Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
Me pergunto qual foi o começo de todo esse amor…
Como eu poderia esquecer dos dias em que apenas te admirava à distância? Dia após dia, me perdendo em teu sorriso, me encantando com teu jeito, me alegrando apenas por te ver.
Como colocar em palavras que, além de tua beleza única, ainda havia tua energia — uma energia calma e brilhante, que me fazia sentir cada estrela no céu e no mar?
Após tantos anos, ainda tento descrever tudo o que sentia ao te ver…
E, duvido que algum dia eu consiga escrever todos os poemas que meu coração te recitou.
Sigo, então, comparando-te a todas as coisas belas que há no mundo — já sabendo que nenhuma delas chegará aos teus pés. E mesmo que o mundo inteiro brilhe, ainda me falta tua luz.
A Cura do Irremediável.”
Eu começo este texto, explicando porque “A Cura do Irremediável”.
Segundo a wikipedia,“Irremediável” é algo sem solução, sem remédio ou possibilidade de ser evitado ou reparado, de forma definitiva, ou fatal.
A Cura do Irremediável, porque soa como um paradoxo, “a cura daquilo que não podia ser curado”.
Em sentido filosófico e existencial, representa a busca humana por lidar com perdas, dores e situações que parecem definitivas.
Existem dores, pessoas, lugares e tempos que não voltam mais.
Com um tempo, se desfaz, e esfarela tudo no vento.
Há algumas perdas que não tem remédio.
Silêncios em excesso que não se desfazem em palavras…
Mas, no fundo da alma cansada, onde o impossível se deita totalmente cansado, nasce uma cura, a cura do Irremediável.
não é apagar o que já passou, é claro.
Mas é aprender a respirar na ausência, e no silêncio que estão te fazendo sentir.
A cura do Irremediável não é devolver o que se perdeu, é transformar a ferida em choro deixado para trás. E transformar esse choro em oração.
E assim, o Irremediável se cura.
Se eu pudesse voltar para a noite, no dia em que te conheci.
Se eu pudesse voltar para a noite, na noite dos jogos.
Ah se eu pudesse retornar, para o que era.
Mas se retornado ao que era, não seremos diferentes que fomos.
Se eu pudesse mudar o dia em que te conheci.
Se eu pudesse mudar a noite dos nossos jogos.
Se eu pudesse alterar, o que aconteceu, talvez então, mudaria oque seriamos.
Mas não seriamos quem somos mais, talvez uma ilusão, criado de um mundo inexistente.
Seriamos e não seriamos, nós ao mesmo tempo.
No fim o passado não se altera, e o futuro inexiste.
Somos o que somos agora, no presente, e nada mais.
Somos nossos atos de agora, e nada mais.
Somos a intensidade do presente e nada mais.
E nada mais.
Mas se eu pudesse ser mais.
Se eu pudesse ter sido menos.
Talvez
Eu teria amado mais.
Eu teria negado menos.
Talvez
Teria na primeira conversa, me entregado mais.
Teria na primeira conversa, guardado sentimentos menos.
Um Talvez........
Talvez tivesse dado certo.
Talvez tivesse dado errado.
Impossível saber, pois ficou inerte, sem atos.
No Fim, A vida não é feita de Se ou de Talvezes
A vida é feita de decisões momentâneas, que regem o futuro incerto.
Talvez recomece, talvez seja realmente o fim. Cabe nossos atos decidir.
No fim, o passado foi, o presente se faz agora, e o futuro é deixado para seguir o fluxo.
Tal dádiva entregue ao homem, por Deus, feita para realizar o presente.
Nada mais é, nada mais será, se não feita por atos agora, se nada feito, o mundo se mantem inerte.
Quão chato é morrer, e perceber que o momento que deixamos escapar teria mudado tudo, e nada mais resta senão o silêncio do que poderia ter sido.
