Textos Felicidade
Todos buscamos a felicidade. O melhor é buscar a paz.
Vendem-se muitas felicidades hoje em dia. O carro que traz a felicidade, a viagem que leva à felicidade, a cerveja que cerca você de felicidade, o celular que é tudo o que você quer, a operadora que é mais do que você imaginaria, o perfume que abre um mundo de sonhos, o aparelho de ginástica que é o sonho da sua vida….
E, no pacote, todos trazem a obrigação de ser feliz. Mas se você não se sente feliz, mesmo com a conquista do seu objeto de desejo, você se sente culpado. Por não se sentir feliz.
Quando você está em paz, você não está preocupado em estar feliz. Porque você está bem.
Com todas as atribulações da vida, é certo que um dia você está feliz, no outro nem tanto. Um dia você pode até estar triste. Faz parte dos ciclos da natureza e da vida. De qualquer modo, você estará bem se estiver em paz.
Buscar somente a felicidade traz ansiedade. Ansiedade é falta de paz.
Em paz, você desfruta dos momentos de felicidade com gratidão e leveza. Em paz, você supera os momentos de adversidade com fé e confiança. Você não vai encontrar a felicidade que procura se seu coração não estiver em paz.
Muitas vezes, as pessoas não percebem que procuram o sofrimento. Um coração que já sofreu e se sentiu infeliz parece não ser capaz de aceitar a felicidade. As situações à sua volta acabam sempre trazendo mais decepções e aborrecimentos, onde, invariavelmente existe alguém que vai fazê-lo sofrer. Afinal, o sofrimento não pode ser auto infligido: a dor deve ser provocada por outra pessoa, pois só assim esse coração pode se livrar da culpa e continuar em seu papel de vítima.
Se você notar isso em seu comportamento, procure observar o acontecimento, tomar consciência da situação, compreender a sua lição. Assim você pode se libertar desse fardo e começar a cultivar os lírios brancos da paz em seu coração, que irão germinar, florescer e lançar suas sementes de luz e serenidade.
Quando sentir essa paz, você não vai precisar ir em busca de mais nada para ser feliz. Todas a conquistas e realizações serão desfrutadas como acréscimos em sua vida, e não como meios indispensáveis para alcançar a sua felicidade. As coisas boas vão lhe proporcionar um “estado de felicidade”, que se somará ao seu “estado de paz”.
Nesse estado de paz, as tristezas, dissabores, ansiedades e frustrações são suportados com mais serenidade, no entendimento dos ciclos naturais que, como as marés, vão e vêm, renovando a vida em seu ritmo incessante.
Noemi
Todos buscamos a felicidade. O melhor é buscar a paz.
Vendem-se muitas felicidades hoje em dia. O carro que traz a felicidade, a viagem que leva à felicidade, a cerveja que cerca você de felicidade, o celular que é tudo o que você quer, a operadora que é mais do que você imaginaria, o perfume que abre um mundo de sonhos, o aparelho de ginástica que é o sonho da sua vida….
E, no pacote, todos trazem a obrigação de ser feliz. Mas se você não se sente feliz, mesmo com a conquista do seu objeto de desejo, você se sente culpado. Por não se sentir feliz.
Quando você está em paz, você não está preocupado em estar feliz. Porque você está bem.
Com todas as atribulações da vida, é certo que um dia você está feliz, no outro nem tanto. Um dia você pode até estar triste. Faz parte dos ciclos da natureza e da vida. De qualquer modo, você estará bem se estiver em paz.
Buscar somente a felicidade traz ansiedade. Ansiedade é falta de paz.
Em paz, você desfruta dos momentos de felicidade com gratidão e leveza. Em paz, você supera os momentos de adversidade com fé e confiança. Você não vai encontrar a felicidade que procura se seu coração não estiver em paz.
Muitas vezes, as pessoas não percebem que procuram o sofrimento. Um coração que já sofreu e se sentiu infeliz parece não ser capaz de aceitar a felicidade. As situações à sua volta acabam sempre trazendo mais decepções e aborrecimentos, onde, invariavelmente existe alguém que vai fazê-lo sofrer. Afinal, o sofrimento não pode ser auto infligido: a dor deve ser provocada por outra pessoa, pois só assim esse coração pode se livrar da culpa e continuar em seu papel de vítima.
