Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce

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Sobre a beleza de ser pai… Primeira parte!

Eu nunca estive pronto pra ser pai, não fiz planos para esse “fim”, mas, vejo que a tarefa que me foi dada cumpri com maestria, sim, estou falando sem modéstia alguma, eu sou um bom pai.

Meus filhos herdaram características minhas que são essenciais para que eles caminhem rumo a seus objetivos.

A melhor delas… Sorrir, não sempre, não de tudo, até porque parafraseando os compositores de “amor pra recomeçar”: Não podemos esquecer que rir é bom, mas, rir de tudo é desespero.

Das demais características eu colocaria humildade, capacidade de servir, não que todos eles sejam cópias fiéis de mim, mas, os adjetivos vão se formando, os defeitos também.

Por fim, me vendo pai, abracei a ideia e me comprometi a ser leve, a ser o amigo, o que indica o melhor caminho, o que fala palavras duras e ao mesmo tempo alivia a jornada.

Tenho um carinho muito grande pelos meus filhos e eles sabem, mas, sabem também que eu sou “antiquado”, “metódico”, “sistemático”, falante.

Estou nesse caminho de ser pai, mas, volto e lembro noites em claro, sorrisos e choro, balanços e sonetos, viagens, brincadeiras, cantos e encantos.

Talvez eu seja o pai mais falante que exista, mas, também sou o pai mais romântico e amante, mais brincalhão e bobo, mais carinhoso e cheio de direcionamentos que indicam onde Jesus está.

Essa é Jhulia, a risonha, brincalhona, resenhista e emotiva, a pediatra da família.

Amo-a como quem ama a si mesmo, com a mesma intensidade e despreparo do pai que me torno todo dia.

Sobre a beleza de ser pai… Segunda parte.

Já falei antes que não me via sendo pai, eu continuo assim, o aprendizado que se colhe ao longo do caminho, é feito de cuidados, de carinho, amor, carões e dias indigestos.

Mas, isso faz parte do processo, não atoa essa tarefa vem abarcada de outras situações externas.

Saber lidar com isso é uma tarefa árdua e pensante, a medida que os filhos vão crescendo, nossa responsabilidade aumenta.

Nos vemos mais protetores, nos vemos mais cobradores, e a saga se repete, dia a dia, como se “chronos” nos fizesse reviver o mesmo dia, várias vezes.

Mas, passa, a ideia de juventude e de liberdade que a sociedade prega nem sempre é a que queremos para nossos filhos.

A inquietante dor que nos pega e nos sacode como um vendaval é somente o nosso corpo buscando formas de defender aquele filho.

Relativamente alinhado ao “nosso querer” estão as vontades deles, opostas nesse caso.

Como fazer, como indicar o caminho sem ser “chato”, antiquado e as vezes bravo? Como orientar no caminho que se deve andar, se ela já escolheu trilhar seus próprios caminhos.

Continua a tarefa, continua a peregrinação na busca do aprendizado que ser pai requer.

Ainda estou me remontando e criando expertises para ser o melhor pai, o melhor amigo, a melhor companhia, o melhor parceiro que um filho deve ter.

Essa é Mirla, de sorriso largo, mas, nem sempre pronto, de olhar discreto, reto é contraponto, ela é como ela é, a modelo da família.

P.S: Ela vai dizer que a foto não ficou boa.

Não abaixo a cabeça para ninguém. A história é minha.
Eu levanto do chão, do caixão, do que tentaram me enterrar.
Cada queda que me jogaram é combustível para a minha força.


Quem torceu contra vai engolir o próprio espanto.
Não há pressa, não há dó, não há perdão — só a minha verdade.
Eu existo, eu comando, eu destruo qualquer expectativa que tentou me definir.


O mundo pode gritar, pode tentar esmagar, mas eu sigo vivo, imbatível, meu tranco ninguém segura.


— Purificação

Não abaixo a cabeça. A história é minha.
O mundo pode virar contra mim, mas eu seguro o tranco, porque ninguém pode roubar o que já está gravado no meu peito.


Ninguém consegue bater em alguém para sempre.
E quando um morto levanta, o velório acaba.


Eu saio do caixão, eu cancelo o luto.
Quem apostou na minha queda vai ter que assistir meu recomeço.


Levanto. Respiro. E escrevo minha própria história.


