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UM POEMA SOBRE UM LUGAR
Como eu odeio você
desde quando eu cheguei
como eu odeio você
todo dia quando acordo
lembro que odeio você
e vou dormir todos os dias
ciente de que odeio você
você nunca me deu valor
desde quando eu cheguei
você não me quer aqui
todo dia quando acordo
eu não pareço com você
e vou dormir todos os dias
ciente de que odeio você
Me expulse de imediato
você nunca me deu valor
eu não sirvo pra sua mitificação
você não me quer aqui
na verdade é recíproco
eu não pareço com você
como você lidará com isso
ciente de que odeio você
se a geografiaé um acaso
me expulse de imediato
eu não penso como você
eu não sirvo pra sua mitificação
Seu pensamento é oblíquo
na verdade é recíproco
Como você lidará com isso
ciente de que odeio você
Namore uma mulher, que sorria.
Ela vai te ensinar, que são nas coisas mais simples da vida, que estão os momentos mais importantes.
Ela vai te ensinar, a não pensar demais, jogar fora o guarda-chuva, acabar a timidez, conversar mais do que permitido, tomar banho no rio.
Namore uma mulher, que sorria.
Ela vai te ensinar, a rir de todas as coisas esquistas da vida, e principalmente, não ligar para o que os outros pensam.
Namore uma mulher, que sorria, mesmo sem fazer nenhum som, de uma forma totalmente louca, você vai ter vontade de abraça-la.
Namore uma mulher, que sorria.
Ela vai te ensinar, que ser sério não tá com nada, a seriedade é duvidosa, a alegria é interrogativa.
Namore uma mulher, que sorria.
Ela vai te ensinar, que paixão e satisfação caminham de mãos dadas.
Namore uma mulher, que sorria.
Ela vai te ensinar, a ser imprudente, porque, se andar sempre em linha reta, não terá historias para contar.
Namore uma mulher, que sorria.
Ela vai te ensinar, a chorar nos filmes bobos. E dormir, nos filmes chatos.
Namore uma mulher, que sorria.
Ela vai te ensinar, que ninguém, deve julgar seus defeitos.
Namore uma mulher, que sorria.
Ela vai te ensinar, por mais que voce esteja sofrendo, um sorriso, sempre alivia um pouco.
Namore uma mulher, que sorria.
Ela vai te ensinar, que as vezes, é preciso chorar, porque, se você procurar felicidade eterna, não encontrará.
Namore uma mulher, que sorria.
Ela vai te ensinar, que amor não precisa de papel assinado.
Namore uma mulher, que sorria.
Ela vai te ensinar, a não arrumar a casa na segunda-feira, não sofrer com o fim do domingo.
Namore uma mulher, que sorria.
Ela vai te ensinar, que às vezes, começar de novo é exatamente o que uma pessoa precisa.
Namore uma mulher, que sorria.
Ela vai te ensinar, que as mulheres, não são frágeis.
Elas só querem, alguém para sorrir junto.
Texto editado, 09 de setembro de 2025.
Asas atrofiadas
O que é a escolha, senão o modo como moldamos nossas vidas? Decidimos — ou não — o que ela será daqui para frente. Para que olhar pela janela da vida, quando já não encontramos lados para contemplar?
É triste quando nossos caminhos se perdem. Não sabemos onde estamos, nem o que estamos fazendo. Sentimo-nos perdidos, incapazes de escolher para onde ir, para onde olhar. Nossos sonhos já não estão onde os deixamos. Não temos mais certeza do que fazer. Ficamos parados, murmurando nossas angústias e decepções, chorando pelos dias que já não estão mais aqui — dias que não podemos alcançar.
O que era belo já não é mais; o que parecia perfeito já não mostra perfeição. As cortinas caíram. Lá fora já não se veem as mesmas coisas: tudo mudou, e não há mais onde se esconder.
Agora, aqui estou: destruído, percebendo que todos ao meu redor mudaram. Suas asas cresceram, e eles voaram. E, cada vez que eu tentava olhar em busca de alguém, já não os encontrava.
E você? O que fará? Você não desenvolveu suas asas. Elas não servem, estão atrofiadas. Quando tudo era certo, você não quis acertar. Quando tudo se aprendia, você não quis aprender. Você ficou parado, e agora o que poderia te levar mais longe já não serve para nada. Não foram usadas. Você se arrasta, tentando sobreviver, mas já não tem forças — e morre exatamente onde sempre esteve.
Asas Atrofiadas
O que é a escolha, senão a forma silenciosa com que moldamos a própria existência?
