Textos para Mãe Morta

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PÃE: pai e mãe em uma só pessoa! Há tantas por aí...
Cada uma com tantas lindas e sofridas histórias...árduas batalhas e incontáveis vitórias... São admiráveis pela raça, força e coragem com que enfrentam a vida em prol dos seus filhos...
Verdadeiras guerreiras.
Não preciso ir longe para encontrar a melhor PÃE que conheço: Ela tem garra,tem força e nome: RAIMUNDA ENES CARVALHO, Mãe, pai...Nossa PÃE!
Saúde, paz e alegria à todas as Pães e a todos os pais.
🌹Conceição Enes. 13/08/2017

ANGOLA, A MÃE DESALOJADA

Ao longo da história da raça humana, o homem sempre esteve ligado à sua comunidade e procurou viver em paz e segurança dentro da sociedade, pelo fato de encontrar-se e viver em comunhão com o seu semelhante. Esse comportamento fez com que o homem criasse leis, princípios e regras impostas a todos os residentes da comunidade.

O mesmo aconteceu com o surgimento e a divisão de países dentro de um continente, a partir de reinos, tribos e clãs. O homem nunca se sentiu totalmente satisfeito e realizado, pelo fato de suas necessidades serem ilimitadas.

A interligação entre o homem e o seu semelhante fez com que tribos, povos, línguas e nações permutassem e cooperassem em prol de interesses comuns que ambos os lados compartilhavam ao formarem e firmarem suas diplomacias.

O mesmo aconteceu com Angola e com os angolanos, tanto no período pré-histórico quanto no colonial e pós-colonial. O povo angolano teve a graça de contar com homens e movimentos que sempre pautaram pelos interesses nacionais e patrióticos, em prol do bem-estar comum. O povo participou dessas incursões de forma indireta, pois, naquela época, lutar, protestar, revolucionar e defender a nação era considerado crime contra o regime colonial e as potências opressoras que se encontravam na África.

Por isso, muitos foram acusados, condenados e perseguidos pela PIDE. Fazer revolução, protesto ou incursão em prol de Angola, naquela época, tinha como prêmio a pena capital.

Ao longo dos tempos, muitos homens lúcidos — intelectuais, acadêmicos, autodidatas, revolucionários, nacionalistas e patriotas — já lutavam por uma Angola justa, pacífica e livre, onde todos os angolanos teriam direito à educação, saúde, habitação e, acima de tudo, à dignidade e ao respeito de seus direitos enquanto cidadãos, sem termos que olhar para a cor da pele ou para a cor partidária de um indivíduo.

Sonhavam com uma Angola onde todos nos veríamos como irmãos, filhos da mesma terra. Onde a bandeira do partido não seria mais importante do que ser angolano e filho desta terra. Esses homens — militantes, militares e líderes — não lutavam por interesses pessoais, mas sim pela pátria-mãe chamada Angola.

Durante as lutas e a guerra contra o regime colonial, muitos foram iludidos e cegados pelo orgulho, ódio, ambição e separatismo, agindo de forma parcial e xenófoba contra seus próprios irmãos angolanos.

O sacrifício foi árduo e a luta foi longa. Mas, em vez de paz, ganhamos guerra fria; em vez de união, ganhamos divisão; em vez de reconciliação, ganhamos tribalismo; em vez de imparcialidade, ganhamos parcialidade; em vez de família, ganhamos adversários; em vez de irmãos, ganhamos inimigos. Em vez de amor, promovemos o ódio contra o próximo, apenas por pertencer a um partido ou religião diferente da nossa.

Esses males foram plantados ontem, numa Angola desavinda, onde irmãos matavam-se entre si, guerreando violentamente contra o próximo e o seu semelhante.

Angola foi alvo da orfandade e viuvez causadas pela política ocidental e imperialista. Foi através dessa política que começamos a nos matar, por acreditarmos na hegemonia política e partidária, sem sequer usarmos o senso crítico.

