Textos grandes: longos e gigantes para copiar
Que 2024 seja un ano repleto de
muita saúde, paz, união e
prosperidade.
Dejejo a você una jornada repleta de
crescimento e realizações.
Que cada ideia se transforme em
oportunidade, cada obstáculo em
aprendizado e cada sonho em uma
historia de successo.
Que haja muita luz no seu caminho.
Feliz 2024!
Desabafo
Eu amava a minha amiga
amava o riso partilhado, o silêncio compreendido, até os momentos difíceis, porque qual laço verdadeiro é feito só de calmaria?
ela gostava de mim mais do que eu podia oferecer, etalvez por isso tenha partido.
Na época, doeu.
fiquei mal, perdida num mar de perguntas, tentando entender se havia sido uma pessoa ruim. Mas hoje, olhando com calma, eu vejo que há dois lados em toda história.
Eu fui sincera, estive presente, do meu jeito, não prometi o que não podia cumprir. E se o meu afeto não bastou,
isso não faz de mim alguém menor,
apenas alguém que amou com as ferramentas que tinha.
Ela se foi. E tudo bem, as vezes, amar também é deixar ir, mesmo quando o coração queria segurar.
"Não faço críticas construtivas, pois você não as aceitaria.
Não gero críticas destrutivas, pois também não lhe desejo o mal.
Minhas críticas são apenas críticas, questionamentos... um apelo maior!
.. porque quando deixamos de questionar aquilo que acontece ao nosso redor, verdadeiro progresso deixa de ser alcançado"
Símbolo do cuidado e valentia,
Do respeito e da chefia;
Do homem que parece não se cansar,
E também do herói exemplar;
Sua garra nos inspira,
Sua força nos motiva;
Protetor da família e referência da vida;
Exemplo da honestidade e da conquista com humildade;
Nos faz rir e chorar, essa é sua forma de amar.
Cadê o seu "Amigo (a)" ?
A vida é mesmo uma caixinha de surpresas. Em meio a tantos encontros, há pessoas mal-intencionadas que desejam apenas o seu fracasso, escondem-se atrás de máscaras, fingem ser amigos e somem quando você mais precisa.
Quando você tem dinheiro, “amigos” aparecem de todos os lados. Mas, quando enfrenta dificuldades, problemas ou precisa de uma mão, eles desaparecem como se nunca tivessem existido. E o pior: depois de muito tempo sem sequer perguntar se você está bem, reaparecem — apenas para pedir um favor.
Quem age assim jamais vai longe. Podem até usar outros como degrau, mas viverão patinando, presos à própria mediocridade.
Ajudar quando tudo está bem é fácil. Mas ser amigo de verdade vai muito além: é apoiar, aconselhar, celebrar suas vitórias, suportar a sua felicidade e, acima de tudo, não trair sua confiança.
Não se engane: energias negativas também vêm disfarçadas de amizade. Encontrar alguém que genuinamente se alegra com sua felicidade, que torce pelos seus sonhos, é raro e precioso.
Se aquele que você chama de amigo não te incentiva, coloca barreiras na sua alegria sob a desculpa de “querer seu bem”, sente inveja do seu sucesso, te diminui e depois oferece elogios vazios — ele pode ser qualquer coisa, menos seu amigo.
Cuidado. Abra os olhos. Muitas vezes quem mais sorri ao seu lado é quem mais deseja te ver cair.
"Aprendi que generosidade gera generosidade,
que uma flor atirada se recebe duas em troca.
Que palavras ditas pelo coração
a boca as transforma em pétalas de bondade.
E, que amizades sinceras são como doces da vovó
recém retirados do forno: tem cheirinho de doçura,
ilumina nossos olhos, nos enchendo de carinho e felicidades."
"O TEMPO NÃO PARA !
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Precisamos enfrentar o tempo,
e encontrar o tempo que precisamos,
para amar, abraçar, ajudar e ser encontrado...
Precisamos parar de perder tempo,
no que perdemos por não ter um tempo,
e achar um tempinho para fazer alguém feliz....
O tempo não para, mas paramos no tempo que não volta mais,
Nos ponteiros do relógio da vida,
vamos morrendo aos poucos,
sem viver ,mas a sobreviver,
e assim não pra ser feliz ,como a gente sempre quis !
