Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Textos Famosos que Falam sobre Sobreviver

Cerca de 13781 frases e pensamentos: Textos Famosos que Falam sobre Sobreviver

Agora é Decisão


Não é sobre falta de tempo.
É sobre falta de decisão.


Nós sabemos quando algo está errado. Sabemos quando estamos nos afastando de quem amamos. Sabemos quando o orgulho começa a falar mais alto que o afeto. Sabemos quando estamos empurrando um sonho para “depois”. A consciência não é o problema. O problema é o que fazemos com ela.


Entre perceber e agir existe o medo. Medo de perder, de falhar, de não ser aceito, de começar de novo. E então justificamos.
Dizemos que precisamos pensar melhor.
Dizemos que não é o momento ideal. Dizemos que semana que vem será diferente.


Mas aqui está a verdade simples:


Se você sabe
e não faz,
você já escolheu.


Não escolher também é escolha. Não agir também é ação. O que você adia continua produzindo consequência.


A vida raramente destrói tudo de uma vez.
Ela desgasta.
Ela esfria o que era intenso.
Ela transforma presença em convivência automática.


Devagar o suficiente para que a gente se acostume. E o mais perigoso não é o erro. É a adaptação ao que nos diminui.


Será que sabemos mesmo?
Ou apenas evitamos encarar?


Porque consciência sem movimento vira peso. E o peso acumulado vira arrependimento.


O tempo não negocia com indecisão. Ele não pausa até que você se sinta pronto. Ele segue. E enquanto segue, revela uma lógica inevitável:


O que você não decide
também decide você.


Viver dói. Amar expõe. Mudar desestabiliza. Mas não viver endurece.
Não amar esvazia.
Não mudar corrói lentamente por dentro.


A dor da ação é aguda; a dor da omissão é crônica.


E aqui está o ponto central: não é ignorância. É postergação consciente. Nós sentimos quando estamos nos traindo um pouco. Sentimos quando estamos ficando menores para caber no confortável. Sentimos quando estamos escolhendo paz superficial em vez de verdade profunda.


A pergunta não é se você sabe.
A pergunta é: o que você fará com o que sabe?


Um dia haverá silêncio. Não o silêncio de uma sala. O silêncio em que as oportunidades já passaram. E nesse dia não serão os outros que perguntarão. Será a própria consciência.


Quando você soube,
por que não fez?


Quando você sentiu,
por que não falou?


Quando percebeu que precisava mudar,
por que esperou estar pronto?


A vida nunca exigiu perfeição. Nunca exigiu ausência de medo. Exigiu presença.
Presença quando era desconfortável.
Presença quando era mais fácil fugir. Presença quando tudo dentro de você tremia.


Enquanto você respira, ainda é presença que está em jogo. Ainda é decisão. Ainda é movimento.


E movimento não começa com certeza absoluta.
Começa com coragem suficiente.


Agora não é teoria.
Não é filosofia.
Não é inspiração momentânea.


É escolha.


E escolha
é agora.

Dizem que o amor machuca, que ele é uma nuvem carregada pronta para desabar em chuva sobre qualquer coração que não seja feito de pedra. E, honestamente? Talvez eles tenham razão. O amor deixa cicatrizes, ele marca a pele da alma com a ferro e fogo, e nem todo mundo é forte o suficiente para aguentar o peso dessa entrega.
Eu sou jovem, eu sei. Talvez aos olhos do mundo eu ainda não tenha visto nada, mas eu aprendi uma coisa ou duas... e aprendi com você.
Aprendi que o amor não é apenas o frescor de uma brisa, mas também o calor de uma chama. E sim, às vezes essa chama queima quando esquenta demais. Mas é nesse calor, nessa intensidade que consome, que eu descobri o que significa estar verdadeiramente vivo.
Não quero um coração duro ou blindado contra a dor se isso significar não sentir o toque da sua mão. Se o amor é uma nuvem que carrega chuva, prefiro me encharcar ao seu lado do que viver na aridez de uma vida sem nós. Porque, no fim das contas, as feridas e as marcas que o amor deixa são apenas as provas de que fomos corajosos o suficiente para não fugir do fogo.
O amor machuca, é verdade. Mas eu aceitaria cada cicatriz, desde que elas tivessem o seu nome.

