Textos poemas sobre Filhos
Deus ama tanto os seus filhos. Criou um lar lindo e maravilhoso para acolher as suas criaturas.
E deixou em todo lugar demonstração do seu infinito amor.
A começar pelo ar que respiramos, nas belas flores perfumadas, na chuva que refresca, no alimento que cresce no campo, nas ervas que curam, nas belas cachoeiras e oceanos, nos animais, nas árvores frondosas.
Criou tudo de modo perfeito e essencial para a nossa sobrevivência.
Deu inteligência para que pudesse evoluir, um coração para amar, um cérebro para pensar, boca para falar.
No entanto, parte da humanidade não se da conta desses presentes, dessa riqueza toda.
Usam sua inteligência para praticar a maldade, corrupção, criar armas nucleares, praticar o roubo, causar a destruição em massa.
Destroem e ao mesmo tempo se autodestroem com bebidas, brigas, ganância, egocentrismo, drogas, etc.
Tentam ser autossuficiente, achando que podem cuidar de si próprio, isolam-se em seus mundos. Cada um por si, Deus por todos.
Insatisfeitos com o que tem, devastam o próprio lar (natureza) sem limites, maltratam e matam os animais, poluem o que é de mais precioso o ar, a água. E vai mais longe devasta a própria família.
Usam o coração para guardar ódio, rancor, o cérebro para cultivar pensamentos negativos e pensar no que é mal.
Usam a boca para ofender, discriminar e para maldizer.
O ser humano sem Deus vai se esvaziando de sua humanidade, ele nem se da conta, mas vai aos poucos se transformando num carrasco.
Corre o mundo procurando satisfação em lugares errados, vai até os confins da terra, mas não encontra a tão sonhada paz e felicidade. Não consegue descobrir que paz e felicidade virão do seu interior, da sua comunhão com Deus.
Deus entristece, ao ver que o lar que Ele criou para nós, esta sendo destruído de modo tão cruel.
Entristece ainda mais, ao ver a maior de sua criação se autodestruindo e destruindo ao próximo. Contudo o Seu amor pelo ser humano é tão infinito que foge ao nosso entendimento.
Cheio de compaixão cede-nos a oportunidade de restauração e transformação a quem lhe pedir.
FILHOS REVOLTADOS.
Há filhos que crescem sentindo um desconforto constante dentro da própria casa. Não é briga declarada, nem ódio explícito. É um incômodo silencioso que se transforma em distância. Eles culpam os pais pelo que não foram, pelo que não tiveram ou pelo que acreditam que mereciam ter sido. Carregam uma insatisfação permanente, como se algo essencial lhes tivesse sido roubado na infância.
Esses filhos raramente percebem o peso dessa postura. Tornam-se ásperos no trato, impacientes, mal-educados nas pequenas coisas. Respondem com ironia, com silêncio agressivo ou com desprezo disfarçado. Preferem a rua à casa, o sofá do amigo ao próprio quarto, a madrugada fora ao convívio familiar. E quando estão em casa, fecham-se. Trancam-se no quarto como quem ergue um muro para não ser alcançado.
Segundo Floyd, esse tipo de comportamento nasce quando o filho transforma os pais em culpados eternos. Ao fazer isso, ele entrega a própria vida emocional nas mãos do passado. Floyd afirma que, quando o adulto continua exigindo dos pais aquilo que já não pode mais ser dado, ele permanece preso a uma infância não resolvida. A revolta, nesses casos, funciona como uma defesa: é mais fácil acusar do que assumir a própria responsabilidade pela própria história.
O problema é que essa fuga constante cobra seu preço. A casa deixa de ser abrigo. Os pais envelhecem à distância. O diálogo se perde. E o filho, mesmo cercado de pessoas, continua carregando um vazio que nenhuma casa de amigo consegue preencher.