— Purificação

Eu não quebrei. Eu floresci.
Cada queda me ensinou a levantar mais forte.
Cada sombra que passou me mostrou a luz que existe dentro de mim.
Eu sou força, sou resistência, sou crescimento.
Eu floresci mesmo onde parecia improvável
🌱 Minhas cicatrizes são sementes que viraram flores.
🔥 A dor me lapidou; a coragem me fez inteira.
💫 No silêncio da minha alma, encontrei meu renascimento.
🌻Não fui derrotado pelo caos; fui moldado pela vida.

Mortinhos


Estamos perdidos
Eu não sei onde estás
Caminhamos sozinhos
Num caminho para o amor e para a paz


Sei que estou vivo
Mas deixei algo para trás
Algo com valor e sentido
Foi o teu amor que tão bem me faz


Dizem que estamos escondidos
Mas como cada um foi capaz
De fugir de sorrisos tão bonitos
Que estão lá um para o outro nas horas más


Só sei que sobrevivo
Desde algum tempo para cá
Sei que sobrevives num mundo esquecido
Em que esquecemos de nos dizer olá

Sempre tive muita dificuldade de me posicionar profissionalmente. Tudo o que eu fazia não ia para frente, eu me sentia travada e os resultados financeiros não chegavam. Eu não entendia o porquê. Eu não compreendia por que, por mais que eu me esforçasse, nada na minha vida acontecia do jeito que eu queria...
Até que um dia eu percebi e entendi o ensinamento de que: quem quer está fechado.


Quando há esforço para realizarmos algo na nossa vida, quando aquilo nos demanda, suga nossa energia, faz com que tenhamos que forçar a barra em muitas situações, é a vida nos mostrando que talvez não estejamos indo na direção certa.
Porque, se quem quer está fechado, é porque eu não estou aceitando e recebendo aquilo que eu tenho no aqui e no agora.


Eu não estou aceitando, recebendo e experimentando com gratidão o que já tenho.
Eu quero algo diferente.
E, quando eu não aceito e não sou grata pelo que tenho, como algo melhor vai poder chegar até mim, se nem é possível expressar gratidão pelo aqui e agora?


E aí, nesse esforço todo para realizar, para fazer, me deu um start quando precisei voltar para uma etapa anterior do meu processo.
Eu queria fazer algo grande, algo grandioso, e parei o que estava fazendo anteriormente para me dedicar a essa nova coisa, essa nova visão, que, na minha cabeça, seria maravilhosa.
Mas o esforço veio.


E com as pequenas percepções que temos durante o dia, nossos estados internos, nossos pensamentos, é possível perceber a vida nos dando sinais.
A vida vem nos mostrar que, muitas vezes, estamos tentando ir para a direita, mas Deus quer que sigamos para a esquerda.
E a gente força, tenta, insiste em ir para a direita, mas Deus quer que eu vá para a esquerda.


Porque, se eu ainda não colhi os frutos daquele processo que estou vivendo,
se cada experiência que eu vivo na minha vida eu entendo como um momento de aprendizado, um momento de crescimento,
se percebo que as pessoas com quem convivo, os relacionamentos que tenho, tudo, servem para que eu cresça, me desenvolva, cure feridas dentro de mim e cure o meu sistema familiar como um todo,
então, se trago essa visão e percebo que estou indo forçosamente para um lado, consigo entender que Deus quer que eu vá para o outro.


Provavelmente, eu ainda precisava aprender algo na fase atual em que estava.
Precisava aprender gratidão.
Precisava aprender a experimentar o aqui e o agora com aquilo que tenho, e ser grata por isso.


Porque, se eu estou neste lugar, eu também posso contribuir.
Eu também posso ser instrumento da mensagem.
Posso ser instrumento do amor onde estou.


As pessoas que estão ali comigo, neste momento, também são instrumentos para trabalhar algo interno dentro de mim.
Elas vêm como espelhos para refletir tudo aquilo que reverbera dentro do meu coração.
E, através do contato, dos relacionamentos, das coisas e dos objetos, é possível observar o que vibra em mim.


E, se eu trago à consciência que é a minha visão, a minha projeção de mundo, que cria a realidade lá fora,
passo a entender a minha autorresponsabilidade com o meu cuidado e com o meu crescimento.


Porque, se eu tomo essa responsabilidade de curar as minhas feridas, de curar os meus traumas e compreender o que essa situação está querendo me ensinar, eu posso crescer com ela e deixar de buscar o que o meu ego quer.
Porque o ego quer ser grande, quer ser importante.
Mas, às vezes, você precisa estar em um lugar que, na sua concepção, é o mais humilde,
para trabalhar alguma característica interna, desconstruir a imagem que tem de si mesma,
desconstruir dores, traumas e perdas do seu próprio sistema familiar.