Sabe, eu poderia me perder em sonhos sobre como as coisas deveriam ser, mas acordar e ver que você ainda não está aqui faz com que o fingimento perca a graça. Viver sem esse amor é cansativo. O que eu sinto por você não é uma ilusão de uma noite de sono; é a realidade que bate no meu peito toda vez que o silêncio fica alto demais.
​Dizem que manter um sentimento vivo é a parte mais difícil de uma história. Mas quer saber? Para mim, o difícil é tentar o contrário. Amar você é a coisa mais natural que eu já fiz.
​Eu não sei quando vamos nos cruzar na rua de novo, ou se as palavras vão fugir do controle quando nossos olhares se encontrarem, mas eu precisava que você soubesse disso antes que o acaso decida por nós:
​Eu não vou a lugar nenhum.
​Eu ainda acredito que podemos ter um novo começo.
​Tudo o que eu peço é a sua verdade, da mesma forma que estou te entregando o meu coração. Se ainda existir um espaço aí dentro para nós dois, me diga. Porque, enquanto eu souber que o que temos é real, eu estarei aqui.

percebi que não posso mais guardar essas palavras. Sinto que perdi o direito de opinar sobre nós, sobre como você tem agido ou como tem se afastado, mas a verdade é que o pensamento de você indo embora me apavora.
Olho para trás e vejo o quanto fui descuidado. Você é, e sempre foi, aquela bandeja de coisas agradáveis que eu, por pura distração ou tolice, acabei derrubando. Você é a vitrine de anéis brilhantes que eu deixei escapar por entre os dedos, e dói perceber que a culpa desse estrago é só minha.
Você tem esse dom extraordinário de acalmar meus medos. Se eu tivesse o mínimo de certeza de que conseguiria encontrar meu caminho sozinho, eu não te pediria para ficar. Eu te deixaria ir. Mas a verdade nua e crua é que eu não duraria outro dia sem você.
Por favor, não vá.
Sei que errei ontem, e talvez tenha errado por muitos "ontens", mas deixe-me ter uma voz nisso. Deixe-me tentar consertar o que derrubei. Fica comigo?

Ler mais
não é ler melhor.


Ler muito
não garante
ler bem.


Não é sobre
ler mais páginas,
mas páginas
que nos leiam.


O valor da leitura
não está na quantidade,
mas no conteúdo
e na profundidade.


Ler mais
não amplia a mente.
Ler melhor
sim.
✍©️@MiriamDaCosta

⁠Sobre o pedantismo

Lucius conseguiu detectar, já ao longo de sua relativa curta jornada de Vida, que existem pelo menos dois tipo de pedantes. O primeiro, é o que ele classificou como o pedante autêntico. Este, é aquele que é ignorante, tem consciência de sua própria limitação, mas finge não ter deficiência cognitiva alguma e age como se fosse inteligente ou instruído. O segundo tipo de pedante, é o falso pedante! Já este, é aquele que acha mesmo ser instruído, sem de fato o ser. Quer dizer, é o "pobre" coitado que, embora se ache de fato inteligente, não tem consciência de que na realidade, não passa de um ignorante.