Se você notar isso em seu comportamento, procure observar o acontecimento, tomar consciência da situação, compreender a sua lição. Assim você pode se libertar desse fardo e começar a cultivar os lírios brancos da paz em seu coração, que irão germinar, florescer e lançar suas sementes de luz e serenidade.
Quando sentir essa paz, você não vai precisar ir em busca de mais nada para ser feliz. Todas a conquistas e realizações serão desfrutadas como acréscimos em sua vida, e não como meios indispensáveis para alcançar a sua felicidade. As coisas boas vão lhe proporcionar um “estado de felicidade”, que se somará ao seu “estado de paz”.
Nesse estado de paz, as tristezas, dissabores, ansiedades e frustrações são suportados com mais serenidade, no entendimento dos ciclos naturais que, como as marés, vão e vêm, renovando a vida em seu ritmo incessante.
Noemi
Na vida, aprendi que nem sempre estarei feliz — e tudo bem. A felicidade vai e vem, mas a paz é o que permanece quando a gente aprende a aceitar, soltar e seguir.
Hoje, não quero controlar tudo, nem provar nada a ninguém. Quero apenas ter paz no coração, silêncio na mente e a consciência tranquila.
Porque, no fim, talvez a verdadeira felicidade seja justamente isso: estar em paz com quem somos e com aquilo que não podemos mudar.
Olho para o mundo e tenho medo dele. Acho que no fundo tenho medo da felicidade ou ela de mim. Sempre que estou muito feliz fico desconfiada. Desconfio secretamente e vou-me afastando para que ela não acabe por si só. Prefiro eu correr dela, assim não corro o risco da felicidade me deixar.
Fico em silêncio por um longo tempo e procuro saber o valor dele. Há tantas coisas que eu queria escrever, mas, não posso. As palavras me deixam com medo, por isso fico calada. Há tantas coisas que nunca escrevi e que morrerão comigo. Este silêncio é a minha garantia. Dentro dele está o meu EU gritante.
Quero explodir para que as palavras se libertem. Seria uma loucura as palavras soltas por aí. Ninguém entenderia nada, porque elas se misturariam. Às vezes quero a verdade outras vezes o oposto dela me alimenta. O cotidiano me mata de tédio, por isso me reservo e escrevo.
A vida é tão passageira! É como um sopro. Sopramos e ela se vai. Não entendemos nada da vida e isso me deixa angustiada. Pensar que a vida é um sopro, logo vem à minha mente uma bolha de sabão solta no ar. Tocamos nela e ela explode.
Ficam no ar apenas pedacinhos que vão se desintegrando um a um. Assim imagino o sopro da vida. Uma película muito fina, quase invisível, transparente, brilhante com multicores como se fosse um arco-íris. Duram apenas alguns segundos e explodem.
São os segundos mais belos que nossos olhos já fotografaram e guardaram na gaveta do tempo. Assim é o sopro da vida. Simples, intenso e belo. Se deixarmos passar em branco ele se vai sem deixar nenhum vestígio.
A Felicidade e o Agora
Sentei-me num banco ao pôr do sol,
Com a brisa a contar-me segredos do tempo.
Perguntei ao vento, perguntei à coruja:
"Por que a felicidade é só um momento?"
Com olhos profundos de noite estrelada,
Ela sorriu na sua quietude sã.
"Tu buscas no longe, esperas no tempo,
Mas a felicidade está onde estás amanhã."
Suspirei com o peso dos dias passados,
Dos sonhos guardados num frágil baú.
Sempre esperando o dia perfeito,
Enquanto o presente se esvaiu.
"Olha à tua volta," a coruja insistiu,
"O céu se incendeia, a terra respira.
A vida acontece no agora que pisas,
E a felicidade não é mentira."
Então compreendi, com alma serena,
Que a felicidade não é um destino final.
Ela mora no instante, no riso, no afeto,
No voo da coruja e no mundo real.
"Felicidade... o que é felicidade?
Encontrei algum dia?
Até parece fantasia!
Coisa de gente grande...
de gente do dia a dia!
Não sei o que aconteceu
com a humanidade...
com o ser humano,
procurando e não achando
o que queria!
Mas... meu Deus!