E então ser um canal para que o amor possa fluir,
do seu sistema passado, por você, e para as gerações futuras.


Então, se Deus está te trazendo de volta,
se você não conseguiu avançar para a próxima fase do videogame da vida,
volte com humildade, volte com amor e volte com o coração aberto, dizendo:


“Eis-me aqui. Que fruto eu ainda não colhi? O que eu ainda não aprendi?”


E aí, observando, você vai sentir que Deus está presente.
Que essa energia divina está comunicando conosco o tempo todo.


O que precisamos é despertar.
Abrir os olhos para ver e os ouvidos para ouvir.
E assim, sentir essa conexão, essa união com o Todo.


Namastê.






17/07/21 20h08
Karina Megiato





Eu não vi a luz.
Mas caminhei.


Eu não ouvi a voz.
Mas respondi.


A pedra não se moveu.
Mas eu acreditei no caminho.


Cada passo era silêncio,
cada silêncio, um grito contido.


O céu não abriu.
Mas o dia nasceu.


E o frio ficou.
Mas eu fui calor por dentro.


Eu caí.
Eu sangrei.
Eu calei.


E mesmo assim, eu disse: amém.


Porque fé não é ver.
Fé é arder sem fogo.
É andar sem chão.


É segurar uma mão que não se vê —
mas se sente.


E se a noite vier, virá.
E se o medo soprar, soprará.


Mas o que pulsa dentro, não se apaga.


Porque no mais profundo da ausência, mora a presença que não falha.


E mesmo sem sinal,
mesmo sem prova,
eu sigo firme na fé.

a verdade


"Eu me estrangulo
seguro a verdade
espero apodrecer, cria mofo
não deixo o fedor passar
as larvas só sabem acasalar


Giro minha cabeça
até minha garganta fechar
a verdade não é ruim
mas ninguém vai aguentar
sobre o que sou não é o que pensou


Eu me entupo de mentiras
transborda no meu olho
cai na pia
se pelo menos limpassem
e tirassem de baixo do tapete
as outras verdades
todos entenderiam a realidade


quero abrir minha barriga
para a verdade vazar
sem precisar falar
eu quero
só quero
apenas quero
simplesmente quero
segurar a verdade até parar de respirar"






declaro a todos escondem sua indentidade

Há somente uma que nós separa de quem somos, e isso de fato somos nós mesmos


Eu espero não ser alguém diferente porque cresci mas por conseguir ter mais maturidade em algumas situações.

Eu acho que escolhas não te tornam um novo alguém, mas escolhas boas podem te fazer um alguém melhor.


O tempo não cura feridas se você não aprender a ter maturidade conforme ele anda.


A vida não é um jogo de um dia após o outro a vida se não levada a sério, no final não significou nada. Você será só mais uma estatística no contador da morte.


Mudar não é renascer é saber quem você realmente é

“Monólogo do Inescolhido - Ato II”


E se o amor não for para mim?
E se eu tiver nascido fora dessa gramática secreta que une os corpos?
Fora da partitura onde os corações se encontram em compasso?
Há quem fale que o amor é universal, mas e se houver exceções?
E se eu for uma delas?
Às vezes, penso que o amor é uma língua que não aprendi.
Vejo os outros trocarem palavras de ternura, sinais, olhares… E eu, estrangeiro, só consigo assistir, sem tradução possível.
Ninguém me escolhe porque ninguém me entende ou porque nunca houve nada em mim digno de tradução?
E, no entanto, eu amo.
Amo com uma fome que me devora, com um excesso que ninguém parece querer.
Talvez seja isso... meu amor é demais para caber em alguém.
Ou talvez não seja nada, só um engano, um reflexo de desejo mal interpretado como amor.
E se o amor não passar de invenção?
Um mito contado para que suportemos a vida, ou um truque de sobrevivência da espécie disfarçado de poesia?
Se for assim, estou duplamente condenado, porque sofro a ausência de algo que talvez nunca existiu e ainda me culpo por não ser suficiente para alcançá-lo.
Estou cansado até de esperar.
Cansado de me perguntar o que há de errado em mim.
Cansado de abrir espaço dentro do peito e vê-lo sempre vazio.
Cansado de me oferecer em silêncio, como uma prece que nunca encontra deus.
E ainda assim, continuo.
Continuo porque não sei como parar.
Porque, se largar essa esperança, não sei se sobra alguém em mim.
Talvez eu seja apenas isso... Um corpo que insiste, uma alma que suplica, um resto humano que pede ao universo aquilo que ele nunca teve a intenção de me dar.