Às 11:21h in 22.09.2023

⁠“Sobre a logoterapia

É um tipo de tratamento baseado no estado de ataraxia de espírito, através das palavras. É dito que Antifonte orador, curava através da força de sua oratória. Que Pessoas depressivas iam ter com ele para ouvi-lo e que saiam das sessões logoterápicas, completamente aliviadas dos males que afligem a Alma. Fílon de Alexandria informa que os Apóstolos do Cristo, por exemplo, eram chamados de terapeutas e as mulheres seguidoras deles, de terapeutridas. Porque quem tinha perturbação psicóloga e se aproximava deles, dada sua vida contemplativa e meditativa, era curado ou curada. O curioso que O Cristo é chamado de "O Verbo de Deus". No grego, O Logos. A Palavra. E muitos ficavam em estado de paz quando o ouviam. E sentiam a energia de seu Verbo tocando no mais profundo de seu ser, como um fogo Divino que inflama a Alma.

³² E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?

Lucas 24:32

Às 14h18 in 24.02.2024”

Sobre a medida de punição dos espíritos e das Almas que estiverem no Geena.

Aparentemente, pode parecer que todo o Inferno, quando for lançado no Lago de Fogo e Enxofre, O Geena, sofrerá igualmente, o mesmo grau de dor ou de queimação. Refiro-me tanto a Demônios quanto às Almas Humanas. Mas, à luz da Filosofia, Arte, Poesia e Teologia, ( afora depoimentos alhures, dos mais diversos!) entendemos que, se no Primeiro Inferno, onde jazem as Almas Humanas condenadas, há várias alas de punição, cada qual com um grau de pena aplicada, conforme a natureza de seu pecado praticado, na Terra, então não seria justo que, no Geena, pecados menores, fossem punidos com a mesma intensidade de pecados maiores praticados. Entendemos de forma absolutamente resumida, dizendo que, no Geena, isto é, no fogo eterno, que, cada um que lá estiver, irá queimar num grau ou numa intensidade; uma Alma numa, outra em outra intensidade, conforme o pecado que praticou. Em outras palavras: o fogo do Geena, arderá em cada um, numa intensidade proporcional. Embora todos que hão de estar lá, sejam mergulhados naquele inimaginável Mar de fogo, cada qual sentirá um nível de queimadura eterna, na Alma...


Às 08:51 in 12.10.2025

Sobre a ambição de reunião de detalhes, no interior do espírito Científico-Filosófico


O Filósofo Nietzsche, mais precisamente em seus Escritos Sobre História, mostra-nos a avidez por detalhes dos fatos universais, no espírito Científico-Filosófico e Histórico, do Escritor Austríaco Franz Grillparzer. Chegando mesmo a citar que, nesse espírito, há como que um fogo que o consome a querer devorar os detalhes, de modo sempre insaciável. Essa avidez e percepção filosófica, não é algo exclusivo do campo da Filosofia propriamente dita. Mas que é direcionado aos mais diversos campos do saber. Como nas Artes, Pinturas Realistas, Naturalismo , Esculturas, Poesias, Romances...
Em relação a estes últimos, por exemplo, podemos citar o incrível detalhista e minudente romancista - Gustave Flaubert! Seu romance, em especial, Madame Bovary, ganha, entre os intelectuais, o título de "o Romance realista por excelência". ( Marvin Perry). Este Historiador, chega a mencionar que um crítico das obras de Flaubert, comentando sobre o realismo dessa citada obra, Madame Bovary, diz: "reflete uma obsessão com a descrição. Os detalhes são relatados um a um, dando-se a todos a mesma importância, cada rua, cada casa, cada livro, cada folha da de grama, tudo é descrito em pormenor".
Essa avidez no espírito contemplativo, é como que uma vaidade científica que o gênio tem, por fazê-lo sentir-se o portador do atributo Divino da Onisciência. E é exatamente assim que que o gênio buscador do conhecimento, se satisfaz.

Às 12h18 in 13.11.2025

A morte não rouba ninguém
Nildinha Freitas


Um dia, quem sabe, eu saiba mais um pouco sobre esse processo que leva a morte a me alcançar. Uma corrida insana que parece que eu nunca vou ganhar. Mas o que é vencer, afinal? O que é morrer, senão continuar depois e depois?
A vida, essa que tanto estimo e à qual me apego, é um caminho que começa e nunca termina. Só muda o cenário, feito filme. Mas quem continua, protagonista da própria história, sou eu.