Hoje, Angola encontra-se nômade, desalojada, vagando por terras férteis e aráveis, levando apenas consigo: trouxas, roupas, panos, panelas, chinelas e lenços. Está vestida apenas com roupas das cores das bandeiras partidárias e nacional.

Apesar das riquezas que o nosso solo oferece, ela continua a vagar pelas ruas das cidades, pedindo esmolas, comida, dinheiro e socorro àqueles que passam por ela.

Enquanto Angola passa fome, sede, vergonha e humilhação diante de seus filhos, sobrinhos, netos e bisnetos, o estrangeiro explora, rouba, saqueia e aliena seus filhos, cidadãos e povos — reduzindo-os à condição de mendigos, e transformando-os em fonte de rendimentos e enriquecimento por meio de doutrinação (alienação religiosa), cegueira e reprodução de teorias políticas alheias.

Hoje, em vez de nação, vivemos no exílio; em vez de cidadãos, tornamo-nos refugiados; em vez de patriotas, somos taxados de inimigos públicos; em vez de nacionalistas, somos chamados de terroristas; em vez de filósofos, somos considerados malucos.

É por causa desses e de outros males que transformamos o partido no poder em religião, o presidente em divindade, políticos em salvadores, revolucionários em demônios, críticos em adversários, artistas em papagaios, filósofos em malucos e ativistas em frustrados.

Essa ideologia foi promovida por aqueles que sempre quiseram se perpetuar no poder a todo custo, mesmo que para isso fosse necessário lutar e guerrear contra os ventos do progresso.

Nós, angolanos, tornamo-nos inquilinos dentro da nossa própria terra e pagamos renda a quem não é filho legítimo desta nação chamada Angola.

Nossos direitos foram consagrados na Constituição, mas, infelizmente, a realidade os nega. E o governo nos reprime quando exigimos e clamamos diante dos órgãos competentes e de direitos.

Nossa mãe já não tem voz, nem poder sobre aqueles a quem ela confiou o poder e a administração dos recursos e riquezas do país.

Nós — revolucionários, ativistas, nacionalistas, patriotas e filósofos — tentamos resgatar a dignidade, o respeito, o valor e a consideração que Angola tinha diante de outras nações, mas, até hoje, sem sucesso.

Só nos resta chorar, lamentar e morrer, porque nossas forças se esgotaram, nossas garras e nossa esperança se desfizeram diante dos obstáculos, barreiras e oposições que nossos inimigos e opositores colocaram em nosso caminho...

Foi como se estivéssemos sendo degolados, executados e fuzilados em um campo de batalha.

Cansados, esgotados e partidos, vimos nossa mãe — Angola — deambulando pelas ruas, cidades e estradas, e, acima de tudo, desalojada dentro da sua própria terra.

Foi aí que eu vi, caí em mim e disse comigo mesmo:

"Em vão foi termos lutado por uma Angola livre, pacífica, justa e independente..."




