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Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce

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Estou cansado


Cansado de olhar no espelho e não gostar do personagem, de olhar para dentro e não me encontrar.


Cansado do comportamento de homens parecem crianças mimadas.


Cansado de fingir ser o que não sou, eu pareço feliz demonstro coragem, mas é teatro, e eu vivo ansioso para descer do palco — A verdade? a verdade é que eu sou o mais assustado de todos.


Cansado de parecer o único que consegue ver a frágil moralidade a mentira a sujeira — Quanto mais aumentoem saber mais aumento em dor.


E por impotência imposta a mim por forças maiores, me vejo sem opções além do teatro.


Talvez essa seja minha maldição


Mas quer saber? Que se dane!!! Estou cansado.

Tem um momento em que gostar de alguém deixa de ser leve
e vira um espelho.


Porque não é mais sobre ela.
É sobre o risco de alguém enxergar
o que você mesmo às vezes evita olhar.


Se eu me declarar, não entrego só um sentimento —
entrego minhas contradições, meus exageros,
meu jeito intenso de sentir,
meus silêncios estranhos,
meu fundo que não é raso.


E o medo não é ela ir embora.
É ela ficar…
mas só até perceber quem eu sou de verdade.


Enquanto eu não falo, eu controlo a narrativa.
Sou interessante, sou tranquilo, sou seguro.
Mas isso é só a borda.


Quando eu falo, eu afundo.
E quem afunda não escolhe o que o outro vai ver.


Mas existe uma verdade que pesa mais que o medo:
se alguém só gosta da minha superfície,
então nunca gostou de mim.


Ficar calado me mantém perto,
mas me mantém escondido.
E amor nenhum sobrevive a um esconderijo.


Talvez eu assuste.
Talvez eu perca.
Mas se eu não for inteiro,
o que sobra não sou eu —
é só alguém tentando caber.


E eu já aprendi:
ser aceito pela metade
é uma solidão disfarçada de companhia.

Felicidade é um Sopro


Felicidade não se vende.
Tentei comprá-la um dia: veio vazia.
Embrulhada em papel brilhante,
mas, por dentro, vento.


A paz não aceita ser parcelada.
Mora onde o tempo esquece de contar segundos.
Onde o dia apenas acontece.


Se a vida quer um canto de mim,
dou-lhe a sombra de um ipê.
Dou-lhe meu cansaço entregue à rede.
Dou-lhe meu silêncio.
Dou-lhe meus ouvidos.


E que ninguém me peça recibo.

"Queria ser um herói.
Não para ter poderes
equivalentes a mil sois.
Não.
Não para me tornar um juiz
e as vezes algoz.
Não.
Não pelo reconhecimento em ser belo, forte
ou super veloz.
Não.
Queria ser um super herói apenas por um motivo...
Nos heróis
as feridas não doem"

Frankenstein’s
“Sou um conjunto de frações, habitam em mim partes a parte que não nasceram em mim e hoje medram num corpo que agora é meu.
Tenho um pouco de todos e todos um pouco de mim, vejo-me diluído. Esse eu sem nome, essa parte a parte que nasceu em mim e hoje floresce em outro corpo ainda sou eu.
Gasto-me em uma velocidade absurda, partes de mim estão por toda parte.
Sinto que só sou inteiro quando estou disperso.
Como um ramo novo arrancado da arvore e plantado em nova terra.
Como a arvore que viaja através de suas sementes, vivo nas entranhas alheias.
Logo, quem tenta encontrar a perfeição humana terá uma busca impossível, já não existem encaixes perfeitos em pedaços distintos."

“A flor se realiza em seu pólen pegando carona nas abelhas
para que seu fruto não nasça sem antes ter a sensação dos ares.
A poeira testifica a vontade do chão de ganhar os céus.
Tudo que existe anseia as alturas.
Assim, o pensamento em mim.

