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Quisera Eu

Quisera eu ser sempre uma criança, livre de todos os sentimentos e prazeres da vida. Com minha atenção totalmente voltada a diversão e ao presente, sem preocupação alguma em relação ao futuro.
Quisera eu ser um sábio, conhecedor de todas as verdades, nunca me confundir, nunca ter dúvidas, nunca me decepcionar com minhas escolhas.
Quisera eu ter nascido sem coração, nunca me apaixonar, nunca me magoar, nunca sofrer. Não estar envolto nesse mar de ilusões que chamamos de amor, que todos nós mergulhamos e acreditamos que seja algo real.
Quisera eu ser livre de todas as minhas responsabilidades. Curtir mais minha vida e aproveitar tudo o que ela tem a oferecer.
Quisera eu voar, viver longe dessa violência, dessa maldade que assola a humanidade, viver entre as nuvens, não precisar me vestir ou me portar de outro modo para as outras pessoas me verem. Explorar e imensidão do céu, enxergar sempre a luz do sol e nunca viver dias frios e cinzentos.
Quisera eu mudar o mundo, acabar com todos os problemas, toda a falsidade, todo falso moralismo, mostrar as pessoas que nosso tempo é curto demais pra perder com tanto mau-humor, tanto orgulho e com tantas outras coisas tão pequenas.
Quisera eu cuidar dos meus próprios problemas, dos meus sentimentos e dos meus desejos.
Quisera eu encontrar logo a pessoa certa, e parar de perder tempo com as erradas, assim evitaria mágoas, noites em claro e ficar sofrendo por alguém que não merece.
Quisera eu conhecer o futuro, e não ficar tão ansioso e cheio receios, não ter tantas dúvidas, incertezas e decepções.
Quisera eu ser eu mesmo, sem precisar me preocupar com o que os outros pensam ou acham de mim, sem precisar agradar ninguém, sem precisar ser outro eu.
Quisera eu entender a essência da vida, o sentido de amar, a importância das amizades, o fundamento familiar, saber de onde viemos, quem somos e pra onde vamos. Entender o motivo de estarmos aqui e não apenas estar.
Quisera eu sair dessa rotina chata que nós vivemos. Viver mais e sobreviver menos.
Quisera eu não ter tantas dúvidas. Realizar todos os meus sonhos e satisfazer todos os meus desejos.
Quisera eu ser mais certo e seguro sobre mim mesmo, deixar o comodismo de lado um pouco, agir mais e querer menos.

Girassol

Aquele pequeno girassol, me lembra aquela grande garota
Ela é o sol da minha vida.
Ela é a luz da minha escuridão.
Ela é a coisa boa que há em mim.
Aquele Girassol me lembra das nossas boas lembranças.
Me lembra dos seus cabelos longos.
Do seu perfume cheiroso.
Garotas como ela, são surreais.
São como diamantes, raras e valiosas.
Ela é uma estrela passageira.
Ilumina e vai embora.
Ela é o paraíso do meu inferno.
Por ela, eu iria de carro até a Bahia.
Por ela, eu escalaria o pico mais alto do mundo.
Ela é completamente irresistível.
Articulada e interessante.
Aquele Girassol me lembra do seu sorriso.
Dos seus olhos castanhos.
Ela é como leão.
Sabe onde pisa e como pisa.
Ela não é daquelas que briga.
Ela prefere o silêncio, essa é sua maior defesa.
Sua autoestima incomoda todos à sua volta.
Eu não sou de muitos
Mas hoje eu serei dela.