Sobre a Lua


Recentemente, peguei-me assistindo a um filme que jamais saberia apreciar;
A beleza de sua história, em outros tempos, eu a desprezaria.
Mantinha meus gostos atrelados à situação à qual me impus,
Não que estivesse enganado — apenas fui omisso com a vida.


Então, foi ao olhar para você, libertando a própria alma,
Apesar das cicatrizes marcadas em seu corpo,
Que se cingiu de amor, esperança e alegria
E buscou a luz para refletir àqueles que se encontravam nas trevas.


Outrora, minhas noites, de tão escuras, fizeram-me esquecer a lua,
Que seguia em seu contínuo e incansável ofício, mesmo sob o céu fechado.
Agradeço por isso: por oferecer, por meio da luz, a cura de sua bondosa alma.
E recrimino as nuvens por hoje não me permitirem contemplá-la.


Desejo que brilhe, ainda que lhe peçam ou a convençam do contrário.
Quero que persista, mesmo quando sentir que não consiga.
Queria ter forças para sair da noite e, enfim, aceitar o dia;
Mas, enquanto eu tiver a lua, sei que isso me bastará.


DRAL

⁠O Som da Luta


Uma história sobre coragem, esperança e propósito em Angola


O sol ainda dormia, mas o bairro já acordava.
O cheiro do carvão aceso misturava-se com o barulho dos chapas lotados e das vozes que se perdiam nas ruas estreitas.
Era mais um dia em Angola — onde o relógio da sobrevivência nunca para, e a esperança é o último bem que o povo se permite perder.


No meio daquela correria, Manuel ajeitava o seu pequeno carrinho de madeira, carregado de garrafas de sumo natural que ele mesmo preparava à noite.
Enquanto o resto da cidade ainda sonhava, ele já estava em movimento.
O seu lema era simples:


> “Quem quer mudar de vida, começa antes do sol nascer.”






Manuel não nasceu com oportunidades.
Cresceu num bairro onde a poeira é mais constante do que a eletricidade, onde o trabalho é pesado e o reconhecimento é raro.
Mas, desde cedo, ele aprendeu com a mãe que “trabalhar com dignidade é melhor do que mendigar respeito.”


Durante anos, procurou emprego.
Fez cursos, entregou currículos, e ouviu promessas vazias.
Cada “vamos te ligar” soava como uma esperança que morria devagar.
Até que um dia, cansado de esperar, ele decidiu criar o próprio caminho.
Pegou um carrinho velho, juntou umas frutas emprestadas e começou a vender sumos na rua.


No início, foi alvo de risos e comentários:
“Um formado a vender sumo? Isso é vergonha!”
Mas Manuel respondia com um sorriso e dizia calmamente:


> “Vergonha é roubar. Trabalhar nunca foi.”






O tempo passou.
O carrinho que parecia um fracasso virou uma barraca simples, mas movimentada.
As pessoas começaram a reconhecer o sabor dos seus sumos — e, mais ainda, o brilho da sua determinação.
O que era sobrevivência começou a virar sustento.
E o sustento, aos poucos, virou inspiração.


Manuel passou a ajudar outros jovens do bairro a começarem pequenos negócios.
“Não temos muito”, ele dizia, “mas temos mãos, mente e vontade. Isso já é capital.”


Hoje, quem passa pela sua barraca vê mais do que produtos — vê uma história viva de resistência.
Ele ainda enfrenta dias difíceis, ainda há contas que não fecham, ainda há lágrimas escondidas.
Mas, em cada amanhecer, Manuel prova a si mesmo que o sucesso não é sobre ter tudo — é sobre fazer algo com o pouco que se tem.


Quando alguém lhe perguntou o que o manteve firme em tempos de desespero, ele respondeu sem hesitar:


> “Foi a fé. Eu acreditei que Deus não me fez para desistir.”