Decidir — ou recusar-se a decidir — é traçar os contornos do amanhã.
Mas, às vezes, a janela da vida se abre diante de nós,
e não há paisagem a contemplar.
É triste perder-se nos próprios caminhos.
Não saber onde estamos, nem para onde vamos.
Sonhos ficam para trás, como sombras intocáveis,
e o tempo — implacável — nos rouba o alcance das mãos.
O que antes era belo se dissolve em cinza.
O que chamávamos de perfeito já não carrega perfeição.
As cortinas caem.
Lá fora, tudo mudou, e não há mais refúgio.
Aqui estou: despedaçado.
Vejo todos ao redor com asas abertas,
voando para horizontes que já não posso alcançar.
Procuro rostos conhecidos, mas encontro apenas o vazio.
E eu?
O que farei, se minhas asas não se ergueram?
Se o tempo de aprender passou despercebido,
e o instante de agir foi sufocado pela espera?
Minhas asas atrofiaram.
Não voei.
Arrasto-me pelo chão da própria vida,
e descubro — tarde demais —
que morrer parado dói mais do que cair tentando voar.
Hoje não levantei
Na cama fiquei.
Não quis abrir os olhos.
Com problemas pra resolver,
o cobertor puxei,
me cobri,
e ali me escondi.
Esperando essa onda
levar...
e voltar...
com a tranquilidade
das manhãs,
com cafés quentes,
que queimam o céu da boca
e nos preenchem de calor.
Das tardes ensolaradas,
o esplendor,
do céu azul e dos ventos fortes,
com pássaros assobiando —
lindos são as sonoridades.
Livres são as aves,
os pousos nas árvores,
o cheiro de plantas e flores
com o sereno da noite.
Hoje...
tempos anuviado.
Tempestuosos
são os pensamentos,
trazendo consigo
ventos gélidos.
E aquela luz...
já não brilha mais.
Mas os problemas ainda estão lá.
Mesmo que o mundo não esteja parado,
mesmo que o mundo
esteja em uma disputa com o tempo.
Sei que, na dissonância
de um cobertor escuro,
eu procuro...
não acho...
nada.
E me deparo:
ainda são cinco horas da madrugada.
E nada
me faz
levantar.
Fecho os olhos
novamente.
Não sei se estão fechados... ou abertos.
Na escuridão,
não importa o que é
ou o que não é.
Mesmo que eu veja...
ainda está escuro.
E procuro descansar.
Não me lembro mais do verão,
apenas do outono, com seu frio
e dos problemas que virão.
Despejo na imensidão da escuridão,
no quarto,
reflito,
repito:
“Nada há o que fazer,
a não ser se mover.”
Poema
Título : Na dissonância do cobertor
Autor: Nataniel Felipe Longo
Meu anjo sem asas, duquesa linda, aquelas segundas feiras apaixonantes na Ericeira e em Mafra quando a gente caminhava desfrutando o por e o nascer do sol a beira mar na Ericeira com taças de vinho, e beijava a tua essência pura recheada de paixão ardente, esses teus olhos cintilantes lindos como safiras.
E o teu cheiro gostoso e o teu calor simplesmente me inspiravam para escrever poemas à beira mar, e quando eu te poetisava com os meus lábios e com o meu toque poético pelo teu corpo. E suspirava ao teu ouvido junto ao batimento das ondas, e dizia-te és maravilhosa, és especial como o sol, fascinante como o mar e maravilhosa como o universo e bela como o amor.
O ser humano em si é ingrato.
Maltrata, humilha e também destrata.
Com o seu ego inflado machuca e mata.
É ruim, maldoso, perverso e até nefasto.
Esse ser que é um animal pensante.
Deve fazer jus ao privilégio da natureza.
E não ser um selvagem com destreza.
Mas a maldade é tão mais abundante.
Que esse mundão frio e sem sentimento.
Molda o nosso vil comportamento.
Deixando-nos frios e mortos por dentro.
A devassidão humana é algo torpe.
Que mostra o verdadeiro "eu" do humano.
Mostrando que de fato esse é desumano.
Que por fim o prêmio maior seja a morte.
Omnia vincit amor.
O amor tudo vence.
Pensamos conhecer uma história, mas apenas sabemos como termina.
Para chegar ao seu âmago....
Temos de voltar ao início.
Embalar-nos até ao nascer do sol. Um brinde! Proponho um brinde à vida porque ela é só uma. Vão por mim e vivam intensamente.
