Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
Eu não sou metade da sua laranja. Nunca quis ser apenas o suficiente. Eu não nasci para amar pouco, nem para ocupar um só canto do seu espaço. Meu amor é intenso, inteiro...,ele transborda. Eu sinto demais, demonstro demais, me entrego demais. Pois amar de verdade não é oferecer o que sobra — é se doar por completo.
Eu poderia te dizer que te amo, mas isso me parece pouco. Já disse isso a outras pessoas, e não seria justo com o que você me faz sentir. Se eu pudesse escolher uma palavra para descrever o que sinto por você, ela seria algo muito próximo do céu. Estar ao seu lado é como tocar o paraíso; é como se tudo que antes era incerto em mim, começasse, enfim, a fazer sentido. Por isso, não posso dizer apenas “eu te amo”. Em vez disso, eu te digo:
Estou disposta a te amar por inteiro — a te escutar mesmo sem ter todas as respostas, a ceder mesmo com o orgulho ferido, a confiar quando ninguém mais confiar. Quero ser a voz que te acalma, o abraço que te acolhe, o beijo que te anestesia. Quero ser a mão que segura a sua em meio ao caos, e o abrigo seguro quando tudo lá fora for tempestade.
Amar é uma escolha, e eu escolhi te amar. Mas o amor não sobrevive só de promessas bonitas; ele precisa ser alimentado todos os dias, com gestos, com respeito, com sinceridade. Porque amar de verdade é escolher a mesma pessoa, dia após dia, com o mesmo brilho do primeiro olhar — e a mesma coragem do primeiro passo.
🙏 Oração de quem reflete a glória
Deus, que eu não busque brilhar por vaidade, mas por refletir a Tua glória.
Apaga em mim todo desejo de exibição, e acende em mim o desejo de ser luz.
Que minha presença carregue Tua paz, e meu olhar carregue compaixão.
Que a Tua glória se revele em cada detalhe da minha vida.
Não permita que eu me torne espelho da soberba, mas reflexo do Teu amor.
Faz da minha conduta um testemunho silencioso e firme.
Que onde eu estiver, Teu nome seja lembrado — e não o meu.
Transforma-me em morada pura e consagrada ao Senhor.
E que a Tua glória brilhe mais que minha vontade.
Em nome de Jesus, amém.
Purificação
Com o passar dos anos e me conhecendo cada a dia um pouco mais, entendi que eu não era antissocial, como alguns diziam, eu apenas necessitava está em paz e respeitar a mim mesma. Em silêncio, meu corpo e mente me protegiam de um desgaste Mental, físico e espiritual.
Respeite o outro, mas antes respeite a si mesmo.
O Cadafalso
No cadafalso, eu sorriria amargo
não por redenção, mas por desprezo.
Mergulharia no frio da paz sem rosto,
onde ao menos a dor não mente.
Deixaria pra trás os escombros de promessas podres,
palavras doces que apodreceram na boca de quem jurei confiar.
Fui traído com o silêncio, com o toque vazio,
com olhares que já não sabiam o meu nome.
E os amores…
tão rasos, tão covardes
que até a queda me pareceu mais leal
do que quem dizia me amar.
Tu quer que eu fale dos seus olhos, mas isso não é eu
Sei da pureza que ele transmite ao seu redor
E quando eu falo do sorriso vc ignora
E eu queria entender sua mente maluca
Sua mente complexa, tão misteriosa
Achava que te conhecia, mas vc me impede
Me sinto preso, meu peito dói, e n quero mais entender
Quando vc me ignora e me machuca
Meu coração já quer sair da boca quando eu falo de escolhas, sei que não vou te surpreender
Mas pq vc me esconde da sua familia, diz que eu sou o amor da sua vida, mas amor eu sei que isso é mentira
Essa vida maluca, tão chucra, n quero mais sofrer
Houve um tempo em que eu queria saber tudo.
E, quando não sabia, não me sentia inferior aos outros; me sentia inferior a mim mesma.
Colocava um fardo sobre os ombros, como se só valesse alguma coisa se pudesse provar, a mim mesma, que era capaz.
Capaz de quê?
De tudo, talvez.
De tudo ao mesmo tempo.
Eu me enveredei por caminhos difíceis não por vocação, mas por negligência comigo mesma.
Não parava para respirar.