EXISTENCIALISMO: UM ESTILO DE VIDA
Problemas existenciais são próprios da humanidade. No entanto, o movimento filosófico existencialista, que fez emergir filosofia(s) do existencialismo, só ocorreu após a Segunda Guerra Mundial (1945) porque a Europa se encontrava no caos, com todos perplexos e descrentes dos tradicionais valores burgueses, com necessidade de superar esses valores através de um novo estilo de vida, que ficou caracterizado, de forma arbitrária, como “existencialista”, sendo, portanto, caricaturado pela aparência descuidada e não higiênica; pelos cabelos desalinhados; pela oposição ao moralismo, às normas sociais, à demagogia; pela exibição de um modo de vida sombrio, amargo, melancólico, entre outros adjetivos similares. O movimento hippie foi considerado um dos exemplos do estilo de vida existencialista, da filosofia existencialista defendida por Jean-Paul Sartre, que foi criticado inclusive por brasileiros ilustres, como Tristão de Athayde, e católicos que acreditavam que esta corrente de pensamento ameaçava a fé cristã.
Nos anos sessenta e na primeira metade dos anos setenta conheci este estilo de vida, aproximei-me um pouco dele, mas como não deixei completamente de lado as tradições burguesas, porque embora tenha continuado trabalhando para sobreviver e estudando, acreditava que através do diploma teria uma vida melhor, quer dizer, uma vida burguesa ou uma vida de burguesa.
É verdade! Com o tão sonhado diploma, com letra maiúscula, tive acesso a concurso público, horários definidos verticalmente e salário bem razoável para quem pensava que era livre. As consequências: um estilo de vida próximo do burguês, com direito a carro zero, apartamento alugado porém mobiliado, viagens e lazer. Esse “estilo” ficou mais “certinho” com os valores embutidos no casamento, no nascimento e acompanhamento dos filhos e, especialmente, no tipo de trabalho que fazia: cuidar de gente. Não deixou de ser um “enquadramento” no estilo “normal” da classe média brasileira. Com isto, adeus ou até breve àquela filosofia, vã filosofia.
Mas, lá no “fundo” do meu ser, na sua essência, aquele que ficou para trás era o meu mundo, especialmente pela liberdade que ele proporcionava tanto no meu imaginário quanto no concreto da minha existência.
O tempo passou, e muito, mas o existencialismo continuou “passeando” no meu imaginário e no meu cotidiano pois tudo que vivia obviamente tinha a ver com existência, com a minha existência, com a existência de outras pessoas, de todas as pessoas! Ainda hoje, na solidão em que vivo, me “pego”, às vezes, pensando/falando que gosto de conversar sobre assuntos existenciais, aqueles que tratam da existência humana, do que mostramos na vida afora, e da sua contraparte, a essência, aquilo que é, do jeito que é. Fico a pensar: a essência é a essência. Dificilmente a perdemos por completo mesmo quando desviamos, como foi o meu caso, do caminho que eu vinha construindo desde criança: um caminho cujas fronteiras eram ilimitadas.
Nesse período da minha vida, eu já sabia que cada um tem a sua vida, o seu caminho, a sua existência e a sua essência. Lutei pelo meu do jeito que foi possível! Ainda adolescente, mesmo contra as ideias do meu pai de que uma garota deveria aprender “prendas domésticas”, saí de uma cidade do interior da Bahia e fui fazer o segundo grau (atual ensino médio) na Capital (Salvador). Assim, antes mesmo de ouvir falar em Kierkegaard, já sabia/sentia que havia vários tipos de existencialismo sem mesmo saber o que este termo significava. Muito mais tarde, só no mestrado e, principalmente, no doutorado, fiquei conhecendo o pensamento de alguns filósofos e deste que confirmou para mim que há sim diferentes tipos de existencialismo uma vez que cada pessoa tem uma visão individual das questões humanas, que cada ser humano tem uma experiência singular de vida.
