Textos Maes Carlos Drummond
Verdades do Tempo...
Com o passar dos anos aprendi muita coisa sobre ser só! Primeira que não me encaixo em um padrão de beleza e isso se torna muito mais difícil e trabalhoso. Em segundo lugar, também descobri que não tenho tato para relacionamentos... e também descobri que não tem problema algum e continua tudo bem!!! Viva a contemporaneidade
Feliz Ano Novo!!!!!
Foi-se o tempo que eu fazia promessas e sonhava com novas idéias, que acreditava no amanhã e nas particularidades que pareciam óbvias, dentro de mim... Um dia me deparei com o tempo e quanto havia passado, tudo demasiadamente intenso e talvez exagerado!!! Hoje nem tão velho assim, acabou-se minhas intenções: Talvez tenha desistido!!! Mais pensando profundamente eu refleti. As coisas não estavam em seu devido lugar, porque desde pequeno sempre me foi confusa a oportunidade de entender meu lugar no mundo!!!!! Peça a Deus que lhes expliquem o seus lugares no mundo e experimentem outro tipo de reflexão!!!!!! Infelizmente pra mim, essas questões não mais me seduzem...
"Um ato de coragem"
Embora a vida nos cobre tantos acertos... A essência de tudo isso, pode ser a renúncia! É estranho mais as vezes a alma!!!! Ela precisa de descanso... E a maturidade acenando ao coração, transforma-se em uma decisão tão profunda. Que se torna a razão de todos os sentidos...
"Eu desisti"
E de repente eu desisti de sonhar, de procurar respostas no tempo, de revisitar as mesmas palavras e me satisfazer com as mesmas respostas... Desisti do cotidiano, da poesia e até da música. Desisti dos meus sentimentos e também dos nossos, da variedade das possibilidades do mundo contemporâneo e dos devaneios dos dias que o vazio da alma faziam sentido, desisti do amor, do afeto... Mas a minha mais importante desistência era que eu poderia desistir sempre de todas essas velhas idéias, na qual me insistia a desistir!!!! Desista de tudo se descontrua e quando voltares a te enxergar, revisite a luz a consciência... Se desconstrua para que começe a aparecer o que realmente nós somos...
Vinte, Trinta e Poucos...
Aonde foi parar, minha paixão brega que se afogava em bares. Minha noção do tempo, que era imperceptível as 03:00 da manhã! Cadê meu menino afoito, baseado entre uma música da legião Urbana e um poema do Mário Quintana, meu sonho com as estrelas e o vislumbramento do mês de maio!!!Belchior estava certo: Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais, Renato Russo também: É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Jair Rodrigues e Freud também: Um vídeo tape para mim então retrata meu inconsciente de maneira Natural!!!! Esse lance de que tudo se dissolve com o tempo, não é uma questão individual... Mais de todas as definições para isso, fico com a do Guimarães Rosa " Viver é Etc..."
O Limite, nos Humaniza...
Quando penso em limite, não é limitar o outro com meu olhar. Não é dizer o que ele é capaz ou não. Se ele é importante em uma razão que tudo se encaixe. Minha experiência é entender, que em nosso processo humano. O meu limite, reforçe tua qualidade!!!! Porque quando eu não for capaz de chorar sozinho, eu possa encontrar teu abraço... e isso permita, que eu perca a noção do tempo e ali nos eternizamos.. Quando minha capacidade de amar, não supere a neurose da realidade e eu encontre alento em uma percepção da tarde, como uma grande pintura no céu de outono. Quando meu braço não alcance um objeto e o braço do outro se torne meu próprio braço. Quando o que eu penso e tudo isso seja de ordem refutável e incoerente, talvez se contraste com um sorriso!!! Qual o motivo de nós? Os limites fazem parte de um todo maior, frágil, experenciavel. Entender nossos limites é olhar para nós com os olhos Deus!!!!! Carlos Henrique Toni 21/03/2019, dia Internacional da síndrome de down
O líder da governança compreende que por seu um agente que pratica atos em nomes do Estado, como serão praticados seus atos, torna-se tão importante como as razões que os motivam, e isso implica em que os resultados sejam sólidos e consequentes.
