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Textos Maes Carlos Drummond

Cerca de 7868 frases e pensamentos: Textos Maes Carlos Drummond

⁠Lembro-me de quando nos conhecemos, parece que foi ontem.
Você restava com sua farda do colégio com o nome escrito em sua costa. Confesso que fiquei curioso sobre essa pessoa, e então fui puxar assunto para conversar, ficamos a aula inteira jogando algum jogo (acho que era Geometry Dash), e desde desse dia não paramos de conversar e ficar longe um do outro.
No entanto tínhamos somente amizade, eu queria algo a mais, mas éramos novos demais para termos algo, mas eu sempre pensei em você do meu lado e hoje eu posso tê-la comigo.
Confesso que já tivemos nossos altos e baixos, e estamos tentando recuperar bastante tempo perdido. Portanto, estamos conseguindo, pois em cada abraço seu, cada beijo seu, cada cheiro seu, cada som que sai de sua boca, e cada movimento que você faz... Eu os observo e aproveito cada momento que se tem para que fiquem em minha memória.
Sei que sua situação não é fácil, mas sabes e conheces a minha pessoa, nunca que eu iria deixar você enfrentar tal situação sozinha.
Você teve a maior sorte do mundo, e nem tinha se tocado, mas ela voltou e eu estou de volta para você.

Inserida por EdwardAllfin

⁠Para se viver razoavelmente bem e consciente nesse mundo é necessário
compreender que estamos todos trincados.
A vida nunca irá ser plena por mais de alguns minutos. Com sorte algumas
horas.
Estará sempre trincada, rachada, interminada.
Alguém disse que (Talvez Rousseau) somos perfectíveis, mas jamais perfeitos.
Aceitar e conceber as trincas que permeiam o meu ser me permite ser. Ser por
vias mais leves.
Sobretudo por compreender que a rachadura é compartilhada por todos nós.
Cada um à sua maneira.
Costumamos olhar para as pessoas ao redor e, ao menos momentaneamente,
acreditar que são completas (acredito também que seja um sintoma acentuado
pelo mundo contemporâneo e as redes).
É fácil acreditar que uma determinada pessoa por ter ou conquistar determinado
atributo está completa, terminada. Seja um atributo, uma conquista ou até um
item de consumo (importante lembrar que as relações em grande parte também
são itens de consumo).
No entanto esse fácil engodo cai por terra ao perceber que somos todos
trincados, e alguns de nós, até efetivamente quebrados.
As rachaduras, tais quais uma impressão digital, em muito se parecem. Contudo,
uma análise mais detida consegue comprovar que nenhuma é idêntica com
qualquer outra. Cada ranhura, traço de linha, espaçamento, largura, sofrimento
e bons momentos, são únicos.
Saber que todos estão trincados, e às vezes quebrados, nos dá poder. A partir
disso é mais fácil compreender que está tudo bem. E ainda, olhar para os feitos
de outros sob uma nova ótica. Apesar de trincados, incompletos, imperfeitos,
foram capazes dos seus feitos e méritos.
Dessa forma, se outro trincado/quebrado foi capaz, então talvez você também
seja. No mínimo, não há muito que se comparar já que cada um se trinca e se
quebra em sua própria medida.
Trincados/rachados/quebrados mas com a perspectiva da leveza de que não há
fuga, está tudo bem.
Em alguns momentos, ainda, é importante compreender que pode estar “tudo
bem” dentro de uma doce medida de não estar tudo bem.

Inserida por Jhuancf

⁠⁠Minha vida se parece com o que não desejo e o que desejo ser.
Sou aquilo que ainda não e aquilo que jaz um dia.
E agora, o que sou?
Já foi, durou menos que um susto.
E agora, o que sou de novo?
Nunca imaginei ser isso!
Mas já vai indo também.
Quero ser algo melhor e se puder até sorrir mais.
Queria ser algo que durasse mais tempo, só um pouco mais.
O ser dura muito pouco e o que fica é somente o sentimentoque o momento de ser nos imprime, seja antes ou depois dele.
Não posso sustentar um estado de ser mais que um breve momento,
mas posso querer isso várias vezes, em vários momentos. Assim apreciar os sentimentos proporcionais às minhas escolhas.
Acho que sou isso!
E já foi de novo.
Acho que sou isso também...

Inserida por LuisAbreu

⁠Mais uma vez

Achei que isso não aconteceria
Escrever tal poema
Desperdiçando rimas
Amando esses versos
Que só me lembram você.