Do segundo grau à vida como docente universitária, estive engajada em movimentos sociais-políticos, de modo que o coletivo superou o individual mas, por sorte, não perdi este de vista embora o tenha minimizado, quem sabe, o esquecido num canto pois esta é uma questão ainda não resolvida. Aliás, são tantas as questões não resolvidas: de onde vim? Para onde vou? O que tenho feito e o que está por fazer? Por que isto ou aquilo não deu certo? Existe certo e/ou errado? Qual o sentido da minha existência? Por que tamanha insatisfação/inquietude? Tantas e tantas outras... A solidão contribui, e muito, para a emergência de questionamentos desta natureza. Será/seria uma herança do modo de vida na infância e na adolescência, como aconteceu com Kierkegaard?
Quando mais jovem era mais presa à objetividade, chegando, inclusive, a me debruçar sobre filósofos materialistas. Talvez porque fosse mais fácil me apropriar do concreto ou me desapegar dele. Quem sabe não ter sido essa a opção para fugir da subjetividade, ou melhor, da realidade? Realidade versus subjetividade? Subjetividade versus realidade? Complexo demais para mim!
Sempre há uma saída mas a que encontrei para chegar à compreensão, mesmo tênue, da subjetividade, foi por demais dolorida, decorrente de muitas perdas imateriais. Mas era preciso acreditar no que não se vê! Eu tinha/tenho necessidade de Encontrá-lo. Primeiro, é preciso ter a fé que tudo suplanta e que se encontra acima da razão mesmo que esta continue orientando algumas das minhas/nossas ações. Fiz uma longa peregrinação em busca desta fé. Caminhei por montanhas, vales, atravessei riachos, conheci pessoas de fé, vivi momentos de fé, mas não sei, ainda, se sou uma mulher de fé. Só sei que ter fé, ser um homem ou uma mulher de fé, não é fácil! Continuo procurando esta fé em toda parte: fora e dentro do meu eu mas quando e como saberei que a encontrei? A subjetividade traz questões que só a fé é capaz de resolver. No entanto, como isto é possível já que a fé é subjetiva? Olhe eu de novo me encontrando com Kierkegaard, para quem a fé é a maior paixão do homem, para quem Deus é a única fonte capaz de tornar o homem plenamente realizado.
É, para quem não tem “certezas” como eu e que sente uma necessidade imensa de encontrar a fé que tudo suplanta, só resta continuar caminhando, vivendo a existência, experimentando a sua essência, a minha essência, a essência humana.
COMENTÁRIOS SOBRE O TEXTO EXISTENCIALISMO: UM ESTILO DE VIDA (De Marina Lemos para Delva Brito)
Adorei o texto!
Fazer uma autobiografia é uma forma de se conhecer melhor e, a partir daí, tomar consciência de algumas coisas...
Muito legal!
Acredito que não vamos em busca da nossa essência. Ela se apresenta a cada momento. Então, tento buscar a consciência de mim, do que estou sentindo a cada momento, independente do outro ou do ambiente (apesar de sabermos que é impossível não sermos influenciados pelo ambiente), ver o que me faz bem, e, a partir daí, fazer as minhas escolhas de modo que me aproxime do meu ser naquele momento. Assim, sou feliz a cada momento, e, em outros em que não consigo, aprendo com os erros. Faço o que me faz bem.
O existencialismo coloca que somos responsáveis pelas nossas escolhas, a cada momento, mesmo que aconteçam tragédias, pois o que decidimos e o que fazemos com o que acontece conosco também é uma escolha. Daí, a importância de estarmos conscientes, a cada momento, para fazermos escolhas conscientes. Há uma frase bem legal no âmbito da Gestalt-terapia: não importa o que acontece com a gente e sim o que fazemos com o que acontece com a gente.