Meu pensamento criou asas,
fez minha alma voar.
Minhas palavras, essas sim, caminham.
Por isso,
Não sei se por dom ou por oficio,
quando você é o tema
Nunca sei se vou ou se voo. “

"Soube que era saudade
quando houve perdão sem ocorrer pecado.
Quando notei que a lua não respeitou o dia.
Quando as asas antecederam o pássaro.
Quando o beijo chegou antes dos lábios.
Quando fiz duas porções para jantar só.
Quando houve dicotomia e minha alma se apresentou sem corpo.
Quando meu corpo sentiu o que meus olhos não enxergaram.
Quando fechei os olhos para enganar o meu cérebro.
Quando vi sua foto e a memória quis encarnar."

Tempo: Não o Traia
O tempo é rio selvagem e impiedoso corre sem parar, não volta, não perdoa erros. Desperdiçá-lo em bobagens vazias, telas viciantes que hipnotizam a mente, rancores estéreis que envenenam a alma, ou rotinas mecânicas é suicídio lento e cruel. A vida real, pulsante e autêntica, implora por você: dê-lhe seu melhor agora, antes que o instante se evapore! Priorize o essencial com ferocidade: abraços reais que aquecem o peito, sonhos ousados que desafiam o medo, risos livres compartilhados sem máscaras, momentos que ecoam no eterno. Cada segundo perdido é uma eternidade roubada para sempre, um pedaço de si mesmo lançado ao abismo. Viva com urgência feroz. Incendeie o instante e transforme o efêmero em legado imortal.

REALIDADE PARALELA


Vivemos em réplicas de espelhos quebrados, onde o reflexo não devolve o rosto, mas o eco de um grito engolido. As mentes, lascadas como vidros sob o martelo do tempo, teias entre o frisson e o divino: o delírio vira profecia, o tremor das mãos se ergue como hino aos céus partidos. O que parece cura é veneno disfarçado de salvação, e o veneno, ah, ele se veste de milagre, cuspindo promessas em línguas que ninguém mais ouve. Aqui, o real se contorce como fumaça em vento contrário. Um homem ajoelha ante o altar de comprimidos partidos, crendo que a náusea é êxtase celestial, enquanto a multidão aplaude o surto como visão apocalíptica. Não é loucura, dizem; é revelação. Não é doença, insistem; é deus infiltrado nas veias. Mas o que aparenta ser santo desaba em abismo, e o abismo, fingindo luz, engole o que resta de nós. A distorção rasteja, invisível, reescrevendo o mundo: o céu chove cinzas que chamamos de bênçãos, o chão se abre em feridas que juramos serem portais. Fragmentos de mentes se chocam, confundindo o pus com óleo sagrado, e o que é se desfaz no que parece. Nesta paralela, a verdade não existe, só o eco de si mesma, distorcendo até o silêncio.

Há uma angústia silenciosa que se instala quando se percebe que já não se consegue resolver sozinho boa parte da própria vida. Não é apenas a dificuldade prática que pesa, mas a sensação profunda de invalidez, como se algo essencial tivesse sido retirado sem aviso. A autonomia, antes natural, passa a ser um privilégio distante, e cada decisão depende de terceiros, de permissões, de circunstâncias que fogem ao controle.
Essa condição corrói por dentro. O indivíduo sente-se diminuído, não por falta de vontade ou capacidade intelectual, mas por estar aprisionado a limites que não escolheu. Surge a frustração de querer agir e não poder, de saber o que precisa ser feito e ainda assim permanecer imóvel. A dependência forçada fere o orgulho, a identidade e a dignidade, criando um conflito constante entre o desejo de reagir e a realidade que impede qualquer movimento efetivo.

Hiperassociação mental




Estou sentada onde o corpo fica,
mas a mente não assinou presença.
Os olhos parecem beber o horizonte,
enquanto por dentro galáxias se atravessam
em disparada silenciosa,
sem pedir licença ao tempo.


Quem passa vê contemplação imóvel:
mar respirando, ondas ensaiando retornos.
Por dentro, porém, invento travessias,
pulo continentes num piscar de pensamento,
sou muitas versões em simultâneo,
todas nascidas do mesmo instante.


