Textos para Mãe Morta
PÃE: pai e mãe em uma só pessoa! Há tantas por aí...
Cada uma com tantas lindas e sofridas histórias...árduas batalhas e incontáveis vitórias... São admiráveis pela raça, força e coragem com que enfrentam a vida em prol dos seus filhos...
Verdadeiras guerreiras.
Não preciso ir longe para encontrar a melhor PÃE que conheço: Ela tem garra,tem força e nome: RAIMUNDA ENES CARVALHO, Mãe, pai...Nossa PÃE!
Saúde, paz e alegria à todas as Pães e a todos os pais.
🌹Conceição Enes. 13/08/2017
Minha mãe, tinha uma vida difícil, filha de pais alcoólatras, casou com meu pai que sempre foi violento com ela, ela nunca estudou.
Na escola ela disse que chegou a ir, mas como precisava cuidar dos irmãos menores e ir para a roça trabalhar, ela parou, porque ela disse também que as mãos dela todos os dias voltavam vermelhas, porque era época da palmatória, e ela disse que doía muito, já era judiada pela vida e não ia para a escola mais, que ao invés de aprender, estava sendo espancada e torturada pela professora dela, na época. Então, hoje ela tem 55 anos. Perdeu todos os resguardos dos 5 filhos que teve, inclusive o pai dela obrigou ela a casar com meu pai aos 16 anos de idade. Então, ela na cabeça dela sempre sofreu dizendo que o casamento é para a vida toda, mesmo sendo torturada dia e noite.
Ela, é como uma criança.
ANGOLA, A MÃE DESALOJADA
Ao longo da história da raça humana, o homem sempre esteve ligado à sua comunidade e procurou viver em paz e segurança dentro da sociedade, pelo fato de encontrar-se e viver em comunhão com o seu semelhante. Esse comportamento fez com que o homem criasse leis, princípios e regras impostas a todos os residentes da comunidade.
O mesmo aconteceu com o surgimento e a divisão de países dentro de um continente, a partir de reinos, tribos e clãs. O homem nunca se sentiu totalmente satisfeito e realizado, pelo fato de suas necessidades serem ilimitadas.
A interligação entre o homem e o seu semelhante fez com que tribos, povos, línguas e nações permutassem e cooperassem em prol de interesses comuns que ambos os lados compartilhavam ao formarem e firmarem suas diplomacias.
O mesmo aconteceu com Angola e com os angolanos, tanto no período pré-histórico quanto no colonial e pós-colonial. O povo angolano teve a graça de contar com homens e movimentos que sempre pautaram pelos interesses nacionais e patrióticos, em prol do bem-estar comum. O povo participou dessas incursões de forma indireta, pois, naquela época, lutar, protestar, revolucionar e defender a nação era considerado crime contra o regime colonial e as potências opressoras que se encontravam na África.
Por isso, muitos foram acusados, condenados e perseguidos pela PIDE. Fazer revolução, protesto ou incursão em prol de Angola, naquela época, tinha como prêmio a pena capital.
Ao longo dos tempos, muitos homens lúcidos — intelectuais, acadêmicos, autodidatas, revolucionários, nacionalistas e patriotas — já lutavam por uma Angola justa, pacífica e livre, onde todos os angolanos teriam direito à educação, saúde, habitação e, acima de tudo, à dignidade e ao respeito de seus direitos enquanto cidadãos, sem termos que olhar para a cor da pele ou para a cor partidária de um indivíduo.
Sonhavam com uma Angola onde todos nos veríamos como irmãos, filhos da mesma terra. Onde a bandeira do partido não seria mais importante do que ser angolano e filho desta terra. Esses homens — militantes, militares e líderes — não lutavam por interesses pessoais, mas sim pela pátria-mãe chamada Angola.
Durante as lutas e a guerra contra o regime colonial, muitos foram iludidos e cegados pelo orgulho, ódio, ambição e separatismo, agindo de forma parcial e xenófoba contra seus próprios irmãos angolanos.