Acho que você não se perdeu no meio de sua vida mas que está em processo de evolução, como qualquer ser humano. É apenas um caminho, um processo de crescimento. Temos sempre a impressão de que não éramos nós naquele momento ou que não estávamos livres naquele momento! São apenas momentos, somos nós a cada momento, expressamos nosso ser diferente a cada momento, talvez por isto não nos reconheçamos, muitas vezes, no passado. Hoje, temos consciência diferente, mais maturidade, e achamos que, no passado, éramos diferentes! Somos nós a cada momento.
Acho que a fé também não se busca. Está em nós. Precisamos nos conectar com ela. Acho que o contato com a fé é muito individual. O que é fé para mim não é para outra pessoa! Primeiro, é preciso perguntar o que penso da fé e, depois, como eu, na minha maneira de ser, me sinto melhor ao me conectar com ela (por exemplo, quando fico na natureza sinto-me mais perto da harmonia e da boa energia; quando pinto, medito...). Com angústia, insatisfação, ansiedade, com estes sentimentos, deve ser difícil! A primeira coisa é harmonia, tranquilidade e paz. Acho que só a encontramos quando perdoamos e aceitamos (não de forma cômoda). Então: aceitar, perdoar e liberar!
EXISTENCIALISMO: UM ESTILO DE VIDA
(Por Delva Brito para Marina Alves Lemos)
Gostei muito dos seus comentários, especialmente por ser uma psicóloga, especialista em Gestalt-terapia, que está conectada com o existencialismo.
No entanto, gostaria que (re)visitasse como trato fé, não qualquer fé mas aquela que tudo suplanta e que abordo em outro texto, “Aprofundando a fé no Caminho de Santiago de Compostela”.
Quanto à questão “essência versus existência”, concordo que a essência é a essência. Ela está lá. Mesmo que ocorram muitas mudanças profundas numa vida, ela está lá podendo vir à tona ou não...
Você é ainda muito jovem mas sei que me compreende e que, assim como eu, escreve o que sente, o que emerge do coração. No entanto, lembro os cuidados com interpretações. Já até falamos sobre os “perigos” de interpretar o “outro”. Cada interpretação é uma interpretação e interpretar o interpretado é, ainda, mais complexo. A realidade é mais dinâmica do que a nossa capacidade de interpretá-la. O que se escreve agora, quando lido no futuro, é passado!
Continuo colocando no papel outros sentimentos/pensamentos. Ah! Quanto atraso! Depois, no computador com direito a micro, monitor, teclado, mouse, som, impressora separada de scaner, internet fixa. Que horror! Ah! Quebrou quase tudo ou tudo! Graças ao “salitre”. Que bom! Era “pesado” demais para quem vive p´rá lá e p´rá cá, às vezes levada pelo vento ou “empurrada” pois, com carro velho, embora não seja vermelho, isto é bem merecido para quem se arrisca tanto como eu. Existência? Essência? Estão aí...
Na existência é assim mesmo. Veja: agora, tudo um pouco mais moderno: note book, face book, msn etc. Bem mais fácil para socializar o que se escreve mesmo sabendo que a escrita é estática. Nela, o diálogo fica complicado. Restam sempre questões pendentes que, algumas vezes, são reveladas por escrito desde que se tenha a paciência necessária para esperar o retorno de respostas ou de novas questões, como o que aconteceu entre nós, nesta comunicação.
Minha filha querida, minha “pupila”, se assim posso chamá-la, valeu mesmo!
Contudo, quando diz que para a Gestalt-terapia: “não importa o que acontece com a gente e sim o que fazemos do que acontece com a gente”, quero apenas sugerir que não deixe o autor anônimo pois sei que sabe que esta “filosofia” se origina em Nietzsche: biografia de uma tragédia - “[...] A primeira natureza é aquilo que fizeram conosco, o que nos foi imposto e o que encontramos em nós mesmos e ao redor de nós [...] A segunda natureza é o que fazemos com isso tudo.”
________Notas escritas entre 2010 e 2011.