De novo sofri
Sem motivos
De novo amei demais
Mas mais uma vez...
Não julgo o que você fez.

Diz que me ama
Diz que ainda sente algo
Que te mostro o que fiz em minha vida
Fiz poemas
Mas não temas, nem todos são de amor
Alguns são de dores
Dores de seus amores.

Inserida por onirico

⁠Olhos

Queria arrancar meus olhos
Para não ver você
Para não amar você.
A cada vez que te olho
Sinto saudade
A cada vez que te olho
Desejo não tê-los abertos.

Eu sou o culpado (?)
Por tal sentimento
Ou são meus olhos
Meus olhos mortos.

Uma taça vazia
Que a saúdo com todas as forças
Ei iria até o fim Para encher.
Essa querida taça de amor.

Inserida por onirico

⁠tesoura

acho que escrevi errado
quando escrevi sobre amor
pois, queria queimar tais páginas
que só me trazem rancor.

entretanto as cortei
em pedacinhos de papel
em pedacinhos de amor
e desde que me lembro
não lembrei onde as deixei.
talvez em você.

minha tesoura sem ponta
pronta para cortar esses versos idiotas.

e um poeta vivo
ainda cínico
mas com as mãos cortadas
já sem minha tesoura sem ponta
que estás pronta para voltar
e me mostrar o sentido de cortar.

Inserida por onirico

⁠corrida

caminhei por tal passarela
uma amarela que me tirava atenção
pintada as aquarelas
ou em telas a óleo.

corri tanto que meu suor esfriou
não de cansaço
nem de estresse
mas o medo de quem andou de mais.

por que a linha de chegada importa?
se a largada nem foi dada.

precisei correr
para ver
para me cansar de correr atrás
daquilo que nem vai me esperar
para que quando eu chegar a cair
eu tenha um motivo para me levantar.

e mais uma vez, correr sem saber o porque
e já nenhuma vitória ou derrota me importa
só a obsessão.
de que tudo isso tenha sido em vão.

Inserida por onirico

⁠⁠poeta

se eu não fosse poeta
você me ouviria
talvez riria de tal desgraça
a graça da tristeza.

você entenderia meus sorrisos
tanto os falsos
quanto os verdadeiros?
os mais sinceros.

talvez em outra vida
eu não seja poeta
e diga tudo que ainda atormenta.
e você se concentra
em entender(?) o porque.

mas isso não é real
pois sou um animal frágil
bem rabugento
preso em arbustos
um solto, um louco no cio
que vive no ato da liberdade.
talvez se eu não fosse poeta

te escreveria uma carta aberta
e leria em voz alta
para a mais alta classe.
te contanto tudo, sem depender de um verso.

Inserida por onirico

⁠Planos

Te imagino em um quadro branco
Com um louco te carregando nos braços
Um pouco parecido comigo.

Espero acordar cansado
Com um peso enorme em meu peito
Enquanto digo:
- Vou fazer nosso café amor.
E você sai de cima.

Penso em um altar
Em buquês de girassóis.
Nunca fui fã de Van Gogh,
Mas vou amar você
Como Van Gogh amou amarelo.

Inserida por onirico

⁠Perdedor

Não é medo de te perder
E sim de me perder em tudo.

Não é medo de errar
Mas sim de te machucar.

Nunca tive medo de amar
Mas de ser um mal perdedor
Que não suporta a dor.
Não aceito a derrota
Não aceito errar
Nem perder (você)
Esse é meu jeito de perder.

Vamos revanche sem saber os limites.
Pois entre nós não existe game over.

Inserida por onirico

⁠ontem

ontem criei coragem
e te escrevi uma carta
que hoje será aberta;
que hoje moro de medo;
que ontem me sentia orgulhoso.

te escrevi em meio a tédio
achando um meio pra te falar
que só metade não vai me calar.
eu estava procurando versos
ainda que sinceros
diversos, pois um não seria o bastante
pois sou amante de poesias
pois ainda te dedico rimas
que nem serão escritas.

Inserida por onirico

⁠tal mulher

sei que ainda não te desejei
um feliz dia das mulheres,
mas em vez de te desejar
gostaria de te fazer minha mulher
assim nada vai te abalar
assim você nem tem que se preocupar
só deixar...
eu te amar.

confesso que você merece muito mais
e em meio a tudo que escrevo
eu meio que já te escrevi um mil versos
em minha mente.
que de repente acorda com raiva
desejando mais uns minutos
pra poder sonhar com você.

eu ainda quero poder passar este dia ou seu lado
como seu marido, como o homem, que você merece.