A minha dica, ou sugestão, é dura, mas necessária: esse tipo de filho precisa crescer emocionalmente. Precisa olhar para os pais como humanos falhos, não como deuses que falharam. Precisa parar de cobrar o que já passou e começar a construir o que ainda é possível. Conversar, estabelecer limites, buscar terapia, assumir escolhas. Enquanto a culpa estiver sempre no outro, a vida nunca estará, de fato, nas próprias mãos.
Oração para os filhos: Libertação e Proteção
Deus Todo Poderoso! Grande "Eu Sou".
Sei que nada passa despercebido em tua visão, tudo o Senhor vê, houve, tudo o sabes.
Entrego a vida dos meu filhos em tuas mãos, Pai amável. Senhor,
Se tiver algum mal que os impeça de crescer e seguir adiante, quebra! Para que possam cumprir com o propósito do Senhor em suas vidas. Envie anjos em seu favor, para dar-lhes a proteção necessária em meio as ciladas do maligno; livra-os de toda espécie de mal que há sobre os céus, e debaixo do sol, até os confins da terra. E
Corrija-me, segundo à sua vontade para que possa eu permanecer sendo uma fiel serva do Senhor e também boa mãe para os mesmos. Dá-me, Senhor meu! as condições necessárias para que eu possa ampará-los conforme suas necessidades terrenas e espirituais, pois creio na tua proteção, no teu cuidado e no teu amor, para com nosotros, vermezinhos de Jacó, povozinhos de Israel. Em nome de Jesus! Amém. Graças te dou.
Oração aos filhos...!!!
(Nilo Ribeiro)
Oração feita com muita crença,
direcionada ao Bondoso Senhor,
livra os filhos das desavenças,
coloca-os no caminho do amor
Deus, peço a Sua generosidade,
dê aos filhos toda proteção,
livra-os de toda vaidade
e também da tentação
oração simples e dedicada,
dirigida ao Senhor Jesus,
livra-os de toda emboscada,
e do peso que não vem da cruz
uma oração sem segredo,
de um coração sereno e puro,
livra-os de todo medo,
sé para eles o porto seguro
Pai, dá-lhes toda confiança
e que jamais percam a esperança...
“Pai, os filhos são Teus filhos,
não os deixes sair dos trilhos”...!!!
Amém...!!!
FILHOS DE UM MESMO TORRÃO
Que importa se és branco ou negro, gordo ou magro?
Pra que tanta distinção?
Se viemos de um mesmo canto, arrancados de um mesmo barranco, filhos de um mesmo torrão?
Pra que tanta distinção?
Vejo uns assentados ao alto, enquanto outros se assentam ao chão.
Uns se achando tão nobres no seu eu,
Olhando o irmão mais pobre, julgando-lhe um plebeu.
Pra que tanta distinção?
A vida é para ser vivida com amor e compaixão.
Afinal, quando os olhos se fecham,
Não importará tua veste; se vivias em choupana ou mansão, voltarás de onde vieste, repousarás tua fina veste sob o mesmo torrão.
Pra que tanta distinção?
Recebeste o mesmo sopro, tal qual o de Adão, amassado do mesmo barro no dia da criação.
Pra que tanta distinção?
Quando teus dias terminarem, em uma só fração, recolherá o teu fôlego Aquele que não te deu distinção.
Nosso lar deveria começar e terminar na sala de estar.
Por LINA VEIRA
Lembro quando meus filhos eram crianças, eu costumava levá-los para brincar na praia e ver o mar. Lá sempre foi uma extensão da nossa sala de estar.
Eles adoravam, e eu aproveitava para estimular brincadeiras de bola e de corrida na areia, aprimorar os elogios e mergulhar no mundo deles. Eu tive esse privilégio, e eles também.
O caçula, parecia ser o mais sintonizado com ambiente, com o irmão e com seu amor a família, um coração saudoso e amigo tem até hoje. O mais velho, sempre ativo e criativo, gostava de receber os amigos na sala de estar, de passar mais tempo no seu quarto e jogar bola com eles na beira do mar.
