Textos Escritos por Paulo Mendes Campos
Todo livro é uma semente
semente azul de ilusão
realiade fluorescente
a vida ,mas diferente
os sonhos como eles são
Quanta vez tenho encontrado
o bem que mais se procura
no livro de um degraçado
que nunca teve ventura
ah!nesse só mágoa existe
fece-o pois quem não sofeu
se acaso a dor não resiste
porque a vida me fez triste
e ainda mais triste o fiz eu.
Is it impossible to forget what happened? No, I don't think so. Não, não é possível esquecer o que aconteceu. E se não é possível é porque não deve ser esquecido.
No entanto, é fácil passar por cima. Basta uma outra emoção especialmente boa surgir e o prisma muda. A vida adquire um colorido diferente, renovador, o coração se enche de esperança novamente e passamos a ver tudo sob uma nova e fascinante perspectiva.
Até a roda girar outra vez.
Sim, tudo muda, nós mudamos. Mas as lembranças não. Podemos até pregar peças em nossa mente, pensamos "Não, não foi bem assim, entendi errado, estava dominada pela emoção, a culpa foi minha", etc, etc. Até o dia em que ficamos sozinhas, no ônibus, ao nos prepararmos para dormir, numa sexta à noite... sem angústia ou desespero, tranquilas, placidamente vagamos pelos pensamentos e memórias, nos entretendo com o filme de nossas vidas.
Tudo fica mais claro.
Damos a César o que é de César. Nos vemos ora como vítimas, ora como vilãs, ora inocentes, ora maliciosas, ora como um animal sendo abatido, ora como a loba maquiavélica, arquitetando cada passo, cada investida, prontas para dar o bote.
Somos multifacetadas. Nem boas, nem más, nem anjos, nem demônios. Somos capazes de tudo e de coisa nenhuma. Dizemos que fazemos e acontecemos, fazendo algumas vezes realmente, mas nos acovardando frequentemente. Somos frágeis e somos fortes. Somos humanos.
Necessitamos ser colocados à prova constantemente. Necessitamos colocar os outros à prova também. Queremos provas de que estávamos certos ou errados, procuramos evidências. Claro que estas estão sujeitas a interpretações e re-interpretações, de acordo com o andar da carruagem; "viajamos ao sabor do vento".
Well, is it good? Sim e bem, não. Onde ficam as convicções, os valores, o auto-respeito, essas raízes que nos impedem de viver como astronautas, perdidos no tempo e no espaço?
Essas não devem ser esquecidas. A sã consciência, a memória nos mantém lúcidas, alertas. O "brilho eterno de uma mente sem lembranças" pode nos cegar.. A cegueira pode ser conveniente mas também é conivente.
"Há encontros que mudam nossa vida. Há pessoas que chegam no momento preciso, como se surgissem de um encantamento."
Quando tudo parece irremediavelmente perdido and the world seems to be falling apart, a vida nos empurra para frente. O dia a dia, a rotina, o cotidiano de coisas comuns, ordinary events, o maior acontecimento é perceber que o mundo não pára. Ao contrário, apresenta-se como implacável, intolerante às dores, tristezas, mágoas e decepções. É como se gritasse, sarcasticamente, “Hey, wake up, girl!!! Put yourself together and move on!” Parece insensível, mas em verdade, não o é. Ele sabe que isso é exatamente o que precisamos. Uma sacudida, ás vezes, um tapa na cara. That`s the way it is. Viver é dar a cara à tapa, muitas vezes. Só assim, sobrevivemos. Só assim, fortalecemos nossa alma e nosso coração. Um gosto amargo vem à boca, mas engolimos, digerimos para podermos ser capazes de saborear o doce novamente. De qualquer forma, não estamos sozinhos. O momento é propício para voltarmos ás nossas origens, lembranças que sempre nos acompanharão, memórias, antigas fotografias que ajudam a resgatar sonhos empoeirados, objetivos interrompidos, quem somos, de onde viemos. É hora de tirar a neve acumulada dos trilhos e pôr o trem em curso novamente, voltar à nossa estrada. Depois da nevasca, contemplar o céu azul e fazer novas conquistas. Fazer o que deve ser feito. Viver, get the most of it. The show must GO ON.