Não me importava se estava bem.
O importante era vencer... mesmo sem saber exatamente o que ou quem eu estava tentando vencer.
Até que, por força de alguns acontecimentos, me vi de frente com o espelho da verdade, e descobri que não era capaz de tudo.
Na verdade, percebi que não era capaz de quase nada.
E não por fraqueza. Mas porque sou humana.
Teimosa como sempre fui, demorei para enxergar o óbvio.
Mas quando tirei o véu; aquele véu espesso da arrogância disfarçada de autocobrança, fui atravessada por um sentimento impossível de descrever.
Me vi pequena.
Uma formiga diante do universo.
Um grão de mostarda na palma de Deus.
E, paradoxalmente, foi ao me reconhecer tão pequena que comecei, enfim, a existir de verdade.
Vi-me como alguém. Alguém que erra... e continuará errando.
Alguém que sente; e cujos sentimentos influenciam tudo: o ritmo, o foco, o desempenho.
Alguém que não sabe de tudo, e o pouco que sabe, sabe porque Deus, em Sua graça, permitiu.
Quando entendi isso, o peso escorregou dos meus ombros.
Não era mais uma batalha por merecimento.
Era a busca por ser, ser quem sou, com limites, com dúvidas, com perguntas sem resposta.
E foi nesse dia que descobri o que tantos passam a vida tentando encontrar: descobri quem eu sou.
Para encerrar, adapto as palavras de Newton:
O que sabemos é uma molécula de água.
O que achamos que sabemos… é um oceano.
E como disse Sócrates, com toda a sabedoria de quem já mergulhou nesse mar:
"Só sei que nada sei."
O Cincar Noturno
Não era o fumo que eu buscava,
era a noite.
A noite que dormia nas ruas vazias,
no asfalto úmido refletindo néon,
no silêncio que respira entre os prédios.
O maço? Apenas o pretexto,
a moeda de troca com o escuro.
A porta rangendo não foi interrupção, foi passagem.
O corpo, pesado de horas paradas,
desdobrou-se em passos,
e cada passo foi uma pergunta
ao chão das sombras.
Na bodega iluminada a ferro,
o balcão era um altar de luz fria.
O caixa, um sacerdote do trivial,
entregou-me o pacote retangular
— cápsula de folhas mortas —
sem saber que me dava
a chave de um reino.
Mas o milagre não estava no objeto,
e sim no regresso:
o ar noturno lavando a face,
a lua (sempre cúmplice)
desfiando fios de prata nos fios elétricos,
o próprio peso do maço no bolso
pequeno âncora do presente.
Ah, a magia!
Morava no intervalo:
na ponte entre o quarto estagnado
e a rua que pulsa devagar,
no instante em que o peito se expande volta a pulsar
para colher o vento noturno,
na solidão que de repente
sabe-se parte de um todo silencioso.
Cada passo, encruzilhados ultrapassadas, de volta
era um renascimento mínimo.
O maço, intacto, esperava,
mas eu já vinha transformado, aquilo talvez, um sonho,
trouxera na palma da mente
a quietude dos postes acesos,
a geometria sagrada das janelas escuras,
o cheiro da terra molhada
e o rumor distante de um mundo
que respira quando ninguém o vê.
Acendi o cigarro algum?
A brasa necessária
já ardia no peito:
era o fogo do encontro
com a noite descalça,
com o tempo que se curva
sobre pequenas peregrinações.
O maço repousa sobre a mesa,
ícone de um êxtase cotidiano.
Pois a verdadeira chama
— sabes agora —
nunca esteve no papel e no tabaco,
mas no caminho que o corpo fez
entre a necessidade inventada
e o abraço involuntário num beijo necessário,
com o mundo noturno,
puro,
indiferente,
e profundamente teu.
O REENCONTRO
Às vezes, eu olho no espelho... e não sei quem está ali. É como se a imagem refletida fosse uma tentativa desesperada de parecer inteira, mas por dentro, tudo parece rachado. O corpo continua, a rotina segue, a fala até convence. Mas a alma... a alma está em silêncio. Um silêncio pesado, abafado, que ninguém escuta. E é nesse vazio que a gente se dá conta: não estamos tristes por causa dos outros... estamos tristes porque nos perdemos de nós mesmos. O sorriso ficou automático, as palavras viraram performance, e o peito, um cofre trancado cheio de vontades engolidas. Dói. Dói como se a alma gritasse por socorro, mas ninguém escutasse. Nem mesmo a gente.