Comparsa
De guri eu fui cancheiro
Nas comparsa de esquila
Me juntando com os pila
Nas estância da fronteira
Era lindo a barulheira
Da maquina bordoneando
A indiada esquilando
E eu botandolhe fixa
Ovelha não relincha
Mas dispara igual bagual
E o agarrador, por vez se vê mal
Maniando nas pata o tento
E entrega pro talento
De Quem na mão se defende
O Souza, João clemente,
o Cleber o alemão
Eu guri varrendo o chão
Curando com óleo gracha
Algum talho que se acha
O pente por vez é cruel
Depois enrolava o vel
Largava pro amarrador
Que lançava pro socador
Que a estopa lhe cobrava
E o cozinheiro avisava
Tem churrasco na cozinha
Pão café, farinha
Pra reforço do peão
Depois seguia a função
Naquele mordaço de novembro
Cada detalhe eu lembro
Até o cheiro do galpão
Ja carneado um Capão
Que nas brasa esperava
O meio dia parava
Pra uma boia de repeito
Massa, feijão preto
Antes umas cuia de mate
E o locutor da cidade
Dando no rádio os recado
Um aviso do polvoado
Telefone não havia
E a turma se intertia
Depois a sesta pegava
E a comparsa descansava
Pra aquele resto de dia
Ao fim de mais uma lida
Vinha o banho no açude
Parece até meio rude
O ofício Pra quem nao conhece
Mas é quando o dia anoitece
Os catre já arrumado
Que o galpão fica animado
Uns verso bem declamado
Alguns floreio do gildo
Reconheço que sou grosso
Baile do Chico torto
Resposta do relho trançado
E ali naquele aleredo
Os catre todo ermanado
Se vivia o presente
Especulava o futuro
E lembrava o passado
O que seria da tosa
Com a tal modernidade
Pra quem viveu desse ofício
Apartado da cidade
Se bombeava tanta mudança
Pra quem pouco sabia
Que tinha só a tosquia
Como changa e ganha pão
Era a tal evolução
Que se vinha em desparada
A lã ja valia nada
Mal pagava a comparsa
Mas tudo um dia passa
Hoje em dia o esquiador
Só é lembrado nos versos
E na saudade do payador
Mas ainda no setembro
Me bate aquela agunia
Pra embarcar numa comparsa
E voltar naqueles dia
Rever os meus amigos
Galpao, o velho catre
Aquele assado nas brasa
E os parceiros do mate
Renato Jaguarão.
De joelho na areia, clamei por misericórdia. E meu Deus e meu Senhor me ouviu. Portanto, eu viverei um longo tempo de paz e alegria. Que meu querido Deus abençoe meus dias e minha amada família. Com fé, viverei um longo tempo de paz e alegria, agradecendo pelas bênçãos em minha vida e pela minha amada família, pois em cada bênção renovo minha fé e gratidão.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
🙏🏾🕊️🙏🏾🕊️🙏🏾
Tenhamos fé!
O que eu achava que era amor era dependência emocional, onde eu achava que era reconfortante era a depressão, e onde eu achei que não era o amor, era o amor em pessoa pegando na minha mão e dizendo que tem orgulho de mim.
Isso é sobre pessoas e eu. Eu sempre achei que sabia de tudo, mas eu não sabia o que fazer sobre os meus sentimentos e o que era realmente. Fui descobrir depois de 3 anos.
A mulher que um dia eu fui
Houve um tempo em que eu acreditava cegamente no amor. As palavras doces me tocavam profundamente…
Me deixavam vulnerável — e eu achava isso bonito.
Mas o tempo passou.
E com ele, vieram as desilusões.
Hoje, ainda acredito no amor… mas com ressalvas.
A cada dia, luto contra a descrença que me consome em silêncio.
As frases lindas que antes me encantavam agora soam ocas. Começo a pensar que talvez fossem só palavras —
como tantos já me disseram.
Não escrevo mais cartas de amor. As palavras não fluem. A comunicação é difícil. É como se tivessem arrancado o meu lado romântico à força.
E isso me dói.
Porque a pessoa que agora ocupa esse espaço…
gostaria de ouvir o que sinto. Os poemas que um dia fiz — e recitei — pra você.
Será que um dia eu volto a ser? Aquela mulher sonhadora, sensível, romântica... a que você destruiu?
Será? Hoje, tudo o que consigo dizer… tudo o que ainda sobrevive em mim…
é que eu te amo.
Metamorfose
Era eu, agora quem sou?
O que sou é quem eu era?
Carrinhos, ciranda o “era”
adiante, um velho adaptado por consequência.
Menino se foi...
Rugas e falta de memória “predominam”
Quem escapa?
Há um rio que nos leva...