O céu acende um arco de cores improváveis,
o sol se despede em combustão delicada.
Minha cabeça corre descalça por ideias,
faz morada em imagens que não existiam
antes da luz tocar a água
e bagunçar meus sentidos.


Estou aqui, dizem os pés na areia.
Estou longe, responde algo sem endereço.
Essa fenda entre o agora e o devaneio
não dói, não cura, não explica:
é só o lugar onde a inspiração
me atravessa sem forma.


Talvez dissociar seja isso:
o mundo externo servindo de gatilho
para universos que nascem e morrem
no intervalo de uma onda.
E eu, quieta por fora,
mas construindo universos por dentro.

Mulher rebelde, tu sabes que te amo.
Amo-te com uma felicidade voraz,
dessas que não pedem licença
nem aceitam redenção.


Ainda que eu esteja no abismo,
caindo sem mapa,
no precipício do medo e da culpa,
meus olhos te buscarão
e, antes do impacto, dirão:
eu te amo.


Mesmo quando minhas atitudes
se vestem de covardia,
quando falho em ser abrigo
e viro tempestade,
o amor não se cala.


Meus pulmões, quase sem fôlego,
lutando contra o fim,
hão de vencer o silêncio
para sussurrar nos teus ouvidos
— não por coragem,
mas por verdade —
eu te amo.


Amo-te quando fico,
amo-te quando erro,
amo-te mesmo quando não sei amar direito.
Amar-te é uma escolha feliz,
Que atravesso o universo por ti
até o último sopro eu te amo.

Porque choras ó pequena? Sentiu em si uma felicidade que transbordava, acreditou que já não seria desapontada.
Enxergou algo que acreditava e na verdade somente você enxergava.
Abriu o coração e mais decepção, porque deixou levar por uma ilusão.
Você enxergando o lado bom nas pessoas, acreditando que quando entrega o coração a alguém que parecia-lhe o porto seguro e você era apenas alguém para divertir lhe enquanto o convém.
Ó coração tolo, acreditou mesmo que ele desejava um futuro ao seu lado? Esperou demais de alguém que parecia-lhe tudo o que sempre almejava, enquanto você não passava de uma boba iludida, sonhadora e apaixonada.

É, dói… Decepcionada? Ó minha cara, foi você mesmo quem escolheu não dar atenção aos sinais. Você viajou demais nos sonhos da sua mente e não caiu para a realidade.

A verdade é que amar é algo destruidor, quanto mais permite tentar e é decepcionada, mais é despedaçada.

Como anda o seu coração? Dói? Pois lembre-se da dor que é entregar amor para quem acredita desejar estar com você, não é a primeira vez que isso acontece.

Esqueça os sonhos no amor, feche o coração, seja fria e não se entregue mais.

Depressão, Amante Nada Sigilosa


Não sou mais a prioridade da minha amada.
Ela prefere se deitar com a solidão.
Não me olha mais nos olhos —
só mareja quando pensa nela,
a depressão.


Em casa já não ouço sua voz,
apenas sussurros e soluços.
Não sinto mais seu toque nem seu cheiro,
resta uma lembrança boa
que passa ligeira, como quem não quer ficar.


Já não sei como é ser chamado de amor.
Por que me trocou?
Eu sei que ele — o desespero —
é mais arranque do que eu.
Ainda assim, deixa-me participar
desse cenário de ilusão.


Deitaremos, se me convidar,
os três, então.