Autor: Jack Indelével Wistaffyna

⁠Beatíssima Maria virgem
Amika Nostra
Mãe do espírito e de todo o princípio.
Origem do pequeno espelho do infinito
E parada central de estirpe deste mundo tão esquisito para o qual pariste o teu filho. Regadora da urtiga e do Nardo
Lírio da terra bivalente
Jardineira do quintal dos bardos,
Da poesia.
Está tudo morrendo
Conselheira dos agoniados,
Quem sou eu para vir novamente pedir perdão por todos os bardos?
Por essa raça sobranceira e enviesada
Que anda de luto pelos próprios excessos e à beira do teu cântaro gargareja, um duro lamento espúrio.
Que boceja um tédio estéreo a maneira de quem detesta o Absoluto.
E de tanto falar por Ele, acredita só no que usurpa.
Os que rabiscamos no espelho,
Nos mundos da estrutura, do nada, do vazio em pêlo.
Quem sou eu para pedir teu zelo por tantas pobres criaturas?
A mortalidade moral mata mais que faca e fuzil no território nacional.
De ponta a ponta ao meu país, cada dia mais infantil,
Mata a si mesmo com ardis,
Com imposturas num marasmo igual as diabruras e penduricalhos da pior africanização.
Como uma colcha de retalhos que não tapa mais nada
O chão de derrapantes assoalhos deste país sem direção é sacudido pela mão do entretenimento e do embuste.
Quando a noite, mais uma vez,
Com uma dissonância na acústica
Cai das alturas como um susto, um pesadelo a mais Talvez uma oportunidade,
E o que custa parar um minuto, dois, três e refletir e orar?
Ouvir, ver simplesmente o que fazemos da raça inteira De nós mesmos ?
Mas não, a cada anoitecer sacudimos pelos extremos a toalha em farrapos
Que demos pelas migalhas do Poder, ao banquete dos fratricidas,
Dos cambalachos,
Dos abortos.
O desfile nas avenidas, de machos eunucos e outros fantasiados pela vida
De cabeça para baixo na ida sem volta ao festival dos porcos
E enquanto isso morrem, Morrem filhos e mães, e irmãos no escuro
Órfãos de sonhos
E depois morrem o passado e o seu futuro
Morre tudo e ninguém socorre
A árvorezinha atrás do muro, ninguém colhe o fruto maduro
A mão do país que se afoga. Que Pantanal é esse nosso ?Em que é impossível dar um passo sem afundar?
Sem que a piroga vá desaparecendo no poço ?Num baldezinho cheio de ossos ?
Num vazio pendurado, à corda,
Num balanço de enforcamento.
Que multidão?
Que gente é essa ?
Seminua, com as mãos na cabeça
Ou no bolso alheio
Uma gente que estraçalha os filhos sem pressa
Num ritual de alinhamento Até que ninguém mais os conheça
Todos são teus filhos
E penso neste escuro dia, seguinte ao mais perfeito nascimento,
Penso no teu rosto sucinto, Que é a perfeição do pensamento
Amparado só do infinito,
Que contemplando cada berço.
Transforma o meu país Senhora da súbitas transfigurações.
Ó aparecida nos porões,
Em que torturam o homem à aurora,
Ó peregrina entre as visões,
Ó negra ó branca
Mediadora das grandes reaproximações,
Escuta-nos Mãe de Jesus Ora pro nobis
Vem a nós
Como estavas ao pé da cruz Na hora sombria
Um instante atrás,
Em que se ouviu aquela voz “porque Me abandonaste?”
A luz nos abandona.
Estamos sós
Terrivelmente,
Mas a culpa que temos todos
Do horror que fizemos de nós.
Ó mística
Ó rosa rústica
Ó penhor da salvação
À hora a última
Advoga em que o Senhor Venha a nós
Fala-nos
Que acústica da velha Catedral em ruínas e outra Vez com teu nome tua voz. Que os Farrapos do homem, que se devora e não termina o horrendo banquete da fome
Se reúnam em ti, mãe menina de todos nós
Os que mal somos
Os leprosos mal agradecidos Que não retornaram ao teu Filho depois de curados Perdidos desviados e maltrapilhos.
Retorna a nós como do exílio,
Velhos bondes em busca dos trilhos
Voltamos tantos iludidos
Nós, os mutantes
Nós os idólatras
Nas lucobrações orgulhosas Do encolhido intelecto,
Esse alcoólatra,
Que sim,
Se embebedou de paródias.
Atua inteligência da morte é o único modelo da nossa.
O mais, é a miragem do apóstata.

MINHA MÃE


Mãe!
Força maior que nos inspira,
amor sublime mais raro do mundo
que nos enche de esperança,
que não existe dinheiro que possa pagar
essa fiança.
Um laço de infinitos sentimentos
te amarei e te amo em todos os sentidos e momentos,
na alegria e felicidade e nos tristes e lamentos da vida.
Mãe meu porto seguro meu abrigo
meu muro que me defende do escuro
e me traz o clarão me deu obediência
respeito e educação.