Ou seja, para sair de uma situação de risco e chegar a uma área de conformidade, planeja, estuda, compreende e age num ambiente de confiança
MINHA UTOPIA:
Deixei o passado
Pensando encontrar o futuro
Vividos dois quartos de século
Ainda assim não o encontrei
O presente me remete ao passado
Para rever o futuro que sonhei:
Morar em shangrilar ser ator, cantor,
Ou jogador de futebol
Ter grana, dez filhos e um vô
Me perdi de volta ao passado
Na incerteza que há o futuro.
E que tudo, se não utopia,
Resume-se ao instante
Presente.
SUPLICA DE UM POBRE ESPIRITO:
Encontro-me sozinho dentro de mim
Sufocando em meus fantasmas
Busco me encontrar, e não encontro
A saída...
Me auto mutilo
Na busca da razão pela qual
As pessoas se agridem
Se humilham, se regridem
Meu soluço é vão
Meu pranto seco
Meu coração enrijecido
Fenece sem perdão
Minha angustia suplica ao orbe
Clemência
Para que Minh ‘alma não feneça
Ao onipotente.
INCÓGNITA
Eu brado dentro de mim
Onde encontro a solidão
Descolorindo o carmim
Do meu triste coração
A tristeza é o caminho
Que eu trilho sem noção
Traduzindo a incoerência
De minha efêmera razão
Meu sentimento indefeso, confuso
Se esquiva da paixão
Que tenta fazer morada
No meu eu sem compaixão
Após as léguas tiranas
De tristeza e solidão
Aporto minha incerteza
De que sou, o que não fui ontem
Abrandando o coração.
SOLIDÃO:
Na escrivaninha do quarto
Encontro-me com a solidão
Que me aflige e me inspira
A escrever em versos
Tudo, tudo...
Que a razão e a lógica humana nos suprimem
E deixa embalar o ego a suprimir a razão
Como se um nobre a reprimir seus vassalos,
O poeta exibe-se
Na certeza de que seus pensamentos
Percorreram os quadrantes do universo
Qual Morfeu, filho do sono e da noite
A percorrer o planeta num instante a fio.
A DAMA CANDIDA:
Ela virá tal qual trem
Que as paralelas trilha
Fugaz, viril como sempre vem
Insana, em sua palidez marmórea brilha
A lápide seu refugio
Epitáfio a própria identidade
Anoite indumentária... Negra qual Vesúvio
Hostil, sem carisma ou piedade
De semblante pálido, olhar galhardo
Ela brada e rir, sem sentir-se vai
E consigo leva seu maior finório sem deixar recado
Qual vento se vai sem deixar vestígios
De volta ao seu “Paraíso” fúnebre
Como se frenesi, te chama ao verdadeiro equilíbrio.
HIPOCRISIA:
Pensar que somos sãos
Sobre a insanidade alheia
Pensar que amamos
Quando apenas dizemos, te amo
Pensar que somos felizes
Quando nunca, nunca perdoamos
Pensar numa humanidade afável
Quando a guerra faz pela paz do homem
Pesar que somos humanos
Sempre que aos insanos ignoramos
Pensar que somos coerentes
Quando só em si a verdade existe
Pensar que tudo isso existe
Apenas, porque vivemos
Esse plano inconsequente.
É saber que pensando assim
Tudo é utópico nesse mundo vil...
IMPIEDOSO:
A serenidade no olhar profundo ao horizonte
Diz-se da certeza ao incerto...
Que nos rouba à calma
A fé e o afeto
Num futuro sem nexo
Que macula a alma
Tudo que tínhamos que éramos
E nos fazia bem viver
Impiedosamente se vão
Sem deixar razão
Sem nos oferecer defesa
Por quê?
Será felicidade?
Viver infeliz num mundo “Feliz”
Ou seria mais prudente, coerente
Vencer e fazer crescer
O sonho de viver
Pra nunca, nunca mais esse monstro nefasto
Nos fazer sofrer.