Omnia vincit amor. O amor tudo vence.
Na vida haverão pessoas que vão nos amar, nos respeitar, admirar quem somos, como também haverão pessoas que não gostarão de nós, algumas vão nutrir ódio e outras vão simplesmente ignorar a nossa existência.
E tudo bem, isso tudo faz parte das relações humanas!
Eu tenho tentado, dia após dia, viver amando, respeitando, admirando ou simplesmente ignorando.
Não sei se essa é a receita para felicidade, nem sei se existe uma...
Mas sei que se não me trará felicidade ao menos tem me garantido um pouco de paz!
Poema de um 2021 apaixonante.
De repente num momento fugaz o mundo se apaixonou por ti minha duquesa,
os fogos de artifício anunciam a tua essência.
As taças da realeza se cruzam e beijam-se e tocam-se,
e o champanhe borbulhante anuncia que o ano velho se foi e o ano novo chegou com novos amores, novos recomeços.
Cantamos uma só canção
um só hino:
o da Liberdade e do amor e felicidade
E o melhor ainda vem aí Duquesa,
e de como é bom viver.
À minha esposa, Ediana de Lemos:
Você é uma mãe, uma dádiva, um dom divino! Consigo ver em você essa dádiva, esse dom na sua presença constante. Ensinou os primeiros passos, as primeiras palavras ao nosso filho. Mostrou a dimensão do amor, de cada momento, dos atos de cada capítulo da vida não ensaiado, mas vividos em cada emoção. Uma esposa maravilhosa, uma excelente mãe! Contemplo essa excelência nos abraços nos beijos, numa conversa serena com nosso maior fruto!
Parabéns, meu amor, pelo seu dia. Feliz Dia das Mães!
Lua
Atraente e brilhante.
Guia da meia noite.
Sobre mim, carrega,
e como o mar me leva.
No escuro é a luz.
No meu pensamento reluz.
Dizem que tu és magia,
e, de fato, me encanta.
Para crianças é de queijo.
Para o sol, um lampejo.
Conjunta ao frio,
presencia abraços e beijos.
Te vejo refletir no mar,
e deitado na areia,
com tuas ondas em mim,
minha mente anseia.
Poesia da Informática (14/01/2001)
Acordei um dia pensando,
porque a noite estive sonhando,
com a tal de informática,
que mundo é este moderno
apesar de ser eterno
com essas coisas fantásticas!
Antes se admirava
o que a natureza criava
não tinha coisa mais bela
os campos cheios de flores
e gente com muito amores
e uma vida singela!
Mas a tal de tecnologia
trazendo progresso e magia
quis destruir o poeta,
não tem mais rima e trova
acabou a anedota e a prosa,
acabou também a seresta?
Mas você poeta valente
não se entregue de repente,
escreva seus pensamentos
aproveite o computador
e agradeço o criador,
que a seu autor deu talento!
Não esqueça os campos fluidos
um mundo belo e querido,
a pesar de tanta violência,
peço paz ao bom Deus
para amigos seus
e para todos clemência!
Saudade, palavra que só existe em nossa língua amada.
Saudade que bate e machuca por dentro de forma tão doída e amarga.
Seja essa saudade por algo ou alguém que um dia volte ou que nunca mais apareça.
Saudade que em demasia, transborda do peito e escorre em lágrimas, mas torcemos que vá embora e desapareça.
Porém, existe o outro lado da saudade.
Aquele que é gostoso de sentir mesmo não sendo confortável.
Mas, mesmo assim olhando por uma boa perspectiva esse sentimento por vezes nos abate.
Tentar exprimi-lo com palavras é pretensão tola.
Visto que, um sentimento dessa magnitude é deveras incompreendido.
Por grande parte de nós nunca sem fará qualquer sentido.
Se é que, nessa vã ideia tupiniquim.
Conseguiremos dizer ao mundo.
Que a nossa saudade de fato nos pertence.
Ou quem sabe se nesse mundão exista saudade, não com esse nome, mas com a mesma intensidade.
A vida é pequena demais para não ser vivida.
Somos apenas poeira estelar nesse vasto universo.
Vagando procurando quem sabe uma saída.
Tentando responder algo tão indigesto.
Qual é o verdadeiro sentido da vida?
Muitos dizem ser uma obra divina.
Tantos outros uma obra do acaso.
E cá fico eu, pensando e fracasso.
Indigesto mesmo nesse mundo é a fome.
Que de tão avassalador nos consome.
Seja ela uma fome literal ou intelectual.