Que saudade de ti ! de voce, de você!!!
O Tu põe entre nós uma grande distãncia...
É ríspido demais...Tenho a impressão de que
Não é para um amor tão simples como o nosso
Além disso VOCÊ ouve-se desde a infância
Quando a gente quer bem trata-se por você...
Se eu escrevesse, pois : que saudade de ti...
E a que sinto afinal como nunca senti
É apenas de voce meu amor de VOCÊ
Você
Pequenina flor em botão, luz que descortina a menina pura de pés no chão. A malícia ainda não desvirginou o seu coração natural ao glorioso ato da procriação.
Por que desbragar o mundo pela imposição do desejo sem a conscientização. Marmelada e queijo também podem causar congestão. A grande verdade está em encher o planeta de gente sã e perneta, tanto que usam até proveta a promover a criação caótica para degradar mais ainda a população. O que se há de fazer se, quem manda é invisível, essa força energética se faz cumprir dolorosa missão à nossa visão, a qual ninguém põe a mão.
Todas as ações partem da mente humana, porém, advindas de energias ocultas, impalpáveis, invisíveis, inodoras, sem existência, sem aparência, enfim, sem explicação. Porém, obedecida inexoravelmente.
Essa gente toda é você...
Você são dois
Suas atitudes vêm do mundo do além. Semimecânico às vezes você sabe, sem saber o que fez. Teleguiado por mãos poderosas à marionete nas mãos de deuses. Semiconsciente, ateu, às vezes crente em algum deus. A confirmar essa dualidade, você sou eu. Pode diferir da minha idade, meu biótipo, porém, com muita humildade a humanidade, sou eu. Você ainda não percebeu que seu pensamento é o verdadeiro mar de sua navegação, tirando-o da limitação. “Navegar é preciso” já disse o Pessoa. Mas, não fique remando à toa, contra a maré, seja uma pessoa boa. Por ele pode “navegar por mares nunca dantes navegado”, já disse Castro Alves, além da força humana com toda a distinção. Podem lhe tomar todos os seus bens, tudo o que já teve, ou que já tem, porém, seu pensamento não tem pra ninguém... A sua mente é maior que todos os universos. Navegue navegante errante.
jbcampos
Desvia os olhos dos meus
para o nosso mutuo bem
eu nunca pedi a Deus
a ventura de ninguém
Pedi-lhe um pouco daquela
que ele entesoura na mão
apenas as sobras dela
o que caisse no chão
Humilissima ventura
que todos tem menos eu
a mais singela a mais pura
que a vida ja prometeu
E, sendo um voto que fiz
outra não quero também
ninguém no mundo é feliz
com a desdita de ninguém
Neste mundo de tantas dificuldades,
encontrar pessoas dignas de respeito
é algo quase impossível.
Mas essa luz brilhou em meu caminho.
Eu que ainda busco exemplos encontrei você.
Descobri também que ser pai ou mãe,
não é simplesmente fecundar alguém,
mas principalmente participar da vida de quem se ama.
Por isso, vejo em você um grande exemplo de pai,
que não precisou me gerar para me amar tanto.
Neste dia, onde os filhos buscam palavras para expressar o seu amor e gratidão aos pais, eu busco demonstrar em forma de poesia, que você é muito querido.
Que diariamente me inspira a ser um ser humano melhor e mais generoso.
Através dos teus exemplos tenho entendido que vale a pena ser uma pessoa honesta e que a dignidade é um dom, uma dádiva concedida àqueles que a buscam.
Você é a fonte de minhas respostas para as grandes dúvidas que eu tinha.
A luz para a minha vida, para o meu caminho, pois eu te elegi o meu segundo pai!
Feliz Dia dos Pais!
Quem nunca foi à praia,
acredita que essa selva de pedra é o paraíso.
Se hoje a tristeza parece enorme,
é porque te senti próxima, sei o que é bom.