E nessa confusão toda, vamos nos moldando para agradar. Queremos caber na régua da igreja, da família, das redes sociais. Queremos ser aceitos, entendidos, desejados. Mas quanto mais tentamos ser tudo para todo mundo… menos somos para nós. E aí, nos desvalorizam, ignoram, invalidam e a gente acredita. E deixa um pedaço para trás. Como se dissesse: “essa parte de mim não serve mais”. E sem perceber, vamos nos abandonando. Parte por parte. Capítulo por capítulo. Há lugares dentro de nós que não podem ser destruídos. Só esquecidos. Mas continuam lá… esperando.
E então, um dia, sem aviso, acontece. Você pisa de volta nesse território esquecido. Não por escolha racional, mas porque algo dentro de você não aguentou mais a ausência. E é como abrir a porta de um quarto antigo, onde tudo ficou exatamente como estava. O chão de madeira ainda range, o cheiro da infância ainda paira no ar, os desenhos nas paredes continuam firmes, como quem resistiu ao tempo. E no meio desse cenário… ela está lá. A criança que você foi. Sozinha. Mas inteira. Com os olhos brilhando como quem te esperava há anos. Você se aproxima com medo, mas também com saudade. E quando os olhares se encontram, o tempo congela. O abraço que acontece ali não é físico, é espiritual. É como se duas partes da mesma alma se reconhecessem depois de uma guerra. E nesse abraço silencioso, sem nenhuma palavra, algo se reconstrói. Uma ponte. Um vínculo. Uma verdade que nunca deixou de ser sua.
Eu não vivi esse reencontro ainda, mas sonho com ele todos os dias. Sonho com o dia em que vou me acolher sem vergonha, me ouvir sem medo e me abraçar com amor. Talvez esse texto não seja um relato, mas um desejo íntimo de alguém que cansou de fugir de si. E se você também cansou de fugir, talvez seja hora de voltar.
EU NÃO AGUENTO MAIS PRECISAR COLOCAR UM SORRISO NO MEU ROSTO! EU NÃO AGUENTO MAIS NÃO SER PERCEBIDA E MESMO COM TODO MEU TALENTO ME SENTIR INUTIL E POR ISSO ME DA TANTO ODIO PELOS MEUS COLEGAS QUE DA VONTADE DE ARRANCAR A CABEÇA DELES! EU QUERIA APENAS SER FELIZ E NÃO SER DEIXADA DE LADO, EU SÓ QUERIA AMAR ALGUEM DE VERDADE, EU NEM CONHEÇO ESSE SENTIMENTO INUTIL DO CARAMBA! EU QUERIA TANTO MORRER MAS TEM TANTA COISA QUE EU AMO E QUERO CONQUISTAR... PQ VC SE FOI!? TUDO PIOROU QUANDO VC SE FOI! EU AMAVA VC E VC FOI ATROPELADA NA MINHA FRENTE..TUDO CULPA DA AQUELE IMPRESTAVEL QUE DIRIGIA AQUELE CARRO DOS INFERNOS, EU TE ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO ODEIO.
QUERIA QUE VOCÊ ESTIVESSE MORTO.
"Se um dia..."
Se um dia eu te tivesse em meus braços,
Não precisaria dizer nenhuma palavra.
O silêncio falaria por nós,
E teu olhar seria meu abrigo.
Teu sorriso, meu céu mais bonito,
Tua alegria, meu maior prazer.
E o tempo, ah, o tempo...
Viraria um segundo ao teu lado.
Cada instante contigo seria único,
Como se o universo parasse só pra nós.
E mesmo que a realidade nunca nos una,
No meu coração, você já mora há muito.
Nem o tempo me faria te esquecer,
Nem a distância apagaria o que sinto.
Porque se um dia isso acontecer...
Tudo o que eu digo hoje
É exatamente o que vai viver.
Eu.
Seja humilde, não seja otário.
Amigo só sua mãe e Deus.
Não cometa o mesmo erro, meu jovem.
Hoje me sinto seguro, sei que não preciso mais me mostrar porque, quem me conhece, sabe da minha história.