Confiança... mais confiança... um dia,
tenho certeza,
vou encontrar com alegria!
O coitado do pobre...
O coitado do rico...
É verdade!
O que aconteceu?
Não conseguiu o que pedia!
Eu luto... você luta...
A humanidade luta...
Nós lutamos!
Pra que tudo isso?
Você não passa, desculpe-me,
de um "chouriço",
todo embutido, franzido, tolhido,
cheio de soberba, amigo!
Não sou charlatão,
não quero dizer que sou um bom...
mas, seja honesto...
diga-me a verdade,
quero saber agora:
onde está a Felicidade?
Quero, sim eu quero que se lembre de algo: você merece a felicidade, mesmo que algo possa ter ferido teu coração. Você merece a paz, mesmo que tenha enfrentado tempestades. Um dia, ao tratar a si mesmo com o amor e o respeito que sempre desejou receber dos outros, você compreenderá a força extraordinária que possui. Você é insubstituível!
E, talvez nesse dia, entenderá que tudo — absolutamente tudo — aconteceu para te levar exatamente aonde você deveria estar. Aí, na pessoa linda que é vc! É tudo que eu quero...
Felicidade sem fim
(Mauro A Evaristo)
Desejo-lhe felicidade sem fim,
Vida plena, farta, sem pantim,
Flores na estrada além dos jardins,
Perfumes no ar de mil serafins.
Desejo-lhe muito além do olhar,
Vontade de gente boa abraçar,
Perfume doce das flores no ar,
Caminhos pro bem se realizar.
Desejo-lhe compreensão pra perdoar,
Vida plena, longa em muito amar,
Certeza vívida a se conhecer
E muita boa vontade em falar
A quem quiser ouvir quando dizer
Que há poder infinito em cada Ser.
feradapoesia.blogspot.com
O que é a felicidade pra mim?
Antigamente, eu diria que amar e ser amada, preferencialmente trabalhando com o que ama também. O que, pra mim, já que essa é uma pergunta muito subjetiva, seria tudo o que eu queria e precisava. Hoje, eu digo que a felicidade só existe realmente em filmes e séries onde a justiça sempre acontece e geralmente o amor dá certo de alguma forma, por mais improvável que seja. Hoje eu não acredito em felicidade, só em momentos felizes que nunca duram o bastante e raramente acontecem.
O nosso mundo é uma fábrica de dor, não de sorrisos. É inútil esperar pela felicidade. Raramente alguém consegue isso. A dor é a única certeza da vida, tanto física quanto emocional. Quando você para de esperar por algo bom, é quando para de sofrer tanto pela falta disso. Você entende o jogo.
Se há felicidade, não é aqui. Talvez do outro lado, em outra vida, em outro mundo. Mas não aqui. Raros sortudos conseguem isso, mas mesmo assim, costuma acabar em algum momento. Se a gente considerar o amor como parte da felicidade de alguém, que é sempre subjetivo, a vida sempre vai dar um jeito de arrancar a pessoa de você, ou te arrancar dela se você tiver mais sorte e viver menos. Mesmo que encontre o "felizes para sempre", em algum momento vai perder ou será a perda. Claro, eu preferiria viver isso, mesmo que perdesse, do que não, mas... Pra os raros que conseguem isso de verdade, além da fachada, ou de relações de plástico, por conveniência, onde seria fácil deixar o outro pra trás, mesmo esses não costumam ter um final feliz, ainda que consigam, contra todas as probabilidades, uma vida assim.
As vezes sinto falta de acreditar nisso, mas raramente eu sinto de novo como se o impossível fosse possível. Talvez, por crescer entre o fim dos anos 90 e início dos 2000, vendo comédias românticas, me tornei uma romântica e tive, desde que me entendo por gente, o amor como a razão da tudo. Hoje o amor é algo fora de moda, considerado tosco e até estranho. Essa não é mesmo a minha época. Sinto que perder isso foi como perder o sentido de tudo. Isso era a felicidade pra mim. Antes eu dizia, e realmente acreditava, que poderia morar embaixo de uma ponte e ser feliz, contanto que estivesse com quem amo. Eu sei, é estúpido. Mas essa é a verdade sobre mim. Felicidade, pra mim, é ilusão.