INSPIRAÇÃO.
Quando estamos " inspirados",
juntos estão o otimismo,o entusiasmo,e a certeza de que nossas realizações, acontecerão..
è só uma questão de tempo.
A inspiração é o combustível criativo para a realização do que pensávamos ser impossível e que nos impulsiona para um movimento na direção dos nossos sonhos e objetivos.
Estar inspirado nos fortalece e nos transforma,e transformamos o impossível em " possível"!
Passamos boa parte de nossas vidas buscando ou correndo atrás do amor e da felicidade,
mas podemos também permitir que o amor e a felicidade nos alcancem.
Começar cada dia que amanhece inspirados,com objetivos a serem alcançados,
Nossa vida é curta e passageira
e precisamos fazer valer a pena viver,
sem ficarmos lamentando o que perdemos e o que passou.
Com inspiração deixaremos marcas por onde passar,deixando a luz iluminando todos os caminhos.
A inspiração é isso: força, coragem, fé ,esperança e amor.
Amar é inspiração da alma.
Felicidade faz parte de uma alma inspirada,
Família , trabalho,fé ,alguém que veio pra ficar,
Viver é uma inspiração.
Inspire-se !
E seja feliz !
Texto Inspiração
Gilberto Braga celebrante
Bem vindo 2023...
Esperança de um Ano Melhor
Que Deus proteja nossos passos
E tenhamos saúde em abundância,
Paz, Harmonia, fé e Prosperidade
Que Conquistas e Sucesso sejam constantes
E, se algo não der certo, que nós sejamos
Perseverantes, Resilientes e Persistentes.
Que possamos desfrutar com Alegria
Do melhor que a Vida possa nos oferecer
Feliz Ano Novo para todos nós!
Tenho convivido muito com o apego, apego emocional, material, físico e carnal, tenho convivido com às incertezas alheias.. mas a certeza que tenho é que definitivamente nada é seu, tudo é emprestado e momentaneamente parece-lhe ser seu!
Não se apegue ao que não te pertence, a vida começa a ser vivida, quando de fato, você compreende que nada te pertence e mesmo assim, compreende e segue feliz!
Espero que o tempo te faça mais forte, mais temente a Deus, e mais fiel aos princípios que você adquiriu com o passar de seus dias, não entregue tudo ao desespero, a saudade e a desilusão. Seja você o motivo da sua felicidade e quando tudo parecer estar perdido, lembre-se:
A palavra de Deus é reta, não faz curva, e a sua palavra vem dos caminhões retos de Deus!
Aos Clarões da Vida.
Vivamos então um romance verdadeiro com a própria existência, como se cada amanhecer nos ofertasse uma sinfonia inédita, executada pela luz primordial que inaugura o dia. Que a alegria, ao retornar em ondas serenas, nos recorde o bem vivido e desperte em nós o impulso de distribuí-lo com generosidade entre todos os que caminham ao nosso lado, mesmo aqueles que tropeçam em suas próprias incertezas, assim como nós também tropeçamos nas nossas. Que esse gesto perseverante de partilha e compreensão nos eleve a um modo mais lúcido de habitar o mundo, no qual a vida não seja apenas transitada, mas profundamente celebrada.
Que sigamos adiante como quem acende estrelas no próprio caminho, avançando com coragem para tornar cada instante digno de imortalidade.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
AMIGOS. TÍTULO DE DOAÇÃO SILENCIOSA.
"Já não vos chamo de servos, mas de amigos"
(João 15:15)
" Esse é o título de maior grandeza qual poderíamos esperar receber do meigo Nazareno e pelo mesmo fazermos jus em toda nossa existência no corpo ou fora dele. "
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
Dentre os ensinamentos mais elevados e perenes de Jesus Cristo, há um que se destaca pela profundidade ética e pela exigência moral que impõe ao espírito humano. Em dado momento, afirmou o Mestre que “o verdadeiro amigo é aquele que dá a sua vida pela vida do amigo”.