Antes ser feliz desconhecendo?
Não troco o que conheci por nada no mundo.
Se hoje estou triste...
É porque conheci a felicidade...conheci você
Tenho certo pavor da frase tão dita por nós seres humanos - inclusive que vos fala – ‘’Eu era feliz e não sabia’’. Não, você não era, o problema é que a vida é tão triste, sozinha, com tantas mudanças com o tempo, que quando tu olhas para trás, enxerga só as coisas boas, e nota que comparada com a grande porcaria do hoje em dia, até aquele passado que você tanto reclamava era bem mais feliz. Admiro quem era feliz e sabia, mas é difícil alguém valorizar essa felicidade, aproveitar… Passa tão rápido. E eu sei mais do que ninguém, que tanto a tristeza quanto a alegria vão-se como o vento, e podem voltar a qualquer momento.
Eu as vezes tenho vontade de voltar, voltar para não sei onde…Só queria ir embora dessa mediocridade que o mundo é hoje em dia, não que antigamente não fosse, mas como falei…Falamos do passado como se fosse perfeição. Precisamos achar um encanto, ter um motivo pra dizer que o mundo já foi algo bonito, mas a verdade é que nunca foi. Vivemos a procura do perfeito que nunca vai existir.
Eu tinha uma imagem da vida totalmente diferente, espero que, além disso, haja alguma coisa que me faça feliz e me encante.
Atualmente estava preenchendo o espaço de sua cabeça com falsas ideias e falsas ilusões em relação a outras pessoas.
Já era madrugada do dia doze, e ela não conseguia dormir – na verdade não tentava, sabia que os pensamentos iam se confundir com sonho, e quando fosse notar... Acordada estava –
Celina só queria entender algumas coisas, entender quem era ele, que ela não conseguia saber, mas que amava (muito). Ela queria mergulhar naquele olhar, até se afogar se fosse preciso – a forma de ser salva era ele, só observar aquele jeitinho que nem ela enxergava –
A respiração dela cansava, cansava, cansava. Mas ela precisara daquilo. Ela era movida pelo amor. E aquele momento estava a roendo em pedaços, doendo cada movimento. Ela não tinha ninguém.
Nunca foi de acreditar em metades da laranja – mas em um grande amor – sim, sempre se achou do tamanho ideal, sem precisar de mais ninguém para completar.
Não conseguia descobrir em madrugadas anteriores, talvez não fosse diferente nessa.
Foi checar os e-mais, deu uma olhadinha em suas redes sociais, e veio uma foto. Uma foto de uma pessoa que ela conhecia, mas que não lembrava mais, que achava que era passado. Mas não, tudo a atormentou novamente, chegaram à sua mente aquelas velhas cenas da sua vida – e outras que talvez nem fossem acontecer –
Uma lágrima caiu. Duas. A terceira veio com força e passou até o seu pescoço. E esse movimentou lembrou o abraço, o carinho, os beijos.
E tudo foi voltando aos poucos. O real sentimento. E também aos poucos, nada sem pressa, aquelas falsas ideias foram vazando feito água do seu coração. A cada dia era um sentimento a menos - pelo menos com a distância ela estava conseguindo-. E o real amor, estava ali, o tempo todo. F i n a l m e n t e ela conseguiu enxergar alem do seu olhar. E assim notar que eles eram um só.