Mas o que tem haver ”nosso lar” com esse assunto? A praia em muitas circunstâncias, foi minha sala de estar com meus filhos, nosso momento de mais risadas e conversas, porque o verbo da vida em família precisa ser ESTAR. E “ A verdadeira beleza é com certeza a do interior” do nosso interior. Aquela que dura muito tempo e passa diretamente pelo coração imprimindo o caráter de um ser humano. Reconhecendo o território doméstico. Construindo um lar emocionalmente seguro em um mundo inseguro.
Estar junto em família , foi um dos momentos mais sublimes enquanto eles cresciam, e DEVERIA ser a resposta da pergunta: O que temos para todos os dias?
O lar precisa ser um refúgio , na qual os filhos voltassem repetidas vezes, por se sentirem mais seguros e protegidos. E essa expectativa positiva comunicasse com seguridade que existe uma família. Mas nem sempre é.
Uma família, duas famílias... Um lugar em que as crianças aprendessem o significado de ser responsável e de se importar com o outro, onde o coração e o tempo de todos moram em paz.
- Vamos para o quintal de casa, saiam dos bastidores. O verbo de uma família precisa ser ESTAR.
Compreenda a singularidade de cada filho, eles são ricas descobertas silenciosas da vida. Dê a eles uma memória e cultive seu caráter em vez de garantir que eles pareçam bons diante dos outros. Que fantástico ler isso!
E lembre-se , a sala de estar precisa ser um lugar espontâneo e lembrado para toda vida.
E seu lar, um lugar um lugar onde vocês possam assistir um filme juntos, lavar o carro num dia quente, ter uma refeição surpresa toda semana, jogar de tabuleiro e ser feliz.
Não cedam a coisas que destroem as relações familiares.
Lina VEIRA
Meus filhos, meus amores;
Minha vida, meus valores;
Meus presentes pequeninos enviados por Deus, riqueza que cresce e enriquece os caminhos meus.
Amor inexplicável, Amor afável, Amor sublime, Amor que exprime...
Sei que nem sempre ao lado deles eu posso ou consigo ficar;
Rogo aos anjos da guarda que com eles estejam para os abençoar, guardar e governar.
Agradeço meu senhor por cada momento, me transbordo de contentamento;
O ser MÃE foi seu maior e melhor invento.
Eu sou uma pessoa de baixa manutenção afetiva.
Amo ficar sozinha (ou com meus filhos), não faço questão de ligações, não cobro presença de ninguém, não mando mensagem todo dia, odeio incomodar e ser incomodada.
Gosto que respeitem meu espaço, detesto pessoas invasivas e controladoras, e não me convidem pra voltar pros "buracos" de onde saí, pq isso pra mim é regresso.
Não preciso que acreditem na minha evolução, pq não faz diferença pra mim, mas exijo que respeitem.
Se eu quiser posso mudar! E vc não precisa ficar!
TODO FILHO PRECISA DE UM PAI QUE ORA
De acordo com Platão, “não deverão gerar filhos aqueles que não querem dar-se ao trabalho de criá-los e educá-los”. Nesse sentido, todo filho necessita de um pai que lhe ofereça direção e proteção. A figura paterna exerce papel fundamental não apenas como provedor material, mas também como guia espiritual e moral. Ao se colocar em oração, o pai fortalece a própria fé e intercede pelo futuro de seus filhos. Essa prática representa uma ação de grande importância na vida de pai e filho, mesmo quando a história é marcada por experiências difíceis.
Em primeiro lugar, é necessário reconhecer que a presença paterna exerce influência direta na formação integral do filho. Mais do que prover recursos materiais, o pai que se coloca como guia transmite valores éticos e espirituais que moldam o caráter e fortalecem a identidade da criança. Essa orientação contribui para que o filho compreenda seu papel no mundo e desenvolva confiança diante dos desafios da vida. Assim, a figura paterna vai exercendo o papel de referência de responsabilidade e amor, fornecendo elementos indispensáveis para o crescimento saudável.
