Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
Sinceridade é meu jogo, não brinco de ilusão,
digo na cara, sem medo, sem enrolação.
Se minha verdade assusta, não é meu problema, não, quem foge do espelho,
não merece meu chão.
Quem fica, fica forte, com alma e coração,
sem máscara, sem mentira, só pura conexão.
Sou raio de clareza, luz que corta a escuridão,
quem entende meu brilho, ganha minha devoção. ✨
Reza a lenda 2 : Que a rede da Lucci
não é de pano, é tecida em luar,
nasceu de noites de sonho e coragem,
nas mãos da vida que sabe bordar.
Cada nó guarda um pedaço de estrada,
cada fio canta um canto ancestral,
quem nela deita recebe um presente,
um sopro de paz, um toque imortal.
No balanço lento se abrem portais,
o sono conduz ao fundo da mente,
visita memórias, futuros distantes,
segredos guardados no fio do presente.
Dizem que a rede conversa baixinho,
sussurra segredos do peito escondido,
mostra que a dor também é caminho,
e que até o pranto tem seu sentido.
E quem desperta do sono profundo,
ergue-se leve, com brilho no olhar,
porque a rede da Lucci é encanto do mundo,
ninguém que a prova deseja acordar.
Assim corre a lenda de boca em boca,
do Norte ao Sul, de terreiro a quintal,
quem nela descansa renova a vida,
e volta ao tempo com força vital.
A FEBRE
Quando o sol se despede,
uma chama se acende em mim,
não de calor do dia,
mas de um fogo que vem de dentro,
sutil, insistente,
que me envolve no escuro.
Durante o dia, rio e caminho,
o mundo me segura, me distrai,
mas a noite… ah, a noite
me consome como brasa viva,
sussurra meus medos,
faz dançar a febre que carrego.
Procuro a calma nos lençóis,
na respiração que estica e solta,
no silêncio que às vezes dói,
mas que me ensina a ouvir
a voz do meu próprio peito,
a poesia da minha febre,
que queima e revela
quem eu sou quando ninguém me vê.
Não preciso da cronologia dos seus dias,
nem da biografia em
capítulos cansados.
Quando digo, digo presença —
não é passado, não é futuro,
é agora.
Não quero relatório da sua vida,
quero só o silêncio cheio do seu estar,
esse sopro que ocupa o espaço
como quem diz:
eu existo aqui, contigo.
TRISAL
Três flores se encontram num só jardim,
amor não divide, só cresce assim.
Três luas acesas no mesmo luar,
nenhuma se apaga, só faz brilhar.
Três mãos entrelaçam, ternura em ação,
na dança da vida, só pulsa o coração.
E quem desse laço quiser duvidar,
que prove rimando o poder de amar.
No peito, um quarto vazio,
paredes brancas esperando cor.
Não dói, mas lateja em silêncio,
como chão que pede passo.
Ontem vi que foste embora,
não em palavras, mas em ausência.
O vazio então se acendeu,
me pedindo dono, me pedindo vida.
Não vou preenchê-lo com sobras,
nem com migalhas de outros amores.
Vou preenchê-lo comigo:
minhas canções, minhas tintas,
meu riso fora de hora,
meu corpo que insiste em existir.
O vazio não será falta,
será território meu.
E onde era eco,
vai nascer voz.
O Que Fazer Com o Afeto depositado na pessoa errada?
Ele não desaparece porque a pessoa se foi ou revelou o verdadeiro carater . O que você sente é real, e o caminho não é ignorar, é transformar.
No fundo, o afeto é um tesouro seu, não do outro. A pessoa não era o que vc esperava, mas o que você sente continua sendo parte da sua luz.
Afeto não é perda, é investimento de energia. Se um "ativo" se mostrou podre, você realoca na carteira emocional. 💼✨
Um perfume invadiu a sala e, num segundo, ela estava ali. Não em carne, mas em memória.. no ar, no canto do tempo, no friozinho que arrepia.