O som da luta continua ecoando nas ruas do bairro.
O mesmo som que vem dos vendedores, das zungueiras, dos mototaxistas, dos estudantes que andam quilômetros para aprender.
Cada um à sua maneira, todos gritam a mesma verdade:
“Enquanto houver esperança, há motivo para continuar.”


E assim, no coração de Angola, entre poeira e calor, entre lágrimas e sorrisos, nasce uma geração que aprendeu a lutar com o que tem — e a acreditar que o amanhã pode, sim, ser melhor.


> Porque em cada angolano há um guerreiro.
E enquanto o coração bater, nunca vamos desistir.

Eu era criança
quando via imagens
quando escutava fatos
sobre o nazismo...


e perplexa
me perguntava
que ser humano
seria capaz
de apoiar tamanha
monstruosidade...


Cresci
e o tempo respondeu
sem piedade
mostrando-me
os rostos
as vozes
as mãos
que repetem
a mesma crueldade
com novos nomes
com velhas violências
com a mesma frieza
disfarçada de discurso...


E assim compreendi
que os monstros
não ficaram no passado
eles caminham entre nós...


✍©️ @MiriamDaCosta

* Sobre a Honestidade Intelectual *


A honestidade intelectual
é uma condição necessária
ou uma necessidade condicionada?!...


Talvez seja as duas...
Porque há quem nasça
com o ímpeto de ser lúcido,
e há quem só ouse sê-lo
quando o ambiente permite,
ou quando o peso da própria mentira
se torna insuportável...


Ser intelectualmente honesto
é caminhar descalço
sobre o chão áspero da verdade...


É resistir à tentação das certezas confortáveis
e à sedução da máscara que agrada...


É desnudar o pensamento,
deixando o orgulho em ruínas,
para encarar o espelho sem adornos,
onde só o que é verdadeiro permanece de pé...


E por que é tão difícil?!
Porque a honestidade intelectual
exige coragem ,
a coragem de contrariar o próprio ego,
de rever o que se acreditava inabalável,
de não se curvar ao aplauso
nem ao consenso...


Poucos suportam
o silêncio que ela impõe,
e menos ainda,
o isolamento que ela provoca...


Mas os que a praticam,
ainda que sangrem por dentro,
sabem que é melhor doer na verdade
do que viver anestesiado na mentira...
✍©️@MiriamDaCosta

É Natal!


Evito falar sobre essa data e o seu real significado (ou seja, a comemoração do nascimento de Jesus Cristo).
E, mais ainda, evito ficar repetindo para todos: "Feliz Natal!".
Vejo tanta hipocrisia e falsidade nesse ritual linguístico de fim de ano.


Sim… é Natal.
E o que eu penso e escrevo a respeito
traz uma lucidez que dói em mim e pode ferir os outros, como quase tudo o que é cruamente honesto, e que costuma golpear algumas pessoas.


O “Feliz Natal” virou um mantra automático,
esvaziado de real presença e de sentimento,
repetido por bocas que não se dispõem
ao mínimo gesto natalino de verdade:
sentimento, empatia, escuta, coerência e humanidade.


Celebra-se uma data que deveria simbolizar
a ruptura com a lógica da violência,
do acúmulo e da exclusão, mas…pratica-se exatamente o oposto, embrulhado em luzes, comilanças, consumo e frases prontas.


E há algo muito coerente no meu evitar esse ritual, quando ele se torna falso.
O meu silêncio, nesse caso, é mais ético que a saudação mecânica.


Jesus, se tomado verdadeiramente a sério,
seria profundamente incômodo hoje.
Ele não caberia nos shoppings lotados,
nos discursos moralistas, nem nas felicitações ( na maioria das vezes) vazias enviadas por obrigação familiar e social


Meu incômodo com essa data não é rejeição ao sagrado. É, ao contrário, respeito.
Respeito por não banalizar o que deveria ser vivido com sentimento e reflexão, e não repetido automaticamente.