Além disso, a oração paterna representa uma prática concreta que reforça esse papel de guia e protetor. Ao interceder pelo futuro dos filhos, o pai demonstra que sua missão ultrapassa os limites do cuidado físico, alcançando a dimensão espiritual e emocional. Essa atitude evidencia que cada filho é portador de valor inestimável, digno de amor e atenção, mesmo quando sua história é marcada por dificuldades. Por exemplo, quando um pai ora pela saúde de um filho enfermo, pela sabedoria em suas escolhas acadêmicas ou pela proteção diante das influências negativas da sociedade, ele reafirma sua responsabilidade e amor. Dessa forma, a oração se torna expressão de hombridade e compromisso, fortalecendo os laços familiares e reafirmando a dignidade da pessoa.
Assim, também, “não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca” (Mt 18:14). Portanto, compreender o papel do pai como guia e intercessor é reconhecer que cada filho carrega dignidade e valor inalienável.
Valorizar essa prática é reafirmar a importância da família como espaço de proteção e crescimento, onde o amor e a responsabilidade se transformam em pilares de esperança. Autor: @R_drigos
Dessa forma, a oração paterna se revela como uma poderosa expressão de compromisso e fé, contribuindo decisivamente para a vida e o futuro dos filhos.
Autor: @R_drigos
Minha base tem nome: meus filhos.
São eles que me sustentam nos dias difíceis,
que me lembram quem eu sou
e por quem sigo em frente.
2026 vem aí, e eu vou com coragem,
com sonhos mais firmes
e com o coração ancorado no amor que construí com eles.
Tudo o que planto é por nós.
Tudo o que conquisto é com eles.
Minha força começa aqui
"A maioria dos senhores das guerras são pais, filhos e religiosos. São pessoas, mas que abriram mão disso, mesmo sabendo a importância das coisas que realmente importam. São seres que deixaram de existir como pessoas e ignoram a humanidade, a vida de cada ser vivo. São seus próprios desejos e ambições, e sempre alimentam seu ego e arrogância, assim como sua prepotência. São senhores de si mesmos, seus próprios deuses. Isolaram a culpa, e o sangue de quem morre rega seu próprio mérito."
Senhores das guerras
Por Marcio Melo
COMO CHEGUEI ATÉ AQUI?
Meu Pai não hesitou em ter filhos;
Minha mãe não deixou de acreditar e apoiar nas capacidade do marido e dos filhos;
Dos filhos/as do meu pai, se ele tivesse concordado com a visão do conceito humano, talvez teria sido um erro, e minha esposa não teria me conhecido; por fim Deus teria lhe demonstrado por longos anos da vida da sua existência.
Carta aberta aos meus lindos filhos
Queridos filhos,
Saibam que cada um de vocês me ensinou algo…
uma parte do que é o verdadeiro amor.
Com meus amados pais, eu aprendi o que é amar…
e vocês deram continuidade a esse laço tão puro,
tão verdadeiro… o AMOR.
Mesmo diante das dificuldades de ser uma mãe atípica,
nunca enxerguei isso como um fardo.
Pelo contrário…
entendi que Deus estava me moldando,
me transformando em alguém mais forte, mais sensível, mais amor.
O meu maior desejo é que sejamos felizes juntos… sempre.
E saibam: eu estarei com vocês em todos os momentos.
E quando um dia eu não estiver mais aqui…
não guardem tristeza.
Guardem o amor.
Guardem os momentos.
Guardem a felicidade.
Sejam felizes… porque isso é tudo o que eu sempre quis para vocês.
E lembrem-se:
mesmo que não me vejam,
eu estarei sempre olhando por vocês…
de onde eu estiver. 🤍
Seus filhos odeiam as igrejas?
Foi criado na igreja, mas dela não querem saber mais.
A culpa não é delas, mas sim de seus pais.
Quando chegavam em casa em vez de a Deus agradecer pelo dia maravilhoso e da noite de louvor.