O sacrifício foi árduo e a luta foi longa. Mas, em vez de paz, ganhamos guerra fria; em vez de união, ganhamos divisão; em vez de reconciliação, ganhamos tribalismo; em vez de imparcialidade, ganhamos parcialidade; em vez de família, ganhamos adversários; em vez de irmãos, ganhamos inimigos. Em vez de amor, promovemos o ódio contra o próximo, apenas por pertencer a um partido ou religião diferente da nossa.
Esses males foram plantados ontem, numa Angola desavinda, onde irmãos matavam-se entre si, guerreando violentamente contra o próximo e o seu semelhante.
Angola foi alvo da orfandade e viuvez causadas pela política ocidental e imperialista. Foi através dessa política que começamos a nos matar, por acreditarmos na hegemonia política e partidária, sem sequer usarmos o senso crítico.
Hoje, Angola encontra-se nômade, desalojada, vagando por terras férteis e aráveis, levando apenas consigo: trouxas, roupas, panos, panelas, chinelas e lenços. Está vestida apenas com roupas das cores das bandeiras partidárias e nacional.
Apesar das riquezas que o nosso solo oferece, ela continua a vagar pelas ruas das cidades, pedindo esmolas, comida, dinheiro e socorro àqueles que passam por ela.
Enquanto Angola passa fome, sede, vergonha e humilhação diante de seus filhos, sobrinhos, netos e bisnetos, o estrangeiro explora, rouba, saqueia e aliena seus filhos, cidadãos e povos — reduzindo-os à condição de mendigos, e transformando-os em fonte de rendimentos e enriquecimento por meio de doutrinação (alienação religiosa), cegueira e reprodução de teorias políticas alheias.
Hoje, em vez de nação, vivemos no exílio; em vez de cidadãos, tornamo-nos refugiados; em vez de patriotas, somos taxados de inimigos públicos; em vez de nacionalistas, somos chamados de terroristas; em vez de filósofos, somos considerados malucos.
É por causa desses e de outros males que transformamos o partido no poder em religião, o presidente em divindade, políticos em salvadores, revolucionários em demônios, críticos em adversários, artistas em papagaios, filósofos em malucos e ativistas em frustrados.
Essa ideologia foi promovida por aqueles que sempre quiseram se perpetuar no poder a todo custo, mesmo que para isso fosse necessário lutar e guerrear contra os ventos do progresso.
Nós, angolanos, tornamo-nos inquilinos dentro da nossa própria terra e pagamos renda a quem não é filho legítimo desta nação chamada Angola.
Nossos direitos foram consagrados na Constituição, mas, infelizmente, a realidade os nega. E o governo nos reprime quando exigimos e clamamos diante dos órgãos competentes e de direitos.
Nossa mãe já não tem voz, nem poder sobre aqueles a quem ela confiou o poder e a administração dos recursos e riquezas do país.
Nós — revolucionários, ativistas, nacionalistas, patriotas e filósofos — tentamos resgatar a dignidade, o respeito, o valor e a consideração que Angola tinha diante de outras nações, mas, até hoje, sem sucesso.
Só nos resta chorar, lamentar e morrer, porque nossas forças se esgotaram, nossas garras e nossa esperança se desfizeram diante dos obstáculos, barreiras e oposições que nossos inimigos e opositores colocaram em nosso caminho...
Foi como se estivéssemos sendo degolados, executados e fuzilados em um campo de batalha.
Cansados, esgotados e partidos, vimos nossa mãe — Angola — deambulando pelas ruas, cidades e estradas, e, acima de tudo, desalojada dentro da sua própria terra.
Foi aí que eu vi, caí em mim e disse comigo mesmo:
"Em vão foi termos lutado por uma Angola livre, pacífica, justa e independente..."
Autor: Jack Indelével Wistaffyna
O meu primeiro amor foi uma rosa, bem rosa, linda, e tinha o cheiro da minha mãe.