Era o mesmo cheiro, e com ele vieram os risos, os silêncios, o jeito de existir dela. Fechei os olhos e sorri, mesmo que a saudade apertasse. Porque às vezes o passado chega perfumado, só pra nos lembrar que certas pessoas nunca nos deixam de verdade.
O querer não some só porque a cabeça entendeu o “não dá”. A lucidez reconhece o limite,
mas o afeto… ele continua lá, quieto, latejando no canto. Genuíno é isso: sentir mesmo quando não compensa.
Compensável é o que devolve paz depois do caos.
O que te tira um pedaço, mas te devolve inteiro.
O resto é investimento emocional
em terreno alagado, bonito de longe, mas afunda quem insiste em morar lá.
Saudade do que foi vivido
Sinto saudade não do que faltou,
mas do que existiu inteiro,
do riso que aconteceu sem esforço,
do tempo em que o corpo não doía por lembrar.
É uma saudade estranha,
porque não pede volta,
só reconhecimento.
Ela diz: isso foi real, isso me atravessou.
Tenho saudade do jeito que eu era
quando aquilo cabia em mim,
quando o mundo não pesava tanto
e amar não exigia sobrevivência.
Não é ausência.
É memória viva.
Algo que passou, mas não morreu.
Algo que vivi, e por isso, deixou marca.
Saudade é isso:
não um buraco,
mas uma cicatriz quente
provando que houve vida ali.
O mar é abrigo
O mar não pergunta nada.
Não exige explicações,
não pede promessas.
Eu chego cansada
e ele continua ali,
aberto, imenso,
sem se negar.
O mar acolhe até
quem chega quebrada,
com os pés feridos
e o peito cheio de nomes.
Não me diz para ficar,
não me diz para ir.
Ele apenas existe.
E às vezes isso basta:
um lugar que não foge,
que não se fecha,
que não me pede para ser outra.
O barulho
Não é som.
É excesso.
É gente falando por cima,
história torta batendo na cabeça,
telefone vibrando como ameaça,
nomes que não pedem licença.
O barulho não grita.
Ele insiste.
Mói por dentro até o silêncio parecer suspeito.
Tem barulho de culpa que não é sua.
Barulho de versão que você não contou.
Barulho de afeto mal interpretado
virando arma na boca errada.
Por isso o corpo quer fugir.
Não do lugar.
Do ruído.
Porque quando tudo cala,
o gelo começa a derreter
e sobra só o que é seu de verdade.
Sem eco.
Sem defesa.
Sem precisar explicar nada.
O barulho não te define.
Ele só revela
o quanto você precisa de paz
pra voltar a ouvir a si mesma.
Boletos
O preço de querer uma vida simples
não vem em parcelas suaves.
Ele cobra
a ausência do barulho conhecido,
a distância de quem sabe seu nome
mas não sua história.
Escolhas têm seus próprios boletos.
Não vencem no banco.
Vencem na carne.
Pagam-se na raça,
na força que sobra quando não há plateia,
quando o mundo decide cair em volta
e ainda empurra.
Às vezes o empurrão mira um poço sem fundo.
Mas quem aprende a cair em silêncio
descobre no escuro
o próprio chão.
E segue.
Não porque é fácil,
mas porque voltar
custaria mais caro.
O olhar
Carrego no peito
o olhar da mulher
que nunca quis me conhecer.
Não foi amor.
Foi ausência.
E mesmo assim, ficou.
Tatuei não o rosto,
mas o olhar.
Porque era ele que me atravessava
sem nunca me tocar.
Ela não ficou.
Não chamou.
Não voltou o gesto.
O que ficou fui eu,
com a pergunta aberta
batendo no osso.
Esse olhar no meu peito
não é dela mais.
É a prova
de que sobrevivi
ao não-ser-vista.
Hoje entendo:
não marquei submissão,
marquei memória.
E memória não manda.
Só lembra
de onde eu vim
e por que não volto.