E do que adianta me lamentar mais? Do que se resolve se eu ficar pensando nisso dias e noites e perder o sono na hora de dormir? Vai adiantar chorar quando penso no nosso amor e quando releio aquelas palavras que me escreveu numa folha arrancada de sua agenda? Vai adiantar sair procurando por você e querer te ver a qualquer custo? Vai resolver se eu te ligar pra ouvir sua voz, ficar sem coragem de falar e dizer que foi engano? Vai adiantar se eu afirmar pra todos que me perguntarem se isso realmente vai ter um fim e por dentro estar querendo relutar com cada palavra minha? Me diz, pelo amor de Deus, se vai resolver se eu ouvir a nossa música e sonhar com você aqui me abraçando ? Me diz logo, se você vai voltar ou se você vai ficar aí de longe vendo o meu sofrimento. Me diz logo se tudo o que eu imagino pra nós, não é ilusão da minha cabeça, muito menos fantasia. Me diz por favor, que assim como eu, você sonha com tudo isso todos os dias em que você levanta. Confessa pra mim que você sorri quando lembra dos nossos momentos e que você se imagina do meu lado agora. Você não pode me ligar e dizer que só ligou por que estava morrendo de saudades e só queria relembrar de cada momento delicioso que passamos juntos? De todas aquelas nossas conversas, de todas aquelas nossas brigas, de todo aquele nosso orgulho e de todo aquele nosso amor, que agora, eu procuro, mas não sei onde foi parar? Diz pra mim que você vai parar de quebrar meu coração toda vez em que você for se pronunciar sobre nós dois? Promete que mesmo assim, de longe, você ainda vai me amar e vai me dar motivos pra continuar te amando? Você jura que você não vai guardar raiva de mim e nem vai deixar esse amor virar ódio? Você promete que não vai deixar ninguém cuidar de você, como eu cuidava? Que não vai olhar pra ninguém com os mesmos olhos que olhava pra mim? Você jura que vai tentar pensar em mim e sorrir? Como se não existissem os problemas? Promete que vai olhar aquelas nossas fotos e sentir saudades do tempo em que passamos juntos e ainda assim, ter a certeza que deixo contigo, de que tudo aquilo ainda vai se repetir novamente? Você promete que você parar com esse orgulho bobo, que não nos leva a lugar nenhum, a não ser a um caminho sem amor?
Deixa eu cuidar de você. Deixa eu te fazer sorrir. Deixa eu te mostrar o que eu quero. Deixa eu fazer parte da sua vida, dos teus planos, dos teus sonhos. Deixa eu te ninar, te abraçar, te beijar e te chamar de meu. Deixa eu te fazer feliz, deixa eu ser feliz, deixa eu acabar com esse sofrimento. Para com esse jogo e deixar de tentar me convencer de que você já não se importa mais. Para de se ferir, para de me machucar. Deixa eu cuidar de você, deixa eu te amar...
É muito curioso rever suas fotos, suas centenas de fotos. O tempo passa rápido, tempo que não queremos ver, tempo que queremos que volte, tempo que não quero viver pra ver. É tudo lindo e exigente. É compacto e inocente. É doce e humilde. É verdadeiro.
Na pausa do momento, a pausa do retrato, de qualquer retrato, as imagens estão imortalizadas até que durem olhos para ver. E o que queremos ver? Que momentos estamos preparados pra ver? De qualquer maneira, nenhuma foto é igual. Nenhum momento é igual. Então, o desejo é que nos disponhamos a viver os momentos mais simples como se fossem os únicos e que se valorize assim como os retratos. Espero fazer poses com pessoas que me interessam, pessoas que amo, pessoas que são verdadeiras em suas essências. Falo das crianças, falo dos adultos, falo das árvores e da terra. Amo todos vocês.
Sempre sonho. Dormindo ou acordado estou sempre sonhando sonhos possíveis, desejos perdidos, sonhos lamentáveis e as vezes pervertidos; Sonho escuro ou colorido; sonho chato ou divertido; Sonhos que apavoram e outros que nem quero acordar; sonhos estranhos e alguns que nem quero contar, mas o sonho que parecia mais improvável e que não imaginava que se realizaria, foi exatamente o que se concretizou na minha vida. VOCÊ
Te amo
Se você se esquecer de sorrir para mim ao acordar pela manhã, não tem problema, eu te lembro, pois é o que sempre faço e sempre vou fazer. Se vc se esquecer de me dar um beijo e me dizer bom dia ao despertar, eu te lembro, você certamente ouvirá isto de mim. Se você se esquecer que seu abraço me acalenta e não vir até a mim para me abraçar, não tem problema, eu te lembro, pois você vai ser abraçada todos os dias e toda hora.