Para: minha querida paty
Ass: caca

Inserida por onirico

⁠com amor

sim, eu menti muito
mas sinto muito se não fui sincero
pois escorrego entre a verdade
e já não caio em prol da honestidade.

mesmo sendo um chorão idiota
eu ainda (não) acordo de madrugada
e (não) lembro de você;
também (não) lembro seu aniversário;
quando desbloqueio meu celular.

acho bem feio
esses hipócritas que rimam muito
que dizem serem poetas
mas que só escrevem flores
se esquecendo dos cravos
escrevendo amores perfeitos
mas eu não!

eu deixo claro, com amor
e com amor adoto este dilema
que eu sou o defeito desse poema.

odeio rimar aos prantos
pois nunca estou pronto para parar,
e já não adoto todas as rimas
pois já não escrevo por amor.
mas sempre, com amor.

Inserida por onirico

⁠por que escrever sobre amor?

eu mal penso
e acho bastante repertório
escrever sobre amor
um relatório bastante doloroso
que já me foi motivo de inveja.

uma bem sincera
daquelas passageiras
mas contínua
a inveja em pessoa!?
e eu?;
idiota que nelas acredito
que em histórias contínuo acreditando
e amando? talvez
mas pouco importa
pois sinto queimar
quem diria que amar doeria tanto;
sinto que fui jogado as lareiras do inferno
e meu pecado? já não tão criticado.
seria escrever poemas de amor.

Inserida por onirico

⁠ursos de pelúcia

sinto que te devo um poema
não porque te amo
mas sim porque diz que me ama!
se é que estamos falando de amor.

acho que só tentando não vai resolver
preciso me arriscar.
me jogar beira mar
e rezar pra nadar;
correr nas nuvens escuras
e torcer pra não chover;

dizer eu te amo todo dia
e querer que seja reciproco.
pois ainda escrevo
mesmo sendo um verso oco.

e em meio a horizonte nu
lá estão elas
minhas rimas nada famosas
minhas rimas mais sinceras
daquelas de livros de poesia
daquelas que me lembram,
a fabulosa Cecília Meireles.

Inserida por onirico

⁠a deriva do mar

mais uma vez
me perdi no talvez
como um peixe no balde
só me resta a indecisão
uma superstição, de que ainda à saída.

já quis ver o mar
já quis nadar
mas também já quis amar
também já quis beijar
então para mim que sou poeta:

estar a deriva do mar
é o mesmo que estar com medo de amar.

Inserida por onirico

⁠beco

nessas ruas vazias
em avenidas sem vidas
em becos sem saídas
procurei por respostas
para tanta indecisão.
e cada rua uma porta
com uma nova pergunta
a cada avenida um cansaço
de que já não há espaço para mim
e a cada beco
me sinto seco, porém suado, exausto estou
de que em todo beco
ter que se virar
e mais uma vez
voltar pra trás.

(para o meu coração, que ainda sente medo de perder ela.)

Inserida por onirico

⁠muitos

existem tantos deles
seres melhores
mais bonitos
mais cínicos(?) impossível.

então porque me escolher?
porque gastar lagrimas?
porque soltar gemidos?
porque soletrar eu te amo?
porque me ensinar a te amar?

sinceramente, ainda acho que você mente
quando convence a minha mente, de que ama " a gente".

Inserida por onirico

⁠um belo caixão

se algum dia eu morrer
taquem rosas negras em meu caixão
para mostrar toda a minha obsessão
meu amor amargurado
mas também belo e sincero
um amor louco e sofrido.

não quero flores coloridas
nem bonitas
quero flores de amores
de amores sinceros.

desejo um lindo funeral
sem beleza igual
sem cabeças abaixadas
pois quero ver lágrimas derramadas.

quero poemas em minhas mãos
rimas em meu tumulo
e versos em minha lápide.

(se algum dia eu morrer, realizem meu sonho
o sonho de todo poeta.
de se livro escrever.)

Inserida por onirico

⁠já, se;

já não sei se escrevo
se me deito;
se vejo o tempo passar;
se observo quem me olhas;
ou se olho para lá.
se dou mil passos;
ou se deixo de andar.

e começo a procurar
meu trevo de quatro folhas
para minha sorte curar
e me jogar beira mar
e amar esses versos.

pois já cansei de terminar poemas
tais poemas sem fim
com saudade no ar.
que se faz difícil respirar.

Inserida por onirico