Mas ela murchou!
O meu segundo amor foi uma borboleta, linda, dourada feito ouro, tentei guardá-la numa caixa.
Mas ela fugiu!
O meu terceiro amor foi uma estrela, linda,
mais brilhante que um diamante, pensei que seria minha para sempre.
Mas, ela caiu no mar!
- Então eu aprendi que o amor é desapegar-se sem jamais esquecer a luz que nos tocou um dia .
Haredita Angel
07.03.26
11:07 da manhã - 22 de maio de 2024 - Sonhei com falta de comida...
Estava eu, minha mãe e meus dois irmãos, Awkaerck e Alcadones. Minha mãe segurava eles de um lado e outro e eu estava guiando eles! Pois, ainda eram bebês de mais ou menos, uns 2 ou 3 aninhos e eles estavam pulando e muito felizes, enquanto segurava nas mãos da minha mãe.
Fomos todos á um lugar, onde capinamos um lote e todo o pagamento foi somente, algumas frutas, que seriam descartadas no lixo, saindo desse lote. A gente recolheu e eu levei conosco, em um saco quadrado, não tão grande, pois dava mais ou menos, o tamanho de 2 mãos e ele também estava quase seco, só dava pra ver depois como se tivesse dois pequenos molhos de cheiro verde dentro deles.
No caminho, minha mãe ia atrás, eu ia seguindo e conversando com ela.
Olhava meus irmãos e sentia falta de outro.
Pois, lá éramos 3 e nós somos 4.
Eu olhava e tentava lembrar, se não faltava mais um de nós.
Então, lembrei que nossa primeira irmã morreu e achei bem estranho, não conseguir lembrar do meu terceiro irmão dentro do sonho. Não comentei com a minha mãe, só segui! Eu via no caminho, pés de quiabos gigantes, na frente de uma escola ou uma casa enorme, que ficava meio escondido. Pensei em pegar alguns, mas sabia que primeiro tinha que pedir, até porque parecia que estavam ali para ornamentação. Eram quiabos gigantes, de uma espécie que eu nunca tinha visto. Mas, eram quiabos, pois eu conhecia bem! Uma mulher estava passando e eu perguntei para ela, de quem era aqueles quiabos, se eu podia pegar alguns, ela não deu muita atenção, mas respondeu que se eu fosse no mercado que estava na rua escondida lá atrás, eles me dariam algumas frutas e legumes, pois sempre davam pra ela. Eu olhei e vi que os quiabos pertenciam á aquele lugar enorme, e não era uma escola, nem uma casa grande, era um mercado, que eu nunca tinha visto, que ficava escondido em uma ruazinha. Eu observei somente, enquanto via a mulher virando as costas e achando ela um pouco mal educada, enquanto estava muito suada, o suor descia pelo meu pescoço e eu não soltava o saquinho que eu carregava, virei para a minha mãe e disse, que a gente não iria não, eles não dariam nada pra nós, só íamos passar vergonha. Então, seguimos e de repente como se eu, estivesse distraída, acabei guiando a minha mãe, até um lugar, parei na frente e observei, muitas frutas de diferentea regiões ali no chão, na minha frente, mas, muitas mesmo. Achei que era um pomar ou um lugar que vendia elas, então enchi os olhos, mas não me alegrei, pois sabia que não as podia comprar! Elas eram lindas e brilhantes, frutas cheias de vida, estavam todas no chão, prontas para serem comidas, o chão era de cimento, um lugar gigante e com frutas que dariam para muitos meses, para muitas pessoas comerem. Eu olhava e sentia o desejo de pegar e levar para casa, até eu perguntar á mulher que estava lá, o que era aquilo, que lugar era aquele. Porque ela me observava, tipo perguntando, o que eu estava fazendo ali. Ela então, respondeu que era a casa do governador! Eu, surpresa falei, governador? Ela disse, sim, a casa do