Às mentes, outrora ingênuas
o mundo deu seu “trato”
Do casulo da vida
(metamorfose é certa).
OLIVEIRA, Marcos de. Metamorfose da vida. In: OLIVEIRA, Marcos de.
Tristeza por Borboletas. Porto Alegre: Alcance, 2012. p. 11.
Sou uma criança que envelheceu
Eu sempre quis meus brinquedos
mesmo que velhos e quebrados fossem.
Sou apenas uma criança
num corpo exausto de velho
que não resiste a uma boa gargalhada
sou assim mesmo...
(uma criança cheia de sonhos)
OLIVEIRA, Marcos de. Sou uma criança que envelheceu. In: OLIVEIRA,
Marcos de. Tristeza por Borboletas. Porto Alegre: Alcance, 2012. p. 16.
O menino no espelho
Quem é esse, mais novo do que eu?
Seria mesmo eu?
Ou apenas doces lembranças
Salvando minha velha alma?
Quem é esse menino cheio de sonhos no olhar?
Ele parece desconhecido,
Mas há algo que me prende a ele.
Como pude esquecer o menino todos esses anos?
Agora, diante do espelho,
Me questiono escolhas e desencontros.
CZERWINSKIN, Marcos. 5.In: CZERWINSKIN, Marcos. Dias perfeitos e
muros escuros. Porto Alegre: Besorah Brasil, 2014. p. 52.
Querido defunto
No velório, nunca pode faltar
o que grita num desespero só...
Dizendo, eu quero ir junto... Deus, me leva...
Talvez, o único momento
em que o pobre do defunto
mais se sentiu importante e amado
em toda sua vida.
OLIVEIRA, Marcos de.Querido defunto.In: OLIVEIRA, Marcos de. Tristeza
por Borboletas. Porto Alegre: Alcance, 2012. p. 29.
O masoquista e o sádico
“Te amo porque me ama.”
Eu sei que vou te amar, apesar do chorar
Mesmo quando as entranhas há de revirar
Devido aos sentimentos que prendem à mim o ar
O calor no corpo, sinto queimar
A agonia das batidas no peito que vem me subjugar
A hipocrisia de gostar e desejar o continuar
“Te amo porque amo amar.”
O meu deleite sendo seu réu
O amor gosto do fel
Impondo uma penitência a ti
Me aconchega ver você se esvair
A empatia eu parti
O prazer em saber que você nunca vai ir
Em um momento
Em um momento em eu deixei de ser amado
Em um momento eu me tornei o filho bastardo
Em um momento eu larguei o fumo barato
Em um momento eu me tornei odiado
Em um momento transcendi a outro lado
Em um momento só era mais um chapado
Em um momento já não havia mais como o meu sonho ser realizado
Em um momento o fogo havia se apagado
Em um momento o tempo já era passado
Em um momento a consciência não sabia o que tinha se tornado
E, em um último momento, a vida havia se calado
Sinto a sua alma fluir
Desejo o melhor a seguir
Curaria todas as suas dores antes de partir
Se eu pudesse lhe faria sorrir
Em todos os momentos aplaudir
Somente por você existir
Nossos anjos "Tronos" planejaram permitir
Nosso encontro de almas florir
Nossas palavras se encaixam sem pedir
Assim como nossa energia vem a emergir
Tive sonhos ao abrir
Minha mente ao cair
Em sono profundo te vi sair
Comigo no colo sem me ferir
Me deitou em uma mesa ao ir
De encontro com Deus orou sem invadir
Perto de mim ficou sem punir
Acordei com sua presença em colorir
Meu desejo de viver e sentir
Mais instantes com você antes de subir
Boa noite.
Hoje eu só quero aquietar o coração e agradecer…
Pela vida que pulsa, mesmo nos dias mais silenciosos.
Pelo cuidado que chega, mesmo quando não percebo.
E por esse milagre diário de existir —
que é acordar, caminhar, sentir e recomeçar.
Obrigada, Senhor, por mais um dia inteiro de graça.
Por tudo o que foi, pelo que virá… e por Tua presença em cada detalhe.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
ORAÇÃO DA MANHÃ
Senhor,
o dia está só começando,
e eu te agradeço pela chance de recomeçar.
Obrigada por me despertar com vida,
com fôlego, com esperança.
