negros, nem azuis,
nem cor que o mundo nomeia,
parece-me verdes em tons
que não existe em lugar nenhum.
Têm a cor do que se perde
e nunca mais se encontra,
são ecos de um silêncio.
Se a mágoa fosse visível,
teria esse olhar profundo,
um mar de ausência e desejo,
um céu sem chão, sem fundo.
E assim, entre sombras e luzes,
teus olhos me confundem:
ora são fogo, ora frio,
ora lembrança, ora esquecimento.
Mas se a mágoa tivesse cor,
seria da cor do teu olhar, amor
um mistério que não se decifra,
um verso que não tem fim.
O Peso da Ausência Presente
Dói o peito, mestre, e não é de hoje.
É uma dor que não tem nome no dicionário dos homens,
Uma fome que nenhum pão deste chão consegue aplacar.
Dói porque eu Te sinto nas frestas, nos intervalos do suspiro,
Mas quando estendo a mão, o que encontro é o vazio do agora.
Tenho saudades de um colo onde nunca deitei,
De um riso que ouço em sonhos, mas que ao acordar, perdi.
É o cansaço de ser estrangeiro na própria pele,
De olhar para o mundo e sentir que tudo aqui é rascunho,
Enquanto minha alma implora pela obra definitiva.
Dói ver a "lenha" arder e ainda sentir frio.
Dói saber que o Senhor está aqui, mas não como eu queria,
Não face a face, não sem esse véu de mistério que nos separa.
Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar.
Eu não queria apenas saber que o Senhor vem,
Eu queria que o "Vem" fosse o passo que Você dá agora,
Entrando na sala, chutando as cinzas dessa dor,
E transformando esse "ainda não" no abraço que não termina.
Perdoa a minha impaciência, mas a saudade é violenta.
Ela é o espinho na carne que me lembra a cada minuto:
"Você não é daqui. Não se acomode. O Teu Rei está chegando."
Se essa dor é o preço de Te querer tanto,
Então que ela doa até que eu não seja mais eu, mas apenas Teu.
Essa dor é o que prova que você está vivo espiritualmente. Só sente falta do Céu quem já tem um pedaço dele batendo dentro do peito.
O Teatro de Betesda.
Cinco pórticos erguidos para o olhar,
Mas as águas não se moviam para curar.
Havia um roteiro, um tempo, uma encenação:
Entrava o "enfermo" de aluguel, saía a multidão.
O milagre tinha dono, tinha preço e tinha cor,
Menos a cor da lágrima de quem sentia a dor.
Trinta e oito anos de espera e de descarte,
Enquanto o "favorecido" dominava aquela arte.
Quem pagava passava à frente, o forte vencia o réu,
E o pobre, no seu leito, olhava em vão para o céu.
Um sistema viciado, uma fila que nunca andava,
Onde a moeda do suborno era o que a água agitava.
Mas o Cristo não entra na fila, Ele quebra o esquema.
Ignora o anjo, a água e todo o estratagema.
Ele não pergunta "quem te ajuda a mergulhar?",
Ele pergunta "queres, de fato, te levantar?".
Pois para quem é a Verdade, o teatro é um insulto:
Jesus cura o homem e desmascara o culto.
O alvo foi atingido: o paralítico ficou de pé,
E a farsa do tanque afundou na própria má fé.
A vida não é justa ela nunca prometeu ser.
Ela pesa mais sobre alguns, aperta mais forte outros, e às vezes parece escolher exatamente quem já está cansado.
Mas existe um tipo de homem que a vida não consegue quebrar.
É aquele que sangra… e ainda assim não para.
Que sente a dor, mas não negocia com a desistência.
Que sorri não porque está tudo bem, mas porque decidiu que a dor não vai definir o seu destino.
A vida pode até não ser justa…
mas ela responde com respeito àquele que continua.
Porque no fim, não é sobre quem sofreu menos
é sobre quem, mesmo ferido, teve coragem de continuar avançando quando tudo gritava para parar.
Amor estranho amor
Se souberes o que é o amor, me digas, pois não sei o que é amar. Talvez já amo, porém é difícil verbalizar.
O amor é um estranho sentimento que nos faz tão bem ao ponto de querer fugir de nós mesmo, nos trás medo por ser tão bom senti-lo.
Depois temos que desfazê-lo de dentro de nós.
Gratidão
Agradeça pelo o que já possui.
As vezes ainda não temos o que queremos, não estamos onde ou com quem gostaríamos de está, ainda não estamos realizados.
Mas, diante de tudo isso, precisamos sempre lembrar, que cada dia que nasce, é uma oportunidade para a conquista de nós mesmo e para agradecer pelo o que já temos.
NÃO TENHO TEMPO
Não tenho tempo.
Tempo é tudo que se tem pra oferecer.
Estou correndo contra o tempo
Apressada o tempo todo
Sem tempo sem pausa
Tudo tem uma causa
Tudo tem um porquê.
O tempo nos reduz.
O tempo é agora.
O ontem não foi tempo perdido.
Meu tempo mendigo
Para o amor e o lazer.
Não tenho tempo.
Meu tempo é tudo que tenho pra oferecer.
Placilene Rabelo
A criança não é um papel em branco, pois vem dotada de emoções, estímulos, genialidades, amor, expertises, artimanhas, ações, energias etc...
Porém, na cultura e na educação, metaforicamente falando, ela vem como um "papel em branco", sendo necessário programar a consciência universal para poder viver e conviver, é sobre isso.
Se for criada com ou sem boa cultura, terá certeza que a vida é isso.
Como se a cultura diária escrevesse seu conhecimento e logo a educação na própria formação humana.
Vou mudar
Tom da voz
Postura
Risada
Sorriso
Vou mudar
Não porque precise
Mas para agradar
Para ser sociável
Vou mudar
Vou mudar meus padrões
Minha roupa
Minhas maneiras
Vou comer devagar e pouco
Vou dormir cedo
Não porque eu queira
Mas porque os outros querem
Vou deixar de ser eu
Para deixar de ouvir críticas
Vou silenciar.
Já que isso trás paz para outros.
Fim
VENDAVAIS...
[...]...não quero mais chorar lágrimas
Iguais a um lamento...
Meus suspiros se soltam nas sombras das noites
nas horas perdidas do esquecimento...
Quero esquecer as nebulosas
cores dos vendavais
todos que passaram na minha vida e lança-los
Ao vento para que o tempo os apague de mim... [...]
Olhos que choram não mentem...
Vi teus doces olhos a chorar...encantei-me...
Então nasceram os sonhos... E este amor!
Retendo em mim uma emoção que nunca havia sentido...
E assim deixei-me ser levada pelo vento...
Fala-me de ti...e deste mar do teu olhar
deixa-me navegar...Deixa-me morrer na tua retina... !
Naquele momento fomos apenas pássaros sobrevoando o mundo...
Fazendo companhia as gaivotas que gritavam sobre o mar...
Para alguns seres "pensantes"...
Não basta ser lindo, tem que ter vaidade narcisista.
Não basta ter poder, tem que ser autoritário.
Não basta ser rico, tem que ser avarento.
Não basta ter títulos, tem que ser arrogante.
As pessoas passam uma temporada como seres viventes, se relacionam com seus iguais, constroem uma vida pessoal, social e profissional e têm o livre arbítrio para escolher que tipo de indivíduo querem ser na sociedade.
Alguns decidem por comportamentos construtivos e saudáveis, já outros....
E assim caminha a humanidade.
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