É necessário amar… Quem não ama na vida?
Amar o sol e a lua errante! amar estrelas,
Ou amar alguém que possa em sua alma contê-las,
Cintilantes de luz, numa seara florida!

Amar os astros ou na terra as flores… Vê-las
Desabrochando numa ilusão renascida…
Como um branco jardim, dar-lhes na alma guarida,
E todo, todo o nosso amor para aquecê-las…

Ou amar os poentes de ouro, ou o luar que morre breve,
Ou tudo quanto é som, ou tudo quanto é aroma…
As mortalhas do céu, os sudários de neve!

Amar a aurora, amar os flóreos rosicleres,
E tudo quanto é belo e o sentido nos doma!
Mas, antes disso, amar as crianças e as mulheres…

A melhor arte da vida é o que fazemos por nós mesmos , amar-se a si mesmo exige muito talento, valorizar-se exige muito sentimento, e gostar-se exige muita confiança. Ninguém por mais que diga "eu te amo", te fará feliz se você não acredita que és capaz de ser . Dedicar-se a alguém que pouco importa com você seria o mesmo que se atirar em um abismo escuro sem possibilidades de enxergar o verdadeiro caminho que te leve a felicidade . O que alimenta o amor e te faz conquistar um coração que te ame, não é sua beleza física,seu sorriso, ou seus bens, isto são complementos, pois a maior conquista esta na sua auto estima...Ame se e só assim
poderá amar alguém

Eu te amo mais que a mim mesmo
Quero-te tão bem que já não faço meus desejos
Minha vida é você, e sem você a vida perde o sentido
Pois, tudo que sonho, penso e desejo era esta contigo
Sei que eu errei até mesmo te ignorei e hoje corro atrás
Mas sem ti eu não vivo, respiro, mais perdi minha paz
Tudo isso é uma experiência que a vida me deu
Não estou triste de te ver feliz, apenas de saber que o motivo da felicidade não sou eu.

PARA SEMPRE!

Ah, como eu te amo!
Seria capaz de te dar minha vida se possível fosse
Pois contigo os momentos foram breves
Mas infinitamente doces.
Ah, como eu te quero!...
Mesmo que não estejas mais aqui presente
Amo-te com o mesmo fogo e zelo de antigamente.
E continuarei a te amar com a mesma loucura para sempre...
Ah, como eu desejo
Reviver em minha pele aqueles doces momentos,
Que faziam minha alma sorrir de puro contentamento.
Se a vida me permitir olhar mais uma vez nestes olhos
Quero dizer que nunca te esqueci
E que para sempre eu te adoro.

Quando ferida por palavras e usada pela vida...
Desabo, choro, grito.
Sinto que às vezes preciso-me afogar em lágrimas...
Redescobrindo oásis enterrados em minhas entranhas.
Quando a injustiça me visita devorando-me a alma,
É questão de honra expulsá-la do meu jardim,
Que é para não impregnar meus jasmins.
Quando tudo parece estacionar,
Tenho certeza que estou no caminho delineado...
Cheios de espinhos, os mesmos se converterão em lírios...
Cedo ou tarde,
Sei que encontrarei uma trilha colorida para o mundo além.

E romantizar a vida é isso... É dar cor, dar sentido, dar gosto, dar espontaneidade a tudo. E só posso dizer que com você a minha vida vive romantizada, vive completa de tudo mesmo tendo as limitações que conhecemos... Mas se continuarmos só sentindo e sonhando, veremos que essas limitações desaparecem e o que importa mesmo são sensações vividas e sentimentos compartilhados, porque cada eu te amo que leio de você, cada declaração de amor que vem de você me faz querer sentir mais. Ah, pareço àqueles românticos chatos que complicam uma simples resposta.

Jota Cê

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CILADAS DA VIDA

Amo-te e nem sei porque
Como a brisa da manhã
Entra em nossas casas
Você entrou em meu coração
E nele fez morada.
Por que as coisas acontecem assim?
Sem esperarmos e sem razão.
A vida nos prega cada ciladas,
Mas sei que nada é por acaso
Se um dia cruzamos nossos olhares
E convivemos alguns momentos juntos
Seja ele qual for, é porque tinha que acontecer.
O difícil é entender o porque tão tarde,
Quem sabe um dia encontrarei a resposta.
O que hoje eu sei é que me apaixonei por ti
E isso é real dentro de mim.
Pena que não posso sentir teu abraço,
Nem o calor dos teus beijos.
Sei também que é um amor impossível,
Pois o amor que dedico a ti
Em teu coração não faz abrigo.
Como é inexplicáveis essas encruzilhadas da vida,
Mas tenho certeza que em algum lugar
Haveremos de nos encontrar,
E decifrar os enigmas dessa vida.