Se sentavam a mesa para falar mal.do seu pastor.
Er mal do pastor, da dirigente do louvor, falavam mal do diácono e da Santa Ceia do Senhor.
Casal da língua ferina, língua sem unção, hoje choras a perda, dos filhos na prostituição.
Isso acontece em todos os cultos, com crentes que não têm não tem visão;
deixam de louvar a Deus e de viver em comunhão.
Falam mal de todos os crentes sem fazer acepção.
Depois ficam se perguntando onde foi que errou, para perderem os filhos que apresentaram ao para o Senhor?
Foi a sua língua grande falando mal da congregação hoje choras por vê seus filhos longe da congregação sem fé e sem esperança jogado na perdição.
Os filhos nunca morrem
Não, para suas Mães...
Quando um filho se vai
A Mãe se veste de luto.
Seu universo se desfez
Os dias parecem morrer
As lágrimas parecem congelar
Também parou de viver.
Sua dor é lancinante
Estampada em seu semblante
Tatuada em seu olhar.
A morte levou o seu filho
Ela não pôde evitar
Mas seu amor infinito
Jamais mudará de lugar.
MIGALHAS DA GRANDE MESA.
A INGRATIDÃO DOS FILHOS E OS LAÇOS DE FAMÍLIA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Entre todas as dores que atravessam o espírito humano, poucas são tão lancinantes quanto a ingratidão dos filhos. A pobreza pode ferir o corpo. A enfermidade pode consumir os dias. As perseguições sociais podem dilacerar a dignidade. Contudo, quando o sofrimento nasce dentro do próprio lar, quando a frieza brota daqueles que receberam colo, alimento, renúncia e amor, a alma experimenta uma das mais profundas provas morais da existência terrestre.
O Evangelho Segundo o Espiritismo apresenta essa questão não apenas como drama psicológico ou conflito social, mas como fenômeno espiritual de longa duração, vinculado aos processos reencarnatórios, às leis de afinidade moral e às reparações do pretérito. A Doutrina Espírita desloca o problema da mera ótica biológica e o eleva à dimensão transcendente da consciência imortal.
A família, segundo o Espiritismo, não é simples agrupamento consanguíneo formado pelo acaso biológico. Antes de tudo, constitui reencontro de Espíritos ligados por afinidades, débitos, afetos, antagonismos e necessidades de crescimento mútuo. Muitas vezes, aqueles que hoje se chamam pai, mãe, filho ou irmão já estiveram unidos em existências pretéritas sob outras circunstâncias. O amor pode reunir. O ódio também. A reparação moral frequentemente reorganiza os vínculos que outrora foram destruídos pelo orgulho, pela violência ou pelo abandono.
É precisamente nesse ponto que o texto de Santo Agostinho adquire profundidade filosófica admirável. O Espírito que desencarna não abandona instantaneamente suas paixões. Leva consigo ressentimentos, desejos, tendências e marcas psicológicas profundamente sedimentadas. A morte não santifica ninguém. Apenas remove o invólucro físico. A individualidade prossegue sendo aquilo que moralmente construiu em si mesma.
Por essa razão, muitos Espíritos carregam para além do túmulo animosidades violentas. Alguns despertam para o arrependimento e compreendem que somente a caridade pode libertá-los da própria inferioridade. Entretanto, compreender não significa vencer imediatamente. A consciência vacila entre o desejo de renovação e os impulsos cristalizados do passado. Surge então o drama íntimo da reforma espiritual.
Em diversos casos, segundo a ótica espírita, o Espírito pede para renascer exatamente no seio da família daqueles a quem odiou ou por quem foi odiado. A reencarnação converte-se, assim, em mecanismo educativo da Providência Divina. O antigo adversário retorna como filho. O ofendido reaparece como pai. O perseguidor nasce sob os cuidados daquele que perseguiu. A convivência doméstica torna-se oficina de reconciliação.