Se tomarmos essa afirmação em sua literalidade rigorosa, seremos forçados a reconhecer a escassez de amigos autênticos na Terra. Pouquíssimos seriam capazes de entregar a própria existência física em favor de outrem. Contudo, o ensino do Cristo não se restringe ao plano biológico. Ele se projeta no campo simbólico, moral e espiritual da vida. Dar a vida não é apenas morrer pelo outro, mas viver para o outro. É dedicar tempo, energia, cuidado, escuta, renúncia e presença. Eis o labor silencioso da amizade verdadeira, tarefa que somente os amigos assumem com naturalidade e nobreza.
Essas amizades profundas, viscerais e estruturantes manifestam-se com frequência no seio da própria família. Não raramente, os maiores amigos dos filhos são seus próprios pais. A mãe que se anula em favor dos filhos, o pai que abdica do descanso, do lazer e do repouso para garantir escola, alimento, vestuário e dignidade. São existências que se doam integralmente, mesmo quando os filhos ainda não possuem maturidade para reconhecer tal grandeza e transformam-se, por vezes, em exigentes inconscientes do sacrifício alheio.
Esses pais representam o arquétipo do amigo maior. Oferecem tudo sem contabilizar retornos, e há um valor pedagógico imenso quando o filho percebe que não há cobrança, apenas entrega. A amizade autêntica percorre esse caminho da gratuidade, onde o amor não exige recibos nem garantias.
Por isso a amizade não se negocia, não se impõe, não se exige. Ela nasce da sintonia, da afinidade moral, da comunhão de sentimentos e da ressonância íntima entre consciências.
Os amigos apresentam-se sob as mais variadas formas. Há amigos religiosos e amigos ateus. Amigos de fé superficial e amigos de convicção profunda. Há os expansivos e os silenciosos, os simples e os sofisticados, os que transitam nos ambientes do prestígio social e os que vivem nas periferias da existência. Não importa a origem, a aparência ou o estatuto. Quando o coração pulsa de modo diferente na presença do outro, quando há alegria mútua no encontro, ali se estabelece a amizade.
A amizade assume relevância singular porque, muitas vezes, permite uma abertura maior do que a existente entre consanguíneos. Há temas íntimos, dores profundas e fragilidades que se expressam com mais liberdade diante do amigo do que no âmbito familiar. Isso não diminui a família, mas enaltece a função terapêutica e fraterna da amizade.
Justamente por isso, a amizade exige respeito. Não é lícito ferir com palavras, humilhar com censuras ou violentar emocionalmente aquele a quem chamamos amigo. Quanto maior o afeto, maior deve ser a delicadeza. A discordância é legítima, mas jamais pode converter-se em hostilidade. O verdadeiro amigo transita livremente na intimidade do outro sem profaná-la.
Ser amigo é, portanto, estar disposto a dar a vida no sentido moral do termo. Daí a amizade aproximar-se da irmandade. O amigo verdadeiro é um irmão de escolha consciente.
Essa alma irmã merece fidelidade. A amizade autêntica manifesta-se na constância, na presença nos dias claros e nos dias sombrios. Existem os chamados amigos ocasionais, que só se aproximam enquanto há vantagens, recursos ou prestígio. Quando a fortuna escasseia ou a visibilidade desaparece, eles se afastam silenciosamente.
Também é preciso reconhecer que, por vezes, nós mesmos falhamos como amigos, procurando-os apenas nos momentos de crise e esquecendo-os nos períodos de estabilidade. A ética da amizade exige reciprocidade contínua, não conveniência circunstancial.
Valorizamos aqueles que permanecem conosco em qualquer clima da vida. A fidelidade afasta a suspeita. Onde há amizade genuína, não deve haver desconfiança sistemática.
É fundamental não confundir amigos com colegas. O coleguismo limita-se ao espaço funcional, ao convívio circunstancial do trabalho, do esporte ou do cotidiano social. A amizade, por sua vez, pressupõe confiança, transparência, abertura e compromisso moral.
Nesse sentido, o ensino do Evangelho de João ilumina a compreensão da amizade quando registra as palavras do Cristo: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Tenho vos chamado amigos, porque tudo quanto aprendi de meu Pai vos tenho revelado”. Jesus define a amizade pela partilha, pela verdade oferecida sem máscaras, pela sinceridade que não oculta nem engana.
Evidentemente, trata-se de uma linguagem simbólica. O Cristo revelou tudo o que podíamos assimilar, respeitando nossas limitações intelectuais, morais e emocionais. A pedagogia do amor também ensina a dosar a verdade conforme a capacidade de quem a recebe.