""A vida é como uma viagem de trem.....Com Embarques e Desembarques,,com Encontros e Desencontros,,e de vagao em vagao acabamos conhecendo pessoas importantes,,que passam a fazer parte de nossas vidas...
Mas nem sempre podemos ir até o fim com as mesmas...Pois elas descem em estaçoes diferentes......"

# Sua vida só diz respeito a VOCÊ!
# A única pessoa que pode resolver seus problemas é VOCÊ mesmo!
# Ninguém, à exceção de sua mãe e, às vezes, de seu pai se importam com você. Todas as pessoas que parecem se importar, ou são muito falsas, ou tem um grande interesse nisso!
# Nunca confie em ninguém!
# As pessoas são dissimuladas, hipócritas, interesseiras e maldosas. Todas elas, sem exceção!
# Por mais que vc se importe com as pessoas e goste delas, isso jamais as impedirá de serem falsas com você!
# Ninguém, absolutamente ninguém torce pela sua vitória! # Ninguém, acredite, quer verdadeiramente te ver feliz, ou saudável ou rico!
# Dentre todos os hipócritas, o pior é o irônico. Não se esqueça. Todos são dissimulados!
# O mais irritante é o debochado!
# Qualquer coisa sua, principalmente as mais íntimas e as que te fazem sofrer sempre foram e sempre serão alvo de especulação, piada e fofoca!
# Fique rico, seja feliz, passe no concurso mais concorrido. Você será assunto por alguns dias.
# Adoeça, peça falência, tenha sérios problemas e você será assunto por muitos anos!
# Por mais derrotado que vc estiver, não duvide: alguém ainda estará invejando você e te desejando coisa pior!
# Desafio quem me prove o contrário de tudo isso!
# É a vida e suas vicissitudes...

Vejo pessoas reclamando da vida, por causa de coisas banais, vejo pessoas querendo morrer por causa de fim de relacionamento, vejo pessoas com depressão por causa de bens materiais, vejo pessoas de mal humor porque passaram da hora do almoço, vejo pessoas reclamando do emprego e vejo pessoas insatisfeitas com a vida...Todo o tempo, com muita frequencia...

Mas, vejo pessoas a beira da morte dando valor a vida e lutando por ela com sorriso no rosto, vejo pessoas dando graças a Deus por terem feito a única refeição do dia, vejo pessoas sobrevivendo com um salário mínimo, vejo pessoas em cadeira de rodas passando exemplo de vida, vejo pessoas satisfeitas apenas por estarem vivas, vejo pessoas agradecendo pelo simples fato de terem saúde, vejo pessoas desempregadas indo a luta para garantirem o pão de cada dia de seus filhos, e, vejo um contraste social todo o tempo, com muita frequencia...

Vejo injustiças por causa de valores e valores!

Um anjo em minha vida

Noite escura, alma oprimida,
Sombrios pensamentos que me paralisam,
Névoas de incertezas, de cogitos,
Penumbra dos sentimentos ocultos,
Ninguém vê, ninguém sabe,
Ninguém se importa.
Gritos de dor,
Gritos que somente o coração ouve,
Corre alma vazia,
Se deslize pelos lugares escorregadios,
Procure guarida, ache repouso,
Mas não há refrigério,
Resto de esperança, lançados no mar.
Pra onde ir?
Que rumo tomar?
Questiona minha alma sem sossego;
Somente há um lugar, um oásis em tão grande caos,
Uma alma gentil, anjo disfarçado de gente,
Gente próximo do divino,
Coração dócil, alma quente,
Palavras mágicas,
Silêncio que tanto me fala,
Abraço sublime,
Menina, mulher, anjo,
Que ilumina a noite escura,
Desta alma cativa.