Sob essa perspectiva, muitas antipatias aparentemente inexplicáveis da infância deixam de ser vistas como simples caprichos temperamentais. Existem crianças que, desde muito cedo, demonstram rejeição intensa, revolta desproporcional ou frieza afetiva sem causa aparente na atual existência. O Espiritismo interpreta certos casos como reminiscências emocionais profundas, impressões subconscientes oriundas de experiências anteriores ainda não pacificadas.
Tal entendimento não pretende estimular fatalismos psicológicos nem justificar abusos familiares. Pelo contrário. A Doutrina Espírita responsabiliza moralmente os pais pelo esforço educativo e afetivo destinado ao progresso espiritual dos filhos. A educação deixa de ser mero preparo intelectual e transforma-se em tarefa sacramental da alma.
O lar converte-se em laboratório moral.
Cada gesto dos pais modela estruturas psíquicas profundas na criança. A indulgência excessiva fortalece o egoísmo. A ausência afetiva alimenta inseguranças futuras. A violência verbal produz traumas silenciosos. A negligência moral favorece tendências destrutivas já existentes no Espírito reencarnante. Assim, o Espiritismo compreende que educar não é apenas ensinar regras sociais, mas auxiliar o Espírito a dominar suas imperfeições ancestrais.
A metáfora utilizada no texto é extremamente significativa. Os pais devem agir como jardineiros atentos, cortando os rebentos defeituosos antes que se transformem em raízes profundas. O orgulho e o egoísmo, se alimentados desde cedo, convertem-se mais tarde em ingratidão, insensibilidade e endurecimento moral.
Sob o prisma psicológico, percebe-se aqui extraordinária lucidez acerca da formação da personalidade humana. A infância constitui período de plasticidade emocional intensa. Tendências morais podem ser fortalecidas ou enfraquecidas conforme o ambiente afetivo, os exemplos familiares e os estímulos recebidos. O Espiritismo antecipa, em muitos aspectos, reflexões modernas sobre condicionamento emocional, desenvolvimento ético e estruturação psíquica da consciência.
Entretanto, o Evangelho Espírita também consola os pais que, apesar de todos os esforços sinceros, enfrentam filhos ingratos ou moralmente perturbados. Nem toda responsabilidade pertence à família atual. Existem Espíritos profundamente comprometidos consigo mesmos, resistentes ao progresso, que utilizam o livre-arbítrio para permanecerem estacionários. Nesses casos, o sofrimento dos pais converte-se em prova expiatória e testemunho de perseverança moral.
As dores domésticas possuem singular intensidade porque atingem diretamente o centro afetivo da alma. Há indivíduos que suportam heroicamente a fome, a miséria e as humilhações sociais, mas desmoronam diante da indiferença de um filho. Isso ocorre porque os laços familiares penetram regiões profundas da sensibilidade humana. O coração paterno e materno frequentemente ama sem condições, sem contratos e sem medidas.
Quando esse amor não encontra reciprocidade, instala-se uma das mais amargas experiências da existência terrestre.
Todavia, o Espiritismo procura impedir que a dor se transforme em desespero absoluto. A reencarnação relativiza o instante presente. O filho ingrato de hoje pode tornar-se amanhã o Espírito arrependido que retornará buscando reconciliação. Nenhum sofrimento é eterno. Nenhuma consciência permanece para sempre endurecida. A justiça divina opera através de séculos invisíveis ao olhar humano.
Há também dimensão sociológica extremamente relevante nesse ensinamento. Em épocas marcadas pelo individualismo exacerbado, pela dissolução dos vínculos familiares e pela cultura do imediatismo, a ingratidão filial tornou-se fenômeno cada vez mais recorrente. Muitos pais envelhecem abandonados emocionalmente. Tornam-se instrumentos utilitários descartados após cumprirem funções materiais. A sociedade contemporânea frequentemente estimula autonomia sem responsabilidade moral, liberdade sem dever e prazer sem gratidão.
O resultado inevitável é a erosão dos laços afetivos.