Assim deve proceder o amigo. Ele compartilha o que edifica, guarda o que pesa excessivamente e jamais transfere ao outro um fardo que este não possa sustentar.
A amizade é quase irmandade. Ser amigo é ser irmão por afinidade espiritual e escolha ética. Por isso, cabe-nos ampliar o círculo da amizade sincera e reduzir, tanto quanto possível, os espaços da inimizade enquanto caminhamos na Terra, pois cada amigo verdadeiro é uma ponte silenciosa entre o que somos e o que ainda podemos nos tornar.
" Aquele que afirma “não vou mudar” não revela firmeza, mas medo; não expressa identidade, mas apego; não manifesta convicção, mas resistência ao próprio crescimento. Psicologicamente, trata-se de um mecanismo defensivo; filosoficamente, de uma negação do devir; espiritualmente, de um atraso voluntário no caminho da evolução.
Mudar não é trair a própria essência, mas permitir que ela se manifeste em níveis mais elevados de consciência. A verdadeira fidelidade a si mesmo não está na rigidez, mas na coragem de transformar-se. Somente aquele que ousa abandonar as antigas máscaras pode, enfim, aproximar-se daquilo que verdadeiramente é. "
O Último Encanto e o Cântico do Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O último encanto de alguém não se extingue no instante da desilusão. Ele se recolhe. Regressa ao âmago do ser como uma chama que já não ilumina o exterior, mas passa a aquecer o interior da consciência. É nesse ponto silencioso que o encanto deixa de ser promessa e torna-se revelação. A desilusão não rompe o espírito. Antes o depura. Retira dele o excesso de expectativa e o conduz à nudez essencial do sentir.
É nesse território que surge a alma. Não como figura ornamental do sonho, mas como presença litúrgica do abismo. Ela não habita a luz que distrai, nem a cor que seduz. Habita o cinza primordial onde o ser aprende a sustentar o próprio peso. Seu domínio é o porão, não como cárcere, mas como útero do sentido. Ali, onde a consciência desce sem testemunhas, o espírito encontra sua matéria mais pura.
A alma não dança para ser vista. Ela se move para escutar o eco daquilo que foi esquecido. Cada gesto seu é um rito silencioso em que o eu se dissolve e dá lugar ao essencial. Não há ornamentos em seu percurso, pois toda ornamentação seria excesso diante da verdade que carrega. Sua dança não pede aplauso. Constrange ao recolhimento. Ela ensina que somente quem suporta a própria sombra pode tocar a inteireza do ser.
O porão que ela habita não é negação da luz, mas sua gestação. Ali a consciência aprende que o brilho superficial cansa, enquanto a penumbra forma. A alma revela que a maturidade espiritual não se alcança ascendendo, mas descendo. Despojando-se. Permanecendo. É nesse silêncio espesso que o encanto se refaz sem ilusões e o amor abandona a promessa para tornar-se presença.
Por isso, quando o encanto se desfaz, não é o fim. É a passagem. A alma deixa de buscar cores e aprende a ouvir a música anterior à forma. É essa música! . É esse o estro grave que sustenta o edifício invisível do ser. No seu porão, a alma encontra aquilo que a eleva sem ruído, sem brilho e sem máscaras. E ali compreende que a verdadeira luz não cintila. Ela permanece.
O Cativeiro da Agonia.
“Faço da minha vida um cenário da minha tristeza.”
E assim, a existência se converte em palco, e eu, ator sem aplausos, caminho entre sombras que se arrastam nas paredes da própria alma.
Agonia…
Tu que me encarceras e me vigias como sentinela antiga, tens mil portas abertas em tua fortaleza austera.
Eu, porém , cativo, não tenho nenhuma, ou talvez apenas uma:
o meu pensamento.
E o pensamento, este frágil portal para mundos possíveis, treme. Ele poderia ser fuga, ruptura, salto.
Mas não fujo.
Porque o dom dos abismos se levanta silencioso entre nós dois, entre tu e eu, como muralha feita de memórias, silêncios e ausências que se recusam a morrer.
E nesse intervalo, nesse vão entre o que sou e o que me dói, a vida permanece suspensa, hesitante, como vela acesa no vento que sopra de dentro.