A Verdadeira Riqueza
Um dia um homem que acreditava na vida após a morte, e que valorizava o ser mais que o ter, hospedou-se na casa de um materialista convicto, em bela mansão de uma cidade européia.
Depois da ceia, o anfitrião convidou o hóspede para visitar sua galeria de artes e começou a enaltecer os bens materiais que possuía, de maneira soberba.
Falou que o homem vale pelo que possui, pelo patrimônio que consegue acumular durante sua vida na Terra.
Exibiu escrituras de propriedades as mais variadas, jóias, títulos, valores diversos.
Depois de ouvir e observar tudo calmamente, o hóspede falou da sua convicção de que os bens da Terra não nos pertencem de fato, e que mais cedo ou mais tarde teremos que deixá-los.
Argumentou que os verdadeiros valores são as conquistas intelectuais e morais e não as posses terrenas, sempre passageiras.
No entanto, o materialista falou com arrogância que era o verdadeiro dono de tudo aquilo e que não havia ninguém no mundo capaz de provar que todos aqueles bens não lhe pertenciam.
Diante de tanta teimosia, o hóspede propôs-lhe um acordo:
- Já que é assim, voltaremos a falar do assunto daqui a cinqüenta anos, está bem?
- Ora, disse o dono da casa, daqui a cinqüenta anos nós já estaremos mortos, pois ambos já temos mais de sessenta e cinco anos de idade!
O hóspede respondeu prontamente:
- É por isso mesmo que poderemos discutir o assunto com mais segurança, pois só então você entenderá que tudo isso passou pelas suas mãos mas, na verdade, nada disso lhe pertence de fato.
Chegará um dia em que você terá que deixar todas as posses materiais e partir, levando consigo somente suas verdadeiras conquistas, que são as virtudes do espírito imortal.
E só então você poderá avaliar se é verdadeiramente rico ou não.
O homem materialista ficou contemplando as obras de arte ostentadas nas paredes de sua galeria, e uma sombra de dúvida pairou sobre seu olhar, antes tão seguro.
E uma voz silenciosa, íntima, lhe perguntava:
- Que diferença fará, daqui a cem anos, se você morou em uma mansão ou num casebre?
- Se comprou roupas em lojas sofisticadas ou num bazar beneficente?
- Se bebeu em taças de cristal ou numa concha de barro?
- Se comeu em pratos finos ou numa simples marmita?
- Se pisou em tapetes caros ou sobre o chão batido?
- Se teve grande reserva financeira ou viveu com um salário mínimo?
- Que diferença isso fará daqui a cem anos?
Absolutamente nenhuma !
No entanto, o que você fizer do seu tempo na Terra, fará muita diferença em sua vida, não só daqui a cem anos, mas por toda a eternidade.

A filosofia do Jiu-Jitsu se confunde com a da vida.
Na "Arte Suave", toda vez que sou finalizado, ali, me levanto e continuo de cabeça erguida.
Estou aprendendo ainda mais o meu Jiu-Jitsu.
Na vida, toda vez que sou finalizado, ali, se não me levanto, fico no chão, alguém pisa. Mas, se eu me levanto e continuo, seguirei em frente, sempre e sempre de cabeça erguida.
Estou aprendendo demasiadamente mais sobre a minha vida.

Oossss

Qual folha que vaga sem rumo e sem vida
no espaço perdida sou eu vagar!
Qual chuva crescendo nos olhos do tempo
nos mares crescendo, nos olhos do tempo, sou eu chorar!
qual sombra da noite de um céu nevoento
que canta a tristeza, sou eu cantar!
Igualmente o que vai aos pés do infinito
Gritando...gritando..sou eu esse grito!
Eu sou o consumo de um sol sem calor
Enfim, sou resumo do riso e da dor
eu colho a tristeza em forma de flor
na paz da certeza onde canta o amor!

Sim, eu mudei mesmo.
Cansei de levar pancadas da vida, nem por isso eu reclamo... eu devo agradecer, afinal a vida me mostrou quem realmente se importava comigo de verdade, ou estava ao meu lado muitas vezes desejando meu mal...