TEUS FANTASMAS SÃO MEUS
Os fantasmas que rondam
Teus sonhos
Encontram-se nos sonos que sonham
Meus sonos
Refletem-se nas sombras das ondas
Que sondam
O sonho que sonhei...
Em um labirinto
E grandiosas criaturas metálicas
Perseguiam-me sem tréguas
Diante de gigantescos obstáculos metafóricos
Que me afligiam
Lembra, havia lindas mocinhas
Bem vestidas a me clarear
As saídas perdidas
E alguns maus cuidados e feridos
Quão perseguidos comigo
Sumiam ou perdiam-se
De minha ilusão
Enfim, o fim
Numa sala festiva
Tais criaturas outrora tenebrosas
Apresentando-se quais robôs
Infantis
Fechavam a única saída da sala
Sem fim, cor de anil
Que findava meu sonho febril.
BLACK POP:
A Black pop é um mal chique
Não é aquele mal escarrado, nojento
A Black.
Ela curte veado, traveco, sapato e ladrão
A pop.
Não fuma, não cheira e não curte apertar
A mina.
Ela vota, brinca de roda e toca agogô
A negra.
É chique na lapa, na copa, no gueto
E até no pelô
O Black da negra.
Tingiu sem censura o branco encardido
“DEPUTA”... retrô.
MINHA VERSÁTIL CÂMARA:
Num pais de extensão continental, clima tropical e, eleitor de memoria bestial, a versatilidade de políticos pulha, é transcendental.
Vi a doce e ingênua Dorinha
Hoje alimentar a ira
Três patetas que juravam
Fidelidade ao reino
Que outrora sucumbia
Esconder-se atrás da capa
De uma solidariedade
Que não passa de utopia
Nessa casa tem de tudo...
Tem Maria vai com as outras
Lagartixa tem soneca
Tem até de porte atlético
Que briga com que lhe aperta
Tem os intelectuais
Com toda sua eloquência
Cursando as faculdades
Que só o dinheiro pensa
E para concluir a rima
Vi papai Noel de feira
Presentear as crianças
Em programa radiofônico
Pra manter sua carreira
Contudo eu vou findar
Mostrando pro meu Brasil
Minha câmara fez de tudo
Voto de aplauso repudio
Blocos bumba meu boi
Dos índios e do zanôi
Fez até o tal G/8
Se transformar no G dois...
NOSSOS MEDOS:
Meu maior medo é sentir medo
Medo de sorrir, medo de cantar, de falar...
Sorrindo exercitamos os músculos faciais
Na expressão do cantar, o interprete lava a alma
Num instante de euforia, sem medo de errar,
Na escrita ou, no olhar
Não se tem medo de sorrir, de falar
No exercício da voz se expressa o pensar
Só assim, o rebento sem medos, expõe ao mundo
Seu sorrir, seu cantar, no singelo gesto de chorar
Sozinho em meu eu, me ponho a pensar
Assustado, com medo dos medos que a vida
Faz-nos empunhar
E retorno ao meu intimo, vencendo o medo
Que em tese, é apenas um estado de espirito
Que teu eu possa estar.
À REVOLUÇÃO:
O que move as revoluções são as paixões
Claro, paixões pela igualdade social
Pelo avesso ao preconceito generalizado
Pelo amor verdadeiro entre os povos
Pela unidade das crendices
Pelo respeito à admissão entre os relacionamentos
Pela evolução dos espíritos de aura clara
Pelo coração seco, do revolucionário,
No afã de abdicar de um garboso amor
Em detrimento de uma nefasta ideologia
Pela ansiedade a emergir um ideal
E pela angustia em submergir a retórica
Que causa submissão aos homens...
CONTRADITÓRIO:
O poeta expressa toda sua alma
Num instante de infinita euforia
Na mesma velocidade toda sua aura
Num toque de tão pura magia
De certo não finge sua verdade
Oculta deveras, sonhos e desencantos
Exibindo com ardor, toda sua vaidade
Por ser matrix de todo o encanto
Recuso-me, desatrelado ao pudor
De entender a razão da métrica e simetria
Quando se diz em refrão, o poeta é fingidor.