Título: O Espetáculo da Vida — Entre o Caos e a Beleza de Existir.
A vida, em sua essência mais pura, é um espetáculo que se desenrola diante de olhos muitas vezes distraídos. Não há ensaio, não há roteiro fixo somos, simultaneamente, os atores, os diretores e os expectadores da própria existência. “não estamos aqui por acaso”. Cada alma vem à Terra para aprender, reparar e crescer. Cada dor é uma lição embrulhada em silêncio; cada encontro, um fragmento de eternidade disfarçado em casualidade. O palco humano é o grande teatro da evolução espiritual, onde o sofrimento não é punição, mas oportunidade de luz.
A vida é uma travessia emocional, um espetáculo psicológico em que o maior desafio não é vencer os outros, mas reconciliar-se consigo mesmo. As cortinas do tempo se abrem todas as manhãs, convidando-nos a ser protagonistas conscientes e não meros figurantes do nosso próprio destino.
Ele lembraria que o verdadeiro sucesso não está em colecionar aplausos, mas em desenvolver a capacidade de ser autor da própria história, mesmo em meio às tempestades.
Em cada conflito interno, um eco das próprias ações anteriores um chamado para o perdão e para a cura que transcende os limites do corpo. O reflexo das janelas da memória, que precisam ser limpas para que o olhar volte a enxergar o sentido do agora. O espetáculo da vida é grandioso demais para ser reduzido ao material, e complexo demais para ser vivido sem consciência.
A alma humana, é como um artista que muda de cenário a cada acontecimento, aperfeiçoando seu papel até que aprenda a amar incondicionalmente. O maior palco da vida é a mente quando ela aprende a transformar o medo em aprendizado, o passado em sabedoria e a dor em compaixão e recuperável, o espetáculo atinge sua mais alta forma de beleza.
No fim, o espetáculo da vida não é sobre aplausos, nem sobre o término da peça. É sobre o despertar.
Sobre compreender que cada ato, mesmo os mais tristes, compõe a sinfonia perfeita da evolução.
“O espetáculo da vida é sublime quando o espectador aprende a ser também o autor da própria alma.”
A Família e a Ética do Pensamento no subconsciente do Autoconhecimento.
A família é o primeiro cenário onde o ser humano ensaia sua ética interior. É ali, nos vínculos diários, que a alma aprende o exercício da tolerância, a pedagogia do afeto e o difícil aprendizado do silêncio diante da ofensa. A convivência familiar, muitas vezes árdua e desafiadora, revela o que ainda não sabemos sobre nós mesmos: as sombras que negamos, os limites que disfarçamos e os sentimentos que, em outras circunstâncias, permaneceriam adormecidos.
A ética do pensamento, nesse contexto, ultrapassa o mero domínio do comportamento externo. Ela exige vigilância íntima sobre o que se pensa, sente e projeta. Cada ideia é uma semente moral; cada emoção, um gesto silencioso que estrutura ou corrompe a harmonia do lar. Quando uma ofensa nos é dirigida, ela só ganha poder se for acolhida. Recusar a injúria, portanto, é um ato de sabedoria espiritual e de autodomínio psicológico é a consciência que prefere a serenidade à reação, o entendimento à disputa.
O autoconhecimento não é, assim, um luxo filosófico, mas uma urgência ética. Ser profundamente perseguidor dos sentimentos humanos é investigar a origem de nossas dores, reconhecer as intenções disfarçadas de bondade, compreender as raízes do medo e do orgulho. Tal busca, quando autêntica, nos torna menos juízes e mais companheiros; menos prontos a corrigir o outro e mais disponíveis a compreender-lhe o caminho.
Na atualidade em que a pressa e a fragmentação emocional dominam os lares torna-se indispensável o retorno à escuta sensível, ao diálogo sem violência, à observação dos próprios impulsos. Somente assim a família se converte em um santuário de crescimento mútuo, e não em um campo de reações automáticas.
O verdadeiro autoconhecimento é uma ética do coração: saber pensar com bondade e sentir com lucidez. E toda vez que recusamos a ofensa, optando pela compreensão, estamos, em silêncio, educando o mundo a partir do nosso lar.