Amor, quero ser para sempre um marido especial para você. TE AMO
Um amor que surge assim subitamente,
faz o coração a mais forte bater,
sensação que não sai da mente,
coisas que a gente não consegue entender.
Quando estou com você não sinto meus pés tocarem o chão,
você me faz flutuar na emoção,
o teu jeito me faz delirar,
eu não consigo parar de te amar.
E de repente tudo fica mais bonito,
os meus objetivos parecem ser alcançados,
tudo fica mais colorido,
quando você esta do meu lado.
É possível ...
conquistar o impossível,
encontrar algo perdido,
perder todo o sentido,
é possível ...
morrer de amar,
caminhando tropeçar,
fechar os olhos e te sentir,
levantar após cair,
é possível ...
sorrir sem chorar,
ouvir sem reclamar,
discutir sem se estressar,
um amigo abraçar,
é possível ...
criticar sem ferir,
educar sem punir,
aproveitar sem se alterar,
amar sem magoar,
é possível ...
discordar e respeitar,
o teu próximo ajudar,
felicidade fazer nascer,
as dificuldades conseguir vencer,
é possível ...
curar um coração partido,
viver o proibido,
rir até cansar,
em chuva caminhar,
é possível ...
falar sem ofender,
de mal momento não se abater,
calar e tolerar,
e os seus medos conseguir matar.
Mas tudo existe,
como sempre existirá,
e nada irá mudar,
se você desistir de tentar.
Hoje o dia nasceu cinza,
e a cor dos seus olhos não consigo ver,
não sei se estão brancos por paz,
ou cegos pelo amanhecer.
Se eu pudesse neles tocar,
não sei se conseguiria te devolver
a cor intensa que ele tinha,
o brilho, e a exuberância
de quando você era minha.
Mas do que importa nisso eu crer,
se a cada dia o céu se torna mais escuro,
e seus olhos brancos vão desaparecendo,
no meio da escuridão me sinto inseguro,
mas tudo acontece como deveria estar acontecendo.
Nos nossos dias uma gota de amor,
pode te matar a sede,
ou te afogar,
mas isso não impede
de que seus olhos brancos assim possam permanecer,
seja por paz, ou pela cegueira desse amanhecer.
Começo já me perdoando pela repetição de palavras, mas é que entre essa história, rodou o tudo em uma coisa só. O amor, o olhar.
Foi um romance aparentemente eterno. Um amor jamais imaginado, na cabeça dela. Na dele confesso que não sei, mas o seu olhar dizia por qualquer palavra.
Eduarda era daquelas meninas desapaixonadas, que não gostava do amor, fazia de tudo um pouco para dizer que não amava a ninguém.
Gustavo era daqueles de rosas, poemas e romantismo. Só faltava realmente a coragem.
Eduarda sonhou com ele, Gustavo já pensava nela. No outro dia, quando ela o notou, lembrou do sonho… Que eles diziam que iam ficar juntos. Na mesma hora ela se apaixonou por aquele novo amor. Mas dessa vez – como sempre – maior do que todos.
Eram pensamentos da parte de Eduarda, musicas, coisas que ela escrevia sem parar…
Não sei de fato se foi uma forma dela encontrar uma razão para a vida criar uma felicidade, ou foi realmente algo inexplicável.
Só sei que ela não parava de pensar nele um minuto sequer, e ele sempre vinha em seus sonhos dizer tudo o que ela sonhava.
Todos os dias, o momento mais feliz era aquele em que eles se viam, e em que seus olhinhos brilhavam e o sorriso no cantinho da boca aparecia.
O encontro aconteceu, mas nada aconteceu. Mas ficaram esperanças altas no ar, iria acontecer algo.