Hoje o dinheiro é o que mais importa pra tornar a vida um pouco menos insuportável, já que ele vale mais que a vida de qualquer pessoa no sistema que vivemos. Além disso, por minhas questões de saúde, jamais poderia morar embaixo de uma ponte hoje. No fundo, ainda daria tudo pra reencontrar o que perdi e mudar de ideia, mas... Aqui é a vida real, não é?
- Marcela Lobato
Após alguns meses esperando,
num misto de felicidade e medo,
finalmente, nascestes ao meu mundo,
amar ganhou um novo significado,
aquele misto desentimentos
ainda perdura,
uma experiência muito diferente
das outras,
um aprendizado a cada dia,
às vezes,é uma loucura,
eu te dei a vida e em troca,
ressignificastes a minha,
ela tem mais valor,
sem ti, agora, ela seria vazia,
quero ser uma mãe cada vez melhor,
és parte da minha alegria,
meu intenso e verdadeiro Amor.
Os girassóis de van Gogh, elementos predominantes da sua arte, o florescer radiante de felicidade nos seus momentos de angústia tão frequentes, suas luzes de esperança na escuridão do seu grande desespero, possível vislumbre da sua infância que não se perdeu no tempo
Penso que estava pintando cada girassol enquanto era impactado como se estivesse acompanhado de uma presença cativante de uma jovem venustidade, que deixava seus dias mais exultantes, brevemente equilibrados, compensando todo o seu desgaste, um forte laço
A propósito, prestando atenção nos teus olhos, consigo ver a essencialidade dos girassóis com o teu olhar voltado para tudo que edifica a tua existência e no teu corpo delicado, vejo a delicadeza de suas pétalas, um efeito prazeroso que volta quando é prestado de uma maneira lúdica e intensa
E eu sendo um poeta, coloco prontamente essa compreensão nos meus versos, assim, posso dizer respeitosamente que van Gogh não é o único que tem girassóis na sua arte, considerando por exemplo esse girassol atraente que acabei de colocar neste meu poema com tanto destaque.
Admirável combinação da visão de um mar vasto e tranquilo e a felicidade de um sorriso cheio de gratidão, uma essência voltada para a profundidade, um momento de muita leveza sem nenhuma preocupação, Graças ao Senhor, um indício forte de resiliência, de um amor sensato, acompanhado da razão a respeito da própria existência
Percebendo o primor da natureza e o valor dos seus benefícios, o feito transformador de quando se tira um tempo para se observar, sentir o movimento dos ventos tocando a pele, percebendo que até o mar que fica muito agitado também consegue se acalmar e seguir vívido, assim, às vezes só é preciso respirar fundo e continuar seguindo
O mundo chega a ficar cinza, talvez pouco expressivo com o clima fechado por fatos que desmotivam, mas pode ser colorido caso alguém consiga não se deixar ser controlado pelo cansaço da rotina e assim, conseguir aproveitar a partir das brevidades que avivam pela grandeza de suas simplicidades, como admirar as águas do mar nos seus instantes de tranquilidade.
O Choro que Nasce e faz a Felicidade Renascer
A partir da gestação, o conceito limitado que eu tinha de amor foi transformado por você; e, quando finalmente nasceu no meu mundo, veio o seu choro de vitalidade e as lágrimas da minha emoção — minha maior felicidade.
E não demorou muito para que as suas risadas passassem a ser a melhor sonoridade que passei a ouvir: rica em pureza, espontaneidade e esperteza; um sentir tão forte que não pode ser expressado fielmente em palavras.
Com certeza, uma bênção de Deus muito desafiadora, mas que sempre compensou e compensará cada desafio, pois a minha vontade de viver e de lutar só aumentou com a sua linda chegada nos meus caminhos
No seu belo sorriso, uma luz poderosa que alegra a minha alma; o raio de sol que ilumina e fortalece os meus dias; a grande motivação para continuar a minha jornada na sua companhia, onde nada tem sido em vão.
Por tudo isso, tenho Gratidão ao Senhor por sua existência. Você ainda é uma criança, entretanto, logo deixará de ser; está saudável, crescendo depressa. Então, não quero perder essa sua fase, minha princesa, nem nenhuma outra, tanto na alegria quanto na tristeza.