Não sei se agrado mais
Sei que Deus só me engrandece,
Me destacar no meio deste mundo
Onde só tem traíra, não me segue falando bobeira, esquece, nem tudo que penso
tem minha prece, mas pareço
com um tempo que começo a acreditar
Nem tudo está no seu lugar.
Divido, subtraio, diminua minha consciência, mas tudo, tudo mesmo
e não entender minha existência
posso ver o mal, mas não olho o
tempo. Ele tem um comando
de uma em uma hora atrapalha nossa mente, que mente, que engana a gente.
Doce vida louca,
um entorpecente que te droga a todo minuto, entende? Não falo besteira. Para uma hora e pense!?Essa droga você tem que saber usar sempre!
No começo, não era nada — eu acho.
Só empatia.
Era ela, coitada, tão quieta na tristeza...
Que mundo injusto, que ironia.
Tão meiga, tão viva, agora em silêncio,
Olhos de mel cobertos de sombra.
Quem teve a crueldade de apagar sua luz?
De roubar o sol de quem transborda?
E então me atingiu — direto, sem aviso.
Como pode ela estar assim, partida
Eu sou libélula.
Diferente da borboleta, eu não renasço, eu transformo (me transformo) e mudo.
Me liberto, eu voo, eu mudo.
Eu deveria voar, mas minhas asas estão molhadas, eu pus secar.
Eu deveria voar, mas as minhas asas molharam na chuva, então eu pus pra secar, para amanhã voar.
Eu sou a libélula.
Sem asas.
Asas provisórias ou à procura de asas.
Ou eu deixei no varal.
Eu sou libélula — quase liberta
Falta,
Pouco.
🌻✨🌻✨🌻✨🌻✨
Eu estou aqui 🚩
Eu não irei te deixar sozinha nessa sua jornada.
Sempre estará em algum lugar no meu coração, sempre!
Não importa as circunstâncias, nem o tempo.
Masmo de longe, meu coração morre de saudade de você.
Você é uma joia rara e possui uma beleza surreal.
Cada detalhe seu... Me encanta cada vez mais.
O seu sorriso, é lindo e magnífico!
E nunca se esqueça que você é incrível e maravilhosa, e é muito importante e especial.
ACREDITE EM VOCÊ!!!
🌻✨🌻✨🌻✨🌻
Para você minha amiga especial!
"Você é o girassol que alegra o meu dia! "🌻
Eu não quero outro jeito de ser chamado,
Nem outro sorriso tímido que faça meu mundo parar.
Não quero outro olhar que me perca em si,
Como o seu faz, _______, como o seu faz.
Não quero outro abraço que me acalme,
Nem outro carinho que me faça sentir em casa.
Não quero outro beijo, outro toque, outro calor,
Que não seja o seu, que não seja o seu.
Não quero outra voz me chamando,
Nem outros dedos entrelaçados aos meus com tanta verdade.
Não quero outro amor, _______,
O único que reconheço, escolho e guardo
É o seu.
Não quero outro alguém…
Além de você.
Novamente eu me pego pensando se vale a Pena tudo isso, Porque eu não consigo seguir em frente?porque as imagens de nossos tempos me assombram toda Santa vez que eu fecho os olhos? Costumávamos ansiar pelo tempo que passaríamos juntos e agora fazem meses que ainda busco aquele calor.
Porque temos que ser assim? Pessoas ligadas desde o momento que se conheceram,mas que o mundo insiste em separar? Porque eu não posso apenas fingir que tudo vai ficar bem e seguir? Ao mesmo tempo em que eu me arrependo de ter te conhecido,eu agradeço por ter sido capaz de amar alguém de forma tão genuína e ser amado da mesma forma,mesmo que por pouco tempo.
Eu odeio essa distância,eu odeio esse teu cheiro impregnado em minhas memórias,eu odeio essa sua falsa felicidade,eu odeio as mentiras ditas pela sua boca,eu odeio a tristeza escondida em seus olhos,eu odeio a mim mesmo por simplesmente não seguir em frente.
Porque não pode me dizer qual é a merda da verdade?
Sozinho
Até hoje não sei dizer
O que lhe fiz pra te perder
Sozinho, sozinho..
Eu pensei só no amor
E um castelo de papel
Sozinho, sozinho...
Como eu fui te perder?