Mesmo sem saber tudo o que me espera,
eu sigo… porque confio em Ti.
Dirige meus passos.
Acalma meu coração.
Me dá olhos leves pra enxergar o que importa
e força pra enfrentar o que for preciso.
Que nada me roube a paz,
que nenhuma pressa me afaste da Tua presença.
Hoje, mais do que tudo, eu quero caminhar contigo.
Amém.
Edna de Andrade
Eu sinto uma profunda dor silenciosa...
Gosto do som da música, do percurso
da minha casa até o trabalho;
estou sempre ouvindo música.
Em casa e no trabalho, ouço o barulho
dos carros, dos comboios e de toda a gente.
Chego em casa, ligo a televisão e ouço o noticiário:
outra vítima do silêncio se atirou
nos ruidosos trilhos do trem.
No trabalho, ouço o rádio, que toca uma música ridícula, e
minh'alma sofrida dança desolada.
Gosto do som da chuva, lágrimas do céu;
até os homens choram, silenciosamente.
E o choro da terra é abafado
pelos nossos gritos ambiciosos;
ouço o barulho das fábricas, corro para o campo,
e a chuva, tempestuosamente,
em seu suave cair, encharca meu coração ressecado.
Gosto do canto dos pássaros;
da minha cama me levanto,
e nela me deito, ouvindo os tordos ao amanhecer
e os urutaus ao anoitecer que, calmamente,
levam distante meu espírito atormentado.
Gosto de deitar-me e dormir
com o barulho do ventilador;
porque gosto de barulho,
assim silencio os gritos sussurrados
em minha cabeça. E eu, que tenho sido tão quieto,
se os ouço e me falam, descanso resignado.
Eu acredito em Deus, mas me pergunto se Ele crê em mim,
assim como cremos na Sua chuva, e no seu Sol.
O que é real? As paredes sólidas e frias de concreto,
concreto, a realidade concreta. Ou a memória fugaz
de um abraço quente e terno, terno, visto o terno,
chego ao trabalho, olho-me no espelho, e não vejo nada.
Cego, vejo além do espelho e enxergo através da realidade sensível,
sensível, atravesso as aparências em busca de algo que transcenda o tangível.
Mas então o espelho despedaça-se diante dos meus olhos,
como coisa real, um mosaico de sentimentos e lembranças,
desfaz-se e reconstrói-se a cada instante. Cada caco reflete uma versão minha,
mas, entre tantos, quem realmente sou eu?
Há tantos de mim que não podem tantos estarem certos, e entre tantos, perdi-me.
Hoje eu entendo…
cada pedra que me fez tropeçar
também me ensinou a enxergar mais longe.
Cada volta inesperada,
foi só a vida me ensinando o caminho certo —
mesmo que por atalhos tortos.
Com o tempo, aprendi a agradecer…
até pelo que parecia perda.
Porque tudo, de algum jeito manso,
se transforma em bênção
quando a alma está disposta a crescer.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Amor, obrigado...
Por acreditar em mim, mais do que eu mesmo,
Por me incentivar a crescer e enfrentar meus medos,
Por me encorajar a seguir meus sonhos
até o da moto,
Por me mostrar que o medo não pode limitar nossos voos.
Obrigado por ver em mim um potencial escondido,
Por me transformar, aos poucos, num homem de verdade,
Por quebrar meus preconceitos, meus muros, meus paradigmas,
Por me ensinar a me olhar no espelho e sentir orgulho do que vejo.
Por segurar minha mão quando fraquejo,
Por me abraçar quando desabo em lágrimas,
Por pensar em cada detalhe pra me agradar,
E me ajudar, sem medidas, nas dificuldades.
Obrigado por abrir sua casa e me acolher,
Por fazer daquele espaço um lar também pra mim,
Por me incluir na sua vida, no seu mundo,
E no seu círculo de amigos, como se eu sempre estivesse lá.
Por me mostrar o valor do cuidado,
Por ser tão carinhosa, tão romântica,
Por se doar sem reservas,
Por se entregar sem medo, sem pudores.
Por ser esse mulherão da porra
E, acima de tudo,
Por me amar e me respeitar como sou.
Obrigado, meu amor...
Por ser tudo isso e mais um pouco em minha vida.
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