A Partir da sua Risada, Um Sabor de Felicidade
A sua risada espontânea é alta e gostosa de se ouvir; transmite o entusiasmo da infância, e puxa a lembrança de que, a partir da simplicidade, é possível ser feliz, pois a vida não é feita apenas de cobranças e de seriedade. Assim, ela encanta pelo seu jeito de ser: reúne profundidade, bom humor, espontaneidade e amor; a essencialidade de menina em uma linda mulher que aguça o sabor de uma felicidade genuína que faz o viver ter mais valor. A cada riso, uma conquista.
A Vinda da Tua Felicidade e o Agradecimento do Teu Sorriso
Veio uma brisa suave e chamou alguns fios dos teus cabelos para dançar; o teu belo sorriso estava emocionante, brilhando como raios de sol em um fim de tarde — uma cena hipnotizante; o real ornado pela ludicidade.
Tu parecias uma arte singular, cheia de amor em movimento, usufruindo de uma felicidade sincera que não sentia há muito tempo, que reanimou a tua essência e acelerou os teus batimentos; tudo numa mesma frequência.
Logo, aquele cenário à tua volta foi tomado por tua intensidade, por teus sentimentos — um fervor incansável de liberdade, elegância e um toque de atrevimento. Graças ao meu imaginário, pude ver de perto o teu avivamento.
Eu já tentei me encaixar nesse mundo que mede tudo em cifras, sabe? Como se a felicidade fosse uma planilha bem organizada, com saldo positivo no fim do mês e um carro brilhando na garagem. Mas a verdade é que eu nunca consegui levar isso muito a sério. Dinheiro é importante, claro, ninguém aqui vive de vento e poesia… mas transformar isso no centro da vida? Ah, aí já é pedir demais pra minha alma inquieta.
Porque enquanto tem gente contando moedas, eu tô contando momentos. Enquanto tem gente correndo atrás de status, eu tô correndo atrás daquele silêncio gostoso que aparece no fim da tarde, quando tudo desacelera e eu finalmente consigo ouvir meus próprios pensamentos sem interferência externa. E olha… isso não tem preço, não tem promoção, não parcela em doze vezes no cartão.
Eu descobri, meio sem querer, que a felicidade não faz barulho. Ela não chega anunciando, não vem com etiqueta de marca famosa, nem precisa de aprovação alheia. Ela mora quietinha dentro da gente, igual aquele cantinho da casa que só a gente sabe o valor que tem. E às vezes ela aparece nas coisas mais simples possíveis… num café quente, numa risada boba, num prato feito com carinho, num dia comum que resolveu ser leve.
E é curioso, porque quanto mais eu me desapego dessa ideia de ter para ser, mais eu sinto que já sou. Já sou suficiente, já sou inteira, já sou feliz dentro do que cabe na minha realidade. Não é sobre rejeitar o dinheiro, é sobre não deixar ele mandar em mim. Não é sobre não querer crescer, é sobre não me perder no caminho tentando provar algo pra quem nem tá realmente olhando.
Tem gente que olha e não entende. Acha estranho essa minha tranquilidade, como se fosse falta de ambição. Mal sabem que é exatamente o contrário. Eu tenho ambição sim… mas é de paz, de liberdade, de viver uma vida que faça sentido pra mim. E isso, sinceramente, vale mais do que qualquer status que precise ser exibido.
No fim das contas, eu não quero impressionar ninguém. Eu quero me reconhecer no espelho e pensar “tá tudo bem por aqui”. E quando esse sentimento vem, leve, verdadeiro, sem esforço… pronto. Ali mora a minha riqueza.
E se você também acredita que a felicidade pode ser simples e profunda ao mesmo tempo, clica no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. A leitura é grátis para assinantes Kindle.
Sinto falta de quando a minha felicidade cabia em duas palavras suas: “bom dia”, “boa noite”, “te amo”.
Era tão simples e, ainda assim, fazia meu coração amanhecer antes do sol.
Eu sorria para a tela, como quem recebia o mundo inteiro em uma pequena notificação.
Hoje, até mudei o som do meu celular.
Não porque deixei de gostar, mas porque nossa história já decorou cada nota dela, na esperança de te ouvir.
E é isso que mais me dói: não sentir falta de nenhuma notificação, nem de momentos extraordinários.