Mãe e manas,
Sempre que me veem cruzar aquela porta e partir para o terreno, sei que olham para a farda, para a postura e para o dever. Mas o que eu queria que soubessem — e que as palavras raramente me deixam dizer — é que, em cada despedida, eu assino um contrato com o destino, escrito com o sangue do meu próprio medo.
Eu aceito ser o escudo das famílias moçambicanas que nunca vi. Aceito colocar o meu peito na frente de desconhecidos e dos meus irmãos de farda, acreditando piamente numa promessa silenciosa: eu cuido dos deles hoje, para que, se amanhã a terra me reclamar, eles cuidem de vocês por mim.
Cada vez que volto para casa e me fecho no silêncio, não é frieza. É cansaço de carregar o peso de um mundo que insiste em arder. Eu guardo o horror nos meus olhos para que ele não contamine os vossos. Escondo o perigo em "depósitos de honra" porque o meu maior sonho é que vocês vivam numa Moçambique tão segura, que cheguem a acreditar que o mal é apenas uma ficção.
O meu silêncio é o muro que eu construo à volta da nossa casa.
Se por vezes pareço distante, é porque estou a tentar apagar as chamas que vi lá fora para que elas não cheguem ao nosso jardim. Prefiro que me achem frio, prefiro que reclamem da minha ausência, do que ver o brilho do medo nos vossos olhos.
Porque, no fim do dia, a minha vida não me pertence. Ela é o preço que eu pago para que vocês nunca precisem de descobrir quão escuro o mundo pode ser.
Amo-vos mais do que o dever, mas é por vos amar que o dever é a minha única escolha

COMO CHEGUEI ATÉ AQUI?


Meu Pai não hesitou em ter filhos;
Minha mãe não deixou de acreditar e apoiar nas capacidade do marido e dos filhos;
Dos filhos/as do meu pai, se ele tivesse concordado com a visão do conceito humano, talvez teria sido um erro, e minha esposa não teria me conhecido; por fim Deus teria lhe demonstrado por longos anos da vida da sua existência.

CIRCULARIDADES EM IMACULADAS

Onde a força que rege é da Mãe Santíssima, existe além da forte luz, um amor que transcende.
De mãos dadas, corações conectados e vivos, esse amor se fortalece, o brilho se intensifica e as faces desabrocharam-se em alegria e flor.
O movimento circular emite dos saberes adivindos do Mestre, que em seu caminhar e histórias vivídas, conduz viagens internas profundas e reconectivas.
A gratidão pulsa em cada olhar e vai muito além de ser um simples verbo expressivo.
Essa leveza amorosa e criativa realmente é santíssima!
Que por meio do saltitar dos pés e da união de muitas mãos, o renascer do amor de Maria proporcione coragem e fé àqueles que a clamam.
Inspirando o caminhar e os belos encontros.
Vivificando o lumiar aos olhos, a beleza do sorriso e o amor verdadeiro do acolhimento vivo na Mãe Maior.
No encontro extravagantemente bendito, quantos aprendizados…
União, conhunhão e Religare!
A circularidade da mãe santíssima no amor profundo que cura e nos conduz, sejamos quem realmente somos! Luzes Marianas nessa Terra de Deus.

Erikah Aparecida - ABR2026

Como calar as vozes da nossa mente?
Quando morre a mãe da gente, é o momento que a gente entende de verdade que não somos imortais.
É como se caísse a ficha de uma vez por todas que, o colo que só uma mãe pode nos dar, não nos pertencesse mais, mãe é aquela que nos alicerça
E como lidar com o desamparo que maltrata tanto?
Uma vez me questionaram sobre o tempo do luto e quando isso ia passar?
As pessoas só entendem essa dor, quando dói na carne delas.
E não é sobre superar, é sobre resignificar.
A saudade vem , numa terça feira qualquer, as vezes vem num almoço de domingo, ou mesmo numa festa incrível que você só queria a companhia daquela pessoa.
A vida tem que continuar, e continua mesmo, nos primeiros segundos da perda a gente já sente o desabor do luto.
Mas muitas vezes o mundo está a todo vapor e você no meio disso tudo não tem outro caminho a não ser correr junto nessa maratona que é a vida.
Que possamos nos curar das dores silenciadas, das palavras ouvidas, dos julgamentos. Das vezes que dissermos que estava tudo bem e sorria para camuflar a dor.
Das indiferenças, dos pesos, dos julgamentos.