O Delicado Poder de Decidir
Há decisões que não ferem moldam. Outras, porém, se recusam a nascer, e nessa inércia jazem os destinos não vividos, os amores que não se anunciaram, as auroras que jamais se ergueram. A pior decisão, portanto, não é a errada é a que se dissolve no medo antes mesmo de existir.
Decidir é confrontar-se com o abismo íntimo entre o que se sonha e o que se realiza. É um gesto de lucidez, uma convocação da vontade à arena da consciência. O indeciso acredita proteger-se na hesitação, mas ignora que a própria vida não suspende o seu curso para esperar-lhe a coragem. Nada é mais corrosivo do que a postergação disfarçada de prudência.
Não se colhem rosas a golpes de machado, porque toda conquista verdadeira exige delicadeza. O mundo interior responde não à força, mas à harmonia; não ao ímpeto brutal, mas à persistência serena. É necessário compreender que os frutos do destino não amadurecem sob coerção — são persuadidos pela paciência.
A vida, em sua soberana neutralidade, apenas reflete o cenário que lhe é oferecido. Se a alma lhe apresenta tempestade, ela a devolve em desordem; se lhe oferece jardim, ela o devolve em perfume. Somos, pois, escultores invisíveis daquilo que nos sucede.
Assumir a própria escolha é aceitar a dignidade de ser causa e não simples efeito. É o gesto silencioso de quem reconhece: “sou o autor do instante que me define.”
Porque viver, afinal, é decidir e decidir é despertar.
PSICOLOGIA DA FUGA - UM ESPELHO QUE SE RECUSA A REFLETIR.
A Ilusão da Fuga e o Lugar - Onde Mora a Felicidade.
“Ninguém foge verdadeiramente: apenas escolhe caminhos de ilusão, acreditando escapar de si, quando na verdade se perde em culpas e acusa os outros — até que a dor o faça retornar ao ponto de origem, onde sempre esteve a chave da própria felicidade.”
A PSICOLOGIA DA FUGA:
UM ESPELHO QUE SE RECUSA A REFLETIR.
Fugir é uma fantasia recorrente. Alguns fazem isso viajando, outros mergulhando em distrações, relacionamentos tóxicos ou mesmo em conquistas sucessivas. Mas a fuga mais sutil — e mais comum — é aquela de si mesmo.
Essa fuga se dá toda vez que evitamos encarar as verdades que habitam nossas emoções. Em vez de compreendermos nossas dores, culpamos os outros. Em vez de lidarmos com nossas falhas, nos escondemos atrás de máscaras de autossuficiência. Criamos narrativas que nos aliviem temporariamente da responsabilidade de amadurecer.
No entanto, o que ignoramos não desaparece — apenas se acumula. E um dia, retorna, como angústia, como vazio, como sensação de estar "perdido" mesmo rodeado de pessoas.
O ciclo da ilusão: perdidos na própria negação.
Ao evitar olhar para dentro, entramos num labirinto emocional. A cada tentativa de escapar, mais distante ficamos de nós mesmos. Muitas vezes, é apenas quando algo quebra — um relacionamento, um projeto, um plano — que somos obrigados a parar e escutar o que por tanto tempo tentamos silenciar.
A culpa, nesses momentos, costuma ser lançada sobre os ombros de alguém. É o outro que “não entendeu”, que “nos feriu”, que “nos fez sair”. Mas no fundo, estamos apenas projetando para fora a dor de um conflito interno mal resolvido.
A felicidade silenciosa: ela já estava lá.
A verdade mais consoladora — e por vezes mais esquecida — é que a felicidade raramente está em chegar a algum lugar. Ela mora, em silêncio, na sinceridade com que vivemos quem somos.
Ela está nas pequenas pazes que fazemos conosco, na leveza que sentimos quando não estamos fugindo, mas habitando o instante presente com autenticidade.
É possível que já estejamos vivendo momentos felizes — mas tão ocupados em procurar algo maior, idealizado, que não os reconheçamos.
Voltar para si mesmo não é retrocesso. É reencontro. É quando deixamos de correr em círculos para caminhar com direção. É quando compreendemos que a dor não veio para nos punir, mas para nos reconduzir ao centro de onde nunca deveríamos ter partido.
Não é que estejamos longe da felicidade. É que, ao fugir de nós, esquecemos como ela se parece.