Eu sinto falta do simples: do seu “bom dia”, do seu “boa noite”, do seu “te amo” e do meu sorriso bobo.
Daquelas pequenas mensagens que faziam eu me sentir a pessoa mais feliz do mundo.
Não sinto saudade ou falta de uma mensagem.
Sinto saudades e falta de quem eu era quando ela vinha de você.
Sinto falta e saudades de “você”.
A Felicidade Entre a Declaração e o Silêncio
Há vidas que se sustentam no brilho da superfície. São existências que proclamam, com voz firme, estar felizes, como se a repetição da palavra fosse capaz de transformar o vazio em plenitude. Mas a felicidade que precisa ser dita é, muitas vezes, apenas máscara: uma narrativa construída para convencer os outros — e a si mesmo — de que há sentido onde, na verdade, há apenas vertigem.
Essa felicidade declarada é feita de festas intermináveis, de aplausos que ecoam por instantes, de conquistas que se dissolvem tão rápido quanto surgem. É uma felicidade que depende do olhar externo, da plateia que valida cada gesto, da confirmação que nunca é suficiente. Quando as luzes se apagam e o silêncio retorna, resta apenas a solidão. A companhia efêmera se desfaz, os vínculos superficiais evaporam, e o afeto é substituído por euforia passageira. A narrativa de que se está só “por opção” é escudo contra a dor de não encontrar alguém que corresponda às exigências de uma lista impossível. O brilho fora compensa o vazio dentro, mas não o elimina.
A felicidade autêntica, ao contrário, não precisa ser proclamada. Ela não se sustenta em discursos, mas em presenças. É discreta, mas sólida. Não nasce da necessidade de ser vista, mas da profundidade dos vínculos, da intimidade preservada, da paz que não depende de testemunhas. É uma felicidade que resiste ao silêncio, que permanece quando não há plateia, que não se desfaz quando o mundo se recolhe.
Declarar-se feliz pode ser, paradoxalmente, sinal de fragilidade. É como repetir uma frase para convencer-se de sua veracidade. A felicidade verdadeira não precisa de palavras: ela se reconhece no olhar sereno, na tranquilidade dos gestos, na ausência de necessidade de afirmação. É uma felicidade que não teme a invisibilidade, porque encontra sua força no íntimo.
Assim, distinguem-se dois modos de viver: o da felicidade declarada, que brilha intensamente, mas se apaga quando a energia externa se esgota; e o da felicidade silenciosa, que não precisa de palco, porque encontra sua plenitude no silêncio. Entre o parecer e o ser, cada um escolhe o caminho que deseja trilhar. Mas é no silêncio, e não na proclamação, que a felicidade revela sua densidade mais profunda. Pois o verdadeiro sentido não está em dizer “sou feliz”, mas em não precisar dizê-lo.
Tatianne Ernesto S.Passaes
Vivemos projetando felicidade no futuro, como se a vida estivesse sempre na próxima conquista, no próximo objetivo ou na próxima oportunidade. Nessa busca constante, corremos o risco de transformar a existência em uma eterna espera, esquecendo que a vida acontece no presente.
A mente ansiosa habita aquilo que ainda não existe; a mente sábia reconhece a riqueza do que já foi construído. O ser humano frequentemente sofre não apenas pela falta de algo, mas pela incapacidade de perceber o valor do que já possui.
Gratidão não é conformismo, nem renúncia ao crescimento. Pelo contrário, é a capacidade de reconhecer significado antes de exigir mais da vida. Quem aprende a enxergar a abundância do presente deixa de ser refém da escassez imaginária do futuro.
A verdadeira prosperidade começa quando a consciência alcança aquilo que os olhos, acostumados à ausência, insistem em ignorar. Afinal, a vida não é feita apenas do que ainda queremos conquistar, mas também de tudo aquilo que já nos foi dado, construído e vivido. O futuro inspira, mas é o presente que sustenta a existência.
sorrir
pra não chorar de saudade
da felicidade
daquele seu olhar
quando eu chegava e batia palmas lá no seu portão
você atendia brava e perguntava
por onde eu andava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
por onde eu andava você perguntava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
eu vou sorrir
sorrir pra não chorar de saudade daquele seu olhar
que me perguntava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
que me perguntava por onde eu andava
por onde eu andava? que não vem me visitar