E nesse lenga-lenga, passou-se um ano. Quando chegou o tal 2010, Eduarda estava cheia de esperanças, cheia de amor. Mas ai é que tá, o ano chegou levando tudo… Até os sentimentos. E a partir do momento que eles se conheceram, o amor saiu por ai… Vagando pelas ruas do Recife. O problema de Eduarda era que a partir do momento que ela conhecia a pessoa, ela via que não existia aquela perfeição toda. E mesmo dizendo amar o imperfeito, no fundo… Aquela doçura do romantismo que sim existia nela falava mais alto. Já Gustavo, se mostrou uma pessoa fria por fora, mas Eduarda sabia muito bem que ele não era nada disso. Ela via em seus olhos. E Gustavo também sabia muito de Eduarda, sabia que ela não era nada disso aparentemente mostrado.
Acabou. Não existe nada mais triste do que um amor assim acabar. E acabar do nada, da mesma forma que começou. Os olhares não mais se encontram não se tem a melodia das notas iguais. Nada, o tudo virou nada.
Agora Eduarda voltou a ser aquela desapaixona de sempre, nunca mais gostara de alguém. Ela dizia que tinha descoberto o amor verdadeiro, e agora seria difícil de interessar por alguém, nada se comparava… Mesmo sem mais sentir.
Já Gustavo continuava com sua capa por fora. E foi embora, longe dela… Para nunca mais voltar.
Naquela noite o amor apertou mais,
tudo em minha vida ficou escuro,
sem vida, habitado por um fútil sentimento
chamado solidão.
Não sei se voltaria pra trás,
todo aquele amor mais puro
se tornou obscuro aos olhos teus.
Se quando penso em você,
retorno aos momentos,
e me pergunto, por quê?
por quê não houve entendimentos?
Sim, sofri, sorri, menti,
Mesmo assim, quando eu te vejo
eu perco o chão, minha mão transpira,
minha mente pira, já não sei o que faço.
Ainda te amo, pois se amar é uma
loucura sem cura, eu sou e sempre serei
louca por amar você.
Penso em você todos os dias,
queria ter você em minhas mãos,
ter você pra vida inteira.
Você ainda é e sempre será minha
razão de estar vivendo e aprendendo,
minha inspiração de todos os dias,
meu amor infinito, minha luz.
Amei, amo e sempre te amarei.
Eternamente.
1912
Eram apaixonados como eu nunca vi.
Neste dia estavam á beira do mar de mãos dadas, ela se chamava Bárbara e ele Eduardo.
Confesso que hesitei quando vi, mas logo eu e o mundo que os rodeava notamos que era inevitável aquele amor não acontecer. Sempre esteve nos dois corações aquele sentimento, e aos poucos eles iam se tornando romance, dia a dia, companhia, sorrisos, cartas…
O primeiro beijo aconteceu, quando eles se olharam nos olhos fixamente. O ego deles se cruzavam de qualquer forma. Era como se os dois fossem um só. Daí não parou mais, não se largaram um minuto. Muitos beijinhos, abraços, sorrisos, lágrimas, briguinhas, voltas.
Eles já sabiam mesmo sem saber a importância e o tamanho daquele sentimento.
No primeiro mês de namoro Eduardo deu uma rosa que prendia no cabelo – que combinava com seus vestidinhos que ela tanto amava de bolinhas -, no segundo foi um perfume, no terceiro confesso que não sei, mas acho que uma rosa e um perfume.
Só tinham quinze anos, e com o tempo os pais de ambos foram se acostumando com a ideia.
Passou-se sete anos, Eduardo a pediu em casamento. Casaram-se na igrejinha com poucos convidados e os trajes mais lindos da época. Bárbara estava impecável com o seu vestido de noiva com uma cauda enorme e uma simplicidade ao mesmo tempo.
Jogou-se o buquê, brindes, valsas, e tudo que se tem direito.
A lua de mel foi no estrangeiro, na Europa. Passaram por lá algumas semanas. A volta foi triste. Queriam para sempre aquele lugar apaixonante. Mas então voltaram para o Brasil, mas especificamente, Recife.
E continuava com aquele clima romântico, afinal… O amor e a cidade ajudavam.
Todo dia, o dia novo que vinha, era a melhor fase do casal, sempre melhorava aquele romance, o dia seguinte sempre era melhor que o passado. Era tudo demais, feliz demais. Triste demais nos dias de brigas, normal.