⁠Aprendi em cada passo dado na minha jornada até aqui que, não preciso provar nada a ninguém, muito menos ter medo ou receio do que vivi ou passei na minha vida.
Sei que cada dificuldade, necessidades e algumas vezes falta de algo não me fizeram ser o que muitos esperavam que fosse ou me tornasse.
Tenho meus defeitos, erros e sou falho podendo causar decepções em alguns por não querer agradar ou se sujeitar ao que querem que eu faça. Mas por ter sido ensinado a valorizar o que realmente importa e merece, recusei vários convites para crescer, ganhar dinheiro sujo ou se dar bem nas costas de outros, Hoje não me arrependo de nada porque cheguei aonde nunca pensei em chegar e ainda estou caminhando em busca do que almejo alcançar.
Com dificuldades e lutas diárias; não tendo ânimo muitas das vezes confesso, mas mesmo assim vou prosseguindo porque sei que tudo em nossas vidas são escolhas e ainda que algumas tenham sido precipitadas e erradas são aprendizados que forjaram experiências para algo ainda maior que está por vir.
Então não desista independente das críticas ou pedradas que você recebe na caminhada, você sabe o que é verdadeiro e o que importa ; prossiga olhando além da mais alta montanha porque quando menos se espera já terá ultrapassado sem perceber as dificuldades existentes no caminho.
Ricardo Baeta.

Vida que ri também chora: queria cantar canções e apenas às que quero ouvir; a felicidade não está em conseguir tudo o que desejo, mas em apreciar tudo o que tenho!
Quando a noite chega sou um cavaleiro sobrenatural inspirado, e quando o sol aparece sou mais um natural do mundo descrente; "o meu cérebro é pensante, mas a voz do coração fala"!
Um zeloso guardador, sem riscos de irreversibilidade da decisão: "o mesmo cuidado que tem para não machucar alguém, tem para estabelecer os limites"!
O que parece um enredo improvável, vira uma sequência de impactos bem concreto: "viver a fidelidade por mim, que aplausos não me iludem e a rejeição não me fere!

Aquele que chama às vezes não é ouvido, como aquele que clama e não vê os milagres; "fiz para me proteger, ou talvez por medo"!
"Como sentar no sofá e perder o direito de pedir refresco", e foi assim que conheci uma solidão, a insegurança tem receios de ver a vida por outro ângulo, e assim perder a "segurança" de um passado conhecido!
Nem todas às lembranças antigas são eternas, e o riso despertou, e não tarde demais... "o risco mais perigoso de todos é viver uma vida sem fazer o que deseja"!
Se o mundo castiga, a vida ensina: "não acredite jamais que não é bom o suficiente, a maneira como os outros o percebe depende da sua postura!

O dia é dia de regar as oportunidades; escale os teus sonhos, não para que o mundo possa lhe ver, mas para que possa vê-lo!
Supor o momento perfeito pode desperdiçar o viver, pare de esperar pelo "algum dia", porque o tempo não espera por "um dia"; alguém aprende mais com seus fracassos do que com seus êxitos!
Todos enfrentarão decepções e tristezas na vida; mas "tempo é tempo"... quando dedica tempo à alguém, dá um pedaço de si que nunca retorna!
Mas do outro lado da moeda, ninguém nunca sabe quando está vendo alguém pela última vez, e pode ser tarde demais para o tempo... valorize cada momento e o tempo se preocupa com o dele!

A conclusão foi devastadora para a tese da inversão: opiniões do mundo são apenas dele, não minhas, compreender-me vale mais que entendê-lo!
Aquele vazio de que "já não é mais o que costumava ser", são nestas horas que se confunde por não reconhecer o atual eu; "se corrigir não é modificar quem é, mas abandonar o que já não é"!
Para melhorar a próxima tentativa, ser mais feliz primeiro, gente feliz quer ficar proxima de gente feliz; "quanto mais me importar com validação alheia e mais desconsiderarão"!
"Vejo um muro cercando uma luz que reluz do meu olhar"... por meio da cooperação e não do confronto, aprendo a ser forte no mundo, porque a ser inteiro a vida ensina!

"Tenho amor e sorte, só não sei para quem vou dar"; a vida ensina, que crer em sorte no amor é abrir mão do poder de construir!
A esperança pedia bis, e às expectativas comentavam, e assim foi mais tarde e tarde demais, enquanto um sonho contava a sua história sem saber do final!
Como uma certeza que doía nos ossos: na vida o divã de sua encenação não é uma folha em branco... "tenho muito para dizer, dizer que aprendi"!
Desânimos são criaturas farejadoras e brutalmente eficazes: não se trata de cair, mas de quanto consegue levantar, e seguir em frente no chão!