governador. Eu simplesmente fiquei pensativa, só podia ser, eles têm tudo, enquanto nós, não temos nada, mas mesmo sem saber quem era ele, vi um homem saindo lá da lateral desse lugar, onde era a sua casa, e perguntei pra ela, se era ele, ela disse que sim. Não perguntei o nome, eu não o conhecia, então deixei ele se aproximar, enquanto ele me olhava seriamente e com ar de desprezo, a minha mãe estava na porta observando, com meus dois irmãozinhos. Ele era um velho magrelo, alto, cabelo liso, vestia uma camisa cinza e uma calça jeans desbotada, mas eram boas roupas. Não observei os sapatos, eu só conseguia olhar nos olhos dele e ver desprezo por nós! Mesmo assim, suada e com o suor descendo pelo pescoço todo sujo de lama, porque antes a gente estava capinando um lote, e estava de volta para casa, e no caminho tendo essas aventuras e encontros, eu pensei em pedir para ele somente uns 20,00 mas ele era rico demais, então, resolvi pedir 200,00 para comprar uma cesta básica. Ele me olhou, desviando o olhar e meio desnorteado, dizendo que não tinha dinheiro. Que havia dado para alguém antes. Eu continuava persuadindo e contando de onde estávamos vindo e ele não quis ouvir, de repente, o lugar estava cheio de pessoas que eu conhecia, desde assistentes sociais e um homem que gostava de ajudar os pobres aqui na cidade, o Raimundo Absalão, ele já morreu. Ele apareceu no sonho e disse para anotarem meu endereço, que ele iria comprar a cesta básica e mandaria levar até lá. Eles não quiseram saber, as assistentes sociais, fingiram que estava anotando o endereço, mas na verdade só anotaram meu primeiro nome, e nenhum deles olhava para mim. Eu, me senti desprezada ali e ninguém estava nem aí, para a minha falta de comida em casa ou preocupados com a fome dos meus irmãos bebês. Eu continuei insistindo e dizendo que morava perto da casa do coelho, o vereador, eles diziam, tá, tá... Afirmando que sabiam, mas pouco se importavam. Eu fiquei envergonhada, diante das pessoas que ali eu conhecia, agora, elas sabiam da minha situação e iriam espalhar que estou passando fome, sendo que não resolveram nada. Nada fizeram por mim, eu saí muito triste e preocupada, então passou para outro sonho...
04:22 04/08/2025 Acabei de ver a minha mãe sozinha em um caixão...
Acabei de acordar, eu acordei após em um milésimo de segundos chegar em um velório onde não havia ninguém além de mim e um outro homem responsável pelo velório, acredito eu. Eu cheguei próximo ao caixão e vi a minha mãe, ela tinha algodão no nariz e na sua boca havia esparadrapos, seus olhos estavam cerrados. Ela vestia um vestido vermelho marsala, que ela tinha. Ela estava serena. Não havia flores, nem um paninho cobrindo ela, dentro do caixão.
Enquanto eu me aproximava do caixão bem devagar e com olhar observador, um homem me olhava, enquanto levantava a cabeça dela do caixão após retirar o algodão do nariz dela e o esparadrapo da boca dela e me mostrava o rosto dela.
Eu apenas falei: "ainda bem que você colocou algodão e esparadrapo na boca dela, é bom que não vaza líquido." Ele me olhava seriamente, era como se ele quisesse que eu gravasse bem o rosto dela morta, ele segurava com carinho. Eu apenas olhei e não senti nenhum tipo de sentimento, além de entender que ela havia morrido em plena solidão, porque o velório estava emanando um vazio existencial absurdo. Nem mesmo chorei. Mas, no velório, não havia ninguém mais além de mim, além daquele senhor de pele escura e cabelo duro e grisalho.