Cansei de encontrar pessoas com discursos lindos, enquanto suas atitudes eram completamente contrárias...
Gente que não é gente, gente que nem sei do que chamar...
Por isso só quero coisas boas pra mim, me libertei de tudo que eu tinha que carregar, cada dia eu tiro de minha vida, pessoas, situações, lembranças...
De agora em diante eu quero aproveitar a vida, sorrir todos os dias, não permitir a tristeza tomar conta, encontrar a felicidade nas mínimas coisas.
Sim, eu quero ficar bem. E eu tenho poder pra isso.
Aceitar os imprevistos da vida com um sorriso no rosto não é fácil,
mas é assim que deve ser. Eu sei que no final ficará tudo bem.
Eu acredito nisso. E é por isso que estou tão diferente.
e eu não lamento mais nada. Pelo contrário,
agradeço porque sei que nada acontece por acaso,
e tudo o que vem, vem pro nosso bem.
Mesmo parecendo o contrário,o resultado final será sempre positivo

Egocentrismo - Lucky
Hoje pensei na minha vida, e descobri tantas coisas que não gostei, coisas que me machucam e não sei porque não consigo me livrar delas, pessoas que me fazem mal, e eu as mantenho perto, gente que so da valor a si mesmo, e me chamam de egocêntrico, não sei se sou, posso ter varias atitudes assim, que me definiriam, mas quem não as tem?

Pra quem não sabe, egocêntrico, é quem acha que o mundo gira em torno de si, quem acredita que vem na frente em tudo, que os outros existem em favor dele, que a opinião dele vale mais, que ele é melhor.

Egoistas, todos somos, todos pensamos em nos primeiro, depois nos outros, alguns nem nos outros, sempre quando vamos comprar algo pra gente usar, comer, vestir, sempre vem o nosso bem estar antes, ou não?

Quantas vezes saímos pra jantar, convidamos outras pessoas, mas vamos pra um lugar ou um tipo de comida que a gente gosta? E briga com quem quer algo que você não ta afim de comer, ate gosta, mas não quer ir... isso é ser egocêntrico?

Quantas vezes compramos roupas pra usar, só porque a pessoa que a gente ama disse que ficou vulgar, ou aparece demais (tudo que a gente queria) e compramos só pra dizer, viu, fiz igual, isso é ser egocêntrico?

Quando escolhemos lugares para sair com os amigos, quantas vezes brigamos pra ir onde a gente quer? Onde a gente vai se sentir bem, e não liga a mínima se a outra pessoa vai se sentir assim? isso é ser egocêntrico?

Mas o pior egocentrismo que existe, é quando resolvemos AMAR alguém, sem realmente amar, fingir, fazer aquela pessoa acreditar que esta sendo amada, pra depois dizer que não, e pedir que ela nem fale mais com você, nada é pior que pensar em si nesse sentindo, fazer florecer um amor em alguém que você não pretende amar, iludir é pior que qualquer outra coisa, pra que mentir.

Eu pergunto, será que sou egocêntrico? Ou será que todos que estão lendo esse texto hoje já fizeram algum dos exemplos que eu dei? De certeza já fizeram, já mentiram, já iludiram, já foram pra um lugar pensando somente em vcs, já fizeram alguém sofrer sem motivo, todos, já fomos egoístas...

Tenho esperado pacientemente o cumprimento das promessas de Deus na minha vida. Por mais que as circunstâncias digam que não, por mais que palavras negativas cheguem ao meu ouvido, por mais que as tempestades se levantem e as tristezas assolem o meu coração, não perco a fé no meu Senhor. A vida por muitas vezes vai me dizer não. Algumas pessoas vão me virar as costas. Vão surgir traições e as decepções. As dores vão me fazer chorar, mas não abro mão de tudo que Deus tem para mim. E o que Ele tem sempre é o melhor! É eterno!
Obrigado(a) meu Deus pela sua fidelidade!