Talvez o meu Natal seja esse:
não o da frase dita, mas o da consciência
que se recusa a fingir.
E esse fato, mesmo sem “Feliz Natal”,
é profundamente verdadeiro.


Quantas “Marias” (mulheres solteiras, grávidas
e destinadas à fuga) ainda existem?


Quantos “Jesus” ainda nascem em situações precárias por causa do preconceito e da desumanidade?


Quantos “Josés”, no mundo de hoje,
acolhem uma “Maria” (solteira e grávida) e reconhecem o bebê como um pai?


São tantas as perguntas…
mas prefiro terminar por aqui.
Saúde e serenidade a todos.
Fiquem em paz 🕊
Sejam paz 🕊


✍©️@MiriamDaCosta

Os versos dos poetas
são unguentos sagrados
derramados em silêncio
sobre corações cansados
de atravessar o tempo.


Tocam onde as palavras comuns
não alcançam,
curam fendas invisíveis,
acendem pequenas luzes
nos templos da memória.


Ah! As palavras poéticas
das almas aladas
( sacerdotes do indizível )
são sopros de eternidade
emprestados às almas humanas
que ainda creem
no milagre do sentir.
✍©️@MiriamDaCosta

A visão e a indignação seletivas dizem muito menos sobre o mundo
e muito mais sobre quem olha para ele.


Pensar isso é reconhecer que, muitas vezes,
a indignação não nasce da injustiça em si,
mas da conveniência.


Indigna-se quando dói no próprio território,
silencia-se quando o dano beneficia, protege ou confirma crenças.


A visão seletiva é uma forma sofisticada
de cegueira:
olha, mas não vê;
vê, mas escolhe esquecer.


E o que dizer?


Que a indignação seletiva não é ética,
é estratégia.
Não é consciência,
é cálculo moral.
Não é empatia,
é espelho.


Ela grita contra certos absurdos
enquanto cochicha cumplicidades
diante de outros.


Aponta o dedo com uma mão
e tapa os próprios olhos com a outra.


Talvez a frase mais honesta seja esta:


Quem escolhe quando se indignar
já escolheu de que lado não está.


✍©️@MiriamDaCosta

Perguntaram o que penso sobre o BBB
e porque não escrevo nada a respeito.


Respondo assim:


Eu tenho dificuldades cognitivas,
de interesse e até uma certa forma
de analfabetismo seletivo
para determinados assuntos.


O BBB simplesmente não dialoga
com nada que me instigue,
provoque ou acrescente.


Meu silêncio sobre isso
não é desdém,
é preservação intelectual.
✍©️@MiriamDaCosta

⁠"Não é sobre quem segura a sua mão,
é sobre quem não quer soltar.
Não é sobre quem está com você,
é sobre quem acredita em você.
Não é sobre quem te conhece,
é sobre quem te reconhece,
valoriza e não quer te perder.
Não é sobre quem escolhe ficar,
mas quem nunca mais deseja partir."
🌹

Sobre a Vaidade da Sabedoria

A sabedoria não leva a nada.
Como morre o tolo, morre o sábio.
Tudo o que o sábio sabe é, em última instância,
para alimentar a própria vaidade —
para poder se orgulhar do que supõe ter entendido.

É verdade que, às vezes, a sabedoria o livra
de certos abismos onde o tolo cai sem perceber.
Evita-lhe perigos, enganos, precipícios.
E o tolo, ignorante de tais ciladas,
paga caro — muitas vezes com a própria vida,
morrendo antes da hora,
ceifado pela própria inconsequência.

Contudo, nem isso é razão suficiente
para que o sábio receba honras imerecidas
por seu árduo trabalho em busca do saber.
Pois todo conhecimento, por mais vasto,
se perde no tempo e no espaço,
como areia que escapa por entre os dedos
do homem que acreditava segurá-la.