Tornando-nos mais próximos de ser irracional.
Por fim, chega-se a uma mera conclusão.
Onde não temos respostas para todas as perguntas.
No entanto, o conhecimento nos tira da escuridão.
E são nas dúvidas que surgem grandes respostas.
A dama e o sonhador
Minha doença rasgou meu futuro com violência
Transbordando meu amanhã de incertezas e meu hoje de carências
Os que me rodeiam reconhecem e se chocam com a lua, afinal, por que tamanha inclemencia?
Nunca pude dar um passo a frente dos meus sonhos, e me dizes que com você não será diferente
Sendo assim, ensine-me, como não viver em profunda agonia sem tê-la presente?
És a dama que drenou o meu vital e me encheu de impotência
Não ter a achado tirou-me os porquês fundamentais para confrontar a vida com valência
A lua é minha testemunha de que não sou como as demais estrelas.
Meu propósito ao vê-la fora virtuoso, mas precisei da aprovação daquele que acredito não nos querer próximos de novo
Sempre me vi sábio, mas desta vez quero ver-me tolo.
A Felicidade de Viver
Nos braços do sol nascente,
A vida começa a brilhar,
Com um sorriso quente,
E um coração a palpitar.
A brisa leve do vento,
Traz consigo um cantar,
É a felicidade no momento,
Que nos faz sonhar.
Os campos verdejantes,
Despertam nosso olhar,
São momentos cativantes,
Que nos fazem amar.
O riso de uma criança,
No parque a correr,
É a pura esperança,
De um novo amanhecer.
Nas pequenas alegrias,
Nos gestos a florescer,
Encontramos harmonias,
Que nos fazem viver.
Amigos ao nosso lado,
Nas horas de lazer,
São tesouros guardados,
Para sempre manter.
E assim, na simplicidade,
A felicidade vem se esconder,
É a doce realidade,
De quem aprende a viver.
MOÇA DO DECOTE
Poema de Félix Di Láscio
Está em mim
O brilho do seu rosto.
Que é constante
A todo momento.
Que maravilha,
Teus seios palpitantes!
Parecem voar
Sobre mim e em
Minha direção
Cheirinho Abbey.
Moça do decote
Advinha o que pensei?
Pensei em ti,
No Havai.
- La vie est belle!
AMOR COMO ÁGUA
Já vi nascer o amor como gotas, surgindo através de pequenos gestos desavisados, preenchendo o vazio em mim, caindo uma a uma, percebidas no silêncio do frio.
Já fui pego desprevenido pelo amor como chuva, mas que se tornou temporal, dominante, cheio de emoção, que se instalou, intenso, mas, depois da tormenta, trouxe a redenção.
Já sofri o amor como vapor, que sobe, invisível, envolvente, suado, indecifrável, sensível, com um toque de mistério, mas que repentinamente, sem me levar a sério, desapareceu sem critério.
Já me deixei levar pelo amor como correnteza, que me tomou sem pedir permissão, me carregou com força, me puxou, me lançou e me afogou na paixão.
Já vivi o amor como ondas, que se moviam num ritmo secreto, ora calmo, às vezes agitado, ora quente, às vezes gelado, mas sobretudo incerto.
Já senti o amor como oceano, profundo, vasto e sem fim, tendo eu a esperança de chegar em algum lugar seguro, naveguei sem pensar que o amor poderia me matar assim.
O amor como água não é estático, linear e passageiro, seja vendo, indo, sofrendo, deixando, vivendo e sentido, se revela no fundo, dinâmico, profundo, puro, transparente e límpido.
Você pode partir e nunca mais ser igual,
Ou até voltar, mas nada será original.
Pode ficar para tudo manter,
Mas será que seu coração vai se conter?
Pode chorar por quem se foi,
Ou sorrir pelo que a vida te impôs.
Pode lembrar de um dia marcante,
Mas é a saudade do simples que será mais cortante:
Da sua mãe chamando você,
Do seu pai pegando sua mão pra te proteger,
Dos desenhos vistos com seu irmão,
Do caminho pra casa e da diversão.
Do cheiro sentido naquele abraço,
Do encontro esperado no mesmo espaço,
Do jeito que ele olhava você,
Com aquele olhar que fazia derreter.
Então guarde bem essas lições:
Não se perca em falsas paixões.
Desabafe com cautela e calma,
Não entregue à toa sua alma.
Antes só do que mal amado,
Esperar não é ficar parado.
Renunciar não apaga o querer,
E o tempo ensina, mas não faz esquecer.