Estou aqui bem confusa. Será que ela está morta? Não tenho mais notícias dela, faz algum tempo... Será que ela morreu agora mesmo, por isso vi em sonho? Será que ela já morreu em outro dia e agora que vi? Não sei. Só sei que as escolhas dela, levou ela para distante de mim e dos meus irmãos. Se tiver realmente acontecido, que ela finalmente possa descansar em paz. Agora, sinto um enorme pesar. Não é algo fácil de lidar. Ela foi embora sem se despedir de mim, literalmente, mas se tiver acontecido dela ter ido para outra dimensão. Pelo menos consegui ver o seu rosto sereno pela última vez.
Edit: Ela está vivíssima 15 de março de 2026
A relação mãe atípica e filho neurodivergente é de uma cumplicidade que extrapola toda compreensão e entendimento, onde dois mundos distintos revelam suas verdadeiras essências e, criando nessa relação simbiótica, um espaço de pertencimento onde os mundos se unificam num amor que transcende.
Lu Lena
MÃE ATÍPICA: A RECONSTRUÇÃO
Minha relação de mãe atípica com meu filho é absoluta!
Ele foca no nada e eu no tudo.
Sou alicerce e o porto.
Ele a ponte e o muro.
No cansaço me despedaço...
Ele se perde nos seus pedaços.
Me ergo para reconstruir o castelo de vidro.
Que ele quebrou numa mente dispersa no infinito.
Somos feitos de fragmentos de dor,
Mas inteiros nessa simbiose do amor.
Não me peça calma, se não conhece minha luta.
A neurodiversidade não tem culpa.
Lu Lena
QUEM É MÃE ATÍPICA VAI ENTENDER...
(Onde o cansaço encontra o silêncio, e o cuidado vira oásis)
Ando tão anestesiada do autismo que, quando passa a crise, eu me pergunto:
— Já passou? Posso voltar para a sala de recuperação?
Aí, num delírio da memória, saio da "matéria" e vejo outras mães atípicas: sentadas e extremamente exaustas, enquanto seus filhos enxugam suas testas dessa fuga em silêncio...
Onde descansar por um segundo é como encontrar um oásis no meio do deserto.
Lu Lena / 2026
A PROCURA DA EXTENSÃO
(Mãe)
Tua luz agora ilumina o infinito, mas deixou essa saudade que é perene. A falta do teu colo, do teu conforto e de nossos abraços e olhares simbióticos, que se fundiam num só elo de amor, agora está corrompido em fragmentos de dor. Minha extensão você levou...
Lu Lena / 2026
LUMINESCÊNCIA DE MÃE
(O despertar de dois mundos após a tempestade.)
Janela para a vida que se abre. A cortina de voal parece acenar; o passarinho no poste de luz canta uma sinfonia. O dia amanhece.
A noite agitada em mente confusa, dispersa num autismo que agora relaxa e adormece, fica para trás. Olho para o sol que sorri e peço, em silêncio: que sua luz traga o meu mundo e o de meu filho para o lado de fora.
Lu Lena / 2026
O AUTISMO ENTRE "ASPAS"
(O esquecimento do adulto e o silêncio da mãe)
Autistas, ao atingirem a idade adulta, tornam-se esquecidos.
No início, há uma luta desenfreada. Quando ainda são crianças, a gente nutre a doce ilusão de que o autismo poderá ser “revertido”. Mas o tempo passa.
À medida que crescem, vamos ficando calejadas. Calejadas de buscar respaldo do governo, de clínicas assistenciais, de redes de apoio... de bater em portas que insistem em não abrir.
E, então, eles são esquecidos. E nós, as mães, também.
O mundo para. Para o adulto autista e para a mãe, que já não enxerga mais o horizonte. Quando eram crianças, a gente via muito além do arco-íris. Mas, na vida adulta, o arco-íris some.
Nossa porta se fecha. O que nos resta é apenas uma janela aberta.
Uma janela que se escancara para deixar entrar a luz nos raros “momentos de oásis”... ou que se fecha apertado para nos proteger da tempestade das crises.