Não quis ficar sem você
Jurei não me apaixonar
Sozinho, sozinho
Eu me apaixonei
Minha palavra eu quebrei
E ela me deixou
Sozinho, sozinho...
Eu quase não pensei
O que eu irei dizer
Quando eu já tinha dito, me apaixonei
Entre tantas coisas, eu não pude explicar
O porquê de te amar assim, sozinho..
Hoje eu senti sua falta.
Coisa que nem era pra acontecer.
Não era dia, nem hora, nem devia mais doer.
Mas doeu.
E quando a saudade vem fora de hora, ela vem mais forte.
Ela vem sem pedir licença, sem batida na porta, sem atenuante.
Ela atravessa.
Me destoei da realidade no primeiro instante em que te vi.
Foi como ouvir uma canção que nunca ouvi antes,
mas saber de cor cada acorde, cada pausa, cada suspiro entre versos.
Minha garganta secou.
Meus olhos marejaram.
A voz ficou trêmula, como se minha própria alma não soubesse como continuar.
E eu, que sempre me orgulhei de ser frio,
derreti até virar vapor.
Evaporei diante de você.
E ninguém percebeu.
Talvez nem você.
Mas ali eu já não era mais eu.
Foram momentos diferentes.
Distantes do mundo, do tempo, da lógica.
Coisas que nunca, nunca, haviam passado pela minha cabeça.
Mas passaram por dentro de mim.
E deixaram um rastro, um sulco, um incêndio.
De repente, me vi atônito.
Um homem diante do espelho de si mesmo,
vendo um reflexo que desejava coisas demais.
Coisas que não podia.
Coisas que não devia.
Mas que, ainda assim, desejava.
Desejei você como se desejar não fosse pecado.
Como se a vida tivesse me concedido uma trégua.
Como se o mundo todo ficasse em silêncio só pra ouvir o que eu sentia.
Mas agora… agora eu sinto sua falta.
E não é aquela falta romântica de cinema.
É ausência que pesa no corpo.
É silêncio onde antes havia riso.
É falta de cor, de cheiro, de som.
A distância entre a gente é gritante.
Ela tem o som das músicas que não ouvimos juntos.
Tem o eco das conversas que não tivemos.
Dos beijos que pararam no quase.
Dos domingos que viraram segunda-feira cedo demais.
A rua que levava até você virou mão única.
E eu sigo nela, mesmo sabendo que você não está mais no caminho.
Mesmo sabendo que não há retorno,
nem acostamento,
nem refúgio.
Só essa estrada reta, fria,
com seus silêncios e placas dizendo:
"Siga em frente"
Como se fosse possível.
Mas a verdade é que você ficou.
Ficou em mim.
Feito cheiro de chuva em terra seca.
Feito palavra nunca dita.
Feito carta nunca enviada.
Feito amor que chegou tarde demais.
E mesmo que o mundo me empurre pra longe,
mesmo que o tempo me arraste por outros corpos,
outras ruas, outras camas,
vai ter sempre esse lugar dentro de mim
onde você mora sem saber.
E talvez…
talvez isso seja amor.
Ou talvez seja só mais uma das formas bonitas
que a dor encontrou pra me fazer companhia.
Eu me sinto um lixo
sempre escolho atalhos
pra não encarar o erro.
Gosto do silêncio,
porque eu falhei no barulho das relações.
Quando a dor aperta,
eu me escondo em comprimidos.
Se aperta demais,
eu penso em ir embora de vez.
Me saboto
sou meu inimigo íntimo,
que só quer me deixar sem saída.
E penso:
se eu sumir, talvez seja um alívio.
Pra mim.
Pra eles.
Pra todo mundo que ainda se importa
(mais do que eu mereço).
"Não, senhora Distância, não te odeio nem te culpo...
Mas se eu soubesse que aquele seria o nosso último adeus,
Eu teria enfrentado teus caminhos, por mais longos e difíceis que fossem.
Hoje, só me resta o silêncio que ele deixou,
E a dor de não ter voltado a tempo, como prometi.
Não guardo rancor de ti, mas por que me fazes acreditar que tudo não passou de um sonho?
Como se, ao cruzar-te outra vez, eu pudesse encontrá-lo —
com aquele mesmo olhar de sempre,
como se nada tivesse mudado."
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