No dia 31 de julho, Eduardo sofreu um acidente.
Bárbara não sabia o que fazer naqueles dias conturbados no hospital, ela rezava a cada segundo, beijava a testa do seu amado, rezava novamente, chorava no ombro se deus amigos e familiares. Eis que sete de agosto, sete dias depois do seu acidente… Eduardo faleceu. E bárbara foi junto a ele. Não no corpo, mas na alma. Ela passou dois anos não vividos. Ela não sabia mais quem era, só vivia do passado.
O cemitério por algum tempo tornou-se seu lar. Lembro de uma vez que ela chegou a deixar no caixão a flor do seu cabelo – do primeiro mês de namoro –
Passou a desacreditar de Deus por alguns meses. Depois, voltou a acreditar. E a partir daí mudou.
Ela saiu e foi viver, viveu. Teve outros amores, casos. Viveu feliz com a família – que aos poucos também iam partindo – e com seus amigos – que também alguns partiriam antes dela – não que ela não fizesse isso, pelo contrário. Bárbara e Eduardo eram extremamente ligados as suas famílias e amigos. O amor deles não só juntava os dois, e sim as pessoas.
Ela viveu, diga-se de passagem. Não um viver bem, mas um viver vivido apesar de tudo. Sempre faltava um pedaço nela, um pedaço de terra, de pessoa, de amor. Tudo fazia falta, tudo. Ela não tinha filhos com Eduardo, não tinha nada. Só as fotografias de momentos inesquecíveis.
2010
Bárbara é o seu nome. Menina feliz, com uma família maravilhosa, amigos bons.
Ela é de recife, ama a cidade e o pessoal de lá. Mas as vezes não se sente totalmente ‘em casa’ falta um pedaço nela que Bárbara não fazia ideia de onde vinha.
De vez ou outra ela ia no recife antigo e chorava, chorava sem parar. Múrmuros de choros.
Na praia, ainda era pior. Eram lembranças que ela não conseguia ver ou saber, mas sentia.
Dia oito de agosto, ela estava perto do mar, sentada e chorando muito.
Do nada, apareceu um menino aparentemente da sua idade – 15 – e lhe deu uma rosa e disse:
- E a historia não recomeça, ela continua. E cada vez mais linda e eterna.
Bárbara sem entender nada, diz
- Hã? Desculpa, não to entendendo.
O menino riu
- Eu também não entendi, saiu do nada. Você ta chorando, me doeu te ver assim, mesmo sem te conhecer. Quer um presente?
Bárbara riu
- Não precisa, mas obrigada pelas palavras.
- Eu faço questão, tome essa flor.
- Nossa, que linda! Obrigada.
- Mas olha, é pra por no cabelo, é uma flor de vida, mas com um tick - ou sei lá o nome – atrás dele que tu coloca na cabeça.
- Ammmmmmmm, (risos) pronto. Que engraçado, onde comprasse isso?
- Ficou linda, e combinou muito com sua blusa de bolinhas. Achei aqui no chão. Não vai deixar de aceitar não, ne?
- (risos) claro que não! E qual seu nome?
- Eduardo. E o seu?
- Bárbara.
Os dois paralisara por três segundos.
- Que fofa! E que bom que suas lágrimas sumiram
- (risos) É… É como se eu tivesse achado a minha casa, o meu porto seguro.
- Agora quem não entendeu fui eu.
- Talvez eu também não.
Os dois sorriram.
E dessa vez os dias sete, os momentos sete, setenta, dezessete, nada atrapalhou. Foi para sempre, e olhe que dizem que isto de eterno não existe. Mas para aqueles dois irá existir. E vai ser sempre como se fosse o primeiro e eterno amor.
E sim, eles não se perderam um do outro.
Agora, anos depois. Ambos já adultos… Possuem dois filhos. Um menino e uma menina. Deixaram na vida uma raiz.
E no momento em que eles partirem, vão partir de um jeito totalmente deles.