O autismo não termina na infância, mas o olhar do mundo, infelizmente, parece se fechar ali.
Lu Lena / 2026
ORAÇÃO DA MÃE ATÍPICA
(O Caminho da Mansidão)
Que Deus derrame Suas bênçãos e fortaleça a fé em nossas almas cansadas. Que enxugue as lágrimas de nossos olhos — tantas vezes pesados de sono e de entrega — e nos conceda a paz de quem confia em Teu desígnio.
Recebemos como missão zelar por Teus filhos de luz, essências divinas de pureza e almas vítreas em corpos terrenos. Onde a caminhada é longa,que a paciência seja nossa guia e cada pequeno passo, um valioso aprendizado.
Pois Tu venceste o mundo e nos ensinaste que o amor tudo transforma. Nós, mães, O seguiremos com mansidão e coragem.
Amém!
Lu Lena / 2026
AUSÊNCIA DE MÃE
Perder a mãe é ter uma lápide no coração que germina ramificações que pulsam vida que o cordão umbilical ainda prende a alma dela em você, aí quando a lembrança vem em sua memória, o líquido amniótico inunda seu mundo em lágrimas...por mais paradoxal que seja esse sentimento de morte o vazio se torna vácuo e a saudade implode, paralisa e chega assim de repente trazendo a doçura do seu semblante nessa hora, exatamente como agora, nessa ausência que silencia e chora.
Amor de Mãe Amor de Cão.
É um tipo de Amor que só consigo mensurar ao de Mãe.
Incondicional,que nada pede e nem quer. Deseja apenas os seus braços, ser quardo nos seus abraços . Como mãe, falam com o olhar e tudo dizem. Quando não estamos presentes, estão em nós pensando,aguardando a doce chegada.
A mãe sorri,abraça, eles também a diferença é que aguardam serem abraçados.
É um Amor, que palavra nehuma resumi.
Amor que só sabe Amar.
Não conhece outra coisa e é para sempre.
Ao Meu Cão com Carinho.
Malucão....(*."
Entre Amor e Distância
Mãe, às vezes penso em nós:
dias em que somos jardim,
outros em que tudo se perde.
Confesso, às vezes tenho medo.
Quando abro o coração,
minhas palavras voltam
como se não tivessem lugar.
Cansa viver assim.
Talvez por isso eu sonhe em partir,
buscando leveza
para um peso que é da alma.
Faz tempo que não ouço
um elogio seu,
nem encontro no seu olhar
algo de bom em mim.
Eu sei que a senhora sofreu
e carrega muitos medos,
mas amar não deveria ser
querer controlar.
Ainda assim, uma verdade fica:
eu te amo, mãe.
Mas hoje,
meu coração já não encontra
paz em estar perto.
Ser mãe de UTI é não segurar seu filho nos braços quando ele nasce... É olhar pela incubadora
É sentir seu bebê pelas pontas dos dedos esterilizados em álcool .
Ser mãe de UTI é ser viciada no monitor... É ver seu filho respirando por aparelhos com sensores medindo o que há de vida na sua criança... São os benditos 88% de saturação...
É tirar o leite manualmente... É ver o leite entrando pela sonda e torcer pra a quantidade aumentar todo dia... É ter paranoia com o processo ganha/perde de peso diário... Num dia ganha 10 gramas e no seguinte perde 15... Isso é um desespero... É se incomodar com as aspirações e procedimentos feitos a todo instante, mas saber que é um mal necessário é ver picadas e mais picadas para exames e não respirar enquanto o resultado não aparece... É chegar no hospital com o estômago dando cambalhotas... Com medo do que vai ouvir da pediatra... Para ser mãe de UTI, tem que virar pedinte e mendigar todo dia uma boa notícia, mesmo que seja a bendita palavrinha "estável" - que significa que não melhorou, mas também não piorou... E não se esquecer de agradecer o cocô e o xixi de cada dia... Sinal de que não tem infecção... Mãe de UTI também tem rotina: UTI-casa-UTI de segunda a segunda... Sem descanso... E como é possível descansar??? Para ser mãe de UTI é preciso muita Fé 🙏 porque na hora do desespero é você e Deus... É joelho no chão do banheiro da UTI para pedir milagre ou pedir que acabe o sofrimento... Haja Fé! E só com Fé... É ser rainha da impotência, por ver o sofrimento e a dor do seu bebê e simplesmente não poder fazer nada... Só confiar... É conversar com seu filho através da encubadora e ter lágrimas escorrendo pelo rosto todo dia por não poder sentir seu cheirinho e beijar seus cabelos... Mas ser mãe de UTI é superação, é ter história para contar.