“Monólogo do Inescolhido - Ato IV”


Já não sou apenas eu.
Sou o nome secreto da ausência, a carne em que a solidão encontrou abrigo.
Sou o espelho vazio onde ninguém ousa se mirar.
O que antes era dor se transfigurou e eu me tornei o próprio destino dos que não são escolhidos.
Não sou mais um homem que espera.
Sou a espera em si, interminável, ancestral, inquebrantável.
Sou o intervalo entre um coração e outro, a cadeira sempre vazia na mesa do banquete, a sombra que acompanha os passos dos amantes sem jamais tocá-los.
Meus ossos já não carregam apenas o peso do cansaço, carregam o eco de todos os que um dia também não foram escolhidos.
Sou herdeiro de uma linhagem invisível... os esquecidos, os descartados, os amores interrompidos antes de nascer.
Eu sou o coro silencioso de todas essas vozes.
Há tragédia, sim, mas também majestade.
Porque no fim, ser o "Inescolhido" é carregar uma coroa invisível... A coroa de quem prova ao mundo que o amor não é universal.
Que há fendas no tecido, falhas no destino, almas destinadas a não pertencer.
E eu pertenço a esse vazio.
Sou guardião da ausência, sacerdote de um altar onde não há oferendas, rei de um reino deserto.
Se algum dia me perguntarem quem sou, não direi meu nome.
Direi apenas: Sou aquele que não foi escolhido.
E nisso há tragédia, mas também eternidade.
Pois enquanto o amor é efêmero, passageiro, sujeito ao fim, a solidão que carrego não conhece término.
Ela é perpétua.
E eu, cansado mas erguido, sou a sua face humana.

Há dias em que eu penso que viver é um ofício delicado.
Não um trabalho de esforço, mas de escuta.
A vida não se revela no barulho das conquistas, mas nas frestas pequenas do tempo —
num olhar demorado, no cheiro do café, num pôr do sol que insiste em ser bonito,
mesmo depois que tudo parece cansado demais.


A existência é uma travessia.
Nascemos com o coração limpo, e ao longo do caminho vamos colecionando memórias,
feridas, amores, ausências e fé.
É assim que a alma aprende a ter forma —
como um vaso moldado por tudo o que nos toca e, ao mesmo tempo, nos parte.


Há quem diga que o tempo cura.
Eu acho que ele apenas ensina.
Ensina que crescer é se despedir com mais ternura,
que envelhecer é aprender a deixar os dias passarem sem tanto medo de perdê-los,
porque o que realmente fica não é o que vivemos,
mas o modo como fomos tocados pelas coisas simples.


A efemeridade é uma professora exigente.
Ela sussurra, com voz mansa e firme: “Nada é para sempre, e é justamente por isso que vale.”
E então percebemos que o amor, a dor e a saudade são da mesma família —
todos nascem daquilo que um dia foi vivo e, por isso mesmo, nos deixou marcas.


Viver, no fundo, é aceitar ser passagem.
É entender que o corpo se cansa, mas a alma não.
A alma é o que sobra quando o tempo se recolhe —
é o que permanece quando tudo o que é visível já partiu.


Talvez o sentido da vida não esteja em buscá-lo,
mas em permitir que a vida nos encontre
nos instantes em que deixamos de correr atrás dela.

Se amar fosse um erro, eu estaria a errar, pois quando te encontrei era impossível não se apaixonar
Teve um tempo que achava que o amor não era pra mim, sempre vivia na solidão, achando que sempre seria assim
Mas aí, sem previsão, vc chegou e no meio dos meus monstros vc me encontrou
E naquele exato dia o seu amor
Me salvou

Eu não posso mais
Não posso mais fazer isso comigo
Não posso mais viver assim


Quem eu vou ser se continuar assim
Nem mesmo depois de tanto tempo;
Tanta dor;
Tando cansaço;
Eu não consegui apaguar o passado
Ainda sinto ele pairando sobre mim
Como se fosse o maior dos karmas


Porque eu não consigo mudar?
Oque me prende?
Oque eu vejo no sofrimento? Que inconscientemente me faz ficar?
Oque eu ganho revivendo memorias;
Questionado o passado;
Imaginando o irreal;
Porque? Porque? Porque?


Não tem como continuar assim
Eu não posso fadar minha vida desse jeito
Eu sou tão jovem, mas já parece que é tão tarde


Mimira(^-^)
(Hii little disclaimer: eu queria escrever sobre oque eu estava sentido então eu não revisei o textoe e eu estou com sono vcs entendem né)

Se eu morresse hoje…

Penso se eu morresse hoje...O que mudaria?...