O Espiritismo propõe caminho oposto. A família não é prisão cármica destinada apenas ao sofrimento, mas instituição educativa da alma. É dentro dela que o Espírito aprende tolerância, renúncia, perdão, disciplina emocional e fraternidade. As imperfeições que emergem no convívio doméstico revelam precisamente aquilo que ainda necessita ser curado.
Por isso Santo Agostinho conclui exortando os pais a acolherem até mesmo os filhos difíceis como irmãos espirituais em processo de restauração. Muitas vezes, aqueles que mais causam perturbação são justamente os que mais necessitam de amparo moral. A família verdadeira não se define apenas pela harmonia natural, mas pela capacidade de permanecer unida diante das provas.
Existe profunda grandeza espiritual na mãe que continua amando o filho ingrato. Existe heroísmo invisível no pai que persevera orientando aquele que o despreza. Tais criaturas silenciosas carregam cruzes morais que raramente são compreendidas pela sociedade, mas que possuem elevado valor diante das leis divinas.
A ingratidão dos filhos não representa apenas falha afetiva humana. Em muitos casos, constitui reflexo de conflitos antigos ainda não resolvidos entre consciências imortais. E os laços de família, longe de serem acidentes biológicos passageiros, revelam-se instrumentos providenciais para a reconstrução do amor onde outrora existiram ruínas morais.
Porque, diante da eternidade, nenhuma lágrima sincera é inútil. Nenhuma renúncia amorosa permanece esquecida. E nenhum coração que verdadeiramente ama atravessa as sombras da existência sem recolher, mais cedo ou mais tarde, as claridades da redenção espiritual.
Fontes consultadas.
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Santo Agostinho
O Livro dos Espíritos
José Herculano Pires
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O legado da desesperança
Não ao casamento
Não aos filhos
Não aos animais
Não há marido
Somente caos
Caos dentro, caos fora
Cacos
Dentro de mim há cacos de vidro
Despedaço quase sempre
A minha vida é uma tormenta
E em tudo há água
Ou a falta dela
Lágrimas correm dos meus olhos
Continuo engolindo dores nunca curadas
As tentativas de silenciamento e desistências são tantas
Que não sei até quando irei suportar.
A solidão
"Feliz Dia das Mães, pelos nossos filhos que a gente não teve, mas que, de alguma forma, já nos ensinaram o que é cuidar.
Pelas noites em que imaginamos seus nomes, pelos sonhos que construímos sem saber se viriam, e por todo o amor que ficou guardado — esse amor inteiro que não tinha outro destino senão ser seu.
Você é mãe também. Pela sua capacidade de gerar afeto, cuidado e acolhimento. E eu te amo mais ainda por ver como esse amor não vivido nos fez mais gentis, mais próximos, mais nossos.
Te amo. E hoje, celebro você — mulher, parceira, e dona de um coração que já amou até o que não pôde ter."
Boa tarde!
Deus sempre cumpre suas promessas e mantém sua fidelidade para com seus filhos. Ele é bondade, justiça, misericórdia e, acima de tudo, o amor.
Podemos confiar e descansar em Sua palavra, sabendo que nunca nos abandonará.
"Deus é fiel", essa é uma verdade poderosa e reconfortante que nos lembra do cuidado e amor inabaláveis de Deus por nós.
Podemos confiar nele em todas as coisas e esperar, com alegria, suas bênçãos e promessas se cumprindo em nossa vida.
- Edna Andrade
A MADRE TERESA NÃO TEVE FILHOS, MAS SOUBE RETRATAR A TRAJETÓRIA DOS FILHOS; 'Os filhos são como as águias, ensinarás a voar mas não voarão o teu voo. Ensinarás a sonhar, mas não sonharão os teus sonhos. Ensinarás a viver, mas não viverão a tua vida. Mas, em cada voo, em cada sonho e em cada vida permanecerá para sempre a marca dos ensinamentos recebidos."
Maravilhoso ensinamento. Não se frustre em relação aos filhos. Ademar de Borba