O desligamento e o encontro consigo próprio
Desligar não é fugir. É parar de sangrar por dentro por coisas que não te escolhem. É cortar o ruído, as expectativas alheias, a necessidade de explicar tudo. Dá medo porque o silêncio não aplaude. Ele só mostra.
No começo, vem o vazio. Normal. Sem plateia, o ego entra em abstinência. Depois, aparece o essencial. Aquilo que sobra quando ninguém pede nada de ti. O corpo desacelera, a mente para de negociar migalhas, e a verdade começa a falar sem maquiagem.
Encontrar-se é um processo nada romântico. Envolve encarar limites, lutos pequenos e grandes, e a constatação incômoda de que nem tudo foi culpa dos outros. Também envolve perceber a própria força, que estava ali o tempo todo, soterrada por ruídos.
O desligamento limpa o terreno. O encontro constrói. Um exige coragem. O outro, honestidade. Quem passa por ambos não volta igual. Volta mais simples. E muito menos disponível para o que não é real.
A Palavra falha, mas a verdade não
Não é falha, não é cena, não é invenção,
é palavra que tropeça por causa do cérebro, não do coração.
Afasia não pede licença pra chegar,
ela muda o jeito de falar, não o que há pra falar.
Ignorante confunde silêncio com mentira,
acha que quem pausa conspira.
Quer prova, quer drama, quer te ver cair,
como se dor precisasse se repetir pra existir.
Expliquei uma vez. Bastou.
Quem duvida, já escolheu não ouvir o que sou.
Consciência não grita, presença não implora,
respeito se oferece ou a porta se fecha agora.
Minha voz pode falhar, minha verdade não.
Quem não entende, não manda, não mede, não põe condição.
Afasia é caminho torto da expressão,
dignidade segue reta, sem pedir permissão.
A noite me encontra
com os bolsos cheios de cansaço
e a alma em desalinho.
Não fiz milagres,
mas mantive o pulso firme
quando tudo em mim queria cair.
Sou casa em reforma
sem verba, sem prazo,
morando em mim mesma
entre entulhos e fé.
Cada rachadura aprende
a respirar sozinha.
O dia não me foi gentil.
Ainda assim, não me quebrei inteira.
Guardei um resto de luz
num canto que a dor não alcança,
e é dali que escrevo.
Hoje o dia esteve diferente, não leve, mas com menos pesar.
Respirei sem pedir licença.
Andei sem fugir dos pensamentos.
Alguns vieram, outros cansaram de bater.
Aprendi que nem todo silêncio é vazio.
Às vezes é só descanso.
Não foi um dia bom.
Foi um dia possível.
E, honestamente, isso já é avanço.
"O símbolo que não fecha"
O infinito não promete.
Ele insiste.
Não tem começo, não aceita fim,
só dobra o caminho pra continuar existindo.
É o amor que não coube no tempo,
a dor que aprendeu a respirar sozinha,
o retorno eterno de quem vai
mas nunca some de verdade.
Infinito é laço, não linha reta.
É cair e voltar diferente,
errar com memória,
seguir mesmo cansada.
Não é pra sempre.
É apesar de tudo.
Ela é brava, temperamental, sabe o que quer, não se diminui para caber no mundo de ninguém, em seu dia mais sublime, o estado alterado de consciência à revela, fêmea selvagem, das que encantam e assustam....
Ela anda como quem não pede licença
e fala como quem já decidiu não agradar.
Quando entra em silêncio, o ar muda.
Quando sorri, não é promessa, é aviso.
Não se explica.
Não se desculpa por ser intensa.
Carrega cicatrizes como medalhas discretas
e desejo como fogo que não pede permissão para existir.
Tem algo de antigo nela,
uma memória de mata fechada,
de lua cheia observando de longe,
de quem sabe fugir e sabe ficar,
mas só fica se for inteiro.
Encanta porque é viva.
Assusta porque não se dobra.
E quem chega perto
precisa entender uma coisa simples e dura:
ela não é para ser domada,
é para ser respeitada.
Se tentar menos que isso,
ela vira vento
e some sem olhar pra trás.
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