É entender sobre um monte de doenças que ninguém imagina que existe... É sair da UTI com festa e deixar por lá amigos eternos e preciosos... Ser mãe de UTI é ter medo do vento... Da bronquiolite... Do inverno e do hospital... Toda mãe é um ser guerreiro por natureza, mas a mãe de UTI precisa ser guerreira em dobro, e isso nos difere e, ao mesmo tempo, nos iguala... Lutadoras, perseverantes, resilientes, frágeis a ponto de desabar a qualquer momento, mas com uma força absurda... Uma força que talvez venha de um útero vazio...
Assim são as mães de UTI.
Ps_hoje 9 anos depois ver o resultado das minhas orações cheio de saúde me da uma alegria imensa e voltar para oa mesma maternidade para ter meu segundo filho com a confiança de que serei bem atendida e meu bebê bem cuidado.
Agradecimentos a Deus em primeiro lugar, minha família, a recepção do hospital pela educação e o cuidado com que nos recebe na entrada a segurança os maqueiros a equipe que fez meu parto foi maravilhosa, gratidão e continuem sendo esses profissionais do bem que fazem a grande diferença para um bom plantão.
Deus abençoe a todos 🙏💙🩵@Jessica mãe do Luan e do Allan 🥰
O SILÊNCIO E A CURA
"Maturidade é entender que o silêncio de uma mãe esconde sacrifícios. Perdoar não é aceitar o erro, é libertar o próprio coração da mágoa. Às vezes, uma mãe se afasta para nos proteger; entender esse silêncio é o primeiro passo para a cura da alma."
#Superação #CuraInterior #SerLuciaReflexoes
#Autoconhecimento
LúciaReflexões&VIda
Beatíssima Maria virgem
Amika Nostra
Mãe do espírito e de todo o princípio.
Origem do pequeno espelho do infinito
E parada central de estirpe deste mundo tão esquisito para o qual pariste o teu filho. Regadora da urtiga e do Nardo
Lírio da terra bivalente
Jardineira do quintal dos bardos,
Da poesia.
Está tudo morrendo
Conselheira dos agoniados,
Quem sou eu para vir novamente pedir perdão por todos os bardos?
Por essa raça sobranceira e enviesada
Que anda de luto pelos próprios excessos e à beira do teu cântaro gargareja, um duro lamento espúrio.
Que boceja um tédio estéreo a maneira de quem detesta o Absoluto.
E de tanto falar por Ele, acredita só no que usurpa.
Os que rabiscamos no espelho,
Nos mundos da estrutura, do nada, do vazio em pêlo.
Quem sou eu para pedir teu zelo por tantas pobres criaturas?
A mortalidade moral mata mais que faca e fuzil no território nacional.
De ponta a ponta ao meu país, cada dia mais infantil,
Mata a si mesmo com ardis,
Com imposturas num marasmo igual as diabruras e penduricalhos da pior africanização.
Como uma colcha de retalhos que não tapa mais nada
O chão de derrapantes assoalhos deste país sem direção é sacudido pela mão do entretenimento e do embuste.
Quando a noite, mais uma vez,
Com uma dissonância na acústica
Cai das alturas como um susto, um pesadelo a mais Talvez uma oportunidade,
E o que custa parar um minuto, dois, três e refletir e orar?