Mortos não estão concios de nada, não respiram, não piram, não falam.

Na brevidade da vida meu suor escorre por minhas mãos, minha vida escorre pelo tempo e minha história a vida se encarrega de contar.

Ao passo que caminhamos pra morte, natural, ela é bela e forte, ao passo que há despedida da vida, ela nutre o que nos é vital.

Penso em pessoas, penso em mudanças, penso em tristeza, dor, alegria em pranto.

A vida nos é pequena, a morte um ser durável, as vezes é serena, por vezes condenada.

Se hoje me vier, de certo não aprovo, não fiz planejamento, não quis um breve norte.

Se ela surge do além, se ela vem sem dar aviso, já não sei se fico aqui, esperando ou se só vivo.

GRATIDÃO

Não sou tudo o que eu quero ser ainda
Mas já sou mais do que pensei que seria
Carrego sonhos que ainda me esperam
Mas também vitórias que já me definem

Eu sou a resposta das orações
O reflexo de tantas decisões
De recomeços, quedas e perdões
Força que nasceu do coração

Às vezes eu esqueço de agradecer
Cobro de mim o que ainda falta ter
Mas lá atrás tudo o que eu queria
Era chegar até aqui, e hoje é meu dia

Então eu respiro e deixo acontecer
Mesmo sem ter tudo, já sou tanto em mim
E o que ainda falta, um dia vai nascer
Mas já sou gigante só por estar aqui

O tempo mostra que cada ferida
Se transforma em nova saída
E cada passo que parecia pequeno
Me trouxe até aqui, inteiro e sereno

Às vezes eu esqueço de agradecer
Cobro de mim o que ainda falta ter
Mas lá atrás tudo o que eu queria
Era chegar até aqui, e hoje é meu dia

Então eu respiro e deixo acontecer
Mesmo sem ter tudo, já sou tanto em mim
E o que ainda falta, um dia vai nascer
Mas já sou gigante só por estar aqui

Eu sou caminho, eu sou verdade
Eu sou força, eu sou metade
Do que ainda vou viver
E inteiro do que já conquistei

Então eu respiro e deixo acontecer
Mesmo sem ter tudo, já sou tanto em mim
E o que ainda falta, um dia vai nascer
Mas já sou gigante só por estar aqui

“Às vezes, eu só queria não sentir tanto.

Amar com o coração inteiro cansa…
Cansa entregar tudo, cuidar, se doar — e no fim, ficar com as mãos vazias.
Eu sempre amei de verdade, mas só me enrolaram, nunca souberam valorizar.
Nos livros, o amor é puro e recíproco.
Na vida real… ele machuca quem só queria ser amado do mesmo jeito.”

Tic Tac


O tempo passa,
as pessoas falam,
eu olho —
mas não enxergo.
Escuto —
mas não ouço.
Como se tudo fosse silêncio
e eu, um eco esquecido.


Estar presente ou não,
já não faz diferença.
Invisível,
me tornei sombra
de mim mesmo.


Quem sou eu?
O que sou eu?
Quem devo ser?
Quem quero ser?
As perguntas antes iam,
agora ficam.
Martelam.
Perturbam.
Enlouquecem.


No peito,
bate a falta.
Falta de algo,
de alguém,
de um gesto,
de um olhar,
de um abraço,
de um toque,
de um sorriso,
de uma palavra.


O peito está vazio.
Todos levaram o que havia.
Um amor?
Já não existe.
Uma felicidade?
Se foi.
Resta um corpo,
vazio,
com uma máscara sorridente
trincada,
empoeirada,
cansada.


E ainda assim,
ele anda.
Como se tudo não estivesse mudo.
Como se tudo estivesse bem.

Decepção
Hoje não vou escrever sobre como alguém que eu amei, me depcionou
Mas, como eu me tornei a decepção da minha mãe
Decepcionar alguém é muito pior do que ser odiada
Porque você se sente um lixo, olhar pra pessoa que magoamos por não agirmos de acordo com os princípios e valores que lhe foi repassado
É muito triste, porque não foi dessa maneira que fui educada
Eu não sei porque fui tão irresponsável e imatura
Eu não deveria ser assim, o que há de errado comigo?!
O vício é muito pior do que a depressão, porquê quando somos irracionais e simplesmente nos deixamos controlar pelo vício
Tentamos incansavelmente suprir um vazio que jamais será preenchido
Sempre irá faltar uma parte de mim, porquê acho que nasci pra não ser completa
Nasci para não ser o suficiente, existe algo faltando na minha mente
Eu sinto muito por ser uma decepção


23 de Outubro de 2025