A Natureza é Mãe sábia e generosa,
em seu tempo paciente e produtivo
nos oferece flores e frutos,
respostas sutis para cada exigência,
mesmo diante das intempéries
das estações cada vez mais perplexas...


A Natureza é Mãe de seios fartos,
sábia na carne do tempo,
generosa até na dor dos ventos...


Ela nos despeja flores e frutos
como quem entrega remédios e bálsamos
para resistirmos ao caos crescente
das estações confusas e doentes...


A Natureza é Mãe que acolhe em silêncio,
com paciência borda o tempo,
com generosidade nos embala em flores,
nos acaricia em frutos doces,
mesmo quando o calendário se perde
nas estações que já não sabem o seu lugar...


✍©️@MiriamDaCosta

Mãe e pai: dois nomes que carregam apenas três sílabas, mas cujo significado atravessa séculos. Ainda assim, por mais que desejemos, não podem viver três séculos ao nosso lado.

A falta que essas duas pessoas nos fazem quando partem é imensurável; não existe analgésico capaz de aliviar ou acalmar essa dor.

É nesse momento que surge outro nome, também composto por três sílabas: Deus. São as orações constantes e a graça de Jesus Cristo que nos sustentam e nos guiam dia após dia.


Nós, filhos, jamais aprenderemos a viver plenamente sem a presença dos nossos pais. Felizes aqueles que ainda os têm, pois, depois que eles partem, o mundo jamais volta a ser o mesmo.

Sabe o que eu acho muito engraçado? É que nossa mãe/pai acha que está no direito de dizer coisas extremamente feias para os seus filhos, e em que base cientificamente, no que isso vai ajudar a criança a "crescer"? Ela só vai ficar mal, muitas vezes os adultos erram. "Ai, mas é culpa do celular que ela/ele é assim!" Não, não é, é culpa sua (às vezes).
Acha que brigar, xingar e bater até arrancar sangue da sua/seu filha/filho vai resolver alguma coisa? Não, não vai, isso só vai fazer ela(e) sentir medo de você, não respeito. Acho que quem tem que crescer aqui não são os adolescente, e sim os adultos (a maioria).

Existe uma dor silenciosa em ser mãe de quem está na guerra.
É acordar todos os dias com o coração apertado, tentando ser forte mesmo quando o medo insiste em ficar.

Mas, junto com essa dor, vive um orgulho imenso.
Orgulho pela coragem, pela força e por tudo que ele se tornou.

Eu sinto falta, sinto medo…
mas acima de tudo, sinto um amor que nenhuma distância e nenhuma guerra conseguem diminuir.

Ser mãe de quem está na guerra é viver entre extremos.
É sentir medo constante e, ao mesmo tempo, um orgulho que não cabe no peito.

É aprender a ser forte, mesmo sem querer…
e descobrir que o amor de mãe atravessa qualquer distância, qualquer fronteira, qualquer guerra.

Dra. Erica Alvim Lyra

Minha mãe viveu sonhos que enfeitavam as janelas da vida. Via e mostrava através delas o jardim de sua alma. Ela era uma mulher iluminada.
Sempre com uma história para contar e fazer pensar.
Uma boa piada de portugueses não podia faltar.
Provérbios eram constantes e diários. “ Razão damos a quem não tem, quem tem não precisa.”