Ouvir, ver simplesmente o que fazemos da raça inteira De nós mesmos ?
Mas não, a cada anoitecer sacudimos pelos extremos a toalha em farrapos
Que demos pelas migalhas do Poder, ao banquete dos fratricidas,
Dos cambalachos,
Dos abortos.
O desfile nas avenidas, de machos eunucos e outros fantasiados pela vida
De cabeça para baixo na ida sem volta ao festival dos porcos
E enquanto isso morrem, Morrem filhos e mães, e irmãos no escuro
Órfãos de sonhos
E depois morrem o passado e o seu futuro
Morre tudo e ninguém socorre
A árvorezinha atrás do muro, ninguém colhe o fruto maduro
A mão do país que se afoga. Que Pantanal é esse nosso ?Em que é impossível dar um passo sem afundar?
Sem que a piroga vá desaparecendo no poço ?Num baldezinho cheio de ossos ?
Num vazio pendurado, à corda,
Num balanço de enforcamento.
Que multidão?
Que gente é essa ?
Seminua, com as mãos na cabeça
Ou no bolso alheio
Uma gente que estraçalha os filhos sem pressa
Num ritual de alinhamento Até que ninguém mais os conheça
Todos são teus filhos
E penso neste escuro dia, seguinte ao mais perfeito nascimento,
Penso no teu rosto sucinto, Que é a perfeição do pensamento
Amparado só do infinito,
Que contemplando cada berço.
Transforma o meu país Senhora da súbitas transfigurações.
Ó aparecida nos porões,
Em que torturam o homem à aurora,
Ó peregrina entre as visões,
Ó negra ó branca
Mediadora das grandes reaproximações,
Escuta-nos Mãe de Jesus Ora pro nobis
Vem a nós
Como estavas ao pé da cruz Na hora sombria
Um instante atrás,
Em que se ouviu aquela voz “porque Me abandonaste?”
A luz nos abandona.
Estamos sós
Terrivelmente,
Mas a culpa que temos todos
Do horror que fizemos de nós.
Ó mística
Ó rosa rústica
Ó penhor da salvação
À hora a última
Advoga em que o Senhor Venha a nós
Fala-nos
Que acústica da velha Catedral em ruínas e outra Vez com teu nome tua voz. Que os Farrapos do homem, que se devora e não termina o horrendo banquete da fome
Se reúnam em ti, mãe menina de todos nós
Os que mal somos
Os leprosos mal agradecidos Que não retornaram ao teu Filho depois de curados Perdidos desviados e maltrapilhos.
Retorna a nós como do exílio,
Velhos bondes em busca dos trilhos
Voltamos tantos iludidos
Nós, os mutantes
Nós os idólatras
Nas lucobrações orgulhosas Do encolhido intelecto,
Esse alcoólatra,
Que sim,
Se embebedou de paródias.
Atua inteligência da morte é o único modelo da nossa.
O mais, é a miragem do apóstata.
Rosa, por que choras?
Helaine Machado, para minha mãe Rosa Alves
Rosa, por que choras?
Se tua beleza é radiante,
tua pétala é tão delicada,
tua cor… puro resplendor.
— Eu choro…
porque minhas lágrimas ninguém vê,
minha dor se esconde no silêncio,
nos espinhos que em mim nascem
e contam tudo o que sofri.
— Mas, rosa…
tua beleza é mais que paixão!
— Para alguns…
mas para mim, sou um coração aberto,
cada cor que carrego
é um sentimento meu.
Sou suave, sou intensa,
sou feita de emoções…
mas cada espinho que cresce em mim
guarda aquilo que me feriu.
— Oh, rosa…
tua beleza é sublime,
enche de vida quem te vê.
— Mas nem todos querem sentir…
alguns desejam só a beleza,
sem aceitar os espinhos
que também fazem parte de mim.
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