Mãe é abrigo no escuro
Mãe é abrigo no escuro,
Quando a tempestade lá fora é um susto.
Mãe é refúgio da alma,
Onde a calma reina e o coração se acalma.


É o porto seguro, o abraço apertado,
Que afasta qualquer medo ou cansaço.
Mãe é o lar, o aconchego do lar,
Onde a alegria e o amor vão reinar.


É a mão que acaricia, o beijo que cura,
A voz que acalenta e traz ternura.
Mãe é o amor que não tem fim,
Um presente de Deus, um ser tão divino.


No escuro, a mãe é a luz que brilha,
No refúgio da alma, ela é a paz que fascina.
Mãe é o abrigo que protege de todo mal,
No refúgio da alma, ela é o lar de paz eternal.


--------------- Eliana Angel Wolf

Abrigo da Alma, colo de mãe - linda homenagem ao dia das Mães


A armadura e as asas não pesam nesse jardim,
Sua mão na minha me acalma, me diz que sim.
Esquecemos as batalhas, o tempo parou aqui,
No brilho do seu sorriso, o mundo eu esqueci.
E a chuva que cai é a nossa canção,
Onde a alegria floresce em pura emoção.
Nas pequenas delicadezas, no jeito de olhar,
Encontrei o meu abrigo, o meu eterno lar.
O balanço da vida nos trouxe até este lugar,
Onde o leite quente e o riso ajudam a curar.
Com o pequeno loba ao lado, a brincar no chão,
Sinto a paz que transborda em cada oração.
Mãe, você é a luz que o escuro não apaga,
O amor mais puro que a minha alma afaga.


------- Eliana Angel Wolf

Mãe,
Você é o meu exemplo de mulher forte, guerreira,
você é o meu espelho para continuar a lutar.
Que saudades que eu tenho de pegar no teu cabelo,
que saudades que eu tenho de te abraçar e te beijar.
Minha mãe, minha rainha, lembrando aqui do teu sorriso,
minha "véia" linda, quando ouço tua voz o coração acalma, é só disso que eu preciso.
Mãe, eu te amo.

MÃE, que palavra doce!

Ser mãe é sinônimo de ternura, acolhimento, renúncia, segurança e luta constante.

Bem-aventurados são aqueles que honram suas mães e reconhecem nelas virtudes e valores excepcionais que somente um coração materno é capaz de expressar e sentir.

Sejamos gratos as nossas mães pelo colo aquecido, pelas noites mal dormidas e pelo amor incondicional.

Entendo que mãe é a maior expressão de amor criada por Deus.

Mães, neste dia quero me congratular e parabenizá-las por tudo que vocês são e representam no contexto social e familiar!

BRAVAS MÃES!!!

Resende

' MÃE '


Mãe é sorrir , cuidar e amar,
É também em silêncio
De saudades chorar.
Mãe um amor tão profundo,
Que Deus nos deu de presente
Como anjo neste mundo .


Mãe é colo, Abraço, amor que abriga
Que castiga mas também é amiga
Desde o ventre, o coração
Esse amor interliga


Mãe, pequenina palavra
amor incondicional que não se descreve
Um amor infinito que nunca prescreve


Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados Sob a Lei 9.610/98
Registro:N° 122958067065

Voltar para casa e perceber que tudo mudou porque minha mãe não está mais aqui é como entrar em um lugar conhecido e, ao mesmo tempo, completamente estranho. As paredes continuam as mesmas, os objetos ainda estão no lugar, mas falta a presença que dava vida a tudo. Existe um silêncio diferente, um vazio que não é só ausência — é a certeza de que nunca mais será como antes.


Sinto um duplo vazio: o da saudade dela e o da perda daquilo que eu também era quando ela estava aqui. É como se uma parte da casa tivesse partido junto com ela, e outra parte de mim também. Tudo parece mais frio, mais distante, como se o mundo tivesse perdido um pouco do sentido e da cor.


É estranho perceber que o lugar continua existindo, mas o sentimento de lar mudou para sempre.